Ligações fluviais da TTSL vão ter mais carreiras e horários alargados, sobretudo em Cacilhas e nas manhãs do Barreiro.
A Transtejo Soflusa (TTSL) vai reforçar e ajustar os horários dos transportes fluviais nas ligações entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro a partir de 8 de junho, com alterações que incidem sobretudo no alargamento da oferta e na adaptação às necessidades dos passageiros.
Na ligação fluvial entre Cacilhas e o Cais do Sodré, uma das mais utilizadas na Área Metropolitana de Lisboa, os horários vão ser alargados nos dias úteis. O primeiro barco passa a sair às 05h, antecipando o início da operação em 20 minutos face ao horário atual, enquanto a última ligação do dia é prolongada até às 02h30, mais 50 minutos do que atualmente. Esta alteração traduz-se num aumento do período diário de funcionamento desta carreira da Transtejo.
Aos fins de semana e feriados, a revisão dos horários na ligação de Cacilhas resulta no acréscimo de quatro ligações diárias, reforçando a oferta num período em que a procura tem vindo a crescer, incluindo por parte de utilizadores ocasionais e turismo.
Já na ligação fluvial do Barreiro ao Cais do Sodré, as alterações concentram-se nas primeiras horas da manhã. A TTSL introduz ajustamentos nos horários e acrescenta duas novas carreiras diárias, com o objetivo de melhorar a resposta à procura no início do dia, particularmente em períodos de maior afluência. Para já, não estão previstas mudanças nos horários desta ligação aos fins de semana e feriados.
Segundo a empresa, estas alterações nos horários dos barcos inserem-se numa estratégia de ajustamento da oferta de transporte fluvial na região de Lisboa, tendo em conta os padrões de utilização e a necessidade de tornar o serviço mais fiável e disponível ao longo do dia.
Dias antes deste anúncio, o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, defendeu a importância de um planeamento estruturado para a mobilidade urbana, durante uma intervenção no ciclo de conferências Mobilidade Mais Talks, dedicado ao papel do transporte público nas cidades.
O responsável sublinhou que a mobilidade nas cidades deve assentar em regras claras e em objetivos definidos a curto, médio e longo prazo, de forma a garantir maior eficiência e melhor resposta às necessidades das populações. Defendeu ainda uma maior integração entre diferentes modos de transporte público, considerando que essa articulação é determinante para melhorar a experiência dos utilizadores.
Entre os fatores destacados, Rui Rei apontou o estacionamento como um elemento central nas políticas de mobilidade urbana, referindo que este continua a ser um recurso valorizado pelos cidadãos e uma base relevante na organização dos sistemas de transporte.
O presidente da TTSL abordou também o impacto do turismo na mobilidade em Lisboa, defendendo uma maior participação deste setor no financiamento do transporte público. Em zonas com elevada pressão turística, como Cacilhas e o Cais do Sodré, considera necessário desenvolver mecanismos que permitam canalizar parte dessa procura para suportar os custos operacionais, uma abordagem que a empresa diz estar a estudar.
Relativamente ao papel do transporte fluvial no Tejo, Rui Rei destacou a sua importância na rede de mobilidade da cidade de Lisboa, sobretudo enquanto não existirem alternativas equivalentes com a mesma capacidade de resposta. Apontou ainda a vantagem competitiva deste modo de transporte, nomeadamente pela ausência de congestionamento rodoviário, embora tenha sublinhado a necessidade de garantir níveis consistentes de frequência, conforto e previsibilidade no serviço.
