Chefs on Fire regressa a Cascais com mais de 40 chefs

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Chefs on Fire amplia vertente cultural com artes, ofícios e conversas sobre gastronomia, além de app com programação em tempo real.

O festival Chefs on Fire regressa a Cascais nos dias 19 e 20 de setembro, no Parque Marechal Carmona, para aquela que a organização descreve como a sua oitava e mais ampla edição até à data. O evento mantém a premissa central de cozinha exclusivamente feita no fogo – com lenha, brasa e fumo – e reúne mais de 40 chefs, entre nomes consagrados e novas promessas, num programa que combina gastronomia, música e experiências culturais.

Ao longo de oito anos, o Chefs on Fire já passou por vários pontos de Portugal e do estrangeiro, tendo recebido mais de 60.000 visitantes e contado com a participação de mais de 280 chefs, segundo dados da organização. Em 2026, o festival volta a Cascais e amplia a programação, reforçando a componente de experiências para lá da cozinha e introduzindo novidades digitais através de uma aplicação própria.

O cartaz oficial do Chefs on Fire Cascais inclui 33 chefs entre consagrados e Rising Stars, aos quais se somam participações especiais, ultrapassando a marca de 40 cozinheiros no total. A edição introduz a Prova Portugal, um formato dedicado à diversidade gastronómica nacional, que em 2026 tem a Madeira como primeira região convidada, representada pelos chefs Octávio Freitas (Desarma) e Filipe Janeiro (Gazebo). No plano internacional, a região convidada é a Extremadura, com o chef espanhol Mario Clemente (Alberca).

Entre os nomes internacionais anunciados estão Lizandra Almeida (Pils, Brasil), Fagner Buzinhani (GoJuu, Brasil), Louise Bourrat (Mammarua, França), Matias Natuche (Barbela, Argentina), Angélica Salvador (In Diferente, Brasil), Nelson Soares (Sult, Brasil), Michele Marques (Mercearia do Gadanha, Brasil), Petter Nyström (Familjen, Suécia), Nathalie Inês (Sála, Brasil) e Mário Clemente (Alberca, Espanha). Os dois Rising Stars desta edição são Lizandra Almeida e Petter Nyström, escolhidos para representar a renovação que o festival pretende colocar lado a lado com chefs de carreira mais longa.

A componente musical mantém o registo de concertos intimistas e, em 2026, ganha um formato surpresa que levará música para além do palco, com programa a ser revelado apenas no próprio dia através da nova aplicação do festival. No dia 19 de setembro, o palco principal tem atuações de Silk Nobre (em estreia no evento), AGIR & Paulo de Carvalho (numa atuação que junta gerações) e, no encerramento do dia, os Bateu Matou.

No dia 20 de setembro, regressa o formato Mesa, estreado em 2025, em que é montada uma mesa no palco para uma jam session especial com Carolina Deslandes e convidados. O festival encerra com um set do DJ Xinobi.

Para além das fogueiras e dos pratos assinados, a organização do Chefs on Fire reforça em 2026 um conjunto de experiências que aproximam o público de outras dimensões do universo da gastronomia. Estão previstas ações com fotógrafos, jornalistas e curadores, através de workshops e iniciativas que partem da comida como forma de expressão de identidade e cultura.

A Fire School by Dom Fiuza funciona como escola de cozinha de fogo, com chefs convidados a abordar técnicas, escolha de madeiras, aproveitamento de ingredientes e sustentabilidade do processo. A Photography School, com Joana Freitas e a Canon, propõe sessões práticas para captar imagens no festival, trabalhando luz, chama, fumo e textura na fotografia gastronómica. O espaço Arts & Crafts, com apoio da Fábrica Moderna, traz ferreiros, ceramistas e marceneiros a trabalhar ao vivo, com demonstrações de ofícios e peças de artesanato de várias regiões de Portugal.

As Fire Talks, curadas pela revista Farta, reúnem jornalistas, gastrónomos e chefs para conversas sobre gastronomia, num formato pensado para quem quer refletir sobre o que come. A Beer Academy, com apoio da Estrella Damm, oferece sessões sobre processos de produção e formas de apreciar cerveja. Há ainda um workshop de gastronomia no fogo com o antropólogo Pedro Cura, figura associada ao pop-up Chefs on Fire Foz Côa, dedicado à relação entre fogo, cultura e alimentação desde o Paleolítico.

A oitava edição do Chefs on Fire aposta ainda na inovação digital com uma aplicação lançada uma semana antes do festival, desenhada para centralizar programação e informação em tempo real. A app inclui mapa do recinto, atualização sobre disponibilidade de menus, agenda de concertos e espetáculos secretos, e inscrições nas diferentes experiências. Parte das experiências não estará assinalada no mapa físico, sendo a sua localização e horários revelados apenas através da aplicação.

O espaço Bites volta também a abrir portas a novos conceitos gastronómicos, reunindo projetos, marcas e restaurantes selecionados ao longo do ano pela equipa Lohad. Em 2026, a oferta atinge o maior número de Bites de sempre, com marcas como Street Smash, Lupita, Arandu, Pop Bar, Little Moons Mochi, Gunpowder, Queijaria, doBeco, A Basqa, Pap’Açorda, Aquanostra, Selllva, Entreposto e O Lisboeta.

A edição de 2026 inclui três participações especiais no feminino, através de colaborações inéditas entre três mulheres de referência da gastronomia portuguesa e marcas de grande consumo. Juliana Penteado cria uma sobremesa com a Škoda; Noélia Jerónimo prepara um prato de massa com a Milaneza; e Marlene Vieira apresenta uma criação de gelados com manteiga Primor.

Os bilhetes estão disponíveis através do site oficial, existindo diferentes modalidades de acesso ao festival.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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