Jovens procuram mais inclusão nos jogos e mais animação no cinema e televisão

Um inquérito norte-americano revela que os consumidores de entretenimento mais jovens preferem histórias com personagens diversas e relações autênticas, rejeitando estereótipos e conteúdo sexualizado.

De acordo com o Teens & Screens Report 2025, conduzido pelo Center for Scholars & Storytellers da Universidade da Califórnia (UCLA), os jogadores e espetadores mais jovens estão a mudar o rumo do entretenimento, com adolescentes e jovens adultos entre os 10 e os 24 anos a revelarem um desejo crescente por experiências mais inclusivas nos videojogos e por histórias mais autênticas e menos sexualizadas no cinema e na televisão.

O estudo, baseado em respostas de 1500 participantes, mostra que mais de metade dos jovens sente pressão para corresponder a comportamentos associados ao género ou à origem étnica enquanto joga. Entre as mulheres e raparigas, mais de 50% afirmam ter de “agir de determinada forma” para evitar assédio ou discriminação. E mesmo entre os rapazes e homens, 64,5% admitem sentir-se obrigados a adaptar o seu comportamento por motivos de identidade.

Esta pressão social reflete-se também na forma como os jovens escolhem o que jogar. Quase metade dos inquiridos (47,8%) afirma ter dificuldade em encontrar personagens com as quais se identifique, sobretudo entre jogadores asiáticos (55,9%) e hispânicos ou latinos (56,3%). Ainda assim, a diversidade é um critério determinante para muitos, já que 41,6% dizem considerar a representatividade racial nas personagens e nas histórias antes de escolher um jogo.

Em contrapartida, a indústria tecnológica e de videojogos parece estar a recuar em políticas de diversidade. Nos Estados Unidos, empresas como a Microsoft e a Meta encerraram recentemente equipas dedicadas a iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), de acordo com o relatório, algo que tem sido visto como medidas de cedência às exigências da atual administração governamental norte-americana, cuja ideologia é mais conservativa, insegura e retrograda no que toca a questões sociais.

Fora do espaço dos jogos, o estudo revela uma mudança nas preferências de consumo audiovisual. Quase metade dos jovens (48,4%) considera que há “demasiado conteúdo sexual” em filmes e séries, e 60,9% defendem que as relações românticas devem ser retratadas mais como amizades do que como desejo físico.

A preferência por histórias sobre amizade e autenticidade é transversal às idades analisadas. Entre os 14 e os 24 anos, 59,7% dizem querer ver mais projetos em que as relações centrais sejam de amizade, e 54,1% pedem mais personagens que não estejam interessadas em relações amorosas. O mesmo estudo indica que 54,9% gostariam de ver mais amizades entre géneros diferentes e 49% entre pessoas do mesmo género, destacando também o interesse por representações de “conflitos saudáveis”.

Outro dado significativo é o aumento da preferência por conteúdos animados. A percentagem de jovens que preferem animação a produções em imagem real subiu de 42 para 48,5 % em apenas um ano, abrangendo tanto adolescentes como jovens adultos até aos 24 anos. Sagas como Stranger Things, Wednesday, SpongeBob SquarePants e Spider-Man surgem entre os mais mencionados como favoritos.

Apesar de consumirem grande parte do conteúdo através do YouTube e do TikTok, 57% afirmam ver mais filmes e séries tradicionais do que se pensa. E 53% dizem discutir cinema e televisão com os amigos com mais frequência do que falam sobre o que veem nas redes sociais.

Moeve conclui renovação de 50 postos em Portugal

Cinquenta postos Moeve já exibem a nova identidade multi-energia, simbolizando o avanço da transformação da rede ibérica até 2027.

A Moeve concluiu a transformação de 50 postos de abastecimento, agora alinhados com a nova identidade e o conceito multi-energia da marca. Este avanço visa converter toda a rede ibérica, anteriormente da Cepsa, em espaços de mobilidade centrados na sustentabilidade, na digitalização e na conveniência.

Com meia centena de estações já renovadas, distribuídas por regiões como Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Leiria e Algarve, a Moeve reforça, assim, a sua presença em áreas estratégicas do território nacional.

As estações renovadas integram as lojas Moeve Market, com oferta alimentar e de parafarmácia, as cafetarias R’SPIRO, que combinam qualidade e um ambiente acolhedor, e a Moeve Wash, um serviço de lavagem de veículos concebido para garantir eficiência e sustentabilidade.

De acordo com Cláudia Soares-Mendes, diretora de Comunicação e Marketing da Moeve, a transformação dos postos pretende “criar espaços mais modernos, preparados para o futuro da mobilidade, com serviços digitais, energia mais limpa e uma experiência mais conveniente”.

A empresa mantém o objetivo de transformar toda a rede ibérica a um ritmo de cerca de 600 postos por ano, num investimento total estimado em 130 milhões de euros até 2027.

Inverse by CR7 estreia-se como novo conceito do grupo Pestana

O grupo Pestana apresenta o Inverse by CR7, um espaço que combina restauração e entretenimento em locais de referência como Lisboa, Madrid e Marrakech.

O Pestana CR7 Lifestyle Hotels apresentou este mês o Inverse by CR7, uma marca que propõe uma abordagem diferente ao conceito de sports bar, aproximando-o de um espaço de convívio e entretenimento. O projeto combina gastronomia, cocktails de autor, música e uma programação regular de eventos, reunindo num só local várias vertentes do lazer urbano.

O Inverse by CR7 está presente em Lisboa, Funchal, Madrid e Marrakech, em localizações que espelham a aposta num público cosmopolita. Em Lisboa, situa-se na Baixa Pombalina; no Funchal, junto à Marina; em Madrid, na Gran Vía; e em Marrakech, num dos bairros mais dinâmicos da cidade. Apesar de partilharem a mesma identidade, cada espaço integra elementos que remetem para a cultura e o ambiente local.

A marca foi desenvolvida com uma identidade visual e operacional comum, pensada para garantir coerência em todos os locais. O design dos interiores, a comunicação e a formação das equipas seguem a mesma linha, assegurando uma experiência uniforme. A carta, elaborada pelo chef executivo Borja Veguillas, do Pestana Gran Vía Madrid, é transversal a todos os espaços, embora inclua também pratos exclusivos em cada cidade, inspirados nas tradições gastronómicas locais.

Entre as opções mais representativas encontra-se o Goat Burger, acompanhado por cocktails de assinatura como o Ballon d’Or, o Fair Play Cocktail e o Leyenda Cocktail. A componente musical é da responsabilidade do DJ Michael C., que criou uma selecção de faixas adaptada ao ambiente de cada espaço.

Securitas Direct passa a chamar-se Verisure e entra numa nova fase da sua história

A transição para o nome Verisure reforça a identidade global da empresa e confirma a continuidade da sua missão: proteger pessoas, lares e negócios.

