Remedy emite alerta de lucros após fracas vendas de FBC: Firebreak

FBC: Firebreak, o novo jogo cooperativo dos criadores de Alan Wake, não conseguiu recuperar o interesse dos jogadores, levando a um prejuízo de quase 15 milhões de euros.

A Remedy emitiu um aviso de lucros aos seus investidores após reduzir as previsões de vendas de FBC: Firebreak, o seu mais recente jogo, que marca a estreia do estúdio em jogos vivos, com componente cooperativa, ligado ao universo de Control e de Alan Wake. Este aviso surge na sequência de um desempenho comercial muito abaixo do esperado, que levou a empresa a registar um prejuízo contabilístico de cerca de 15 milhões de euros. Um valor correspondente à maior parte dos custos de produção e de publicação do jogo, mas não deverá ter impacto direto no dinheiro que o estúdio tem disponível.

Lançado a 17 de junho no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, FBC: Firebreak conseguiu inicialmente alcançar um milhão de jogadores num período de dez dias, mas a adesão revelou-se passageira. Em agosto, a própria Remedy admitiu que muitos jogadores abandonaram o jogo pouco depois de o experimentarem, e que o título não estava a ter bons resultados no Steam.

Nessa altura, o estúdio reconheceu também que a maior parte das receitas vinha dos acordos com serviços de subscrição da Xbox e da PlayStation, o que significa que o jogo foi mais jogado por assinantes do que comprado diretamente. “As vendas nas primeiras semanas ficaram abaixo do que esperávamos”, referiu a empresa num relatório anterior.

Desde então, a Remedy tem procurado melhorar a experiência de jogo com base no feedback da comunidade, lançando várias atualizações. A primeira grande atualização, chamada Breakpoint, chegou a 29 de setembro e trouxe alterações consideradas importantes na jogabilidade, como ajustes no ritmo das missões e na progressão dos personagens. De acordo com a Remedy, estas alterações melhoraram os indicadores de envolvimento e de vendas, mas não o suficiente para atingir as metas internas.

Numa nova comunicação aos investidores, o diretor executivo Tero Virtala explicou que o estúdio vai “ajustar os investimentos futuros” em Firebreak, mantendo o suporte ao jogo mas de forma mais contida e equilibrada.

Apesar das dificuldades, a Remedy mantém uma perspetiva positiva para o resto do ano fiscal. A empresa espera um crescimento de receitas em 2025, mas admite que os resultados finais serão negativos devido ao fraco desempenho de FBC: Firebreak. Atualmente, o estúdio finlandês está a trabalhar em Control 2 e nos remakes de Max Payne 1 e 2.

Microsoft integra o Copilot com serviços externos e adiciona criação de documentos Office

A atualização mais recente do Copilot introduz integração com plataformas como Google Drive e Outlook, além de permitir gerar ficheiros Word, Excel, PowerPoint e PDF diretamente a partir do assistente.

A Microsoft lançou a versão 1.25095.161.0 do Copilot para os participantes do programa Windows Insider. A atualização acrescenta duas funcionalidades principais, a ligação a serviços externos, através dos novos Copilot Connectors, e a criação direta de documentos Word, Excel, PowerPoint e PDF.

Os Connectors permitem que o assistente aceda a dados provenientes de várias plataformas, incluindo OneDrive, Outlook, Google Drive, Google Agenda e Google Contactos. Cada ligação depende do consentimento do utilizador e pode ser gerida na secção de definições dedicada. A Microsoft afirma que o acesso é opcional e que o utilizador mantém controlo sobre as permissões de partilha, embora as questões de privacidade e segurança continuem a ser um dos principais pontos de atenção.

Outra das novidades é a capacidade de gerar documentos Office a partir de conteúdos criados no próprio Copilot. O sistema pode converter textos, tabelas ou apresentações diretamente em ficheiros Word, Excel, PowerPoint ou PDF. Quando a resposta ultrapassa as 600 palavras, surge um botão que permite exportar automaticamente o conteúdo para as aplicações correspondentes.

A atualização está a ser distribuída de forma gradual no programa Insider, pelo que as novas funcionalidades poderão não estar ainda disponíveis para todos os utilizadores. A Microsoft prevê que a implementação completa decorra nos próximos dias.

Samsung lança o Android 16 para os Galaxy A17 5G, A16 5G e A15 5G

Os Galaxy A17 5G, A16 5G e A15 5G abrem as portas ao One UI 8 com novas funcionalidades e melhorias.

