Desenvolvido no CEiiA, o objetivo passa por produzir o BEN em larga escala a partir de 2026, com um preço base a rondar os 8.000€.
O pequeno automóvel elétrico português BEN passou a poder circular em toda a Europa, depois de concluir o processo de homologação da União Europeia. O certificado foi atribuído no centro IDIADA, em Espanha, encerrando uma etapa técnica longa e rigorosa que confirma o cumprimento das normas comunitárias. Desenvolvido no CEiiA, em Matosinhos, o veículo surge como uma proposta compacta, pensada para uso em regime de serviço e com foco na redução de custos e do impacto ambiental.
Uma das características distintivas do BEN é o sistema que contabiliza emissões de CO₂ evitadas ao longo da sua utilização, recorrendo à tecnologia AYR, premiada com o Bauhaus Europeu em 2021. A abordagem procura equilibrar o peso ambiental da produção com o comportamento real do veículo na estrada, integrando métricas que pretendem traduzir ganhos concretos na descarbonização.
O projeto insere-se na Be.Neutral, uma agenda mobilizadora de inovação empresarial financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e coordenada pelo IAPMEI. A conclusão desta fase permite ao CEiiA avançar com uma primeira produção em Matosinhos, na chamada BEN Garagem. O passo seguinte contempla séries limitadas destinadas a várias utilizações, num período em que o protótipo continuará a evoluir e em que a unidade piloto deverá atingir capacidade para fabricar cerca de 200 unidades por ano.
O calendário traçado aponta para o arranque de uma produção alargada em 2026, distribuída por diferentes locais em território nacional e noutros países europeus. Os promotores admitem estar a negociar a implantação de uma rede descentralizada capaz de colocar no mercado, até 2030, cerca de 20.000 veículos por ano, com um preço base previsto de 8.000€.
O OnePlus 15R promete chegar ao mercado enquanto um dos smartphones topo de gama mais acessíveis.
A OnePlus revelou o OnePlus 15R, um novo smartphone descrito pela marca como um dispositivo topo de gama, apesar de ocupar um lugar imediatamente abaixo do OnePlus 15 na hierarquia da marca do catálogo da OnePlus. Este novo smartphone, posiciona-se nesse lugar ao apostar em especificações consideradas ambiciosas e igualmente orientadas para utilizadores exigentes.
Um desses exemplos é o processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 5, que alimenta o OnePlus 15R. Trata-se de uma escolha que o distingue da variante Elite mais potente, reservada ao OnePlus 15. mas ainda assim é um chip de alto desempenho, para tarefas mais intensivas. No entanto, um dos maiores destaques do equipamento é a sua bateria de 7400 mAh, uma capacidade pouco comum neste segmento. A OnePlus complementa esta capacidade com o carregamento rápido de 80W, permitindo recuperar grande parte da autonomia em poucos minutos.
O ecrã é outro dos pontos fortes, incorpora um painel LTPS AMOLED de resolução 1.5K, taxa de atualização de 165 Hz e um brilho máximo que pode atingir os 1800 nits. Integrada no ecrã, está a câmara frontal de 32 MP com foco automático. Já na traseira, o OnePlus 15R aposta num sistema de câmaras composto por um sensor principal de 50MP com lente grande angular e uma câmara ultra grande angular de 8MP. Ao nível da memória, o smartphone chega equipado com 12GB de RAM LPDDR5X e opções de armazenamento interno de 256 GB ou 512 GB, recorrendo ao rápido padrão UFS 4.1. Em termos de construção, o equipamento apresenta certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K, assegurando resistência avançada à água e ao pó.
O OnePlus 15R ficará disponível nas cores Preto Carvão e Verde Menta por 729€ para a versão de 512 GB, com pré-venda já a decorrer e as primeiras entregas previstas para 15 de janeiro de 2026. Neste período de lançamento, será possível beneficiar de um desconto de 100€ e de extras como um carregador de 120W e, à escolha, uns OnePlus Buds 4 em preto ou uma capa magnética oficial do OnePlus 15R na cor Areia.
A Meta encerrou oficialmente o Messenger para Windows e macOS e agora redireciona os utilizadores para a versão em navegadores.
O Facebook Messengerdeixou oficialmente de estar disponível como aplicação para computadores. Desde 15 de dezembro de 2025, qualquer utilizador que tente abrir o Messenger num computador macOS ou Windows, é automaticamente redirecionado para o site do Facebook, onde poderá continuar a aceder ao serviço de mensagens através do navegador.
Lançada em 2020, durante o primeiro confinamento provocado pela pandemia, a aplicação nativa para ambientes de trabalho surgiu num momento pouco favorável, mas nunca conseguiu convencer a maioria dos utilizadores. Com limitações técnicas desde o lançamento, como por exemplo videochamadas limitadas a um número de participantes inferior ao de plataformas concorrentes como o Zoom, ou a falta de funcionalidades básicas, como a partilha de ecrã ou a criação de links para chamadas.
A Meta já havia anunciado em outubro a sua descontinuação, confirmando um declínio de utilização que se vinha a acentuar há vários anos. Em 2023, a empresa iniciou o processo de reintegração do Messenger na aplicação principal do Facebook, sinalizando uma mudança de estratégia. E ao longo do tempo, a tecnologia subjacente às versões para para ambiente de trabalho foi alterada. No macOS, o Messenger passou a ser desenvolvido com base no Catalyst, uma ferramenta que permite adaptar aplicações do iPad ao Mac, mas esta abordagem foi alvo de críticas devido a problemas de utilização e à ausência de uma experiência verdadeiramente “nativa”. Antes disso, o Messenger para Mac tinha sido desenvolvido em Electron e, mais tarde, em React Native Desktop. Já no Windows, a aplicação acabou por assumir o formato de aplicação web progressiva (PWA), ou seja, uma versão para navegador adaptada, suportada pelo Edge.
Com esta decisão, a Meta procura simplificar o seu ecossistema de produtos, concentrando a utilização do Messenger nas plataformas móveis e na web.
O novo elétrico compacto da Volkswagen aposta na tração dianteira, um interior mais generoso e três níveis de potência.
A Volkswagen quer reforçar a sua posição no segmento dos elétricos acessíveis e prepara-se para lançar, em 2026, o ID. Polo. O nome remete para um dos modelos mais populares da marca, mas a proposta é inteiramente nova: um automóvel 100% elétrico, desenvolvido com uma base técnica distinta dos restantes modelos da família ID e pensado para baixar custos sem abdicar de tecnologia.
Ao contrário do ID.3 e do ID.4, concebidos com tração traseira, o ID. Polo estreia um sistema de tração dianteira desenvolvido de raiz. A solução assenta na plataforma MEB+, uma evolução da arquitetura elétrica da Volkswagen, que recorre ao motor elétrico APP 290. Esta abordagem promete ganhos consideráveis em peso, eficiência e custos de produção, fatores decisivos para atingir um preço estimado a rondar os 25.000€.
Volkswagen ID. Polo
No lançamento, o ID. Polo estará disponível com três níveis de potência. A versão de entrada debita 85 kW (116 cv), direcionada para uma utilização essencialmente urbana. Segue-se uma variante intermédia com 99 kW (135 cv), enquanto a opção mais potente oferece 155 kW (211 cv), pensada para quem procura prestações mais dinâmicas. A Volkswagen já confirmou que uma versão GTI, com 166 kW (226 cv), será lançada mais tarde, em 2027. A estratégia da marca passa também por diferenciar as baterias consoante a motorização. As versões menos potentes recorrem a uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com 37 kWh de capacidade líquida, uma solução mais económica e durável, ainda que com menor densidade energética, e suportam carregamento rápido até 90 kW. Já as variantes superiores utilizam a nova célula padrão da PowerCo, com 52 kWh líquidos e química NMC (níquel, manganês e cobalto), permitindo autonomias que podem chegar aos 450 quilómetros em ciclo WLTP e carregamentos até 130 kW.
