Convento dos Capuchos reabre após danos causados pela depressão Martinho

Após meses encerrado devido à depressão Martinho, o Convento dos Capuchos reabre ao público. Danos florestais ainda condicionam acessos na Serra de Sintra.

O Convento dos Capuchos, localizado no coração da Serra de Sintra, reabriu recentemente ao público, após ter estado encerrado desde 19 de março. O encerramento foi motivado pela passagem da depressão Martinho, que causou danos significativos na paisagem florestal da serra, comprometendo a segurança das vias de acesso e exigindo intervenções urgentes.

A reabertura tornou-se possível com a reposição da circulação em dois dos principais acessos: a Estrada dos Capuchos e a ligação entre o Pé da Serra e o cruzamento dos Capuchos. No entanto, grande parte das restantes vias e áreas do Perímetro Florestal continua interditada, com trabalhos de recuperação ainda em curso, coordenados pela Parques de Sintra, em articulação com a Câmara Municipal.

Os efeitos da depressão Martinho revelaram-se particularmente devastadores. Entre a noite de 19 e a madrugada de 20 de março, caíram cerca de 100.000 árvores, afectando aproximadamente 280 hectares numa área total de mil hectares sob gestão da Parques de Sintra. Este fenómeno meteorológico extremo, sem precedentes na região, resultou de uma conjugação atípica de factores que potenciaram a sua intensidade destrutiva.

Desde então, foram removidos mais de três milhões de quilos de madeira das zonas afetadas. Está também em curso um plano de recuperação da floresta, com duração prevista de dois anos e um investimento estimado em três milhões de euros. O processo inclui acções de rearborização, controlo da erosão, reposição da vegetação autóctone e restabelecimento dos equilíbrios ecológicos essenciais à sustentabilidade da paisagem.

Foto: Parques de Sintra

Turn 10 perde a equipa principal de Forza Motorsport e poderá passar a apoiar apenas Forza Horizon

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Alguns ex-funcionários da Turn 10 indicam que a equipa dedicada a Forza Motorsport foi dissolvida, colocando em causa o futuro da série de simulação automóvel da Xbox.

Na sequência das recentes reestruturações internas na divisão Xbox, que resultaram na maior onda de despedimentos da empresa até à data, surge agora a possibilidade de a Turn 10 Studios, responsável por Forza Motorsport, ter sido profundamente afetada — ao ponto de a equipa central do jogo ter sido encerrada.

As primeiras declarações públicas sobre este assunto surgiram através de Fred Russell, ex-coordenador de conteúdos na Turn 10, que publicou uma mensagem no Facebook onde afirma que a equipa de Forza Motorsport “já não existe” e que o espaço dedicado ao jogo foi “encerrado”. Apesar de Russell já não estar ligado à produtora há já alguns anos, a publicação sugere que mantém contacto com antigos colegas e que as suas palavras refletem o que terá sido confirmado internamente.

Também o criador de conteúdos Klobrille, habitualmente bem informado sobre a estrutura da Xbox, comentou esta alegada mudança, acrescentando que a Turn 10 poderá estar a ser redirecionada para funções de apoio ao motor gráfico ForzaTech e à série Forza Horizon, atualmente a cargo da Playground Games. Essa possibilidade indicaria uma perda de autonomia para o estúdio, que durante mais de 20 anos foi o rosto da vertente de simulação da franquia Forza.

Outra publicação indicativa destes eventos veio de Scott Catlin, diretor sénior de design na Microsoft, que trabalhava na série desde o início. Num testemunho pessoal, revelou ter sido despedido esta semana, após quase 25 anos ligado ao desenvolvimento de jogos de corridas na Xbox. “A minha família só me conheceu como o pai e marido que fazia jogos de carros na Xbox”, escreveu. “Tivemos uma boa jornada. Forza!!

Para já, a Microsoft não confirmou oficialmente estas mudanças nem comentou o futuro da série Forza Motorsport. No entanto, durante a sua apresentação no Summer Game Fest, ficou confirmado que em 2026 iremos ter um novo Forza, que se assumiu que seria o próximo capitulo de Forza Horizon, em desenvolvimento pela Playground.

Depois do cancelamento de Perfect Dark e Everwild, o possível fim de Forza Motorsport marca mais um ponto de viragem na identidade histórica da Xbox, afetando uma das suas séries mais emblemáticas.

Cuá Cuá Club reabre portas para a nova temporada de verão

É este sábado, dia 5 de julho, que o Cuá Cuá Club, na Quinta do Lago, com festas temáticas, DJs convidados e atuações ao vivo até 31 de agosto.

Com a chegada dos meses mais quentes, o Cuá Cuá Club prepara-se para mais uma temporada estival que promete marcar o calendário algarvio. A partir de 5 de julho, o espaço situado na Quinta do Lago, no Buganvilia Plaza, em Almancil, volta a abrir portas, dando início a uma série de noites pensadas para quem procura um ambiente distinto, onde a música e a celebração se cruzam com gastronomia e design.

A programação de verão arranca oficialmente a 19 de julho, com o início das habituais noites temáticas, numa agenda que se prolonga até ao encerramento, previsto para 31 de agosto. Os DJs residentes, Driss e Nuno Garcia, asseguram a curadoria sonora do espaço, acompanhados por um conjunto alargado de nomes que inclui Gabriel Nazaré, Rodrigo Ribeiro, Carol Emmerick, Pedro d’Orey, Pedro Lagoá, DJ Cenoura, Vasco Pereira Coutinho e António Coimbra, entre outros convidados.

O calendário integra ainda eventos especiais como o Baile dos Mauricinhos, o Baile das Patricinhas, Viva La Vida e Blended, sem esquecer a festa de Aniversário, marcada para 29 de julho. Dois momentos ganham particular destaque na programação cultural: a atuação de Las Migas, quarteto espanhol que funde flamenco contemporâneo com elementos de rumba, jazz, bolero, tango e outros ritmos latinos, agendada para 22 de julho; e o Baile das Casetas, a 28 de Julho, com La Cuarta Cuerda, grupo que apresenta uma abordagem moderna à música tradicional da Andaluzia.

O Cuá Cuá Club afirma-se, uma vez mais, como um espaço de fusão entre bar, restaurante e clube, reunindo numa só localização uma proposta estética cuidada, música ao vivo, gastronomia de autor e um ambiente que se transforma a cada noite. Com uma área superior a 1.000 m2, o espaço oferece uma atmosfera descontraída, mas sofisticada, ideal tanto para jantares intimistas como para festas de maior dimensão.

O Cuá Cuá Club funciona entre as 19h e as 06h durante os meses de verão. As reservas já se encontram disponíveis online ou ligando para o 927111048.

Minisforum apresenta o Minisforum N5 Pro, um novo NAS doméstico com capacidades inteligentes e segurança de nível empresarial

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A nova solução da Minisforum combina um processador Ryzen AI 9 HX PRO 370 com suporte para até 144TB de armazenamento híbrido.

A Minisforum apresentou oficialmente o N5 Pro, um NAS doméstico de nova geração com especificações técnicas que o posicionam entre uma das soluções mais avançadas da sua categoria. Dirigido a utilizadores exigentes, criadores de conteúdos e pequenos ambientes profissionais, este modelo destaca-se pela combinação entre capacidades de computação para tarefas com recurso a inteligência artificial, armazenamento expansível e segurança orientada para dados sensíveis.

O N5 Pro recorre ao recente AMD Ryzen AI 9 HX PRO 370, um processador de 12 núcleos com arquitetura Zen 5 + Zen 5C, e frequências que atingem os 5.1GHz. Inclui ainda uma NPU dedicada com 50 TOPS e uma GPU Radeon 890M, oferecendo um total de 80 TOPS de desempenho em IA local — adequado para aceleração de modelos como o Stable Diffusion, reconhecimento de imagem ou pesquisa inteligente em bibliotecas fotográficas. A memória pode ser expandida até 96GB de DDR5 ECC, com largura de banda superior e correção de erros integrada, garantindo estabilidade em contextos como virtualização, bases de dados ou múltiplas tarefas simultâneas.

Apesar do formato compacto (199 × 202 × 252 mm), o N5 Pro suporta até cinco discos rígidos e três SSDs, incluindo unidades U.2 de nível empresarial, permitindo alcançar um total de 144TB de armazenamento híbrido. A motherboard tem um sistema de extração que facilita o acesso à memória e às unidades de armazenamento, e o arrefecimento é assegurado por duas ventoinhas de 90mm, pensadas para garantir uma operação contínua e fiável. A gestão dos dados é feita através do sistema de ficheiros ZFS, com suporte para vários modos RAID e estratégias de armazenamento em camadas, que equilibram desempenho com segurança.

A nível de expansão, o N5 Pro inclui uma ranhura PCIe x16 para instalação de GPUs, placas de rede ou soluções de cache SSD, e uma porta OCuLink, que permite ligação direta a placas gráficas externas. A conectividade de rede inclui duas portas Ethernet de 10Gbps e 5Gbps, com suporte para agregação de ligação, além de uma porta USB4 de 40Gbps, eliminando limitações na transferência de dados em redes locais.

Para além do hardware, o MinisCloud OS promete oferece uma abordagem simplificada à gestão e partilha de dados, com backups por “drag and drop” compatíveis com Windows, macOS, iOS e Android. O sistema permite ainda acesso remoto com permissões personalizadas, partilha familiar através de códigos QR e funcionamento sem necessidade de contas online. Integra também compressão automática com LZ4, ambientes separados por utilizador com total isolamento, criação automática de cópias de segurança e um painel de controlo centralizado, onde é possível gerir acessos, restaurar versões anteriores, organizar bibliotecas multimédia ou instalar aplicações de forma imediata.

O Minisforum N5 Pro já está disponível para pré-venda a nível global, com envios previstos para as próximas semanas. A marca oferece 25% de desconto direto para compras feitas através da loja oficial, com o código promocional YT75SALE.

Bose SoundLink Plus – Review: Som que flutua

A Bose SoundLink Plus é resistente, oferece um som brutal e até flutua na água, mas como já é habitual na marca, vem acompanhada de um preço elevado.

A Bose SoundLink Plus é a mais recente integrante da gama de colunas portáteis da marca, com um formato pensado para equilibrar dimensões e desempenho sonoro, destacando-se os graves reforçados, graças a um design peculiar que integra quatro radiadores passivos. O design da SoundLink Plus mantém a identidade visual típica da família SoundLink, com a grelha metálica frontal, corpo revestido em silicone texturizado, alça lateral integrada e botões físicos no topo. A certificação IP67 garante resistência total à poeira e à água, e, melhor ainda, a coluna flutua — ideal para um mergulho acidental na piscina. A Bose reforçou ainda que o equipamento é resistente a impactos mais intensos, prometendo sobreviver a quedas ocasionais sem dramas. Por razões óbvias decidi não testar estas duas situações, mas fica a promessa da marca.

O modelo em análise destaca-se pela cor Azul Crepúsculo, mas está também disponível na opção mais vistosa em “Amarelo Cítrico” ou em Preto. Em termos de dimensão, estamos perante uma coluna que cabe facilmente numa mochila, sendo perfeita para quem quer um som pujante sem abdicar da portabilidade. Para muitos — e incluo-me nesse grupo — este é o tamanho ideal para uma coluna Bluetooth de utilização diária. Na traseira encontra-se uma única porta USB-C, e não temos qualquer entrada de 3,5 mm. Ainda assim, a porta USB-C além de ser a sua porta de carregamento, também serve para carregar outros dispositivos com potência de até 15W, funcionando como um verdadeiro powerbank, por exemplo, para o smartphone. No entanto, vale sublinhar que não é possível transmitir áudio através desta porta.

No entanto, o verdadeiro trunfo da SoundLink Plus está no seu interior. Embora seja tecnicamente uma coluna mono, equipada com um tweeter e um woofer, a presença dos quatro radiadores passivos confere-lhe um perfil sonoro raro nesta categoria. É uma configuração invulgar — e promissora — que distingue esta Bose da grande maioria das colunas do género.

Bose SoundLink Plus 8
Bose SoundLink Plus

É possível fazer alguns ajustes a esta coluna através da aplicação da Bose, que apesar de muito simples continua a ser recomendável instalá-la para tirar o máximo partido do hardware. Através da aplicação, podemos aceder ao equalizador de 3 bandas característico da marca, que nos oferece a possibilidade de ajustar graves, médios e agudos conforme a preferência. Ainda assim, um equalizador com 5 ou 7 bandas ofereceria uma afinação mais detalhada — algo que alguns utilizadores mais exigentes poderão sentir falta.

Para além disso, é possível configurar o botão de atalho da coluna para ativar, por exemplo, o Spotify Tap ou emparelhar rapidamente com outra SoundLink Plus. Outro ponto positivo é que, com o crescimento da gama SoundLink, a SoundLink Plus pode agora ser emparelhada com outros modelos compatíveis, como o SoundLink Flex (2.ª geração) ou o SoundLink Max, permitindo reprodução mono sincronizada entre dispositivos. Isso aumenta bastante a versatilidade para quem já tem (ou pretende ter) mais do que uma coluna Bose.

A Bose SoundLink Plus liga-se aos smartphones através de Bluetooth 5.4 e traz consigo várias funcionalidades úteis, incluindo emparelhamento multi-ponto, Google Fast Pair e compatibilidade com os codecs SBC e AAC. No entanto, os utilizadores de equipamentos Android ganham um bónus adicional, que é a compatibilidade com o aptX Adaptive, alternando automaticamente para este codec quando emparelhado com um dispositivo certificado com Snapdragon Sound.

Nos meus testes, a autonomia da coluna revelou-se muito interessante, tendo alcançado pouco mais de 21 horas com um volume fixo a meio, o que supera a estimativa da Bose de até 20 horas de duração com uma única carga. Quanto ao desempenho sonoro, o SoundLink Plus apresenta um perfil equilibrado e agradável para uso casual. O som é claro e enérgico, com um ligeira ênfase nos graves e agudos, o que contribui para uma experiência mais viva, embora os médios fiquem algo recuados. No geral, oferece uma sonoridade bem ajustada às preferências da maioria dos utilizadores, especialmente em ambientes descontraídos ou ao ar livre.

Em músicas como “Tell Me Baby“, dos Red Hot Chili Peppers, a voz pareceu um pouco recuada na mistura. Ainda assim, o desempenho dos graves manteve-se firme, e os agudos exibem uma nitidez muito boa. É fácil captar detalhes subtis, como os tiques do guitarrista John Frusciante, ou os toques com os dedos no baixo do Flea — uma curiosidade muito interessante para os mais atentos. A SoundLink Plus lida muito bem com músicas de rock quando reproduzidas a volumes moderados, entregando uma experiência equilibrada e energética. Não chega a ser um problema significativo, mas aqueles que procuram uma apresentação mais frontal dos médios talvez sintam alguma falta de presença nessa faixa de frequências. É um regalo para ouvidos ouvir musicas como o “Brianstorm” dos Artic Monkeys, nesta coluna da Bose.

