Série de Mass Effect será uma continuação da trilogia original com nova história

A adaptação televisiva da saga da Bioware avança na Amazon e decorre após os eventos da trilogia original, enquanto o estúdio continua a trabalhar no próximo jogo.

Durante a celebração do dia N7, dedicado a tudo o que é Mass Effect o diretor executivo de saga, Mike Gamble, confirmou que a adaptação televisiva da saga pela Amazon contará uma nova história passada após a trilogia original. A revelação foi feita numa mensagem publicada no blog da Bioware, onde o produtor abordou o futuro da série e o estado de desenvolvimento do próximo jogo.

De acordo com Gamble, a equipa de argumentistas da Amazon MGM Studios “tem trabalhado intensamente” na escrita da série, que se enquadra dentro da do universo oficial dos jogos. O produtor especifica que a história será completamente nova e não recontará a história do comandante Shepard, mantendo assim a trilogia intocada. “Essa é a vossa história”, escreveu, referindo-se à escolha narrativa que marcou os jogos originais.

A série, que já tinha confirmado Doug Jung (argumentista de Star Trek Beyond), como showrunner, contará também com Dan Casey (10 Cloverfield Lane, F9) e com a participação direta de Michael Gamble como produtor. O projeto continua em fase de desenvolvimento, sem data prevista de estreia.

No mesmo texto, o produtor assegurou que o novo jogo Mass Effect “está em desenvolvimento” ativo, contrariando rumores de suspensão após os recentes despedimentos na Bioware e a venda da Electronic Arts a um consórcio liderado pelo fundo soberano da Arábia Saudita. Gamble sublinhou que a EA e a Bioware “mantêm o compromisso de contar mais histórias neste universo”, embora sem adiantar prazos nem detalhes sobre o projeto.

A nova série da Amazon e o próximo jogo representam o regresso de Mass Effect ao centro das atenções, mais de uma década depois do encerramento da trilogia original e oito anos após o infame Mass Effect: Andromeda. Atualmente, os jogadores podem viver ou reviver as aventuras da trilogia original, com Mass Effect: Legendary Edition, uma compilação remasterizada dos jogos, lançada para PCs e consolas modernas em 2021.

Xiaomi Watch S4 (41mm) Review: Mais elegante e delicado

A versão de 41mm do Xiaomi Watch S4 conta com algumas novidades em relação ao modelo de 47mm, com destaque para um visual mais elegante.

Após colocar o pulso o Xiaomi Watch S4 de 47mm reduzimos de tamanho com o Xiaomi Watch S4 de 41mm. E o que poderia ser um downgrade apenas em dimensão, na verdade, há características diferentes a ter em conta na altura de escolha de um destes dispositivos de pulso da Xiaomi.

Por exemplo, o Xiaomi Watch S4 de 41mm apresenta-se com um novo chipset T1 que foi desenvolvido pela própria marca, que promete melhorar a eficiência energética e aumento da autonomia. Este modelo, mais pequeno e visualmente mais elegante, inclui também um sensor de temperatura e algoritmos revistos para o acompanhamento do sono. Naturalmente, o tamanho reduzido tem o seu preço, já que tanto o ecrã como a bateria são mais pequenos, e as molduras substituíveis do modelo maior desapareceram. Ainda assim, há algo de apelativo neste formato mais contido, especialmente para quem prefere um relógio discreto, confortável e menos intrusivo no pulso.

Este modelo está disponível apenas com ligação Bluetooth, o que significa que está totalmente dependente de um smartphone para operar nas melhores condições, havendo também em pequenas variações de estilo entre as diferentes cores. O preço, claro, muda consoante a versão escolhida, e a versão em preto custa atualmente €159,99, enquanto que a versão branca custa atualmente €169,99.

Xiaomi Watch S4 (41mm)
Xiaomi Watch S4 (41mm)

O design do Xiaomi Watch S4 de 41mm é, sem dúvida, a principal razão para a sua existência, e sinceramente, é difícil não começar por aí. O relógio é bonito, elegante, discreto e com um toque de sofisticação que o distingue da maioria dos restantes smartwatches da marca. A o corpo principal é feita em aço inoxidável polido, e a coroa exibe um padrão chanfrado com um nível de detalhe que impressiona. A versão que testei é na cor Mint Green, com apenas 9,5 mm de espessura e 32 gramas de peso, o relógio é incrivelmente leve e confortável no pulso, daqueles que facilmente esquecemos que estamos a usar. Contudo, este formato mais compacto pode não agradar a todos. Em pulsos maiores, o Watch S4 de 41mm pode parecer pequeno demais, quase delicado, o que inevitavelmente o torna mais apelativo para quem prefere acessórios discretos, e aqui penso num público mais feminino.

O seu ecrã é excelente, brilhante, nítido e com uma densidade de cerca de 352 ppi, garantindo legibilidade exemplar mesmo sob luz solar direta, graças aos 1500 nits de brilho máximo. Quanto às pulseiras, cada cor vem com o seu próprio estilo. A versão Mint Green traz uma pulseira em fluoroelastómero, mas existe em pele vegana e em outro materiais. O sistema de encaixe é do tipo libertação rápida de 22mm, mas suspeito que as pulseiras genéricas de terceiros não se integrarão tão bem visualmente como as originais, devido ao design específico da caixa. Vale também a pena mencionar que, que optar por utilizar o relógio para desporto, esta pulseira é das mais práticas, já que conta com um bom ajuste.

E tal como o seu irmão maior, o Xiaomi Watch S4 de 41mm utiliza a aplicação Mi Fitness para se ligar ao smartphone, que está disponível para Android e para iOS. O emparelhamento é simples e rápido, já que basta digitalizar o código QR exibido no ecrã do relógio ou procurar o dispositivo manualmente na aplicação. Depois de emparelhado, o relógio oferece as habituais funções inteligentes: pode atender chamadas (atuando como um auricular Bluetooth ligado ao telefone), receber notificações e controlar a reprodução de música. E inclui ainda NFC para pagamentos através do Xiaomi Pay.

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Xiaomi Watch S4 (41mm)

O seu sistema operativo é o HyperOS 3.0, e aqui a Xiaomi fez um excelente trabalho. A interface é fluida, visualmente apelativa e fácil de navegar, algo que no dia-a-dia faz a diferença. Em termos de rastreio desportivo, o Watch S4 de 41mm é bastante completo, suportando mais de 150 atividades físicas, entre as quais 17 modalidades aquáticas, 11 atividades ao ar livre, além de várias rotinas de dança, desportos de combate, jogos com bola e até desportos de inverno. O reconhecimento automático de treino funciona bem para as atividades mais comuns, mas, para garantir maior precisão dos dados, é preferível iniciar manualmente o modo de treino. Usei-o para acompanhar um caminhada de 10km numa zona mista (urbana densamente povoada em algumas zonas, e outras completamente ao ar livre) e, embora o desempenho geral tenha sido aceitável, o GPS revelou-se o elo mais fraco. Como comecei o percurso na zona urbana, o sinal demorou algum tempo a estabilizar, o que resultou numa pequena perda da distância registada e, consequentemente, em métricas menos rigorosas. Ainda assim, os dados de treino são bem apresentados: com ritmo, frequência cardíaca, altitude, distância, VO₂Max e até uma estimativa da capacidade de caminhada. O Xiaomi Watch S4 de 41mm não pretende ser um relógio desportivo profissional, e não é, mas cumpre bem o papel de um companheiro de treino fiável para quem procura equilíbrio entre estilo e desempenho.

A monitorização do sono no Xiaomi Watch S4 de 41mm segue a fórmula habitual, dividindo o descanso em várias fases, com sono leve, sono profundo, REM e despertares ocasionais. Todas as manhãs, o relógio atribui uma pontuação de sono entre 0 e 100 (sendo 100 o equivalente a uma noite perfeita), acompanhada de sugestões práticas para melhorar os seus hábitos. Um toque curioso é o sistema dos chamados “animais do sono”: quanto mais se usa o relógio durante a noite, mais o seu perfil ganha uma espécie de mascote virtual que reflete os seus padrões de descanso, um detalhe simpático e que dá um certo lado lúdico a algo que normalmente é bastante técnico.

Como em praticamente todos os smartwatches, os dados não são laboratoriais, e o nível de precisão está longe de ser absoluto. Ainda assim, o relógio oferece uma boa estimativa da qualidade e duração do sono, o suficiente para identificar padrões e perceber se anda a dormir melhor ou pior ao longo das semanas. No campo da monitorização da saúde, o Watch S4 de 41mm não tenta competir com modelos médicos nem com os relógios mais avançados do mercado, mas cobre o essencial com competência. Fica de fora o ECG, a análise de composição corporal e outros parâmetros mais técnicos, como a pressão arterial ou os índices antioxidantes. Ainda assim, integra sensores para frequência cardíaca, níveis de oxigénio no sangue (SpO₂), avaliação do stress e o rastreio do ciclo menstrual, que utiliza o sensor de temperatura para melhorar as previsões. Tudo isto pode ser combinado numa Verificação de Saúde completa, que demora cerca de um minuto e oferece um retrato rápido do seu estado físico. Assim, o Xiaomi Watch S4 de 41mm não é o relógio mais avançado em termos de saúde, mas é um dos mais equilibrados no modo como apresenta os dados de forma clara, acessível e intuitiva.

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Xiaomi Watch S4 (41mm)

Por ser a versão mais pequena e compacta do Watch S4, o modelo de 41mm traz inevitavelmente algumas limitações e a bateria de 320mAh é uma delas. Em teorica, a Xiaomi promete uma autonomia de até oito dias com utilização moderada e cerca de quatro dias com uso mais intensivo, mas, como é habitual, esses números não têm em conta o modo Always On Display. Durante os testes, obtive uma autonomia média de dois dias e meio a três dias por carga, com o ecrã sempre ligado e cerca de duas horas de rastreio por GPS por dia. Não é nada mau, e chega a ser melhor do que a maioria dos Samsung Galaxy Watch, mas fica ainda assim distante da impressionante eficiência energética dos modelos da Huawei. Uma pena é a ausência de carregamento sem fios. O relógio utiliza um carregador magnético de dois pinos, algo rudimentar e um pouco desajeitado, que obriga a levá-lo connosco para todo o lado. Não há suporte para o padrão Qi, o que limita a conveniência.

Em termos de chamadas, o Watch S4 de 41 mm comporta-se muito bem. Pode atender e realizar chamadas diretamente do pulso, desde que esteja ligado por Bluetooth ao smartphone, já que esta versão não tem ligação LTE. Tanto o microfone como o altifalante são de boa qualidade, com som claro e volume adequado, já que nunca tive dificuldades em ouvir ou ser ouvido durante uma chamada.

O mercado dos smartwatches está de tal maneira saturado, que o lançamento de uma nova variante de tamanho para uma série já com meio ano de vida poderia facilmente parecer redundante, ou até um pouco forçada. No entanto, o Xiaomi Watch S4 de 41mm justifica a sua existência de forma surpreendentemente convincente, já que oferece algo que os outros modelos da gama mesma não têm: o estilo. É, em essência, uma versão mais elegante e discreta de um relógio competente, uma oportunidade de ter um acessório visualmente apelativo sem abdicar das funções que se esperam de um smartwatch moderno. Todos os recursos principais estão presentes, como um ecrã brilhante e detalhado, monitorização de saúde e de atividade física, uma boa autonomia e, sobretudo, um preço bastante competitivo.

Não é um relógio pensado para quem procura métricas avançadas ou treinos de alto desempenho, é um smartwatch equilibrado, funcional e com um toque de sofisticação que falta à maioria dos modelos nesta faixa de preço. Ainda assim, para quem tem um pulso maior (quase todos os homens com mais de 1,75 metros), este relógio vai parecer pequeno. Acredito que a Xiaomi tenha pensado nele para um publico feminino, e se assim for, foi muito bem pensado.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Xiaomi.

Roomba Combo 505 Plus Review: A iRobot reencontra o rumo certo

Mais acessível, eficiente e prático, o novo Roomba Combo 505 Plus mostra que a iRobot ainda tem espaço no mercado.

Num momento em que o mercado está inundado de concorrentes chineses, a iRobot atravessa um período complicado. Outrora reconhecida e com boa reputação no setor da robótica doméstica, a marca enfrenta atualmente sérias dificuldades financeiras que foram agravadas pelo fracasso da tentativa de venda à Amazon e pela dependência da produção asiática. Ainda assim, quando se olha para os seus produtos, a situação parece mais positiva. Em particular com a linha Roomba continua a ser uma referência no segmento dos aspiradores robô, um nome que popularmente quase se confunde com a própria categoria. Um desses produtos é o novo Roomba Combo 505 Plus com a sua base AutoWash, um modelo de gama média pensado para o quotidiano, que testei nas condições mais realistas possíveis, em minha casa, com tudo o que isso implica em termos de caos familiar e padrões de limpeza que nem sempre são fáceis (com 2 crianças em casa).

O Roomba Combo 505 Plus a iRobot não traz nada de extravagante, é apenas um Roomba sólido, mas com mais valias, como um preço competitivo, navegação competente baseada em LiDAR e funções integradas de aspiração e lavagem de pavimentos. Sendo estas duas ultimas características algo que a empresa demorou muito tempo a adotar. A atual linha, anunciada em março de 2025, marca uma mudança estratégica importante para a empresa, que pessoalmente considero ser um passo acertado. Modelos como este estão finalmente mais alinhados com o que os consumidores esperam de um robô doméstico em 2025. E depois de ter testado vários várias marcas rivais, entre eles algumas soluções da Xiaomi e da Eureka, confesso que há algo de reconfortante em utilizar um dispositivo que fala fluentemente português de Portugal, sem necessidade de traduções ou de instruções duvidosas que tantas vezes arruínam a experiência.

Para controlar o Roomba Combo 505 Plus devemos utilizar a aplicação Roomba Home, que está disponível para Android e iOS, e que é surpreendentemente minimalista. Se por um lado isso torna a aplicação muito fácil de utilizar, por outro, limita um pouco o controlo sobre alguns parâmetros. É provavelmente o tipo de interface que os utilizadores “menos tecnológicos” vão conseguir utilizar sem complicações. No entanto, senti falta de algumas opções que gostava de ajustar manualmente, como o nível de humidade do esfregão ou a frequência com que o Roomba regressa à base para esvaziar o depósito de lixo.

O processo de mapeamento é muito rápido e intuitivo, embora o resultado inicial precise quase sempre de alguma afinação. Isso não é um defeito exclusivo deste modelo, já que acontece com praticamente todos os robôs aspiradores. As instruções avisam sempre para deixar o chão livre de obstáculos, mas, sinceramente, no dia em que vir o chão da minha casa totalmente desimpedido, vou olhar bem para perceber se estou em minha casa, ou em outro local qualquer. Por esse motivo, costumo deixar os aspiradores mapear a casa tal como ela está, com bolas, brinquedos, cabos e tudo mais pelo meio. O resultado é que o mapa inicial precisa de alguns retoques, como unir e separar divisões, apagar salas que foram geradas por reflexos nos espelhos e corrigir zonas onde o robô ficou confuso. É um trabalho algo aborrecido de fazer através do ecrã do telemóvel, mas é o preço a pagar por não ter arrumado nada. Mas afirmo já que de um modo geral, o Roomba Combo 505 Plus saiu-se muito bem no mapeamento.

Quanto ao desempenho de limpeza, é convincente. Em alcatifas, recomendo utilizar o modo de limpeza profunda e deixá-lo passar mais do que uma vez, mas de forma geral o Combo 505 Plus recolhe uma quantidade respeitável de sujidade e regressa automaticamente à base para se esvaziar num saco descartável. Esse saco aguenta facilmente mais de dois ou três meses antes de precisar de substituição. Já a função de lavagem de pavimentos merece alguns comentários. Tal como mencionei, a aplicação não permite ajustar a quantidade de água utilizada, que a meu ver, o Roomba poderia usar um pouco mais em certas zonas. Ainda assim, os pisos duros (cerâmica, flutuante ou vinílico) ficam com um aspeto limpo e uniforme, e o braço extensível empurra bem as mopas giratórias contra as margens das paredes e até aos cantos. O resultado final é, sem exagero, um reservatório de água suja, que a meu ver é sinal de um trabalho bem feito. De resto, é um aparelho que não cria grandes laços emocionais, e isso é, na verdade, um elogio. Durante as semanas que utilizei o Combo 505 Plus, ele cumpriu sempre o seu papel sem exigir praticamente nada de mim. Fez o que teve de fazer, discretamente, sem pedir atenção, e é precisamente isso que espero de um produto deste género.

Ainda assim, não é totalmente autónomo. De vez em quando, tenho de o ajudar a livrar-se de uma meia perdida, de um cabo USB enrolado, ou de atacador. Mas também nenhum robô aspirador que testei até hoje escapou completamente a esse tipo de incidentes, por mais sensores ou câmaras que possa ter. Na maioria das situações, o Combo 505 Plus identifica muito bem os obstáculos e desvia-se com sucesso, e por esse motivo, não tenho qualquer problema em colocá-lo entre os modelos mais inteligentes e consistentes que já testei.

Mas tenho de admitir que o Roomba 505 Plus não é o melhor a lidar com cabelos compridos, pelo menos tão bem como outros modelos que já testei, principalmente aqueles que utilizam escovas cónicas. Não que seja mau, mas as escova do Roomba tendem a acumular cabelos em cada uma das suas extremidades, formando um emaranhado que, mais cedo ou mais tarde, obriga a intervir manualmente. Curiosamente, esta tarefa não é explicada em lado nenhum dos manuais, e acabei por descobrir por tentativa e erro, ao puxar as pontas do rolo para libertar o cabelo preso. Outro detalhe digno de nota, o Roomba não aspira enquanto se desloca até à base nem quando sai da mesma. Isso significa que, ocasionalmente, a zona em torno da base acaba por acumular alguma sujidade. Nada de grave, mas é um pequeno detalhe que poderá ser facilmente resolvido com uma simples atualização de software.

Todos os aspiradores são mais ou menos ruidosos, especialmente quando trabalham na sua potência máxima, o 505 Plus não é diferente, já que produz um som grave e algumas vibrações intensas. Houveram momentos que cheguei a pensar que algo estivesse preso nas escovas, mas não, é apenas o seu modo normal de funcionamento. É estranho, sobretudo porque este modelo já não utiliza os rolos duplos contra-rotativos que, em tempos, eram o segredo patenteado da iRobot. Na prática, o barulho não chega a ser um problema, já que programo o robô para trabalhar quando a casa está vazia, mas continua a ser um ponto em que esperava um pouco mais, especialmente de uma marca com o histórico e a experiência da iRobot.

