Dajas Douro Valley: aldeia devoluta transformada em refúgio de turismo rural

O Dajas Douro Valley nasceu da reabilitação de casas em ruínas e tornou-se num refúgio turístico no Douro, onde o charme rural encontra a modernidade.

No coração do Douro, em Sande e S. Lourenço do Douro, no concelho de Marco de Canaveses, uma antiga quinta familiar ganhou nova vida e transformou-se num projeto de turismo rural que procura conjugar memória local e conforto contemporâneo. O Dajas Douro Valley começou por ser propriedade privada de David de Almeida Martins e foi, lentamente, moldado pelo desejo da família de permanecer ligada ao território: primeiro com a recuperação da Casa do Rio, convertida em alojamento pela filha Alexandra e pelo marido, Artur, e depois com a aquisição e reabilitação de várias casas da aldeia que estava praticamente abandonada.

O trabalho de restauro foi amplo: antigas habitações, a casa da professora e a escola primária foram recuperadas e adaptadas ao turismo de charme, mantendo traços originais da arquitectura e materiais locais. Do conjunto resultam hoje oito unidades de alojamento que, no seu todo, oferecem cerca de 20 quartos distribuídos por casas que combinam elementos tradicionais com soluções de conforto modernas. A oferta estende-se às várias piscinas – algumas privadas, outras de uso partilhado – e a espaços pensados para famílias, com atividades ao ar livre que recuperam a lógica da vida rural.

A quinta não se limitou à reabilitação de edifícios: recuperou minas de água e tanques de rega, replantou áreas de pomar – entre elas um hectare de limoeiros com variedades menos comuns – e repôs animais no terreno, procurando recriar a rotina agrícola que marcou aquele lugar durante décadas. No plano gastronómico, a proposta do Dajas Douro Valley privilegia serviço sob reserva e produtos da região com experiências personalizadas, como refeições privadas nas villas e provas de vinho.

Para além do alojamento e da restauração, o projeto integra iniciativas que tiram partido do Douro: passeios de barco, canoagem e stand up paddle pelo rio, assim como formas de explorar a propriedade por terra, com buggies e percursos pedestres. Há, ainda, uma wine shop com produtos regionais e um ancoradouro privado que permite uma chegada alternativa, por água, a este troço do rio.

Requalificação do Nó de Infias vai reduzir congestionamento e melhorar mobilidade em Braga

Com um investimento de 11,3 milhões de euros, a requalificação do Nó de Infias vai melhorar a mobilidade em Braga, reduzir sinistralidade e diminuir emissões poluentes.

Foi assinado esta semana o contrato para a intervenção no Nó de Infias, em Braga, que vai reformular a ligação entre a EN101 e a EN14, duas das principais vias de acesso inter-regional e nacional.

Com esta obra, prevê-se uma melhoria significativa nas acessibilidades à cidade e aos concelhos vizinhos, garantindo maior fluidez do tráfego e reduzindo os níveis de sinistralidade. Os benefícios esperados estendem-se além da circulação automóvel, abrangendo impactos positivos na qualidade de vida da população, na competitividade da economia local e no ambiente, designadamente através da diminuição das emissões poluentes e da redução do ruído.

O Nó de Infias, localizado na confluência da Variante EN101/EN201 com a Variante EN14, é atualmente um dos pontos de maior congestionamento rodoviário em Braga. A reformulação contempla novos ramos de ligação direta entre os principais eixos, alterações nos acessos provenientes do centro da cidade e da Avenida do Cávado, bem como melhorias nos percursos pedonais. O projeto integra ainda trabalhos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização e intervenções em estruturas de suporte.

A empreitada representa um investimento de 11,3 milhões de euros e terá um prazo de execução de 660 dias. Esta intervenção insere-se num plano mais amplo da Infraestruturas de Portugal, que tem em curso cerca de 190 empreitadas rodoviárias e ferroviárias, correspondentes a um investimento global estimado em 2.400 milhões de euros.

Star Wars Outlaws (Nintendo Switch 2) – Review: A Galáxia nas palmas das mãos

Star Wars Outlaws para a Nintendo Switch 2 é uma conversão quase perfeita e mais um exemplo das capacidades mais avançadas da nova consola híbrida da Nintendo. Ainda que os seus controlos pudessem ser mais aprimorados para o modo portátil.

As minhas primeiras impressões ao ver e jogar Star Wars Outlaws na Nintendo Switch 2 foram surpreendentemente positivas, mas com alguns altos e baixos. Depois de quase uma centena de horas de jogo num PC bem artilhado, o jogo que conheci inicialmente era e continua a ser belo, mas exigente o suficiente para me obrigar a fazer algumas conceções, para garantir uma experiência de jogo tão fluida como satisfatória. Com isso em mente, Star Wars Outlaws para a Nintendo Switch 2 parece ficção, um daqueles cenários de “este jogo é exigente demais para uma máquina tão modesta” e, ainda assim, tal como Cyberpunk 2077 na nova máquina da Nintendo, corre muito melhor do que esperava.

É claro que estamos perante uma conversão que sacrifica muito do “flair” do original. A resolução é mais limitada e suportada por técnicas de reconstrução de imagem, os modelos das personagens são menos detalhados, os ambientes ligeiramente mais despidos, resoluções e texturas também ajustadas, etc. Mas quando tudo é apresentado no ecrã portátil da consola da Nintendo, sem uma comparação direta com outras versões do jogo, é fácil ignorar esse “downgrade”. Star Wars Outlaws na Nintendo Switch 2 preserva, assim, o seu look e identidade. Esta versão do jogo recorda-me, de alguma forma, de alguns jogos da PSP durante a geração da PlayStation 2. Alguns jogos eram conversões diretas da sua versão de sala com sacrifícios ajustados ao formato portátil da pequena consola da Sony, outros eram versões completamente novas e ajustadas, mas que mantinham a essência dos originais. Star Wars Outlaws, no entanto, é o jogo completo que conhecemos das consolas mais poderosas e do PC, numa versão completa que inclui as duas expansões extra, oferecendo assim a experiência mais rica de todas, ainda que as suas expansões sejam completamente opcionais face à campanha original.

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Star Wars Outlaws – Nintendo Switch 2 (Ubisoft)

É um pacote sólido, mas que não resolve os problemas menos positivos da sua história, que apesar de ser interessante e divertida, sofre com o registo tradicional da Ubisoft, ao colocar o seu mundo virtual cheio de quests e atividades para reter artificialmente a atenção do jogador, à frente daquilo que torna qualquer aventura cinemática interessante: uma narrativa coesa, bem estruturada e com oportunidades para desconstruir e aprofundar o seu elenco. No fundo, é um excelente jogo Star Wars, mas ao mesmo tempo uma história pouco convincente dentro deste universo, ainda que admire alguns dos seus momentos. Poderão ficar a saber mais sobre o que achei do jogo em si, na nossa análise original, aqui.

Voltando à versão da Nintendo Switch 2, sim, as primeiras impressões foram ótimas, mesmo considerando os seus sacrifícios, que se estendem ao frame-rate, aqui condicionado aos 30FPS, mas isso já era expectável. Essas impressões foram tão positivas que me levaram a continuar a história que tinha deixado para trás no PC, nomeadamente as suas expansões, até porque a Ubisoft – apesar de tudo – permite que o progresso do jogo seja partilhado entre plataformas. Ou seja, com um pequeno login nos seus servidores, o save game que tinha no PC foi transferido para a consola da Nintendo. É um processo simples, ainda que não seja de todo seamless (como acontece com Cyberpunk 2077), já que o upload e download de dados deve ser feito manualmente nas plataformas respetivas.

Ainda assim, Star Wars Outlaws na Nintendo Switch 2, tornou-se durante uns dias num excelente complemento da versão PC, onde em casa podia jogar tranquilamente na secretária, e na rua podia continuar a explorar a galáxia. É excelente.

Mas não é só em modo portátil que Star Wars Outlaws surpreende, uma boa noticia para quem está limitado à Nintendo Switch 2 ou apenas a uma versão do jogo – porque cada versão tem um custo. Mesmo com todos os sacrifícios visuais apontados, ligado, por exemplo, a uma TV OLED 4K de 55 polegadas, Star Wars Outlaws tem uma apresentação extremamente convincente para um jogo moderno, com uma qualidade de imagem bem definida, ainda que se note algum serrilhamento por ser uma resolução nativa inferior a 4K, e uns 30FPS também sólidos. Continua a ser uma versão inferior a outras existentes noutras consolas, mas longe de ser um desastre visual ou técnico, o que é fantástico considerando que Star Wars Outlaws é um jogo visualmente rico e que corre o risco de ser muito “ruidoso” com tudo o que é capaz de apresentar no ecrã ao mesmo tempo.

Onde a experiência Star Wars Outlaws começa a descambar na Nintendo Switch 2 é nos seus controlos, ao fim de algum tempo, em particular no modo portátil. Se tecnicamente é impressionante, jogá-lo em modo portátil é muito pouco ergonómico, o que me leva a questionar se não deveria haver alguma atenção especial por parte dos produtores no que toca aos controlos, quando se trata de converter um jogo.

Star Wars Outlaws foi inicialmente concebido para PCs (teclado e rato) e consolas (PlayStation 5 e Xbox Series X|S) com os seus comandos em mente. A disposição dos controlos de Star Wars Outlaws na Nintendo Switch 2 não são, de todo, diferentes do que encontramos noutros comandos, mas o conjunto de mecânicas de jogabilidade do jogo afetam em muito a ergonomia e o conforto nas mãos nestes comandos.

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Star Wars Outlaws – Nintendo Switch 2 (Ubisoft)

Star Wars Outlaws é mecanicamente complexo, a nossa protagonista Kay dá tiros com vários modos, usa ação furtiva, controla um adorável animal, dá porrada em Stormtroopers, salta entre plataformas e sobe paredes, conduz uma mota flutuante, dispara em cima da mota e aciona mais uma série de ações, etc… o que significa que há atalhos, combinações e uso de botões de ombro, gatilhos e D-Pad constantes, que, em modo portátil, tornam-se tão confusos como desconfortáveis. É um efeito estranho e admito que tenho alguma dificuldade em descrever, mas que curiosamente não sinto normalmente noutros jogos, alguns até complexos como, mais uma vez, Cyberpunk 2077.

Estes elementos ligados à jogabilidade em modo portátil, mesmo com as suas excelentes opções de acessibilidade ligadas, acabam por entrar em conflito com a real natureza desta versão, que é apresentar uma excelente versão portátil de Star Wars Outlaws. Felizmente, há uma solução, usar os Joy-Cons separados do ecrã, ou optar por um Pro Controller – à semelhança do que seria ligado a TV.

Fora este apontamento, o sentimento de maravilha e surpresa de Star Wars Outlaws para a Nintendo Switch 2 manteve-se ao longo do tempo que passei com o jogo. Sempre que voltava a ele, quer na TV, quer na consola em modo portátil, exclamava internamente um “bolas, o jogo não está nada mal nesta consola”. Um sentimento que espero repetir mais vezes com futuras conversões para a nova máquina da Nintendo. A única coisa que desejo é que essas conversões não se fiquem só por ajuste dos visuais e do desempenho.

Cópia para análise (versão Nintendo Switch 2) cedida pela Ubisoft.

Arctic Awakening Review: Um passeio gelado e aborrecido

Com uma forte componente narrativa, Arctic Awakening, da GoldFire Studios, assemelha-se a uma série de cinco episódios com um arco bem definido, que tenta ser um evento para os fãs do género, mas que acaba por se perder entre uma jogabilidade muito passiva e diálogos mais cansativos do que envolventes.

Apesar das suas inspirações, Arctic Awakening não está propriamente interessado em ser um jogo de sobrevivência. Os sistemas estão lá, como a fome e a sanidade mental, e o Ártico Norte surge como um cenário perfeito para o género de sobrevivência, mas o jogo da GoldFire Studios quer antes ser uma experiência narrativa. Um jogo centrado no seu protagonista, Kai, e no adorável drone, Alfie, que o acompanha depois de um acidente de avião.

Perdido no Ártico Norte e à procura de Donovan, o seu companheiro de viagem, e de uma viagem, Arctic Awakening procura antes fazer um extenso trabalho de personagens com escolhas narrativos, longos diálogos e um mistério que promete ser mais empolgante do que é. Então encontramos um jogo com duas identidades, onde nenhuma delas funciona tão bem como seria de esperar, com mecânicas pouco desenvolvidas, problemas de ritmo e longos momentos de caminhada onde nada acontece. Se os elementos de sobrevivência fossem mais desenvolvidos e se existisse um perigo constante, a campanha não seria tão passiva e previsível como é, mas respeito a tentativa da GoldFire Studios em querer contar uma história e acredito que existam fãs desta experiência gelada.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Mooncat Games.

Carris Metropolitana altera horários e percursos em Almada, Seixal e Sesimbra

A partir de 6 de outubro, 19 linhas da Carris Metropolitana terão novos horários, percursos prolongados e paragens em Almada, Seixal e Sesimbra.

A partir de 6 de outubro entram em vigor várias alterações nas linhas da Carris Metropolitana que servem Almada, Seixal e Sesimbra. No total, 19 carreiras vão sofrer modificações, incluindo novos horários, prolongamentos de percurso e criação de paragens adicionais, medidas que procuram aumentar a cobertura da rede e responder de forma mais ajustada às necessidades diárias dos passageiros.

Entre as mudanças previstas destacam-se os reforços e ajustes de horários em diversas carreiras. A linha 3119, que liga Pinhal Conde Cunha ao Terminal Fluvial do Seixal, terá no sentido Pinhal Conde Cunha a partida das 13h30 alterada para as 13h35 em dias úteis. A linha 3215, entre Fornos e Sampaio, via Aiana, passa a contar com um novo horário às 16h, nos dias úteis escolares, e a linha 3218, circular em Sesimbra pelo Porto de Abrigo, terá também uma nova saída às 9h20 em período escolar.

Já as linhas 3536, que liga Cacilhas a Sesimbra, e 3642, que assegura o percurso entre Sesimbra e o Hospital de Setúbal, vão sofrer ajustes devido à duração dos trajetos. A linha 3547, entre Fogueteiro e Quinta do Conde, contará com uma partida extra às 6h05 no sentido Fogueteiro. Na linha 3620, que liga Coina à Quinta do Conde, o horário das 16h25 será antecipado para as 16h20 e será acrescentada uma nova saída às 16h35. Por fim, a linha 3710, entre a Costa da Caparica e Lisboa (Areeiro), ganha dois novos horários aos domingos: às 5h50 no sentido Lisboa e às 6h50 no sentido Costa da Caparica.

As alterações da Carris Metropolitana não se limitam aos horários. Alguns percursos serão prolongados para abranger novas áreas. É o caso das linhas 3026, entre Cova da Piedade e o Hospital Garcia de Orta, e 3506, entre Cacilhas e Corroios via Miratejo, que passarão a seguir até à rotunda da Praça Comandante José Brás, em Almada, servindo as paragens da Rua da Liberdade e da Avenida Rainha D. Leonor. A linha 3202, entre Alfarim e Sesimbra via Aiana, será prolongada até à Escola Secundária de Sampaio, passando a incluir sete novas paragens.

Também as linhas 3201 e 3209 terão alterações coordenadas: no horário das 12h50, a carreira 3201, que parte da Aldeia do Meco em direção a Sesimbra via Aiana, passará a realizar o percurso da 3209, que parte de Fetais, assegurando assim a chegada de alunos à Escola Básica Navegador Rodrigues Soromenho às 13h. Nas linhas 3203, 3204 e 3205, determinados horários passarão a realizar percursos comuns, garantindo transporte entre localidades como Zambujal e Cabo Espichel, com ligação às escolas de Sesimbra.

Também estão previstas novas paragens em algumas carreiras da Carris Metropolitana. A linha 3021, que liga a Costa da Caparica ao Monte de Caparica (FCT), passará a incluir as paragens situadas na Avenida D. Sebastião, junto aos números 28 e 25. Já as linhas 3213, que realiza o percurso circular Pinhal de Cima – Sesimbra, e 3214, que liga Sampaio a Santana, terão novas paragens na Rua Fonte de Sesimbra, permitindo dar resposta às necessidades da Escola Waldorf e do Parque Operacional dos serviços municipais.

Google Play começou a ser renovada com novo separador e novidades nos jogos

O Google Play reforça a aposta na inteligência artificial e integração multiplataforma para envolver mais os utilizadores.

A Google Play está a receber uma das maiores atualizações dos últimos anos, com mudanças que visam oferecer uma experiência que a Google promete ser mais personalizada e dinâmica. Entre as novidades destaca-se o novo separador pessoal, que funcionará como centro unificado para recompensas, subscrições, recomendações e conteúdos ajustados aos interesses de cada utilizador.

O separador de aplicações também foi reformulado, agora com secções temáticas ligadas a entretenimento e a eventos sazonais, como o Halloween. E a Pesquisa Orientada recebeu capacidades com recurso à inteligência artificial, para procuras mais orgânicas. A secção de jogos também vê melhorias com, o Google Play Jogos a receber melhorias no hub central de estatísticas e conquistas em diversos dispositivos. Foram também introduzidas as Ligas do Play Jogos, que permitem competir por recompensas e interagir com a comunidade, e a funcionalidade Play Games SideKick, que recorre ao Gemini para fornecer ajuda em tempo real, até por áudio, sem que seja necessário sair dos jogos. Outra grande novidade é a chegada oficial do Play Jogos para PC, que deixa a fase beta e permite jogar de forma fluida em diferentes plataformas.

Estas novidades já começaram a ser implementadas em diferentes regiões.

Huawei lança a iniciativa para adolescentes “Make it Possible: Now is Yours”

A marca procura inspirar e capacitar os mais jovens através da tecnologia.

A Huawei apresentou uma nova filosofia de marca, designada como “Make it Possible: Now is Yours”, um conceito que procura inspirar e apoiar as comunidades mais jovem, incentivando-a autenticidade e poder de fazer um futuro melhor. A iniciativa surge como evolução natural da assinatura “Make it Possible”, presente desde 2013, agora dirigida à juventude global.

O novo posicionamento assume-se como uma resposta às transformações e incertezas do mundo contemporâneo, colocando a Huawei ao lado das novas gerações enquanto parceira de confiança. A marca descreve o mote como um convite para que os jovens sigam os seus sonhos, sejam vistos, ouvidos e valorizados, reforçando uma mensagem de inclusão, autoconfiança e capacitação. A filosofia manifesta-se em histórias de jovens de diferentes origens, culturas e etnias que encontram nos dispositivos Huawei a plataforma ideal para se expressarem e ultrapassarem desafios. Produtos como o MateBook Fold, o Pura 80 Pro, os FreeClip 2, o Watch GT 6 Pro e o MatePad 12 X são apresentados como ferramentas essenciais nesta jornada, ao permitirem criar, ligar comunidades e explorar novas possibilidades.

A Huawei sublinha ainda que “Make it Possible: Now is Yours” não se limita ao discurso publicitário. O conceito será materializado ao longo do ano em várias ações concretas, concebidas para dar voz à juventude e ajudá-la a enfrentar obstáculos com autenticidade.

Microsoft revela condições para obter atualizações gratuitas do Windows 10 durante mais um ano

A Microsoft confirmou que o programa ESU do Windows 10 será gratuito após o fim do suporte em outubro, mas com uma condição.

