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MOTELX – Homenagem a Jack Taylor

Tal como há uns meses atrás na Festa do Cinema Italiano, o São Jorge parece uma colmeia, tal a atividade de gente a entrar e a sair da sala da Avenida da Liberdade graças a mais uma edição do MOTELX. Enche o coração ver festivais com este caráter de nicho terem chegado a um ponto em que, na Sexta-Feira 13, a bilheteira apresentava um anúncio de esgotado para diversas sessões do festival.

Casa bem recheada então para receber Jack Taylor, ator de culto do cinema fantástico europeu, em particular o espanhol. Taylor, alter ego de George Brown Randall. Ator que cresceu nos resquícios finais do velho oeste – no documentário Jack Taylor – Testigo del Fantástico, que refere que o avô ainda conheceu Jesse James, e, como tal, nunca gostou de westerns, por serem bem diferentes das histórias que ouvia de mortes em saloons, ao invés de românticos duelos ao meio-dia – e que, após umas férias em São Francisco com a família, decidiu, ao ver uma sessão de cinema, que podia fazer melhor do que estava a ver e ir para Hollywood.

Aí, apesar de alguns contactos com estrelas como Jack Benny ou Marylin Monroe, percebeu que era mais um igual aos outros, e pegou num carro e foi para o México, onde conseguiu amplo trabalho em teatro e cinema. Uma produção cinematográfica levou-o a Espanha, na altura destino para a rodagem de múltiplas produções cinematográficas internacionais. E por lá foi ficando.

É essa a história contada no documentário de Diego López Fernandez, um dos programadores do mui nobre e prestigiado festival de cinema de Sitges. Aqui, Taylor conta com sinceridade, por vezes desconcertante, a vida das filmagens, na grande maioria de baixo orçamento, em que esteve envolvido. Uma delas, a sua primeira colaboração com Jesus Franco, o realizador que mais vezes o viria a filmar, foi a obra projetada em seguida, Necronomicon.

O primeiro filme com Taylor como protagonista, e cuja primeira parte foi rodada em Lisboa (as areias de Portugal permitiam-lhe muita mais liberdade para filmar no final dos anos 60 do que as terras da Espanha Franquista), viria a ser divulgado nos EUA uns anos mais tarde com o nome Succubus (dois minutos mais curto, e menos despido). Foi dos maiores sucessos da sua carreira.

Portugal, desta vez Sintra, viria a ser novamente palco de filmagem para a produção mais profissional de que Taylor fez parte, pelas palavras do próprio: a Nona Porta, de Roman Polanski, onde interpretou um português, o aristocrático Fargas. E pela primeira vez teve direito a luxos, como um duplo de corpo. Mesmo não tendo sempre direito a tais regalias, o carinho em Espanha continuou, com o reconhecimento de novas gerações e trabalhos com realizadores talentosos como Victor Matellano, em Wax.

De trato simpático e cavalheiro, Jack Taylor fez a apresentação da sessão e contou algumas histórias. No final, esteve também disponível para autógrafos. Em boa hora a organização do MOTELX o convidou para esta homenagem, mantendo uma tradição que tem prestigiado e enriquecendo o nome deste certame. O festival de cinema MOTELX termina este domingo, dia 15 de setembro.

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