Samsung alerta para agravamento da escassez de memória RAM até 2027

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A crescente procura por memória RAM impulsionada pela IA e as limitações na produção criam um cenário de pressão prolongada no setor.

A Samsung voltou a alertar para a escassez de memória RAM e de armazenamento, que não só não dará tréguas, como deverá agravar‑se de forma significativa até 2027. De acordo com a empresa, a capacidade de produção global está longe de acompanhar o ritmo da procura, impulsionada sobretudo pelo crescimento explosivo da inteligência artificial.

A fabricante sul‑coreana afirma que a sua taxa de satisfação da procura atingiu mínimos históricos. A pressão é tal que alguns clientes já começaram a fazer encomendas antecipadas para 2027, numa tentativa de garantir futuros fornecimentos. Este comportamento, por si só, contribui para ampliar o desequilíbrio entre oferta e procura, criando um ciclo de tensão contínua no mercado. A empresa identifica a IA como o principal responsável desta crise, uma vez que a expansão de modelos generativos, centros de dados e aplicações de computação intensiva exige volumes de memória cada vez maiores. No entanto, a construção e expansão de fábricas de semicondutores é um processo lento e extremamente dispendioso, o que impede uma resposta rápida da indústria.

O grupo sublinha que não se trata de um problema temporário, mas de um desequilíbrio estrutural que poderá prolongar‑se até ao final da década. Vários analistas já tinham sugerido que os maiores fabricantes de memória poderiam não conseguir responder plenamente à procura antes de 2030, uma previsão agora reforçada pelas declarações da Samsung. Contudo, a pressão não se limita ao setor empresarial, uma vez que a divisão de smartphones da marca também está a sentir o impacto, o que poderá influenciar decisões de design e posicionamento de futuros modelos, numa tentativa de otimizar custos num contexto de componentes mais caros e escassos.

A situação pode agravar‑se ainda mais caso a Samsung não chegue a acordo com o sindicato que ameaça avançar com uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio. Uma paralisação desta dimensão teria impacto direto na produção e poderia intensificar as dificuldades de abastecimento já previstas. Com este cenário, a indústria prepara‑se para anos de forte pressão, onde a capacidade de adaptação e inovação poderá ditar quem consegue manter competitividade num mercado cada vez mais dependente de memória de alto desempenho.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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