A contagem decrescente para o adeus ao Windows 10 já começou, uma vez que o suporte oficial vai terminar a 14 de outubro de 2025. A partir dessa data, os dispositivos deixarão de receber novas funcionalidades e atualizações de segurança regulares. No entanto, nos últimos dias, a Microsoft anunciou uma novidade que surpreendeu pela positiva os utilizadores europeus: no Espaço Económico Europeu (EEE), haverá a possibilidade de continuar a receber atualizações críticas sem custos adicionais durante mais um ano.

Assim, os utilizadores só precisam de manter sessão iniciada com a sua conta Microsoft (MSA) para poder aderir ao programa ESU (Extended Security Updates) e assim receber as atualizações de segurança até 13 de outubro de 2026, e de forma gratuita. Existe, contudo, uma condição. Se a conta permanecer inativa durante mais de 60 dias, o envio de atualizações será suspenso, obrigando a um novo início de sessão para reativar o programa. Em alternativa, quem preferir poderá optar por uma subscrição paga. A Microsoft definiu um valor único de 30 dólares (aproximadamente o equivalente em euros, acrescido de impostos) para garantir o mesmo período adicional de suporte. Também aqui será necessário registar-se com uma conta Microsoft.

Para facilitar o processo, será disponibilizado um assistente de configuração integrado no Windows 10, acessível através das definições do sistema e por notificações. A ferramenta vai permitir a inscrição direta no programa ESU a partir do próprio dispositivo.

The Cure não vão ao Primavera Sound Porto 2026

Como estão de regresso à Europa, o mais provável é os The Cure serem cabeças de cartaz do NOS Alive 2026.

Foi esta semana que ficámos a conhecer o cartaz do Primavera Sound Barcelona 2026, com nomes que agradam a muitos. The Cure, Doja Cat, The xx, Gorillaz, Massive Attack, Addison Rae, My Bloody Valentine, PinkPantheress, Skrillex, Peggy Gou, Lola Young, Mac DeMarco, Bad Gyal, Little Simz, Big Thief, Wet Leg, entre tantos outros, estarão aqui ao lado, no país vizinho. Mas e quanto ao Primavera Sound Porto?

Bom, primeiro dizer que a versão portuense vai, novamente, ter um dia dedicado à música eletrónica. Isto porque, inicialmente, o festival estava marcado de 11 a 13 de junho, mas o site oficial foi atualizando, surgindo agora a indicação de que o evento irá terminar a 14 de junho. Logo, a lógica será semelhante à deste ano, com um último dia com uma programação muito mais “leve” em termos de quantidade de nomes.

Mas quanto ao cartaz propriamente dito, será revelado muito em breve. Provavelmente já na próxima semana ou na primeira quinzena de outubro. Em todo o caso, já sabemos um nome que não estará garantidamente no Porto: os The Cure.

Basta olhar para o ainda curto calendário europeu da banda. Além do concerto em Barcelona, irão tocar a 30 de agosto no Rock en Seine, em Paris. Antes, a 12 de junho, irão subir ao palco do Nova Rock, na Áustria. E logo por aqui invalida qualquer hipótese de aparecerem no Primavera Sound Porto 2026.

Em todo o caso, os The Cure são uma banda cara e com um certo estatuto, e o Primavera Sound Porto ainda não chegou a esse patamar. Seria o mesmo que ter uns Radiohead no Primavera Sound Barcelona, por exemplo.

Em todo o caso, é altamente provável que, no Porto, tenhamos nomes como The xx, Gorillaz, Massive Attack e My Bloody Valentine, entre outros.

Born to Be Mom é o novo centro para apoio à maternidade e desenvolvimento infantil em Loures

Inaugurado na Bobadela, o Born to Be Mom disponibiliza acompanhamento clínico e terapias para a maternidade e desenvolvimento infantil.

A maternidade é frequentemente descrita como uma experiência transformadora, mas exige também um processo de adaptação que pode ser desafiante. Com o objetivo de apoiar as famílias neste percurso, abriu no passado dia 9 de setembro na Bobadela, em Loures, o Born to Be Mom – Desenvolvimento Infantil e Saúde Materna, um centro que aposta em terapias inovadoras e numa abordagem multidisciplinar dirigida a mães, bebés e cuidadores, com a ajuda de profissionais de diferentes áreas da saúde e do bem-estar.

Entre os serviços disponibilizados encontram-se práticas pouco comuns em clínicas tradicionais. A fisioterapia pélvica, por exemplo, é direcionada para a recuperação após o parto e para problemas como dor pélvica ou incontinência urinária, questões muitas vezes silenciadas mas que têm impacto na qualidade de vida das mulheres. Já a fisioterapia pediátrica e respiratória, particularmente procurada em épocas de maior incidência de bronquiolite e infeções respiratórias, permite tratar bebés e crianças com dificuldades respiratórias e contribuir para melhorar a função pulmonar.

O acompanhamento com doula surge também como um serviço diferenciador, oferecendo apoio físico, emocional e informativo antes, durante e depois do parto, promovendo maternidades mais conscientes e participadas. A musicoterapia é outra das áreas em destaque, recorrendo ao som, ao ritmo e à melodia como instrumentos para estimular o desenvolvimento e favorecer o equilíbrio emocional de mães, bebés e crianças.

O Born to Be Mom integra ainda várias outras especialidades, entre elas nutrição materno-infantil, pilates clínico individual, osteopatia pediátrica, psicologia clínica infantil e adulta orientada para a gravidez e a parentalidade, terapia da fala e miofuncional, terapia ocupacional e psicomotricidade. O propósito passa por oferecer num único espaço respostas completas que abrangem corpo, mente e emoções.

Localizado no número 11 da Praceta 25 de Abril, na Bobadela, o Born to Be Mom está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 19h.

Silence 4 reeditam Silence Becomes It e Only Pain Is Real com edições especiais em vinil colorido

Silence Becomes It e Only Pain Is Real regressaram às lojas, acompanhando o regresso dos Silence 4 aos palcos.

Os Silence 4 acabaram de reeditar os seus dois álbuns de estúdio, Silence Becomes It e Only Pain Is Real. As novas versões chegam em formato físico, tanto em CD como em vinil colorido, numa iniciativa que reforça a relevância da obra da banda no panorama musical português.

As reedições surgem no âmbito das comemorações dos 30 anos da formação do grupo, previstas para 2025, que incluem uma série de concertos em algumas das principais salas do país.

Editado em 1998, Silence Becomes It marcou o momento decisivo da carreira dos Silence 4, ultrapassando as 240.000 cópias vendidas e conquistando seis discos de platina. Entre os temas mais emblemáticos estão “Borrow” e “My Friends”, bem como a versão de “A Little Respect” e as canções em português “Sextos Sentidos”, em dueto com Sérgio Godinho, e “Eu Não Sei Dizer”. O disco regressa agora às lojas em CD e numa edição em vinil branco.

Em 2000, o grupo lançou Only Pain Is Real, gravado em Londres e caracterizado por uma sonoridade mais orquestral. Este registo, que viria a ser o último trabalho de estúdio da banda, inclui os singles “To Give” e “Only Pain Is Real”. A nova edição está disponível em CD e em vinil vermelho.

As celebrações estendem-se também ao palco. Depois de dois concertos em junho, no Teatro José Lúcio, em Leiria, a banda regressa às grandes arenas no final do ano. A Super Bock Arena, no Porto, recebe os Silence 4 nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro, enquanto a MEO Arena, em Lisboa, acolhe os espetáculos de 12 e 13 de dezembro.

Boox Air 4C – Review: o e-paper que quer ser tablet

O Boox Air 4C é um dispositivo que combina estudo, trabalho e lazer num só, oferecendo a versatilidade de um tablet, mas com o conforto da tinta eletrónica.

Nos últimos anos, os ecrãs de tinta eletrónica evoluíram muito além da simples leitura de livros digitais. Hoje, já não servem apenas para substituir o papel, mas também para oferecer novas formas de estudar, trabalhar e organizar informação, sem a fadiga visual típica dos ecrãs tradicionais. A Boox, presente no mercado desde 2008, tem-se destacado nesta área, oferecendo soluções que permitem ler, escrever e utilizar aplicações num único aparelho, unindo assim a experiência de um e-paper com a versatilidade de um tablet.

Já tivemos o prazer de experimentar o Boox Palma 2, um dispositivo compacto que mostrou a qualidade da marca. Mas desta vez, iremos explorar um exemplar da série Note, o Boox Note Air 4C, dispositivo esse que nos fez questionar até que ponto pode um dispositivo ser multitarefas, mas sem perder aquele que é o seu foco principal: a leitura e a escrita sem distrações.

Recebemos na redação o equipamento, cuidadosamente embalado numa elegante caixa preta, com letras brilhantes “Note Series” numa das laterais. Ao abrir, encontramos o e-paper bem protegido, acompanhado de todos os acessórios essenciais para começar a utilizá-lo imediatamente, incluindo o cabo de carregamento USB-C, uma caneta e cinco recargas para a ponta da caneta, bem como o manual de instruções e uma capa magnética.

A caneta (que já está incluída) e que acompanha o Boox Air 4C é a Pen Plus, apresentada num acabamento em preto mate com uma leve textura rugosa e com uma tampa em borracha da mesma cor. A textura do conjunto transmite uma sensação bastante agradável ao toque e assegura uma boa aderência durante a utilização da caneta. Aliando isto ao facto de ser bastante leve, com apenas 15 g, o resultado é uma caneta extremamente confortável e ergonómica. Numa das extremidades da Pen Plus encontra-se a ponta de escrita, com um design que remete para as clássicas canetas de feltro. Já o corpo apresenta-se maioritariamente arredondado, exceto uma face lisa que, além de conferir um toque de originalidade, evita que a caneta role inadvertidamente para fora da mesa ou acabe no chão. Na extremidade oposta, o detalhe do logótipo Boox em cinzento claro acrescenta um toque de elegância ao acessório. O melhor de tudo? Esta caneta não precisa de ser carregada para funcionar – mais em baixo explico o porquê.

