World War Z: Aftermath – Um upgrade tardio, mas essencial

Outrora um bom jogo dentro do género, World War Z regressa com novidades e conteúdo suficiente para trazer os fãs da saga de volta.

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Aquando do seu lançamento, o jogo foi baseado na produção cinemática com o mesmo nome, onde Brad Pitt brilhou no papel principal. Este pormenor acabou por ser uma faca de dois gumes, onde o gume bom aproveitou o momento criado pelo filme para suscitar interesse aos fãs de jogos com ambientes catastróficos. Já o gume bom fez disparar as expectativas e o jogo ficou um bocado aquém do esperado.

Apesar de não ter sido um jogo tão polido quanto se esperaria no lançamento, a extensão Aftermath veio trazer a World War Z melhorias através de algumas adições importantes e todo o conteúdo já previamente existente da versão “Game of the Year”.

A que mais me saltou à vista foi a possibilidade de jogar na primeira pessoa (elevando WWZ a FPS), algo que, para mim, dentro deste género funciona muito melhor. A título de exemplo, Aliens: Fireteam Elite teria beneficiado muito mais enquanto FPS, pela sua natureza imersiva e cooperativa em equipa. Neste jogo específico, onde há hordas de dezenas (se não centenas) de zombies a irromper por tudo o que é canto e a sprintar em direção ao jogador, é impensável jogar sem ser na primeira pessoa.

O fulcral é enaltecer esta novidade pois é bem pensada, útil e funciona lindamente. Adensa também mais fator-susto quando aparece um creeper de forma súbita ou quando há um bull a correr focado num dos jogadores.

Aos episódios de New York, Jerusalem, Moscow, Tokyo e Marseille, foram adicionados Rome e Kamchatka. Pessoalmente, como fã de conteúdo offline em todos os jogos, não podia ficar mais satisfeito. Os episódios que vieram originalmente com o jogo tinham o seu quê de realismo e estavam extremamente bem caracterizados arquitetonicamente já com o aspeto apocalíptico. Já os dois novos episódios não fugiram à regra. Há aqui uma linha de caracterização que se mantém e dá valor acrescentado ao jogo. Para além desses dois episódios, o Horde Mode também sofreu melhorias, transformando-se em Horde Mode XL. Na prática, ficou mais desafiante, graças à adição de centenas de zombies a mais do que antes.

Dentro das personagens foram adicionadas algumas novas e uma nova classe de combate, a de Vanguard. Estrategicamente, é bastante útil quer ofensiva, quer defensivamente, graças ao uso de um escudo eletrificado e é também útil como assistência ao resto da equipa.

Por fim, Aftermath foi também otimizado para 4K60fps. Ainda que os gráficos não tenham sofrido melhorias, já compensa ligar a PS5 para descarregar chumbo nos bandos imensos de zombies, que vão sucedendo sem dar tréguas em qualquer modo de jogo.

World War Z: Aftermath é um upgrade digno para este jogo multiplataformas que já foi jogado por mais de 15 milhões de jogadores. Ainda que peque por ser tardio, considero que hajam lições aprendidas, caso a Saber Interactive planeie expandir o franchise brevemente.

Apesar de ser um jogo sólido dentro do género, não é o jogo de referência. Back 4 Blood, que saiu há menos de uma semana, dá uma masterclass a WWZ dentro do mundo dos zombies, quer em originalidade, mecânicas e jogabilidade. Ainda assim, WWZ: Aftermath continua a ser um bom jogo com uma nova e fresca imagem.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Sandbox Strategies.

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