A tecnologia “cell-to-pack”, que integra diretamente as células no conjunto da bateria, elimina módulos intermédios e contribui para uma melhor utilização do espaço. Apesar de manter dimensões exteriores muito próximas do Polo a combustão, o ID. Polo beneficia da plataforma elétrica para oferecer um interior mais generoso. O aumento do espaço para os ocupantes é acompanhado por um salto significativo na bagageira, que passa a oferecer 435 litros, podendo chegar aos 1.243 litros com os bancos traseiros rebatidos, um crescimento de cerca de 24% face ao Polo tradicional.
A nível tecnológico, o novo modelo estreia uma versão mais avançada do software de assistência à condução. O sistema de Assistente de Viagem passa a incluir mudanças de faixa assistidas em autoestrada, além das funções já conhecidas de manutenção na faixa e controlo adaptativo de velocidade. O reconhecimento de semáforos e sinais de paragem foi igualmente integrado, reforçando o pacote de segurança ativa.
Com testes já em curso, a Volkswagen prepara o terreno para um lançamento comercial em 2026.
A nova interface da Xiaomi introduz o Android 16 no Xiaomi 15 Ultra, com melhorias de desempenho, eficiência e outras novidades.
A Xiaomi lançou o HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra, marcando a estreia da nova interface da marca baseada no Android 16, para utilizadores mercado europeus.
A nova versão disponibilizada é a 3.0.5.0.WOAEUXM e pesa 8,9 GB. Dada a dimensão do ficheiro, é recomendada a utilização de uma ligação Wi-Fi para efetuar o download, evitando tempos de espera prolongados e um consumo excessivo da bateria. Como seria de esperar, a lista de alterações do HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra é extensa e foca-se sobretudo em melhorias de desempenho, na otimização energética e na estabilidade geral do sistema. Adicionalmente esta nova atualização integra todos os novos recursos planeados pela marca para esta versão e dispositivo.
Tal como acontece com outras grandes atualizações de software, o lançamento do HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra está a ser feito de forma gradual, podendo demorar alguns dias até chegar a todos os utilizadores.
Dispatch leva as suas emoções até às mãos dos jogadores da Nintendo muito em breve.
Dispatch, o jogo de estreia da AdHoc, desenvolvido em colaboração com a Critical Role, salta do PC e das consolas PlayStation para as mãos dos jogadores, com uma versão para a Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.
Revelada nas redes sociais, a versão de Dispatch para a Nintendo Switch tem atualização gratuita para versão nativa da Nintendo Switch 2, com lançamento marcado pra 28 de janeiro. As pré-reservas via Nintendo eShop já estão disponíveis com um desconto temporário de 10%, ficando por 26,09€ em vez do preço recomendado de 28,99€.
Lançado originalmente no final de outubro, com lançamentos de dois episódios ao longo de quatro semanas, Dispatch é a mais recente produção de um grupo de produtores de veteranos que nos trouxeram The Walking Dead, The Wolf Among Us e Tales from the Borderlands, para nos entregar agora uma história sobre um super-herói caído, que terá que usar os seus valores e experiência para guiar uma equipa de resposta rápida composta por antigos antagonistas em busca de redenção.
A colaboração com a Critical Role resulta num elenco cheio de estrelas conhecidas do cinema, TV e videojogos, que entregam prestações incríveis na caracterização de cada personagem. No elenco encontram-se veteranos como Laura Bailey, Erin Yvette e Matthew Mercer que colidem com novatos e criadores de conteúdo como Alanah Pearce, Jacksepticeye, Joe Haver, MoistCr1TiKaL ou Thot Squad, a par com nomes populares e conhecidos como Jeffrey Wright e Aaron Paul (que lidera o grupo).
Ao estilo de uma visual novel, os jogadores controlam e guiam o destino das personagens através de uma apresentação animada digna de uma série de televisão, com momentos jogáveis de gestão, onde os jogadores enviam os novos heróis para cenários de conflito.
Dispatch mistura humor, drama, mecânicas estratégicas e muita narrativa, num jogo que, apesar do lançamento tardio este ano, ainda conseguiu duas nomeações para os The Game Awards, nas categorias de Melhor Jogo Independente De Estreia e de Escolha dos jogadores.
Dispatch pode ser jogado atualmente no PC e na PlayStation 4 e PlayStation 5.
A tecnologia Micro RGB promete ser a melhor alternativa à tecnologia OLED, com qualidades semelhantes e menos riscos para os utilizadores.
O futuro das televisões parece não ser a tecnologia OLED e quem nos diz isso, são duas das marcas mais populares, a LG e a Samsung, que no espaço de um dia anunciaram que vão revelar um novo catálogo de televisões com tecnologia Micro RGB durante a CES 2026.
A tecnologia Micro RGB não é propriamente nova e a Samsung até já lançou um modelo de 115 polegadas em alguns territórios, mas o seu teste orientado para os ultra-ricos não se fica por aqui, com a promessa de tornar a tecnologia mais acessível e em novos tamanhos.
Para o ano, a Samsung prepara assim a sua linha de televisões Micro RGB, com foco em resoluções 4K, muita inteligência artificial para calibração e apresentação da melhor imagem e som, em tamanhos de 55, 65,75, 85, 100 e 115 polegadas.
Já as soluções da LG, rebatizadas como Micro RGB Evo, apresentam-se nos modelos de 75,86 e 100 polegadas, também com o alvo a resolução 4K, e suporte das suas tecnologias proprietárias de inteligência artificial.
Ambas as marcas explorarão esta tecnologia com base nos seus processadores em combinação com os sistemas operativos proprietários, dado que a tecnológica central é bastante semelhante entre ambas as soluções. Em ambas as marcas, a tecnologia Micro RGB propõe painéis com micro leds RGB (vermelhos, verdes e azuis) de dimensões menores a 100 micrómetros, que permitem um controlo de cor e de luz muito maior, assim como uma maior intensidade semelhante às televisões OLED. Ainda comparado a tecnologia OLED, a Micro RGB também a capacidade de emissão local e independente de cada LED, permitindo pretos mais profundos e gradações de cor e de sombras mais suaves e naturais.
Mas um dos maiores destaques desta tecnologia tem a ver com a segurança e satisfação dos utilizadores, que no caso das televisões OLED – mesmo com as atuais tecnologias de saúde dos painéis – poderão ser suscetíveis a problemas como burn-in, que se materializam na apresentação de manchas ou imagens gravadas permanentemente nos ecrãs, quando são apresentados durante longos períodos de tempo com níveis de luz elevadas. Já a tecnologia Micro RGB é menos suscetível a estes problemas e a possíveis ansiedades dos utilizadores, revelando-se não tanto como a próxima evolução para televisões, mas uma muito bem-vinda alternativa.
O futuro das televisões será conhecido com os dois novos catálogos da LG e da Samsung já em janeiro, durante a CES 2026 que acontece em Las Vegas, entre os dias 6 e 9 de janeiro.
Para quem valoriza e-readers compactos, este AiPaper Reader da Viwoods pode muito bem ser a próxima opção a considerar.
Por estas bandas, já se sabe que vivo rodeada de gadgets, mas há uma categoria que me conquista sempre de forma especial, os e-readers. E o que procuro, enquanto ávida leitora, é muito simples: um e-reader que seja fácil de segurar, leve o suficiente para acompanhar longas sessões de leitura e com um ecrã que trate bem os meus olhos.