Para prolongar a utilização da caneta, o conjunto inclui as cinco recargas, pensadas para substituir facilmente a ponta sempre que o desgaste natural da escrita assim o exigir. As pontas têm 1,6 mm de espessura e uma textura suave, deslizando pelo ecrã de forma fluida e consistente, quase como se estivéssemos a escrever sobre papel de alta qualidade. Quem procura um pouco mais de atrito pode sentir falta dessa resistência, mas para quem prefere uma escrita leve e sem esforço, esta caneta garante uma experiência muito prazerosa.

Uma pequena desvantagem da Pen Plus é a ausência de uma borracha integrada na ponta da caneta. Apesar disso, existe um truque muito interessante: ao riscar diretamente sobre uma palavra ou frase, esta é automaticamente eliminada, o que acaba por compensar a falta da borracha física e até introduz uma forma diferente (e bastante prática) de gerir correções no ecrã.

Relativamente à capa magnética do Boox Note Air 4C, esta apresenta um exterior em poliuretano premium na cor cinza escuro e um interior em couro super-fibra macio na cor verde seco, com uma textura mais aveludada, o que garante proteção não apenas ao ecrã, mas a todo o dispositivo. No canto superior esquerdo da parte exterior, encontra-se discretamente o logótipo da Boox. Já na traseira, destaca-se uma pequena aba multifuncional: além de manter a capa bem fechada, evitando aberturas acidentais que poderiam causar riscos durante o uso diário, serve também para segurar a Pen Plus no seu devido lugar, assegurando que está sempre à mão quando é necessária. Apesar de apreciar a forma prática como a Pen Plus pode ser arrumada no lado direito da capa, o magnetismo dedicado à caneta não transmite grande confiança, sobretudo quando comparado com a fixação da capa ao e-paper, que é verdadeiramente sólida. Em casa, essa limitação passa quase despercebida, mas no exterior acabo por ter mais cuidado, sempre com algum receio de que a caneta se possa soltar e perder-se. Esta capa também tem a funcionalidade de Auto sleep/wake, ou seja, ao fechar a capa o Note Air 4C entra automaticamente em modo de suspensão, poupando bateria enquanto protege o ecrã; e, ao abri-la, desperta de imediato, ficando instantaneamente pronto a ser usado.

Outra função que gostei foi o facto de conseguir colocar a capa em três modos diferentes de utilização, o que me trouxe mais versatilidade ao Note Air 4C, sobretudo em contexto de trabalho. No geral, e dependendo das diferentes situações, adapto as posições da capa de forma a conseguir ler de forma mais confortável, tomar notas numa posição mais estável e favorável à minha visão, sem requerer grande esforço da minha parte.

Passando ao dispositivo em si, o Note Air 4C apresenta um perfil fino de apenas 5,8 mm e um peso de 420 g, tornando-o confortável de segurar durante longos períodos de tempo, sem a capa. Em conjunto com a capa, que pesa 254 g, acaba por pesar no total 674 g, tornando o conjunto um pouco pesado. No entanto, e tendo em conta as suas dimensões de 227 x 196 x 2 mm, o Note Air 4C continua compacto e fácil de transportar em deslocações, viagens de trabalho ou até para as férias.

O Note Air 4C distingue-se na sua zona traseira pela faixa vermelha característica dos dispositivos da linha Note Series, um detalhe que remete para o estilo dos cadernos clássicos de outros tempos. Esse elemento ganha ainda mais destaque graças ao apontamento em letras vermelhas, onde se encontra o nome do dispositivo e a respetiva referência. Na parte superior encontra-se o botão de ligar/desligar, que integra também um sensor biométrico, acompanhado por um microfone. Do lado esquerdo estão posicionadas duas colunas de som, uma porta USB-C e a ranhura para cartão microSD. Já na parte frontal, além do ecrã, sobressai uma aba em cinzento-escuro que melhora a ergonomia e transmite a sensação de segurar um caderno físico. Isto para além de reforçar a ergonomia, também ajuda a evitar toques acidentais no ecrã durante o seu uso. No canto inferior esquerdo, surge ainda o logótipo da Boox, discretamente gravado.

Boox Air 4C

Com o seu ecrã de 10,3 polegadas do tipo Kaleido 3 (o mais recente lançamento da E-Ink), o dispositivo é capaz de exibir até 4.096 cores. A tecnologia Carta 1200, combinada com vidro de alta qualidade e uma lente plana integrada, garante uma experiência visual nítida, com contraste elevado e cores mais vibrantes do que os ecrãs E-Ink tradicionais. A resolução a cores é de 1.240 x 930 pixels, oferecendo 150 ppi, enquanto os conteúdos a preto e branco atingem 2.480 x 1.860 pixels com 300 ppi, proporcionando textos e gráficos extremamente detalhados e precisos. O facto de a resolução cores ser mais baixa que a preto e branco não impacta de forma negativa o Note Air 4C – aliás, a leitura de texto é mesmo magnífica, com as letras bastante nítidas e fáceis de distinguir. E, para quem gosta de ler bandas desenhadas ou livros ilustrados, o Boox Air 4C transmite um charme vintage muito agradável. As cores são claramente visíveis, mas apresentam uma tonalidade suave que, pessoalmente, considero bastante agradável e cativante, conferindo à leitura uma experiência típica dos dispositivos E-Ink a cores. No fundo, aproxima-se muito da sensação de folhear uma revista ou banda desenhada impressa.

Para além disso, o Air 4C também tem iluminação frontal e, graças a esta funcionalidade, é possível ajustar a intensidade da luz consoante o ambiente, seja para ler confortavelmente num sítio pouco iluminado ou para evitar reflexos em espaços com mais claridade. O brilho mais moderado, aliado à distribuição uniforme da luz pelo ecrã, acaba também por ajudar a reduzir a fadiga ocular, o que acaba por ser um bónus, sobretudo para quem usa ecrãs durante muitas horas ou para quem gosta de ler à noite.

No meu caso, costumo ajustar a luz com um rápido swipe de cima para baixo no menu principal, abrindo assim o centro de controlo. Na secção “Luz Frontal” consigo adaptar rapidamente tanto a intensidade como a cor da luz ao meu gosto. Na realidade, até acabo mais por recorrer aos ícones “Bright” e “Soft”, que são predefinições pensadas para diferentes ambientes: “Bright” , como o nome indica é para espaços com mais claridade, pensado por isso para ser usado mais durante o dia. O modo “Soft” fica assim reservado para utilização à noite ou em locais pouco ou nada iluminados. Uma grande vantagem é que o ecrã do Boox Air 4C reflete mesmo muito pouco a luz, por isso nunca tive nenhum problema em usá-lo diretamente sob a luz solar. O único ponto a ter em conta com esta luz frontal é que é necessário algum espaçamento para a acomodar no ecrã, o que cria um pequeno intervalo entre a tinta eletrónica e a ponta da caneta. Para mim não faz diferença alguma e consigo escrever muito bem com ela, mas é possível que para algumas pessoas isto possa causar um ligeiro desconforto.

Voltando ao Centro de Controlo, aqui é possível também ajustar o volume do som, já que o dispositivo não possui botões físicos para esta função. Esta configuração permite regular facilmente o áudio de audiolivros, filmes ou vídeos. O som emitido pelas colunas é suficientemente bom, com boa nitidez, exceto nos baixos, mas mesmo assim com um desempenho satisfatório, sobretudo quando comparado a outros dispositivos que já testámos anteriormente. No entanto, para quem procura uma qualidade de som superior ou simplesmente deseja ouvir com mais privacidade, existe sempre a opção de ligar uma coluna externa ou recorrer a auscultadores, ambos compatíveis através de ligação Bluetooth.

Centro de controle - Boox Air 4C

O Note Air 4C vem equipado com um processador Snapdragon 750G, acompanhado por 6GB de RAM, o que garante uma performance estável e fluida na maior parte das utilizações. Abrir aplicações ou livros é rápido e, mesmo com várias aplicações a correr em simultâneo, o sistema mantém-se consistente, sem grandes quebras de desempenho. É certo que, com aplicações mais exigentes, o sistema pode ficar ligeiramente mais lento, mas mesmo assim não é nada demais. Ajuda a isso o facto de o Note Air 4C integrar ainda um processador gráfico (GPU) que trabalha em conjunto com a tecnologia conhecida como Super Refresh (BSR), da própria Boox. Esta solução foi pensada para ultrapassar as limitações tradicionais dos ecrãs E Ink, permitindo que outras aplicações tenham taxas de atualização mais elevadas, garantindo assim maior fluidez ao sistema.

Por exemplo, na leitura, a experiência é bastante positiva, mas depende do modo de atualização selecionado. O modo HD oferece uma qualidade de imagem superior, mas a mudança de páginas pode ser ligeiramente mais lenta. Já em aplicações que exigem scrolling, o desempenho é satisfatório, embora não tão suave como num tablet convencional. Em termos de armazenamento, o dispositivo traz 64GB de memória interna, o que considero suficiente para a maioria dos utilizadores, seja para guardar bibliotecas inteiras de ebooks, apontamentos, audiolivros ou ficheiros de áudio. Ainda assim, existe a possibilidade de expandir a capacidade através de um cartão microSD, uma opção útil sobretudo para quem gosta de instalar muitas aplicações ou gerir ficheiros de maior dimensão.