A Securitas Direct iniciou esta semana uma nova fase da sua presença em Portugal, passando oficialmente a operar sob o nome Verisure. A alteração, que marca uma unificação global da marca, reforça a ligação da empresa ao grupo internacional a que pertence desde a sua fundação e traduz uma estratégia de consolidação que mantém inalterado o propósito de proteger pessoas, habitações e pequenos negócios através de sistemas de prevenção, deteção, verificação e resposta imediata.

O novo posicionamento assenta em três eixos fundamentais: o reforço da liderança no mercado nacional, a aposta contínua em tecnologia própria e a manutenção de um serviço de excelência. A empresa mantém o compromisso de investir em soluções que combinam inteligência artificial com intervenção humana, assegurando respostas rápidas e eficazes. Atualmente, o tempo médio de atuação é inferior a 20 segundos, e o índice de satisfação dos clientes atinge uma média de 9,2 em 10. Por detrás destes resultados está uma equipa especializada, dedicada a oferecer soluções personalizadas e fiáveis para cada situação.

Verisure

O momento coincide com a entrada na bolsa de Estocolmo, considerada a maior oferta pública inicial da Europa dos últimos três anos, algo que ampliará a capacidade de investimento em inovação tecnológica e na melhoria contínua dos serviços.

Em Portugal, o portefólio da Verisure inclui sistemas de alarme para residências e pequenos negócios, ligados a uma Central Recetora de Alarmes que funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. As soluções abrangem a deteção de intrusão, incêndio, inundações e emergência médica, asseguradas por uma equipa técnica qualificada que garante instalação profissional, manutenção permanente e contacto direto com as autoridades em caso de necessidade.

Com mais de duas décadas de atividade no mercado português, a mudança para Verisure reflete uma evolução natural e uma integração completa na identidade global do grupo, presente em 17 países, com mais de 35 anos de experiência, 5,8 milhões de clientes e cerca de 30.000 colaboradores.

Kryptoportfel Trustee Plus: com 94% de opiniões positivas dos utilizadores

A Trustee Plus é uma carteira de criptomoedas moderna e uma aplicação de pagamentos que tem vindo a ganhar cada vez mais reconhecimento entre os utilizadores portugueses. Segundo estudos, 94% das opiniões sobre a Trustee Plus são positivas, o que mostra que a aplicação responde às necessidades tanto das pessoas que estão a começar a sua aventura com criptomoedas, como dos investidores mais experientes.

A partir de uma única aplicação é possível, em apenas alguns cliques, comprar e vender ativos digitais, levantar fundos para contas bancárias portuguesas e usar o cartão moderno de criptomoedas Quicko Digital, bem como realizar transferências SEPA em euros. Tudo isto numa interface intuitiva em português.

Maryna Nesterenko, Head of Support da Trustee Plus, ressalta: “Para nós, o mais importante é que cada utilizador se sinta seguro e confortável ao utilizar a aplicação. Por isso criámos uma equipa de Apoio ao Cliente disponível em português, que ajuda tanto a principiantes como a utilizadores avançados. Alegra-nos que 94% das opiniões sobre a Trustee Plus sejam positivas – é uma prova de que estamos a seguir na direção certa. Cada pergunta e cada sugestão inspiram-nos a continuar a desenvolver-nos, e para que os pagamentos diários com criptomoedas sejam realmente simples.”

Graças à integração com o Quicko Digital, a Trustee Plus torna-se uma ferramenta prática para as finanças do dia a dia – desde pagamentos em lojas, passando por compras online, até transferências de maior valor em euros. Na prática, o utilizador faz uso da aplicação como de uma conta bancária, com a diferença de que os fundos são guardados em criptomoedas. Isto faz com que a Trustee Plus desempenhe o papel de uma carteira conveniente de BTC e de muitos outros ativos, conectando o mundo digital com o das finanças tradicionais.

Sobre a Trustee Plus

A Trustee Plus é uma carteira europeia de criptomoedas, utilizada por mais de 900.000 pessoas. Permite comprar, guardar e gastar ativos digitais no quotidiano – de forma simples, rápida e segura.

Como começar?

  1. Entrar na App Store ou no Google Play;
  2. Fazer o download da aplicação Trustee Plus;
  3. Efetuar a verificação rápida e pedir o cartão de criptomoedas gratuito;
  4. Carregar a ossa primeira criptomoeda e usá-la como dinheiro normal.

E se algo não for claro, podem sempre contar com o apoio de uma pessoa real da equipa de Apoio ao Cliente.

Alien: Rogue Incursion – Part I: Evolved Edition Review – Agora com 100% menos VR

Sem VR, Alien: Rogue Incursion é uma experiência mais previsível, com poucos picos de intensidade e terror, ainda que seja maioritariamente sólido na sua adaptação

A realidade virtual é o meu Santo Graal. É o meu oásis num deserto profundo, o templo perdido que nunca irei desbravar ou o planeta que nunca nomearei. Esta é a última fronteira dos videojogos que se manterá inacessível porque sofro de motion sickness. Esta condição está a piorar com os anos, fruto da idade e do tempo. Não consigo ler nas camionetas, os parques de diversão são roletas russas de movimento, às vezes baixar a cabeça e erguer-me de súbito atira-me ao tapete. O mesmo acontece nos videojogos, especialmente na primeira pessoa, onde o arrasto da imagem, a câmara que treme, os movimentos irregulares da personagem ou dos pontos de foco deixam-me enjoado e incapacitado durante horas. A realidade virtual agiganta esta condição, fecha-me a um espaço ainda mais limitado, onde o meu ouvido interno e o meu cérebro disputam se estou ou não em movimento. Eu consigo ver o futuro, mas sempre que me aproximo, a câmara move-se e eu tenho de me deitar.

O anúncio de Alien: Rogue Incursion foi uma montanha russa de emoções. A expectativa de termos um novo jogo de ação na primeira pessoa no universo Alien, 10 anos depois de Alien Isolation, era exatamente o que eu queria. Depois de vários jogos da saga, a solo ou à batatada com Predators, as opções foram escasseando. Aliens: Colonial Marines foi um desastre absoluto, Aliens vs Predator (2010) não captou a atenção dos jogadores e Alien Isolation é um blip perfeito num futuro incerto que só agora tem confirmada a tão aguardada sequela. Existia uma escassez e Alien: Rogue Incursion parecia ser a solução, até que fui assombrado pela revelação que temia: era um jogo VR. O sonho fugiu-me. A motion sickness, o valor avultado dos óculos de VR, a incapacidade para renovar o PC ou apostar no periférico para a PlayStation 5 colocaram o título da Survios no reino da impossibilidade.

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Alien: Rogue Incursion – Part I: Evolved Edition (Survios)

A receção não foi propriamente calorosa, mas Alien: Rogue Incursion também não foi um verdadeiro flop. O potencial estava presente nesta aventura VR, daquelas ideias que fazem tanto sentido que ficamos admirados por não terem acontecido antes. A possibilidade de visitarmos o universo de xenomorphs e Engineers, e explorarmos as estações ou bases da Weyland-Yutani, é uma proposta perfeita para a realidade virtual. No entanto, esta aposta é também um risco. O formato VR ainda é um entrave, uma mera curiosidade num hobby progressivamente mais caro e se existe um público extenso para a saga Alien, certamente esse público não está tão disponível quando existe a exigência de óculos VR. Então a Survios fez uma decisão arrojada, adaptar Rogue Incursion a um jogo de ação na primeira pessoa sem o auxílio do VR, um modelo mais tradicional e de género, sem grandes artifícios. Um ano depois, Alien: Rogue Incursion – Part I: Evolved Edition procura encontrar os fãs perdidos, agora num formato mais familiar, mas com resultados nem sempre eficazes.

