Análise – Dariusburst: Another Chronicle EX+ (PlayStation 4)

A série Darius regressa com uma reedição que traz consigo novos níveis, naves e inimigos.

- Publicidade -

Dariusburst: Another Chronicle EX+ é um assalto aos sentidos e não o digo de ânimo leve. A conversão para consolas é uma das experiências mais desgastantes e desnecessariamente complexas que tive este ano, onde uma partida equivale a uma corrida de quilómetros, com os seus efeitos visuais e padrões de inimigos, balas e detritos a criarem uma cacofonia de sons e luzes que tornam a compreensão espacial quase impossível. E sabem que mais? É muito divertido.

Não é a primeira vez que me deparo com a série Darius. O meu primeiro contacto aconteceu com G-Darius, ainda na PlayStation, e no ano passado tive o prazer de analisar as duas coleções que reúnem alguns dos maiores clássicos da franquia de ação espacial. Sinto que ainda não domino este mundo de robôs e peixes mutantes, talvez pela sua estranheza e pela forma como aposta em padrões complexos e batalhas gigantescas contra naves intimidantes, e Dariusburst: Another Chronicle EX+ não ajudou. Antes pelo contrário, este jogo arcade é ainda mais intimidante e assustador do que os outros exemplos que mencionei, apostando em partidas até quatro jogadores, uma mão cheia de modos e uma experiência em widescreen que me deixou cansado, mas igualmente satisfeito.

Em comparação aos outros jogos, Dariusburst: Another Chronicle EX+ não muda necessariamente a fórmula, mas expande-a a um exagero do qual não fui sempre fã. A aposta continua na evolução da nave, através da captura de esferas coloridas – que melhoram o poder de ataque, de defesa e velocidade -, e na utilização de vários modelos diferentes, retirados da lista extensa de jogos da série, enquanto navegamos por níveis equilibrados em termos de longevidade, mas totalmente caóticos no número de inimigos em ecrã. Como se trata de uma experiência cooperativa, Dariusburst: Another Chronicle EX+ eleva a fasquia e a dificuldade a um patamar que irá enervar os menos pacientes, como eu, mas será, certamente, uma delícia para quem jogar com amigos. Mas preparem-se para verem o ecrã ficar repleto de inimigos em meros segundos e sem terem tempo de ripostar – é um jogo feito para repetirem várias vezes enquanto decoram os padrões dos inimigos.

Com quatro modos à escolha, a longevidade não é um problema para este novo Darius. Desde o modo Original, que está dividido em três dificuldades – mantendo a escolha de fases já tão clássica e tradicional da série –, até ao modo Chronicle, onde nos lançamos em missões com objetivos específicos – como jogarmos com quatro jogadores ou terminarmos uma partida só com um “continue” –, existem distrações suficientes para manterem os fãs ocupados. Se não estiverem familiarizados com a série, no entanto, esta longevidade será reduzida a menos de metade. Isto porque os modos, à semelhança de um Musou, não variam muito na jogabilidade e colocam sempre os jogadores nos mesmos níveis a lutarem contra os mesmos bosses, alterando apenas o objetivo de cada missão. O cansaço instala-se rapidamente quando temos uma experiência tão exigente, cansativa e desgastante a nível de padrões, cores, luzes e efeitos, onde perdemos facilmente a noção do espaço, do tempo e da nossa vida em geral.

Não sei quantas horas passei com Dariusburst: Another Chronicle EX+, se passaram dias ou semanas desde que o instalei na minha PlayStation 5 (onde o jogo graças à retrocompatibilidade da consola), mas sinto-me satisfeito por o ter conhecido. A série Darius é peculiar, mas há algo de viciante no seu loop de jogabilidade e a presença de várias naves e novos modos dá-lhe uma maior longevidade para quem procura uma experiência deste género. A confusão é indescritível, mas quando faz “click”, o jogo torna-se como uma dança e esse é o maior elogio que lhe posso fazer. Outro elogio vai para a banda sonora efervescente, que injeta uma alegria e vivacidade aos níveis que seria impossível de outra forma. Aproximem-se com cautela se não forem fãs da série, mas aproximem-se à mesma.

Nota: Bom

Disponível para: PlayStation 4 e Nintendo Switch
Jogado na PlayStation 5 (via retrocompatibilidade)
Cópia para análise cedida pela PR Hound.

- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Parceiros

Relacionados

Análises de videojogos: Adeus Notas

Porque opiniões são mais do que notas e números.

Análise – Arboria (PC)

Um roguelike com algum potencial que é prejudicado por um combate pouco entusiasmante e uma mão cheia de bugs irritantes.

Análise – WRC 10 (PlayStation 5)

O jogo mais popular do mundial de rali está de regresso, desta vez montado com régua e esquadro já adaptado de raiz para as consolas de nova geração.

Análise – Aliens: Fireteam Elite (PlayStation 5)

O lançamento de Aliens: Fireteam Elite só veio confirmar o que já suspeitava após ver os gameplays: mais facilmente o jogo tira proveito do franchise para o sucesso comercial, do que o franchise tira do jogo.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

Os diplomas e certificado escolares vão passar a registar as atividades, iniciativas e projetos dos alunos

Desta forma, cada estudante verá reconhecido o seu percurso escolar em todas as dimensões.

60.000 jovens vão poder fazer um Interrail gratuito já em 2022

Poderão viajar por um período máximo de 30 dias.