Ajustar o equalizador de 3 bandas na tentativa de extrair graves mais encorpados revelou-se pouco eficaz. Mesmo com a configuração de graves no máximo (nível +8), a diferença foi pequena, quase impercetível. Notou-se um ligeiro aumento no ruído, mas nada que transformasse significativamente o perfil sonoro. Tal como acontece com muitas colunas Bluetooth, o desempenho começa a degradar-se a partir de cerca de 75% do volume. Quando o processamento de sinal digital (DSP) entra em ação para evitar distorções, os graves perdem força e os agudos tornam-se nitidamente mais agressivos. Apesar disso, a SoundLink Plus apresenta um som suficientemente equilibrado e potente para agradar à grande maioria dos utilizadores, especialmente em ambientes de pequenas a médias dimensões. É uma coluna que cumpre bem o seu propósito em encontros informais, oferecendo uma experiência auditiva agradável sem grandes pretensões audiófilas.

Tal como é habitual nos produtos da Bose, a SoundLink Plus chega com um preço que podemos considerar ser acima da média, de 299€, que representa um investimento considerável para uma coluna Bluetooth desta dimensão. No entanto, esse valor é parcialmente justificado pela qualidade sonora convincente e pela robusta construção, características que continuam a ser pontos fortes da marca. Para quem já possui um dispositivo da linha, como a Bose Flex (2.ª geração) ou a Max, a SoundLink Plus complementa bem o conjunto e pode fazer sentido no contexto de ecossistema. Caso contrário, trata-se de um daqueles produtos que vale a pena acompanhar e considerar assim que surgir uma boa promoção.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Bose.

Tesla apresenta o Cybercab em Lisboa

O Tesla Cybercab estará em exposição em Lisboa de 9 a 12 de julho.

Lisboa prepara-se para receber o Cybercab da Tesla, um veículo que simboliza a aposta da marca na mobilidade autónoma. Depois de ter sido apresentado em cidades como Milão e Madrid, o modelo estará em exposição entre os dias 9 e 12 de julho, no Tesla Center Lisboa – Belas. O evento permitirá ao público observar de perto a proposta da empresa para o futuro do transporte urbano.

A revelação oficial do Cybercab teve lugar em outubro de 2024, durante o evento We, Robot, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde foram também apresentados o Robovan e o Optimus. Esta iniciativa da Tesla insere-se numa estratégia mais ampla, que visa redefinir o transporte rodoviário através da automatização e da eficiência energética, com impacto direto na segurança e na redução dos custos operacionais.

A empresa tem defendido que a adoção de veículos autónomos é fundamental para tornar o transporte mais acessível e sustentável, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, melhorando o fluxo de tráfego e minimizando o erro humano. Os dados internos da Tesla indicam que, no terceiro trimestre de 2024, os condutores que utilizaram a tecnologia Autopilot estiveram envolvidos em acidentes com uma frequência dez vezes inferior à média nacional.

Todos os modelos Tesla atualmente disponíveis vêm equipados de série com o Autopilot. A marca prevê que, num futuro próximo, toda a sua frota – incluindo os Model S, Model 3, Model X e Model Y – passe a operar com condução autónoma total, sem necessidade de supervisão humana. As atualizações de software são contínuas e visam integrar novas funcionalidades de assistência à condução.

No centro desta transformação está o Cybercab, uma proposta de robotáxi com dois lugares, totalmente autónoma e sem qualquer interface de condução manual, como volante ou pedais. O veículo poderá ser requisitado através da aplicação da Tesla e destina-se a transportar passageiros de forma individual, em deslocações ponto-a-ponto. O espaço interior é optimizado, com destaque para a bagageira ampla, e o serviço pretende funcionar tanto para viagens curtas como para utilizações prolongadas ao longo do dia.

Turnstile regressam a Portugal para concerto em nome próprio, desta vez em Lisboa

O concerto dos Turnstile está integrado na digressão europeia de apresentação do disco Never Enough.

Os Turnstile vão regressar a Portugal no próximo dia 26 de novembro de 2025 para um concerto no LAV – Lisboa Ao Vivo. A acompanhá-los nesta noite estarão os britânicos High Vis e os norte-americanos The Garden, responsáveis pela abertura do espetáculo. A passagem por Portugal insere-se na digressão europeia de apresentação de Never Enough, o mais recente trabalho da banda de Baltimore.

Após uma actuação explosiva no Primavera Sound Porto, a banda volta a pisar solo nacional num momento particularmente marcante do seu percurso. O novo álbum assinala um ponto de viragem na evolução sonora do grupo. Embora mantenha o hardcore como espinha dorsal, o disco arrisca em direcções inesperadas, incorporando elementos de shoegaze, synth rock e dream pop, numa fusão que tem gerado reacções entusiásticas tanto da crítica como do público.

Never Enough constrói-se a partir de uma reflexão intensa sobre o excesso emocional. A banda mergulha em temas como a liberdade, a frustração, o amor e o desejo, tratando-os como forças contraditórias que tanto elevam como consomem. O tom lírico mantém a frontalidade habitual, mas adquire novas camadas de introspeção, abordando questões como a aceitação da instabilidade interior, o processo de crescimento pessoal e a procura de identidade num mundo em constante mutação.

Quanto aos bilhetes, já estão à venda na Fever por 45€ cada, mais 4,57€ de taxas.

EA vai desligar os servidores de Anthem em janeiro de 2026 e deixará de ser jogável

O infame jogo co-op da BioWare será retirado da EA Play já em agosto e encerrado definitivamente a 12 de janeiro de 2026.

A BioWare anunciou que Anthem será descontinuado a 12 de janeiro de 2026, data em que os servidores online serão encerrados e o jogo deixará de estar acessível. Por se tratar de uma experiência exclusivamente online, Anthem tornar-se-á completamente injogável após esse dia.

De acordo com o comunicado oficial publicado no site da BioWare, os jogadores já não podem adquirir elementos monetários, como a moeda premium dentro do jogo, mas podem usar o saldo existente até ao encerramento dos servidores. O jogo será também removido da EA Play já no próximo dia 15 de agosto, ficando impossível de o adquirir, mas continuará disponível para download e jogo até à data final para quem o tiver adquirido anteriormente.

Na mesma publicação, a BioWare agradeceu o apoio da comunidade e esclareceu que a decisão de encerrar o jogo não resultou em despedimentos das suas equipas de desenvolvimento. Já a EA, responsável pela publicação do jogo, não avançou qualquer justificação adicional para esta decisão.

Anthem foi originalmente lançado em fevereiro de 2019 e teve um lançamento problemático. Ao prometer uma experiência cooperativa em ambiente de ficção científica, focada no uso de exoesqueletos chamados Javelins, a sua premissa emocionante caiu por terra devido a imensos problemas técnicos – tanto a nível visual, mecânico como da sua infraestrutura online -, falta de conteúdo e uma estrutura de progressão narrativa repetitiva e aborrecida, uma receita que resultou numa receção morna. Apesar de vários esforços de melhorar e até reformular o jogo, incluindo a proposta cancelada de uma versão “Anthem 2.0”, o jogo nunca chegou a recuperar, com a equipa principal de desenvolvimento a voltar-se para outros projetos

Este desfecho marca o fim de um percurso atribulado para uma das apostas mais ambiciosas da BioWare nos últimos anos, mas que se tornou no segundo desastre consecutivo da lendária produtora, depois de tentar expandir Mass Effect com o infame Mass Effect: Andromeda.

Após Anthem, a Bioware trouxe-nos Dragon Age: The Veilguard, mais sólido e mais bem recebido e está atualmente a trabalhar no próximo capítulo de Mass Effect, que todos esperam que seja bem melhor.

CP abre candidaturas a programa de estágios de 12 meses para recém-formados

A CP – Comboios de Portugal lançou o programa CP TrainUP 2025/2026, com 40 vagas de estágio remunerado para jovens licenciados em diversas áreas.

A CP – Comboios de Portugal anunciou a abertura de um novo programa de estágios profissionais, com o objectivo de atrair jovens recém-formados para integrarem o setor ferroviário nacional. Denominado CP TrainUP 2025/2026, o programa pretende recrutar 40 candidatos com formação superior e interesse em contribuir para uma mobilidade mais sustentável, em sintonia com os atuais desafios da inovação.

O início dos estágios está previsto para setembro, com uma duração de 12 meses, e destina-se a jovens com formação até ao nível de mestrado e com um máximo de dois anos de experiência profissional.

Os candidatos devem possuir formação nas áreas de Gestão, Engenharia, Tecnologias de Informação, Matemática, Arquitectura, Marketing Digital ou Direito. O perfil procurado inclui pensamento crítico, interesse por soluções sustentáveis, competências de comunicação e facilidade no trabalho em equipa. Os estágios decorrerão em várias localidades, incluindo Lisboa, Porto, Entroncamento e Vila Real de Santo António.

O programa prevê formação teórica e prática em domínios como inovação, cibersegurança, ética e sustentabilidade. Os participantes contarão ainda com o acompanhamento de mentores experientes e o envolvimento em projetos com impacto direto na atividade da empresa. Em termos de condições, os estagiários terão direito a uma bolsa mensal, subsídio de alimentação, seguro de acidentes pessoais e facilidades de transporte através de vouchers da CP.

As candidaturas estão abertas até 20 de julho e requerem o envio de currículo e carta de motivação via email. A fase de selecção decorrerá ao longo do mês de agosto e incluirá análise curricular e entrevistas.

Sines Sea View Business & Leisure: mais do que um hotel – um lugar com alma, à beira-mar em Sines, e com uma jóia gastronómica

O Sines Sea View Business & Leisure não é apenas um hotel. É um convite para ver o Alentejo com novos olhos – mais profundos, mais atentos, mais disponíveis para uma imersão no encanto do mundo real.

Num país onde o litoral está cheio de postais repetidos, Sines surge como uma surpresa. A maioria conhece o nome – pela história, pela indústria, talvez pelo Festival Músicas do Mundo -, mas poucos imaginam o que acontece realmente quando se chega lá. Foi precisamente isso que quisemos perceber ao (re)visitar o Sines Sea View, um hotel de quatro estrelas com vista privilegiada para o mar (a sua arquitetura em “U” assim favorece) e para o coração da cidade. Aberto desde novembro de 2022, o Sines Sea View Business & Leisure tem 120 quartos, 3 bares (Lobby Bar, Roof Top Bar Mar à Vista e um bar de apoio a congressos, festas empresariais, etc, junto ao auditório (mas já lá iremos com mais pormenor).

Este hotel com uma forte componente de business foi pensado para capacitar a cidade de alojamento, em função da elevada procura que tem todo o ano. A cidade tem muito dinamismo e muitos dos clientes vêm em contexto profissional.

O Sines Sea View dispõe de um auditório e mais duas salas, bastante utilizados para eventos que, em dois anos, já ultrapassaram as três centenas, um número que, só por si, demonstra uma confortável centralidade deste equipamento e da sua vitalidade naquela que é uma das cidades industrilizadas, mas também das mais interessantes atualmente, do ponto de vista turístico, da costa marítima portuguesa.

Depois, e este é o ponto central de qualquer hotel, o Sines Sea View Business & Leisure oferece modernidade e conforto que agradam ao primeiro olhar. Com uma arquitetura contemporânea, amplo átrio com decoração de estilo minimalista e confortável onde brilham matizes marítimos e terrosos, piso subterrâneo para cómodo estacionamento, este hotel de três pisos dotados de uma ampla abertura central com parapeitos acrílicos oferece quartos de grande conforto e bem equipados. O nosso era um quarto duplo com cama de casal: casa de banho com duche moderno, logo à entrada, de um lado do hall um roupeiro de quatro portas com iluminação interna, do outro, a cama larga e confortável, com colchão de elevado conforto, secretária, poltrona de apoio, todo o espaço dispondo de iluminação led e, a joia da coroa, uma belíssima varanda com mesa e duas cadeiras de exterior, voltada a Sul, com o mar ao fundo. O quarto dispõe, ainda, de ar condicionado, telefone interno com ecrã digital, cofre e bar-frigorífico.

Mas o que encontrámos foi muito mais do que uma estadia confortável: encontrámos um projeto com identidade, paixão e uma ligação genuína ao território. E tudo isso ficou claro nas histórias que o general manager do Sines Sea View, Pedro Proença, gentilmente partilhou connosco, num olhar único sobre a cidade, o Alentejo e as experiências que fazem desta região um segredo para se conhecer e amar.

Há arte, há trilhos, há pão quente, há vinho que estagia no fundo do mar, há encontros improváveis com senhoras que fazem renda numa igreja e oferecem os seus préstimos de cicerone, além de cafés perdidos no tempo onde o toucinho parece uma obra de arte. Sines não quer competir com ninguém. Quer apenas mostrar o que é – e é isso que o torna tão especial.

Cultura à vista (de mar)

Logo ao entrar no Sines Sea View, sente-se que há uma alma própria, que figura na intenção dos detalhes. O hotel acolhe duas instalações artísticas nas áreas comuns, fruto de uma colaboração com o Centro Cultural Emmerico Nunes, uma instituição de referência na cidade. Uma das exposições homenageia Alberto, figura marcante de Sines, e outra presta tributo ao próprio Emmerico Nunes, caricaturista de excelência. O objetivo? “Dar alegria ao espaço e contar a história da cidade através da arte”, explica o manager.

Além disso, está em curso um plano para integrar fotografias históricas da década de 1930, cedidas pelo arquivo cultural de Sines. “Os nossos hóspedes apreciam essas particularidades, gostam de sentir que estão num lugar com identidade”, afirma.

O SPA do Sines Sea View, com uma bonita piscina interior em tons de azul, aquecida, oferece uma perfeita harmonia com o relaxamento e o descanso mais desejados, sendo um dos espaços favoritos de quem ali trabalha e, claro, dos clientes. Como é costume, o SPA é de livre acesso e, acreditem, uma experiência que vale bem a pena. Já os tratamentos e as massagens têm um preçário, mas são serviços disponibilizados com grande qualidade e que premeiam quem procura, de facto, uma experiência zen e revigorante. “É acolhedor, envolvente, bonito – um refúgio dentro do hotel.” Com três salas de tratamentos, duas terapeutas residentes e freelancers que reforçam o serviço conforme a procura, o espaço atrai tanto hóspedes como residentes da cidade.

Volta do Mar: Gastronomia com Horizonte e Identidade

A joia gastronómica do Sines Sea View é o seu restaurante, que dá pelo nome de Volta do Mar. Aqui, há um ambiente vibrante, desde logo, ao pequeno-almoço. De facto constatámos que o Sines Sea View é um hotel onde converge toda uma clientela diversa, desde turistas em lazer a equipas de futebol. Com espaços mais recatados capazes de acomodar grupos combinando com outros mais amplos, servidos de largas mesas redondas junto às janelas panorâmicas, começa-se logo por ter um buffet de pequeno-almoço digno de rei. Ali nada falta. Aliás, é impossível enumerar tudo: de um lado, diferentes tipos de pão, croissant, donuts, bolos fatiados, panquecas, torradas… Do outro, os elementos de um bom e imprescindível british breakfast, desde ovos confecionados de toda a forma, bacon, salsichas, baked beans… Ao longo do balcão, chás, sumos, café e outras bebidas… Ao centro, fiambres, queijos, leite, iogurtes, uma enorme variedade de frutas, compotas, marmeladas… – tudo exatamente assim, no plural, em abundância e da melhor qualidade.