Roomba Combo 505 Plus
Roomba Combo 505 Plus

Originalmente lançado por 799€, o Roomba Combo 505 Plus encontra-se atualmente à venda por 489€, e por esse valor considero-o uma excelente compra. Um aparelho sólido de gama média que, neste momento, aproxima-se mais do segmento de entrada em termos de preço. A iRobot fez bem em apostar na navegação LiDAR e na função combinada de aspiração e lavagem, com a sua base AutoWash, características que o torna num produto muito competitivo e prático para o quotidiano. É verdade que ainda não é capaz de lavar carpetes, mas a atual geração de Roombas parece finalmente ter reencontrado o rumo certo. Se este 505 Plus é um indício do que vem a seguir, talvez a iRobot ainda tenha fôlego para se reinventar e continuar a dar luta num mercado cada vez mais dominado pelos seus rivais asiáticos.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela iRobot.

Akluer 520A Dual Side Review: Para andar e massajar os pés

Simples, acessível e eficaz, a Akluer 520A Dual Side surpreende pelo modo de massagem, que deixa uma sensação imediata de leveza nos pés.

Desde as pandemias da COVID que desejava arranjar uma passadeira. Um desejo, salvo a redundância, passageiro, ao qual não investi muito tempo a informar-me, limitando-me a perceções de que poderia ser um equipamento caro e dispendioso. Não poderia estar mais errado, até porque soluções destas são bastante acessíveis. A justificação por detrás deste “pequeno investimento” nasce de uma realidade que muitos partilharão ou encontrarão familiar. Tenho um estilo de vida considerado sedentário, passo muitas horas em frente ao PC e arranjo mil e uma desculpas para não fazer caminhadas à beira das estradas que são perigosas ou pelos pinhais alheios que rodeiam a minha região. Logo, uma passadeira sempre me pareceu ser a alternativa ideal para criar uma rotina mais saudável sem esbanjar uma mensalidade num ginásio.

Por menos de 200€ surge assim uma solução em conta, a Akluer 520A Dual Side, uma passadeira de entrada que respondeu perfeitamente às minhas necessidades, ainda que um ou outro aspeto pudesse ser melhorado. Disponível na Powerplanet Online por 123,96€, por tempo limitado (o preço recomendado é de 198,35€), a Akluer 520A Dual Side é, como o nome indica, uma solução dois-em-um: de um lado é uma passadeira de caminhada tradicional e, uma vez virada, do outro, um massajador de pés.

Este modo duplo é, na verdade, o seu grande ponto de destaque, com as restantes características a tenderem para o normal a modesto, mas funcionais. Tem um motor com potência de 2,5 cv, suporte até 150 kg, velocidade regulável entre 1 e 6,44 km/h e uma pequena inclinação opcional de 2,2 graus, através de umas pegas. Não inclui qualquer suporte ou barras de apoio, tendo apenas um pequeno ecrã em cada lado que mostra informações específicas, com alguns botões simples. No modo de massagem, existe um cronómetro programado para sessões de 10 minutos, que mostra o nível de velocidade alterável com o comando sem fios incluído. No modo de caminhada, temos informações com cronómetro, velocidade, distância e calorias gastas, que vão alternando automaticamente.

A Akluer 520A Dual Side não é propriamente pequena, apesar da sua simplicidade e promessas de arrumação fácil. Sim, pode ser guardada debaixo de uma cama ou atrás de uma porta, com as dimensões de 1105 x 545 x 130 mm, mas com os seus 19 kg é um equipamento que pode não ser muito conveniente de transportar por uma casa, especialmente entre pisos. É, ainda assim, um equipamento pesado, mas que felizmente inclui um par de rodas na parte superior (mais pesada e onde se encontra o motor) que ajuda a mover a passadeira entre divisões. Contudo, é necessário algum esforço e cuidado ao pousar. Outro “defeito” de design da Akluer 520A Dual Side é o cabo de alimentação incluído, que, mesmo sendo de 1,5 metros de comprimento, podia ser maior, evitando o uso de extensões ou planeamentos prévios de colocação da passadeira na divisão escolhida. Este comprimento também se revela curto no momento de virar a passadeira, dado que a ligação física do cabo se encontra num dos lados, o que obriga a reposicioná-la ou reorientá-la em algumas situações.

Pequenas chatices à parte, a experiência de utilização prática da Akluer 520A Dual Side faz muito mais do que satisfazer. O controlo pode ser feito diretamente no corpo da passadeira, com botões perto dos ecrãs, ou através do simples comando com Start/Stop e botões “Mais” e “Menos” para ajustar a velocidade. Começando pela experiência das massagens, esse lado é orientado para uma utilização limitada e quase ortopédica – algo que se percebe pela informação em letras garrafais que recomenda uma utilização diária de apenas 10 minutos e pela programação no mesmo período de tempo. É possível fazer novos ciclos, mas sempre de 10 minutos de cada vez, com escolha de até cinco níveis de velocidades relativamente baixas. O grande fator diferenciador é a superfície por baixo do tapete rolante, com uma textura de meias esferas côncavas, cujo contacto com os pés e a pressão do peso faz com que cada passo seja uma pequena massagem. Inicialmente, trata-se de uma sensação estranha, demasiado notória e que dá a ideia de magoar, como andar descalço numa calçada irregular. No entanto, após uma ou duas sessões, o efeito revela-se extremamente satisfatório e surpreendentemente confortável. Talvez o melhor de tudo seja a sensação final ao sair desses 10 minutos de massagem, em que parece que estamos a pisar almofadas. Por esta razão, esse ciclo de massagens tornou-se quase como a entrada para as minhas sessões de 30 a 60 minutos no modo normal, até porque serve de aquecimento sem propriamente cansar. Virando a Akluer 520A Dual Side, a sua utilização é em tudo semelhante, aqui sem a massagem. E é andar “em frente até cansar”.

O controlo de velocidade é mais preciso, com incrementos de 0,5 km/h, até 6 km/h (não sendo propriamente claro se são os 6,44 km/h indicados nas característica) entre os quais encontrado nos 4 km/h a velocidade ideal para as minhas sessões. Aos 4,5 km/h já se torna difícil de acompanhar e aos 5 km/h estamos já em modo de corrida, no qual a dimensão da passadeira denuncia alguma insegurança. Acima disso, pessoalmente, já não passa de uma curiosidade à qual convém ter cuidado. A nível de indicadores, estes oferecem dados relativamente precisos. Meia hora a 4 km/h marca efetivamente 2 km percorridos, aproximando-se muito dos resultados do meu Apple Watch. Não considero estes dados rigorosos em nenhum dos equipamentos, mas a sua aproximação, com uma margem de algumas dezenas de metros, é um bom indicador de alguma consistência. O mesmo não posso dizer das calorias indicadas na passadeira, que normalmente apresentavam cerca de metade do valor obtido no relógio.

Tal como o modo de massagem, o modo normal de caminhada cumpre o seu propósito de forma bastante satisfatória, saindo destas sessões como se tivesse terminado um treino regular ou complementado uma sessão mais exigente. No entanto, o formato continua a pedir um pouco mais de segurança – falta-lhe uma barra de apoio ou de suporte para as mãos. Claro que, com o hábito, este elemento pode deixar de fazer falta, mas nas minhas sessões é comum ter de pegar num comando ou em algo ao redor, e se não tiver cuidado é possível haver pequenos desequilíbrios e sustos que podem ser complicados. Isto, claro, sem ter de fazer pausa ou baixar a intensidade. Mas pode também ser um daqueles casos em que a Akluer 520A Dual Side poderá ser um excelente complemento para quem tem uma standing desk para esta no computador, nesse caso, isto deixa de ser um problema.

Apesar destes pequenos apontamentos, a Akluer 520A Dual Side cumpriu todas as minhas necessidades básicas e saciou a minha curiosidade a um nível que, realisticamente, não me faz pensar num futuro upgrade. É, como se costuma dizer, simples e eficaz – e, acima de tudo, acessível, com o bónus de proporcionar umas belas massagens nos pés.

reviews 2021 recomendado

Este dispositivo foi cedido para análise pela Powerplanet.

Canon apresenta a EOS R6 Mark III e a objetiva RF 45mm F1.2 STM

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A Canon reforça a sua gama mirrorless com uma nova câmara de 32,5 MP e uma objetiva de grande abertura dirigida para entusiastas da fotografia.

A Canon anunciou a câmara EOS R6 Mark III e a objetiva RF 45mm F1.2 STM, duas adições à linha EOS R, conhecida por equilibrar desempenho e portabilidade. O lançamento original destes produtos decorreu no Japão, com a nova câmara a posicionar-se entre os modelos já disponíveis R6 Mark II e R5.

A EOS R6 Mark III integra um sensor Full Frame de 32.5 MP e é capaz de disparar até 40 FPS com obturador eletrónico. Conta com sistema de focagem automática, baseado em algoritmos de deteção e seguimento de sujeitos, e reconhece rostos, animais, veículos e cavalos. Inclui ainda um modo de pré-disparo que regista até 20 imagens antes de o obturador ser pressionado.

Em gravação de vídeo, o modelo suporta 7K RAW Light até 60 FPS e 4K a 120FPS, e inclui modo Open Gate que utiliza toda a área do sensor. Dispõe também de ferramentas profissionais como monitor da forma de onda, gravação de proxies e captação de áudio em quatro canais.

