Regresso do Porto Sounds Secret traz concertos gratuitos a locais por revelar

A edição de 2026 do Porto Sounds Secret promove seis espetáculos de entrada livre no Porto. Holy Nothing, Valter Lobo e Bruno Pernadas integram o cartaz.

O festival de música Porto Sounds Secret integra novamente a agenda cultural da cidade em 2026, com uma programação de seis concertos gratuitos a decorrer entre os meses de abril e novembro.

Promovida pela empresa municipal Ágora – Cultura e Desporto do Porto, a iniciativa mantém o formato de atuações ao final da tarde em espaços não convencionais, cuja localização exata permanece em segredo até aos dias imediatamente anteriores a cada data. A curadoria da presente edição assenta na interseção entre a música de raiz tradicional e as correntes contemporâneas, explorando identidades culturais portuguesas, tradições de matriz latina e fusões sonoras de âmbito global.

A temporada de música ao vivo arranca no domingo, 19 de abril, com a atuação do grupo portuense Holy Nothing. A banda apresentará o seu mais recente trabalho discográfico, caracterizado pela fusão entre a música pop e elementos rítmicos brasileiros. A 17 de maio, a programação internacional assegura a presença da artista catalã Judit Neddermann. O espetáculo incidirá sobre as raízes do flamenco e a herança musical de Espanha.

O calendário de eventos prossegue a 12 de julho com a presença do cantautor português Valter Lobo, que dedicará a sua atuação ao relançamento do álbum Mediterrâneo. A 20 de setembro, o ciclo acolhe o projeto galego Collado, focado na exploração da música de raiz tradicional da Galiza, num concerto que integra a colaboração da artista portuense Teresa Melo Campos.

A reta final do Porto Sounds Secret 2026 inicia-se a 25 de outubro com Lucas Maia, nome do panorama luso-flamenco, que alia a música pop atual a melodias de raiz ibérica. O concerto de encerramento, agendado para 8 de novembro, fica a cargo de Bruno Pernadas. A apresentação explora cruzamentos entre sonoridades portuguesas e jamaicanas, envolvendo a participação em palco de vários músicos locais.

O acesso aos seis espetáculos no Porto requer apenas o cumprimento da lotação máxima de cada recinto, sendo a entrada gratuita.

Foto: Andreia Merca/CM Porto

Bairro Alto dá as boas vindas à Primavera com artesanato e gastronomia no Mercado de Primavera

O Mercado de Primavera acontece no Miradouro de São Pedro de Alcântara, de 1 a 15 de abril. A entrada é livre.

Até ao próximo dia 15 de abril, o Miradouro de São Pedro de Alcântara, situado no Bairro Alto, estará transformado no Mercado de Primavera, que chega para assinalar a chegada da nova estação.

O Mercado de Primavera tem entrada livre e convida a passeios por entre artesanato local e muitas propostas gastronómicas, enquanto desfrutam de uma das vistas mais bonitas de Lisboa num registo acolhedor. A iniciativa, organizada pela Junta de Freguesia da Misericórdia e pela ACEBA (Associação Comercial e Empresarial do Bairro Alto), foca-se na valorização do Bairro Alto e no apoio ao comércio local.

Ao transformar o miradouro num ponto de encontro dinâmico, o mercado reforça a identidade do bairro como um local onde a tradição e a cultura urbana se cruzam naturalmente. É um convite aberto a residentes e visitantes para vivenciarem o território de forma ativa e comunitária.

De acordo com Hilário Castro, Presidente da ACEBA, o Mercado da Primavera reflete o compromisso da associação em manter o Bairro Alto como um espaço vibrante e de partilha: “Queremos continuar a afirmar o Bairro Alto como um espaço de encontro, onde o comércio local, a cultura e a comunidade convivem de forma natural“, admite.

Misty Fest 2026 recebe Cat Power para tocar álbum The Greatest na íntegra

A cantora norte-americana Cat Power atua no Sagres Campo Pequeno a 13 de novembro. O concerto integra o Misty Fest 2026 e celebra o álbum The Greatest.

A cantora e compositora Chan Marshall, profissionalmente conhecida como Cat Power, tem um concerto agendado para o dia 13 de novembro no Sagres Campo Pequeno, num espetáculo integrado na programação do Misty Fest 2026. A atuação assinala o 20º aniversário da edição do álbum The Greatest, lançado originalmente em 2006, estando prevista a interpretação integral do disco ao vivo.

Nesta apresentação, a artista norte-americana far-se-á acompanhar pelos Dirty Delta Blues, o mesmo grupo de músicos que integrou a digressão original de lançamento da obra há duas décadas. A formação que subirá ao palco é composta pelo guitarrista Judah Bauer, pelo teclista Gregg Foreman, pelo baixista Erik Paparozzi e pelo baterista Jim White, num regresso destinado a transpor para o espetáculo as composições de um álbum que se encontra atualmente alvo de uma reedição.

Gravado nos Ardent Studios, em Memphis, no estado norte-americano do Tennessee, The Greatest demarcou-se na carreira de Cat Power por uma notória aproximação à estética musical soul, resultado direto da gravação em estúdio com a colaboração de músicos proeminentes daquela cidade. O trabalho discográfico gerou consenso na crítica especializada da época, o que se traduziu na atribuição do Shortlist Music Prize, marcando a primeira vez que o galardão foi entregue a uma artista feminina. O impacto da edição ficou igualmente registado nas avaliações da revista Rolling Stone, que posicionou o trabalho no sexto lugar da lista dos 50 melhores álbuns de 2006 e na vigésima sexta posição do ranking referente aos 100 melhores discos da primeira década do século XXI.

Quanto aos bilhetes, são postos à venda amanhã, dia 3 de abril.

easyJet inicia novas rotas aéreas diretas de Lisboa para Glasgow e Liverpool

A transportadora aérea easyJet inaugurou ligações diretas entre o Aeroporto Humberto Delgado e o Reino Unido. Os voos para Glasgow e Liverpool já operam com duas frequências semanais.

