Até o CEO da Sony ainda não sabe bem quando é que a sua marca irá lançar a PlayStation 6.
A próxima geração de consolas está a aproximar-se e não faltam teorias, fugas de informação e até alguns anúncios deixam antever isso. Por essas razões, seria fácil assumir que os mais altos representantes de tecnológicas como a Sony já tenham ideia, ou até uma janela de tempo marcada na agenda para estes lançamentos, mas parece não ser o caso.
De acordo com Hiroki Totoki, atual CEO da Sony, a empresa ainda não tem uma data fixa para o lançamento da PlayStation 6. Em entrevista ao Wall Street Journal, Totoki revela incerteza nos planos e até a justifica com algo que todos nós já prevemos: “as guerras comerciais e as perturbações no fornecimento de energia e chips”.
O CEO aproveita também para refletir sobre este momento de uma forma até preocupante mencionando a necessidade de sobreviver ao atual clima. “Considerando essa importância, precisamos de tomar algumas medidas. Caso contrário, não conseguiremos sobreviver neste cenário,” explicando que a prioridade é ultrapassar desafios atuais, antes de se lançar para um novo início de geração.
Esta reflexão é interessante ao olharmos para os dados do mais recente relatório fiscal da Sony, que revelam um volume de vendas de hardware, onde a PlayStation 5 se aproxima dos 100 milhões de unidades vendidas, somando, mais precisamente, 95 milhões desde 2020. Porém, o número redondo poderá agora demorar um pouco mais de tempo, com as vendas das consolas a mostrarem-se mais lentos, potencialmente impactados pelos aumentos de preço das consolas no último ano. Aumentos esses impactados pela crise das memórias, que também obrigou a Sony a investir antecipadamente na aquisição de módulos para garantir stock suficiente, tanto para a procura, como para os seus alvos de vendas.
Para além destes desafios, a PlayStation atravessa atualmente um período menos positivo, pelo menos aos olhos dos jogadores e da comunidade mais vocal, após a Sony ter decidido abandonar o formato físico para os seus jogos a partir de 2028. Nas redes sociais continuam a acumular-se críticas e incentivos ao boicote, mas para já os números revelam alguma lógica por detrás da decisão. Entretanto, a Sony já veio até confirmar que não irá voltar atrás, ficando assim o destino da PlayStation e o impacto da revolta dos consumidores, dependente do desempenho da próxima geração.