A estrutura mantém a ergonomia típica da gama e apresenta um corpo selado contra intempéries, equipado com ranhuras para cartões CFexpress Type B e SD UHS-II. Suporta ligação por Wi-Fi de 5 GHz e Bluetooth 5.1, que permitem transferência de ficheiros e controlo remoto a partir de dispositivos móveis. E a estabilização de imagem combinada pode atingir 8,5 passos e o ISO máximo de 64.000 garante resultados consistentes em cenários de baixa luminosidade.

Já a RF 45mm F1.2 STM, é a objetiva f/1.2 mais leve da série RF, com apenas 346 gramas. Tem um motor de focagem STM para transições silenciosas e suaves, adequadas para vídeo e retrato, enquanto que o diafragma de nove lâminas contribui para um desfoque natural. A construção da objetiva inclui revestimento Super Spectra, correção de focus breathing e uma distância mínima de focagem de 45 centímetros, posicionando-a como uma opção versátil para criadores híbridos.

A EOS R6 Mark III e a RF 45mm F1.2 STM chegam ao mercado ainda este ano, com preços e kits a confirmar.

JBL lança auriculares abertos para crianças com controlo parental

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Os JBL Junior Free são os primeiros auriculares abertos da marca concebidos para crianças, com limitação automática de volume e monitorização parental através de aplicação móvel.

A JBL anunciou os auriculares Junior Free, um modelo desenvolvido para crianças que combina uma estrutura aberta e funcionalidades de segurança auditiva, como o sistema Safe Sound, que limita o volume a níveis considerados seguros, e um design OpenSound que permite ouvir o som ambiente durante a utilização.

Os auriculares incluem controlo parental através da aplicação JBL Headphones, que possibilita verificar o tempo de uso e o volume médio, bem como definir limites personalizados. E a estrutura, em silicone hipoalergénico, com faixa traseira ajustável, foi testada com utilizadores infantis de diferentes idades.

O modelo é resistente a salpicos (IPX4), oferece até 10 horas de autonomia e mais 3 horas após 10 minutos de carregamento rápido. E a nível de ligações, o Bluetooth multiponto permite ligação simultânea a dois dispositivos.

Os JBL Junior Free chegam às lojas a meio de novembro, em tons de roxo, azul-petróleo e pêssego, com preço de 69,99€.

Mercadona Covilhã deverá abrir em abril de 2026

A Mercadona ficará instalada no City Center Covilhã, centro comercial que está imensamente atrasado e que somente será inaugurado… em 2026.

Falar da Mercadona é falar de uma cadeia espanhola que tem vindo a conquistar os portugueses desde 2019. Afinal de contas, quando ainda não existia nenhuma loja da empresa em Portugal, muitos portugueses, quando iam de férias para a zona de Monte Gordo, aproveitavam e pegavam no carro para uma curta viagem para Ayamonte. Aliás, ainda o fazem, até porque, e mesmo com dois supermercados Mercadona confirmados para o Algarve, nenhum será construído nessa zona da região.

A Mercadona faz muito sucesso com os seus produtos, é certo, e quem passa por lá deixa-se conquistar pela secção de limpeza, pela secção de cuidados do corpo… e pela secção dos chocolates, que são deliciosos. E isto sem esquecer a secção do pronto a comer, que tem sempre imensa saída.

Desde então, a cadeia espanhola passou a contar com dezenas de lojas em Portugal. Até ao final deste ano, a Mercadona terá 70 supermercados a funcionar em território nacional.

Ora, e como é óbvio, a expansão não ficará por aqui. Para 2026 estão planeadas várias lojas, entre as quais a da Covilhã, cujo supermercado já deveria ter sido inaugurado. O contrato para a rede espanhola fixar-se na cidade foi assinado ainda em 2023, com instalação no City Center Covilhã, centro comercial cujas obras atrasaram imenso, tanto que a inauguração somente acontecerá em 2026.

E é precisamente em 2026 que a Mercadona irá inaugurar a sua loja na Covilhã. Até aqui, não se sabia quando, mas a abertura está prevista para abril. Já o dia de abertura em questão somente deverá ser divulgado um mês antes.

Além da Mercadona, o City Center Covilhã, com 13 lojas e 17.900m2 de ABL, contará também com a Leroy Merlin Essencial e Primark, assim como uma unidade hoteleira da B&B Hotels.

Canon lança novas câmaras profissionais PTZ 4K CR-N400 e CR-N350

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As Canon CR-N400 e CR-N350 destinam-se a ambientes profissionais, educativos e de transmissão, com captação em 4K UHD a 60 FPS.

A Canon lançou as novas câmaras PTZ CR-N400 e CR-N350, concebidas para produções que requerem vários ângulos de gravação, estúdios e transmissões ao vivo. Ambas utilizam o processador DIGIC DV7 e gravam em 4K UHD a 60 FPS, com suporte HDR e controlo remoto completo.

A CR-N400 posiciona-se como o modelo de topo da nova série, oferecendo zoom ótico de 20x em 4K (até 40x em Full HD), para além de interfaces profissionais como 12G-SDI, Time Code, Genlock e entradas duplas XLR. Já a CR-N350 sucede à CR-N300 e introduz melhorias no sistema de seguimento automático de motivos, permitindo transmissões horizontais e verticais em simultâneo.

Os dois modelos mantêm a reprodução de cor característica da Canon e incluem compatibilidade com NDI|HX, SRT, FreeD, RTP/RTSP, RTMP/RTMPS, Canon XC Protocol e Standard Communication, facilitando a integração em infraestruturas híbridas de produção.

Podem ficar a conhecer melhor os modelos e solicitar os seus preços no site oficial da Canon.

Xiaomi 15T Pro Review: Quase perfeito

A nível técnico, o Xiaomi 15T Pro é muito sólido, com um desempenho consistente e uma ótima construção, num conjunto de características e funcionalidades que poderá melhorar com futuras atualizações de software.

O Xiaomi 15T Pro apresenta-se como o dispositivo mais poderoso da nova série topo de gama da marca, surgindo como alternativa ao mais “básico” Xiaomi 15T. Como seria de esperar, ao contrário do 15T regular, o Xiaomi 15T Pro conta com muitas melhorias, especialmente comparado com o seu antecessor da geração passada, mantendo o mesmo preço de lançamento de 899,99€ – apesar que no momento de escrita deste artigo, o dispositivo esteja na loja oficial na casa dos 600€.

Dentro da caixa do Xiaomi 15T Pro, encontramos uma capa protetora, o cabo USB-C para carregamento e transferência de dados, a documentação essencial e o indispensável pino para extrair a bandeja do SIM. E à primeira vista, o Xiaomi 15T Pro segue a mesma linha estética do modelo anterior, com vários pormenores afinado. O novo dispositivo mede 162,7 x 77,9 x 7,96 mm e pesa 210 gramas, o que o torna um equipamento um pouco desafiante de manusear, especialmente para quem tem mãos pequenas. Ainda assim, a Xiaomi trabalhou bem nas margens do ecrã, reduzindo-as em cerca de 25%, o que evita que o telefone pareça demasiado grande, especialmente tendo em conta as generosas dimensões do ecrã. A alteração mais evidente está na tampa traseira, que agora apresenta um acabamento escovado que disfarça muito bem as impressões digitais e sujidade. Apesar de parecer alumínio, na verdade o seu acabamento é em fibra de vidro, trabalhada com um nível de cuidado que engana facilmente o olhar. Este material, mais quente ao toque do que o vidro tradicional, parece ter sido escolhido para evitar um peso excessivo, sem abdicar da compatibilidade com carregamento sem fios e assegurando uma resistência superior a quedas. A sua estrutura mantém-se em liga de alumínio de alta resistência e com os recortes das antenas bem visíveis. De acordo com as informações da Xiaomi, este chassis oferece uma proteção superior contra quedas e uma maior rigidez estrutural, que, de facto, transmite essa sólida sensação na mão. Por fim, a certificação IP68 confirma que o dispositivo tem proteção contra água e poeira.

As dimensões do ecrã do Xiaomi 15T cresceu significativamente face ao modelo anterior, passando das 6,67 polegadas “clássicas” para umas generosas 6,83 polegadas. Para alguns esta dimensão que afeta o corpo do dispositivo poderá ser demasiado largo, mas o seu painel AMOLED de 144Hz compensa rapidamente essa dimensão. A resolução do ecrã é de 2772 x 1280 pixeis (447 ppi), com suporte para HDR10+ e Dolby Vision, o brilho máximo impressiona, já que chega aos 3200 nits, e o PWM Dimming a 3840Hz reduz de forma notória o cansaço visual em ambientes com pouca luz. Este está também protegido pelo Corning Gorilla Glass 7i e conta com várias certificações TÜV Rheinland que prometem uma experiência mais confortável para os olhos. Debaixo desse ecrã, encontra-se o sensor ótico de impressões digitais, rápido e fiável, acompanhado por um sensor de proximidade que funciona como deve ser durante as chamadas. Quando vibra, o seu sistema é preciso e agradável, transmitindo uma boa sensação de qualidade e o áudio completa bem este conjunto, com colunas estéreo e três microfones que garantem gravações limpas. Destaca-se ainda o suporte para Dolby Atmos e a certificação Hi-Res, tanto por cabo como sem fios, proporcionam uma experiência multimédia agradável e envolvente, à altura do que se espera de um smartphone topo de gama moderno.

