Marvel’s Wolverine Preview: De Garras Afiadas

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Violentas e cheias de ação, as primeiras horas de Marvel’s Wolverine prometem um jogo tão emocionante como familiar para quem adora aventuras a solo, como só a PlayStation é capaz de proporcionar.

Depois de criar novos padrões para o que um videojogo de super-heróis de altas produções pode ser com a série Marvel’s Spider-Man,, a Insomniac Games prepara-se para enfrentar um novo desafio. As teias ficaram guardadas no armário, a cidade de Nova Iorque e os seus arranhas céus tiveram o seu merecido descanso e chegou a vez de um novo protagonista dar início a uma nova aventura inspirada no universo das BDs da Marvel. Agora é a vez de Marvel’s Wolverine.

A convite da PlayStation Portugal, tivemos a oportunidade de experimentar duas horas de jogo e conhecer uma nova versão de Logan, com e sem o seu fato icónico, juntamente com um elenco bem reconhecido de personagens. É uma nova interpretação sobre um universo que os fãs já conhecem e conseguimos sentir um toque de frescura e mistério nesta adaptação da Insomniac Games, e ficámos curiosos para perceber onde a história irá levar-nos.

Tal como em Marvel’s Spider-Man, Marvel’s Wolverine apresenta-nos uma personagem já estabelecida, com a nossa demonstração a começar com uma missão de resgate a Nathaniel Essex, que os fãs reconhecerão como Mr. Sinister. Missão essa que serve de tutorial e que tal como tudo o que já conhecemos do seu protagonista, das suas habilidades e caracterização, também a jogabilidade é familiar. Temos ataques rápidos, ataques pesados, um sistema de parry e até alguns ataques de long range que projetam Logan para inimigos mais distantes. É um combate fluido, fácil de entrar e de começar a jogar, que se aproxima mais de um loop de um Ghost of Yotei do que de um Marvel’s Spider-Man, onde observação espacial dos nossos inimigos é uma constante e a necessidade de estar “na zona” pode definir o sucesso dos segmentos de combate.

A nossa demonstração não se revelou difícil, mas exigente, dado que os inimigos não ficam à nossa espera, juntando-se dois e três em simultâneo para ataque, incentivando ao movimento constante e à agressividade. E por falar em agressividade, o maior destaque desta experiência vai para a barra de “raiva”, que se preenche quanto mais atacamos, mas que esvazia se escolhermos ser mais passivos e lentos na nossa abordagem. A barra de raiva permite aumentar não só o poder dos nossos ataques, desbloquear finalizadores, assim como recuperar energia em momentos vitais. Claro que tudo é apenas a base para algo mais profundo, através de ataques especiais de combinações com o gatilho esquerdo e outras habilidades que iremos desbloquear ao longo do jogo, como pudemos espreitar na sua árvore de habilidades.

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Marvel’s Wolverine (Insomniac Games)

O combate é assim fluido, divertido e profundo o suficiente para nos incentivar ao próximo combate. Mas as nossas impressões não foram todas positivas. À medida que novos inimigos foram aparecendo, também ficou claro que são um pouco esponjas demais, nomeadamente os inimigos mais fortes e uma sequência com um boss de grandes proporções, um Sentinel em construção de duas fases, que necessitou de três mutantes para ser deitado abaixo e um combate que se arrastou por tempo a mais. Mas nada que tenha estragado ou bloqueado o nosso tempo com o jogo.

É difícil falar da história de Marvel’s Wolverine neste momento, uma vez que apenas raspámos a sua superfície e assistimos a alguns elementos que consideramos spoilers, mas dizermos que queremos saber o que vem a seguir e que queremos conhecer as motivações das personagens, são testamentos que anteveem que estamos perante uma história bem escrita, para além de emocional e emocionante. O nosso tempo passado com este elenco foi magnético, a começar com a prestação de Liam McIntyre, com uma versão de Logan muito franca, humana e algo tristonha, mas com pequenos rasgos de alegria e simpatia, que nos fazem querer ficar ao seu lado, mesmo em momentos de raiva intensa. O restante elenco de suporte, composto por Mystique, Sabertooth e Jean Grey, revelam boas dinâmicas e são uma presença muito bem definida na vida de Logan, mas é Nathaniel Essex que se destaca, provavelmente por uma menos positiva razão, Troy Baker. O aclamado ator de voz faz, como sempre, um excelente papel, mas a decisão de manter a sua cara tão reconhecível tornou difícil vê-lo a desaparecer no papel que está a interpretar durante a nossa demo. Esta impressão poderá desaparecer com a versão final, com mais tempo e presença ao longo da campanha, mas foi bizarro em pequenos trechos.

O que é objetivamente muito positiva é a apresentação do jogo. Marvel’s Wolverine promete ser mais um fantástico show-off técnico da consola da Sony. Recuperando a experiência técnica da Insomniac Games com o seu motor proprietário, o jogo abraça uma linguagem fílmica muito bem conseguida durante a ação e cinemáticas, com uma iluminação coesa e cenários particularmente ricos, naquela que é uma vantagem de um jogo mais linear e artisticamente cuidado. De gabar, temos também o desempenho, que na nossa demonstração na PlayStation 5 Pro, não revelou qualquer quebra de fluidez, degradação visual, ou qualquer bug ou glitch. Tudo boas notícias para a versão final.

Com lançamento no dia 15 de setembro em exclusivo para a PlayStation 5, podem ficar a saber mais sobre Marvel’s Wolverine com as nossas impressões em áudio, que partilhámos logo depois da nossa sessão de jogo, no nosso canal do Spotify ou Apple Podcast.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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