Para além disso, espera-se um ligeiro ajuste face ao preço praticado este ano, o que significa que o bilhete mais barato deverá custar 94€ nessa edição do Rock in Rio Lisboa.
O Rock in Rio Lisboa vai regressar em 2028, com realização marcada para os dias 17, 18, 24 e 25 de junho, novamente no Parque Tejo, também designado Parque Papa Francisco. O anúncio foi feito pela organização durante a atual edição do festival, cuja 11.ª edição termina este domingo.
De acordo com a vice-presidente executiva do Rock in Rio, Roberta Medina, a edição de 2026 registou uma afluência total estimada em cerca de 330.000 pessoas ao longo de quatro dias. Dois desses dias, 20 e 21 de junho, atingiram a lotação máxima, com aproximadamente 100.000 espectadores em cada data, impulsionados pelos concertos de Katy Perry e Linkin Park, respetivamente. E sabendo-se que o dia 27 de junho foi o terceiro mais vendido, sobra o dia de hoje, domingo, 28 de junho, como o menos vendido dos quatro.
Aliás, chegou a existir uma campanha da Fever em que, na compra de um bilhete para 28 de junho, ofereciam outra. Ou seja, um “flop” de vendas, contrariamente aos dois primeiros. A prova de que, provavelmente, o público do Rock in Rio Lisboa não é propriamente “urbano”.
De resto, a organização destacou que esta edição corresponde à maior de sempre realizada em Lisboa. O recinto sofreu uma expansão de 25.000 m2 face à edição anterior, passando a comportar até 100.000 pessoas por dia, quando em 2024 a capacidade era de 80.000 A ampliação permitiu também um aumento de 40% nas infraestruturas sanitárias e de 30% nas áreas de restauração.
O público presente no Rock in Rio Lisboa foi maioritariamente nacional, embora tenham sido registados visitantes provenientes de 127 países. Entre os estrangeiros, destacaram-se nacionalidades como espanhola, francesa, brasileira, alemã, britânica e italiana. Ainda assim, a percentagem de público internacional fixou-se em cerca de 8%, valor que a organização considera reduzido. Nesse sentido, um dos objetivos para a edição de 2028 passa por aumentar a presença de visitantes estrangeiros, com impacto esperado nos setores da restauração, transportes e hotelaria da cidade.
A nível logístico, está prevista a possibilidade de criação de uma ligação fluvial dedicada ao festival na edição de 2028. Encontra-se também em estudo a implementação de uma carreira de elétrico entre o Cais do Sodré e o recinto, embora esta solução não deva estar operacional já nessa edição.
Relativamente ao preço dos bilhetes, Roberta Medina admitiu a possibilidade de ajustes face ao valor praticado em 2026, fixado em 89€, indicando, no entanto, que eventuais aumentos deverão ser pouco significativos.
Ora, em 2022, os bilhetes custaram 74€, naquela que foi a última edição no Parque da Bela Vista. Em 2024, com a passagem para o Parque Tejo, o preço subiu para os 84€. Já este ano, os preços fixaram-se nos 89€. Portanto, é bem provável que, em 2028, o preço suba para os 94€.
Foto: Graziela Costa
