AML defende avaliação urgente do Volta envolvendo Governo, municípios e operadores económicos para criar solução que não comprometa sustentabilidade territorial e operacional.
Os 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) assumiram uma posição unânime quanto à necessidade de uma revisão urgente do sistema Volta (Sistema de Depósito e Reembolso), considerando que o modelo atualmente em vigor não está a funcionar conforme o esperado e está a gerar impactos sociais e ambientais negativos no território metropolitano.
Durante a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada esta quinta-feira na sede da AML, as autarquias destacaram que, apesar de reconhecerem a importância dos objetivos ambientais do Volta, os primeiros meses de implementação evidenciaram problemas que não podem ser ignorados. Entre as questões apontadas estão a limpeza e salubridade urbana, os efeitos sociais, a conservação dos equipamentos municipais, a cobertura territorial insuficiente da rede de devolução, a experiência dos consumidores e os encargos operacionais suportados pelos municípios.
Segundo a posição defendida pelos autarcas da AML, o sucesso do Sistema Volta não pode ser medido exclusivamente pelo número de embalagens devolvidas ou pelas taxas de recolha e reciclagem. Deve, igualmente, ser avaliado pela sua capacidade de produzir benefícios ambientais efetivos sem comprometer a sustentabilidade económica, operacional e territorial dos sistemas existentes.
A AML e os seus municípios entendem, por isso, que é necessária uma avaliação urgente do modelo de funcionamento do Volta, envolvendo o Governo, os municípios, as entidades responsáveis pela gestão do sistema, os operadores económicos e os representantes dos consumidores, que defenda os interesses dos cidadãos, das empresas e dos territórios junto das instâncias europeias.
Os 18 municípios da AML estão disponíveis para participar ativamente neste processo e para contribuir, a partir da sua experiência no terreno, para uma solução que funcione melhor para todos e que, paralelamente, não origine novos desafios de higiene urbana e de gestão do espaço público e que não exponencie problemas de natureza económica e social.