A Samsung está a levar o Android 16, através do One UI 8, a mais dispostos. Desta vez tratam-se dos dispositivos Galaxy A17 5G, Galaxy A16 5G e Galaxy A15 5G, que começaram a receber as primeiras notificações de atualização, enquanto as variantes 4G deverão ser contempladas com a atualização nos próximos dias.

As versões de firmware já disponíveis, A176BXXU2BYID para o Galaxy A17 5G, A166BXXU4CYI8 para o A16 5G e A156BXXU7DYIA para o A15 5G, pesam mais de 2GB, exigindo algum tempo para a instalação completa. Apesar das novas funcionalidades não atingirem o nível das séries Galaxy S e Galaxy Z, os dispositivos da série Samsung Galaxy A beneficiam de melhorias na interface gráfica, maior fluidez na utilização, mais opções de personalização para a ecrã de bloqueio e outras funcionalidades. Para além disso, com a atualização chegam novas versões para aplicações nativas como o Samsung Internet Browser, Samsung Notes, Lembretes, Calendário, Clima, Calculadora e Samsung Health.

Uma vez concluída a instalação, é recomendado que os utilizadores acedam à Galaxy Store e à Google Play Store para atualizar as aplicações, garantindo o total aproveitamento das novas ferramentas. Nos Galaxy A16 5G e A15 5G, a atualização integra as atualizações de segurança referentes a setembro de 2025, enquanto no Galaxy A17 5G estas já estavam presentes, corrigindo mais de 80 vulnerabilidades, incluindo falhas comuns do sistema Android e específicas dos dispositivos da Samsung.

Druni vai abrir em Almada a sua primeira loja na Margem Sul

O plano da Druni passa por ter uma rede de mais de 25 estabelecimentos em Portugal até 2028.

A cadeia espanhola de perfumaria e cosmética Druni abriu, no passado dia 19 de setembro, a sua primeira loja em território português, localizada no Península Boutique Center, no Porto. A chegada ao mercado nacional insere-se na estratégia de expansão internacional da empresa, que procura consolidar a sua posição num setor cada vez mais competitivo e marcado pela presença de grandes cadeias internacionais.

A entrada em Portugal constitui um movimento estratégico que acompanha o crescimento do consumo de produtos de beleza no país e a proximidade cultural com Espanha. O espaço inaugurado tem 500 m2 e disponibiliza uma oferta abrangente de perfumaria, cosmética, maquilhagem, cuidados de cabelo, parafarmácia e higiene pessoal. Entre as opções, incluem-se marcas exclusivas e de gama premium.

A empresa sublinha ainda que a abertura desta loja segue-se ao lançamento do canal online em Portugal, no final de 2024, permitindo desenvolver uma estratégia integrada entre comércio físico e digital.

O investimento neste primeiro espaço ascendeu a um milhão de euros e permitiu a criação de 12 postos de trabalho. A estratégia da Druni para o mercado português prevê a abertura de mais quatro lojas até ao final de 2025… e já sabemos onde será a próxima inauguração: Almada. Mais especificamente no piso 1 do Almada Fórum, pelo que será a primeira loja Druni na Margem Sul. Após essa abertura, ainda sem data, a marca irá também abrir espaços em Braga, Viseu (Palácio do Gelo Shopping) e algures na Grande Lisboa.

De resto, o plano da marca passa por ter uma rede de mais de 25 estabelecimentos em Portugal até 2028.

Legacy Ithos abre portas no Porto Santo com aposta na saúde e bem-estar

O Legacy Ithos aposta numa oferta exclusiva de 28 quartos premium e num conceito de bem-estar centrado na água do mar e na serenidade da ilha.

Em março, durante a Better Tourism Lisbon (BTL), o Grupo Vila Baleira Hotels & Resorts apresentou um vislumbre do seu novo Hotel Legacy Ithos 5*. Pois bem, este novo de cinco estrelas acaba de ser inaugurado no Porto Santo.

Ao celebrar 25 anos de existência, o grupo aproveitou a data para inaugurar este boutique hotel de luxo erguido a partir da reabilitação do antigo edifício de talassoterapia do grupo. O novo espaço, que representa um investimento de cerca de 13 milhões de euros, foi concebido para redefinir o conceito de turismo de bem-estar na ilha.