Apesar de todo o cuidado com a tecnologia Super Refresh, algumas funções continuam a mostrar as limitações próprias de um ecrã E Ink, sendo o visionamento de vídeos um bom exemplo disso. É perfeitamente possível assistir a conteúdos, mas a imagem tende a ser menos nítida, com cores mais suaves e ligeiramente desfocada, especialmente em cenas com movimento mais rápido. Este resultado não surpreende, uma vez que a taxa de atualização de um ecrã E Ink a cores não consegue acompanhar o ritmo exigido pelos vídeos. É importante sublinhar, contudo, que o Note Air 4C não foi pensado para substituir tablets ou televisões nesta vertente; o seu foco continua a ser leitura, escrita e produtividade. Assim, ver um vídeo funciona bem para situações pontuais, mas não deve ser o motivo principal da utilização do mesmo.

Quanto à bateria, o Note Air 4C está equipado com uma de 3.800 mAh, que garante uma autonomia sólida mesmo em cenários de utilização mais exigentes. Apesar de a luz frontal consumir um pouco mais do que nos e-papers tradicionais, o desempenho continua a ser bastante generoso. Na prática, o dispositivo consegue manter-se funcional durante vários dias sem necessidade de recargas frequentes, oferecendo uma boa margem para leituras prolongadas, anotações ou até navegação. Naturalmente, a duração da bateria varia de acordo com o tipo de uso que lhe for dado. Em cenários de uso leve, como leituras ocasionais ou pequenas consultas, pode aguentar várias semanas sem problema. Já em sessões intensas de escrita, leitura prolongada ou multitarefa com várias aplicações, a bateria descarrega mais depressa, mas ainda assim acaba por durar bastantes dias.

Relativamente ao facto de a porta USB-C estar localizada na lateral, este pormenor funciona bem nalgumas situações, como por exemplo quando o e-paper está a carregar enquanto eu o utilizo com a capa na posição vertical. No entanto, quem utiliza a capa tem obrigatoriamente que a manter aberta de forma a permitir o acesso à porta de carregamento, o que acaba por deixar o Note Air 4C mais desprotegido em certas circunstâncias.

Este dispositivo tem também um sensor biométrico, mas confesso que não fiquei totalmente satisfeita. Inicialmente, fiz o scan do meu dedo indicador direito, mas, a certa altura, tive de repetir o processo porque a leitura deixou de funcionar. Na realidade, isto acontece porque, com o Note Air 4C inserido na capa, é difícil conseguir posicionar corretamente os dedos para o reconhecimento, o que me obriga a recorrer frequentemente ao código. Pode ser um problema inerente aos meus dedos, mas também acho que seria útil o botão oferecer algum tipo de feedback tátil, indicando quando a leitura foi feita corretamente. É uma funcionalidade com grande potencial, mas que a Boox ainda poderá melhorar na execução.

Boox Air 4C - sensor biométrico com capa

Uma outra desvantagem deste e-paper que importa referir é que, tal como no Palma 2, embora ofereça alguma proteção contra salpicos, não possui nenhuma certificação oficial IPX. Tecnicamente, isto significa que o dispositivo permanece vulnerável à água e ao pó, exigindo atenção redobrada em ambientes muito húmidos ou poeirentos. No uso diário, não implica grandes restrições além de ter cuidado ao sair de casa em dias de chuva ou evitar acidentes com líquidos perto do dispositivo.

Ao nível do sistema operativo, o Note Air 4C vem pré-instalado com o Boox OS, uma versão personalizada do Android, e por aqui já perceberam que não é apenas um e-paper tradicional, mas sim um dispositivo bastante versátil. Ou seja, podem instalar tudo aquilo que estiver disponível a partir da Play Store da Google, desde que o dispositivo seja compatível – e sim, podem até instalar as apps do Kindle ou Kobo para diversificar bibliotecas digitais, bem como o Gmail, Spotify e Reddit, a título de exemplo. De origem, o Note Air 4C traz instaladas algumas aplicações, como o calendário (ideal para organizar o dia a dia), o gestor de ficheiros (que facilita a organização de documentos), o gravador de voz (perfeito para captar ideias rápidas ou registar reuniões) e o assistente de IA, entre outras.

Nas primeiras utilizações, a interface pode causar alguma estranheza, já que certos menus e opções não são imediatamente claros, exigindo um pouco de exploração inicial. No entanto, após algumas horas de utilização, tudo começa a fluir de forma natural, tornando a navegação bastante intuitiva. Para quem não está habituado ao Android, pode haver um pequeno período de adaptação, mas, para utilizadores familiarizados com este sistema operativo, o Note Air 4C apresenta-se como um ambiente conhecido. A página inicial, por exemplo, segue um esquema simples e funcional que remete para a experiência de um smartphone, facilitando a transição e a exploração das várias funcionalidades do dispositivo.

Na parte superior da Home Page encontram-se dois widgets principais: o da biblioteca, que mostra os dois últimos livros lidos e a percentagem já lida de cada um (existe também um ícone para aceder à biblioteca completa), e o das notas, que apresenta os três blocos de notas mais recentes. Este último inclui também dois atalhos úteis para criar rapidamente novos blocos de notas.

Noutra parte da página inicial encontram-se as aplicações nativas, enquanto a segunda página está reservada para que o utilizador adicione as aplicações que desejar. Tanto na primeira como na segunda página existe sempre, na parte inferior, uma barra fixa com quatro atalhos: biblioteca, marketplace da Boox, gestor de ficheiros e definições. Todas estas aplicações podem ser personalizadas, permitindo criar pastas por categorias, reorganizar os ícones ou até ajustar a barra inferior ao gosto de cada utilizador, tornando assim a Home Page completamente personalizável.

Para que tudo possa fluir, o Note Air 4C apresenta uma navegação bastante completa através de gestos. Na página principal, como já referi anteriormente, um simples swipe de cima para baixo, feito junto ao canto superior direito, abre o Centro de Controlo. A partir daí, é possível gerir rapidamente várias funções essenciais: ajustar a luz frontal e o volume do som, ligar ou desligar o Bluetooth e o Wi-Fi, aceder ao assistente de IA, ativar ou desativar a rotação automática, ativar o modo infantil ou, até, dividir o ecrã para multitarefa. Esta funcionalidade é particularmente útil quando precisamos comparar informações, rever textos ou transferir dados de um documento para outro, diminuindo a probabilidade de erros.

Do mesmo local também se pode abrir o chamado Centro E-Ink, embora haja uma forma alternativa de lá chegar: basta deslizar o dedo de baixo para cima no canto inferior direito do ecrã. Este centro disponibiliza vários modos de atualização do ecrã, pensados para diferentes tipos de utilização. O modo HD é o mais indicado para leitura de textos, oferecendo maior definição e nitidez. Já o modo Balanced apresenta algum efeito de ghosting mais visível, mas torna-se útil quando queremos percorrer rapidamente documentos extensos. O modo Fast sacrifica algum detalhe da imagem, mas ganha em velocidade, sendo adequado para navegar em páginas da internet. Por fim, o modo Ultrafast é o mais rápido de todos, embora com grande perda de qualidade, pensado sobretudo para reprodução de vídeos.

No meu caso, acabei por usar quase sempre o modo HD, que se revelou excelente, especialmente para leituras prolongadas, que é o tipo de utilização que mais faço no Note Air 4C. Já deslizar de baixo para cima, no canto inferior esquerdo, revela todas as aplicações que estão em execução, permitindo fechá-las individualmente ou encerrar todas de uma só vez, o que ajuda a manter o dispositivo mais organizado e rápido. Por fim, um swipe de cima para baixo no canto superior esquerdo dá acesso às definições do serviço Naviball, um pequeno botão flutuante que pode ser colocado em qualquer zona do ecrã e que funciona como um atalho rápido para várias ações. Além disso, é totalmente personalizável: pode-se escolher até nove atalhos, alterar o tamanho, a opacidade e o estilo de exibição.

Confesso que tenho recorrido imenso ao Note Air 4C, seja para trabalho ou lazer. Quando estou em casa, um dos meus passatempos favoritos é a leitura, e nessa vertente o dispositivo cumpre na perfeição o papel de e-paper. O tamanho generoso do ecrã torna a experiência mais confortável em relação aos outros e-papers que tenho e, para além disso, a forma como a capa se dobra facilita a utilização, permitindo usá-lo confortavelmente durante longos períodos. Se sair de casa, aí já prefiro levar o Palma 2, pela sua portabilidade imbatível. No entanto, se precisar de escrever ou fazer anotações, acabo por levar o Note Air 4C comigo.

A experiência de leitura neste dispositivo é altamente personalizável graças ao seu menu, que oferece um conjunto vasto de opções para adaptar a utilização ao gosto de cada um. Podemos acompanhar o progresso de cada livro, escolher diferentes estilos de letra ou, até, ativar o Modo Escuro, que transforma o fundo em preto e as letras em branco. Para mim, este modo é perfeito para ler à noite, já que, além de ser visualmente mais confortável quando estou cansada, evita incomodar quem está à minha volta. Também é possível, no mesmo menu, selecionar diferentes modos de atualização do ecrã, visualizar os capítulos organizados em formato de índice e navegar entre eles com um simples toque.

Outra funcionalidade valiosa é o TTS (text-to-speech), que converte o texto em áudio e permite “ouvir” os livros lidos por uma voz artificial, sendo uma função particularmente prática em situações em que não consigo segurar no dispositivo. Além disso, existe a possibilidade de automatizar a mudança de página, o que deixa a experiência ainda mais fluida e sem interrupções. O Note Air 4C integra também um assistente de IA (para ajudar durante a leitura) e opções adicionais de interação com a caneta, como virar páginas ou escrever diretamente sobre o texto. Para quem gosta de aprofundar a leitura, o Note Air 4C inclui um dicionário integrado, que permite consultar rapidamente significados de palavras em várias línguas. Todos estes pequenos detalhes, aliados ao acesso rápido aos últimos livros lidos através das abas no topo do ecrã, criam um verdadeiro ecossistema de leitura, onde tudo está pensado para tornar a experiência acolhedora, prática e até mais imersiva.

