O universo de Molly Burch no Pérola Negra

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Há vozes e melodias que nos transmitem uma leveza tão grande que nos fazem flutuar para o universo do próprio artista, e Molly Burch é um exemplo desse sentimento.

Foi no passado dia 2 de julho que a artista norte-americana pisou pela primeira vez um palco na cidade do Porto. A atmosfera acolhedora do Pérola Negra foi o local escolhido para mais um evento da Gig Club.

A sala aos poucos vai-se compondo e, apesar de estar longe de encher, o ambiente no Pérola é bastante caloroso. Começamos a derreter logo na entrada de Molly e da restante banda com as primeiras letras de “Candy”, do seu mais recente álbum First Flower, editado em 2018 pela Captured Tracks.

Como seria de esperar, é sobre este álbum que a cantautora se debruça quase na totalidade da setlist. Enquanto que no seu primeiro álbum, Please Be Mine, as letras de Molly Burch focam-se nas atribulações e sofrimento das relações amorosas, em First Flower há uma mudança notória com a artista a fazer como que uma introspeção para perceber o que deseja das relações e como a sua ansiedade pode afetar as mesmas. Exemplo disso é a canção “Dangerous Place” (“How did I miss it? /
This is a dangerous space / I hope I learn from my mistakes / I hope I forgive myself one day”).

Canção após canção, a profundidade e versatilidade da sua voz, juntamente com acordes ora melódicos ora rasgados da guitarra do seu namorado Dailey Toliver, vão puxando o público para dentro do seu mundinho tão sincero e pessoal que se torna impossível não nos identificarmos com Molly Burch.

Afinal de contas, quem nunca teve um desgosto amoroso?

Fotos de: Telmo Pinto

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