A viagem de Zula Hendricks e o androide Davis 01 foi pensada para VR e a Survios não escondeu propriamente a origem nesta adaptação. A perspetiva na primeira pessoa continua a assemelhar-se a uma angular, como se todos os objetos e personagens ficassem mais presentes e agigantados no ecrã para facilitar a sua leitura. Existe uma enorme rigidez em campo, onde personagens e xenomorphs movem-se com uma lentidão propositada, cuja coreografia serve a jogabilidade e perspetiva VR com grande sucesso, mas que aqui se torna mais estranho do que funcional. As ações coreografas são ainda mais óbvias em combate, com os xenomorphs a pararem, a realçarem os seus movimentos e ataques para que tenhamos tempo de resposta. Com um comando, longe de óculos e periféricos adicionais, esta lentidão pode ser corrigida através dos modos de dificuldade, mas nunca desaparece. Em normal, Rogue Incursion é demasiado fácil e acessível devido a esta incapacidade em corrigir o que era anteriormente uma funcionalidade de destaque.

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Alien: Rogue Incursion – Part I: Evolved Edition (Survios)

O mesmo pode ser dito da forma como interagimos com o mundo de Rogue Incursion. Se a exploração ficou mais fluída e fácil de navegar, muito devido à liberdade de controlos e movimentos, a tensão perdeu a sua eficácia. Este é um sacrifício impossível de evitar. Se o VR nos coloca no centro da ação, onde o nosso corpo tem presença dentro do mundo do jogo, o medo e a inquietação ganham uma nova dimensão porque sentimos que estamos no interior da estação enquanto somos rodeados e atacados por xenomorphs. Com um comando e a televisão, cria-se uma distância. Para a tensão manter-se eficaz, a Survios precisava reequilibrar a jogabilidade e a IA dos inimigos ao ponto de perdermos a confiança que este distanciamento psicológico e físico nos proporciona – tal como Alien Isolation e até Amnesia: The Bunker fazem. Esta é uma conversão de sacrifícios, onde ganhamos uma maior liberdade de movimentos e uma segurança forte na forma como atacamos e exploramos, mas perdemos todo o terror que estava presente na versão original.

Esta adaptação cumpre a sua missão sem grandes surpresas, mas é possível sentir o potencial perdido. O facto de nunca sentirmos que abandonamos a versão original é um dos maiores problemas de Rogue Incursion, ao ponto de prejudicar a campanha a longo prazo. Apesar dos esforços da Survious, sentimos que a jogabilidade é menos variada e tátil do que seria em VR. A forma como interagimos com as portas, painéis e puzzles retém as mecânicas originais, só que agora transportas de ações por movimento para a utilização de um botão do comando. A nova versão torna-se mais previsível, menos tensa e estamos constantemente a ver o fantasma de algo melhor e mais profundo. As boas ideias continuam presentes, a utilização do sensor de movimentos é eficaz, as armas respondem perfeitamente e a mira é aceitável. A Survios conseguiu um meio-termo aceitável, funcional, sem grandes surpresas, mas fico a ponderar sobre como seria esta série – cuja Parte 2 ainda se encontra em desenvolvimento – se fosse adaptada de raiz a um ambiente fora do VR.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Survios.

Chefs Week traz a Lisboa uma celebração entre gastronomia, vinhos e design

Entre 27 de outubro e 3 de novembro, Lisboa acolhe a Chefs Week, um encontro de chefs, sommeliers e designers que une talento e criatividade no Palácio Nacional da Ajuda e em restaurantes da cidade.

Lisboa prepara-se para receber uma das semanas mais intensas do calendário gastronómico. Entre 27 de outubro e 3 de novembro, o Palácio Nacional da Ajuda, o Centro de Congressos de Lisboa e diversos restaurantes da cidade serão o cenário da Chefs Week, um evento que reúne gastronomia, vinhos e design numa celebração da criatividade contemporânea. Integrada na programação alargada do Essência do Vinho – Lisboa, esta iniciativa propõe uma imersão no universo da cozinha de autor e da harmonização enogastronómica, articulando talento e estética num mesmo palco.

No coração do evento, o Palácio Nacional da Ajuda acolherá três banquetes protagonizados por seis chefs de renome, que apresentarão interpretações pessoais da cozinha e do território. O primeiro jantar, a 28 de outubro, presta homenagem ao Estado do Rio de Janeiro. João Paulo Frankenfeld, chef do Casa 201, distinguido com uma estrela Michelin e considerado o melhor restaurante de matriz francesa do Rio, assume a liderança da cozinha, acompanhado por Nelson Soares, criador do restaurante Sult, com espaços no Rio de Janeiro e em Cascais.

A 29 de outubro, a mesa será entregue a dois nomes do norte do país: Vítor Matos, detentor de duas estrelas Michelin no Antiqvvm, e Arnaldo Azevedo, chef do Vila Foz, também galardoado pelo guia. Unidos pelo respeito pelas origens e pela memória dos sabores, os dois cozinheiros prometem um menu onde o mar e a terra se encontram em equilíbrio.

O terceiro banquete, no dia 30, assinala o regresso de Carlos de Medeiros a Portugal. O chef, radicado na Noruega e distinguido com uma estrela Michelin no Bar Amour, em Oslo, partilhará a cozinha com Luís Gaspar, da Sala de Corte, em Lisboa. O jantar celebrará os produtos do mar e destacará a origem Seafood from Norway/Bacalhau da Noruega, numa fusão de técnicas e identidades.

Os banquetes, cujos bilhetes podem ser adquiridos por 120€ cada, decorrerão na Sala D. Luís do Palácio da Ajuda, espaço outrora reservado a receções reais, agora transformado em cenário de uma experiência sensorial completa. As mesas serão vestidas com louças Vista Alegre e Bordallo Pinheiro, acompanhadas por vinhos selecionados de Lisboa, apresentados pelo sommelier Manuel Moreira. O ambiente será enriquecido por intervenções musicais e performances discretas, reforçando a ideia de que a gastronomia é também arte e partilha.

chefs week vinhos de lisboa

Mas isto não é só. A Chefs Week expandir-se-á pela cidade, com uma rota gastronómica que atravessa diferentes estilos e geografias. Durante a semana, vários restaurantes apresentarão menus exclusivos harmonizados com Vinhos de Lisboa. O percurso inclui o À Costa (27 de outubro), Nunes Real Marisqueira (28 de outubro), Plano (29 de outubro), Áurea (30 de outubro), Soi Asian Street Food (31 de outubro), Ryoshi (1 de novembro) e 100 Maneiras Bistrô (2 de novembro).