A companhia aérea easyJet iniciou a operação de novos voos diretos entre o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e o Reino Unido, estabelecendo ligações regulares com as cidades de Glasgow e Liverpool. A inauguração da rota aérea para Glasgow decorreu a 29 de março, enquanto as operações comerciais para Liverpool começaram a 31 de março. Esta expansão da rede de voos da easyJet tem como objetivo fortalecer a conectividade entre a capital portuguesa e o mercado britânico, estabelecido como um dos principais emissores de turismo para Portugal.

O planeamento destas novas rotas aéreas a partir de Lisboa contempla a realização de duas frequências semanais para cada destino no Reino Unido. Os voos diretos para Glasgow realizam-se todas as quartas-feiras e domingos. Por sua vez, as ligações aéreas com destino a Liverpool operam às terças-feiras e aos sábados. O estabelecimento destes horários reflete a estratégia de alocação de capacidade da transportadora na infraestrutura aeroportuária lisboeta para a atual temporada.

A malha aérea da easyJet em Portugal regista um novo incremento no decorrer do semestre, com a introdução de uma terceira rota direta para o território britânico. A partir de 22 de junho, entram em funcionamento os voos entre Lisboa e Newcastle. Esta ligação operará com duas frequências por semana, programadas para as segundas e sextas-feiras. Com a integração da operação para Newcastle, a companhia aérea atinge a marca de 33 rotas operadas a partir do aeroporto de Lisboa durante o verão.

XPENG P7+ arranca pré-vendas em Portugal e entregas começam no verão

As pré-vendas do elétrico XPENG P7+ já decorrem no mercado português. O automóvel é comercializado em três configurações distintas, com autonomia até 660 km e preços a começar nos 38.200€.

A XPENG iniciou a fase de pré-vendas do modelo elétrico XPENG P7+ em Portugal. Com as primeiras entregas planeadas para o verão, o preço de entrada do novo carro elétrico fixa-se nos 38.200€, valor ao qual acresce o IVA, referente à versão RWD Standard Range.

O formato fastback apresenta-se como o primeiro modelo de grande produção da fabricante asiática a incorporar otimização baseada em Inteligência Artificial, assinalando a transição da indústria de uma mobilidade assente na potência para uma focada na inteligência tecnológica.

A montagem do XPENG P7+ decorre nas instalações da Magna Steyr em Graz, na Áustria. Esta unidade fabril atua como o primeiro parceiro de produção local da XPENG na Europa, tornando o novo modelo no terceiro veículo elétrico da marca produzido e montado em território europeu, sucedendo aos automóveis G6 e G9. No domínio da segurança passiva e ativa, a estrutura do automóvel é fabricada em aço de ultra-alta resistência, integrando proteção avançada do conjunto de baterias e 14 sistemas de assistência à condução.

A operação tecnológica do XPENG P7+ centraliza-se no chip exclusivo TURING AI, um hardware capaz de atingir uma capacidade de computação de 750 TOPS. Este processador gere o volume de dados do veículo, viabilizando o funcionamento dos sistemas avançados de assistência e assegurando atualizações remotas contínuas (OTA). A arquitetura de Inteligência Artificial permite a execução de funções como mudanças de faixa de rodagem, condução em autoestrada e estacionamento remoto inteligente. O habitáculo dispõe de um ecossistema digital que inclui um painel de instrumentos de 8,8 polegadas, um ecrã central tátil de 15,6 polegadas e um sistema de projeção no para-brisas (head-up display).

A comercialização do XPENG P7+ no mercado nacional divide-se em três versões. A configuração de acesso, RWD Standard Range, opera com tração traseira, um motor de 180 kW (245 cv) e uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 61,7 kWh. A variante RWD Long Range mantém a tração traseira, eleva a potência para 230 kW (313 cv) e integra uma bateria de 74,9 kWh, alcançando uma autonomia máxima de 660 quilómetros em ciclo urbano WLTP. A versão de topo, AWD Performance, utiliza a bateria de 74,9 kWh e adiciona um segundo motor para tração integral, resultando numa potência de 370 kW (503 cv) e numa aceleração dos 0 aos 100 km/h em 4,3 segundos. A velocidade máxima está eletronicamente limitada a 200 km/h nas três configurações. A arquitetura de baterias LFP suporta tecnologia 5C, permitindo carregamentos em corrente contínua (DC) até 446 kW e a reposição de carga dos 10% aos 80% em 12 minutos.

A engenharia do XPENG P7+ traduz-se numa habitabilidade com capacidade de carga expansível até 1.931 litros. O interior utiliza materiais de acabamento descritos como sustentáveis, incluindo microfibra velour e pele Napa, complementados por um isolamento acústico reforçado. O comportamento dinâmico é assegurado por um esquema de suspensão de duplo triângulo no eixo dianteiro e multibraços no eixo traseiro. O sistema de Controlo de Amortecimento Contínuo (DCC) faz parte do equipamento de série em toda a gama disponibilizada em Portugal.

Lanidor inaugura primeira loja outlet no Designer Outlet Algarve

O Designer Outlet Algarve expande o seu portefólio comercial com a inauguração de uma nova loja da Lanidor, num espaço com 149 m2.

O Designer Outlet Algarve vai consolidar a sua oferta comercial com a abertura da primeira loja da marca portuguesa Lanidor no formato outlet na região sul do país. A inauguração do novo espaço de retalho de moda acontece a 3 de abril, antecedendo o fim de semana de Páscoa. A operação integra a estratégia delineada pela ROS Retail Outlet Shopping e pelo Grupo Ingka para o complexo, visando a captação de insígnias de referência no mercado nacional.

A nova superfície comercial da Lanidor no Designer Outlet Algarve ocupa um total de 149 metros quadrados e encontra-se instalada estrategicamente entre as lojas da GEOX e da GANT. O estabelecimento disponibiliza aos visitantes do centro as coleções de vestuário das linhas feminina, masculina e infantil. Esta expansão responde à procura contínua por marcas portuguesas com forte implantação no setor do vestuário e acessórios.