Xiaomi 15T Pro
Xiaomi 15T Pro

No seu interior, o Xiaomi 15T Pro está equipado com o MediaTek Dimensity 9400+, um processador fabricado no processo de 3 nm. Trata-se de um chip impressionante, com um CPU que atinge os 3,73 GHz, um GPU Immortalis-G925 MC12 e um NPU 890 dedicado às funções de inteligentes. A Xiaomi inclui também o modem Surge T1S o mesmo do Xiaomi 15, que assegura uma excelente qualidade de receção de sinal, mesmo em zonas mais desafiantes. O desempenho é, como seria de esperar, irrepreensível. A marca já nos habituou a topos de gama rápidos e consistentes, e este modelo não foge à regra. Apesar de não ser o seu foco principal, é também um smartphone perfeitamente capaz de lidar com qualquer jogo móvel atual, em parte graças ao sistema de refrigeração Xiaomi 3D IceLoop System, que dissipa o calor de forma muito eficaz e evita que o processador sofra de aquecimento excessivo, mesmo durante sessões prolongadas.

A nível de memória, estamos perante um equipamento com 12GB de RAM LPDDR5X combinados com armazenamento interno UFS 4.1. Está disponível em versões de 256, 512 GB e até 1 TB, o que cobre praticamente todas as necessidades de quem gosta de guardar muitos ficheiros, jogos ou vídeos em alta resolução. No campo das ligações, o Xiaomi 15T Pro traz tudo o que se pode pedir a um modelo topo de gama, como o Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 com suporte para ligações duplas, 5G, NFC e suporte Dual SIM com a opção de utilizar dois eSIMs ou um nano SIM e um eSIM.

Uma novidade curiosa deste equipamento é o Xiaomi Offline Communication, ou Comunicação Offline, também presente e introduzida no modelo normal e que transforma o smartphone autêntico walkie-talkie. Através dela, é possível comunicar diretamente com outro dispositivo Xiaomi compatível a distâncias que podem chegar a 1,9 km. É algo que pode parecer uma mera curiosidade, mas que em alguns cenários pode revelar-se útil, como em caminhadas em grupo ou eventos ao ar livre. Óbvio que nem tudo é perfeito, o software ainda mostra, de vez em quando, pequenos soluços, com animações que ficam momentaneamente presas ou pequenas falhas que lembram que, por mais otimizado que esteja, o HyperOS ainda tem espaço para amadurecer. Para além da limitação de uso apenas com dispositivos compatíveis com a função. E já que abordo a questão do software, o Xiaomi 15T Pro vem com o Android 15 e o HyperOS 2 pré-instalado, mas será o primeiro smartphone da marca a receber o HyperOS 3.0, já baseado no Android 16. No momento de escrita deste artigo, a Xiaomi já tinha começado a lançar essa atualização, mas ainda não a tinha recebido no equipamento que recebi para teste.

Xiaomi 15T Pro
Xiaomi 15T Pro

Na nova interface esperam-se algumas alterações estéticas e funcionais, embora, por agora, ainda não tenha sido possível testá-las. Uma das novidades mais curiosas será o Xiaomi Hyper Island, concebido para reforçar a utilização multitarefa e oferecer notificações dinâmicas que permitem acompanhar várias atividades de forma mais fluida e intuitiva. E a experiência geral deverá também enriquecida pela integração do GPT-4 Mini. Neste conjunto, um dos modos que mais desperta curiosidade é o chamado “Modo de Pensamento Profundo”, que promete não só responder às perguntas do utilizador, mas também mostrar o raciocínio que levou a cada resposta. Uma abordagem interessante, que poderá dar à interação com o sistema uma dimensão quase didática. Entre as funções inteligentes estão ainda incluídas ferramentas de tradução, transcrição e legendagem com reconhecimento de voz melhorado. Haverá ainda dois modos de pesquisa inteligente, um que permite encontrar fotografias na Galeria apenas descrevendo o seu conteúdo, enquanto o outro estende essa pesquisa a todo o sistema, facilitando a navegação por ficheiros e aplicações. Mas, lá está, ainda nada disto foi testado. Adicionalmente, o Hyper Connect reforçará a integração do Xiaomi 15T Pro com outros ecossistemas, incluindo o macOS, passando a ser possível, por exemplo, abrir janelas de aplicações Android diretamente num Mac, algo que poderá simplificar bastante o trabalho entre plataformas. E o recurso Touch to Share também estará presente, permitindo a transferência de ficheiros de forma imediata entre smartphones compatíveis apenas com um toque.

Naturalmente, o software testado continua a incluir o conjunto habitual de aplicações da Xiaomi pré-instaladas. Algumas delas mantêm a tendência algo irritante de enviar notificações publicitárias, o que quebra um pouco a sensação de polimento que o resto do atual sistema transmite. Em contrapartida, os novos papéis de parede animados com inteligência artificial, que permitem criar animações a partir de uma fotografia pessoal, acrescentam um toque de personalização interessante e moderno.

Mas onde o Xiaomi 15T Pro realmente brilha é no seu conjunto de câmaras que foi desenvolvido em parceria com a Leica, e que incorpora a lente VARIO-SUMMILUX 1:1.62–3.0/15–115 ASPH. A configuração inclui uma câmara principal de 50MP com abertura f/1.62 com estabilização ótica de imagem (OIS), com o sensor Light Fusion 900 e tecnologia Super Pixel 4-em-1 de 2,4 μm, equivalente a uma distância focal de 23 mm. A câmara teleobjetiva periscópica, também de 50MP com abertura f/3.0 e OIS, oferece zoom ótico de 5x e uma distância focal equivalente a 115 mm. Há ainda uma lente ultra grande-angular de 12MP com abertura f/2.2 com campo de visão de 120° e distância focal de 15 mm, e uma câmara frontal de 32MP com abertura f/2.2 com ângulo de 90°, equivalente a 21 mm.

Xiaomi 15T Pro
Xiaomi 15T Pro

Entre os modos e funcionalidades, destacam-se a Fotografia de Rua Leica, o Modo Retrato Master, o Xiaomi AISP 2.0 e o Assistente de Criatividade inteligente. A teleobjetiva pode chegar aos 100x de zoom digital e funciona também como lente telemacro, curiosamente, é a única lente capaz de o fazer, o que a torna mais versátil do que parece à primeira vista. Em vídeo, o Xiaomi 15T Pro não desaponta e permite gravação em 8K a 30 FPS e em 4K até 120 FPS, com suporte para HDR10+ em todas as distâncias focais e compatibilidade com parâmetros LUT. Existe também a possibilidade de gravar em formato LOG, pensado para quem gosta de trabalhar os vídeos em pós-produção, uma opção claramente voltada para utilizadores mais exigentes e criativos.

A qualidade fotográfica é, de um modo geral, muito boa. As câmaras principal e teleobjetiva produzem imagens com excelente nível de detalhe, boa gestão de ruído e contrastes equilibrados, tanto em condições de boa iluminação como em fotografia noturna. O software da Xiaomi, contudo, continua a mostrar algumas inconsistências pontuais, sobretudo na forma como processa certas tonalidades. Nada dramático, mas percetível ao olho atento. A lente ultra grande-angular é, sem dúvida, o ponto menos forte do conjunto. A qualidade é inferior e a renderização apresenta alguma falta de uniformidade em relação aos outros sensores, algo que a Xiaomi parece ter feito de propósito para distinguir este modelo da sua linha verdadeiramente “ultra-premium”. Ainda assim, cumpre bem a sua função em fotografia de paisagem ou arquitetura.

A capacidade de gravar e fotografar em RAW e LOG é particularmente interessante, já que dá uma rara liberdade criativa num smartphone e permite tirar o máximo partido dos sensores principal e teleobjetiva. É aqui que o Xiaomi 15T Pro mostra todo o seu potencial, e confirma que a colaboração com a Leica não é apenas um selo estético, mas um verdadeiro investimento na qualidade ótica.

O Xiaomi 15T Pro vem equipado com uma bateria de 5500mAh que oferece uma boa autonomia. Em utilização normal, é possível alcançar entre cinco a seis horas de ecrã ligado ao longo de um dia típico. Com um uso mais moderado, é perfeitamente viável chegar aos dois dias de utilização sem grandes preocupações, algo que continua a ser um ponto forte nos topos de gama da marca.

O verdadeiro destaque, no entanto, está no carregamento com fio de 90W. É incrivelmente rápido e praticamente elimina a ansiedade de ver a bateria a descer. Bastam poucos minutos ligados à corrente para recuperar uma boa parte da carga, o que resolve, na prática, a maioria dos problemas de autonomia no quotidiano. Há também carregamento sem fios de 50W, uma funcionalidade ausente no Xiaomi 15T, e que acrescenta conveniência, especialmente para quem já tem uma base de carregamento no escritório ou na mesa de cabeceira. Naturalmente, a duração da bateria pode variar bastante consoante o tipo de utilização. Passar muito tempo ao ar livre, por exemplo, faz com que o ecrã atinja automaticamente níveis de brilho elevados, o que tem impacto direto no consumo energético. Ainda assim, a gestão de energia do Xiaomi 15T Pro é eficiente e consistente.

Xiaomi 15T Pro
Xiaomi 15T Pro

Do ponto de vista técnico, o Xiaomi 15T Pro merece, sem dúvida, uma avaliação muito positiva. As especificações são de topo, o desempenho é consistente e o conjunto geral transmite uma sensação de solidez e maturidade. No entanto, o preço de lançamento coloca-o numa posição menos favorável em termos de relação qualidade-preço. Felizmente, várias promoções já o tornam disponível por valores abaixo dos 630€, o que muda substancialmente a equação e o transforma numa proposta bem mais interessante.

