Sines: um epicentro da economia de dados e um grande eixo do hidrogénio verde

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Quando o futuro campus entrar em operação, Portugal passa a ser o segundo país da Europa com a maior capacidade de data centers a nível europeu.

O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou esta semana que Sines tem “condições únicas para ser o epicentro” da economia de dados.

O Ministro falava durante uma visita ao local onde está a ser construído o projeto Sines 4.0, um dos maiores campus de data centers da Europa, da empresa Start Campus, que representa um investimento de 3,5 mil milhões de euros.

Pedro Nuno Santos disse que, com este investimento, é possível perceber que Portugal – apesar de ser um país “periférico no quadro europeu” – pode ter “uma grande centralidade na ligação de outros continentes com a Europa» no que respeita à economia de dados”.

O Ministro referiu ainda que, em conjunto com as empresas e o Município de Sines, está a ser feito “um trabalho para tentar encontrar as melhores soluções” que permitam fixar mão-de-obra na região. “Está já a haver um trabalho para tentarmos encontrar as melhores soluções para criarmos boas condições para que as pessoas queiram vir para aqui. Vir trabalhar, ter aqui as suas famílias e podermos ter aqui nova vida com condições”, frisou.

Para Pedro Nuno Santos é também fundamental o investimento ferroviário e rodoviário, tanto para transporte de mercadorias como de passageiros. “Terá condições para transporte de passageiros? Claro. Se estivermos a falar de uma região que vai receber milhares de novos cidadãos e de movimento, obviamente, que isso pode criar as condições para tornar viável uma operação de passageiros e esse é um trabalho que tem de ser feito com o operador ferroviário português, a CP”, afirmou.

O projeto Sines 4.0 terá uma capacidade total de 495 megawatts (MW) e vai criar entre 700 e 1200 postos de trabalho diretos, podendo chegar até 8000 postos de trabalho indiretos. Quando o futuro campus entrar em operação, Portugal passa a ser o segundo país da Europa com a maior capacidade de data centers a nível europeu.

Programar Sines para o pós-carvão

Por sua vez, e durante a assinatura da adenda ao acordo de gestão e exploração do património da zona de Sines, que se realizou em Lisboa, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, disse que o governo está a “programar Sines para o pós-carvão”, isto é, “para a construção de um grande eixo do hidrogénio verde”.

Na sequência da adenda ao acordo assinada, a AICEP Global Parques vai passar a fazer e gestão e exploração dos terrenos públicos da zona de Sines, detidos pelo IAPMEI.

Esta gestão abrange os terrenos do Estado e destina-se à instalação de projetos de interesse estratégico para a economia, uma vez que os projetos para a transição energética e digital, bem como os de fornecimento de eletricidade renovável, já excedem a Zona Industrial e Logística de Sines.

“Portugal é uma economia aberta e europeia e no hub de Sines encontramos isso: uma porta de entrada e de saída para o mar, com uma concentração de projetos e propostas para o desafio da transição energética e digital”, disse ainda o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.

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