Assinalando a entrada no mercado outlet algarvio, a empresa aciona uma operação de redução de preços limitada aos primeiros três dias de funcionamento, compreendendo os dias 3, 4 e 5 de abril. A medida traduz-se numa dedução adicional de 15% sobre o valor de outlet em todos os artigos com preço igual ou superior a 29,90€. A administração informa que esta condição comercial de abertura exclui a possibilidade de acumulação com outras campanhas promocionais ou descontos em vigor no mesmo período.

TBSE gere rede de autocarros na região das Beiras e Serra da Estrela

A exploração rodoviária nas Beiras e Serra da Estrela passa para a gestão da TBSE. A nova concessão intermunicipal visa assegurar a mobilidade da população.

A mobilidade rodoviária no interior de Portugal entrou numa nova fase com a oficialização da concessão do serviço público de transporte de passageiros na região das Beiras e Serra da Estrela. A nova operadora, designada Transportes das Beiras e Serra da Estrela, Sociedade Concessionária (TBSE), assinou o contrato com a Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e da Serra da Estrela (CIMRBSE), assegurando a exploração da rede de autocarros durante os próximos cinco anos. Este acordo legal, que resulta da adjudicação através de um concurso público internacional, representa um investimento global estimado em cerca de 10 milhões de euros, visando reestruturar e modernizar as ligações de transportes públicos num vasto território do centro do país.

A operação rodoviária agora concessionada à TBSE abrange a gestão integral das carreiras, incluindo a definição de linhas, percursos, horários, tarifários e a disponibilização de informação aos utentes em 15 concelhos, especificamente Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Gouveia, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso. A infraestrutura de transportes públicos intermunicipais e inter-regionais será complementada, em situações específicas ditadas pelos cadernos de encargos, por serviços de âmbito estritamente municipal e pela integração operacional do transporte escolar. O arranque pleno e contínuo desta rede de autocarros ocorrerá de imediato após a conclusão do período de transição técnica pré-definido.

A adoção deste modelo de gestão partilhada, que delega a operação do transporte público de passageiros numa entidade privada sob a estrita regulação e fiscalização da autoridade pública intermunicipal, reflete a atual estratégia para a modernização da mobilidade nas Beiras e Serra da Estrela. O foco contratual incide na fiabilidade do serviço rodoviário diário, na transparência da operação e na manutenção de elevados padrões de segurança viária, assegurando a continuidade das deslocações para os milhares de habitantes deste território interior.

Club65 introduz modelo de Senior Independent Living em Portugal

O Grupo ReVentures vai investir 225 milhões de euros no Club65, trazendo para Portugal o conceito de Senior Independent Living com a construção de 900 apartamentos.

O mercado imobiliário em Portugal prepara-se para a introdução de um novo segmento habitacional direcionado à população com mais de 65 anos. O Grupo ReVentures anunciou um investimento de 225 milhões de euros para o desenvolvimento do projeto Club65, a primeira iniciativa de Senior Independent Living no país. O plano prevê a construção de cerca de 900 apartamentos distribuídos por sete edifícios localizados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A inauguração da primeira fase está agendada para abril de 2027, na zona da Lapa, no Porto, estando a conclusão do projeto prevista para o primeiro semestre de 2029.

A criação desta solução de habitação para a geração sénior surge como resposta a uma alteração estrutural da demografia nacional. Os dados estatísticos indicam que mais de dois milhões de portugueses pertencem a esta faixa etária, o que representa 24% da população, com projeções demográficas a apontar para um crescimento até aos 33% em 2050. Este envelhecimento populacional é acompanhado por uma mudança no perfil destes cidadãos, atualmente mais autónomos, digitalizados e com preferência por estilos de vida urbanos. O conceito do Club65 baseia-se em modelos habitacionais já consolidados em mercados internacionais como França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, países com uma “Silver Economy” em estado de maturação avançado. Hugo Gonçalves Pereira, presidente executivo do Grupo ReVentures, sublinha que o objetivo da empresa é estabelecer uma nova categoria no setor imobiliário nacional, vocacionada para uma longevidade ativa em localizações centrais.

A oferta do Club65 estrutura-se em apartamentos com tipologias compreendidas entre o T0 e o T2, funcionando sob um modelo de pagamento de mensalidade base. Este formato financeiro destina-se a assegurar a previsibilidade dos custos mensais para os residentes, englobando a utilização do imóvel e o acesso a um conjunto de serviços essenciais integrados. A prestação fixa cobre o funcionamento de áreas como a segurança, manutenção de infraestruturas, limpeza, resposta a emergências e um serviço de portaria disponível em permanência. Para além da componente base, o modelo prevê a personalização da experiência através de pacotes de serviços opcionais em áreas como a saúde, gastronomia e bem-estar, ajustáveis às necessidades individuais de cada utilizador.

A integração comunitária e a disponibilização de serviços complementares constituem uma componente central do investimento do Grupo ReVentures nestes empreendimentos urbanos. Cada edifício do Club65 vai integrar mais de 1.200 m2 de áreas comuns interiores, incluindo espaços como restaurante, cafetaria, ginásio, piscina e zonas dedicadas a atividades sociais e culturais, complementados por mais de 600 m2 de jardins exteriores.

A seleção das sete localizações inaugurais obedeceu a critérios de centralidade, focando-se na proximidade a redes de transportes, espaços verdes, comércio e serviços de saúde. No Grande Porto, os complexos estarão situados na Lapa, Boavista e Matosinhos, enquanto na Grande Lisboa a implementação do projeto abrange as zonas de Benfica, Campo Grande, Portela e Carcavelos.

Entrega do IRS: validação do IRS Automático e acumulação de rendimentos exigem simulação prévia

O período de entrega do IRS começou. Várioas empresas alertam para os riscos de validar o IRS Automático sem simulação prévia em rendimentos mistos.

O período de entrega do IRS já arrancou, enquadrado num ano fiscal marcado por alterações legislativas relevantes. A principal mudança reflete-se numa maior aproximação entre as retenções na fonte efetuadas ao longo do ano e o imposto real devido. Por consequência, perspetiva-se que muitos contribuintes venham a registar um reembolso de IRS mais reduzido ou, alternativamente, o apuramento de imposto adicional a liquidar. Perante esta conjuntura tributária, a precisão no preenchimento da declaração de rendimentos assume uma importância fulcral para garantir a otimização legal do imposto.

Várias empresas têm vindo a emitir alertas reiterados relativos à validação do IRS Automático. Embora este mecanismo da Autoridade Tributária tenha sido concebido para simplificar o procedimento fiscal, não deve ser interpretado como a via garantidamente mais vantajosa. A aceitação irrefletida da declaração pré-preenchida governamental pode culminar em perdas financeiras significativas. Um caso paradigmático incide sobre os agregados familiares compostos por sujeitos passivos casados: o algoritmo do Portal das Finanças assume, por predefinição, a tributação separada, não obstante a entrega conjunta revelar-se financeiramente mais benéfica em múltiplos cenários. Assim, o recurso a simuladores de IRS independentes é a ferramenta recomendada para comparar variáveis e identificar a modalidade de submissão mais eficiente.

A atual campanha fiscal integra o benefício do IRS Jovem no âmbito do IRS Automático. A adoção desta prerrogativa carece, contudo, de avaliação criteriosa, visto que a sua aplicação automática pode não traduzir o desagravo máximo para os jovens contribuintes. A simulação atempada antes da validação da declaração é indispensável. Em paralelo, e apesar das indicações oficiais apontarem para celeridade, existe a suscetibilidade de atrasos no processamento dos reembolsos de IRS. Estes constrangimentos logísticos derivam do alargamento da base de contribuintes abrangidos pela submissão automática e da aplicação de regimes de exceção resultantes de intempéries recentes. A diretriz técnica permanece inalterada: recusar a submissão imediata e privilegiar a simulação exaustiva.

Para os contribuintes que registam acumulação de rendimentos de trabalho dependente (Categoria A) e de atividade profissional independente (Categoria B), o grau de exigência declarativa é superior. A premissa basilar do Código do IRS determina a intransmissibilidade da natureza dos rendimentos. As remunerações salariais exigem alocação estrita no Anexo A, enquanto os rendimentos auferidos através de recibos verdes devem ser integrados no Anexo B, ou no Anexo C para sujeitos passivos enquadrados no regime de contabilidade organizada. Esta segregação afeta diretamente a fórmula de cálculo da coleta e o apuramento do imposto final.

Neste cenário de acumulação de rendimentos, os dados facultados pela Autoridade Tributária assumem o estatuto de documento provisório. A validação detalhada de faturas, retenções aplicadas e contribuições liquidadas constitui um passo obrigatório para evitar divergências com o Fisco. A validade da declaração anual encontra-se estritamente dependente da entrega de todos os anexos de IRS exigidos por lei, com destaque para o Anexo H, referente às deduções à coleta, e o Anexo SS, relativo às obrigações perante a Segurança Social. A omissão de um anexo obrigatório invalida integralmente o processo declarativo.

A análise comparativa entre a tributação conjunta e separada, ou a viabilidade legal de sujeitar os rendimentos da Categoria B às regras da Categoria A – aplicável apenas em cenários de entidade pagadora única -, desencadeia oscilações de relevo no valor a pagar ou a receber. É crucial compreender a natureza das retenções na fonte efetuadas mensalmente nos salários e nas prestações de serviços: tratam-se exclusivamente de adiantamentos ao Estado. O acerto de contas final resulta do englobamento global dos rendimentos anuais.

As obrigações contributivas requerem idêntico rigor analítico. A acumulação de trabalho subordinado e independente pode enquadrar o contribuinte numa isenção na Segurança Social, subordinada a critérios legais estritos, que não anula o dever declarativo anual. Simultaneamente, a gestão das despesas profissionais e familiares no portal e-fatura exige precisão. A classificação inadequada de uma despesa culmina na eliminação de deduções substanciais, um risco agravado perante faturas com afetação parcial à atividade independente.

Relativamente à aplicação do IRS Jovem a contribuintes com atividade mista, o regime abrange ambas as categorias de rendimentos, mas a sua ativação exige verificação manual rigorosa. Mesmo perante retenções prévias, o benefício fiscal tem de ser expressamente validado no momento da entrega do IRS para assegurar a sua incidência sobre a totalidade dos rendimentos agregados. A verificação minuciosa de cada parâmetro fiscal é o único procedimento capaz de garantir a otimização e a conformidade legal da submissão da declaração.

O impacto das ameaças digitais em Portugal

A cibersegurança assume um papel de relevo no panorama tecnológico atual, impulsionada pelo aumento de ameaças digitais direcionadas a dispositivos móveis. De acordo com os dados do Microsoft Digital Defense Report referentes ao primeiro semestre do ano, Portugal regista uma posição de alerta a nível global e europeu. O território nacional ocupa o 12.º lugar no ranking europeu das regiões mais visadas por ciberataques, concentrando cerca de 2,4% dos utilizadores afetados pela interceção de dados. Numa perspetiva mundial, o país situa-se na 32.ª posição.

A esmagadora maioria destas investidas cibernéticas foca-se na filtração de dados, um método utilizado para descodificar palavras-passe e aceder a informações confidenciais com o intuito de obter vantagens financeiras, comprometendo desde acessos a serviços bancários até contas em plataformas de entretenimento, como o site oficial do Ginja Casino. A vulnerabilidade a estes acessos indevidos cresce em proporção direta com a utilização massiva e ininterrupta de smartphones, tablets e outros equipamentos conectados à internet, exigindo uma resposta ativa na proteção da informação.

