Nova máquina de esmerilagem passa a assegurar a manutenção preventiva da via no Metro de Lisboa, com recolha de dados técnicos e intervenção noturna.
O Metropolitano de Lisboa passou a dispor de uma nova esmeriladora de carris, designada Esmeralda, num investimento de 7.994.137€. O equipamento vem substituir a anterior unidade, em operação desde 1976, encerrando um ciclo de quase cinco décadas de utilização contínua.
A esmeriladora tem como principal função a correção do desgaste dos carris provocado pela passagem regular das composições. Este processo permite restabelecer o perfil adequado da via, um fator determinante para a segurança da operação, a estabilidade do material circulante e o conforto dos passageiros. A intervenção nos carris contribui também para a redução de vibrações e níveis de ruído associados à circulação ferroviária.
As operações de esmerilagem são realizadas durante o período noturno, fora do horário de exploração comercial, de modo a evitar impactos no serviço. Este tipo de manutenção integra-se nas ações preventivas da infraestrutura, procurando antecipar a degradação dos materiais e prolongar a sua vida útil.
Para além da intervenção mecânica, a nova unidade está equipada com sistemas de monitorização que permitem avaliar o estado da via. A recolha de dados técnicos ao longo da rede possibilita uma gestão mais informada das intervenções, ajustando a sua frequência e localização às condições reais de utilização e desgaste.
De acordo com a dimensão atual da rede do Metropolitano de Lisboa, a execução integral de um ciclo de esmerilagem poderá prolongar-se por cerca de 24 meses. Este planeamento tem em conta variáveis como a geometria da via, a intensidade do tráfego e as necessidades específicas identificadas em cada troço.