Para construir a minha biblioteca digital uso a aplicação nativa da Boox, a BooxDrop, que permite transferir facilmente ficheiros entre o computador e os dispositivos Boox, sem necessidade de cabos ou softwares adicionais. Basta enviar livros, PDFs, imagens ou documentos para a aplicação e todos esses ficheiros ficam automaticamente disponíveis no Note Air 4C. Além da BooxDrop, também é possível utilizar serviços de cloud como Google Drive, Dropbox ou OneDrive, garantindo ainda mais flexibilidade no acesso e organização dos documentos. Também usei bastante o Instapaper, uma ferramenta que permite ler textos offline. Depois de instalar a extensão no Chrome e configurar a aplicação no dispositivo, basta selecionar os artigos ou textos que quero guardar e, num instante, ficam disponíveis offline no Note Air 4C. Isto é particularmente prático no meu trabalho, já que me permite reunir conteúdos importantes, organizá-los e levá-los comigo para qualquer lugar, sem depender de ligação à internet e sem distrações, nem fadiga visual.

Outra aplicação que utilizo com bastante frequência é a BiblioLED, um catálogo online gratuito que disponibiliza um vasto conjunto de livros em português europeu. Até agora, o acesso a este serviço através do computador ou de outros e-papers revelava-se pouco prático, limitado ou até mesmo impossível. Foi apenas com o Note Air 4C (e também, de forma idêntica, com o Palma 2) que consegui finalmente explorar a BiblioLED de forma plena, lendo livros diretamente no dispositivo sem qualquer entrave ou dificuldade.

Além de tudo isto, há outra funcionalidade que se destaca no Note Air 4C, e que considero também das mais úteis, que é a escrita. Um dos pontos fortes do Note Air 4C é a utilização da tecnologia Wacom EMR (Electro-Magnetic Resonance), que garante uma experiência de escrita muito próxima do papel, com uma excelente precisão: o dispositivo reconhece 4096 níveis de pressão e, até, diferentes inclinações da caneta. Outra vantagem deste sistema é a compatibilidade com várias canetas que utilizem a mesma tecnologia – e não precisam de ser carregadas, tal como a Pen Plus -, permitindo ao utilizador escolher a que melhor se adapta ao seu estilo de escrita ou desenho. É verdade que existe um pequeno espaçamento entre a ponta da caneta e a tinta eletrónica no ecrã, mas a fluidez é tal que rapidamente deixamos de notar esse detalhe.

Boox Air 4C - cores e pressões

É precisamente aqui que entra um dos pontos que realmente o diferencia de outros dispositivos da mesma gama: quando escrevemos a cores, o traço surge de imediato na cor selecionada. Noutros e-papers, é comum o traço aparecer primeiro em preto e, só depois, refrescar para a cor escolhida, o que quebra o ritmo e pode até ser frustrante. No Note Air 4C, essa limitação desaparece, melhorando muito a experiência de escrita a cores. Para escrever ou desenhar podemos alternar entre diferentes ferramentas como a caneta, o pincel caneta, a ballpoint ou o lápis, cada uma com espessuras ajustáveis que vão dos 0,10mm até aos 2,00mm. Existe ainda a opção do marcador, cuja largura pode variar entre 0,5mm e 8,00mm.

Todas estas ferramentas podem ser personalizadas com 16 cores distintas, incluindo preto, cinza, branco, rosa, roxo, verde e várias outras tonalidades disponíveis. A seleção é simples: no topo do bloco de notas existe uma barra que disponibiliza quatro ferramentas configuráveis, permitindo alternar rapidamente entre elas conforme a escrita. Essa mesma barra inclui ainda uma borracha, igualmente personalizável, que pode apagar em diferentes modos, seja por camadas ou ajustando apenas a largura, que varia entre 0,5mm e 20,00mm. Logo ao lado, existe o ícone que possibilita escolher o modelo do bloco de notas, seja ele vazio, com linhas horizontais, pautado para partituras, capas, ou até mesmo criar um modelo totalmente personalizado.

No ícone seguinte é possível gravar notas de voz através do microfone, algo especialmente útil em reuniões ou aulas em que precisamos de guardar apontamentos rapidamente. Logo depois encontramos o ícone para adicionar uma nova página, que pode ter um modelo diferente das anteriores, ou até ser importada de outro caderno ou uma imagem. Esta flexibilidade demonstra bem a enorme versatilidade do Note Air 4C, no que toca à criação e organização de informação. Existe também o ícone da IA, capaz de aperfeiçoar formas, corrigir laços e, até, apagar rabiscos sem recurso à borracha. Além disso, pode ainda converter notas manuscritas em texto digital. Esta função é bastante útil, novamente, para organizar apontamentos, registar ideias ou preparar documentos de forma mais profissional. Embora a conversão não seja perfeita em todos os casos (sobretudo com caligrafia menos legível), funciona bem na maioria das situações e poupa imenso tempo.

Também o facto de corrigir e aperfeiçoar formas permite que quando sublinho uma frase, por exemplo, basta manter a ponta da caneta no ecrã por dois segundos e o sublinhado alinha automaticamente. O mesmo se aplica a formas geométricas desenhadas livremente, que ficam bem estruturadas sem esforço. Com a função do laço, consigo também selecionar diferentes secções do texto e reorganizar as minhas notas de forma prática, ajustando-as exatamente como quero.

Boox Air 4C - formas geométricas

Gosto particularmente de usar este dispositivo para registar as minhas ideias ou criar esquemas relacionados com o trabalho. A sua capacidade de resposta e a variedade de ferramentas de escrita permitem estruturar pensamentos de forma clara e organizada, quase como se estivesse a rascunhar num caderno físico, mas com a vantagem de poder corrigir, mover ou colorir tudo instantaneamente.

No fundo, o Boox Note Air 4C é uma solução híbrida, pensada para quem procura ir além da leitura tradicional. É um dispositivo que combina estudo, trabalho e lazer num só, oferecendo a versatilidade de um tablet, mas com o conforto da tinta eletrónica. É possível ler, escrever, anotar, organizar informação ou até utilizar aplicações de produtividade, mas sem cair nas distrações típicas dos tablets convencionais. A inclusão da caneta Pen Plus e da capa eleva ainda mais a versatilidade do conjunto, tornando o Note Air 4C numa ferramenta bastante completa para diversas situações.

Ainda assim, importa referir que nem tudo é perfeito. A interface, embora completa, exige alguma curva de aprendizagem inicial. O desempenho, apesar de muito competente para o que é, não consegue acompanhar a fluidez de um tablet tradicional, sobretudo quando falamos de visualização de vídeos, onde o ecrã E-Ink revela inevitavelmente as suas limitações. Também a ausência de certificação oficial contra água ou pó pode deixar alguns utilizadores mais cautelosos no uso fora de casa. Por outro lado, a sua grande vantagem está mesmo no equilíbrio: é suficientemente avançado para ser produtivo, mas, ao mesmo tempo, minimalista o bastante para manter o foco. Isto faz com que não seja necessariamente a escolha ideal para quem apenas quer ler ebooks (para esses casos existem opções mais simples e acessíveis, como o Palma 2), mas acaba por ser perfeito para quem valoriza uma experiência mais completa e diferenciada.

O seu preço atual de 529,99€ pode não ser para todos, mas tendo em conta que se trata de um epaper versátil e deste tamanho, dificilmente encontrarão melhor negócio…

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Boox.

Xiaomi inaugura centro europeu de investigação e design em mobilidade elétrica

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Munique vai acolher o primeiro centro da Xiaomi EV na Europa, voltado para veículos inteligentes e ecossistemas conectados.

A Xiaomi anunciou a abertura do primeiro Centro de Investigação, Desenvolvimento e Design da Xiaomi EV Europe, localizado em Munique, na Alemanha. A inauguração insere-se na visão da marca de criar um ecossistema integrado Human x Car x Home, em que pessoas, veículos e habitações comunicam de forma fluida.

A escolha da cidade bávara está longe de ser aleatória, já que Munique é reconhecida como um dos grandes polos mundiais de engenharia e design automóvel. O novo centro europeu vai funcionar como plataforma de inovação, reunindo engenheiros, designers e investigadores que irão colaborar estreitamente com as equipas globais da Xiaomi EV. A missão passa por acelerar avanços em condução autónoma, plataformas de veículos elétricos e experiências digitais de próxima geração, sempre com forte aposta no design centrado no utilizador.

E para além da componente tecnológica, a empresa chinesa falou sobre o investimento em capital humano e na criação de um ambiente colaborativo. Estão previstas parcerias com institutos de investigação e outros agentes do setor, com vista ao desenvolvimento de soluções de mobilidade inteligente que também considerem os desafios éticos e infraestruturais da inteligência artificial.

Xiaomi SU7 Ultra
Xiaomi SU7 Ultra em exposição em Munique

Este passo estratégico reforça a expansão da Xiaomi EV para lá da China. Depois do êxito alcançado no mercado interno com modelos como o SU7, SU7 Ultra e YU7, a empresa aponta agora baterias ao continente europeu. A estreia dos primeiros automóveis elétricos da marca nas estradas da Europa está prevista para 2027, com a ambição declarada de se tornar um dos protagonistas da nova era da mobilidade elétrica, ligada e de elevado desempenho.

