Starfield 2 pode ficar perdido no espaço por falta de sucesso do primeiro jogo

- Publicidade -

Um antigo responsável pelos sistemas de Starfield tem dúvidas quanto a um Starfield 2, mas acredita que a sequela poderia concretizar melhor a visão original de Todd Howard.

Starfield pode ficar sem uma sequela, pelo menos na opinião de Kurt Kuhlmann, antigo responsável pelo design dos sistemas do RPG da Bethesda Game Studios, que considera que o primeiro jogo ficou longe do sucesso necessário para justificar um Starfield 2. Em entrevista à FRVR, o produtor, que deixou o estúdio depois do lançamento de Starfield, lamenta essa possibilidade porque até acredita que uma nova tentativa com um novo jogo poderia aproximar-se mais daquilo que Todd Howard, o diretor criativo, tinha imaginado para o seu RPG espacial.

“Ficaria muito surpreendido [se houvesse uma sequela]. Não acho que Starfield tenha tido, nem de perto, sucesso suficiente para justificar um Starfield 2”, afirmou Kuhlmann, numa reflexão pessoal sobre o futuro da série. “De certa forma, é uma pena, porque acho que, com as lições aprendidas em Starfield, um Starfield 2 poderia ter ficado muito mais próximo do jogo que Todd tinha em mente. Conseguimos visualizar esse jogo, conseguimos imaginar esse jogo. Não é bem isso que Starfield é.”

Para Kuhlmann, a ambição de oferecer liberdade para explorar planetas, acompanhar uma história com várias personagens, personalizar naves e construir bases acabou por deixar sistemas pouco ligados entre si. E a construção de bases é precisamente um dos exemplos possivelmente excessivos, ao permitir aos jogadores instalarem-se em diferentes planetas, mas sem que esse trabalho tenha grande ligação à história ou às missões. “Enquanto sistema independente, é interessante, mas está longe de estar tão integrado com o resto do jogo”, explicou.

Sistemas a mais, foco dividido.

Em Fallout 4, as construções de bases tinham uma ligação mais temática à aventura, mas essa integração também criou dificuldades que levaram a Bethesda a deixar a componente narrativa das bases de Starfield mais de lado. As bases continuam associadas a mecânicas de acumulação de recursos e de crafting objetos, mas Kuhlmann questiona esse trabalho dedicado a um sistema com tão pouca presença na história. “Isso levanta a questão de saber porque continua no jogo. Foi uma decisão tomada acima de mim, não foi minha. Podemos dizer que, se não o vamos integrar na história, então não devíamos incluí-lo, porque acaba por ser um sistema à parte que exige uma quantidade enorme de trabalho.” E estes são até reflexões bastante interessantes que afetaram a minha experiência inicial com o jogo e, até com as mais recentes atualizações, onde a existência de mecânicas de jogo mais apelativas à retenção do nosso tempo do que à narrativa e à aventura, acabaram por tornar a minha revisitação de Starfield tão aborrecida, como intimidante.

A dimensão da equipa do jogo original também ficou aquém das necessidades do projeto, de acordo com o antigo produtor. “Mesmo com a dimensão da equipa que tínhamos em Starfield, não era suficiente para criar a quantidade de conteúdos que a grande ideia do jogo realmente exigia”, afirmou, explicando que os designers tinham de esperar que os novos sistemas funcionassem para começarem a criar conteúdos, ficando com menos tempo para os trabalhar à medida que o desenvolvimento avançava.

Entretanto Bethesda continua a preparar atualizações e conteúdos adicionais para Starfield, ainda por conhecer, enquanto já trabalha ativamente em The Elder Scrolls VI.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados