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Yupido. Já se sabe o porquê daqueles 28 mil milhões de euros… ou pelo menos assim o querem dar a entender

A notícia começou por espalhar-se no Twitter e desde logo causou espanto. Depois veio a polémica. Afinal, como é que a Yupido, uma empresa criada em 2015, sem vendas registadas, podia ter um capital social de 28 mil milhões de euros, que, por sinal, é o maior de Portugal?

Todos ficaram atónitos, inclusive nós. Mas o jornal ECO revela agora que o valor estratosférico de ativos intangíveis deve- se ao facto da Yupido tratar-se de umaplataforma digital inovadora” de media.

Segundo documentos a que o ECO teve acesso, nomeadamente um relatório emitido pelo revisor oficial de contas, António Alves da Silva, 87 anos de idade, este ativo da empresa de consultadoria materializa-se numa plataforma de “armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media, destacando-se “pelos algoritmos que a constituem”.

O revisor António Alves da Silva, que assume a “responsabilidade” e a “razoabilidade” desde valor incompreensível, refere ainda no seu relatório que “a nova tecnologia que foi objeto da minha avaliação visa responder às crescentes necessidades do mercado relativas ao consumo de conteúdos de media, designadamente as decorrentes das exigências motivadas pelas novas formas e acesso aos conteúdos, seja pelos dispositivos móveis (smartphones, tablets e PC portáteis), ou outros dispositivos, designadamente fixos, que possam ser conectados à internet.”

Há ainda novos dados referentes aos acionistas da Yupido, neste caso Cláudia Alves, Torcato Silva e Filipe Besugo. Cláudia Alves com mais de 19,9 mil milhões de euros; Torcato Silva com mais de 8,3 mil milhões de euros e, finalmente, Filipe Besugo, com “apenas” 275,9 milhões de euros de capital em espécie.

Caso desconheças os trâmites legais, todos os aumentos de capital em espécie têm de ser avaliados por um revisor oficial de contas, estando este sempre obrigado a elaborar um relatório.

No entanto, António Alves da Silva vai ainda mais longe ao referir que “foi considerada uma taxa de penetração na quota de mercado”, querendo isto dizer que a tal plataforma “de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media” pode ascender a valores superiores aos 28 mil milhões de euros.

Chegando a este ponto, tudo nos leva a concluir que algo de muito estranho se passa com esta empresa. Afinal, como é possível uma empresa portuguesa criada em 2015 sem vendas registadas ou outros dados de registo ter um capital social que corresponde a mais de 15% da riqueza gerada em Portugal em 2016?

Este tema, que já se tornou viral, continua a fazer correr tinta nos meios de comunicação social, inclusive nas próprias redes sociais. Há vários comentários a respeito desta matéria, como por exemplo alguém que diz que “o revisor de contas responsável pela avaliação da empresa tem 400 mil euros de ajustes diretos do Estado”. Não estamos a sugerir nada, mas há algo que não bate certo nesta história.

Estamos a falar de valores mais altos que o PIB da Estónia, só para dar um exemplo em concreto. Será um esquema de lavagem de dinheiro? Mais detalhes deverão surgir brevemente.

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