Entre os pontos fortes destaco o seu ecrã excecional, o desempenho fantástico, o carregamento com fio e sem fio, e a sua construção robusta, reforçada pela certificação IP68. Do lado menos positivo, há a câmara ultra grande-angular, que fica aquém das restantes, uma certa lentidão ocasional no software (que deverá ser corrigida com o HyperOS 3) e um tamanho que apesar de adequado para mim, pode não agradar a todos, especialmente a quem prefere dispositivos mais compactos. Ainda assim, é um smartphone que impressiona e que demonstra bem a maturidade da Xiaomi no segmento premium. Dado que o software desempenha um papel cada vez mais central na experiência de utilização, valerá a pena rever este equipamento algumas semanas depois da chegada do HyperOS 3, para perceber até que ponto as melhorias prometidas se refletem no dia-a-dia.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Xiaomi.

Xiaomi lança o Robot Vacuum S40 com navegação a laser e autonomia até 180 minutos

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O Robot Vacuum S40 da Xiaomi chega as lojas a menos de 200€, com foco em funcionalidades essenciais e manutenção manual.

A Xiaomi apresentou o Robot Vacuum S40, um robô aspirador de gama básica concebido para tarefas domésticas regulares. O novo modelo, inclui um sistema de navegação a laser, bateria de 5200 mAh e potência de sucção de 10 000 Pa.

O S40 mantém também uma abordagem tradicional de manutenção, recorrendo a uma base que apenas carrega o equipamento, sem sistema automático de esvaziamento ou enchimento de água. O depósito de pó e o reservatório de água requerem operação manual, característica que o distingue de modelos mais recentes com estações automáticas.

Entre as funções disponíveis, a aplicação móvel permite mapear divisões, definir zonas de limpeza e ajustar o modo de atuação em tapetes, com opção de aspirar com ou sem lavagem.

O Xiaomi Robot Vacuum S40 já se encontra disponível por 199,99€ nos canais oficiais da Xiaomi.

AGON by AOC apresenta os primeiros monitores QD-OLED da linha AOC GAMING de 27 polegadas com 240 Hz e 360 Hz

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Os novos monitores Q27G4ZDR e Q27G4SDR de 27 polegadas oferecem taxas de atualização de 240 Hz e 360 Hz, a preços bem competitivos.

A AGON by AOC anunciou os primeiros monitores QD-OLED para a sua linha AOC GAMING, destinada para o segmento de jogos competitivos, com valores mais acessível. Os monitores Q27G4ZDR e Q27G4SDR, ambos de 27 polegadas (26,5”), combinam tempos de resposta instantâneos de 0,03 ms com o contraste praticamente infinito da tecnologia OLED e resolução QHD (2560 x 1440), atingindo taxas de atualização de 240 Hz e 360 Hz, respetivamente.

Os dois monitores partilham um painel QD-OLED de 10 bits, capaz de reproduzir 1,07 mil milhões de cores com cobertura de 99,1% da gama DCI-P3. Ainda nas diferenças, o Q27G4ZDR suporta HDR10, enquanto o Q27G4SDR possui certificação VESA DisplayHDR True Black 400, com brilho máximo de 1000 cd/m² e contraste de 1,5 milhões para 1.

Ambos contam com tecnologia Adaptive-Sync, com certificação NVIDIA G-SYNC Compatible, que elimina quebras de imagem, de forma a assegurar fluidez melhorada. A nível de ligações, incluem duas portas HDMI 2.1, uma DisplayPort 1.4 e hub USB 3.2 com portas de carregamento rápido, para além de suporte para QHD a 120 Hz na PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Os dois monitores recorrem ao design G4, que mantém a estética discreta da série, com molduras finas, acabamento preto mate e suporte ergonómico ajustável em altura, rotação, inclinação e pivô. Ambos incluem funcionalidades de jogo como Shadow Control, Game Color, modos pré-definidos, Low Input Lag e tecnologias Flicker-Free e Anti-Blue Light.

Os AGON by AOC Q27G4ZDR e Q27G4SDR ficam à venda ainda em novembro, com preços recomendados de 399€ e 549€, respetivamente.

Samsung apresenta o HDR10+ Advanced como sucessor do seu formato de HDR

A nova tecnologia introduz melhorias no processamento de imagem e no brilho máximo, mas os primeiros televisores compatíveis só chegam em 2026.

A Samsung anunciou o HDR10+ Advanced, uma nova versão do seu formato de HDR (High Dynamic Range), que terá a sua estreia em televisores lançados em 2026. A marca continua assim a seguir uma estratégia própria, mantendo-se afastada do Dolby Vision, amplamente adotado por outros fabricantes.

De acordo com a empresa, o HDR10+ Advanced inclui melhorias no processamento de movimento e no mapeamento de tons, com recurso a algoritmos inteligentes capazes de aumentar o brilho até aos 5.000 nits. Entre as novidades está uma função de otimização por género, que permite ajustar a imagem consoante o tipo de conteúdo. O sistema introduz ainda o “Mapeamento de Tons Local Detalhado”, que divide a imagem em várias zonas para um controlo mais preciso do brilho e do contraste.

O HDR10+ Advanced será implementado gradualmente a partir de 2026, com a Samsung a integrar o formato nas gamas de televisores de topo e, mais tarde, em modelos intermédios. Quando estiver disponível, a Prime Video voltará a associar-se à Samsung para adotar o formato, dando continuidade à parceria estabelecida na primeira geração do HDR10+.

Sempre Bom. Novo supermercado em Viseu permite grandes poupanças na carteira

O supermercado Sempre Bom, em Viseu, recupera produtos rejeitados pelas grandes superfícies e vende-os a preços muito abaixo do habitual.

Quem gosta de poupar nas compras de supermercado tem alguns truques que, provavelmente, já coloca em prática, como dar preferência aos produtos com rótulo a assinalar que a data de validade está quase a chegar ao fim. Seja carne, peixe, cereais, chocolates, café, entre outros, basta andar atento e perceber como é fácil poupar mais uns euros na carteira.

Outra solução é recorrer a apps como a Too Good To Go, que nos permite salvar cabazes com produtos considerados excedentes. Podem salvar comida já feita, fruta, pão, lacticínios, entre muitas outras opções, e a poupança é gigante. O único problema é que nunca sabemos o que nos vai calhar em cada pedido, ou seja, corremos o risco de estar a salvar alguma comida que, provavelmente, não vamos gostar – e aí só mesmo oferecendo a alguém. Têm também a Goodafter, supermercado online que já salvou toneladas e toneladas de alimentos dos caixotes do lixo, ao mesmo tempo que permite que os clientes poupem imenso dinheiro.

Ora, tudo isto para dizer que, no passado dia 17 de outubro, abriu em Viseu um novo supermercado que promete expandir ainda mais este combate ao desperdício alimentar. Chama-se Sempre Bom, fica situado na Estrada Nacional 231, Rua Quinta da Manhosa, Pavilhão 11, junto ao Business Center, e a ideia central passa por recuperar produtos rejeitados pelas grandes cadeias de distribuição e colocá-los novamente no mercado, transformando o desperdício em poupança real para as famílias.

Nas prateleiras do Sempre Bom é possível encontrar artigos que foram retirados do circuito habitual por motivos tão simples como embalagens danificadas – ou amachucadas, vá -, rótulos trocados – ou colados ao contrário -, pequenas falhas estéticas ou o fim de uma linha de produção. Há, também, produtos provenientes de stocks excedentários, mercadorias de supermercados encerrados e artigos de marcas reconhecidas que, apesar de totalmente seguros e em perfeitas condições de consumo, deixaram de ser comercializados pelas vias tradicionais.

A missão da loja vai além da poupança. O projeto pretende dar nova vida a produtos que, de outro modo, seriam desperdiçados, contribuindo para a redução do desperdício alimentar e para a sensibilização dos consumidores. O espaço é também um exemplo prático de economia circular, ao reaproveitar bens que mantêm qualidade e valor de consumo.

Quanto à questão da validade dos produtos, importa referir que a menção Consumir até indica uma data-limite que deve ser rigorosamente respeitada, pois após esse prazo o alimento pode deixar de ser seguro para consumo. Trata-se de produtos cuja estabilidade é reduzida e onde há risco de proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde. Já as embalagens que apresentam apenas uma data de Consumir de preferência antes de referem-se a alimentos mais duráveis, nos quais a validade diz respeito sobretudo à preservação do sabor, aroma ou textura. Nestes casos, é possível consumir o produto depois do prazo indicado, desde que a embalagem se mantenha intacta e as condições de conservação recomendadas no rótulo tenham sido cumpridas.

No Sempre Bom, cerca de 80% dos produtos têm origem em excedentes de stock, seja de lojas que encerraram, seja de grandes marcas com produtos fora dos padrões comerciais habituais.

DJI anuncia o Neo 2 com apenas 151 gramas e autonomia reforçada

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O novo drone compacto da DJI introduz deteção de obstáculos em 360 graus e mantém-se abaixo do limite de peso que dispensa certificação adicional na União Europeia.

