Mini-Críticas de 2019 (Cinema)

Ao longo do ano, não fui capaz de assistir a todos os filmes que pretendia inicialmente (tive que reduzir a minha lista para menos de 100). Devido ao emprego, razões pessoais ou simplesmente porque os cinemas não disponibilizaram sessões a horários e locais decentes (é muito difícil assistir à versão original de um filme de animação, por exemplo), tive que “saltar” alguns filmes para os quais estava realmente entusiasmado.

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Além disso, existem alguns filmes que saíram nestas duas últimas semanas de 2019 sobre os quais não vou ter tempo para escrever uma critica completa, logo irei inseri-los também aqui nesta lista de mini-críticas.

Deêm uma vista de olhos por todos, pois há alguns potenciais Top 10 e cotações máximas por aqui (As notas vão de 0 a 5).

The Two Popes (2019): 3.5/5

Anthony Hopkins e Jonathan Pryce entregam duas prestações dignas de galardões, elevando uma história surpreendentemente cheia de humor sobre religião. Não sou fã da edição e The Two Popes extende-se em demasia.

Honey Boy (2019): 4/5

Alma Har’el oferece uma história terapêutica com excelente realização e que irá conetar-se com muitas pessoas. Shia LaBeouf brilha tanto como argumentista como ator, mas Noah Jupe prova que é um dos melhores jovens atores a trabalhar nos dias de hoje. É um pouco repetitivo e pesado para se assistir, mas Honey Boy encontra-se no 1/3 superior de 2019.

The Report (2019): 3.5/5

Adoro assistir a histórias verdadeiras quando estas são capazes de dizer o que realmente aconteceu de uma forma convincente. Scott Z. Burns desvenda a verdade desconfortável sobre a negação da CIA em usar métodos de tortura ineficientes e tem Adam Driver a provar novamente as razões pelas quais é um ator tão aclamado. Restrito pelos clichês do género e problemas formulaicos, The Report não deixa de ser um filme importante que principalmente os americanos se devem sentar a assistir.

The Nightingale (2019): 4/5

Jennifer Kent entregou um dos melhores filmes de horror da década, The Babadook. Com The Nightingale, apenas a sua segunda longa-metragem, oferece uma das histórias de vingança mais visualmente brutais, chocantes, devastadoras e violentas de sempre. Este filme é a definição de “não é para todos”.

Ford v Ferrari (2019): 5/5

Nunca esperei que um filme desportivo, muito menos um baseado em eventos verídicos, me impressionasse tanto. James Mangold tem aqui um dos melhores, talvez mesmo o melhor filme de desporto de sempre. Com performances dignas de prémios por parte de Christian Bale e Matt Damon, Ford v Ferrari (ou Le Mans ’66) tem personagens tão excecionalmente escritas e tão emocionalmente convincentes que me senti com vontade de chorar no final do filme. As corridas são fascinantes e trazem o entretenimento, mas é o argumento belíssimo que me deixa de queixo caído. Definitivamente, um dos filmes do ano!

The Irishman (2019): 4/5

Pode não ser o melhor filme de Martin Scorsese até hoje, mas é mais uma prova de que ele é um dos cineastas mais talentosos de sempre. Com Robert De Niro a entregar a sua melhor prestação da década, Al Pacino a enlouquecer e Joe Pesci a regressar da reforma brilhantemente, The Irishman é uma história (muito) longa, mas maravilhosamente escrita, sobre amizade e a vida. A melhor edição do ano (Thelma Schoonmaker) torna o tempo de execução mais suave, mas este ainda se arrasta em alguns momentos. Também sinto que a personagem de Anna Paquin deveria ter tido mais impacto. O de-aging utilizado é, sem dúvida, impressionante (ao ponto de até ficar confuso quando é que são mesmo os atores ou uma versão mais nova/velha), mesmo que sejam precisos alguns minutos para nos habituarmos.

The Farewell (2019): 4/5

Lulu Wang partilha uma fase emocional da sua vida pessoal ao entregar uma história bonita e de aquecer o coração sobre a sua avó. Apesar de The Farewell ter um final praticamente perfeito, nem todas as narrativas do segundo ato me cativaram, especialmente a que envolve um certo casamento.

No entanto, Awkwafina oferece uma prestação fantástica, assim como o resto do elenco. A banda sonora de Alex Weston é viciante e eleva imensos momentos, assim como a comédia presente que ainda saca algumas gargalhadas.

The Good Liar (2019): 3.5/5

Performances requintadas de dois atores lendários: Ian McKellen e Helen Mirren. Carregam o filme inteiro nos seus ombros e é principalmente devido às suas prestações extremamente cativantes que gostei genuinamente deste filme.

Infelizmente, o argumento carece de credibilidade e alguma criatividade, uma vez que os pontos-chave da história são previsíveis desde o início.

Jojo Rabbit (2019): 4/5

Taika Waititi entrega um daqueles filmes que adoro com todas as minhas forças exatamente pelas mesmas razões que algumas pessoas odeiam profundamente. O equilíbrio absolutamente perfeito entre comédia e drama de guerra faz de Jojo Rabbit uma representação provocadora e hilariante do quão ridículos os seguidores de Hitler eram.

Roman Griffin Davis tem uma das melhores performances jovens do milénio e o restante elenco acompanha-o brilhantemente. Muitas gargalhadas, mas, surpreendentemente, há também muito coração.

Ainda assim, fica o aviso: se ficam facilmente ofendidos, este filme não é adequado para vós. Ou entram com mente totalmente aberta ou… não entra de todo.

Uncut Gems (2019): 3.5/5

Os irmãos Safdie são conhecidos pelos seus filmes provocadores de ansiedade e Uncut Gems segue essa tradição. É, sem dúvida, uma obra destinada a ser divisiva. Durante vários momentos, tudo o que um espetador deseja, é gritar “calem-se” para todos os presentes no ecrã.

O ritmo frenético, o diálogo avassalador e a banda sonora de volume elevado servem tanto como elogios como críticas. Adam Sandler entrega a melhor performance da sua carreira, mas a narrativa nunca me conseguiu agarrar, sendo demasiado repetitiva e possuindo um final previsível, mas admitidamente impactante.

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