Depois, o serviço e carta de almoço e jantar do Mar à Vista são outro grande atrativo deste Sines Sea View Business & Leisure. Como relembra o general manager, “durante a semana temos entre 35 a 50 jantares com facilidade. Ao domingo é mais tranquilo, mas há sempre movimento”.

O Volta do Mar homenageia o mar e as rotas da descoberta portuguesa – não apenas no nome, mas em cada prato. O menu do restaurante, que é extenso, foi recentemente brindado com algumas novidades. Para começar, provámos o couvert: Pão de Massa Mãe, crocante e artesanal, acompanhado de uma delicada Manteiga de Algas, Patê de Azeitona e um intenso Picadinho de Algas. Pudemos comprovar que a manteiga de algas é, de facto, uma delícia.

De seguida, como entradas, mandámos vir dois clássicos com alma de tradição mas renovados pela irreverência da nova culinária: a Sapateira sobre Filhós de Forma e Chutney de Pepino, e o Alhinho no Camarão. Estas duas propostas revelaram-se memoráveis: a Sapateira é um prato bastante criativo e surpreendente, já que funde mar e doçaria alentejana com um toque ácido e crocante, com a filhós convertida para uma versão, digamos, salgada. O clássico Alhinho no Camarão é preparado com mestria, sem excessos, e com o sabor puro do marisco fresco saído, literalmente, do prato para a mesa.

Outras opções interessantes, onde brilham também outras propostas e que vão tendo sempre algo de novo, são a Salada Quente de Bacalhau com Grão Frito e Demiglace, os Croquetes de Javali com Pickle de Cebola Roxa ou o Torricado de Pimentos Assados com Ovo Estrelado. As Sopas mantêm o tom de conforto e tradição, com o Creme de Legumes da Horta e uma legenda da culinária de Sines, a Sopa de Peixe da Nossa Costa.

A nossa experiência foi continuando pela tarde dentro, num almoço luminoso, na enorme sala do restaurante, a dar para um jardim (a parte interior do “U”) coroado por um magnífico céu azul.

Propõe-se então uma viagem que vai “do mar para o prato”, “do campo para o prato” e “da natureza para o prato” (opções vegetarianas). Nos principais, não resistimos à elegante Corvina Rainha, fresquíssima, servida sobre um suave Puré de Bolbo de Aipo e acompanhada de um aromático Escabeche de Algas, uma composição que é ao mesmo tempo leve e sofisticada, com sabores do mar bem equilibrados.

Mas atenção, a secção Do Mar para o Prato é riquíssima. Surgem sugestões como a Bochecha de Raia com Molho Caril e Naan Caseiro, o Robalo Corado com Molho à Espanhola e Açorda de Alho e Coentros, o Polvo Assado com Puré de Milho Noisette e Grelos e uma generosa Cataplana de Peixe e Camarão da Nossa Costa.

Com enfoque vegetal, a secção Da Natureza para o Prato oferece o surpreendente Arroz Cremoso de Alface do Mar com Balsâmico de Maçã, os elegantes Gnocchis de Pão Alentejano com Puré de Agrião e Burrata, e a criativa Batata Crocante com Puré de Aipo, Amêndoas e Folhas Verdes.

Do campo, testámos a suculenta e rica Bochecha de Porco, que nos fez recuar aos saudáveis paladares dos guisados das nossas avós, repousando num aveludado Puré de Chuchu e servida com Acelga Salteada, num prato de grande profundidade gustativa. Ainda do lado Do Campo para o Prato, sobressaem outros pratos, como o imponente Costeletão de Vitela Alentejana, o Lombo de Vaca com Batata Gratin Frita e Cebola Roxa, e o Franguinho no Churrasco com Molho à Alentejana.

Na vertente Street Food, é possível encontrar um suculento Hambúrguer Grelhado com Cheddar, Pickles e Mayo de Cebola Tostada, ideal para uma refeição mais descontraída. Como Acompanhamentos, note-se, estão disponíveis opções como Batata Frita Caseira, Arroz Basmati com Cardamomo, Salada Verde e Legumes Salteados. Testámos a batata frita caseira, excelente, sem gordura, de um sabor sem par.

Para encerrar, são duas as Sobremesas que nos vão ficar sempre na memória: o Pão de Ló de Chocolate Branco, húmido e leve (e muito guloso), e o indulgente Pudim de Croissant com Creme Inglês, uma reinvenção de conforto e doce nostalgia parisiense, perfeita para terminar uma refeição de verdadeiro requinte.

A secção das Sobremesas pode oferecer ainda outros finais felizes, como a delicada Baba de Camelo com Amêndoa, Tonka e Framboesa, o curioso Espresso Martini “Tiramisu” e a leve Fruta Laminada. E a carta de bebidas? Harmoniza de forma exímia com a cozinha do restaurante. Durante a nossa refeição, acompanhámos os pratos com o vinho tinto Terras de Baco (2023), da Adega de Portalegre, um Vinho Regional Alentejano que junta castas como Trincadeira, Aragonez, Castelão e Alicante Bouschet. De taninos suaves e aromas a frutos vermelhos maduros, este vinho revelou-se equilibrado, com final fresco e persistente – perfeito tanto para os pratos de carne como para acompanhar o couvert e as entradas mais intensas.

Quem quiser, pode dar uma espreitadela à carta de cocktails e de outras bebidas, onde encontrará ótimas sugestões para acompanhar qualquer momento da refeição ou outras ocasiões, para retemperar forças ou descansar um pouco, até porque o Volta do Mar dispõe de bar na entrada, em proximidade com o átrio do Sines Sea View. Assim, entre as bebidas de verão propõem-se clássicos e criações originais, entre elas alguns cocktails temáticos, como o Coastal Kiss, disponível, por exemplo, no magnífico Rooftop Bar à Vista, no topo do edifício.

Por falar em vista… Este bar é um dos espaços imperdíveis do Sines Sea View. Munido de guarda-sóis e confortáveis assentos, deste incrível terraço é possível ver, em dias limpos, desde a Arrábida até Monchique. “Um lugar mágico” é a expressão que melhor o define. Além da vista maravilhosa, que conjuga paisagem urbana, planície e escarpa oceânica, visitantes e clientes podem, também aqui, refrescar-se com um ótimo cocktail ou outra bebida e pedir pratos leves, quer de marisco, como a sapateira, quer hambúrgueres e tostas, com acompanhamento, o que proporciona uma forma leve e muito descontraída de terminar o dia e iniciar uma noite agradável de convívio.

As Voltas do Vasco: o Alentejo à distância de um passeio

Mas no Sines Sea View nem tudo é bebida ou comida. Existem outras ofertas igualmente atrativas e que complementam o espírito de relaxamento e “leisure” deste empreendimento, como o nome do hotel assinala. Uma das propostas mais originais e que serve de exemplo a este vertente do empreendimento é o conceito de As Voltas do Vasco, roteiros informais inspirados nas escapadinhas que o próprio manager faz com frequência. “Sines é um ótimo ponto de partida. Num instante estamos na Vidigueira, Beja, Alvito ou Cuba. São sítios que adoro visitar, onde cada paragem tem uma história”, afirma Pedro Proença. Em Mértola, por exemplo, numa típica matança do porco, descobriu o Café Casa Cravinho, onde às 10 da manhã já se servia toucinho, queijo e enchidos caseiros. “Parecia que o toucinho tinha sido desenhado. A qualidade era inacreditável.”