Cada espaço oferecerá uma interpretação distinta da cozinha lisboeta e do diálogo entre tradição e contemporaneidade. Neste caso, cada menu tem um custo de 65€/pessoa, com vinhos incluídos. Convém salientar que cada menu é exclusivo, pois será criado pelo chef residente, e as reservas devem ser feitas diretamente com o restaurante em questão.

Concebido pela revista blue Travel e apresentado pelos Vinhos de Lisboa, a Chefs Week pretende afirmar-se como uma celebração da gastronomia enquanto forma de expressão cultural e artística.

O Melhor Croissant da Rua muda de nome e renova a imagem sem perder a essência artesanal

O Melhor Croissant da Rua renovou a sua identidade visual e lançou o sabor de canela para assinalar nova fase de expansão.

Há 11 anos, em Sesimbra, André Cidade deu início à história d’O Melhor Croissant da Minha Rua, uma pequena loja de bairro que rapidamente se tornou uma referência. Hoje, a marca entra numa nova fase, com uma identidade renovada e uma estratégia de internacionalização mais ambiciosa.

O nome muda subtilmente para O Melhor Croissant da Rua, uma alteração que traduz o espírito de partilha e a expansão para novas geografias. O “meu” desaparece para dar lugar ao “nosso” – uma rua que agora é de todos, de quem encontra a marca em Portugal, em Espanha e, em breve, noutros pontos do mapa.

Fundada em 2014, em Sesimbra, a empresa consolidou-se graças à sua receita artesanal, à proximidade com os clientes e a uma abordagem familiar. A nova identidade mantém essa essência, mas assume uma imagem mais contemporânea e internacional. O novo visual, dominado pela cor canela, reflete uma estética natural e artesanal, evocando os ingredientes simples e autênticos que sempre definiram o produto. A atualização visual já começou na loja original de Sesimbra e deverá estar concluída em todas as unidades até março de 2026.

O rebranding, desenvolvido pela agência criativa Alfred, inclui também um novo símbolo e ilustrações que representam o quotidiano da marca – dos pequenos-almoços partilhados às pausas rápidas, das conversas entre amigos às encomendas entregues em casa. Como celebração desta nova fase, foi criada uma edição limitada com sabor a canela, inspirada na nova cor que passa agora a identificar a marca.

Segundo André Cidade, fundador e diretor-geral, este é “um novo capítulo, mas com a mesma alma”. A receita original mantém-se, assim como a experiência em loja e o espírito de vizinhança que acompanharam a marca desde o início.

Até ao final de 2025, O Melhor Croissant da Rua contará com 21 lojas em Portugal e oito em Espanha, com novas aberturas previstas em Mafra e na Baixa de Lisboa. A marca inaugurou hoje a sua oitava unidade espanhola, em Córdoba, consolidando uma presença ibérica que já representa cerca de 30% da faturação total. O modelo de crescimento combina lojas próprias e franchisadas, um formato que tem sustentado o ritmo de expansão.

Para além da imagem e da expansão, a empresa reforçou a sua área de inovação e desenvolvimento, dedicada à criação de novos recheios e produtos complementares. Entre as mais recentes apostas estão os gelados artesanais certificados como autêntico gelato italiano e o café de especialidade, 100% arábica, torrado diariamente em loja e proveniente de origens como a Colômbia, o Brasil e a Etiópia.

Atualmente, o portefólio inclui 15 recheios, entre opções doces, salgadas e vegan. Os clássicos – simples, doce de ovo e salmão – continuam a ser os preferidos, mas o recheio de pistáchio tornou-se rapidamente um dos mais procurados. Com uma equipa de 250 colaboradores, a marca mantém o espírito de bairro, mesmo enquanto prepara a entrada em novos mercados internacionais, entre os quais o Médio Oriente, a Ásia, os Estados Unidos e outras cidades europeias.

Apple TV revela o primeiro trailer de Pluribus, a nova série de Vince Gilligan com Rhea Seehorn

Pluribus é o novo drama de Vince Gilligan, com estreia marcada para 7 de novembro na Apple TV.

A Apple TV lançou o primeiro trailer de Pluribus, a nova série original criada por Vince Gilligan, conhecido por criar Breaking Bad e o spin-off Better Call Saul. O novo projeto original, traz de volta Rhea Seehorn enquanto protagonista e tem estreia marcada na Apple TV no dia 7 de novembro de 2025, logo com os dois primeiros episódios, seguindo-se lançamentos semanais até 26 de dezembro.

Com planos para durar duas temporadas, Pluribus é descrita como uma série de género híbrido que acompanha Carol, a pessoa mais infeliz do planeta, forçada a salvar o mundo da própria felicidade. A série promete ainda manter o tom e estilo de Gilligan que tornaram Breaking Bad e e Better Call Saul em sucessos, explorando temas morais e psicológicos através de uma narrativa original e visualmente distintiva.

Para além de Seehorn, o elenco inclui Karolina Wydra e Carlos-Manuel Vesga, com participações especiais de Miriam Shor e Samba Schutte. A produção da série é assinada pela Sony Pictures Television e conta com Vince Gilligan como produtor executivo, ao lado de Gordon Smith, Alison Tatlock, Diane Mercer, Allyce Ozarski e Jeff Frost. Jenn Carroll e Trina Siopy assumem funções de co-produtoras executivas.

The Body Shop reabre no Colombo com nova imagem e coleção de outono

O espaço renovado da The Body Shop no Colombo apresenta a nova coleção de outono e os emblemáticos calendários do advento.

A The Body Shop regressou ao Centro Colombo com uma imagem renovada e uma proposta que alia bem-estar, beleza e sustentabilidade. O espaço, agora com um aspeto mais moderno e acolhedor, foi concebido para proporcionar uma experiência de compra mais fluida e agradável, num ambiente que reflete a identidade ética e natural da marca.

Entre os principais destaques desta reabertura está a coleção de outono “Sugar Pumpkin”, uma edição limitada que evoca o aroma característico da estação. A marca apresenta também os reconhecidos calendários do advento, uma das suas tradições mais apreciadas, que reúnem produtos icónicos e antecipam o espírito festivo.

Com esta reabertura, o Colombo reforça a diversidade da sua oferta no segmento da beleza e do cuidado pessoal. O centro comercial consolida, assim, o seu papel como um dos principais destinos de compras e lazer em Lisboa, reunindo novas propostas e marcas que acompanham as tendências e o ritmo das estações.

Brandi Carlile regressa a Lisboa com concerto no Sagres Campo Pequeno em 2026

Brandi Carlile regressa ao nosso país para apresentar o oitavo álbum de estúdio, Returning To Myself, que é editado esta semana.

Há mais um concerto a ter em conta para o próximo ano, desta vez de Brandi Carlile. A artista norte-americana anunciou que irá subir ao palco do Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, a 1 de novembro de 2026.