Com 28 quartos premium, o Legacy Ithos aposta numa experiência marcada pela exclusividade e pela serenidade. A nova marca de wellness, ORA, foi criada para reinventar a talassoterapia, combinando técnicas tradicionais baseadas nos benefícios da água do mar com métodos contemporâneos de regeneração e relaxamento.

O hotel conta ainda com um restaurante de fine dining, onde a gastronomia valoriza ingredientes locais e uma abordagem sensorial ao serviço, reforçando a ligação entre natureza, saúde e prazer.

Pixies regressam a Portugal para concerto no NOS Alive 2026

Atualmente composta por Black Francis, Joey Santiago, David Lovering e pela baixista Emma Richardson, a formação dos Pixies mantém o núcleo criativo original que marcou uma geração.

Várias têm sido as ocasiões para ver os Pixies por cá. Recentemente, a banda esteve no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, no passado mês de maio. Dois anos antes, em 2023, esteve no mesmo recinto. E um ano antes, em 2022, atuou no Vodafone Paredes de Coura. Pois bem, em 2026, os Pixies vão regressar a um festival no qual já atuaram: NOS Alive, no dia 11 de julho.

Será, portanto, o regresso do grupo de Black Francis, Joey Santiago, David Lovering e Emma Richardson ao festival, 10 anos após a estreia nesse evento. A banda de Boston, que desde o final dos anos 80 redefiniu o som do rock alternativo, está a celebrar 40 anos de percurso com a digressão mundial Pixies 40 – World Tour, que passará pelo Reino Unido e pela Europa entre maio e julho de 2026.

Os Pixies atuarão no Palco Heineken, no mesmo dia dos Buraka Som Sistema e Florence + The Machine. Quanto aos bilhetes, estão à venda nos locais habituais, com o diário a custar 84€, o passe de dois dias a custar 168€ e o passe de três dias a poder ser adquirido por 199€.

Como a realidade aumentada está a mudar o mundo dos jogos: o futuro do entretenimento interativo

A realidade aumentada já não é uma promessa distante. Mistura objetos digitais com o ambiente físico e transforma qualquer telemóvel numa janela para novos mundos. Jogos deixam de viver só no ecrã. A ação passa para a mesa da sala, para a rua e para a bancada do estádio. O resultado é simples: mais imersão, mais participação e novas formas de competir. Este artigo mostra como a RA está a redesenhar o setor e aponta tendências que vão marcar os próximos anos.

RA hoje: a ponte entre o físico e o digital

A primeira geração de jogos em RA apresentou desafios de localização, caças virtuais e interações em tempo real com o espaço físico. O utilizador move-se, aponta a câmara e vê personagens ou objetos digitais à sua volta. Esta fusão cria imersão imediata e estimula a partilha entre jogadores. As casas de apostas e os casinos online esforçam-se por seguir as tendências globais implementando tecnologias modernas nas suas plataformas. Utilizando HTML5 para jogos ao vivo, o HighFly Casino explora uma experiência imersiva que combina tecnologia e entretenimento. A plataforma oferece jogos modernos, bónus atrativos e torneios dinâmicos. Tudo isto gera confiança e prolonga a diversão. As ferramentas de criação de jogos proporcionam uma experiência mais rica e personalizada.

Por que os jogadores adoram RA

  • Imersão imediata. Elementos digitais aparecem no espaço físico e misturam-se com objetos reais. A narrativa envolve o dia a dia e torna a experiência mais próxima. Jogar em casa, na rua ou num café passa a ter outro significado.
  • Movimento com propósito. Caminhar, girar o corpo ou inclinar o dispositivo deixa de ser um gesto trivial. Cada ação conta como comando. O corpo converte-se em parte do jogo.
  • Descoberta social. Mapas virtuais e objetivos comuns criam encontros inesperados. Amizades formam-se. Grupos competem em ruas e praças.
  • Personalização real. O espaço define rotas, recompensas e desafios. Nenhuma sessão repete a anterior.
  • Camadas de recompensa. Missões rápidas, colecionáveis 3D e conquistas locais reforçam motivação. Os jogadores voltam porque sempre há algo novo.

Tendências que vão moldar o futuro

A próxima geração de RA vai combinar visão computacional avançada, IA generativa e 5G. O jogo reconhece superfícies, objetos e gestos com precisão. Personagens virtuais entendem a linguagem natural e respondem de forma convincente. Eventos ao vivo ganham “skins” locais: um concerto ou um derby transformam a cidade, com missões contextuais e loot temporário. Óculos leves substituem o braço estendido do telemóvel em sessões mais longas. Em casa, mesas e paredes tornam-se tabuleiros vivos; no exterior, monumentos viram portais narrativos. As marcas entram neste ecossistema com experiências jogáveis, mas o foco desloca-se para utilidade e diversão. O modelo de negócio acompanha: temporadas curtas, passes acessíveis e itens cosméticos interoperáveis entre títulos.