Noutra ocasião, numa pequena localidade chamada Santiago do Alentejo, encontrou um café onde os locais, logo de manhã, cortavam presunto com navalhas, entre copos e conversas. “Foi como entrar num filme.”

E em Alvito, entrou na Igreja Matriz e foi guiado espontaneamente por uma senhora que ali estava a fazer renda com outras senhoras. “Ela fez uma visita guiada improvisada. Estive mais de uma hora a ouvir histórias – algumas talvez mais lendárias, outras reais, mas todas fascinantes.”

Do Alentejo para o mundo… e vice-versa

A ligação entre Sines e o mundo também se faz ao contrário. O Sines Sea View participou recentemente num evento da Embaixada Portuguesa em Viena, no âmbito do Festival Terras Sem Sombra, um projeto que combina música clássica, cultura local e sustentabilidade. “Fomos desafiados a levar um pouco do Alentejo à Áustria – enchidos, peixe fumado, azeites, e claro, pão alentejano feito por nós.” O resultado? A primeira coisa a desaparecer da mesa do sr. Embaixador foi… o pão. “As pessoas ficaram maravilhadas.”

Foi aí que o general manager lançou um desafio aos convidados de outras paragens: “Sabem que em menos de quatro horas, podem sair de Viena e estar no Alentejo profundo?” A verdade é essa. De Lisboa a Évora, ou até mesmo a Sines, é um pulo. E aqui, o tempo corre de outra forma. É como viajar 40 ou 50 anos no passado, mas com todo o conforto e autenticidade.

Para além da componente cultural e gastronómica, a região tem ainda um forte potencial para caminhadas e natureza. A Lagoa de Santo André, por exemplo, oferece trilhos com paisagens únicas. “Há quem caminhe 15 ou 20 km junto à costa ou pelo interior. Os contrastes são incríveis.”

A melhoria das acessibilidades, como a duplicação da estrada entre Sines e Santiago do Cacém, trará ainda mais segurança e rapidez, mas o que atrai mesmo quem visita são os encontros inesperados, os sabores genuínos e as pessoas com quem se cruza pelo caminho.

A mensagem é clara: há mais Sines do que se pensa

Sines não é só porto industrial – é história viva, tradição à mesa, arte nos lugares e autenticidade nos gestos. “O que queremos comunicar é que há aqui um mundo por descobrir. E as pessoas estão a ouvir”, conclui Pedro Proença.

Com propostas culturais, experiências locais e um cuidado diário com quem os visita, o Sines Sea View Business & Leisure não é apenas um hotel. É um convite para ver o Alentejo com novos olhos – mais profundos, mais atentos, mais disponíveis para uma imersão no encanto do mundo real.

LibreOffice disponibiliza novos manuais gratuitos em resposta à oferta do Microsoft Office

Os manuais atualizados do LibreOffice para a versão 25.2 abrangem todas as aplicações do pacote e destinam-se a utilizadores descontentes com o ecossistema da Microsoft.

A The Document Foundation lançou novos guias do utilizador para a versão 25.2 do LibreOffice, que cobrem toda a gama de aplicações da suite, como o Writer, o Calc, o Impress, o Draw e o Math. Os manuais, que já disponíveis em formato digital e de forma totalmente gratuita, representam um esforço coordenado liderado por Jean Weber, Olivier Hallot e Peter Schofield, com o apoio de uma equipa alargada de colaboradores internacionais.

Este lançamento coincidiu com o crescente desagrado de muitos utilizadores perante as políticas da Microsoft, nomeadamente no que respeita ao Windows 11 e à sua forte dependência a serviços online via cloud. A The Document Foundation tem incentivado os utilizadores a testar alternativas, como o Linux, e a publicação destes guias surge como uma ferramenta essencial para facilitar essa transição. Para além de explicarem detalhadamente o funcionamento das aplicações, os guias sublinham funcionalidades que diferenciam o LibreOffice do Microsoft Office. Um exemplo é a função REGEX do Calc, que permite localizar e substituir texto com base em expressões regulares — algo ausente no Excel. O guia do Calc alerta, no entanto, que este tipo de funcionalidades poderá não ser compatível com utilizadores que dependam do Excel para colaboração.

A versão 25.2 do LibreOffice chega com muitos outras melhorias, incluindo ajustes na interface, novas opções de privacidade para eliminar metadados pessoais, e melhor interoperabilidade com documentos da Microsoft, como o suporte alargado a fontes em ficheiros DOCX. A versão beta 25.8, entretanto, promete equiparar-se ainda mais à concorrência, ao incluir funções de folha de cálculo como TEXTSPLIT e VSTACK.

Os guias estão disponíveis gratuitamente em PDF e ODF, e uma edição impressa será publicada em breve através da plataforma Lulu Inc.

Declaração de Impacte Ambiental aprova traçado da Alta Velocidade no concelho de Leiria

Decisão favorável condicionada da Declaração de Impacte Ambiental confirma traçado da Linha de Alta Velocidade no concelho de Leiria, prevendo nova estação na Barosa e alterações em Bidoeira de Cima.

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) relativa ao projeto da Linha de Alta Velocidade (LAV) recebeu decisão favorável condicionada, validando o traçado proposto para o concelho de Leiria. A informação foi confirmada pela Câmara Municipal de Leiria, que destaca a conformidade global da solução aprovada com a proposta que tinha vindo a defender.

No território leiriense, o parecer aponta para a criação de uma nova estação ferroviária na freguesia da Barosa e para a passagem da linha nos limites da área urbana da freguesia de Regueira de Pontes. A única divergência assinalada face ao traçado anteriormente apresentado surge na zona da Bidoeira de Cima, entre Soure e Carregado.

Com a emissão da DIA, segue-se agora o lançamento do concurso internacional para a elaboração do projeto de execução. Em comunicado, a Câmara de Leiria sublinha que continuará a acompanhar o processo, reiterando os pontos que defendeu em sede de consulta pública. Entre eles, a importância de garantir medidas de compensação para os afetados, o desenvolvimento de acessos viários e intermodais à nova estação, a integração cuidada da infraestrutura no ordenamento do território e uma articulação eficaz entre entidades locais e nacionais para a execução das medidas previstas.

A autarquia considera que esta decisão representa um avanço significativo num projeto ferroviário com impacto nacional, com implicações diretas na mobilidade regional e intermunicipal. A futura estação da Alta Velocidade ficará localizada na Barosa e deverá articular-se com a atual Linha do Oeste.

O município afirma ainda que irá manter uma participação ativa nas fases seguintes, particularmente na análise do traçado a apresentar no projeto de execução, procurando contribuir para soluções que garantam uma integração eficaz da nova infraestrutura ferroviária de alta velocidade no concelho de Leiria.

O Melhor Croissant da Minha Rua abriu lojas no Infantado e em Fernão Ferro

Além destas novas aberturas, a marca O Melhor Croissant da Minha Rua tem vindo a renovar as lojas já em funcionamento.

Falar da marca O Melhor Croissant da Minha Rua é falar de uma marca já bem estabelecida a nível nacional, com várias lojas onde podemos devorar maravilhosos croissants.

Os croissants são confecionados numa fábrica própria e enrolados à mão e não por máquinas. Isto acontece para que se consiga garantir a qualidade do produto em todas as lojas. Os recheios, com exceção do de Doce de ovos, doce de leite, creme de Oreo, assim como alguns recheios salgados, têm uma receita especial e são confecionados todos os dias em cada loja, os restantes são enviados para cada loja por forma a manter o padrão em qualquer ponto de venda.

Os croissants não estão mais de três horas na vitrine e há um grande controlo para que não haja desperdício alimentar. Assim, são guardados nas lojas croissants em várias fases de confeção que só são acabados com a necessidade de novas fornadas. Esta é a forma de garantir que o croissant está sempre fresco e, na maior parte das vezes, ainda quente.

Outra característica diferenciadora destes croissants (meio brioche, meio folhado) é a caramelização do açúcar por cima e o facto de estarem sempre quentes. É também de relembrar que, em 2022, a marca conquistou o selo vegan, atribuído pela Associação Vegetariana Portuguesa. E ao longo dos anos, tem vindo a adotar várias medidas que visam reduzir o impacto ambiental como a eliminação do plástico em todos os consumíveis e os resíduos alimentares.

Mas tudo isto já se sabia. O que podem não saber é que, recentemente, os responsáveis d’O Melhor Croissant da Minha Rua abriram duas novas lojas. Uma delas abriu em maio, no Infantado, em Loures, mais especificamente na Av. Descobertas. Já a loja em Fernão Ferro foi inaugurada no final de junho, estando localizada na Av. 10 de Junho n.872 | 872A.

Além de novas aberturas, a marca O Melhor Croissant da Minha Rua está também a renovar as lojas que já estavam em funcionamento, para uma experiência mais acolhedora para os clientes, com um ambiente moderno e convidativo.

easyJet lança novas rotas entre Portugal e Cabo Verde

Três das novas rotas da easyJet são a partir de Lisboa, as outras duas do Porto.

A easyJet vai reforçar a sua presença no arquipélago de Cabo Verde com a introdução de cinco ligações a partir de Portugal. A companhia aérea passará a operar voos diretos de Lisboa para Boa Vista, Praia e São Vicente, e do Porto para Boa Vista e Praia.

Este alargamento da rede representa um crescimento expressivo da conetividade aérea entre Portugal e Cabo Verde. Durante a época de inverno, a transportadora prevê disponibilizar aproximadamente 100.000 lugares nas rotas entre Lisboa e o arquipélago, enquanto a operação a partir do Porto contará com cerca de 60.000 lugares.

As novas rotas estarão operacionais a partir do final de outubro. A partir de Lisboa, os voos para Boa Vista arrancam no dia 26, com duas frequências semanais, enquanto as ligações à Praia e a São Vicente terão início a 27 e 28 de Outubro, respectivamente. O Porto ficará ligado à Boa Vista aos domingos e à Praia às terças e sextas-feiras, também a partir da última semana de outubro.

The Bear renovada para uma 5ª temporada com estreia em 2026

Até lá, podem ver todas as temporadas de The Bear, inclusive a mais recente, que estreou em junho, no Disney+.

The Bear, a aclamada série criada por Christopher Storer, vai regressar em 2026, após a confirmação oficial da sua renovação para uma quinta temporada. O anúncio foi feito por John Landgraf, chairman do FX, numa altura em que a quarta temporada continua a gerar forte impacto junto do público e da crítica.

Desde a estreia da mais recente temporada – disponível no Disney+, tal como as anteriores – The Bear tem continuado a gerar interesse por parte do público, mantendo o entusiasmo que acompanha a produção desde o início. Segundo Landgraf, a série permanece como uma das obras mais relevantes da grelha do FX, fruto de uma colaboração criativa consistente entre Storer, a equipa técnica e o elenco principal.

Nesta nova fase, a narrativa mantém o foco em Carmen “Carmy” Berzatto (interpretado por Jeremy Allen White), ao lado de Sydney Adamu (Ayo Edebiri) e Richard “Richie” Jerimovich (Ebon Moss-Bachrach). O trio enfrenta novos obstáculos na tentativa de consolidar a identidade do restaurante The Bear, num percurso marcado pela tensão entre ambição, exigência e a necessidade de preservar o que verdadeiramente importa. A busca pela excelência profissional cruza-se com dilemas pessoais e desafios estruturais, exigindo adaptação e reinvenção constantes.

O elenco inclui ainda Abby Elliott, Lionel Boyce, Liza Colón-Zayas e Matty Matheson, com Oliver Platt e Molly Gordon em papéis recorrentes.

Transportes Colectivos do Barreiro apresentam primeiro autocarro 100% elétrico

Primeiro autocarro 100% elétrico já circula no Barreiro. Até 2026, a frota terá 40 viaturas e 38 postos de carregamento.

No passado sábado, coincidindo com as comemorações do Dia da Cidade do Barreiro, foi apresentado publicamente o primeiro autocarro 100% elétrico dos Transportes Colectivos do Barreiro, um marco que assinala o início de uma transformação profunda na frota municipal. Esta viatura é a primeira de um total de 40 que deverão ser integradas no serviço até janeiro de 2026, num investimento centrado na modernização do transporte público e na redução do impacto ambiental associado à mobilidade urbana.

A nova geração de veículos será composta por autocarros urbanos das categorias M2 e M3, com tipologias diferenciadas para melhor se adaptarem às necessidades operacionais e geográficas da cidade. Entre os modelos previstos contam-se mini-bus, autocarros de dimensões médias, standard e articulados. Esta diversidade permitirá não apenas uma maior flexibilidade na gestão das rotas, mas também a introdução de novos circuitos, com o propósito de reduzir a pressão automóvel no centro urbano.

A operação contempla igualmente a instalação de 38 pontos de carregamento, essenciais para assegurar a autonomia e fiabilidade das novas viaturas. No total, serão adquiridos dez autocarros de 18 metros, dezasseis de 12 metros, oito de 10 metros e seis de 7 metros, correspondendo a uma reformulação estrutural da frota atualmente em circulação.

O investimento global nesta iniciativa ascende a 20.451.573€, sendo que 11.808.173€ são financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito dos apoios à mobilidade sustentável.

Cachaça 51 lança nova garrafa decorativa em Portugal

A edição 2025 da Cachaça 51 com novo design chega a Portugal com ilustrações de ícones turísticos do Brasil.

A Cachaça 51, marca de origem brasileira com presença consolidada no mercado internacional, lança em Portugal a nova edição da sua embalagem decorativa Pirassununga, correspondente ao ano de 2025. Mantendo o formato sleeve já reconhecido, esta versão surge com um design renovado, da autoria da artista plástica Tereza Perman. O novo grafismo destaca sete ícones do património natural e arquitectónico do Brasil, com o objetivo de reforçar a ligação cultural com os consumidores fora do país de origem.

A ilustração presente na garrafa inclui representações da Floresta Amazónica, do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, da Avenida Paulista com o MASP em São Paulo, do Elevador Lacerda em Salvador, das Cataratas do Iguaçu, do arquipélago de Fernando de Noronha e dos Lençóis Maranhenses. A seleção destes locais procurou evidenciar a diversidade paisagística e regional do Brasil, num exercício visual que estabelece uma ponte entre a bebida e o imaginário cultural brasileiro.

Esta é a quarta vez que a Cachaça 51 adota um sleeve com design especial nas garrafas destinadas à exportação. De acordo com a empresa, esta iniciativa insere-se numa estratégia de valorização dos elementos identitários brasileiros junto do público internacional, mantendo inalterada a fórmula da bebida que sustenta a sua notoriedade em vários mercados.

A edição de 2025 está disponível em garrafas de 700 ml e passa a integrar os circuitos de distribuição nos principais mercados de exportação da marca, incluindo a Europa, África e América do Sul. Em Portugal, um dos destinos de maior relevância para a marca, a chegada desta edição reflecte os laços históricos, linguísticos e comerciais que ligam os dois países.

Primark do Parque Nascente reabre com nova imagem e caixas self-checkout

A loja da Primark no Parque Nascente, em Gondomar, reabre com nova decoração, provadores renovados e 10 caixas de self-checkout.