A DJI anunciou o Neo 2, sucessor direto do seu drone mais leve, que integra um sistema de deteção de obstáculos baseado em tecnologia LiDAR e sensores infravermelhos omnidirecionais capazes de mapear o ambiente em todas as direções. Com 151 gramas, o Neo 2 continua dentro da categoria isenta de registo e certificação na União Europeia, mas apresenta melhorias estruturais que aumentam a resistência ao vento até 38 km/h e permitem atingir velocidades de 43 km/h.

A bateria de 1.606 mAh garante até 19 minutos de voo, valor superior ao do modelo anterior, sem aumento de peso. A câmara utiliza um sensor CMOS de 1/2 polegada e 12 MP e grava vídeo em 4K a 60 FPS com suporte HDR de 10 bits. E inclui também modos de câmara lenta até 100 FPS e captação vertical em 2.7K, pensada para conteúdos adaptados a redes sociais. O seu gimbal de dois eixos promete a estabilização mecânica e contribui para a fluidez das imagens.

Os controlos foram simplificados, permitindo agora descolagem a partir da palma da mão, resposta a gestos e comandos de voz. No comando, o pequeno visor frontal mostra o estado do voo e substitui o anterior sistema de luzes LED. Já no que toca a ligações, a transmissão é feita por Wi-Fi, com alcance de 500 metros, podendo ser estendida para 10 quilómetros através do módulo opcional OcuSync 4.0, compatível com o comando RC-N3 e os óculos Goggles N3.

O Neo 2 será lançado em três versões. O modelo base custará 239€, o Fly More Combo custará 399€ com baterias e carregador adicionais, e o Motion Fly More Combo fica disponível por 579€ com comando de movimento e óculos de realidade virtual. Fica disponível nas lojas a 13 de novembro.

The Hives no Sagres Campo Pequeno – A festa é sempre melhor com amigos

Pelle Almqvist coroou-se rei no Campo Pequeno, e os The Hives provaram que a festa só faz sentido quando é partilhada.

Foi numa noite de segunda-feira que, de forma clemente, parou a chuva durante umas horas, antes da borrasca da madrugada que fomos brindados com uma alinhamento de quilate raro num concerto dito em nome próprio em Portugal. De facto, chamar ao que aconteceu no Sagres Campo Pequeno de concerto dos The Hives é muito curto, desde logo com a entrada dos americanos Snõõper, uma das coqueluches dos últimos anos de um punk, vá lá, mais soalheiro.

Falhada a ida à ZdB em agosto do ano passado, valeu a pena ter chegado pouco depois das oito para ver Blair Tramel, Connor Cummins e seus muchachos. Perante uma plateia ainda bastante despedida e numa sala que, quando não cheia, apresenta problemas sobejamente conhecidos, não baixaram os braços e fizeram a festa, com o guitarrista a ir para o meio da galera, Blair a trocar entre voz e instrumentos, e os característicos bonecos gigantes que costumam marcar presença entre o público a bailar – em particular o Mosh-quito, inseto verde de ar simpático que faria boa figura num desfile alternativo de cabeçudos de Ponte de Lima.

No fim de 30 minutos de prestação, “Running” é uma grande malha para fechar uma prestação digna de quem deve ficar debaixo de olho para os próximos tempos.

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The Hives no Sagres Campo Pequeno – Foto: Emanuel Canoilas

Passada a primeira, o assunto torna-se mais sério com os Yard Act, banda inglesa que muito depressa bordejou o topo dos topes no país natal. Representantes de fino trato de um pós-punk socialmente atento sem deixar de ser divertido na descrição e com um lado melódico bem presente, são banda que facilmente hoje valeriam um Coliseu dos Recreios, estamos em crer. Aqui, fomos brindados com 11 músicas em que várias se classificariam como as mais bem tocadas da noite – a Fender Telecaster de Sam Shipstone bem cortante e metálica, a dar o tom ao som da banda.

Com uma apresentação divertida de “You paid for it, you’re gonna get it“, o vocalista James Smith dá leveza nos intervalos ao peso de letras como as de “Rich” – a paranóia da perda de um estatuto ganho de forma quase involuntária – e com a nova “New Beginnings” a agitar um grupo já muito apreciável de espectadores presentes. Estes rapazes de Leeds são bons. ”The Overload” tem espaço para o coro dos gaviões da fiel, e “The Trapper’s Pelts” volta a dar brilho à guitarra. Até à próxima, que esta relação vai continuar.

Chegam os cabeças de cartaz – aqui uma realidade efetiva e não uma promoção mediática questionável de promotores de festival, e é facilmente verificável que os The Hives estão numa fase simpática da carreira. O novo The Hives Forever Forever The Hives tem tido receção simpática da crítica e apanhou um momento em que parece existir algum conceção de uma pop mais pastilha elástica e a procura de um som mais musculado. E quem tem Pelle Almqvist como comunicador entra já a ganhar.

Como uma encenação simples mas marcante e cuidada – desta vez os modelitos a preto e branco tinha umas faixas de luzes nas costuras -, os suecos arrancaram para um alinhamento seco mas intenso, meio/meio entre o novo disco e os maiores sucessos, como se viu logo com a abertura com a nova “Enough Is Enough”, seguida com a (talvez) segunda batida de bateria mais conhecida da banda – “Walk Idiot Walk”. Festa ganha houvesse dúvidas, cervejas a voar e pezinho a bater no chão de forma animada num meio reconfortante onde quem estava lá sentia-se em casa, algumas caras (re)conhecidas e a memória de anos mais juvenis quando álbuns como Tyrannosaurus Hives brilhavam no meio da explosão da rock de garagem do início do século.

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The Hives no Sagres Campo Pequeno – Foto: Emanuel Canoilas

“Paint a Picture” é orelhuda e tem pinta de vir a entrar no cânone com o coro ali mesmo a pedi-las. Algum tempo depois, Pelle acena um cartaz A4 a dizer que é o presidente – e virá a tornar-se presidente-rei com uma coroação perto do final alinhada com a foto de capa do último disco. Durante tudo isto, os técnicos vestidos de ninja (abraço, Manuel Almeida) estão sempre hiperativos a garantir que não faltam metros de cabos para quando se vai para o meio da arena.

“Hate to Say I Told You So” é momento alto como se esperava, simplesmente um dos grandes hinos rock das últimas décadas, cantada agora com uma energia mais tranquila, mas presente, e a caminho da reta da meta “Come On” teve direito a chamada ao palco e coro dos integrantes dos Snõõper e dos Yard Act em clima de boa disposição.

A seguir, “Tick Tick Boom” foi a bomba pré-primeiro final, com o encore muito focado no trabalho mais recente – o fim a sério foi com “The Hives Forever Forever The Hives”, faixa-título.

Foi um exagero o Sagres Campo Pequeno para quem, há dois anos, foi ao Capitólio? Foi, mas no fundo ninguém quis saber. Nem eles, nem nós. Os The Hives são do bem e sabem de cor uma das lições essenciais – a de não se levar demasiado a sério.

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The Hives no Sagres Campo Pequeno – Foto: Emanuel Canoilas

MöTAO Lisboa recebeu o primeiro grande evento da Ufesa em Portugal

No MöTAO Lisboa, a Ufesa mostrou a sua mais recente linha de produtos, focada em tecnologia e bem-estar nas casas portuguesas.

Na semana passada, num evento no qual o Echo Boomer esteve presente, a Ufesa reuniu, em Lisboa, vários convidados naquele que foi o seu primeiro grande encontro social em território nacional. O evento teve lugar no MöTAO Lisboa, espaço do Grupo Fullest, e destacou-se pelo ambiente descontraído e pela presença de convidados atentos às novidades apresentadas.

A iniciativa serviu para reforçar a presença da marca em Portugal e dar a conhecer, no fundo, as novidades do portfólio da Ufesa. Com soluções pensadas para facilitar a vida nas áreas da alimentação, do lar e dos cuidados pessoais, a verdade é que a marca tem produtos específicos para muitas áreas.

Por exemplo, um dos produtos que ficámos a conhecer foi o Air Duo Style, que se distingue por integrar as funções de secador e alisador num único dispositivo. Equipado com um motor digital de 110.000 rotações por minuto e tecnologia 3 em 1, permite secar, alisar ou executar ambas as tarefas em simultâneo. O fluxo de ar é regulado automaticamente graças a um sistema inteligente que deteta a presença do cabelo, enquanto as placas cerâmicas extralargas de 36 milímetros asseguram um alisamento rápido e sem agressões à fibra capilar. O modelo inclui ecrã LCD, função de desligamento automático e está pronto a operar em apenas cinco segundos.

Ao lado deste modelo, a Ufesa tem também o Pro Glam Twist, um modelador que utiliza o efeito Coanda para criar caracóis e ondas de forma precisa e com acabamento natural. Com o mesmo motor digital de 110.000 rpm, o aparelho vem acompanhado de sete acessórios – entre escovas, difusor, concentrador e modeladores – e integra um gerador de iões para eliminar a eletricidade estática e proporcionar brilho e suavidade.

A gama é completada pelos secadores Ion Plasma Luxe e Ion Plasma Essence, ambos com motor digital brushless e tecnologia de iões negativos, concebidos para oferecer uma secagem rápida e proteção reforçada do cabelo. Estes modelos reduzem o frizz e preservam a hidratação, garantindo resultados uniformes e duradouros.