Gestão de atualizações e controlo de permissões

A mitigação destes riscos informáticos assenta na adoção de medidas preventivas rigorosas na gestão diária dos equipamentos. A primeira linha de defesa consiste na manutenção de todos os sistemas operativos e aplicações rigorosamente atualizados. As atualizações de software não se limitam a introduzir novas funcionalidades estéticas ou operacionais, constituindo sobretudo veículos cruciais para a implementação de correções de segurança que reparam vulnerabilidades conhecidas e bloqueiam tentativas de intrusão. A verificação regular das definições do sistema e o recurso exclusivo às lojas oficiais de aplicações garantem a instalação das versões mais seguras e escrutinadas. Ao mesmo tempo, a gestão de permissões concedidas a aplicações de terceiros exige uma monitorização contínua.

Frequentemente, os programas solicitam acesso a componentes de hardware e dados do utilizador, como a localização geográfica, a câmara, o microfone e a lista de contactos, sem que tais permissões sejam estritamente necessárias para o seu funcionamento base. A revisão minuciosa destas autorizações nas configurações do dispositivo permite restringir a partilha aos dados essenciais, minimizando a exposição de informações privadas e reforçando a integridade de todo o ecossistema digital do equipamento.

Segurança em redes públicas e salvaguarda de informação

O ambiente de conectividade externo apresenta desafios adicionais à proteção dos equipamentos. A ligação a redes sem fios públicas e abertas, habitualmente disponibilizadas em cafés, estações de transportes ou centros comerciais, acarreta riscos substanciais, uma vez que estas infraestruturas raramente fornecem as garantias de segurança indispensáveis para salvaguardar a transferência de dados pessoais. Embora os dispositivos móveis modernos consigam detetar rapidamente estas redes, a tecnologia integrada não avalia o seu grau de proteção de forma automática. A desativação da deteção e ligação automática de redes Wi-Fi nas preferências do sistema, nomeadamente em ambientes Android, é uma ação recomendada para evitar o emparelhamento inadvertido a pontos de acesso comprometidos.

Para complementar estas táticas de defesa, os utilizadores devem certificar-se de que as ferramentas de proteção nativas dos sistemas operativos, como o Google Play Protect, permanecem ativadas. Estes mecanismos operam de forma silenciosa em segundo plano, analisando o comportamento das aplicações instaladas e emitindo alertas perante qualquer atividade anómala, dispensando a instalação de software de terceiros. A preservação da informação exige ainda a execução programada de cópias de segurança, seja em plataformas de armazenamento na nuvem ou em unidades de memória físicas, assegurando a recuperação integral dos dados perante falhas técnicas ou perda do equipamento.

Por fim, no âmbito da consciencialização para os perigos da internet, a literacia em segurança informática deve ser incutida desde cedo nas crianças, orientando os menores para a identificação de conteúdos potencialmente perigosos, para a rejeição de descargas provenientes de fontes não verificadas e para a recusa categórica da partilha de dados pessoais em plataformas online.

Câmara de Espinho aprova reabilitação da Nave Polivalente por 1,6 milhões de euros

Com arranque previsto para o segundo semestre de 2026, a intervenção de 1,6 milhões de euros na Nave Polivalente de Espinho visa resolver infiltrações e anomalias do edifício.

A Câmara Municipal de Espinho aprovou o projeto de execução para a reabilitação da Nave Polivalente de Espinho, num investimento estrutural orçado em 1.641.864,61€. A empreitada, focada nas especialidades de arquitetura e engenharia, tem um prazo de execução estipulado em oito meses, com início contável a partir do momento da adjudicação da obra.

A deliberação do executivo camarário surge como resposta ao avançado estado de degradação desta infraestrutura desportiva do concelho. O projeto técnico de intervenção na Nave Polivalente visa solucionar problemas estruturais crónicos que afetam a segurança e a usabilidade do espaço, com particular incidência na resolução de infiltrações, na reparação de anomalias na cobertura e na modernização dos sistemas técnicos obsoletos.

O planeamento destas obras de requalificação determina a substituição integral da cobertura do pavilhão e uma reformulação profunda da rede de águas pluviais. A intervenção abrange ainda a reabilitação dos sistemas de climatização e ventilação, paralela à correção de múltiplas patologias de construção identificadas nas fachadas e nas zonas interiores. Uma adenda ao projeto principal garante a renovação específica da rede de abastecimento de água nos balneários, otimizando a eficiência na gestão de consumos e melhorando as condições sanitárias para a prática do desporto.

Após a conclusão desta empreitada estrutural, o município de Espinho prevê uma etapa subsequente de conservação do equipamento. Esta requalificação futura integrará trabalhos de pintura geral, a beneficiação estética e funcional dos balneários e um conjunto de melhorias complementares focadas na funcionalidade do espaço público.

Do ponto de vista administrativo, a aprovação do projeto de reabilitação permite o avanço para o procedimento pré-contratual exigido por lei. Concluída a fase de adjudicação, o dossier da Nave Polivalente de Espinho será remetido para a fiscalização prévia do Tribunal de Contas. O arranque das intervenções no terreno, projetado para o segundo semestre do ano em curso, depende da emissão do visto daquele tribunal e da subsequente assinatura do auto de consignação.

Para mitigar o impacto do encerramento temporário das instalações, a autarquia encetará negociações com os clubes locais que utilizam o recinto diariamente. O objetivo é assegurar, em articulação com as associações, soluções logísticas alternativas que permitam a manutenção regular das atividades desportivas durante os oito meses previstos para a execução dos trabalhos.

Foto: CM Espinho

Guimarães acolhe primeira fábrica de satélites óticos em Portugal

Guimarães aposta na economia do espaço com a instalação de uma fábrica de satélites em Pevidém.

O concelho de Guimarães vai acolher a primeira fábrica de satélites óticos em Portugal, um investimento que assinala a entrada da região na economia do espaço. A infraestrutura industrial ficará instalada na Fábrica do Alto, na vila de Pevidém, na sequência da aprovação da cedência do edifício ao CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto) pelo Executivo Municipal.

