KIN Martim Moniz renova carta inspirada no Ano Novo Chinês

- Publicidade -

O KIN Martim Moniz, em Lisboa, apresentou um menu que celebra o Ano do Cavalo de Fogo Yang, com novas propostas que cruzam tradição e modernidade da cozinha asiática.

Há algum tempo que não experimentávamos um restaurante de Joana e Pedro Neto Rebelo, casal com um percurso consolidado na restauração. A dupla iniciou o seu trabalho conjunto com a abertura do TOPO e expandiu a atividade com novos conceitos, entre os quais as Taquerias do Cais, Chiado e Avenidas, o Quiosque BIRRA, o restaurante italiano Tutto Passa, no Cais da Rocha Conde de Óbidos, e o Tráfico, nas Docas de Lisboa. Já o KIN Martim Moniz, localizado no sexto piso do Centro Comercial Martim Moniz, tem sido um dos principais focos do casal nos últimos anos. E foi precisamente este último que finalmente tivemos oportunidade de conhecer.

Antes do nome definitivo, surgia, em 2017, no Topo Martim Moniz, uma sala dedicada exclusivamente à cozinha asiática. Meses depois, já em 2018, e de cara lavada e com uma nova carta, surgia então o KIN Martim Moniz, que, desde então, se tem mostrado como uma espécie de “cantina” inspirada na gastronomia oriental, num projeto que, desde a sua essência, tem procurado recriar o conceito de asian kitchen.

A nossa visita ao KIN Martim Moniz deveu-se, tal como em tantos outros convites, a conhecer os novos pratos, uma vez que o restaurante assinalou o início do Ano Novo Chinês com uma nova carta que presta homenagem à gastronomia e cultura asiáticas. A celebração, que teve início a 17 de fevereiro, marca a entrada no Ano do Cavalo de Fogo Yang, símbolo associado ao movimento, à coragem e à transformação, tudo conceitos que serviram de inspiração para a criação do novo menu.

A carta, concebida para permanecer em vigor para além da efeméride, reflete o espírito vibrante do novo ciclo lunar e reforça a identidade do KIN Martim Moniz como espaço dedicado à partilha e à diversidade de sabores da Ásia. No entanto, começámos não pela comida, mas pelas bebidas. Neste caso o Oichi Misu, um cocktail composto por gin Beefeater, soju uva, licor de ameixa, maracujá, limão e hortelã. Apesar de agradável, muito devido ao maracujá – que pessoalmente adoro -, é uma opção demasiado cara (11€), tendo em conta que vem servido numa curta taça onde o cocktail desaparece após poucos goles. Há, ainda, outras novidades neste campo, como o Shirota Asian (vodka Absolut infusionada com chá verde, leite de coco, limão e clara de ovo), Arigato (sake, licor flor de sabugueiro, frutos vermelhos, líchia e limão) e o Tropical Umeshu (licor de ameixa, abacaxi, xarope de chá verde e água com gás). Já nos mocktails, há uma novidade, o Sunshine (laranja, toranja, yuzu, xarope de baunilha, hortelã e água com gás), uma opção não só refrescante, mas també cítrica e frutada.

Seguindo para a comida, o apetite começou a abrir com o inconfundível Edamame (Feijão de soja verde ao vapor com flor de sal), que é mesmo daquelas entradas viciantes, apesar de tão simples. Pouco depois, uma das novidades, neste caso as Chamuças vegetarianas, compostas por um mix de vegetais, tofu, soja e pasta de caril vermelho. É daquelas opções que os paladares menos treinados vão pensar que estão a comer carne, de tão boas que estavam. Também as Gyosas vegetarianas são novidades, compostas por mix de vegetais, kimchi e soja. Além da textura, é uma entrada que se destaca particularmente pelo uso de kimchi, que, para quem não sabe, é uma especialidae coreana à base de vegetais fermentados, como couve chinesa, repolho, acelga, espinagres, rabanete ou pepino. Os temperos, esses, são imprescindíveis, e aqui estavam no ponto certo.

Provámos ainda os Baos de Pato, que, apesar de não serem novidade, souberam muito bem, principalmente após duas entradas vegetarianas. No caso, temos pão oriental – com a macieza ideal – com pato desfiado, molho teriyaki (na dose certa) e cebolo. Lembram-se daquele prato, o Pato à Pequim? Remeteu-me para esses anos, ainda que o molho deste prato chinês seja diferente. Ou seja, surge no Kin como uma adaptação prática e saborosa.

Pouco depois, outra novidade, e um dos pratos da noite, o Wanton. Composto por porco, camarão, caldo de frango, soja, chilli, bamboo, cogumelo shitake, tofu e sésamo, é daquelas opções que não só reconfortam o estômago, mas também a alma. É aquele tipo de pratos que só nos apetece comer quando estamos doentes e de cama, e o corpo pede apenas a clássica canjinha da avó. Aqui, felizmente, ninguém precisa de ficar doente – basta aparecer no Kin e devorar esta maravilha.

Outra novidade, por sinal também deliciosa? O Frango Popcorn. Tal como o nome indica, temos aqui bolinhas – daí o nome popcorn – de carne de perna de frango, marinadas em sweet chilli, ketchup e chilli. Apesar de não se ter ouvido o típico som da crocância – apesar de estar efetivamente crocante -, este Frango Popcorn era bem docinho, como se quer, equilibrando na perfeição com as notas de picante. E por falar em picante, o Kin apresenta uma escala de uma a três malagetas, em que cada prato tem o nível de picante definido. No entanto, e juntamente com outros colegas, chegámos à conclusão de que alguns pratos necessitam de ter esta escala revista, pois há imensa gente que não toleraria sequer o primeiro nível de picante…

Para terminar os pratos, provámos outra novidade que, à semelhança do Bao de Pato, não tinha qualquer nível de picante, o Sake no Teriyaki. No fundo, temos aqui salmão com molho teriyaki, soja, molho Hoisin, pak choy, courgette, ervilhas, arroz com leite de côco, folhas de gengibre e citronela, ou seja, uma proposta para quem aprecia combinações doces e salgadas. Neste caso, recomendo que recorram ao garfo e faca ao invés dos pauzinhos.

A finalizar em beleza, não provámos a Mousse de Chocolate Negro, mas sim o Tiramisù de Matcha, que até estava bem guloso. Por vezes, o Tiramisù chega a ser demasiado intenso devido ao cacau, mas neste caso, como se optou pelo chá de cor verde vibrante, é muito mais tolerável. E nada enjoativo!

No final, fica a certeza de que o Kin Martin Moniz é um dos pontos de encontro de eleição na capital para quem procura um olhar contemporâneo sobre a cozinha asiática num ambiente urbano. E aproveitem para visitar por estes dias, pois o TheFork está com 50% de desconto até 10 de abril. A partir daí, o desconto através dessa plataforma desce para os 30%.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados