Swedish House Mafia trouxeram o paraíso da eletrónica, da luz e da cor a Lisboa

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10 anos depois, foram milhares os que se deslocaram ao Altice Arena para receberem a tour Paradise Again.

Sábado, 15 de outubro. O mais ansiado dia do ano por qualquer fã de música eletrónica. E claro que por nós também.

Chegámos perto das 17h à zona do Parque das Nações, em Lisboa, e para qualquer lado para onde se olhasse, já se notava o ambiente de festa que antevia um dos concertos mais esperados do ano: o regresso dos Swedish House Mafia a Portugal. 10 anos após da última atuação, o trio sueco regressa exatamente ao mesmo palco – que, na altura, ainda se chamava Pavilhão Atlântico (agora Altice Arena).

Para quem não os conhece, os Swedish House Mafia são um grupo de música eletrónica constituído por três DJs e produtores: Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso. Formado oficialmente em 2008, passaram por uma separação, mas a paixão pela música falou mais alto e a reunião deu-se recentemente. Dela resultou a tour Paradise Again, uma digressão global que contou com a passagem pelo festival Coachella e atuações por toda a Europa e Estados Unidos da América. Apesar do cancelamento de vários espetáculos europeus, por cá foi na Altice Arena que milhares de fãs puderam rever o trio em cima dos palcos e vibrar com um espetáculo que juntou à música, a luz e a cor, de uma forma magistral.

As portas abriram às 18h30 e, a pouco a pouco, a sala foi enchendo. Às 20h entrou o primeiro artista, para dar umas calmas boas-vindas a algumas centenas de pessoas: Moojo – e não, não é o produtor do clássico “Lady (Hear Me Tonight)”, ao contrário do que alguns pensavam…

Cerca de 40 minutos depois, e terminada a primeira atuação, subiu ao palco o brasileiro Vintage Culture, que explodiu e animou a multidão, que ia aumentando à medida que o tempo passava. Também esta atuação permitiu ter uma noção maior do espetáculo visual que se seguia, com pirotecnia e muita cor.

Por cima de ambos os artistas, esteve sempre suspenso um anel gigante, alusivo ao álbum dos Swedish House Mafia que dá nome à tour, Paradise Again.

Findo o set de Vintage Culture, os gritos e o entusiasmo da multidão deram lugar a fumo, muito fumo, que disfarçava o que a seguir vinha. Às 22h, as badaladas começaram a soar a 128 batidas por minuto e, com a queda de uma cortina preta gigante, surgiu o trio sueco, que por detrás dela se escondia. Começava a atuação da noite.

O público aderiu desde o início até ao fim, num espetáculo dividido entre a música e a cor, sem faltarem os lasers. Na playlist esteve presente o primeiro álbum de estúdio de Axwell, Sebastian Ingrosso e Steve Angello, Paraside Again, e que deu o mote à digressão mundial, sem esquecer a passagem obrigatória pelos êxitos conhecidos de todos, como “Save The World”, “Don’t You Worry Child” e “Miami 2 Ibiza”. De forma surpreendente, pelo menos para nós, também “Antidote” e “We Came, We Rave, We Loved” foram tocadas, muito perto do começo do set, para nos avisar que estávamos na presença de uma hora e meia de muita música boa.

Os visuais não desiludiram ninguém, podendo ser considerados uma parte extremamente importante do espetáculo como um todo. Teria sido, de qualquer das maneiras, uma boa noite só pela música, mas as cores e as luzes merecem uma enorme distinção. Apesar de ser esperado – habituais em todos os concertos dos Swedish House Mafia -, o espetáculo visual foi melhor do que seria imaginado pelos fãs, com o anel, que estava antes sobreposto aos artistas, a estar agora em grande plano por cima do trio, como se de uma auréola se tratasse. Para quem já viu algum dos três DJs ao vivo, sabe que a interação com o público é, geralmente, escassa. Mas ao pegar no microfone, Axwell fez os fãs reviverem um momento específico do concerto dele e de Sebastian Ingrosso, enquanto dupla, em 2015, ao chamar por Cristiano Ronaldo – um momento marcante na história dos concertos de música eletrónica em solo nacional.

Ao longo daqueles 90 minutos mágicos, houve lágrimas, berros, dança – muita dança! -, lasers e fogo. Não houve qualquer momento “morto” – no nosso caso, somente nos sentámos (estávamos no balcão) porque as pernas não aguentavam mais.

O trabalho por detrás do pano, somado à música e à performance dos DJs, tornou este um dos melhores concertos de eletrónica de sempre em Portugal, como apontado por muitos dos presentes.

Fotos de: João Padinha

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