Desafios, responsabilidade e acesso

A realidade aumentada precisa de responsabilidade. A recolha de dados espaciais exige regras claras e consentimento informado. O desenho de níveis deve considerar segurança: nada de missões que empurrem pessoas para áreas perigosas. Ergonomia conta. Sessões curtas, pausas visuais e limites configuráveis reduzem a fadiga. A monetização pede transparência: odds visíveis, limites voluntários e controlos parentais robustos. A inclusão tecnológica é prioridade. Nem todos têm dispositivos topo de gama, por isso os jogos devem degradar-se graciosamente, guardar dados com eficiência e funcionar offline quando possível. Parcerias com espaços públicos e culturais podem oferecer zonas gratuitas, tutoriais presenciais e eventos que ampliem o acesso.

Como criar experiências de RA que duram

Projetos vencedores partilham princípios simples. Começam pequenos, testam cedo e medem o que importa: diversão por minuto, clareza de objetivos e facilidade de partilha. O “onboarding” mostra em segundos o que fazer e como posicionar o conteúdo. A narrativa usa lugares conhecidos para criar ligação emocional. O design respeita o ritmo da vida real: secções modulares, progresso claro e recompensas visíveis no espaço. Comunidades crescem quando há ferramentas de criação. Mapas editáveis, skins de objetos e missões de utilizador geram variedade orgânica. O suporte a criadores independentes multiplicou ideias e acelerou tendências locais.

Conclusão

A realidade aumentada abre uma nova fase do gaming. O ecrã deixa de ser fronteira. O mundo torna-se tabuleiro, palco e interface ao mesmo tempo. Com hardware mais leve, IA a dar vida a personagens e redes rápidas a sincronizar eventos, a próxima vaga será mais social, segura e inclusiva. Marcas e estúdios que combinam ética, criatividade e medição rigorosa vão liderar. Os jogadores ganham experiências mais ricas, que cabem no bolso e nos lugares que amam. O futuro do entretenimento interativo já começou; cabe-nos construir jogos que respeitam pessoas, cidades e tempo – e que dão vontade de voltar amanhã.

Festa das Vindimas na Quinta do Sampayo: festança rija com o nome de um dos melhores vinhos ribatejanos

Vinhos, chefs, arte, música e tradição reuniram-se na Festa das Vindimas da Quinta do Sampayo, um evento que uniu cultura, sabor e convívio.

No coração do Ribatejo, entre os tons verdes e dourados das vinhas do Vale da Pinta, o portão da Quinta do Sampayo abriu-se a 4 e 5 de outubro para a III Edição da Festa das Vindimas na Quinta do Sampayo: dois dias de festa, com tudo o que define a alma desta região – bom vinho, boa gastronomia, artesanato e cultura local, arte equestre, convívio com celebridades, espetáculo e diversão, música, workshops, e muito mais. E o Echo Boomer, claro, não podia faltar, e foi lá que passámos o nosso sábado.

O evento assinalou a terceira edição da Festa das Vindimas e revelou a visão de Ana Macedo, a proprietária, que pretende elevar o vinho da casa a símbolo da identidade portuguesa além das fronteiras nacionais. Reuniu artistas, chefs, produtores e um vasto leque de público em torno de um conceito que combinou cultura, gastronomia e provas de vinhos, num ambiente simultaneamente trendy e popular. O Ribatejo, tantas vezes descrito como o palco da tradição em matéria de produção agropecuária, gastronomia e vinho, teve por dois dias, nesta Festa das Vindimas, uma mostra viva de inovação e empreendedorismo.

O espaço consignado à Festa era, na verdade, uma pequeníssima parcela dos cerca de 90 hectares da quinta, dos quais mais de metade dedicados à plantação de vinhas e, cerca de uma dezena, a olival.

O grande pavilhão ao fundo, no alto, onde se albergava um palco bem generoso, dava logo nas vistas. Estacionamento amplo e com fartura tornou a deslocação, também, bastante cómoda (o que raramente acontece em eventos desta natureza, hoje em dia). Logo quando se entra, é lícito perguntarmos: “Como é que vou passar aqui um dia?” A resposta é que foram dois dias – no nosso caso um dia – em cheio.