Ao longo do tempo tenho vindo a experimentar vários dispositivos e, entre eles, esteve o AiPaper da ViWoods, um tablet E-ink muito bem conseguido e que me fez começar a acompanhar de perto o percurso da marca. Recentemente, a Viwoods decidiu dar um passo que me despertou ainda mais a curiosidade, com o lançamento do seu novo e-reader de bolso, o AiPaper Reader, que com muito gosto recebi para análise.
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Tal como aconteceu com o AiPaper, o AiPaper Reader chegou bem acondicionado, dentro de uma caixa minimalista em cinzento-claro com tipografia a preto, num estilo que combina com toda a estética e comunicação habitual da ViWoods. Ao levantar o dispositivo da embalagem, encontra-se o conjunto esperado de acessórios: o cabo de alimentação, o manual de instruções e ainda um clip para abrir a slot do SIM. Juntamente com isto vem também uma capa em cinzento-escuro, simples e discreta, que completa bem o conjunto e deixa tudo pronto a usar logo desde o primeiro momento.
Assim que tirei o AiPaper Reader da caixa, a primeira coisa que me saltou à vista foi a leveza do aparelho. A espessura é mínima, com apenas 6,7 mm, e as dimensões de 159.39 cm por 80,27 cm colocam-no praticamente ao nível do meu iPhone 16 Pro Max em tamanho. A diferença está mesmo no peso: o AiPaper Reader é muito mais leve, cerca de 100 g abaixo do iPhone, ficando pelos 162 g, e já com a capa de proteção colocada, o que acaba por se traduzir numa leitura contínua sem esforço, uma vez que, ergonomicamente falando, é um dispositivo que cabe perfeitamente na palma da mão e acaba por não pesar praticamente quase nada.
Mesmo em relação à qualidade do material, e apesar do seu ar mais simples, o AiPaper Reader transmite uma qualidade inesperada. O seu chassis, em plástico cinzento-claro, de alta qualidade, confere imediatamente um ar premium ao equipamento. Aliás, ao deslizar os dedos sobre o equipamento, a sensação é muito agradável, em parte graças ao acabamento em mate, um detalhe fantástico, já que garante que nenhuma dedada fica à vista. Em relação à moldura que rodeia todo o dispositivo, é construída em alumínio e tem uma tonalidade verde metalizada muito subtil, que lhe dá personalidade, mas sem nunca fugir ao espírito minimalista do resto do AiPaper Reader.
A traseira do AiPaper Reader segue esta mesma lógica minimalista: no centro, encontramos apenas o logótipo da ViWoods, em prateado, e discreto o suficiente para quase passar despercebido. Mais abaixo, surge a designação AiPaper Reader em cinzento mais escuro, integrada de forma harmoniosa no painel. Por baixo há ainda um autocolante informativo que pode ser removido sem esforço.
Nas laterais, a organização dos elementos é simples e faz sentido. Do lado esquerdo encontra-se a slot para o cartão SIM 4G – e apenas isso. Não existe slot para microSD, por isso não há possibilidade de expandir o armazenamento por essa via, algo que convém ter em conta dependendo do tipo de utilização que cada um pretenda fazer. Tendo em conta que o AiPaper Reader vem com 128GB de armazenamento interno, diria que há espaço mais do que suficiente para guardar uma biblioteca generosa de livros e ficheiros. Mesmo sem expansão por microSD, dificilmente alguém chega ao limite só com leitura. E, para quem precisar de ir além disso, há sempre a alternativa de recorrer aos serviços de cloud, que acabam por complementar bem o armazenamento local.
Já do lado direito, estão os quatro botões físicos, habilmente pensados de forma a tornar a sua utilização muito intuitiva. São botões fáceis de encontrar sem olhar, bem separados entre si e com um formato que ajuda a distingui-los ao toque. Aliás, esta foi uma das surpresas mais agradáveis do hardware: o feedback é excelente, tanto tátil, como visual. Cada vez que pressiono algum destes botões, o clique é preciso (se bem que um pouco audível) e imediato, o que ajuda tornar a navegação no AiPaper menos stressante.
O primeiro botão da fila é o de Ligar/Desligar, que também ativa ou desativa o modo de Repouso. Destaca-se logo pela cor vermelha, o que ajuda bastante a identificá-lo num instante. Além disso, está ligeiramente afastado dos restantes, tornando-se fácil de localizar ao toque, mesmo quando não estamos a olhar diretamente para o dispositivo. Um detalhe particularmente interessante é que este botão integra também o desbloqueio biométrico, algo que já existe no AiPaper que testei, mas que aqui funciona francamente melhor. A localização ajuda imenso, uma vez que está mesmo onde o dedo pousa naturalmente ao pegar no dispositivo. Sempre que o utilizo, o desbloqueio é imediato e fiável, sem aquelas falhas ocasionais que experiencie anteriormente com o outro dispositivo, o que acaba no dia-a-dia por fazer ainda alguma diferença.
Logo abaixo vêm os dois botões seguintes, que acumulam duas funções: controlar o volume e avançar ou recuar páginas durante a leitura. Como o AiPaper Reader não inclui colunas integradas, o áudio só pode ser usado através de auscultadores ou de uma coluna externa, por isso, na prática, estes botões acabam por ser usados sobretudo para navegar nos livros.
O quarto e último botão é o dedicado à IA, e distingue-se facilmente dos restantes graças aos três pequenos pontos em relevo que lhe dão uma textura rugosa. Essa diferença tátil é útil, porque novamente podemos identificá-lo sem precisar de estar a olhar diretamente. Ainda assim, há aqui um detalhe menos feliz na utilização diária: sempre que pego no AiPaper Reader, dou por mim a carregar acidentalmente neste botão. E, se o modo de repouso não estiver ativo, o dispositivo abre de imediato o chat de IA. Ou seja, quando estou a ler com o AiPaper pousado na mesa e o levanto para continuar, acabo por sair da aplicação em que estou e ir parar ao chat. Não é algo constante, mas aconteceu o suficiente para se tornar um pequeno aborrecimento ao longo do uso.
Já na parte inferior do AiPaper encontra-se a porta USB-C para carregamento, ligeiramente deslocada do centro (um pormenor que reparei, mas que não tem qualquer impacto estético ou funcional), acompanhada de um pequeno LED que indica o estado da bateria, ou seja, vermelho enquanto está a carregar e verde quando fica pronto a usar, e um microfone.
Para proteger o equipamento, o AiPaper Reader vem com uma capa plástica em cinzento-escuro que coloquei mal tirei o dispositivo da caixa e, na verdade, nunca mais a removi. Parte disso deve-se ao facto de eu ser um pouco desastrada e sentir que assim o aparelho fica melhor protegido, sobretudo quando o levo na mala, mas também porque a capa é tão justa que tirá-la é uma pequena odisseia.
Ainda assim, cumpre muito bem o essencial: protege a traseira e as zonas superior e inferior do e-reader, deixando as laterais expostas. Isso acaba por manter a estética elegante do AiPaper Reader, sem esconder a moldura metálica que lhe dá tanta personalidade. O único ponto menos prático é não haver qualquer proteção para o ecrã. Confesso que isso me deixa sempre ligeiramente inquieta quando o guardo junto a outros objectos, mas tenho tido cuidado e, até agora, não tive nenhum problema.
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Na zona frontal do AiPaper Reader não há qualquer botão, só mesmo as margens finas que enquadram discretamente aquilo que realmente interessa, o ecrã Carta 1300, a tecnologia E-Ink mais recente, com resolução de 1648×824 e uma densidade de 300 ppi. Apesar de não ser um painel a cores, a reprodução a preto e branco tem um contraste muito bem conseguido, deixando o texto nítido, limpo e visualmente agradável. As letras do texto surgem sempre bem destacadas no ecrã e, apesar de não ser possível não podermos ajustar a tonalidade para luz quente, é possível controlar a intensidade do brilho, o que ajuda bastante a adaptar a leitura a diferentes ambientes, como espaços muito iluminados ou sem luz nenhuma. Para ajudar ainda mais o conforto visual, o tamanho do texto pode ser ajustado entre quatro opções diferentes. Pessoalmente, costumo usar o tamanho grande, sobretudo à noite, já que não há luz mais amarelada disponível e assim fico mais descansada porque que sinto que não estou a forçar demasiado a vista.
Quando o AiPaper Reader fica algum tempo sem uso, entra automaticamente em bloqueio e passa a mostrar o wallpaper pré-definido. Este detalhe é personalizável, permitindo escolher a imagem que mais gostamos (existem umas quantas muito giras para escolher!), e acabei por optar por alinhar com o wallpaper do meu outro AiPaper.
Há, no entanto, um pormenor menos positivo relacionado com o ecrã. Para além da ausência de luz quente, nota-se um pequeno espaçamento entre o painel e as bordas do dispositivo, criando uma moldura ligeiramente acinzentada à volta do ecrã. É um compromisso necessário para permitir a retroiluminação, mas é visível e acaba por chamar a atenção a quem é mais atento a estes detalhes, No entanto, não senti de todo que atrapalhasse a leitura e tem a grande vantagem de permitir ler mesmo sem nenhuma fonte de luz disponível, o que é, no fundo, o essencial para qualquer leitor.
Relativamente a outras especificações, o AiPaper Reader vem equipado com 4GB de RAM, um valor que, quando comparado com alguns concorrentes no mercado, pode parecer mais modesto. Ainda assim, na utilização diária não senti qualquer lentidão. Pelo contrário, a navegação é fluida e responde bem às interacções, mesmo com várias aplicações instaladas.
Já a bateria tem 2580 mAh, um valor que se adequa a este tipo de dispositivo, embora fique novamente um pouco abaixo do que alguns concorrentes oferecem. Com uma utilização diária de cerca de duas a três horas de leitura, consigo facilmente passar uma semana sem o carregar. Ajuda também o facto de que só ligo o Wi-Fi, dados ou Bluetooth quando preciso efetivamente de os usar, o que ajuda ainda mais a conservar a bateria. Naturalmente, se o uso for mais intensivo ou envolver aplicações mais exigentes, a autonomia acaba por diminuir. No meu caso, como uso o e-reader essencialmente para leitura e deixo redes sociais e outras distrações para o telemóvel, a gestão da bateria tem sido bastante equilibrada.
Até porque, lá está, o propósito deste dispositivo é bastante evidente. Não pretende substituir o telemóvel, nem sequer o tablet. A ideia é ter um dispositivo ideal para uma leitura confortável e focada, longe das distrações constantes a que outros dispositivos nos sujeitam. Para quem contava usar o AiPaper Reader para escrita, convém esclarecer que essa não é uma das suas funções. A ideia de escrever num dispositivo destes pode parecer interessante à primeira vista, sobretudo para notas rápidas ou pequenas listas, mas tendo em conta o tamanho reduzido do e-reader, fico com algumas reservas quanto à real utilidade de uma caneta dedicada para este formato.
Falando agora de um dos pontos que mais se destaca, o AiPaper Reader chega já com uma versão adaptada do Android 16, algo de que neste momento poucos dispositivos se podem gabar. Isto garante compatibilidade e suporte para as aplicações atuais, que correm sem grandes entraves no uso diário.
Logo na primeira utilização, foi-me pedido que fizesse uma actualização de sistema e, desde então, a Viwoods tem continuado a disponibilizar updates de forma regular. Tenho-os feito sempre sem problemas, tanto no e-reader como no tablet.
Para isso, basta estar ligado ao Wi-Fi ou, graças à conectividade 4G, fazê-lo praticamente em qualquer lugar. A presença do 4G acaba por ser uma mais-valia clara, já que, desde que tenha dados disponíveis, posso usar o AiPaper Reader sem depender de redes externas, com toda a liberdade que isso implica, como por exemplo, descarregar livros à minha vontade ou qualquer outro tipo de documentos.
Também é bastante interessante poder recorrer ao chat de IA em qualquer lugar e a qualquer momento. Tenho-o usado sobretudo como apoio às minhas leituras, especialmente em textos em inglês, onde acaba por ser uma ajuda prática para esclarecer dúvidas ou contextualizar melhor certos conteúdos. O acesso é simples e rápido, graças ao botão físico dedicado que já falei e que abre imediatamente o chat. A partir daí posso criar várias notas, atribuir-lhes nomes e guardá-las numa área chamada Base de Conhecimento. Este espaço surge logo como um widget no menu inicial do AiPaper Reader e permite regressar facilmente às notas criadas, editá-las ou acrescentar nova informação sempre que preciso.
Na dock inferior encontram-se cinco aplicações que já vêm pré-instaladas de origem: Kindle, Kobo, Libby, The New York Times e Wattpad. Para mim, as mais relevantes acabam por ser o Kindle e o Kobo, até porque são as plataformas com maior expressão em Portugal. Ainda assim, nada disto é fechado. As aplicações podem ser removidas e substituídas por outras à nossa escolha. É possível instalar a Google Play Store, embora o processo não seja propriamente o mais simples. Em contrapartida, vale bem a pena, já que abre a porta à instalação de aplicações que realmente fazem sentido no nosso contexto, como é o caso da BiblioLED, um serviço digital de bibliotecas públicas portuguesas.
Para além destas aplicações, encontramos ainda outras já instaladas de origem, como a própria App Store da ViWoods e o sistema de transferência de ficheiros, o ViTransfer. Este último tem funcionado de forma bastante fluida sempre que preciso de fazer upload ou download de ficheiros entre o computador e o AiPaper Reader e o tablet.
Dentro da aplicação ViWoods Files, temos acesso a diferentes pastas bem organizadas. A pasta Learning reúne documentos e livros destinados à leitura, enquanto a pasta Armazenar concentra os ficheiros descarregados através da página web. Existe ainda uma terceira secção dedicada à Nuvem, que permite iniciar sessão em serviços como Google Drive, OneDrive e Dropbox. Ou seja, opções para transferir conteúdos de e para o AiPaper Reader não faltam.
Logo abaixo surge também um acesso directo à página Learning, facilitando o regresso rápido aos conteúdos de leitura. Para completar o conjunto, vêm ainda pré-instaladas aplicações como o Google Chrome, Telefone e WhatsApp (não esquecer que as chamadas têm sempre de ser feitas com recurso a auscultadores) além do Messenger, InstaPaper, entre outras aplicações que já fazem parte do sistema.
Ainda na página principal existe um pequeno botão flutuante, o Assistive Touch, que neste caso serve para tirar capturas de ecrã. Como não é uma funcionalidade que uso com frequência e acaba por estar sempre visível enquanto navego no e-reader (incluindo durante a leitura), optei por desativá-lo nas configurações. É também nas configurações que posso alterar e personalizar várias coisas, como o wallpaper, o tamanho da letra, a palavra passe e dados biométricos, aceder à Wi-fi e criar um Hotspot pessoal ou procurar atualizações. Também é aqui que ativamos os serviços da Google para então podermos ter acesso à Google Play Store e instalá-la.
Há ainda um menu de acesso rápido a estas funções, disponível ao deslizar o dedo de cima para baixo na zona superior do ecrã. A partir daí, é possível ativar opções como o modo de remoção de fantasmas, entre outras definições úteis, sem necessidade de entrar nos menus principais que estão nas configurações. Na utilização diária, notei que o AiPaper Reader apresenta algum ghosting ocasional, algo relativamente comum em ecrãs e-ink. Para contornar isso, a “resolução automática de fantasmas” permite escolher entre quatro modos diferentes, adaptando o comportamento do ecrã ao tipo de aplicação em uso. Por exemplo, para navegação pelos menus ou quando é necessário fazer scrolling, o modo de atualização rápida revela-se o mais indicado, deixando tudo mais ágil. Já para leitura, opto sempre pelo modo de melhor exibição, que faz um excelente trabalho a manter os vestígios de imagens anteriores longe do texto.
E é mesmo na leitura que o AiPaper Reader me conquistou de vez: a experiência é confortável, fluida e pensada para longas sessões sem esforço. O AiPaper Reader funciona muito bem para leitura de livros e também para acompanhar notícias, onde o formato compacto e o ecrã e-ink fazem todo o sentido. Já no caso das bandas desenhadas, a experiência não é tão interessante. O ecrã é mais reduzido e, sendo a preto e branco, acaba por não ser a melhor escolha para quem procura um e-reader essencialmente para esse tipo de conteúdo.
Mas para quem lê sobretudo texto, a qualidade da imagem é excelente. O contraste é ótimo, a nitidez do texto nunca me cansou os olhos e, já agora, a leveza do aparelho também faz com que a mão não se canse, mesmo após longos períodos de leitura. Gosto particularmente da possibilidade de avançar ou recuar páginas através dos botões laterais, algo que uso constantemente e que torna a navegação muito mais prática.
Durante a leitura, é ainda possível sublinhar texto, surgindo de imediato várias opções. Entre elas destaca-se o acesso rápido à IA, que permite obter traduções ou esclarecer o significado de palavras e expressões em várias línguas, como inglês, espanhol, francês, italiano e, claro, português. É uma ajuda muito útil, sobretudo em leituras noutras línguas.
No final de contas, o AiPaper Reader acabou por conquistar um lugar muito próprio na minha rotina. Não tenta substituir o telemóvel, e é precisamente isso que o torna especial. É um dispositivo pensado para ler, pura e simplesmente, e fá-lo muito bem. O seu ecrã e-ink nítido, o peso reduzido e os botões físicos tornam a leitura confortável, contínua e sem esforço.
A integração do Android, do 4G e das ferramentas de IA acrescenta utilidade sem roubar protagonismo ao ato de ler, funcionando mais como apoio do que como distração. Claro que existem compromissos, como a ausência de luz quente ou de escrita com caneta, mas nunca senti que isso prejudicasse aquilo que realmente importa, a leitura.
Para leitores assíduos que valorizam portabilidade, conforto visual e foco, o AiPaper Reader cumpre exatamente aquilo a que se propõe e é o meu fiel companheiro do dia-a-dia para as minhas leituras dentro e fora de casa. E por menos de 300€, é mesmo daqueles aparelhos essenciais para fãs de leitura.
Descubram o Sítio da Moura em Monsaraz, novo restaurante do Horta da Moura que reinterpreta receitas alentejanas com produtos locais e sazonais.
O Horta da Moura, hotel de referência situado à entrada de Monsaraz, que reabriu a 24 de junho deste ano, apresentou na semana passada a sua nova propostas gastronómica, com o Sítio da Moura.
O restaurante, a funcionar desde 13 de dezembro, foi criado para dar expressão atual ao património culinário do Alentejo, preservando a base tradicional que define a região. É liderado pela ChefMaria Antónia Batista Martins, que desenvolveu uma carta inspirada em sabores transmitidos ao longo de gerações, agora revisitados através de técnicas contemporâneas e de ingredientes provenientes da produção local. A aposta centra-se no respeito pelos ciclos sazonais e na valorização das receitas que moldaram a identidade alimentar alentejana, apresentando preparações que combinam memória, território e visão criativa.
Há, por exemplo, entradas para partilhar como Pézinhos de coentrada, Ovos rotos de bacalhau ou Alentejanices; sopas alentejanas como Sopa de Espinafres com queijo de cabra do Guadiana ou Açorda de Bacalhau; Cação de Coentrada com pão frito ou Filete de peixe do Alqueva com Migas de Ovas nos pratos de peixe; Borreguinho de Azeite ou Medalhão de vitela Mertolenga com esparregado de Acelgas nas opções de carne; Espetadas de tofu, maça recheada com carbonara de seitan e Torta de espinafres para quem não quer peixe nem carne; e sobremesas como a Trilogia Alentejana.
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O novo restaurante está aberto tanto a hóspedes como ao público em geral, reforçando a intenção de criar um espaço que reúna visitantes em torno do sabor e da cultura gastronómica.
Recorde-se que o Horta da Moura destaca-se pelo seu alojamento único e integrado na paisagem. A unidade proporciona aos visitantes uma experiência de descanso e conexão com a natureza, oferecendo, por exemplo, quartos equipados com lareiras. A unidade promove ativamente a gastronomia e as tradições da região de Monsaraz, ao mesmo tempo que se compromete com a sustentabilidade, utilizando produtos frescos fornecidos por empresas locais.
A NVIDIA pode reduzir entre 30% a 40% a produção das suas placas gráfica de consumo RTX 50.
2026 poderá ser um ano mais difícil para quem quiser atualizar ou construir o seu computador. Especialistas da indústria e vários dados não só apontam para aumentos de preço em componentes como memórias RAM, que irão encarecer uma vasta gama de dispositivos incluindo smartphones. Como agora a NVIDIA antecipa uma redução da produção de um dos componentes mais populares entre jogadores e criadores de conteúdo, as placas gráficas.
De acordo com o portal chinês Board Channels, a NVIDIA tem planos para reajustar a capacidade de produção da sua atual série de placas gráficas de consumo RTX 50, já em 2026 e a razão prende-se mesmo com a falta de stock em memórias, um dos elementos principais destes componentes. A mesma fonte avança que esse corte de produção poderá cair na casa dos 30% a 40%, já na primeira metade de 2025. As memórias em falta em causa são módulos GDDR6 e GDDR7, os módulos atualmente mais avançados e que nas placas gráficas dizem respeito ao VRAM disponível. Módulos esses que se juntam a uma falta de stock generalizada na indústria que inclui memórias RAM e que se pode estender a módulos de armazenamento interno.
O portal Videocardz.comavança também com uma confirmação de outra fonte, o Benchlife, que refere precisamente dois modelos que serão afetados pelos cortes de produção, as placas GeForce RTX 5070 Ti e GeForce RTX 5060 Ti de 16GB GDDR7, que a fonte define como as “opções de melhor valor na série Blackwell RTX 50“.
A confirmar-se, o corte de modelos como estes, de média gama, que costumam ser os mais procurados pelos utilizadores, pode representar cenários pouco entusiasmantes para os consumidores, que ou verão o preço da atual oferta a aumentar, ou terão que recorrer soluções mais caras – se, claro, quiserem manter-se no ecossistema da NVIDIA. Ainda sem uma confirmação oficial sobre estes planos, face à atual realidade a NVIDIA não será a única a optar por estratégias drásticas, nas suas linhas de montagem e gestão de stock.
Underworld, CMAT, Strawberry Guy e Vendredi sur Mer são algumas das novas confirmações do festival Vodafone Paredes de Coura 2026.
O Vodafone Paredes de Coura anunciou hoje novas confirmações para a edição de 2026, que terá lugar no Couraíso entre 12 e 15 de agosto. Entre os nomes revelados estão Underworld, CMAT, Show Me the Body,Strawberry Guy, Vendredi sur Mer e UNIVERSITY, que se juntam a artistas já anunciados, como Amyl and The Sniffers, Wet Leg, Aldous Harding, Kurt Vile & The Violators, Cate Le Bon, Maruja, Capitão Fausto e Milhanas.