A atuação integra a nova digressão mundial The Human Tour, que acompanha o lançamento do seu próximo álbum, Returning To Myself, com lançamento agendado para 24 de outubro. Produzido pela própria Brandi Carlile, em colaboração com Andrew Watt, Aaron Dessner e Justin Vernon, o disco, o oitavo álbum de estúdio, inclui dez novas faixas, entre as quais “Human”, “Church & State”, “A War with Time” e a canção que dá nome ao álbum.

Para além da música, Brandi Carlile tem-se afirmado como escritora de sucesso, sendo autora bestseller do New York Times. Fundou ainda a Looking Out Foundation, organização filantrópica que já angariou mais de oito milhões de dólares para causas sociais. A artista vive no estado de Washington, juntamente com a sua mulher, Catherine, e as duas filhas, Evangeline e Elijah.

Quanto aos bilhetes, são postos à venda dia 31 de outubro, com os preços a variarem entre os 26 e os 47€.

Samsung apresenta o Galaxy XR, o seu novo headset de realidade mista

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O novo Galaxy XR marca a entrada da Samsung na realidade mista, desenvolvido em colaboração com a Google e a Qualcomm.

A Samsung revelou o Galaxy XR, um novo headset de realidade mista que inaugura a nova plataforma Android XR, criada em conjunto com a Google e a Qualcomm. O projeto representa o primeiro passo de um ecossistema pensado para integrar inteligência artificial multimodal, capaz de combinar voz, visão e gestos numa única experiência.

O headset vem equipado com o Snapdragon XR2+ Gen 2, um processador concebido para aplicações envolventes; conta com dois ecrãs micro-OLED 4K, de densidade de 3.800 ppi e taxa de atualização de 90 Hz; e pesa menos de 550 gramas. O design foi desenvolvido para equilibrar o conforto e a estabilidade, com uma armação que distribui a pressão entre a testa e a parte posterior da cabeça. Já a bateria, colocada no exterior, promete uma utilização contínua até duas horas e duas horas e meia de reprodução de vídeo, enquanto o bloqueador de luz removível pode ser ajustado para maior leveza.

O Android XR assegura compatibilidade com aplicações adaptadas a realidade mista, incluindo Google Maps em 3D, YouTube, Circle to Search e Google Photos, bem como a Netflix, disponível de forma nativa. E o Gemini, o assistente da Google integrado no sistema, permite interação por voz, gestos ou olhar e adapta-se ao contexto do utilizador, gerindo tarefas e conteúdos de forma natural.

A Samsung descreve o Galaxy XR como o primeiro elemento de um ecossistema aberto e escalável, pensado para se expandir a novos formatos, entre os quais óculos inteligentes com capacidades inteligentes. No setor empresarial, a empresa destaca o uso do dispositivo em formação e simulação industrial, citando o exemplo da Samsung Heavy Industries, que o utiliza em ambientes de construção naval. E a compatibilidade com o ambiente Snapdragon Spaces, da Qualcomm, facilita o desenvolvimento de aplicações dedicadas a áreas como engenharia, design e colaboração remota.

Adicionalmente, a Samsung revela também que está a colaborar com a Google, a Warby Parker e a Gentle Monster no desenvolvimento de futuros óculos integrados no ecossistema Android XR, que irão combinar tecnologia, design e funcionalidade quotidiana.

O Galaxy XR chega ao mercado a 22 de outubro na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, com um preço de 1.800 dólares, cerca de 1.553€. A expansão internacional está prevista para uma fase posterior.

007 First Light pode contar com tema principal de Lana Del Rey

Lana Del Rey poderá ser a voz de abertura de 007 First Light, o novo jogo de James Bond produzido pela IO Interactive.

Tal como os filmes de James Bond, também a mais recente adaptação da lenda de espionagem britânica contará com um tema musical exclusivo, para uma experiência verdadeiramente autentica. Esta informação, que ainda carece de uma nota oficial, surge com o registo de nova canção registada chamada “First Light” da artista Lana Del Rey, dando início à especulação de que a artista norte-americana poderá ser a intérprete do tema principal de 007 First Light, o próximo projeto da IO Interactive, produtores da série Hitman.

A descoberta surgiu através de uma publicação no subreddit dedicado à artista, onde foi identificado um registo recente na base de dados da ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) com o mesmo nome do jogo. A cantora, nomeada para vários Grammy, é conhecida por temas como “Video Games” e “Young and Beautiful”, este último usado no filme The Great Gatsby. O seu estilo melancólico e cinematográfico tem sido apontado por muitos admiradores como particularmente adequado ao tom das aventuras de espionagem de James Bond. Apesar de não existir qualquer confirmação oficial, é possível que “First Light” seja apenas uma nova faixa do próximo álbum de Lana Del Rey, Stove, previsto para 2026, ou um single independente. Ou seja, uma coincidência, dado que a artista não lança novo material desde 2024 e este poderá ser apenas um regresso à sua discografia habitual.

007 First Light foi recentemente mostrado durante um State of Play da PlayStation dedicado ao jogo, com um vídeo extenso de jogabilidade que confirmou o lançamento para 27 de março de 2026, na PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. O jogo contará uma história original que reimagina as origens de James Bond, recorrendo ao motor de jogo proprietário da IO Interactive, o mesmo usado nos títulos mais recentes de Hitman. O elenco do jogo inclui Patrick Gibson como James Bond, Priyanga Burford no papel de M, Alastair Mackenzie como Q, Kiera Lester como Miss Moneypenny, Lennie James como John Greenway e Noemie Nakai como Miss Roth, uma agente francesa que colabora com Bond na sua primeira missão.

A IO Interactive descreve 007 First Light como uma experiência que combina exploração, ação e experimentação, num formato que mantém a abordagem cinematográfica associada à personagem.

Pocketpair recusa publicar jogos que usem inteligência artificial generativa

O estúdio japonês responsável por Palworld, que agora opera também como editora, reafirma a sua oposição à tendência tecnológica, mesmo enfrentando acusações de a utilizar.

A Pocketpair, o estúdio que produziu Palworld e que agora também edita jogos, assumiu uma posição contra o uso de inteligência artificial generativa em videojogos. John Buckley, diretor de comunicação e responsável pela área de publicação do estúdio, afirma que a empresa “não acredita” na tecnologia e não irá publicar jogos que dela dependam, apontando que a prioridade continua a ser apoiar equipas criativas que façam projetos genuinamente humanos.

A declaração foi feita durante a Gamescom Asia, numa entrevista ao portal Game Developer, onde Buckley explicou que, apesar das constantes acusações de uso de IA em Palworld, a Pocketpair mantém a sua posição. “As pessoas vão dizer que estou a mentir, mas estes são apenas os factos. Não acreditamos nisso. Somos muito diretos sobre o assunto”, afirmou. “Se o teu jogo aposta fortemente em IA, Web3 ou NFTs, há muitos outros editores que te vão querer ouvir, mas nós não somos o parceiro certo.”