Henry Halfhead – Review: Uma vida a metade

O grande problema de Henry Halfhead é que o destino é forte, mas a viagem até ao desfecho nem sempre é consistente e a mensagem perde-se entre tentativas de inventividade mecânica e repetição

Henry não é uma criança como as outras. Podia destacar o facto de ser apenas uma meia-cabeça, tal como indica o seu sobrenome, mas há algo que a torna ainda mais especial. Desde jovem que Henry é capaz de assumir a forma dos objetos à sua volta e movê-los à vontade. É a sua criatividade que o guia desde terna idade, quando no berço, ainda sem conseguir comunicar, Henry já sonhava com o extenso mundo à sua volta. Os brinquedos não eram apenas distrações momentâneas, mas formas de expressão e os blocos de construção não podem ganhar pó numa caixa abandonada no quarto de Henry quando podem ser uma enorme e imponente torre. Esta criatividade é notável e é ela que move Henry enquanto o vemos crescer até à idade adulta numa aventura emocional, ocasionalmente surpreendente, mas nem sempre profunda como deveria ser.

Henry Halfhead é uma história sobre individualidade e criatividade face às mordomias do quotidiano, que procura analisar a falta de uma certa ingenuidade na forma como interagimos com o mundo à nossa volta enquanto ficamos mais velhos. O que anteriormente seria uma tarde de diversão, livre de responsabilidades e pressões, quando a juventude ditava as tarefas supostamente mundanas que ocupavam as nossas horas, o tempo transformou-se num mar de obrigatoriedades incontornáveis e nem sempre compatíveis com a nossa personalidade. Então vemos Henry a mudar, tal como nós mudámos, a deixar de ser uma criança curiosa e mais artística para abandonar a sua irreverência apenas para entrar nos moldes do que é socialmente aceitável. Os desenhos desapareceram, os videojogos ficaram arrumados nas gavetas, o tempo eliminou quaisquer hobbies e ficou apenas a pressão de Henry ter uma carreira estável. Esta caminhada é eficaz através dos momentos-chave que a Lululu Entertainment decidiu desenvolver ao longo da campanha, ainda que a mensagem seja mais emocionalmente manipuladora do que sincera na sua abordagem, muito devido ao desenho do protagonista e aos objetivos que podemos concluir ao longo dos níveis.

Através das várias fases da vida de Henry, desde a juventude até à velhice, a criatividade e a necessidade de expressão surgem através da jogabilidade e da mecânica de possessão dos objetos. Com espaços restritos, fechados sobre cenários pequenos e com alguns objetos decorativos em campo, Henry Halfhead guia-se através de objetivos aparentemente simples, mas cuja resolução obriga-nos a sermos mais criativos na abordagem. Por exemplo, nós podemos saber que temos de fazer uma torre com os blocos de Henry, mas quais são os blocos e como devemos expô-los em campo fica por nossa conta e o jogo nunca nos julga se fizemos a melhor ou pior opção. A campanha encaminha-nos constantemente entre estes objetivos, desde fazer testes de matemática até ao trabalho de Henry na fábrica, mas existe liberdade para explorar e encontrar não só peças de puzzle, que funcionam como os colecionáveis do jogo, mas também tarefas adicionais que abrem novas divisões e dão acesso a novos objetos que podemos utilizar através da habilidade de Henry.

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Henry Halfhead (Lululu Entertainment)

Esta liberdade de interação também traz alguns problemas de lógica e leva o jogo a contradizer-se na sua abordagem porque nem sempre sabemos bem o que temos de fazer e isso leva a situações onde o problema parece resolver-se sozinho, como se a campanha quisesse avançar e tivesse perdido a paciência com a nossa passividade. É um caso curioso de dar liberdade aos jogadores, mas nem sempre de os deixar confiar na sua agência sem deixar que a campanha estagne por completo. Talvez seja apenas uma tentativa de criar uma experiência mais acessível, que funcione a solo ou cooperativamente, mas o resultado não é totalmente satisfatório. Por exemplo, o nível em casa de Henry, já na fase adulta, onde temos de participar em várias tarefas para termos acesso a novas divisões e garantir que o tempo passa, existiram situações onde não sei o que fiz e o que levou à aparição de uma nova divisão, como a utilização da televisão na sala de estar, da banheira na casa de banho ou da sala recreativa na fábrica de Henry.

No entanto, também encontramos momentos em que Henry Halfhead consegue ser muito criativo com a sua jogabilidade e coloca-nos a controlar vários objetos para realizarmos uma única tarefa. A confeção de uma pizza, que exige a elaboração da massa e depois dos seus ingredientes, é um desses momentos e fica na memória não pela sua carga emocional, mas porque tenta ser mais inventivo a nível mecânico. A secção escolar, onde Henry se distrai da aula para brincar, é outro momento em que encontramos uma verdadeira variedade de abordagens que nos levam a crer que a jogabilidade vai ser muito mais expansiva do que realmente é.

Apesar das minhas críticas, o final de Henry Halfhead é muito forte e a sua mensagem funciona para quem já se viu numa situação onde teve de abandonar os seus sonhos pela segurança da vida profissional. É uma história cada vez mais comum e a Lululu Entertainment foi incisiva na forma como transmitiu esta sensação de repetição e estagnação que nasce através do trabalho de Henry. A vida na fábrica, o regresso a casa, a confeção do jantar, as horas mal dormidas e depois a repetição destes momentos no dia seguinte e depois no próximo. É uma forma eficaz e interativa de reforçar a mensagem do jogo, esta tentativa de nos fazer ver que a vida não é apenas uma corrida profissional e que há sempre espaço para sonhar – uma ideia que começa a ser cada vez mais utópica na nossa sociedade.

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Henry Halfhead (Lululu Entertainment)

O último nível é especialmente forte e funciona como um desfecho agridoce para a vida de Henry. Agora idoso, Henry já não consegue saltar como antes, a sua visão falha e a audição está longe de ser perfeita. Para navegar os níveis, Henry necessita de plataformas mais baixas e também de utilizar óculos e aparelho auditivo para conseguir ver e ouvir sem problemas. O facto de sentirmos Henry mais cansado, mais fragilizado e sem a mesma energia de sempre, uma personagem que vimos crescer desde bebé e que agora passa a vida num espaço mais fechado – possivelmente um lar, mas a produtora nunca confirma -, cujos dias são passados em frente à televisão ou em passeios pelo parque, acaba por ter um efeito emocional muito forte porque sentimos estas transformações através da jogabilidade. Nós sentimos Henry mais pesado e mais lento, vemos a sua visão desfocada, ao ponto de ser impossível navegarmos através dos níveis sem o auxílio dos óculos, e compreendemos como estamos lentamente a caminhar para o fim. Para mim, este foi o momento em que a Lululu Entertainment conseguiu conciliar o seu foco mecânico com a narrativa que queria contar, onde sentimos o peso da jogabilidade e cada um dos passos da personagem em direção ao fim. Esta fase final torna-se agridoce porque é um exemplo do quão os outros momentos não apresentam a mesma profundidade e perdem-se mais entre objetivos supostamente divertidos e mundanos do que a aproximar-nos de Henry enquanto personagem e um espelho para a nossa própria vida.

Henry Halfhead está pensado para ser jogado a solo ou com duas pessoas e isso poderá mudar significativamente a experiência devido ao grau de inventividade e liberdade que o jogo dá aos seus jogadores. A possibilidade de possuirmos qualquer objeto e podermos combiná-los para fazer tarefas improváveis ou alcançar plataformas inacessíveis levará certamente a momentos únicos no modo cooperativo. Apesar de não ter conseguido experimentar o jogo a dois, consigo ver o potencial porque a mecânica de utilização de objetos está bem implementada e serve a componente mais sandbox de Henry Halfhead. No entanto, as suas virtudes não suplantam uma certa sensação de vazio que me acompanhou ao longo da campanha. Se o final é memorável e a mensagem coesa, a verdade é que os desafios e níveis que antecedem o desfecho da narrativa tornam-se repetitivos e nem sempre lógicos. Este é um jogo onde começamos por fazer algo por diversão, apreciamos a suposta liberdade que a jogabilidade nos dá e depois questionamos progressivamente o propósito de tudo o que estamos a fazer, e quando isso acontece, a ilusão quebra-se e Henry Halfhead torna-se num jogo interessante, mas nem sempre tão profundo como pensa ser.

Cópia para análise (PlayStation 5) cedida pela popagenda

Tapo S112 é o novo interruptor inteligente da TP-Link com suporte do protocolo Matter

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O novo Tapo S112 promete transformar iluminação e estores em soluções conectadas, seguras e eficientes.

A TP-Link lançou o Tapo S112, um módulo de interruptor inteligente para casas. Compacto e de instalação simples, o dispositivo distingue-se pela versatilidade já que pode ser utilizado tanto para controlo de iluminação como para gestão de estores, respondendo às necessidades de uma smart home moderna.

O Tapo S112 permite controlar dispositivos tanto de forma tradicional, através do toque físico, como remotamente pela aplicação Tapo. E conta com o suporte ao protocolo Matter que assegura compatibilidade com os principais ecossistemas de automação, incluindo Apple Home, Google Home, Amazon Alexa, Samsung SmartThings e IFTTT.

Entre as funcionalidades destacam-se o controlo independente de dois dispositivos, a monitorização de energia em tempo real com relatórios de custos mensais, a proteção Zero-Crossing, que prolonga a vida útil do módulo, e o controlo por voz com assistentes virtuais. O Tapo S112 permite também criar rotinas automáticas, como desligar luzes durante a noite ou abrir estores ao amanhecer, bem como gerir cenários personalizados para cada divisão da casa. No modo de gestão de persianas, o módulo inclui deteção automática de obstáculos, interrompendo o movimento em caso de resistência para proteger o motor e aumentar a segurança. Para além disso, em caso de falhas, o sistema envia alertas em tempo real para a aplicação Tapo, facilitando a manutenção preventiva. Outro destaque é o controlo instantâneo através de Bluetooth, que assegura acesso ao dispositivo mesmo sem ligação Wi-Fi, útil em situações de falha de rede ou alterações da palavra-passe do router.

