Novo azeite da Quinta das Fiandeiras marca estreia no mercado e acompanha investimento em turismo no Douro superior a 4 milhões de euros.
A Quinta das Fiandeiras, localizada em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, entrou no mercado com o lançamento do seu primeiro azeite, o Quinta das Fiandeiras Premium, um azeite virgem extra produzido na região do Douro.
A estreia da marca no setor oleícola surge numa fase em que decorre também o desenvolvimento de um projeto de olivoturismo na propriedade, cuja abertura está prevista para 2027. A iniciativa pretende introduzir uma nova vertente turística no Douro, território historicamente associado à produção de vinho, mas onde o azeite tem igualmente expressão relevante.
Com uma área total de 54 hectares e vista direta sobre o rio Douro, a propriedade, anteriormente conhecida como Quinta da Teixeira Velha e mais tarde como Quinta das Tecedeiras, adotou a atual designação numa referência à tradição local ligada à fiação e tecelagem do linho.

A exploração agrícola integra cerca de 10 hectares de vinha e aproximadamente 20 hectares de olival, incluindo oliveiras com mais de 300 anos. Está prevista a plantação de mais três hectares de olival, enquanto parte da vinha será alvo de replantação, no âmbito de um processo de requalificação da propriedade.
O azeite Quinta das Fiandeiras Premium é produzido a partir de azeitonas provenientes destes olivais centenários, que incluem mais de 20 variedades. Para esta referência foram selecionadas as variedades Cobrançosa e Verdeal, comuns na produção de azeite no Douro. O produto apresenta um perfil equilibrado, com notas de amargo e picante, e uma acidez de 0,1%.
Na primeira campanha, realizada ainda numa fase inicial de recuperação do olival, a produção atingiu cerca de 3.000 litros de azeite. O produto está disponível em garrafas de 500 mililitros, com um preço de venda recomendado de 18€.
A Quinta das Fiandeiras pertence à empresa Fábrica Douro, liderada por Álvaro Veiga, com participação de Elisabete Veiga. O investimento total no projeto ultrapassa os quatro milhões de euros, estando atualmente em curso trabalhos de reconstrução e adaptação da unidade.
O projeto de olivoturismo no Douro prevê a criação de 13 quartos no edifício principal e duas unidades adicionais na chamada Cabana do Rio, com vista direta sobre o rio. Está também prevista a abertura de um restaurante com esplanada panorâmica, centrado na gastronomia duriense e em produtos locais.
A futura oferta turística incluirá provas de azeite num lagar em processo de restauro, percursos pedestres, passeios de barco no Douro, piscina e piqueniques na propriedade. O projeto incorpora ainda várias medidas de sustentabilidade, como sistemas de rega gota-a-gota, práticas de agricultura biológica, utilização de painéis solares e iluminação LED.
