A regra entra em vigor a partir de agora para simplifica o carregamento e incentivar à reutilização de acessórios, mas exclui modelos acima dos 100W.
A partir de hoje, dia 28 de abril de 2026, todos os novos laptops vendidos na União Europeia, e por extensão em Portugal, devem incluir carregamento universal via USB‑C. De acordo com esta diretiva europeia, esta é uma medida que pretende reduzir resíduos eletrónicos e facilitar a vida dos consumidores, e aplica‑se a computadores portáteis cuja potência de carregamento não ultrapasse os 100W, deixando de fora modelos dedicados a jogos e máquinas profissionais mais exigentes.
A obrigatoriedade do carregamento através do USB‑C expande uma regra já aplicada desde 2024 a smartphones, tablets, consolas portáteis, auscultadores e e‑readers. Na prática, significa que um único cabo pode agora carregar a maioria dos dispositivos do quotidiano, reduzindo a necessidade de diversos carregadores e diminuindo o desperdício associado. A legislação também altera a forma como os produtos são apresentados nas lojas. As fabricantes passam a ser obrigadas a disponibilizar o laptop e o carregador como produtos separados, devidamente identificados por um pictograma. O objetivo é incentivar a reutilização de carregadores existentes, embora muitos retalhistas continuem a incluir o carregador na caixa, mas outros podem optar por vendê‑lo como acessório adicional, dando liberdade de escolha ao consumidor.
Importa notar que a regra não é retroativa, e isso significa que modelos lançados antes de abril de 2026 podem manter portas proprietárias ou carregamento tradicional. Apenas novos lançamentos dentro da categoria abrangida precisam de cumprir o padrão USB‑C.
A medida deriva de um decreto de 2023 que transpõe a diretiva europeia aprovada em 2022. A comunidade europeia descreve a iniciativa como “prática, económica e ecológica”, sublinhando o impacto ambiental dos carregadores não utilizados, estimados em 11 mil toneladas de resíduos por ano na UE. Ao promover um carregamento universal, a União Europeia espera reduzir emissões associadas à produção e transporte de acessórios, além de diminuir custos para as famílias.