Os Underworld prometem levar o público numa experiência hipnótica e imersiva, combinando décadas de inovação na música electrónica com grooves expansivos, improvisação e uma relação intensa entre som e imagem. Já CMAT apresenta uma abordagem distinta, em que humor, vulnerabilidade e emoção crua se cruzam entre o country, pop e folk, oferecendo canções que alternam entre simplicidade e força expressiva. Show Me the Body, por outro lado, transforma o hardcore e o punk em veículos de crítica social e agitação urbana, imprimindo uma energia confrontacional ao festival.
Strawberry Guy aporta uma dimensão mais íntima e etérea, transformando experiências pessoais em canções delicadas e oníricas, enquanto Vendredi sur Mer combina sofisticação pop, sensualidade e poesia, aprofundando a sua estética no recente trabalho Malabar Princess. Os UNIVERSITY, por sua vez, trazem ao palco a intensidade do rock alternativo britânico, cruzando punk, math-rock e noise com uma presença ao vivo marcada pela urgência emocional e pelo caos controlado.
Os bilhetes gerais para o Vodafone Paredes de Coura 2026 estão já à venda na DICE e nos locais habituais, como FNAC, CTT e El Corte Inglés, pelo preço de 130€.
O Forum Montijo apresenta novas lojas e serviços de apoio, incluindo experiências inclusivas, para facilitar as compras de Natal.
O Forum Montijo recebeu, nesta reta final do ano, três novas lojas de marcas internacionais, reforçando a sua oferta de moda e lifestyle: Swarovski, Scalpers e Jack & Jones.
A Swarovski apresenta um espaço contemporâneo dedicado à joalharia em cristal, destacando a tradição da marca e as novidades, como os Swarovski Created Diamonds, direcionados a quem procura peças de brilho marcante. A Scalpers aposta numa coleção que combina irreverência e versatilidade, abrangendo moda masculina e feminina, enquanto a Jack & Jones oferece propostas de moda casual para homem, com ênfase no denim e em peças que privilegiam conforto e autenticidade.
Para facilitar as compras de Natal, o Forum Montijo disponibiliza dois serviços adicionais. A Zona de Embrulhos Solidária, desenvolvida em parceria com a APPDA – Setúbal, permite aos visitantes embrulhar gratuitamente os presentes, com apoio das famílias da associação, podendo também realizar uma doação voluntária. Este serviço funciona entre 15 e 23 de dezembro, das 12h às 20h, e no dia 24, das 11h às 16h, no Piso 1, junto ao Workspot. Paralelamente, o serviço Posso Ajudar? oferece orientação e apoio no transporte das compras até ao carro, estando disponível entre 18 e 23 de dezembro, das 11h às 21h, e no dia 24, das 11h às 16h.
A programação de Natal inclui ainda experiências para toda a família. Até 24 de dezembro, o Santa Express proporciona uma viagem temática até à Casa do Pai Natal, com o primeiro trono acessível em centros comerciais em Portugal, adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, neurodivergência ou baixa visão. A animação estende-se até 11 de janeiro com o Feijão Verde Fun Park, um espaço inclusivo com equipamentos adaptados a diferentes necessidades.
A mais recente aposta da Turn 10 chega à meta mais cedo do que ambicionado.
Numa publicação retrospetiva de 2025, a Turn 10 confirmou que vai deixar de lançar atualizações para Forza Motorsport, pouco mais de dois anos após o seu lançamento. Apresentado como um reboot completo com o melhor da saga até à data, Forza Motorsport foi lançado como um jogo/plataforma para evoluir ao longo do tempo. No fundo um daqueles projetos para evitar ter sequelas interativas através de novos conteúdos.
Com esta decisão a Turn 10 coloca assim um ponto final na produção ativa de Forza Motorsport, um cenário que já era esperado pela comunidade há alguns meses após a reestrutura interna da Microsoft, que afetou o seu departamento de jogos, com despedimentos de trabalhadores, encerramento de estúdios e cancelamento de projetos em fases avançadas de desenvolvimento.
Na altura, especulava-se que a Turn 10 estaria “em maus lençóis”, com vários membros chave de saída. Uma situação na qual o estúdio norte-americano viu a necessidade de responder em agosto, dizendo que “Queremos assegurar os jogadores que a Turn 10 e a Playground Games vão continuar a dar suporte a Forza Motorsport e Forza Horizon 5.”
Já em outubro, também Phil Spencer falou da situação, na altura abrindo as portas para a atual realidade, confirmando uma pausa, mas garantido que o futuro de Forza Motorsport, garantindo que a série “não acabou”, ao mesmo tempo que admite que a franquia se encontra numa fase de menor atividade enquanto a Xbox concentra esforços em projetos com lançamento mais imediato.
Ora o lançamento mais imediato da saga é Forza Horizon 6 e parece ser onde a Turn 10 está realmente a meter as fichas. Na publicação, a equipa confirma então que não vai lançar mais conteúdos para Forza Motorsport, com a equipa a dar suporte à Playground Games em Forza Horizon 6: “À medida que a nossa equipa passa a concentrar-se em proporcionar a melhor experiência possível com Forza Horizon 6 em 2026, não está prevista a introdução de novos carros, pistas, funcionalidades ou correções regulares de erros em Forza Motorsport.”
Os jogadores de Forza Motorsport poderão, no entanto, continuar a jogar o jogo na sua plenitude com tudo o que foi lançado até ao momento. Até com a promessa de receberem novos desafios e eventos: “Ainda assim, o jogo continuará a ser suportado, com os servidores online a manterem-se ativos, a realização de eventos especiais e competições, e a reintrodução mensal de Tours em Destaque e carros de recompensa anteriormente lançados, até que todo o conteúdo fique disponível para desfrutar a qualquer momento.”
Lançado em 2023 para PC e Xbox Series X|S, Forza Motorsport foi recebido de forma menos calorosa, com uma ambição que não fez justiça às promessas do estúdio, com uma apresentação visual abaixo das expectativas, com uma carreira pobre e desequilibrada, com problemas na vertente online, entre outras decisões que contrastam com o melhor que a série já teria oferecido.
Este termino de suporte também coloca fora da mesa a possibilidade de termos Forza Motorsport na PlayStation 5, um cenário que muitos especulavam em contexto da nova estratégia de lançamentos multiplataforma da Xbox Games Studios, que já este ano colocou Forza Horizon 5 na consola da Sony com lançamento de enorme sucesso. Já a sua sequela, Forza Horizon 6, chegará também à PlayStation 5, após uma exclusividade temporária em PCs com Windows e consolas Xbox Series X|S.
Depois de vários anos de produção e do risco de cancelamento, Routine da Lunar Software chega finalmente ao PC e Xbox Series com uma experiência de terror única, fruto de uma era perdida, mas com um charme impossível de ignorar.
Durante a sua revelação, em 2013, Routine era um assombro no género de terror e ficção científica. Para contextualizar o impacto do primeiro trailer, que catapultou a Lunar Software para a ribalta, é preciso compreender em que ponto se encontrava o género de terror em 2013. A experiência survival horror, popularizada por Resident Evil e Silent Hill, tinha morrido, substituída por uma abordagem mais assente na ação e na cooperação, longe dos ângulos pré-definidos, cenários pré-renderizados e da gestão de inventário que deram origem ao género no início dos 1990. Fora das produções AAA, o cenário era diferente. A ação não era o foco e era na sua rejeição que o género de terror evoluía, encabeçado por estúdios como a Frictional Games e a Red Barrels Studio, responsáveis por Amnesia: The Dark Descent e Outlast, respetivamente. Ambos os jogos procuraram ir além da ação, com níveis assentes na resolução de puzzles e na descoberta de itens, mas com twist: as criaturas são indestrutíveis. O confronto direto tornou-se impossível e a única forma de evitarmos a morte é através da furtividade e da utilização de fontes de luz.