À chegada, ficámos desde logo surpreendidos: campinos trajados a rigor aguardavam em cima das montadas enquanto a banda descia a azinhaga executando uma animada “tour” que se prolongou pela hora de almoço.

Na zona mais alta da Quinta ficavam o Picadero e as Charretes, assim como a Kids Zone. Stands de apoio distribuíam-se ao longo da rua inicial, tais como a bilheteira, o bengaleiro e um posto de informação. Logo a seguir, deparámo-nos com postos de representantes de marcas automóveis, como a Volvo, disponibilizando informações e test drives organizados pela Carclasse.

No interior do recinto, um terreiro bem estruturado reunia o Lounge Bar, ponto de venda de vinhos e bebidas, com onfortáveis Zonas para Fumadores. Depois da praça central, a nossa atenção prendia-se imediatamente na Street Food, a bem dizer, uma rua de comida de cada um dos lados do pavilhão principal (onde estava o palco). Aí, numa correnteza arejada sob grandes toldos, mesas grandes convidavam o público a sentar-se e a saborear a boa comida e a conversa. No centro de tudo, de frente para o palco, ficava a zona de dança e de convívio, ao sabor da música. Não faltava qualquer espécie de comodidades: loja de café, WC com fartura (e impecavelmente revistos por uma equipa de limpeza que ali andou o dia inteiro), zonas de descanso…

Gastronomia da região: chefs convidados

Um dos pontos fulcrais do evento foi, sem dúvida, a presença dos chefs Justa Nobre, Miguel Silva, Alexandre Diniz e Tiago Santos, com quem o público teve a oportunidade de contactar pessoalmente e ver a cozinhar ao vivo.

Justa Nobre trouxe à mesa o conforto da cozinha tradicional portuguesa, com Bochechas de Porco com Castanhas, Batata Salteada com Cebola e Ervas Aromáticas, Feijoada à Transmontana com Arroz Branco Solto, Caldo Verde e Sandes de Porco no Espeto, encerrando com as doces tentações da terra: a Sopa Dourada, um requinte de doce de ovo com pedaços de bolo.

Já Miguel Silva destacou-se pela intensidade dos sabores e pela mestria técnica, com o seu Porco no Espeto e o emblemático Arroz de Touro Bravo, cozinhado lentamente durante cinco horas em panela de ferro – um engenhoso dispositivo criado pelo próprio chef e transportado para o evento. As Sandes de Touro Bravo completaram o menu, acompanhadas pelas clássicas Celestes e Pampilhos, que deram o toque final de doçura à degustação.

Por sua vez, Alexandre Albergaria Diniz transportou-nos para a tradição portuguesa com uma interpretação sofisticada de dois pratos emblemáticos: Dobrada com feijão branco e Pezinhos de Leitão de Coentrada.

Quanto a Tiago Manuel Santos, experimentámos as Chamuças Estaladiças de Vegetais (Vegan) e Vitela Estufada da Mãe Alda (literalmente, uma receita da Mãe, reinventada e renascida pelas mãos do autor).

Não resistimos a entrevistar cada um destes chefs, evidentemente, que nos amavelmente acederam a responder às nossas perguntas (apesar de andarem azafamados na preparação das iguarias para o almoço).

O chef Alexandre Albergaria Diniz, do restaurante Cisco – Cozinha Tradicional, explicou-nos: “Hoje não trouxe a sopa da pedra, embora o restaurante fique em Almeirim, mas quis mostrar pratos de tacho que são também representativos da nossa gastronomia.”

Com Tiago Emanuel Santos, a experiência foi picante, como seria de esperar de qualquer boa chamuça. “Nós olhamos para a cozinha sem etiquetas”, explicou. “As chamuças, por exemplo, que todos associam à Índia, têm origem nos pastéis de massa tenra que os portugueses levaram para lá. É tudo uma questão de olhar cultural”.

Já Justa Nobre salientou a honra de ter sido convidada, uma vez mais, para este evento, que representa o espírito da região e o trabalho árduo dos que para ele contribuíram.

Miguel Silva partilhou connosco a história do cozinhado do Arroz de Touro Bravo e como a sua panela de ferro o acompanha sempre que necessário, em viagens até, quando tem de cozinhar certos pratos.