A divisão de publicação da Pockepair abriu em janeiro, com o objetivo de ajudar outros estúdios independentes a concretizar os seus projetos, entre os quais se desta o jogo narrativo de horror Dead Take, lançado este verão. Essa ajuda não se estenderá, assim, a quem recorra à IA generativa, uma tecnologia que Buckley acredita poder inundar o mercado com jogos de baixa qualidade. “Nos próximos dois ou três anos, vamos entrar numa era estranha — e já se nota lentamente na Steam — com jogos feitos por IA de qualidade muito duvidosa. A onda está a chegar, e acredito que vamos entrar num mercado de autenticidade, em que as pessoas vão valorizar os estúdios que realmente tentam criar algo especial.” Este tipo de jogos de qualidade duvidosa, que também começam a ser encontrados em lojas como a eShop e a PS Store, são apelidados pela comunidade como “AI Slop”.

Buckley prevê que o aumento de jogos desenvolvidos com IA levará o público e a imprensa a examinar mais de perto o conteúdo, procurando distinguir o que é fruto de trabalho humano e o que é gerado artificialmente. Essa tendência, admite, poderá criar dificuldades adicionais para estúdios como a Pocketpair, que têm sido acusados de recorrer a IA em processos de tradução e desenvolvimento. Um exemplo recente envolveu a localização de Palworld para vários idiomas asiáticos e europeus, incluindo vietnamita, indonésio, turco, polaco e tailandês. Nesse processo, a Pocketpair foi acusada de usar ferramentas automáticas de tradução, o que Buckley nega completamente. O mesmo esclarece que o erro nasceu de créditos incompletos, que, entretanto, foram atualizados após a empresa de localização contactar cada tradutor individualmente para obter autorização de inclusão nos créditos.

Buckley reconhece que combater acusações deste tipo é uma tarefa ingrata. “Não posso simplesmente começar a discutir com as pessoas porque isso só alimenta o problema. Há quem nunca vá acreditar em nós, mesmo com as provas todas em cima da mesa”, lamentou.

Apesar das dificuldades, o responsável defende que há espaço para críticas legítimas e compreende o receio de muitos criadores em relação à IA generativa. Ainda assim, teme que o debate tenha sido dominado por desinformação e que pequenos estúdios acabem por ser alvos de autênticas caças às bruxas.

Enquanto isso, grandes grupos como Electronic Arts, Embracer Group e Microsoft continuam a promover uma visão mais otimista do papel da IA no futuro da indústria, procurando inseri-la nos fluxos de produção de atuais e futuros projetos.

Tero Virtala abandona a liderança da Remedy após oito anos no cargo

A saída de Tero Virtala enquanto diretor executivo da Remedy, coincide com um período de reavaliação interna depois dos resultados abaixo do esperado de FBC: Firebreak.

A Remedy Entertainment confirmou a saída de Tero Virtala do cargo de diretor executivo, encerrando um ciclo de quase oito anos à frente do estúdio finlandês. A decisão, comunicada aos investidores e funcionários, ocorre num momento de transição estratégica, com a empresa a preparar-se para ajustar a sua estrutura de gestão e a redefinir prioridades após o desempenho modesto do seu mais recente projeto, FBC: Firebreak.

Virtala, que assumiu a liderança em 2016, foi responsável por consolidar a Remedy como um dos estúdios independentes mais reconhecidos da Europa, liderando o lançamento de Control e Alan Wake 2, e promovendo uma diversificação do portefólio com novas parcerias de publicação e o desenvolvimento de propriedades originais. Sob a sua direção, a empresa apostou também em expandir os seus universos narrativos e em explorar novos modelos de negócio, como os jogos de serviço, uma aposta que culminou em Firebreak.

O jogo cooperativo, lançado em junho, acabou por não atingir as metas comerciais previstas e levou a Remedy a emitir um aviso de lucros aos investidores, reportando um prejuízo de cerca de 15 milhões de euros. Apesar disso, fontes internas garantem que a saída de Virtala “não foi precipitada por um único projeto”, mas resulta de um “processo de planeamento e sucessão” iniciado no verão.

A liderança da empresa passará, de forma interina, para Markus Mäki, cofundador e atual diretor de tecnologia, enquanto o conselho de administração procura um novo CEO permanente. Mäki será responsável por supervisionar a fase de transição e assegurar o avanço dos projetos atualmente em desenvolvimento.

Em comunicado, a Remedy agradeceu “o contributo e a visão” de Tero Virtala, destacando o seu papel no crescimento internacional do estúdio e na consolidação de parcerias estratégicas. O agora ex-diretor executivo afirmou sentir “orgulho pelo trabalho feito e pelas equipas talentosas que transformaram a Remedy no estúdio que é hoje”.

A produtora está atualmente a desenvolver Control 2 e os remakes de Max Payne 1 e 2, descritos como os pilares da próxima fase da empresa. A Remedy espera que estes projetos reforcem a sua posição no segmento de jogos narrativos de altas produções, que são o cerne da sua identidade criativa.

PSP da Pontinha ganha novas instalações com investimento de 567.000€

O Governo e a Câmara de Odivelas concluíram as obras de requalificação da Esquadra da PSP da Pontinha, melhorando as condições de trabalho dos agentes.

A Esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Pontinha, situada no concelho de Odivelas, passou a dispor de novas instalações. O edifício, agora requalificado, insere-se no âmbito do Decreto-Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança (DLPIEFSS), um programa que visa modernizar e melhorar as condições operacionais das forças de segurança.

A intervenção representou um investimento total de 567 900,67€, incluindo IVA. O financiamento foi partilhado em partes iguais entre o Ministério da Administração Interna e a Câmara Municipal de Odivelas, na sequência de um contrato interadministrativo celebrado a 12 de maio de 2023 entre o Município, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e a própria PSP.

Com esta reabilitação, a esquadra passa a oferecer condições mais adequadas ao desempenho das funções policiais, num espaço adaptado às exigências atuais e às necessidades dos profissionais. A criação de infraestruturas modernas e funcionais é vista como um passo fundamental para garantir que os agentes da PSP possam exercer as suas tarefas com maior eficácia e motivação, reforçando a proximidade e a qualidade do serviço prestado à população.

Foto: CM Odivelas

Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 Review: Dois pelo preço de quatro

A Nintendo celebra o 40º aniversário do famoso canalizador com mais uma coletânea de jogos retirados do baú, desta vez dedicada à dupla Super Mario Galaxy. O que é aparente é a dedicação da Nintendo em celebrar o aniversário de Mario com mais uma coleção que faz o mínimo possível.

Existe aqui um padrão e a Nintendo julga que eu estou distraído. Em 2025, Super Mario celebra o seu 40º aniversário. A mascote da Nintendo é possivelmente uma das mais afortunadas na história dos videojogos ao manter-se revelante ao longo de décadas de existência, ao conseguir saltitar entre jogos, spin-offs, plataformas e até gerações inteiras de novos fãs. Apesar dos seus 40 anos e da fórmula manter-se sempre propositadamente próxima às suas origens, Super Mario ainda retém o cheiro a novo, sem o travo ao bafio que tanto se apoderou de outras séries e mascotes rivais. Contra todas as expetativas, Mario continua tão relevante como há 10, 20 ou 30 anos, se calhar talvez até mais, graças à sua rentrée nas adaptações cinematográficas e na estreia como mascote de parques de diversões internacionais.

