fbpx

Análise – One Piece: Pirate Warriors 4

Depois de uma passagem pela Nintendo Switch e de um título multi-gerações, Luffy e companhia estão de regresso às arenas de combate com One Piece: Pirate Warriors 4. O regresso não é, no entanto, desprovido de novidades, apesar das limitações do género Musou, e a sequela procura injetar um foco mais acentuado na ação frenética e na personalização que tenta contornar a repetição e cansaço associados ao combate da série. Mas conseguirá? Sim e não.

One Piece: Pirate Warriors 4 procura recontar os acontecimentos da série e explorar a grande aventura dos Straw Hats através de um enorme – e demasiado longo – flashback. Os fãs irão certamente encontrar alguma emoção na história de One Piece, mas o mesmo não se aplica a quem não conheça os acontecimentos que levaram às guerras e conflitos que acompanhamos ao longo da campanha. Apesar de não ser fã da série, tenho de sublinhar a falta de imaginação e criatividade na apresentação destes trechos de estória, com Pirate Warriors 4 a focar-se quase exclusivamente em diálogos com animações quase inexistentes, muito fragmentadas e com inúmeros ecrãs de carregamento que cortam qualquer fluidez à narrativa. Muito arcaico.

Em combate, senti uma maior liberdade de movimento e de combinações, com uma rapidez que o distingue dos restantes títulos Musou. A estrutura é praticamente a mesma, claro, com uma campanha dividida por níveis onde os objetivos se distinguem entre eliminar todos os inimigos em campo, incluindo bosses, e realizar certas tarefas específicas, como abrir portões, defender personagens, entre outros.

Mas o foco é o combate e One Piece: Pirate Warriors 4 dá-nos um leque interessante e diferenciado de protagonistas, como Luffy e Zoro, com vários golpes, habilidades e atributos melhorados. É um sistema de combate muito caótico, mas com uma variedade que nos motiva a explorar as suas mecânicas, com as combinações, que podem ser desbloqueadas ao longo da campanha, a darem-nos a possibilidade de atacarmos rapidamente no solo ou no ar e controlar grandes grupos de inimigos.

Em comparação com o título anterior, senti que as personagens são mais rápidas e fáceis de controlar. Há uma maior resposta por parte dos controlos, ainda que a dificuldade pareça ter sido reduzida. No geral, parece ser um jogo mais fácil em todos os sentidos, muito variado – dentro dos limites do género –, e com modos que tentam complementar a campanha principal, como Treasure Log, que dá aos jogadores novos níveis com diferentes objetivos.

Destaco ainda o sistema de evolução, representado por ilhas, que nos permite evoluir os parâmetros das personagens e melhorar as suas habilidades. Para tal, precisamos dos itens corretos, conquistados através da eliminação de inimigos específicos, incentivando-nos a repetir várias vezes os níveis da campanha.

O foco, claro, está sempre nas arenas repletas de centenas de inimigos, onde louvo o número impressionante em campo, mas senti uma verdadeira vontade em dar mais aos jogadores. Fora dos níveis tradicionais, destaco ainda as batalhas contra os bosses, que acontecem 1v1, em arenas próprias, e que tentam injetar alguma variedade aos combates, ainda que se tornem um pouco aborrecidos devido à falta de tática. O Titan Mode e a versão gigantesca de certos antagonistas também procura dar alguma novidade ao combate, mas pedia-se mais deste novo desafio.

Os níveis são coloridos, mas seguem, tal como a jogabilidade, os moldes já conhecidos do género, dividindo-se por áreas mais extensas e por corredores que as interligam. O normal. O estilo da série está bem representado e os modelos são muito detalhados, e mantêm o seu estilo próximo ao que vimos no anime. As cores reinam em Pirate Warriors 4 e existem ainda alguns efeitos visuais que lhe dão alguma vida, como partículas de pó e água, mas são os cenários destrutíveis que destacam a componente visual. Sejam prédios ou meras caixas de madeira, existem vários objetos que poderão destruir ao longo das batalhas, criando uma maior sensação de caos ao longo da campanha. É uma pequena, mas interessante adição.

Uma novidade que, como seria de esperar, condiciona a performance do jogo. Apesar de não ter encontrado bugs que impossibilitassem a progressão da campanha, a verdade é que a performance sofreu de quedas acentuadas durante os momentos mais intensos. Com dezenas de inimigos em campo, senão mais, e cenários destrutíveis, que mudam por completo o layout dos níveis, seria impossível não ter quedas de framerate.

One Piece: Pirate Warriors 4 não irá mudar a vossa opinião sobre o género, mas é um dos títulos Musou mais sólidos que já joguei. Desde a sua aposta em várias combinações, personagens e na utilização de um sistema de energia, que se traduz num combate rápido em terra ou no ar, há muito para descobrir neste jogo de piratas. A repetição estará sempre associada à sua jogabilidade – fica o aviso –, mas se gostam do género e precisam de libertar energias nesta época de quarentena, este poderá ser o jogo ideal para vocês.

Nota: Bom

One Piece: Pirate Warriors 4

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Bandai Namco.

Um dos Musou mais divertidos de jogar com um sistema de evolução profundo e muito motivante.

- Publicidade -

Afiliados

Sigam-nos

10,788FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
630SeguidoresSeguir

Media Partner

Relacionados

Análise – eFootball PES 2021 Season Update

O mundo mudou e a forma de lançar jogos também. E eFootball PES 2021, é uma sensata e honesta maneira de levar uma nova temporada até às mãos dos fãs do género.

Análise – Minoria

Curto, difícil e muitas vezes implacável – assim é este metroidvania que acaba de chegar às consolas.

Crítica – Mulan (2020)

Mulan é um filme que muito difere da versão animada e original de 1998. E é provável que muitos fãs não fiquem agradados com esta película live-action.

Análise – Shing!

Parem as hordas de demónios neste jogo de ação mediano.
- Publicidade -

Mais Recentes