O vinho como embaixador da alma do Ribatejo

Com o som distante das bandas a misturar-se com o burburinho das conversas, o enólogo da casa, Marco Crespo Manteiga, subiu ao palco para uma prova comentada dos vinhos da casa. À sua frente, grupos de visitantes com copos meio erguidos seguiam atentamente a explicação. “É a primeira vez que apresento os vinhos e tenho pessoas a falar deles comigo”, dizia com um sorriso, enquanto convidava dois participantes, António e Antero, duas figuras locais, a sentarem-se junto a si, para esse momento de degustação e partilha com o público.

O branco de 2023 abriu a sessão. “É um vinho simples, frutado, fresco, feito para ser bebido com prazer”, explicava, com a naturalidade de quem conhece o processo desde a vinha até ao copo. E acrescentava: “Terminámos a campanha há dois dias. Foi uma campanha dura, e só a conseguimos fechar a tempo graças à equipa, que esteve toda mobilizada para esta festa.”

Seguiu-se o tinto de 2023, um blend de Castelão, Touriga Nacional e um toque de Syrah. “O Castelão é uma casta muito nossa, do Tejo, e quisemos preservá-la. Mas também quisemos criar algo diferente – vinhos mais leves, mais elegantes, menos alcoólicos. O Cartaxo é conhecido por tintos intensos e encorpados; nós preferimos a subtileza. Queremos vinhos que deem vontade de repetir o copo.”

No fim da prova, apanhámo-lo a descer do palco, e pusemo-nos a sondar os bastidores do projeto. Nesta pequena mas muito agradável entrevista particular, Marco explicou-nos que o projeto assenta na sustentabilidade e na agricultura regenerativa, uma filosofia que quer mudar a forma como se produz e se comunica o vinho português. “Queremos fazer vinhos mais leves, mais frescos e, sobretudo, mais portugueses”, afirmou. “Isso implica usar castas nacionais e trabalhar o terroir com respeito. Este é o último vinho que fazemos com Syrah; daqui para a frente, só Aragonês, Castelão, Trincadeira e Touriga Nacional. Nos brancos, Arinto e Fernão Pires. É um regresso às origens.”

A conversa desdobrou-se então para o futuro da Quinta. “Estamos sobretudo na restauração e na hotelaria”, disse o enólogo. “Mas estamos agora numa fase de internacionalização. O Reino Unido é o primeiro passo. E estamos também a preparar a entrada no Canadá.”

O discurso tinha a convicção tranquila de quem acredita num projeto de longo prazo. “Não queremos imitar ninguém”, continuou. “Há muita gente a fazer bem na região, mas os nossos vinhos têm de ser diferentes – pela leveza, pela elegância. Não fazemos vinhos para supermercados. Fazemos vinhos para quem os quer descobrir.”

Ficámos a perceber que, mais do que exportar a todo o custo, este projeto consiste sobretudo em criar e difundir um vinho diferente de todos os outros, que pretende demarcar-se pelo seu potencial e singularidades. De resto, a palavra “internacionalização” soou várias vezes ao longo da tarde, como um refrão de modernidade num cenário profundamente rural. A ambição não se fica, portanto, pela adega. A Quinta do Sampayo quer ir conhecer mais mundo, evidentemente, sem perder a alma local.

Cultura, (mais) gastronomia e tradição

À medida que o sol se inclinava sobre as vinhas, o recinto da Quinta do Sampayo ganhava tons de festa rija. A música, ao sabor do DJ Fernando Alvim, os cheiros e as vozes misturavam-se com o corropio para o bonito salão das Conversas Intimistas, onde os visitantes podiam ir travar conhecimento com vários atores convidados. Moderadas por Rui Tendinha, esta foi, para nós, uma das surpresas mais interessantes do programa. O jornalista criou um ambiente de proximidade com figuras conhecidas como Bárbara Guimarães, Rui Melo, Elsa Teixeira e Joaquim de Almeida. As conversas fluíam como se decorressem à mesa de jantar, entre risos e memórias, partilhando um lado mais humano de quem o público habitualmente vê no ecrã.

Houve, também, várias curtas-metragens, no intervalo das conversas, bem como atividades variadas. Fashion Adviser, Pintura com Vinho, Plantas e Sementes, Couro e Peles foram os workshops disponíveis, frequentemente anunciados na aparelhagem.

O cartaz musical não se ficou atrás, com nomes grandes como Tony Carreira, David Fonseca, Lena d’Água, Toy, Herman José e o já mencionado DJ Fernando Alvim.

