Todas as escadas mecânicas da estação de metro da Baixa-Chiado já estão a funcionar

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Assim como a plataforma de transporte de cadeiras de rodas e todos os elevadores.

O início desta semana ficou marcado por um tweet que, de alguma forma, se tornou viral. O tweet mostra dois idosos a subir um dos lances de escadas da estação do metro da Baixa-Chiado. Tratando-se de idosos, que se cansam, naturalmente, mais depressa que os mais jovens, não tendo já tanta resistência corporal, seria de esperar que pudessem utilizar as escadas rolantes. Mas não foi o caso. E infelizmente, esta não é uma situação isolada, até porque é bastante raro todas as escalas rolantes da Estação Baixa-Chiado estarem a funcionar. “O retrato perfeito de um país estagnado. Deprimente”, termina o autor do tweet.

Após a divulgação deste tweet, vários foram os órgãos de comunicação social que pegaram no tema, o que veio fazer com que o Metropolitano de Lisboa viesse a público referir que, até ao final deste mês de outubro, todos os equipamentos da estação Baixo-Chiado estariam a funcionar. Ora, e de acordo com a empresa, os problemas já foram resolvidos.

Em comunicado, a empresa adiantou que, desde esta sexta-feira, estão a funcionar “todas as 12 escadas mecânicas da estação de metro da Baixa-Chiado, assim como a plataforma de transporte de cadeiras de rodas”, e todos os elevadores estão igualmente operacionais. Porém, esta não é a solução definitiva para estes constrangimentos.

“Esta é a uma solução provisória até à substituição integral das restantes 7 escadas, que se prevê esteja concluída no primeiro trimestre de 2024”, diz o Metropolitano de Lisboa no seu site oficial, referindo-se também às cinco escadas mecânicas que já foram substituídas por novos equipamentos.

De momento, encontra-se a decorrer um concurso público da empreitada de modernização de três lances de escadas mecânicas e a substituição integral de mais quatro lances, sendo que o prazo para apresentação de propostas termina no final deste mês.

Já em 2023, será lançado o concurso para a substituição dos elevadores.

Tempo de serviço e elevado movimento de clientes são algumas das razões para as avarias das escadas rolantes

Na sua página na Internet, o Metropolitano de Lisboa aponta cinco motivos para justificar as avarias registadas nas escadas rolantes da estação Baixa-Chiado:

  1. situações de desgaste acumulado pelo tempo de serviço, não incluídas no âmbito dos contratos de manutenção e que exigem a consulta ao mercado para contratação da referida reparação (processos normalmente morosos);
  2. Estação de elevado movimento de clientes. Acresce a sobreutilização dessa estação, estimando-se que 30 a 50% da utilização se deva a atravessamentos de uma zona da cidade para outra (já que se tratam de acessos em zona não paga) por pessoas que não são clientes Metro;
  3. antiguidade de alguns dos equipamentos que, estando descontinuados, apresentam dificuldades acrescidas na aquisição de peças de reparação;
  4. dificuldades no cumprimento dos prazos de entrega de material para reparação dificultados quer no período da pandemia quer com o surgimento da guerra na Ucrânia;
  5. atos de vandalismo que provocam um anormal fluxo de avarias.

O Metropolitano de Lisboa destaca ainda a implementação, atualmente em curso, do plano da Acessibilidade e Segurança para Passageiros Idosos, Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, que prevê a instalação, modernização e/ou substituição de equipamentos mecânicos na rede. Trata-se de um projeto que prevê que em 2025 o Metro de Lisboa disponha de 52 estações com acessibilidade plena.

Atualmente, das 56 estações de Metro existentes, 43 estações dispõem de acessibilidade plena (situação que garante o acesso a pessoas com mobilidade reduzida) o que corresponde a cerca de 77% da totalidade das estações da rede.

No âmbito das intervenções de beneficiação de acessibilidades e modernização de equipamentos mecânicos, o Metro de Lisboa já realizou um investimento de cerca de 5,12 milhões de euros.

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