Praia de Mira mantém distinção única no mundo com 40 anos consecutivos de Bandeira Azul

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A Praia de Mira recebeu a primeira Bandeira Azul de 2026 e celebra 40 anos consecutivos sem interrupção da distinção.

A Praia de Mira recebeu a primeira Bandeira Azul de 2026 e celebra um marco único a nível mundial: 40 anos consecutivos de atribuição deste galardão, sem nenhuma interrupção.

Mas o que significa mesmo isto para quem vai à praia? A Bandeira Azul distingue praias que cumprem requisitos rigorosos em qualidade da água balnear, limpeza, manutenção, segurança e serviços disponíveis, além de gestão ambiental sustentável das zonas costeiras. Para a Praia de Mira, manter esta distinção por 40 anos sem interrupção indica capacidade de resposta contínua a esses critérios, mesmo em contextos de tempestades e alterações climáticas.

A cerimónia decorreu numa praia que foi afetada pelas tempestades de inverno, mas que recuperou a tempo do início da época balnear através de uma intervenção coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o município, garantindo condições de segurança para residentes e visitantes.

Em 2026, Portugal conta com 350 praias costeiras e 46 praias interiores distinguidas com Bandeira Azul, além de marinas e embarcações galardoadas, num total de 438 distinções. O país ocupa o quinto lugar mundial em praias costeiras distinguidas e o segundo lugar em praias interiores, reforçando a sua posição de referência internacional neste programa. Estas intervenções contribuem para preservar os ecossistemas, reforçar a segurança das populações e proteger atividades económicas ligadas ao turismo e ao mar, fundamentais para muitas comunidades costeiras.

Segundo a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, os resultados alcançados refletem o trabalho desenvolvido por autarquias, entidades públicas, comunidades locais e utilizadores das praias na preservação e valorização do litoral.

Na ocasião, a Ministra voltou a esclarecer que as regras relativas à utilização das praias e à ocupação das zonas concessionadas não sofreram alterações. As praias são de uso público, exceto nas áreas concessionadas e nos perímetros de segurança estabelecidos, que devem estar devidamente sinalizados. Defendeu, por isso, que para evitar confusão, as praias devam instalar um mapa muito claro que sinalize de forma inequívoca as áreas de concessão, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre, cuja definição cabe aos municípios e à autoridade marítima.

Foto: CM Mira

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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