Mas a componente rural não foi esquecida, pelo contrário. Do outro lado da quinta, o Picadeiro acolhia demonstrações de equitação e charretes, enquanto a “Kids Zone” mantinha os mais pequenos ocupados com jogos, pinturas e atividades conduzidas pela equipa da MaiCamp. “É bom ter um espaço seguro para deixar as crianças, assim os pais podem também relaxar e aproveitar”, comentou uma visitante.

Muitos foram os produtores e empresários convidados que estiveram em sintonia com o propósito da festa, ora associados à mostra de gastronomia, completando de certo modo os menus existentes, ora para expor outras vertentes da vida da região.

No espaço de Street Food, não faltaram hambúrgueres artesanais, as ostras, tábuas de enchidos, pastéis de bacalhau e crepes de mel da região, tudo servido entre tendas decoradas com luzes e flores.

Muitos foram os convidados para esta Festa das Vindimas. Entre eles, a Pastelaria Mafraria com os seus deliciosos pastéis de nata; a Frua Corporate Deliveries & Corporate Events, empresa cujo slogan é “fruta na rua” e que serve frescos e saborosos sumos naturais e taças de fruta (trabalha regularmente para eventos), que tivemos oportunidade de testar; o quiosque dos famosos gelados Artisani, que provámos nos sabores de pistácio e caramelo salgado; entre as várias montras de doçaria regional, encontrámos a Associação do Rancho Folclórico da Freguesia da Lapa, onde provámos um delicioso pão-de-ló e o bolo de maçã.

Antero Jesus, um dos participantes da prova de vinhos e presidente da Associação, foi quem nos descreveu a doçaria feita pelos elementos do grupo: broas de anis, bolinhos de coco, ferraduras, arrepiados. “São receitas antigas, feitas em forno a lenha, como antigamente”, explicava. Ofereceu-nos gentilmente o CD do rancho, “para ouvirem as nossas músicas e levarem um bocadinho da festa para casa”. Ficámos a conhecer, também, a Caspiada, Bolo Tradicional apresentado pelo Rancho Folclórico de Pontével; os frutos secos (destacamos as excelentes tâmaras) da Amora Silvestre; vimos, ainda, a Casa Pratas, especializada em queijaria; apreciámos a bonita montra de bolinhos caseiros de Márcia Crena, e os bolos, mel e outros produtos da região, da Associação Cultural do Rancho Folclórico do Vale da Pinta.

A Pizzeria da Linha esteve sempre ali, a fumegar à entrada da festa, com uma fila considerável de apreciadores das suas pizzas artesanais em forno de lenha, de massa fina e estaladiça.

No espaço dos expositores dedicado ao artesanato, artesãos locais apresentavam também o melhor do seu trabalho ou das suas associações e comunidades. Aí estavam representados, entre outros, a Oficina de Arte, o Centro de Dia do Vale da Pinta, a DUURA, a Naturis Handmade, Anabela Belo Criações, o Pé na Terra Store, Starbella, a oficina Little Diamond (que foi onde pudemos, bem como os outros visitantes, ter o nosso copo gravado com as iniciais do nosso nome!), a Vallis, a MIAT, a cestaria de António Vidigal, a Usarte Leather e a Nony Arte.

Isabel Raposo, do Centro de Dia de Vale da Pinta, destacou, para nosso interesse, pequenos trabalhos manuais criados pelos idosos da instituição: pingentes em feltro, naperons com bolsos coloridos e peças decorativas: “Eles ajudam a coser e a colar as pedrinhas. Isto é uma forma de manter os nossos utentes ativos e de mostrar que ainda têm muito para dar”.

Mais adiante, um artesão alentejano, o senhor José, com o letreiro por cima da cabeça indicando José Vilhena Artesanato – Produtos Tradicionais em Madeira, exibia colheres de pau, espadas e escudos medievais como brinquedo infantil e, entre muitas outras coisas, uma miniatura de um forno de lenha. “Comecei a fazer isto depois da reforma, por brincadeira, para ocupar o tempo”, contava. “Agora já faço feiras e vendo para todo o lado.”

Era difícil não reparar na diversidade de sotaques e idades. Famílias inteiras chegavam com carrinhos de bebé, grupos de amigos vinham de Santarém e Lisboa, curiosos de todo o país apareciam atraídos pelo cartaz musical. E, entre todos, a presença constante dos vinhos da casa, servidos em balcões redondos, as garrafas mantidas frescas em geleiras. “Temos branco e tinto da colheita de 2023 e 2024”, explicava uma das funcionárias do bar. “Servimos ao copo ou à garrafa, como preferirem.”

