Medida deverá ser apresentada até ao final do ano e integra estratégia mais ampla de desincentivo ao uso do automóvel.
A Câmara Municipal do Porto vai apresentar, até ao final do ano, uma nova política de estacionamento destinada a reduzir o número de lugares à superfície e a dar prioridade aos residentes. A medida foi antecipada pelo presidente da autarquia, Pedro Duarte, que explicou que o objetivo passa por desincentivar o uso do automóvel dentro da cidade e reorganizar o espaço público de forma mais eficiente.
Segundo o autarca, a proposta ainda está em desenvolvimento, mas deverá tornar mais difícil estacionar para quem chega de fora do Porto ou para quem se encontra fora da sua área de residência. Uma das questões em análise é a desigualdade entre zonas da cidade no que diz respeito ao número de lugares reservados a moradores, situação que está a ser revista. Pedro Duarte afirma que o Município não pretende aumentar o estacionamento à superfície, mas sim reduzi‑lo, apostando na construção de novos parques, quer subterrâneos, quer em altura.
A nova política de estacionamento será apenas uma das primeiras medidas de uma estratégia mais ampla para desincentivar o uso do automóvel. A autarquia está também a estudar a possibilidade de pedonalizar o Centro Histórico, numa intervenção que poderá alterar de forma significativa a circulação na zona mais antiga da cidade.
Ao mesmo tempo, o Município trabalha na criação de cinco novas Zonas de Acesso Automóvel Condicionado, que se irão juntar às cinco já existentes. As novas áreas abrangem a Sé, o Bonjardim, Miguel Bombarda, a Batalha e Tito Fontes, reforçando o modelo de circulação restrita em zonas sensíveis ou de elevado valor patrimonial. No âmbito da mobilidade, está igualmente previsto o aumento dos corredores bus, que passarão de 15 para 21 quilómetros até ao final do ano.