A loja da Primark no centro comercial Parque Nascente, em Gondomar, apresenta-se agora com uma nova imagem, resultado de um processo de renovação que introduziu mudanças tanto a nível estético como funcional. Inaugurada em 2009, esta foi a segunda unidade da marca a abrir em território nacional, ocupando atualmente mais de 3.100 m2, distribuídos por dois pisos.

A reabertura trouxe alterações visíveis: a loja adoptou uma estética mais contemporânea, com destaque para os novos provadores e para a introdução de 10 caixas de self-checkout, que permitem aos clientes efetuar pagamentos com cartão de forma mais rápida e autónoma.

Esta renovação insere-se num plano mais vasto de investimento no mercado português. A Primark tem vindo a consolidar a sua presença através da abertura de novas lojas e da requalificação de espaços em localizações estratégicas. Só em 2024, o grupo já inaugurou unidades no Montijo, em Guimarães e em Viseu – esta última no Palácio do Gelo Shopping –, num investimento que totaliza 40 milhões de euros. Está igualmente em curso a renovação de lojas como as de Sintra, Aqua Portimão e, em breve, a de Braga.

Helldivers II aterra na Xbox a 26 de agosto, no mesmo dia em que Gears of War Reloaded estreia a série na PlayStation

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O popular jogo de ação cooperativo é o primeiro jogo da PlayStation Publishing a chegar à Xbox.

A Sony Interactive Entertainment e a Arrowhead Game Studios anunciaram que Helldivers II irá aterrar na Xbox Series X|S a 26 de agosto, com pré-reservas já disponíveis através da Microsoft Store. O jogo foi originalmente lançado a 8 de fevereiro de 2024 para PlayStation 5 e PC (via Steam).

Este lançamento marca um momento simbólico nas relações entre as grandes plataformas, sendo o primeiro título sob o selo PlayStation Publishing a chegar à consola da Microsoft — embora não o primeiro jogo de uma propriedade da Sony a estar presente. MLB The Show, por exemplo, já teve lançamentos nas plataformas Xbox, embora publicados pela própria Major League Baseball, ou Death Strading: Director’s Cut que viu a sua chegada recente à Xbox Series X|S com a ajuda da 505 Games e após a Kojima Productions adquirir a totalidade dos direitos de marca.

Helldivers II chega à consola da Microsoft num dia particularmente competitivo e interessante, coincidindo com o lançamento de Gears of War: Reloaded, que estará disponível para Xbox Series X|S, PC, Steam, Xbox Cloud Gaming e, pela primeira vez na série, PlayStation 5.

Descrito como um frenético shooter co-operativo na terceira pessoa, Helldivers II coloca até quatro jogadores a combater pela liberdade de Super Earth numa galáxia hostil. O jogo destaca-se pela forte componente co-operativa, onde o fogo amigo é inevitável e o trabalho de equipa é essencial. Os jogadores podem personalizar os seus equipamentos, enfrentar ameaças imprevisíveis e participar numa guerra galáctica em constante evolução, onde o sucesso ou fracasso depende das ações da comunidade global.

A versão Xbox incluirá os mesmos conteúdos e funcionalidades das restantes versões, integrando os jogadores na mesma guerra em curso pela galáxia, ou seja, incluirá cross-platform.

Neil Druckmann afasta-se da adaptação de The Last of Us para a HBO antes da terceira temporada

O co-criador da série anunciou a sua saída nas redes sociais, com Halley Gross também a abandonar a produção da HBO.

A HBO vai avançar com a terceira temporada de The Last of Us sem o criador e diretor criativo dos jogos em que se inspira, Neil Druckmann, que recorreu às redes sociais para anunciar que se irá afastar do processo criativo da série televisiva já a partir da próxima temporada. Na série televisiva, Druckmann assinava enquanto co-criador ao lado de Craig Mazin, tendo também escrito e realizado alguns dos episódios da primeira e da segunda temporada.

Tomei a difícil decisão de me afastar do meu envolvimento criativo em The Last of Us na HBO”, revela Druckmann, num comunicado partilhado no Instagram oficial da Naughty Dog. “Com o trabalho concluído na segunda temporada e antes de qualquer avanço significativo na terceira, este é o momento certo para dedicar totalmente o meu foco à Naughty Dog e aos seus futuros projetos, incluindo escrever e realizar o nosso próximo jogo, Intergalactic: The Heretic Prophet, para além das minhas responsabilidades como diretor de estúdio e responsável criativo.” Continua, afirmando que se irá focar no desenvolvimento do seu próximo jogo para a PlayStation, Intergalactic: The Heretic Prophet.

Druckmann referiu ainda o privilégio que foi trabalhar na adaptação televisiva, não revelando qualquer tipo de conflitos que, em momentos destes, são fáceis de imaginar por parte da comunidade. “Cocriar a série foi um dos pontos altos da minha carreira. Foi uma honra trabalhar ao lado do Craig Mazin como produtor executivo, realizador e argumentista nas duas últimas temporadas. Estou profundamente grato pela abordagem cuidadosa e dedicação do talentoso elenco e equipa técnica na adaptação de The Last of Us Part I, e pela continuação da adaptação de The Last of Us Part II.

Druckmann não foi o único a abandonar o projeto da HBO, também Halley Gross, argumentista de The Last of Us Part II e produtora executiva da série, confirmou a sua saída numa mensagem semelhante.

Com muito cuidado e consideração, decidi afastar-me do meu trabalho diário em The Last of Us da HBO para dar espaço ao que vem a seguir”, revelou Gross no Instagram. “Estou profundamente grata por esta experiência tão especial. Trabalhar ao lado do Neil, Craig, da HBO e deste elenco e equipa extraordinários mudou a minha vida. As histórias que contámos — sobre amor, perda e o que significa ser humano num mundo aterrador — são exatamente o motivo pelo qual adoro esta franquia. Tenho alguns projetos incríveis pela frente que mal posso esperar por partilhar, mas, por agora, quero expressar a minha gratidão a todos os que trouxeram à vida o mundo da Ellie e do Joel com tanto cuidado.”

A série continuará, para já, a contar com Craig Mazin, co-criador da série, showrunner e guionista, com a promessa que irá assegurar a continuidade criativa da produção. Em comunicado, Mazin partilha ainda entusiasmo e agradece também o apoio por ter trabalhado ao lado de Neil. “Tem sido um sonho criativo trabalhar com o Neil e dar vida à adaptação da sua brilhante obra na HBO. Não podia ter pedido um parceiro criativo mais generoso. Como verdadeiro fã da Naughty Dog e do trabalho do Neil nos videojogos, estou mais do que entusiasmado para jogar o seu próximo título. Enquanto ele se dedica a isso, continuarei a trabalhar com o nosso incrível elenco e equipa para entregar a série que o público espera. Estamos muito gratos ao Neil e à Halley por confiarem em nós para contar a história de The Last of Us Part II, e também a todos os milhões de pessoas em todo o mundo que nos acompanham.”

A primeira temporada de The Last of Us estreou em 2023 tendo sido aclamada tanto pela crítica como pelas audiências, tornando-se numa das séries dramáticas mais bem avaliadas da história da HBO. Já a segunda temporada, teve dificuldades em atingir as mesmas alturas, tendo dividido a comunidade, em particular os fãs dos jogos originais, que discutem frequentemente as decisões e alterações criativas da versão televisiva. Esta segunda parte estreou no início de 2025, com a terceira confirmada oficialmente em abril.

O novo jogo de Neil Druckmann, Intergalactic: The Heretic Prophet, foi anunciado em dezembro de 2024. Trata-se de um jogo de ação sci-fi, com Tati Gabrielle no papel principal e uma banda sonora a cargo de Trent Reznor e Atticus Ross. Tem como alvo a PlayStation mas ainda não foi revelada uma data de lançamento.