O Tapo S112 já está disponível em Portugal com um preço recomendado de 25,99€.

Chefs on Fire São Paulo pede financiamento coletivo para co-financiar o festival gastronómico

Em 2026, o Chefs on Fire cruza o Atlântico para São Paulo, mantendo a missão de unir alta cozinha, cultura portuguesa e práticas sustentáveis.

O festival Chefs on Fire, distinguido internacionalmente pela sua abordagem sustentável, prepara-se para atravessar o Atlântico. A edição de 2026 terá lugar em São Paulo, no Brasil, e contará com o apoio de uma campanha de financiamento, através da GoParity, destinada a assegurar os custos de produção e operação, desde a logística ao aluguer do espaço, passando por medidas ambientais como a redução do desperdício alimentar e a redistribuição de excedentes para instituições locais.

A edição de São Paulo será realizada em dois dias, antecedida por um jantar privado que reunirá chefs, jornalistas, patrocinadores e parceiros. A montagem e desmontagem do espaço prolongar-se-ão por mais dez dias. Entre as novidades está a criação de uma Zona Portugal e de um Palco Portugal, destinados a dar destaque a chefs, produtos e tradições gastronómicas portuguesas.

O festival integrará medidas práticas de sustentabilidade. Estão previstas parcerias com produtores locais, a elaboração de receitas de baixo desperdício, pontos de compostagem e reciclagem, e a colaboração com o Banco Alimentar de São Paulo para garantir a redistribuição dos alimentos não consumidos. O modelo mantém-se fiel ao que o evento sempre defendeu: reduzir o impacto ambiental, privilegiar a autenticidade e envolver a comunidade.

Uma estratégia de comunicação integrada, com recurso a meios tradicionais, digitais e parcerias institucionais, irá acompanhar o evento, reforçando também a ligação com a comunidade local, que terá acesso a bilhetes gratuitos para participar em workshops de cozinha responsável.

Para esta campanha de financiamento, a quarta da promotora LOHAD na Goparity, o objetivo mínimo é de 350.000€ podendo a campanha encerrar com valores até 500.000€. O plano financeiro assenta na continuidade da atividade da empresa, que prevê realizar vários eventos Chefs on Fire em 2026, garantindo assim a capacidade de cumprir os compromissos assumidos com os investidores.

Graças à GoParity, a LOHAD conseguiu anteriormente um total de 750.000€ para edições anteriores do Chefs on Fire.

SPC anuncia mais um smartphone para idosos, o Zeus 2

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O novo SPC Zeus 2 oferece suporte para a aplicação SPC Care, a partir de 199,90€.

Depois da chegada do Zeus 2 Pro, a SPC lançou agora o Zeus 2, um smartphone mais acessível, concebido especialmente para seniores que procuram um dispositivo compacto e fácil de usar, sem abdicar das funcionalidades essenciais.

O novo smartphone vem equipado com um ecrã de 5 polegadas, apenas 161 gramas e design ergonómico para poder ser usado só com uma mão. Mas os grandes destaques vão para o seu terminal que integra Modo Fácil, botões físicos e um botão SOS, bem como ligação à aplicação SPC Care, que permite ao familiares ou cuidadores configurarem o telefone à distância, receberem alertas e acompanharem o utilizador sem retirar a sua autonomia. Também fornece dados em tempo real sobre bateria, GPS, ligação WiFi ou dados móveis, e envia notificações em situações de emergência

No seu interior, vem equipado com um processador MediaTek Helio G36, 4GB de RAM (expansíveis virtualmente em mais 8 GB) e 64GB de armazenamento interno, com possibilidade de expansão até 1TB através de um microSD. O sistema de câmaras é composto por um sistema duplo de 13MP na traseira e uma frontal de 5MP. A bateria tem a capacidade de 2300mAh e conta com suporte para o carregamento de 10W através da sua porta USB-C ou pela base tipo dock incluída.

Em termos de segurança e acessibilidade, o Zeus 2 conta com desbloqueio facial, leitor de impressão digital e compatibilidade com aparelhos auditivos. Inclui ligações 4G, WiFi 5 e Bluetooth 5.0, para além de suporte para SIM físico e eSIM. E é suportado pelo sistema operativo Android 15.

O SPC Zeus 2 já está disponível em Portugal por 199,90€, enquanto a aplicação SPC Care pode ser descarregada gratuitamente na Google Play e App Store, funcionando exclusivamente com dispositivos da marca.

TCL anuncia o lançamento da sua gama de projetores portáteis em Portugal

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Os TCL PlayCube, A1s e C1 prometem transformar qualquer espaço num ecrã de cinema portátil.

A TCL prepara-se para alargar a sua oferta no mercado português com uma nova gama de projetores portáteis inteligentes, pensados para um público que valoriza flexibilidade e conveniência no acesso a conteúdos multimédia. Seja para sessões de cinema improvisadas no teto do quarto, noites de verão no jardim ou encontros em casa de amigos, os novos equipamentos da marca foram desenhados para se adaptar a diferentes estilos de vida, sem ocupar o espaço de uma televisão tradicional.

A gama é composta por três modelos – TCL PlayCube, TCL Projector A1s e TCL Projector C1 -, todos com sistema operativo Google TV. O PlayCube destaca-se pelo formato compacto em cubo (na imagem acima), projetando imagem em qualquer superfície com até 750 lúmens ISO de brilho e som Dolby Digital Plus. Equipado com bateria integrada, oferece até três horas de autonomia sem fios e carregamento rápido, permitindo uma hora de reprodução com apenas 30 minutos de carga. O preço de lançamento será de 899€, estando disponível até ao final do ano.

TCL Projector A1s
TCL Projector A1s

Já o Projector A1s aposta na versatilidade, combinando resolução FullHD, brilho de 600 lúmens ISO e ajustes automáticos de foco e enquadramento. Pensado para utilização em diferentes espaços, pode também funcionar como coluna Bluetooth com luz ambiente sincronizada. O modelo estará disponível a partir de novembro por 479€.

Por fim, o Projector C1 foi concebido como alternativa compacta a uma televisão de grandes dimensões, oferecendo projeção FullHD de até 120 polegadas. O gimbal rotativo e a pega integrada facilitam a mobilidade, enquanto a correção automática assegura simplicidade na utilização. Com certificação Netflix, Google TV e Dolby Audio, estará disponível em novembro a partir de 299€.

The Mirror. Produtora lisboeta aposta em experiências exclusivas de arte, cultura e lifestyle

A The Mirror nasce de um rebranding e apresenta-se como plataforma de eventos premium, com festas emblemáticas e colaborações internacionais.

A produtora de eventos It is what it is anunciou uma mudança de nome em julho pasado e passou a chamar-se The Mirror. A alteração faz parte de uma estratégia de reposicionamento da marca, com o objetivo de atualizar a sua imagem e aproximar-se de novos públicos.

De acordo com o fundador, Salim Carmali, a decisão surge da necessidade de modernizar uma identidade que considerava desatualizada. O responsável reconhece os riscos do processo de rebranding, mas sublinha que este pode trazer benefícios como a revitalização da marca e o reforço da sua relevância no mercado.

A nova identidade visual foi desenvolvida pela agência DesignCorner. O logótipo, de linhas geométricas e tipografia bold, aposta numa estética metalizada com detalhes azulados. Segundo a equipa criativa, a solução pretende transmitir robustez, modernidade e clareza, com um registo pensado para contextos físicos e digitais.

A produtora começou a atividade no período pós-confinamento, em pequenas iniciativas privadas, e foi crescendo para um modelo de eventos de maior dimensão. Entre as próximas datas anunciadas estão uma festa de Halloween, a 31 de outubro, e uma celebração de passagem de ano, ambas em Lisboa, em locais ainda por divulgar. A par destes eventos de maior escala, a The Mirror prevê também encontros regulares que combinam gastronomia, música e convívio social.

A empresa admite ainda estar a estudar parcerias com produtoras europeias com conceitos semelhantes, com o objetivo de desenvolver projetos conjuntos e promover intercâmbio artístico.

Almada Green Market está de volta ao Parque da Paz

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Eco-mercado vai animar o Parque da Paz com produtos locais, oficinas criativas e desafios ambientais.

O Almada Green Market está de regresso ao Parque da Paz este fim de semana, nos dias 27 e 28 de setembro, entre as 10h e as 18h, com uma nova edição que junta propostas sustentáveis, criativas e amigas do ambiente.

Inserido nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, o evento convida os visitantes a deixar o carro em casa e a chegar ao parque a pé, de bicicleta ou em transportes públicos. “Se costuma andar sempre de carro, deixe-o desta vez a descansar e venha visitar o mercado a pé, de bicicleta, ou em transportes públicos. Experimente neste dia uma forma mais sustentável de se deslocar e, quem sabe, se não vai passar a usar mais vezes nas suas deslocações casa-trabalho e casa-escola. Ganha a sua saúde, o ambiente e a sua carteira”, desafia a organização.

Além da habitual mostra de produtos locais e ecológicos, o mercado contará com a participação de associações de proteção animal e a realização de workshops gratuitos abertos ao público. No sábado, dia 27, às 15h30, a Seiva promove uma Oficina de Tecelagem Circular, que combina rodas de bicicleta, fios e imaginação numa introdução acessível à arte manual da tecelagem, pensada para crianças e iniciantes. No domingo, dia 28, à mesma hora, a Mirística conduz a oficina Aromaterapia no Regresso à Rotina, onde serão apresentadas as propriedades e usos de diferentes óleos essenciais como aliados no regresso ao trabalho e à escola.