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Análise – Bloodroots

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2020 promete ser um ano intenso no que toca a novos lançamentos, com a chegada de alguns títulos há muito aguardados, como Final Fantasy VII Remake – cuja demo chegou esta semana à PS4 -, e o início da nova geração de consolas. Há muito para descobrir em 2020, mas é igualmente importante parar e fugir à loucura dos lançamentos e da antecipação para descobrirmos algumas pérolas da produção independente. Bloodroots, da Paper Cult Games, é um dos desses jogos, um hack and slash frenético e muito criativo que acaba de chegar ao PC e consolas.

Com um estilo muito colorido, Bloodroots é, na sua génese, um western de vingança em formato de desenho animado, transportando-nos para um faroeste fictício, cheio de influências steampunk, em busca do antigo gangue de Mr. Wolf, que o deixou à beira da morte.

A história não é o foco de Bloodroots, mas banha-se no classicismo do género e nas suas homenagens – como Kill Bill, de Quentin Tarantino – para criar a sua narrativa sangrenta e violenta, conseguindo, através de momentos de diálogo, construir a psique do nosso protagonista e a sua relação com os vilões. É uma história repleta de metáforas que funcionam em prol da jogabilidade e do seu ritmo frenético, dividindo a sua campanha por três atos, tal como uma história clássica do género.

Bloodroots

Bloodroots é um jogo intenso e muito desafiante que nos dá uma experiência incrivelmente recompensadora se soubermos explorar todas as suas mecânicas. É, como disse anteriormente, um hack and slash, com uma perspetiva isométrica, dividido por vários níveis e zonas, cujo objetivo varia entre a eliminação de todos os inimigos e a conclusão de pequenos trechos de plataformas.

Tal como Hotline Miami, que, acredito, ser uma influência incontornável, somos derrotados com apenas um toque, o que nos obriga a recomeçar os níveis até conseguirmos eliminar todos os obstáculos no nosso caminho. Com uma jogabilidade tão rápida e intuitiva, o recomeço é igualmente instantâneo, mantendo-nos sempre dentro da ação e eliminando a possível frustração que sentimos ao perdermos o progresso conquistado.

A estrutura de Bloodroots é simples e direta, limitando a sua jogabilidade a um salto, um ataque e, por fim, à possibilidade de agarrarem em várias armas espalhadas pelos cenários. Esta é a base de Bloodroots e, apesar de existirem pequenas distrações momentâneas, seja sob a forma de sequências de plataformas ou de voo, a jogabilidade não precisa de evoluir para além desta fórmula, de tão limada que está.

Mais uma vez, tal como Hotline Miami, Bloodroots constrói a sua ação em redor da descoberta e utilização de um leque impressionante de armas que se encontram espalhadas pelos cenários, desde machados até a fósforos e hélices partidas. A variedade é impressionante e cada arma tem um comportamento e utilidades diferentes, com algum armamento a poder ser utilizado até na deslocação, como as lanças, canhões e remos. Com um número intimidante de inimigos em campo, é impressionante ver Bloodroots em movimento e perceber como todos os seus elementos se encaixam perfeitamente. É uma harmonia de ação e destruição que nos leva a experimentar novas táticas e a utilizar armas diferentes sempre que repetimos uma sequência de combate.

Bloodroots

O design dos níveis também é muito empolgante, com alguns cenários a apresentarem uma maior verticalidade, plataformas e objetos destrutíveis. Até certo ponto, Bloodroots é quase como um enorme puzzle que temos de resolver e os níveis cimentam esta vertente da jogabilidade, disponibilizando, na maioria dos casos, vários caminhos e abordagens diferentes. É possível influenciar os cenários através de fogo, por exemplo, com alguns objetos a incendiarem-se e a espalharem as chamas por inimigos e diferentes partes dos níveis. Os cenários são fechados e funcionam como arenas, mas estão bem construídos e têm o tamanho ideal para o tipo de ação que Bloodroots proporciona.

Os problemas de Bloodroots resumem-se a alguma falta de criatividade no que toca à direção de arte e à variedade de design entre níveis, juntamente com a ocasional falta de resposta na jogabilidade, em especial quando tentamos largar e agarrar armas, e, por fim, às sequências de plataformas. Com uma perspetiva isométrica, torna-se difícil de perceber a localização da personagem e em determinar a direção dos saltos. É comum, nas sequências de plataformas mais exigentes, perdermos progresso porque o jogo não nos dá informação suficiente para determinarmos se mantemos a mesma trajetória depois dos saltos, algo que se torna irritante, tal como a distância entre objetos e a própria verticalidade dos níveis.

Bloodroots é intenso, muito divertido e desafiante, conseguindo manter o equilíbrio entre o desafio e a recompensa até nos momentos mais exigentes. A aposta em níveis de curta duração e na troca constante de armas, que recompensa os mais criativos, são acertadas e dão uma maior longevidade à campanha, assumindo-se como um jogo perfeito para repetirem do princípio ao fim em busca de melhores pontuações. Se são fãs do género e procuram um jogo capaz de vos desafiar, experimentem Bloodroots.

Nota: Muito Bom

Bloodroots

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch
Este jogo (PlayStation 4) foi cedido para análise pela Dead Good Media.

Um jogo perfeito para os fãs de hack and slash e de westerns, com uma história de vingança e vários níveis desafiantes para descobrirem.

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