Análise – Mortal Kombat 11: Aftermath

Se gostam realmente da saga, vale a pena o investimento na expansão com o Kombat Pack. Não apenas pela história extra (que está muito bem conseguida), mas por todas as novas personagens à vossa mercê.

Mortal Kombat 11

Mortal Kombat 11 volta à ribalta graças à nova extensão denominada de Aftermath e ao Kombat Pack já lançado anteriormente. Mas antes de avançar para aí, é importante falar sobre o jogo como um todo, dada a sua qualidade e profundidade.

Quando falamos do Unreal Engine (UE), parte das dúvidas relativamente à qualidade do jogo em causa acaba por dissipar-se automaticamente. Tal como sucessos recentes que foram o jogo Jedi: Fallen Order e MotoGP 20, Mortal Kombat 11 (MK11) também o usa. O mais incrível? Usar o UE3 em vez do UE4, como era esperado.

Isto porque MK11 começou a ser desenvolvido logo após ao lançamento de Injustice 2 e, na altura, era o UE3 o mais recente. Logo, o staff do NetherRealm Studio optou por manter esse motor de jogo com algumas alterações personalizadas, ao invés de reconstruir o jogo todo para dar uso à ferramenta mais recente (que, para além de trabalho acrescentado, ia consumir mais tempo e o lançamento do jogo ia atrasar bastante face ao esperado).

Após algumas dezenas de horas de jogo, fiquei 100% convencido de que o NetherRealm Studio tomou a melhor decisão possível, pois a simbiose entre o desempenho do jogo e os gráficos é fantástica. A sério. Se, na PS4, em fim de vida, os gráficos já têm este detalhe, imagino como será na PS5.

No que toca à jogabilidade, não podia estar mais satisfeito. A resposta face aos comandos é instantânea e a diversidade de combinações, bem como o uso dos ambientes, oferece um leque maior de possíveis desfechos para cada combate.

Para principiantes, Mortal Kombat 11 é bastante user friendly graças à secção de “Learn“, por onde devem começar a vossa caminhada neste jogo. Esta secção permite a qualquer jogador embarcar num tutorial de introdução a comandos básicos/elaborados. É também possível ficar horas a fio a treinar combos, dando uso a qualquer personagem disponível no modo “Practice” ou testar as fatalities, ganhando noção de posicionamento para as efetuar, em “Fatality Training“. No meio disto tudo, a funcionalidade mais brutal é a possibilidade de ter exposto no ecrã até 10 moves/combos durante cada batalha através da funcionalidade “Tag” em “Move List” (carregando em Options, no comando, imediatamente a seguir ao “FIGHT” aparecer no ecrã).

Mortal Kombat 11

Na secção “Fight“, é possível lutarem mano a mano contra o CPU ou amigos (com ou sem definições de torneio). Existe também a opção de AI Battle, um modo mais estratégico onde não se luta ativamente, apenas se gere uma equipa de três personagens ao longo de simulações contra equipas de outros jogadores. Se estiverem confiantes da vossa técnica e quiserem colocar as vossas habilidades à prova, vale a pena arriscar no modo Online.

No entanto, é na secção “Konquer” que o jogo brilha mais intensamente. Primeiramente por ser o sítio onde há mais potencial para desbloquear itens bónus e juntar créditos para os desbloquear. Depois por ter modos que trazem profundidade ao jogo, como é o caso das Challenge Towers, compostas pelas Klassic Towers (offline), ideais para farmar créditos, e Towers of Time (online), que funcionam quase como o FIFA Ultimate team, onde há desafios temporizados e é possível usar consumíveis para ter um boost extra em batalha.

Outro modo muito interessante é a Krypt, que funciona quase como uma sandbox, onde andamos livremente pelo terreno na pele uma personagem misteriosa. Essa personagem dá uso a algumas ferramentas/armas de vários lutadores célebres para desbloquear passagens secretas, resolver puzzles e explorar ainda mais o mapa (que é relativamente grande). Este modo é bastante importante, pois é na Kript que podem usar os créditos que vão amealhando no jogo para desbloquear itens bónus de customização e não só.

A Krypt torna-se, assim, num modo de jogo excitante para os jogadores que querem embarcar mais aprofundadamente no lore de Mortal Kombat 11, pois dessa forma aumentam o leque de opções para depois investir tempo na secção de Kustomize. Nessa secção, têm acesso à coleção técnica de personagens, ambientes, história (entre outros) e podem alterar inúmeros detalhes em cada lutador do jogo, de forma a torná-lo mais único e personalizado. No entanto, é preciso muita dedicação de forma a desbloquear o maior número de items para a personalização. Caso para dizer: este jogo dá para todos os gostos.

Last but not least e ainda na secção de Konquer, temos o famoso modo “Story“. Mortal Kombat 11 surge com o propósito de trazer desfecho à história da saga, que se tem vindo a desenvolver ao longo de vários anos (e jogos) e fá-lo com brutalidade.

Mortal Kombat 11

A narrativa gira em torno de Raiden, após (em fúria) ter decapitado Shinnok e deixado a cabeça deste à mercê dos novos líderes do Nether Realm (Liu Kang e Kitana). Em paralelo com isso, causa a destruição do templo. Face às ações de Raiden, Kronica (mãe de Shinnok) intervém com a intenção de reescrever a história e pará-lo. Para isso, usa a sua magia para causar anomalias temporais que levam a uma fusão de timelines. Como Raiden é imortal, só pode existir um, logo o atual é substituído pelo do passado e começa o espetáculo com os restantes intervenientes a terem duas versões deles próprios (muitas vezes em lados opostos).

Ao longo de 12 capítulos, há a oportunidade de acompanhar a aventura maioritariamente como espetador, mas, nos confrontos importantes, é-nos dada a possibilidade de por em prática todo o nosso conhecimento relativo aos moves/combos/finishers de um vasto leque de personagens. Em relação à história em si, se não estão familiarizados com o que aconteceu até aqui, convém procurarem um resumo no YouTube, caso contrário vão ficar um bocado perdidos.

Apesar de muitos fãs terem ficado com a sensação de que a história terminava por aqui, eis que surge a primeira grande expansão de Mortal Kombat 11. Essa expansão disponibiliza três novas personagens (Sheeva, Fujin e um convidado especial, RoboCop), três novos packs de skins a serem lançados de forma gradual e uma nova história cinematográfica chamada de Aftermath, que vem abanar a narrativa ainda mais, com alguns twists previsíveis e outros mais inesperados, tudo baseado no choque entre a confiança e traição. Estes twists deixam qualquer jogador a sentir que está a perder o controlo, aumentando a ansiedade para com o rumo e possível desfecho da história.

Esta expansão, à semelhança da história base, permite-nos estar na pele de outras personagens e até definir o rumo final da história.

O preço base da expansão pode ser uma entrave para alguns, pois está fixado em 39,99€. Por mais 10€ conseguem ter acesso à expansão com o bónus Kombat Pack, que traz mais seis personagens jogáveis (Shang Tsung, Nightwolf, Terminator T-800, Sindel, The Joker e Spawn), seis packs de skins e sete skins exclusivas.

No meu ponto de vista, se gostam do jogo, vale a pena o investimento na extensão com o Kombat Pack. Não apenas pela história extra (que está muito bem conseguida), mas por todas as novas personagens à vossa mercê. Ao longo destes últimos dias, tenho jogado bastante com amigos e, curiosamente, as personagens mais escolhidas fazem parte do leque de lutadores presente neste pacote de Mortal Kombat 11.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch
Este jogo (PlayStation 4) foi cedido para análise pela Upload Distribution.

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