O que é também uma certeza, sem tentar desvirtuar o sucesso da série, é o quanto a Nintendo adora dar o mínimo possível aos seus fãs. Talvez a gigante japonesa esteja tão confortável no topo do pódio que sabe perfeitamente que o mínimo é garantia de sucesso porque as suas séries e projetos vivem além das expetativas da indústria dos videojogos. Super Mario é uma entidade singular, independente e que existe num patamar que poucos conseguem alcançar. Esta postura nasce de uma relação pouco saudável entre a Nintendo e os seus fãs, que, acredito, tornou-se ainda mais implacável após as críticas mordazes de jornalistas e críticas durante a era da Nintendo Wii, e a sua falta de hardware capaz de rivalizar com as restantes consolas no mercado, e depois com o lançamento problemático da Nintendo Wii U, e a sua falta completa de videojogos e bom senso. Com a chegada da Nintendo Switch, uma profecia parecia ter-se concretizado e a Nintendo voltou ao topo da cadeia alimentar, o predador alfa, a empresa que veste as calças e controla tudo e todos. Esta popularidade roça quase o fanatismo desenfreado e depois de anos de tormenta e promessas quebradas, os fãs não podem admitir que a Nintendo caia novamente no esquecimento ou que se arrisque a perder o estatuto que alcançou durante a geração anterior.

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Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 (Nintendo)

Talvez esteja a deixar-me levar por fantasias e teorias de conspiração enquanto tento compreender o que leva a Nintendo a ser tão fria, calculista e igualmente incompetente quando quer. Posso estar a exagerar e a falhar completamente o alvo, mas há aqui um padrão que deve ser evidenciado. Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 não é o início do problema, é a sua continuação. Estamos a falar da celebração dos 40 anos de Super Mario e a Nintendo presenteia-nos com uma coleção de dois jogos absoluta e objetivamente incríveis, quase intocáveis na sua forma e ainda mais na sua intemporalidade, mas com um preço absurdo e com melhorias mínimas para justificar a sua revenda. O padrão é que isto já aconteceu antes, muito antes da Nintendo Switch e continuará a acontecer. Super Mario All-Stars Limited Edition, Super Mario 3D All-Stars e agora Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 completam assim um triângulo de celebração insatisfatória de uma das séries mais importantes da indústria. Tudo a um preço absurdo, incompreensível, desumano, mas coleções que foram igualmente sucessos durante o seu lançamento.

No fundo, a Nintendo não falha e é preciso compreender isso. Estas coleções podem ser criticadas, e eu continuarei a criticá-las – depois de vários anos, a minha sorte é a Nintendo não ter uma equipa de assassinos profissionais –, mas pouco importa. O sucesso está garantido e este esquema de pirâmide voltará a ser repetido. Em 2020, durante o lançamento de Super Mario 3D All-Stars, as forquilhas ergueram-se perante o preço da coleção, a ausência inexplicável de Super Mario Galaxy 2 e o facto de a edição ser apenas temporária. Cinco anos depois, as forquilhas voltam a erguer-se, mas as compras serão feitas, as justificações serão reformuladas e contextualizadas e a Nintendo continuará nesta sua jiga-joga que só ela sabe fazer tão bem.

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Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 (Nintendo)

Não compreendo como podemos saltar de uma coleção temporária, que foi descatalogada meses depois para especular as vendas, para outra coleção com apenas dois jogos, mais cara e com algumas melhorias para a Nintendo pensar que é mais uma vitória. E é mais uma vitória. Raios partam, a Nintendo ganha sempre. E sabem porquê? Os jogos são incríveis. Isto não é novidade para ninguém: a dupla Super Mario Galaxy é absolutamente incrível. Os dois jogos são imperdíveis para os fãs do Mario e de jogos de plataformas, a mecânica de gravidade é bem utilizada ao longo de vários mundos e níveis inventivos e que jorram criatividade. Os novos fatos complementam a jogabilidade, os controlos por movimento funcionam melhor do que nunca e Super Mario Galaxy 2 pode trazer poucas novidades, fora a presença do adorável Yoshi e de três novos power-ups, mas é ainda melhor do que o primeiro jogo em tudo. Existe uma certa simplicidade e foco na sequela que eu adorei revisitar nesta coleção. Mas 69,99€? Ou 39,99€ para cada jogo, se quisermos comprar em separado? Raios partam isto.

Por mais escárnio e mal-dizer que eu posso atirar contra a Nintendo, o destino desta coleção está traçado. Mesmo que não seja um sucesso gigantesco, será certamente um sucesso, nem que seja modesto. A Nintendo tem um controlo tão absoluto sobre o seu catálogo e os seus fãs que estas remasterizações e relançamentos nascem de um puro e assustador síndrome de Estocolmo. É difícil justificar estes lançamentos fora do espectro capitalista desta indústria e custa assistir à trajetória que a Nintendo assumiu nos últimos anos (na verdade, aprimorou, mas essa é outra questão). Se não estranhei o preço da Nintendo Switch 2, estas coleções têm o efeito oposto, deixam-me enervado, confuso, triste e revoltado porque sei que esta é a direção da indústria há anos. Em 2030, quando Super Mario celebrar o seu 45º aniversário, os fãs irão receber de braços abertos a nova “Super Mario All-Stars 2D & 3D Collection”, que incluirá todos os jogos por *apenas* 100€. Vamos todos celebrar! Afinal vai ser possível “jogar tudo numa só plataforma”. Até à próxima consola. E depois a próxima. Até ao final do universo.

Cópia para análise cedida pela Nintendo Portugal.

Bose lança a segunda geração dos QuietComfort Ultra Headphones

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Os novos Bose QuietComfort Ultra mantêm o foco na qualidade acústica e no cancelamento de ruído, com melhorias na gestão de som e ligação.

A Bose lançou a segunda geração dos auscultadores sem fios QuietComfort Ultra, agora disponíveis em três cores, Black, White Smoke e Midnight Violet, por 479€. O novo modelo sucede à linha mais reconhecida da marca, mantendo a aposta numa boa acústica e no isolamento de ruído, mas com melhorias na gestão de som, nas ligações e na personalização.

Entre as novidades estão o Modo Cinema e um sistema inteligente que melhora o desempenho em chamadas. Este sistema distingue a voz do utilizador do ruído ambiente e ajusta em tempo real o nível de cancelamento, garantindo maior clareza em espaços ruidosos. Já o Modo Cinema introduz áudio espacial adaptativo, equilibrando automaticamente vozes e efeitos para criar uma perceção de maior profundidade.

A ligação USB-C com áudio direto passa também a suportar reprodução sem perdas e com menor latência, o que a Bose apresenta como uma solução útil para música, jogos e vídeo. O cancelamento ativo de ruído foi aperfeiçoado com o sistema ActiveSense, que suaviza variações súbitas de som sem afetar a qualidade geral. Para além disso, os modos Imersão e Consciente permitem ajustar o nível de isolamento, privilegiando ora o som ambiente, ora a imersão total.