A instalação desta unidade de produção e teste de satélites integra-se na estratégia aeroespacial do município, desenvolvida através do Guimarães Space Hub. O projeto baseia-se num modelo de cooperação que envolve a autarquia, o tecido empresarial, a Universidade do Minho e o CEiiA, entidade que se destaca pela participação ativa em programas espaciais europeus e na conceção de equipamentos para observação da Terra.

O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, fundamentou a iniciativa com a necessidade de captar investimento em áreas tecnológicas de elevado valor acrescentado, num plano ancorado na formação avançada, na investigação e na industrialização. O objetivo da criação desta nova centralidade industrial em Pevidém passa pela transferência de conhecimento e pela geração de emprego qualificado no setor aeroespacial, com perspetivas de impacto direto nas cadeias de valor internacionais e na economia nacional.

Nota: foto meramente ilustrativa

IP e ANSR assinam pacto para reduzir mortes nas estradas em 50%

O novo compromisso entre a IP e a ANSR, enquadrado na Estratégia Visão Zero, visa reduzir para metade os feridos graves e as vítimas mortais nas vias nacionais.

A Infraestruturas de Portugal (IP) e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) assinaram um acordo estratégico com o objetivo de reduzir em 50% o número de vítimas mortais e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030. Integrado na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária Visão Zero, este compromisso estabelece a meta de erradicar as fatalidades nas vias nacionais até 2050. A urgência desta cooperação institucional no combate à sinistralidade rodoviária reflete os dados referentes a 2024, ano que registou 618 mortes e 2626 feridos graves em acidentes de viação em Portugal, sublinhando o severo impacto social e económico do problema.

Com vigência estabelecida até 31 de dezembro de 2027, o protocolo define metas operacionais e financeiras rigorosas. A IP compromete-se a baixar o registo de fatalidades na rede sob a sua gestão para menos de 133 óbitos até ao final da década. Para concretizar este objetivo, a gestora foca-se na execução do Plano de Redução da Sinistralidade 2024-2030, um instrumento que prevê um investimento de 224 milhões de euros em segurança rodoviária. A eficácia deste financiamento exige a aplicação do modelo de Sistema Seguro, o qual pressupõe também a alteração comportamental por parte dos condutores.

Para o biénio 2026-2027, o documento detalha um conjunto de medidas de implementação a curto prazo, envolvendo investimentos significativos de ambas as partes. A ANSR assume a responsabilidade pelas vertentes de fiscalização e sensibilização, planeando novas campanhas de prevenção rodoviária e um controlo mais apertado da gestão de velocidades. A autoridade vai avaliar a instalação de novos radares em locais de elevada sinistralidade. Em paralelo, o Observatório de Segurança Rodoviária desenvolverá sistemas de informação baseados em inovação tecnológica para acelerar a recolha e o cruzamento de dados, permitindo uma resposta analítica e operacional mais célere.

No âmbito das intervenções físicas na infraestrutura, a IP executará obras estruturais na rede rodoviária nacional. As empreitadas incluem o tratamento e requalificação de travessias urbanas, a separação física dos sentidos de circulação em estradas rurais e a remoção de obstáculos nas bermas, complementada pela instalação de guardas de proteção. O plano de engenharia civil abrange ainda a colocação de guias sonoras no pavimento para prevenir despistes e a reestruturação direta das zonas de acumulação de acidentes, visando eliminar os pontos negros da rede.

Agência Internacional da Energia sugere medidas para mitigar crise do petróleo

Face ao bloqueio no Estreito de Ormuz, recomenda-se o teletrabalho e a redução da velocidade rodoviária para travar a escalada dos preços do petróleo.

A Agência Internacional da Energia (AIE) publicou um novo relatório centrado na mitigação do aumento dos preços do petróleo, apresentando medidas de contenção da procura desenhadas para proteger os consumidores do impacto económico da atual crise energética. Esta intervenção governamental e corporativa surge como resposta direta à grave disrupção de abastecimento no mercado petrolífero global, impulsionada pelo conflito no Médio Oriente. A situação foi severamente agravada pela paralisação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota comercial estratégica responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do consumo mundial de crude e derivados, o que representa um volume transacionado de 20 milhões de barris diários.

O bloqueio destas vias de navegação gerou um aperto estrutural nos mercados energéticos internacionais, elevando as cotações do barril de crude para valores superiores a 100 dólares e provocando aumentos homólogos nos preços de produtos refinados essenciais, nomeadamente o gasóleo, o combustível de aviação e o gás de petróleo liquefeito (GPL). Embora a reabertura do trânsito no Estreito de Ormuz seja o fator crítico para a estabilização estrutural a longo prazo, a comunidade internacional ativou mecanismos de resposta nas duas frentes de mercado. Do lado da oferta, as nações membros da AIE coordenaram, a 11 de março, a libertação de 400 milhões de barris das respetivas reservas de emergência, estabelecendo a maior mobilização de stocks da história da agência. Contudo, a magnitude deste choque de oferta determina que estas medidas sejam insuficientes sem uma ação paralela e robusta de otimização do consumo.

Para colmatar este desequilíbrio, o documento técnico da AIE detalha 10 ações operacionais de rápida implementação para governos, empresas e agregados familiares, com especial incidência no transporte rodoviário, setor que absorve cerca de 45% da procura global de petróleo. As diretrizes incluem a adoção do teletrabalho, visando a supressão das deslocações pendulares diárias, e a redução dos limites de velocidade nas autoestradas em, no mínimo, 10 quilómetros por hora, uma política com impacto direto no corte do consumo de combustíveis em frotas de passageiros e de mercadorias. A agência recomenda ainda a transferência da mobilidade individual para as redes de transporte público, a introdução de sistemas de circulação automóvel alternada nos grandes centros urbanos, o fomento da partilha de viaturas e a otimização dos processos logísticos comerciais.

