O restaurante Clandestino levou-nos à Tailândia sem sair de Aveiro

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Até 18 de junho, o restaurante Clandestino está a promover a 2ª etapa da sua viagem gastronómica, cujo destino é a Tailândia, e os pratos disponíveis têm tanto de cativante como de inventivo.

O restaurante Clandestino, pertencente ao grupo Salpoente, surgiu como uma extensão à casa mãe, com o propósito de oferecer um conceito gastronómico mais simples e inovador, tendo como base o serviço de entrega/take away. Este segmento nasceu de uma necessidade de subsistência e adaptação para sobreviver em plena pandemia.

Mais impressionante do que o sucesso na simplificação da carta, adaptando-a ao modelo de serviço referido acima, é tê-lo feito mantendo todo o brio, inventividade, atenção ao detalhe e qualidade da casa mãe, o Salpoente. Esta foi a conclusão a que chegámos após aceitar o convite para fazer uma visita ao restaurante situado na porta número 3, da Rua Dr. Luís Brás Abreu, em Aveiro.

Para nossa felicidade, a visita ao Clandestino coincidiu com a 2ª paragem da rubrica “Clandtrips”, cujo destino é bastante cativante: a Tailândia. Nem pestanejámos na hora de decidir e carimbámos o nosso ClandPort com o selo gastronómico proveniente do sudeste asiático. A carta vem acompanhada de uma folha de cariz temporário, dedicada à oferta da ClandTrip em causa que, para além de listar todos os pratos disponíveis, esmiuça-os ao pormenor, de forma a quem não está familiarizado com os mesmos saiba exactamente o que está a pedir.

Dado que aqui não reina esquisitice, aventuramo-nos pela carta a dentro, começando pela Espetada de gafanhoto, que é oferta se optarem por pedir o menu de viagem completa. A escolha de ingredientes a intercalar com os gafanhotos presentes na espetada, bem como o molho tailandês de pimenta agridoce, criou uma sensação de simbiose que na nossa cabeça faz todo o sentido. Após provar esta deliciosa espetada, a conclusão é que esta aversão a insetos que existe na sociedade não passa de um construcionismo social e uma barreira mental.

Seguiram-se as entradas compostas Gaeng Daeng de Camarão e o Kuay Teow de Porco, que apesar de não se parecerem com os pratos que se dão pelo mesmo nome, conseguem captar a essência dos mesmos através de inspirações criativas provenientes da gastronomia asiática. Neste caso em concreto, tanto o Gaeng Daeng como o Kuay Teow surgem reinventados num formato de dumplings (Chineses). Brilha o leite de côco no molho envolvente do Gaeng Daeng e o caldo de soja e porco onde vêm mergulhados os dumplings do Kuay Teow.

Como pratos principais, podem optar entre Pad Thai e Pizza Bangkok. O Pad Thai era relativamente simples, mas fiel à realidade, tendo como ingrediente base noodles de arroz e pedaços de frango, acompanhados de cogumelos, amêndoa laminada e legumes, com caldo de soja a exponenciar o sabor do prato. A Pizza Bangkok intrigou-me bastante pelo misto de ingredientes, que nos deixou rendidos. A base da mesma é de creme fraiche de espinafres (em vez do molho de tomate), tendo como ingredientes barriga de porco curada em soja, pak choy, malagueta fresca e cajus picantes. Tudo isto é rematado por mozzarella fior di latte e raspas de lima, dando origem a uma pizza bastante balanceada no que toca a paladar.

Para sobremesa há o Mingau Doce de Côco, composto por uma escolha de ingredientes deveras interessante. A base é arroz Thai e côco, coberto de uma camada de canela, raspas de lima e malagueta moída, com pedaços de caju picante. No centro da sobremesa, uma surpresa peculiar, mas que faz todo o sentido: uma bola de gelado de manga. Faz todo o sentido porque num misto de doçura e picante, o gelado acaba por ter um efeito catalisador e refrescante, tornando mais fácil apreciar uma sobremesa composta por sabores tão intensos.

Não fosse esta ClandTrip de carácter temporário tão efémero e seria brilhante apostar numa bebida típica. Ainda assim, a falta de bebida dedicada não é uma entrave. Conhecendo o carácter das bebidas mais populares na Tailândia, que giram em torno de sabores frutados e refrescantes, aconselho a optarem pela sangria de pressão (vendida em copo ou jarro) finalizada pelo staff do Clandestino com uma solução de bebida alcoólica, frutas aos pedaços e gelo. Não se vão arrepender!

Em suma, a paragem na Tailândia é deveras completa e com um leque de sabores bem explorado. Caso o Gaeng Daeng e o Kuay Teow tivessem sido servidos na versão original, tinha saído do restaurante a rebolar, pois iria querer experimentar todos os pratos principais. No entanto, a adaptação destes dois pratos a um formato de entradas, empregando o conceito de dumplings, foi uma solução criativa e que cumpriu. O Pad Thai não tem por onde desiludir e a Pizza Bangkok foi tão bem conseguida que, se dependesse de mim, faria parte do leque de pizzas efetivas da casa. Já os gafanhotos, é como diz o ditado popular: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se.”

Se já são clientes do restaurante Clandestino, esta segunda paragem da rubrica “Clandtrips” é obrigatória. Caso nunca lá tenham ido, esta é uma boa ocasião para se estrearem e até fazer uma visita a Aveiro.

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