A nova USF de Alpiarça entrou em funcionamento no final de junho, nas instalações construídas de raiz junto à Zona da Feira.
Alpiarça ganhou uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF), em funcionamento desde 29 de junho nas novas instalações construídas de raiz na Rua José Rodrigues Domingos, junto à Zona da Feira. O novo equipamento passa a concentrar toda a atividade assistencial da unidade num espaço mais amplo, com melhores acessibilidades e condições de funcionamento.
O edifício foi concebido num único piso e ocupa uma área total de 925 m2, dos quais 767,47 m2 correspondem a área útil. A intervenção incluiu ainda 8.387 m2 de arranjos exteriores contíguos ao imóvel, bem como melhorias nos acessos e na organização do espaço envolvente
As novas instalações dispõem de quatro gabinetes médicos, quatro gabinetes de enfermagem, dois gabinetes polivalentes, um gabinete para a Técnica de Saúde Ambiental e duas salas de tratamento. A unidade integra também uma sala de planeamento familiar, uma sala de isolamento e uma sala de preparação para o parto, com condições para atividades relacionadas com parentalidade, movimento e fisioterapia. Na área administrativa, o edifício conta com três postos de trabalho, zona de back office e espaços de apoio aos profissionais.
Todas as valências previstas entram em funcionamento com a abertura da unidade, com exceção da área de Saúde Oral, cuja disponibilização será feita de forma gradual. Está prevista a integração de cuidados prestados por higienista oral e médico dentista. A USF de Alpiarça mantém igualmente as respostas já existentes na vertente de cuidados de saúde gerais e familiares, tanto em medicina como em enfermagem, bem como as atividades no âmbito da Saúde Pública.
No mesmo edifício continuam a funcionar as respostas da Unidade de Cuidados na Comunidade, mantendo-se a articulação com a Unidade Local de Saúde da Lezíria. A unidade tem atualmente 6.782 utentes inscritos e, segundo a informação disponível, não existe uma lista de espera significativa de utentes sem médico de família atribuído. As novas instalações permitem ainda reforçar a capacidade de resposta e criam margem para a eventual integração de mais um médico e de mais um enfermeiro, caso venha a ser necessário.
O novo espaço foi pensado para melhorar as condições de acesso e de circulação. O edifício tem acessos pedonais e automóveis, estacionamento na envolvente, lugares reservados a pessoas com mobilidade reduzida e uma zona destinada à paragem de ambulâncias, transporte de doentes e tomada e largada de utentes. Inclui rampas de acesso, instalações sanitárias adaptadas e circuitos internos acessíveis, sem necessidade de elevador.
Também foram melhoradas as salas de espera, as áreas de atendimento, a climatização, a privacidade dos utentes e a organização interna dos circuitos. As zonas de espera foram distribuídas por diferentes perfis de utilizadores, incluindo crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Em paralelo, o Município de Alpiarça está a preparar uma solução de mobilidade interna, através de um circuito de transporte que deverá ligar vários pontos do concelho, incluindo a nova USF.
O terreno onde foi implantado o edifício já era propriedade municipal. No âmbito da intervenção, foram realizados arranjos exteriores com iluminação pública e repavimentações pontuais no arruamento onde se localiza a unidade. Está ainda em desenvolvimento o projeto de execução para a repavimentação das principais vias de acesso à USF de Alpiarça.
Até 31 de agosto de 2026, a unidade funciona entre as 08h30 e as 17h30. A partir de 1 de setembro, o horário passa para as 08h às 18h.
O valor final da empreitada, iniciada em agosto de 2024, foi de 2.391.678,55€, sem IVA, e contou com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, no montante de 1.726.327,27€. Os arranjos exteriores foram financiados pelo programa Acelerar 2030, com uma comparticipação de 380.235,38€.
Com a transferência da atividade para o novo edifício, o antigo Centro de Saúde, no Largo 1.º de Maio, deixa de ter atividade assistencial. Não está prevista qualquer utilização transitória para prestação de cuidados de saúde naquele espaço. O destino futuro do imóvel será definido mais tarde pelas entidades competentes, estando em estudo hipóteses como a instalação da Universidade Sénior, de um Centro Intergeracional ou de outras valências municipais.