A AIE identificou ainda setores críticos onde a pressão sobre combustíveis específicos exige intervenções cirúrgicas. A contração do tráfego aéreo, através da eliminação de viagens de negócios quando existem alternativas viáveis, é apontada como a via mais célere para aliviar os mercados de combustível de aviação. Relativamente ao GPL, a estratégia preconizada foca-se na relocalização do seu uso estrutural: aconselha-se a transição de veículos bicombustível para o consumo exclusivo de gasolina, salvaguardando as reservas de gás para utilizações domésticas essenciais e impedindo o retrocesso para combustíveis mais poluentes e nocivos para a saúde pública. No setor industrial e petroquímico, as unidades fabris são instadas a substituir o GPL por matérias-primas alternativas, como a nafta, acompanhando esta flexibilidade operacional com protocolos rigorosos de eficiência e manutenção a curto prazo.

Morrissey anuncia concerto no Porto… mas não se sabe ainda quando

A confirmar-se este concerto, será apenas a quinta vez que Morrissey atuará em Portugal.

O músico britânico Morrissey, que não atua em Portugal desde 2014, ano em que subiu ao palco do Coliseu de Lisboa, confirmou, através das suas plataformas oficiais, o regresso ao nosso país, desta vez à cidade do Porto.

O concerto, cuja data e local permanecem desconhecidos – e nenhuma promotora confirmou ainda a existência do espetáculo -, insere-se na digressão internacional que serve de promoção ao seu 14º álbum de estúdio a solo, intitulado Make-Up Is A Lie, editado no passado mês de março.

O novo disco é composto por 12 faixas e inclui temas como o single homónimo “Make-up is a Lie”, “Notre-Dame”, “The Monsters of Pig Alley”, “Amazona” e “Lester Bangs”, música que se tem escutado com regularidade em rádios como a Radar.

Resta saber se o artista virá mesmo a Portugal, uma vez que atualmente é mais conhecido pelos muitos concertos cancelados por esse mundo fora.

Bloc Party e The Horrors fecham cartaz do Vodafone Paredes de Coura 2026

A distribuição do cartaz por dias será conhecida na próxima semana, altura em que poderão comprar os bilhetes diários para o Vodafone Paredes de Coura 2026.

O cartaz do Vodafone Paredes de Coura 2026 está oficialmente encerrado. A 33.ª edição do festival minhoto realiza-se entre os dias 12 e 15 de agosto, nas margens do rio Coura, e apresenta os Bloc Party e os The Horrors como os principais destaques da última vaga de confirmações anunciada pela organização.

O regresso dos britânicos Bloc Party a Portugal acontece numa fase em que a banda prepara o seu sétimo álbum de estúdio, produzido por Trevor Horn, sucedendo ao registo editado em 2024. Acompanhando este anúncio para a programação do Vodafone Paredes de Coura, os The Horrors sobem ao palco para apresentar o disco Night Life, lançado em 2025, o qual inclui faixas como “The Silence That Remains”, “More Than Life” e “LA Runaway”.

O fecho do alinhamento integra ainda atuações de Joy Orbison, Pale Jay, Noiserv, Ryan Davis & The Roadhouse Band, Sophia Stel, Hudson Freeman, Marie Davidson, Greg Freeman, Miramar e Noko Woi. Em contraponto a estas adições, a organização do evento confirmou o cancelamento do concerto dos Skegss. A ausência do grupo australiano no festival deve-se à anulação da totalidade da sua digressão pelo continente europeu.

Relativamente aos bilhetes, os passes gerais para os quatro dias encontram-se disponíveis na plataforma digital DICE e nos pontos de venda físicos habituais, nomeadamente FNAC, estações dos CTT e El Corte Inglés, por 130€.

A distribuição do cartaz por dias e a consequente disponibilização dos bilhetes diários estão programadas para a próxima segunda-feira, dia 6 de abril, a partir das 12h.

CA Vilar de Mouros regressa em agosto e este ano tem cinco dias

Os primeiros nomes para o CA Vilar de Mouros 2026 serão conhecidos a 9 de abril. Os bilhetes já estão à venda.

Nesta altura do campeonato, em que as promotoras de festivais de verão têm os seus cartazes quase fechados, há um histórico festival que teima em contrariar esta tendência, o CA Vilar de Mouros.

Para a edição do ano passado, por exemplo, o primeiro anúncio, no caso os Da Weasel, foram confirmados em outubro de 2024. Já este ano, e sendo agora abril, só na próxima semana é que teremos os primeiros nomes confirmados para o evento.

A novidade foi dada nas redes sociais esta quarta-feira, dia 1 de abril, onde ficámos a saber que, em 2026, o CA Vilar de Mouros terá cinco dias, acontecendo de 18 a 22 de agosto, e não quatro dias, como tem sido habitual até aqui. Contas feitas, o evento acontecerá três dias após o último dia do Vodafone Paredes de Coura, marcado de 12 a 15 de agosto. A nossa sugestão? Tirem férias para incluir ambos os festivais…

De resto, a organização revelou também que os primeiros artistas e bandas serão revelados a 9 de abril, afirmando ainda que será um “cartaz excecional e diverso”, que honrará a história e o legado daquele que foi o primeiro festival a realizar-se na Península Ibérica.

Até ao dia do anúncio, fiquem também a saber que os bilhetes já estão à venda: o diário por 55€, o passe de 4 dias por 130€ e o passe de 5 dias por 160€. Os passes incluem acesso ao campismo, enquanto o bilhete diário permite comprar entrada no campismo por mais 5€, nese caso na bilheteira local do recinto.

Foto: CA Vilar de Mouros

Burger King e Ljubomir Stanisic voltam a juntar-se para novo hambúrguer

O hambúrguer King Ljubomir está de volta ao Burger King, mas desta vez com novidades relativamente à versão lançada no ano passado.

