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Super Bock em Stock 2019 (dia 2) – A melancolia dos Ghostly Kisses e a festa de Josh Rouse

Depois de um primeiro dia em que teve Michael Kinawuka como estrela maior, a segunda e última noite do Super Bock em Stock 2019 prometia, no geral, uma maior variedade de concertos de artistas estrangeiros.

Depois da quase impossível tarefa de estacionar o carro na Avenida da Liberdade (não deixem o carro num parque de hotel, por favor), o que nos fez perder o concerto de Marissa Nadler e de Ady Suleiman, resolvemos apostar não em Curtis Harding, mas numa banda que nos convenceu à primeira audição: Ghostly Kisses.

A sala 2 do Cinema São Jorge engana bastante no que à mancha de público diz respeito. Lá dentro, há muita gente que prefere ficar a assistir ao concerto cá atrás, antes de uma espécie de grade, o que permite que exista bastante espaço ao pé do palco. Apesar deste detalhe enganador, os Ghostly Kisses acabaram por contar com bastante público a assistir ao seu, de uma banda que, apesar do seu estilo chillwave, faz à primeira instância lembrar os londrinos London Grammar.

A assinatura Ghostly Kisses vem de um poema do escritor William Faulkner, sendo a banda o projeto musical da cantautora canadiana Margaux Sauvé. A sua voz ora doce, ora angelica (e que voz, caramba!) deixou os presentes mais do que embalados, conseguindo vários gritos de excitação e de aprovação por parte de um público que a acompanhava com atenção. Numa mescla de bateria, sintetizadores, violino e piano, temas como “Empty Note”, “Touch” ou até um cover de “Halo”, de Beyoncé, deixaram-nos a sonhar por um concerto em nome próprio.

Bonitos, elegantes e hipnotizantes, os Ghostly Kisses conquistaram uns quantos fãs novos em Portugal.

Como o concerto dos canadianos esticou-se além da hora prevista, e dado que ficámos até ao fim, já não conseguimos entrar em Orville Peck. Demorámos ainda a chegar à sala e, após uma fila interminável, percebemos que era extremamente difícil ficar lá dentro. Um colega disse-nos que, apesar do concerto incrível deste “cowboy mascarado”, sentia-se um calor insuportável na Sala EDP (Casa do Alentejo). Foi pena, mas subimos novamente a avenida em direção ao Teatro Tivoli BBVA, onde iríamos assistir a um concertão de Josh Rouse.

Apesar de estar a concorrer diretamente com Slow J – também ele terá dado um belíssimo concerto no Coliseu, dizem -, Rouse acabou por, aos poucos, contar com casa cheia, especialmente graças a fãs mais velhos, mesmo à espera de ouvir os hits de uma carreira com mais de 20 anos.

Apesar de, no termino das canções, Josh Rouse aproveitar para dar alguma converseta ao público enquanto afinava a guitarra – algo que aconteceu demasiadas vezes, retirando algum do êxtase da malta que assistia ao espetáculo – o músico americano acabou por deixar que as canções falassem por si, e acabou por ganhar o concerto a certa altura quando tocou os maiores singles. “Deixem-me só afinar a guitarra que os hits começam já a chegar”.

Aliás, Josh Rouse pode dever muito do sucesso do concerto a um fã que, na fila da frente, e sem rodeios, foi o primeiro a levantar-se na plateia e a dançar como se não houvesse amanhã. Aí, o resto do público seguiu-lhe o rasto, com boa parte de sala de pé e a vibrar com os êxitos folk e alt-country do artista.

E é com esta aderência do público que se fica a perceber que os concertos vivem muito da energia existente. Aquele até poderia ter sido somente mais um espetáculo de festival, mas Rouse acabou por, quase ao acaso, ganhar a noite. E até tocou mais um tema que o inicialmente previsto, porque o público estava a ser “incrível”. Foi bonito.

Ficámos até ao fim, mas notámos que, à medida que se aproximava das 23h45, bastantes pessoas levantaram o rabo das cadeiras e seguiram viagem. Afinal, havia três concertos a começar a essa hora: Col3trane no Capitólio, Viagra Boys na Estação Ferroviária do Rossio e Balthazar no Cinema São Jorge.

Decisões à parte, optámos pelo rock belga dos Balthazar. Formados em 2004, já contam com uma carreira de 15 anos, pelo que vieram a este Super Bock em Stock 2019 apresentar o mais recente Fever, disco editado este ano, e no qual conseguiram reinventar-se para além do seu já conhecido electro-pop e rasgos punk. Um bom concerto, com casa bem composta (a fila era gigantesca assim que nos aproximámos do São Jorge).

Para os mais resistentes, havia ainda Haute, a fechar o festival no Coliseu dos Recreios.

Apesar de, este ano, ter contado com nomes menos sonantes que em anos passados, o Super Bock em Stock é, acima de tudo, um festival de descobertas. Para o ano há novo encontro marcado: a 20 e 21 de novembro de 2020 a Avenida da Liberdade volta a mexer.

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