Os fabricantes de smartphones estão a abandonar os cartões físicos e a apostar nas soluções digitais. Se ainda não aderiram a um eSIM ou não sabem como funciona, este artigo é para todos vós.
Em Portugal, adoramos estar conectados. Se não é a falar ao telemóvel, é a navegar na internet: passamos em média duas horas por dia nas redes sociais, com 95% da população navegando através dos smartphones (o que, segundo os analistas, mostra a nossa tendência para o mobile-first).
Mas há algo que tem vindo a mudar mais lentamente, que é a transição dos cartões SIM tradicionais para os eSIM – cartões digitais mais seguros, que permitem utilizar vários números no mesmo telemóvel e que não se danificam.
O custo dos dados tem a sua importância, sobretudo quando se pretende viajar para um país que não pertence à União Europeia. Além disso, a realidade é que alguns telemóveis mais antigos ainda não estão preparados para a mudança, o que justifica a pergunta: será que esta solução é a melhor para quem lê este artigo?
O que muda com a alternativa digital
Do ponto de vista da utilização, praticamente nada. Tanto os cartões físicos como os digitais permitem comunicar ou aceder à internet da mesma forma. No entanto, o eSIM tem uma instalação mais simples, geralmente através de um código QR, e não se pode perder, como acontece com um cartão tradicional.
Se utilizam regularmente a internet, seja para trabalho remoto, fazer streaming ou jogar online, o cartão eSim proporciona uma experiência mais fluida. Quais são as grandes vantagens? Tudo é mais rápido e flexível. Não terão de se deslocar a uma loja física nem de esperar por um cartão novo. Podem, por exemplo:
- Ter dois números no mesmo telemóvel (o que é bastante útil para separar o trabalho da vida pessoal)
- Mudar de plano sem trocar de cartão
- Ativar serviços quase instantaneamente
Além disso, se perderem ou vos roubarem o telemóvel, é mais difícil alguém aceder ao vosso número. Tudo é feito sem dificuldade, online e rapidamente.
A utilização de um eSIM no estrangeiro
É aqui que o eSIM faz a maior diferença. Se é verdade que as regras de roaming na União Europeia facilitam a utilização de dados nos países-membros, basta sair deste espaço para os custos aumentarem significativamente. E isto inclui, por exemplo, os Estados Unidos, o Brasil, a Ásia e até o Reino Unido (consequências do Brexit).
Com um eSIM, podem simplesmente comprar um plano de dados para o país de destino antes de viajar. A aquisição é imediata e o cartão fica ativo logo que cheguem ou que atravessem a fronteira.
Ninguém quer regressar de férias e ser surpreendido com a fatura por não ter prestado atenção ao roaming. E nada mais tranquilizador do que chegar ao destino e estar pronto para consultar a lista dos restaurantes locais, o preço das entradas nos monumentos que se quer visitar ou a forma de comprar um passe para os transportes públicos.
Ainda vale a pena utilizar um SIM tradicional?
Durante anos, o cartão físico era a única opção disponível no mercado português. Ainda hoje, é o formato mais comum para utilizadores com equipamentos mais antigos. Mas dentro de pouco tempo o difícil processo de introdução deste pequeno retângulo no telemóvel será uma memória distante.
As limitações que o SIM tradicional apresenta são um problema que hoje pode ser evitado e que incluem a sua perda, danificação ou até a dificuldade em aceder a serviços rápidos quando se precisa de um novo cartão.
A tendência é para os cartões tradicionais desaparecerem, como têm anunciado algumas empresas fabricantes de smartphones. E as preocupações crescentes com a sustentabilidade tornam óbvia essa alteração a partir do momento em que existe uma alternativa menos agressiva para o ambiente.
Em suma, se são pessoas ligadas à tecnologia, que viajam com frequência ou gostam de soluções práticas e rápidas, o eSIM é claramente a melhor opção. Por outro lado, se usam o telemóvel de forma mais tradicional e não sentem necessidade de mudar frequentemente de plano ou de número, o SIM físico continua a desempenhar bem o seu papel.