Em junho do ano passado, o Burger King e o chef Ljubomir Stanisic juntaram-se para criar o hambúrguer King Ljubomir. Pois bem, é caso para dizer que a colaboração correu muito bem, porque este ano há novidades.

Trata-se da segunda fase de colaboração entre ambas as partes e centra-se na introdução de elementos da gastronomia bósnia na oferta da cadeia de fast food. A composição da nova receita destaca a cebola como ingrediente principal, refletindo as influências da infância de Stanisic nos Balcãs. O hambúrguer é servido num pão brioche de cebola, cuja conceção constitui uma referência direta à mãe do chef, Rosa. O interior do produto integra duas preparações distintas de cebola – apresentada em formato crocante e confitado -, que são conjugadas com bacon, picles, alface e queijo cheddar fumado. Os clientes têm, como seria de esperar, a possibilidade de selecionar a fonte de proteína, podendo optar entre a tradicional carne de bovino grelhada da marca ou peito de frango panado.

Para além dos ingredientes sólidos, a formulação inclui dois molhos exclusivos desenvolvidos para esta parceria: um molho barbecue com adição de cenoura e uma maionese de cebola démi-glace condimentada com ras el hanout, uma mistura tradicional de especiarias. Sobre a conceção técnica do produto, Ljubomir Stanisic explicou que o processo exigiu vários meses de testes experimentais, com o objetivo de conciliar a sua matriz culinária com os processos habituais da cadeia de restauração.

A nova oferta encontra-se disponível em toda a rede de restaurantes da marca em Portugal por um período de tempo limitado.

RTP Lab lança série 3000 Depois de Cristo feita com a ajuda da IA

Com 10 episódios, 3000 Depois de Cristo recorre à inteligência artificial para analisar a sociedade contemporânea.

A RTP Play disponibiliza a 9 de abril a série 3000 Depois de Cristo, um projeto documental de antologia resultante do programa RTP Lab. A produção, estruturada em 10 episódios independentes, recorre à inteligência artificial para a geração de imagens. A narrativa decorre no ano 3000, utilizando o distanciamento temporal temporal e o formato documental para analisar problemáticas concretas da sociedade contemporânea.

O argumento distribui a ação por 10 contextos distintos. Através do recurso ao absurdo, o guião incide sobre questões da atualidade. Os temas centrais explorados ao longo da temporada incluem a evolução da própria inteligência artificial, as dinâmicas políticas, a guerra, o fanatismo, a desigualdade, a desintelectualização, o conceito de morte e a crise ambiental associada ao uso de plástico. O formato atua como um mecanismo de observação do presente, enquadrado num cenário futurista.

Para Rui Neto, autor e realizador de 3000 Depois de Cristo, a série constitui um exercício prático sobre as metodologias de criação audiovisual contemporânea. O desenvolvimento do projeto baseou-se num trabalho de escrita fundamentado na observação do quotidiano. Posteriormente, as ferramentas de inteligência artificial foram integradas com o propósito de executar a componente visual da narrativa, testando modelos de produção paralelos aos processos televisivos convencionais.

A execução técnica esteve a cargo da Toca Produtora, sob a produção de Rute Moreira. A introdução de modelos gerativos no fluxo de trabalho exigiu a articulação entre o processamento tecnológico e a intervenção editorial. O método aplicado assegurou que as vertentes criativas da escrita e da gravação da locução se mantivessem dependentes da ação humana, restringindo a utilização da tecnologia gerativa à conceção gráfica e imagética que compõe a obra, acessível no catálogo da plataforma de streaming do serviço público de televisão.

TAP Air Portugal lança classe Economy Prime em junho

A TAP Air Portugal introduz a classe Economy Prime nos voos de longo curso a partir de 1 de junho de 2026. A nova cabina estará disponível nos aviões A330 e A321LR.

A TAP Air Portugal apresentou a nova classe de cabine Economy Prime para os voos de longo curso, com operações agendadas a partir de 1 de junho de 2026, sendo que os bilhetes já estão disponíveis.

Esta oferta da companhia de aviação portuguesa funciona como um segmento intermédio entre a classe Económica e a classe Executiva, sendo que esta novidade será exclusiva das aeronaves Airbus A330 e Airbus A321LR pertencentes à frota da TAP.

A arquitetura da cabine Economy Prime compreende uma secção exclusiva de 12 lugares, posicionada de forma contígua à classe Executiva. A configuração dos assentos apresenta filas de quatro lugares, aplicando-se a diretriz operacional de manter o lugar adjacente a cada passageiro permanentemente bloqueado e desocupado. Esta gestão da lotação tem como objetivo garantir um aumento da área útil individual e um maior distanciamento físico durante as viagens de avião de longa duração.

Nas infraestruturas aeroportuárias, os detentores de reservas na classe Economy Prime da TAP Air Portugal beneficiam de um circuito prioritário. O processamento em terra integra a disponibilização de balcões de check-in exclusivos, o acesso às vias rápidas de controlo de segurança, o embarque prioritário no avião e a gestão preferencial da bagagem de porão, assegurando maior celeridade na entrega nos tapetes de recolha no aeroporto de destino.

Relativamente ao serviço de bordo, a classe Economy Prime assegura um acompanhamento logístico diferenciado face à tarifa económica tradicional. A componente de restauração em voo inclui o fornecimento de uma refeição principal com duas alternativas de pratos quentes, existindo a opção de pré-seleção gastronómica até 24 horas antes da partida do voo. O serviço de cabine contempla, de igual modo, a entrega de um estojo de cortesia com produtos de viagem e de uma almofada de dimensões e características superiores.

No âmbito comercial e na política de tarifas, os bilhetes TAP Economy Prime integram condições de flexibilidade acrescida para alterações de viagem, sendo que as regras tarifárias preveem maior permissividade nos processos de remarcação de datas de voo e nas solicitações de reembolso.

Para além disso, os passageiros frequentes registam vantagens no programa de fidelização, com uma acumulação e gestão de milhas operadas sob critérios mais abrangentes.