Análise – Hades (PlayStation 5)

Um ano depois, Hades continua a ser um jogo incontornável.

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Estamos quase a celebrar o primeiro aniversário de Hades. Depois do lançamento no PC e Nintendo Switch, após uma estreia em early access, o título da Supergiant Games transformou-se num fenómeno. Os prémios não demoraram a chegar, tal como a aclamação por parte da crítica e do público que viram em Hades uma experiência única, onde a dificuldade e a ação frenética do género roguelike casou de forma exímia com o foco na narrativa e nas personagens da produtora norte americana. Na minha análise, declarei-me como fã de Hades, totalmente rendido ao seu mundo e ao seu design narrativo. E um ano depois, aqui estou eu, agora na PS5 – com o jogo também disponível na PS4, Xbox One e Xbox Series X|S –, para dizer exatamente o mesmo: Hades é um dos melhores jogos dos últimos cinco anos.

Não há muito mais a dizer sobre um jogo que se tornou maior e mais popular do que qualquer outro título no catálogo da Supergiant Games. A sua popularidade é tão rica que levou jogadores a arriscarem pela primeira vez na estrutura repetitiva e assente na derrota dos roguelikes, mudando mentes e vontades para se tornar num título que foi jogado durante dezenas e centenas de horas por jogadores por todo o mundo. O seu segredo está na narrativa e na sua estrutura, com Hades a apresentar constantemente novas linhas de diálogo e pontos narrativos sempre que voltamos ao início da partida, eliminando eficazmente a repetição e falta de progressão que muitos títulos do género não conseguem colmatar, mas Hades conseguiu e foi assim que se tornou num dos títulos mais recomendados de 2020 e 2021.

Claro que Hades não vive apenas da sua narrativa. Seria péssimo para um roguelike se a jogabilidade não acompanhasse a ambição do seu guião e a Supergiant Games sabia-o, entregando de bandeja um conjunto equilibrado de mecânicas que é enaltecido pela movimentação fluída e rápida de Zagreus, pela seleção de armas variadas – todas elas com as suas vantagens e desvantagens –, habilidades passivas e ativas, a escolha momentânea de poderes e ofertas dos deuses do Olimpo e o design desafiante dos níveis aleatórios que combinam arenas de combate com armadilhas e outros perigos ambientais. É um conjunto harmonioso de elementos que criam um ritmo consistente e viciante que nos agarra do princípio ao fim. É muito difícil terminarmos uma tentativa de fuga sem tentarmos uma vez mais chegarmos a Hades e escaparmos finalmente do Submundo.

Um ano depois, o meu amor por Hades mantém-se vivo e forte. Apesar de Dead Cells continuar a ser o meu roguelike favorito, Hades é um colosso do género e uma inspiração a nível mundial para todos os jogadores e designers de videojogos. A sua aposta na narrativa é ambiciosa e até assustadora, e aqui falo enquanto guionista, mas será uma influência dentro e fora do género. Com o lançamento nas consolas PlayStation e Xbox, contando com algum suporte para o DualSense – mas nada capaz de mudar de forma notória a experiência do jogo –, já não existem desculpas: joguem Hades.

Nota: Excelente - Recomendado

Disponível para: PC, Xbox One, Xbox Series X|S,
PlayStation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela BestVision PR

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