Festival MIL anuncia primeiros nomes para a 10.ª edição em Lisboa

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O MIL anunciou os primeiros artistas para a edição de 2026, que volta a combinar concertos e conferência na Casa Capitão.

O Festival MIL regressa a Lisboa entre 7 e 10 de outubro para a sua décima edição, voltando a instalar-se na Casa Capitão. A organização anunciou um primeiro conjunto de 11 nomes que integram a programação musical, que este ano se distribui por seis palcos, dois dos quais com acesso gratuito.

Entre os nomes já confirmados encontram-se os portugueses Expresso Transatlântico, que têm explorado uma abordagem contemporânea à música de matriz tradicional, e Lau Ro, cantor e compositor radicado em Brighton, que editou recentemente o álbum Lau. Na vertente do hip-hop e das sonoridades urbanas, o cartaz inclui a brasileira MC Luanna, bem como os portugueses Afrokillerz. Estes nomes integram os primeiros dias de programação, a 8 e 9 de outubro.

A edição de 2026 apresenta-se sob o mote No Fakes, uma linha orientadora que privilegia projetos com identidade definida e percursos artísticos consistentes. Num contexto marcado pela aceleração da visibilidade digital e pela crescente utilização de ferramentas automatizadas, a curadoria aposta em propostas que evidenciam desenvolvimento artístico sustentado.

Entre os projetos emergentes incluídos nesta primeira fase do cartaz estão os OkA, trio português de noise-punk cujo primeiro EP, ombu, foi editado há menos de um ano. Também confirmadas estão as Manga Cava, que se apresentaram ao vivo pela primeira vez em maio no evento MIL Cultura e Política, e os Indus, coletivo colombiano que cruza elementos de música eletrónica com influências afro-latinas. A programação inclui ainda André Droga, artista luso-esloveno sediado em Berlim, associado ao universo do trap.

A presença brasileira volta a ter expressão significativa nesta edição. Para além de MC Luanna, integram o alinhamento nomes como Afreekassia, artista que tem vindo a afirmar-se no hip-hop brasileiro com influências de funk e afrobeats, bem como Nega do Babado e Rayssa Dias, ligadas ao universo do brega e do brega-funk oriundo de Pernambuco.

Para além da componente musical, o Festival MIL mantém o formato híbrido que combina concertos com uma convenção dedicada à indústria da música. Ao longo de três dias de encontros profissionais e quatro dias de programação artística, estão previstos debates, oficinas e sessões de networking que reúnem artistas, agentes, programadores e outros profissionais do setor, com foco na circulação internacional, colaboração e análise de tendências.

Os bilhetes já se encontram disponíveis através da plataforma DICE. Os ingressos diários têm o valor de 12€, enquanto o passe geral custa 28€. Existe ainda uma modalidade de bilhete profissional, com acesso à componente de conferência, no valor de 50€, acrescendo a estes preços as respetivas taxas. Pessoas com mobilidade condicionada podem solicitar bilhete gratuito para acompanhante, mediante contacto com a plataforma após a compra.

A participação na convenção é gratuita, sujeita a inscrição prévia. A organização indica que serão divulgadas mais informações nas próximas semanas.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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