Depois da Lufthansa cancelar 20.000 voos de curta distância, a Transavia cancelou cerca de 50 voos para maio e junho.
A Transavia revelou que já cancelou aproximadamente 50 voos previstos para maio e junho. De acordo com Julien Mallard, diretor‑geral adjunto comercial da Transavia França, esta é uma situação “dinâmica”, que exige uma gestão diária devido à elevada incerteza no preço do jet fuel. O responsável sublinha que o impacto da guerra no Médio Oriente tem pressionado muito os custos operacionais, obrigando a companhia a ajustar a oferta. A integração no grupo Air France–KLM tem ajudado a mitigar parte das dificuldades, mas a empresa admite que novos cancelamentos poderão ocorrer caso a situação se agrave.
Quase ao mesmo tempo, o grupo Lufthansa anunciou uma medida muito mais ampla: o cancelamento de 20.000 voos de curta distância até outubro, representando cerca de 1% da capacidade total prevista para o verão. O objetivo é reduzir o consumo de combustível numa altura em que o preço do querosene duplicou desde o início da guerra no Irão, a 28 de fevereiro. A poupança estimada ronda as 40.000 toneladas de querosene.
Os cortes da Lufthansa afetam sobretudo voos não rentáveis e incidem nos hubs de Frankfurt e Munique, embora todo o grupo esteja envolvido no esforço de redução. Algumas rotas, como Frankfurt–Bydgoszcz, Frankfurt–Rzeszów e Frankfurt–Stavanger, foram temporariamente suspensas, e cerca de 120 voos diários já estão a ser cancelados até ao final de maio.
Tanto a Transavia como a Lufthansa afirmam que continuarão a monitorizar a situação e poderão ajustar novamente as suas operações caso o mercado de combustíveis permaneça instável.