É nesta encruzilhada entre o terror de ação e o terror furtivo que Routine encontrou as suas origens. Ao contrário de Amnesia: The Dark Descent, Routine rejeitou a fantasia, o terror cósmico ou o horror quotidiano para levar-nos numa viagem até ao futuro próximo, a uma nova interpretação do retro futurismo, inspirado em Alien e noutros clássicos do género para construir a sua identidade visual. Os cenários brutalistas com cores pastel, tecnologia já obsoleta e maquinal, e UI inspirada em sistemas operativos limitados naquela que parecia ser uma realidade estagnada no tempo. Em 2013, Routine era como um sonho. Um projeto independente, mas com a qualidade AAA. Um jogo de terror e furtividade, mas com foco numa narrativa de ficção científica. Uma experiência que muitos procuravam, fruto da crescente procura por projetos nostálgicos. Routine era a resposta.
Entre 2013 e 2025, Routine permaneceu enclausurado num tanque criogénico, perdido entre problemas de produção, mudanças de design e o esforço contínuo da Lunar Software. Durante 12 anos, o género continuou a mudar, a evoluir e a descobrir novas vozes que o elevassem a uma nova fasquia. Amnesia: The Dark Descent foi o percursor, mas já não é uma inspiração como o era há anos. Uma nova geração de produtores independentes agarrou no manto do género e continuou a construir e a arriscar enquanto Routine hibernou. Em 2014, Alien Isolation chegou aos jogadores e roubou a novidade do retro futurismo à Lunar Software. Em 2017, Resident Evil VII: biohazard protagonizou o regresso da série da Capcom ao patamar do género, criando um novo ponto evolucionário, e ainda hoje é uma das maiores inspirações no terror na primeira pessoa. Em 2024, contra todas as expectativas, Silent Hill 2 Remake foi um sucesso comercial e crítico, ressuscitando a série depois de vários anos de silêncio. Este é o contexto atual e o panorama que Routine e a Lunar Software terão de enfrentar, 12 anos depois da sua revelação.
Se analisarmos os primeiros trailers de Routine, podemos facilmente concluir que a Lunar Software foi obrigada a repensar o design do jogo ao longo desta última década. O UI é semelhante, a C.A.T. – a ferramenta em forma de arma que utilizamos ao longo da campanha – sempre esteve presente e o jogo procurou sempre um equilíbrio entre a tensão de explorarmos uma estação espacial abandonada com o terror de sermos perseguidos por algo indestrutível, mas algo mudou. Em 2025, Routine é um jogo mais linear, claustrofóbico, muito minimalista na sua abordagem narrativa e claramente influenciado por movimentos como o terror analógico e os espaços liminais para construir o seu horror espacial. Se existiram cortes profundos no scope de Routine, acredito que tenham sido a melhor decisão que a Lunar Software podia ter feito, não só porque garantiu que o jogo pôde ser finalmente lançado, mas também porque deu origem a uma experiência com um ritmo exímio, tão assustadora, como profundamente bela, cujo foco no terror deu lugar a puzzles inventivos e desafiantes que enalteceram a ambiência e exploração da estação espacial ao garantir um level design mais controlado, mas também facilmente familiar.
No fundo, Routine é um dos meus videojogos favoritos de 2025 e um caso onde os anos não azedaram a experiência de jogar um dos títulos mais aguardados do género.
Há uma nova forma para assistir a Reels a partir do sofá.
A Meta começou a testar o Instagram para a TV, uma nova aplicação que permite assistir aos conteúdos do Instagram, nomeadamente os reels, num ecrã maior propondo sessões de scrolling mais sociais, com amigos e família na mesma sala.
Este é precisamente um dos pontos chave no comunicado da Meta, que afirma que “as pessoas gostam de ver reels em conjunto, porque é mais divertido”. Servirá assim este teste para a equipa de desenvolvimento perceber quais as partes da aplicação que funcionam melhor em equipamentos de grandes dimensões, como a televisão.
No atual estado, os Reels do Instagram para TV estão agrupados por canais baseados nos interesses do utilizador, como “nova música”, “destaques desportivos”, “locais únicos para conhecer”, “tendências”, a títulos de exemplo dados pela Meta.
Assim, para já, o Instagram para TV não é a aplicação tradicional que encontramos noutros equipamentos, focando-se exclusivamente ao formato vídeo de curta duração. Mas a Meta não descarta a expansão, indicando mesmo que tem planos para introduzir funções semelhantes às existentes na versão para smartphones e para navegadores de Internet.
Atualmente, também é de acesso limitado aos utilizadores nos Estados Unidos da América, com acesso a dispositivos com Amazon Fire TV, com promessa de expandir a aplicação para mais regiões e dispositivos, no futuro.
A ABC Network deixa de ser o canal a ligar para assistir aos Óscares e a partir da sua 101ª edição serão transmitidos no YouTube.
Os Óscares vão mudar depois celebrarem 100 edições. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a entidade que organiza os Prémios dos Óscares, anunciou que assinou um acordo para vários anos com o YouTube, tornando-o no palco exclusivo para futuras celebrações.
As entregas das estatuetas douradas no “pequeno ecrã” acontece a partir de 2029, quando a celebração fizer a sua 101ª edição. Até à edição de 2028 os Óscares continuarão a ser transmitidos originalmente com ABC Network, propriedade da Walt Disney Company.
O acordo de vários anos é, no entanto, curto. Estando para já confirmadas apenas cinco edições até 2033, não se sabendo, para já, se continuará no YouTube, se regressará à ABC Network, ou se arranjará outra casa.
De acordo com o portal Variety, o YouTube fez uma oferta de centenas de milhares de dólares, ao passo que grupo da Disney se manteve na casa das dezenas de milhares de dólares, bem abaixo dos 100 milhões anuais que pagava anteriormente, mas que desta vez baixou devido a um declínio das audiências.
A mesma fonte afirma que a Disney se revelou surpresa e que antecipava que fosse a NBCUniversal a ficar com os direitos de transmissão, dado que o YouTube não tem ainda as infraestruturas necessárias para a produção de eventos ao vivo como, por exemplo, já tem a Netflixe a Amazon.
A nova edição dos Óscares no YouTube irá incluir o evento principal, a cobertura da red-carpet, olhares aos bastidores, ficando disponível de forma gratuita para o público em todo o mundo, com acesso ao YouTube, com planos para suporte de legendas e dobragem em vários idiomas. Sabe-se também que apesar do acesso gratuito, haverá a inserção de anúncios durante o evento.
Esta tornar-se-á uma forma mais viável para aceder ao evento por cá, que normalmente é retransmitido por canais portugueses, com interrupções e comentários constantes.
A CP recebeu o primeiro de 22 novos comboios regionais da Stadler, graças a um investimento de 158 milhões de euros.
Chegou a Portugal o primeiro de 22 novos comboios encomendados à fabricante suíça Stadler, marcando um avanço relevante na modernização da frota regional da CP – Comboios de Portugal. Este investimento, avaliado em 158 milhões de euros, inclui 12 automotoras bimodo, capazes de operar com eletricidade e diesel, e 10 automotoras elétricas, todas destinadas ao serviço regional. Os novos modelos, do tipo FLIRT, destacam-se pela eficiência energética e pela velocidade máxima de 160 quilómetros por hora.
A primeira unidade recebida é uma automotora bimodo com capacidade para 369 passageiros, distribuídos entre 204 lugares sentados e 165 em pé, contemplando ainda zonas adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida e espaço para bicicletas. Estas composições oferecem conectividade Wi-Fi e tomadas para carregamento de dispositivos eletrónicos.
Antes de entrarem em serviço, os comboios vão passar por ensaios técnicos e processos de homologação, garantindo que cumprem os requisitos de segurança e compatibilidade com a infraestrutura ferroviária portuguesa. A CP prevê receber as primeiras automotoras já no segundo semestre de 2026.
As 22 automotoras, 12 bimodo e 10 elétricas, adquiridas no âmbito do Programa para a Ação Climática e Sustentabilidade (PACS), passarão a integrar a série 2700 da CP.
Lisboa entrega 152 habitações de renda acessível, num investimento de 19 milhões de euros, integrando medidas do Plano de Recuperação e Resiliência e apoio municipal.
Em Lisboa, 152 famílias receberam recentemente as chaves de habitações com rendas acessíveis, num investimento superior a 19 milhões de euros, financiado pelo Orçamento do Estado e fundos europeus.
A entrega faz parte de um esforço mais amplo do Governo e da Câmara Municipal para reforçar a habitação pública, numa estratégia que visa aumentar o stock disponível após anos de desinvestimento. O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou que este é o maior investimento de sempre em habitação pública, com um total superior a 9 mil milhões de euros, e que as medidas do programa Construir Portugal têm permitido desbloquear projetos e acelerar processos, garantindo que cerca de 26.000 fogos sejam entregues às famílias até junho de 2026.
O conjunto habitacional entregue faz parte do loteamento das Forças Armadas, que inclui cinco edifícios e um total de 476 fogos. O bloco recentemente concluído oferece 152 habitações, com tipologias que vão do T0 ao T4, e dispõe de estacionamento para bicicletas, lavandaria, sala multiusos, áreas técnicas e equipamento de apoio à família, incluindo uma creche com acesso autónomo. No piso -1, dedicado ao comércio, está prevista a instalação de um supermercado.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, salientou que Lisboa não registava uma entrega desta dimensão há mais de três décadas, recordando o Programa Especial de Realojamento dos anos 90. Moedas frisou a importância de continuar a aumentar a construção e a oferta habitacional na cidade, apontando que quase 600 fogos de renda acessível foram já concluídos e mais de 300 estão em construção. Paralelamente, o município tem reforçado o apoio direto às famílias, estando atualmente 1.200 a beneficiar de ajuda no pagamento das rendas. A empreitada foi coordenada pela Lisboa SRU e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com um investimento de 21 milhões de euros.
Miguel Pinto Luz reforçou a necessidade de manter o apoio às famílias que mais precisam, através de apoios sociais diretos à habitação, que nos últimos dois anos representaram cerca de mil milhões de euros. O Governo pretende também concretizar cerca de 150.000 soluções habitacionais previstas nas Estratégias Locais de Habitação e no programa de arrendamento acessível, reafirmando que a habitação é uma prioridade coletiva.
A FIFA acredita que consegue ter um novo jogo de futebol em condições.
A FIFArevelou mais um jogo de futebol, que apesar de se apresentar como um jogo para todos os fãs da modalidade, não só vai ficar fechado ao ecossistema da Netflix como será mais um jogo móvel. As altas ambições da FIFA não combinam com a descrição do jogo em comunicado, que é descrito pelo presidente da Netflix como uma forma para “os fãs celebrarem (o futebol) nas suas salas”, ainda a tempo do Campeonato do Mundo FIFA 2026.
Adicionalmente, o comunicado também diz coisas estranhas e sem sentido como “queremos trazer o futebol de volta às suas raízes com algo que todos podem jogar com um toque de um botão.” E por todos, Alain Tascan, o presidente da Netflix, quer dizer apenas quem tem uma subscrição sua. Para além disso, como todos os fãs de jogos de futebol devem recordar-se, os jogos FIFA e Pro Evolution Soccer mais antigos jogavam-se apenas com um botão (só que não).
Gianni Infantino também tece comentários de entusiasmo e sonhos, prometendo inovações futebolísticas no espaço dos videojogos com a ambição de chegar a milhares de milhões de fãs em todo o mundo. Um sonho bonito considerando que a Netflix, apesar de muitos subscritores, ainda são “apenas” 300 milhões de subscritores em todo o mundo.
De realçar que apesar de Tascan afirmar que será um jogo que pode ser jogado com um toque de um botão, já Infantino descreve-o como um simulador.
Sobre o aspeto do jogo que irá sair alegadamente antes do Campeonato do Mundo FIFA 2026, não há ainda qualquer vídeo ou imagem do título para tecer comentários adicionais. Sabe-se apenas que está a ser produzido pela Delphi Interactive, um estúdio que está atualmente a dar suporte à IO Interactive no desenvolvimento de 007: First Light, e que na sua página oficial até ao anúncio oficial deste jogo da FIFA era descrito da seguinte forma “A Delphi foi pioneira num modelo comprovado para reduzir o risco dos títulos, baixar os custos de desenvolvimento e criar um alinhamento sem precedentes entre detentores de propriedade intelectual, criativos e produtores.”
Este será o segundo jogo revelado pela FIFA nos últimos meses. Em outubro, a organização revelou FIFA Heroes, um jogo móvel e árcade, com um estilo de jogo de 5V5 e orientado para os mais novos. Já na altura também com uma apresentação de carácter duvidoso. FIFA Heroes tem lançamento nos dispositivos móveis também para o ano.
Para uma experiência mais autêntica, os antigos fãs de FIFA podem, no entanto, respirar de alívio enquanto EA Sports FC for uma solução, como é o caso de EA Sports FC 26, o mais recente lançamento da série sucessora, que considerámos ser “uma das melhores entradas da última década”, na nossa análise.
A Embraer e o Ministério da Defesa formalizam plano de fabrico em Portugal, apoiando a modernização da Força Aérea e a criação de novas empresas de defesa.
O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o presidente da Embraer, Bosco da Costa Júnior, formalizaram uma carta de interesse que antecipa a instalação de uma fábrica de aeronáutica em Beja. O momento ocorreu durante a cerimónia de entrega das primeiras cinco de doze aeronaves A-29N Super Tucano à Força Aérea Portuguesa.
A nova unidade de produção permitirá a fabricação dos aviões A-29N em território nacional, criando empregos qualificados com salários acima da média, ao mesmo tempo que reforça a indústria portuguesa. As aeronaves produzidas destinam-se a satisfazer necessidades futuras das Forças Armadas e podem também ser objeto de negociações internacionais, contribuindo para o fortalecimento da base industrial de defesa em Portugal e na Europa.
O investimento ligado à aquisição e modernização das aeronaves A-29N Super Tucano totaliza 200 milhões de euros, dos quais 75 milhões serão aplicados na indústria nacional. Este montante será distribuído por diversas empresas responsáveis pelo upgrade das aeronaves, ajustando-as aos padrões técnicos da NATO e às exigências operacionais da Força Aérea Portuguesa.
Nuno Melo destacou que a aeronave oferece novas capacidades de ataque aéreo ao solo e a possibilidade de missões anti-drone, evidenciando a flexibilidade do modelo escolhido com base em pareceres técnicos da Força Aérea. Os A-29N fabricados pela Embraer terão funções de apoio aéreo próximo em operações conjuntas e combinadas, e Portugal será o primeiro país europeu a operar esta versão. Está ainda prevista a formação de pilotos no país.
Esta decisão do governo insere-se no processo de modernização das Forças Armadas e na promoção da indústria nacional, impulsionando o surgimento de novas empresas no setor da defesa.