As reprogramações do PRR atribuem mais 630 milhões de euros à Saúde para requalificar unidades, modernizar o SNS e adquirir equipamentos.
A área da Saúde recebeu um reforço global de cerca de 630 milhões de euros no âmbito das reprogramações do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O financiamento adicional será aplicado na construção e requalificação de unidades de saúde, na modernização tecnológica dos hospitais, na aquisição de equipamentos médicos pesados e no reforço dos meios de emergência médica.
As alterações introduzidas no PRR tiveram como objetivo aumentar a capacidade de execução dos projetos na área da Saúde e garantir o cumprimento dos marcos e das metas do Plano até 31 de agosto de 2026, data-limite para a conclusão dos investimentos financiados por este mecanismo.
Uma parte relevante do financiamento será destinada à construção e renovação de unidades de saúde. No total, o PRR prevê intervenções em 492 unidades. Deste conjunto fazem parte 55 novos centros de saúde, 335 unidades a requalificar e 102 projetos de construção ou requalificação cuja conclusão substancial está prevista no âmbito do Plano.
O reforço abrange também a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Foi introduzido o objetivo de requalificar 180 unidades de cuidados continuados já existentes, através da recuperação das respetivas infraestruturas e da aquisição de equipamentos. Estas intervenções deverão abranger cerca de 6.900 camas, que ficarão preparadas para responder às necessidades dos utentes.
Além da requalificação das unidades existentes, o PRR contempla a criação de 3.850 novas camas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Destas, 2.267 deverão estar concluídas até 31 de agosto de 2026. As restantes 1.583 deverão atingir, até essa data, uma fase de conclusão substancial.
Entre os investimentos previstos está ainda a aquisição de quatro helicópteros para operações de evacuação médica de emergência. O Plano inclui igualmente a compra de 124 equipamentos médicos pesados para hospitais do SNS e para os Hospitais das Forças Armadas localizados em Lisboa e no Porto.
O reforço da componente da Saúde foi concretizado ao longo das sucessivas reprogramações do PRR. Mesmo nos casos em que algumas metas físicas foram revistas, como o número de unidades a construir, devido à capacidade real de execução das entidades responsáveis dentro do prazo estabelecido, as verbas libertadas permaneceram nesta área.