Outro produto que ficámos a conhecer foi a Air Fryer Swan Elegance, novo modelo concebido para preparar refeições em quantidades adequadas a grupos até seis pessoas. Com 2200 W de potência e uma capacidade de 7,5 litros, a fritadeira de ar quente integra dez programas automáticos, um painel de controlo digital de utilização intuitiva e um sistema de dupla resistência que assegura uma distribuição uniforme do calor. A janela com luz interior permite acompanhar o processo de confeção sem necessidade de interromper o funcionamento, um detalhe pensado para maior comodidade.

A Swan Elegance distingue-se ainda pelo ecrã TFT interativo que inclui cinquenta receitas pré-instaladas e guiadas passo a passo. Esta funcionalidade inédita no mercado nacional pretende facilitar o quotidiano de quem procura preparar refeições equilibradas e variadas, combinando a simplicidade de utilização com resultados consistentes.

Todos estes produtos da Ufesa, e muitos mais, já estão disponíveis nas principais cadeias de retalho especializado.

Lonbali estreia-se em Lisboa com a sua primeira pop-up store

Até 13 de novembro, a marca espanhola Lonbali estará a apresentar as suas criações na loja Flabelus, no coração do Príncipe Real, com destaque para as coleções Aterna e Crackled.

A marca espanhola Lonbali chegou a Lisboa com a sua primeira pop-up store, patente na loja Flabelus, no número 101 da Rua Dom Pedro V, até 13 de novembro. Esta iniciativa marca a estreia da Lonbali na capital portuguesa e convida o público a descobrir o universo estético que define a identidade da marca, reconhecida pelo equilíbrio entre modernidade e tradição artesanal.

Para os fundadores Soledad Álvarez, María Álvarez e Marc Caballé, esta presença em Lisboa representa um passo importante na estratégia de expansão internacional da marca. O objetivo é aproximar o público português do conceito Lonbali, numa altura em que ainda não existe um espaço físico da insígnia em Portugal. A colaboração com a Flabelus foi uma escolha natural, explicam os criadores, pela afinidade criativa e pela visão comum do design contemporâneo que une as duas marcas espanholas.

Fundada em 2016 pelos três irmãos, filhos da designer Purificación García, a Lonbali consolidou-se como uma referência no panorama do design ibérico, associando o legado familiar a uma linguagem visual própria e a uma produção artesanal minuciosa. A marca distingue-se pela valorização da personalização e pela criação de peças com identidade própria, concebidas para acompanhar o quotidiano com elegância e funcionalidade.

Durante o período da pop-up, estarão em destaque as icónicas shopper bags que introduziram a Lonbali no mercado – Born, Kensington e Kubu -, bem como as coleções mais recentes, Aterna e Crackled.

A coleção Aterna, lançada neste outono, representa a vertente mais sofisticada da marca, resultado de um trabalho artesanal realizado integralmente em Espanha, com materiais de elevada qualidade e acabamentos rigorosos. Já a coleção cápsula Crackled, apresentada esta semana, inspira-se na estética rural britânica, com uma paleta de tons neutros e texturas que evocam a natureza. Modelos como o Lucca, o Edinburgh e o Chicago traduzem essa inspiração em formas contemporâneas e discretas.

Pagamento do IUC vai ser simplificado e pode ser feito em prestações

O Ministério das Finanças confirmou que o IUC poderá ser pago em prestações, sem agravamento do valor a pagar.

O Governo vai implementar um novo modelo de pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC), centrado na simplificação do processo e na flexibilidade concedida aos contribuintes. A medida estabelece que o imposto possa ser pago num único mês e, sempre que o montante ultrapasse os 100€, em regime de prestações. O Ministério das Finanças garante que esta alteração não implicará qualquer aumento do imposto, independentemente da data de matrícula do veículo.

Integrada na Agenda para a Simplificação Fiscal, a iniciativa tem como objetivo tornar o cumprimento das obrigações fiscais mais simples e prático. Pretende-se reduzir falhas involuntárias, como esquecimentos, e evitar penalizações, ao mesmo tempo que se procura aliviar a carga administrativa associada ao pagamento do imposto.

O Executivo sublinha ainda que a possibilidade de fracionar o pagamento representa um apoio adicional às famílias que possuam mais do que um automóvel, permitindo-lhes gerir com maior equilíbrio as suas despesas anuais. De acordo com o Ministério das Finanças, esta proposta visa garantir um sistema mais previsível e equitativo, reforçando a confiança dos contribuintes e eliminando entraves desnecessários ao cumprimento das obrigações fiscais.

Lisbon Marriott apresenta programa festivo do Natal ao Réveillon

O Lisbon Marriott Hotel revelou o seu programa de Natal e Réveillon, com jantares temáticos, música ao vivo e menus assinados pelo Chef Dominic Smart.

O Lisbon Marriott Hotel prepara-se este ano para acolher a época festiva com um programa que combina sofisticação, gastronomia e momentos de partilha. Entre a magia da consoada e o glamour da passagem de ano, o hotel promete experiências que evocam a tradição e o prazer de celebrar à mesa.

Na noite de 24 de dezembro, o restaurante CITRUS recebe hóspedes e visitantes para uma Consoada de Natal marcada por um ambiente acolhedor e música ao vivo, com um violinista a acompanhar o jantar. O Chef Dominic Smart assina o buffet, que reúne sabores clássicos e interpretações contemporâneas. Entre as propostas estão o tradicional Bacalhau da consoada, o Salmão assado no sal servido em estação ao vivo, o Risotto de berbigão e camarão e a Carne assada com molho grenadine. As saladas frescas e a Sopa de peixe à algarvia complementam a refeição, que termina com uma mesa de sobremesas inspirada nas tradições natalícias: Bolo-rei, rabanadas, sonhos de abóbora, Cheesecake de chocolate e laranja, Profiteroles de castanha e Brownies com morango, entre outros doces. O jantar decorre entre as 19h30 e as 22h30 e tem o valor de 85€ por pessoa.

No dia de Natal, o CITRUS mantém o espírito festivo com um almoço animado por um saxofonista ao vivo. O buffet inclui pratos como o Polvo à lagareiro, Ravioli de caranguejo e camarão, Peru assado na estação ao vivo, Frango na púcara e Baklava. As sobremesas evocam a doçura da época, com destaque para o Tronco de Natal da Madeira, o Brigadeiro de pão de mel e gengibre, o Bolo de maçã e cereja, o Bolo de pistácio e marzipã, e a Tarte de caramelo salgado com chocolate e nozes pecan. O almoço decorre entre as 12h30 e as 15h30, também com o valor de 85€, incluindo bebidas.

Em ambas as datas, as refeições são acompanhadas por vinhos Encantado Tinto e Branco da Herdade da Ravasqueira, cerveja nacional, refrigerantes, sumo de laranja e água mineral com gás.

A noite de 31 de dezembro traz um Réveillon de luxo, pensado para receber 2026 em grande estilo. O evento, com início no final do ano e festa até às 3h, inclui um espetáculo ao vivo de inspiração latino-americana, com cantora, bailarinos e um DJ responsável por manter a pista em movimento. O jantar começa com canapés e prossegue com um buffet variado, onde se destacam a Tartelette de cogumelos selvagens, o Satay de pato, o Robalo assado, o Porco glaciado, o Pato confitado e a Costela de novilho assada na estação ao vivo. O consommé de pato e as saladas completam a seleção. À meia-noite, o novo ano é saudado com um brinde de espumante. O jantar de Réveillon tem o preço de 170€ por pessoa, com bebidas incluídas.

Para quem prefere prolongar a celebração, o hotel apresenta pacotes de alojamento com condições especiais. No Natal, há opções que incluem estadia em quarto duplo com pequeno-almoço e jantar da Consoada ou almoço de Natal, a partir de 348,10€, ou uma versão completa com as duas refeições, oferta de boas-vindas e check-out tardio até às 15h, a partir de 518,10€. Para a Passagem de Ano, o pacote inclui alojamento em quarto duplo, pequeno-almoço, jantar de gala, oferta de boas-vindas e check-out até às 15h, também a partir de 518,10€.

Portugal cria rede inteligente para deteção precoce de pragas e doenças

O Ministério da Agricultura vai investir dez milhões de euros num projeto de vigilância inteligente, baseado em IA, para detetar pragas e doenças em tempo real.

O Ministério da Agricultura vai recorrer à inteligência artificial para reforçar o combate a pragas e doenças que ameaçam a produção agrícola e a saúde animal em Portugal. A medida integra-se num projeto de investigação coordenado pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), que pretende criar uma rede nacional de vigilância baseada em armadilhas inteligentes.

Designado OHVeNet – One Health Vector Network, o projeto será financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um investimento global de 10 milhões de euros. O Ministério da Agricultura já autorizou a abertura do concurso público para a aquisição das armadilhas, num valor que ultrapassa os seis milhões de euros, acrescidos de IVA – o montante mais elevado e, por isso, sujeito a autorização ministerial.

O sistema proposto pelo INIAV assenta numa rede de armadilhas automatizadas, equipadas com tecnologia de visão computacional e sensores capazes de identificar, em tempo real, a presença de insetos e vetores de doenças. Esta capacidade de deteção precoce será essencial para antecipar surtos e reduzir os impactos na produção agrícola, num contexto em que as alterações climáticas têm acelerado a propagação de novas pragas.

Além da componente tecnológica, o OHVeNet vai desenvolver algoritmos de análise avançada e uma plataforma digital de alerta, acessível em todo o território nacional. O objetivo é permitir uma resposta rápida e coordenada entre as autoridades, os investigadores e os produtores, garantindo uma monitorização contínua e mais eficiente.