O modelo mantém a tecnologia CustomTune, que calibra automaticamente o áudio com base na forma do ouvido de cada pessoa, equilibrando frequências graves, médias e agudas. A estrutura TriPort, exclusiva da marca, amplia o volume acústico interno sem aumentar o tamanho dos auscultadores, o que ajuda a preservar um formato compacto. E os controlos táteis e o emparelhamento multiponto permitem alternar entre dispositivos Bluetooth, enquanto o Wind Block reduz interferências causadas pelo vento ao ajustar os microfones de forma automática.

A autonomia continua a ser um dos pontos fortes da série, prometendo até 30 horas de reprodução contínua, ou 23 horas com o modo Imersão ativo. E o carregamento rápido assegura duas horas adicionais com apenas 15 minutos de ligação. Há ainda compatibilidade com Snapdragon Sound, Google Fast Pair e Bose SimpleSync, que permite ligar os auscultadores a barras de som da marca para reprodução simultânea.

Matt Berninger, vocalista dos The National, no NOS Alive 2026

Matt Berninger é o primeiro nome confirmado para o Palco Heineken do NOS Alive 2026, juntando-se ao cartaz que já conta com Nick Cave and the Bad Seeds.

Matt Berninger é o primeiro nome confirmado para o Palco Heineken do NOS Alive’26, atuando no dia de abertura do festival, a 9 de julho, no Passeio Marítimo de Algés. Conhecido como a voz e letrista dos The National, o músico norte-americano apresenta-se a solo, trazendo ao público português a sua escrita poética, marcada por um humor subtil e por uma expressividade emocional que se tornou imagem de marca da sua carreira.

Com os The National, Berninger construiu um percurso sólido ao longo de mais de duas décadas, somando dez álbuns de estúdio. Entre os trabalhos mais recentes destacam-se First Two Pages of Frankenstein e Laugh Track, ambos editados em 2023. No final de 2024, o grupo lançou o seu primeiro disco ao vivo, Rome, consolidando a reputação como uma das bandas mais consistentes da música alternativa. Fora do coletivo, o cantor tem explorado novas linguagens criativas: em 2014, fundou o projeto EL VY com Brent Knopf (Menomena), resultando no álbum Return to the Moon, editado no ano seguinte.

A carreira a solo de Berninger ganhou destaque com Serpentine Prison (2020), um trabalho produzido por Booker T. Jones que revelou uma abordagem mais íntima e introspetiva. O sucessor, Get Sunk, tem lançamento previsto para maio de 2025 e promete continuar a explorar o universo melancólico e literário que o caracteriza.

O concerto de Matt Berninger acontece no mesmo dia em que Nick Cave and the Bad Seeds sobem ao palco, num início de festival que promete intensidade e emoção. O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 9, 10 e 11 de julho de 2026, mantendo-se como um dos principais pontos de encontro da música ao vivo em Portugal.

Quanto aos bilhetes, estão à venda nos locais habituais, com o diário a custar 84€, o passe de dois dias a custar 168€ e o passe de três dias a poder ser adquirido por 199€.

Novas versões do Tesla Model S e Model X chegam a Portugal em novembro

A Tesla apresentou as versões atualizadas do Model S e do Model X, com melhorias na autonomia, conforto e desempenho.

A Tesla apresentou as versões atualizadas do Model S e do Model X, com lançamento previsto para novembro em Portugal. As duas propostas mantêm-se como os modelos de topo da marca, agora com melhorias no conforto, eficiência e tecnologia, num esforço para prolongar a relevância destes veículos elétricos mais de uma década após o seu lançamento.

O Model S foi dado a conhecer pela primeira vez em 2009 e chegou ao mercado em 2012, num período em que persistiam dúvidas sobre a viabilidade dos automóveis elétricos. Com um design distinto e uma arquitetura que integrava as baterias no piso, o modelo tornou-se uma referência técnica e simbólica da transição energética no setor automóvel. O Model X, lançado em 2015, procurou aplicar a mesma filosofia a um formato SUV, oferecendo maior espaço interior e soluções de acesso diferenciadoras, como as portas traseiras em estilo Asa de Falcão.

Desde então, ambos os modelos introduziram elementos que se tornaram comuns na indústria, como os ecrãs centrais de grandes dimensões, as atualizações de software à distância, o carregamento rápido e os sistemas de assistência à condução com base em sensores e câmaras.

Em 2021, a marca procedeu a uma reformulação profunda dos dois modelos, com novos motores, chassis e interiores redesenhados. O destaque foi o Model S Plaid, equipado com rotores envoltos em carbono e capaz de prestações comparáveis às de um supercarro, sem comprometer a utilização quotidiana. O modelo estabeleceu recordes de volta no circuito de Nürburgring em 2021 e novamente em 2023. O mesmo sistema motopropulsor foi posteriormente aplicado ao Model X Plaid, que se tornou o SUV de produção mais potente do mundo, com 1020 cavalos.

As versões agora apresentadas mantêm essa base técnica, mas introduzem diversas melhorias. O habitáculo foi revisto para reduzir o ruído de rodagem e do vento, com novo isolamento acústico e um sistema de cancelamento de ruído ativo. Foram utilizados novos materiais e ajustado o design do chassis, com o objetivo de melhorar o conforto e a estabilidade.

No exterior, há novas jantes – 19 e 21 polegadas no Model S, 20 e 22 no Model X -, iluminação ambiente dinâmica e, no caso do SUV, uma terceira fila com mais espaço para os ombros. A interface de utilizador foi atualizada, e há agora uma câmara dianteira integrada, indicador de ângulos mortos e faróis adaptativos.

A eficiência também foi alvo de revisão. Pneus de baixa resistência e jantes com desenho mais aerodinâmico contribuem para uma maior autonomia e melhor desempenho em diferentes condições de temperatura. A suspensão pneumática foi recalibrada para oferecer uma condução mais confortável e previsível.

O Model S Plaid recebeu ainda um conjunto de alterações específicas: novos elementos aerodinâmicos em fibra de carbono, uma dianteira e traseira redesenhadas, e componentes de estabilização aperfeiçoados.

A marca refere que continuará a integrar o feedback dos utilizadores nas futuras atualizações, mantendo o sistema de carregamento em Superchargers e a conetividade Premium gratuitos para o primeiro proprietário enquanto este mantiver o veículo.

A marca refere que continuará a integrar o feedback dos utilizadores nas futuras atualizações, mantendo o sistema de carregamento em Superchargers e a conetividade Premium gratuitos para o primeiro proprietário enquanto este mantiver o veículo.

O Model X, igualmente com tração integral, anuncia até 600 km de autonomia e aceleração dos 0 aos 100 km/h em 3,9 segundos. O Model X Plaid, por sua vez, alcança 567 km de autonomia e cumpre o mesmo exercício em 2,6 segundos.

Os preços em Portugal começam nos 109.990€ para o Model S e nos 114.990€ para o Model X.