Reportagem – Neev e a Odisseia em concerto no Maria Matos

Foi na passada terça-feira, dia 25 de maio, no Teatro Mario Matos, em Lisboa, que, para muitos, se fez o regresso à plateia e à música ao vivo. Para Neev, foi uma odisseia – de sonhos e de emoções.

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Assim que a sala fica completa, começa o espetáculo – do escuro como breu à luz ligeira, a “This Dream”, música de abertura do concerto, embalou-nos num abraço completo. O sentimento de pertença é comum e todos os olhos estão focados numa só direção.

Num cenário composto por vários amplificadores empilhados e algumas lâmpadas espalhadas pelo palco, sente-se o conforto de que já se sentia falta. A balada, que pertence ao álbum de estreia, Philosotry, de 2020, proporciona o crescendo perfeito para a próxima música.

As luzes iluminam o palco cada vez mais, até que se ouvem as primeiras notas da “World Of My Own”. O que começou por ser um mar calmo e adormecido, rapidamente se agita graças à forte e marcante bateria (Rui Reis). A meio da música, uma luz vermelha inunda o palco. Nesse mesmo momento, percebemos: é um concerto surpreendente e com vários ritmos.

Começa a tão surpreendente “Dancing with the Stars”, canção que, no Festival da Canção 2021, alcançou a terceira posição e foi a vencedora do voto do público. Mágica como na televisão, foi aplaudida e terminou com um suspiro por parte de Neev, que até encorajou a repetição da música ao ver que foi tão amavelmente recebida.

É numa dança entre um piano suave e uma guitarra e bateria marcantes que se dão as seguintes músicas e, como transição, sons que nos lembram o místico oceano.

Antes de se ouvir “Anne Marie”, uma música peculiar, há algumas palavras que não podem ser deixadas para trás: “Este álbum, por si só, é uma viagem. Quis começar este concerto onde tudo começou, com a “This Dream” e, na altura em que escrevi essa música, escrevi também outra. Fiquei anos e anos sem mostrar a ninguém. Esta música é uma carta de amor e demorei três anos a escrever. Era demasiado especial e sentia muita timidez para a mostrar ao mundo – mas agora faz sentido.”, confessa Neev ao público atento que o acompanha.

A composição do concerto é inegável e sente-se o caminho a ser percorrido – a tal odisseia prometida. No alinhamento, encontramos também “Calling Out”, “Breathe” – a primeira canção que NEEV editou em 2016, com os noruegueses SEEB -, e “Something Trivial”.

“Podia fazer um discurso que salvaria o mundo, mas é mais bonito quando a música fala por si”, conclui, e com razão – é com a maior das odisseias que Neev nos salvou por instantes. O artista atua dia 2 de junho no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

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