O sistema de pagamento com o cartão Zig foi outro pequeno (grande) pormenor bem pensado. Uma solução que substitui o dinheiro físico, pensada sobretudo para a praticidade e para facilitar a vida aos visitantes de mais idade.

Projeto e visão

Há algo de profundamente simbólico no modo como esta festa das vindimas foi pensada e organizada – um evento a nível local mas onde se cruzam e pulsam forças grandes. Naturalmente, a produção, comercialização e promoção do vinho assumem a centralidade deste projeto, não apenas como consolidação de um negócio, mas também como uma herança imaterial. A visão de pragmatismo empresarial que se ergue em torno do projeto vinícola começou com uma história de família. Após a morte do pai, José de Macedo, a proprietária, Ana Macedo, tem-se dedicado a reerguer a Quinta e encarnou essa missão como forma de honrar a visão do pai, de acordo com a sua própria interpretação à luz das exigências do nosso tempo. Durante anos, a propriedade – pertencente à Agroseber, empresa familiar – dedicava-se à produção de uvas para venda. Só há cerca de três anos voltou a vinificar sob marca própria, recuperando um projeto interrompido e apostando num posicionamento de qualidade.

Não haja dúvida. A história da Quinta do Sampayo é, em parte, uma história de reinvenção. O investimento foi, segundo um dos técnicos da casa, “brutal”. Os números não foram divulgados, mas a dimensão da festa, com milhares de visitantes e um cartaz de luxo, são um sinal de que a Quinta está a apostar em grande. “Os proprietários querem fazer as coisas bem, e fazer para a comunidade”, explicava um colaborador. “Podiam fazer um evento privado, só para convidados, mas preferem abrir as portas e trazer as pessoas até aqui. Isto é uma forma de envolver o território.”

Essa ligação ao território é um dos pilares do projeto. O plano de reconversão das vinhas inclui, num futuro próximo, apenas castas portuguesas e práticas sustentáveis. “Queremos comunicar Portugal através do vinho, mas também mostrar que é possível produzir de forma responsável”, sublinha o enólogo Marco Crespo e, em parte, um dos responsáveis pela organização da festa. “A sustentabilidade é essencial — não só porque é tendência, mas porque é o único caminho possível.”

A propriedade, como dissemos, com cerca de cem hectares, está em reconversão. “Plantámos novas vinhas o ano passado e vamos plantar mais este ano”, explicou. “É um processo demorado, mas necessário. Estamos a adaptar o campo às exigências do futuro.”

Para chegar lá, a empresária tem apostado em duas frentes: a comunicação e a internacionalização. A estratégia de comunicação da Quinta do Sampayo assenta na valorização de um produto único, sustentável e autêntico. O objetivo é que o vinho funcione como um veículo capaz de transmitir a história e a origem de um produto diferente dos demais e pelo qual, inerentemente, os investidores estrangeiros estejam dispostos a pagar bem.

O Reino Unido tem sido o primeiro mercado externo, e as negociações com o Canadá estão em andamento. Os Estados Unidos, por agora, ficam fora dos planos. “O mercado é ótimo, mas a política de importação está complicada, não facilita a vida a quem exporta”, comenta Marco Crespo, com ironia. “Por isso, estamos a focar-nos em mercados que valorizem o vinho europeu e que sejam sustentáveis a longo prazo.”

Mas internacionalizar não é apenas exportar. É adaptar-se. “Queremos manter a identidade, mas também entender o consumidor lá fora. Não fazemos vinhos para seguir tendências, mas temos que ser inteligentes na forma como nos posicionamos. O mundo do vinho é cada vez mais competitivo. O nosso objetivo é estar nesse grupo e levar o nome da Quinta do Sampayo para outros palcos.”

E este evento de outubro foi, de certo modo, uma demonstração prática – e muito bem sucedida a todos os níveis – dessa ambição: abrir a quinta ao público, mostrar os produtos, criar experiências, cruzar música, gastronomia e cultura, tudo em torno de um mesmo propósito.

O público, estimado em mais de dois mil visitantes, foi a prova de que o formato resulta. Havia quem viesse pelos artistas, quem viesse pelos vinhos e quem viesse apenas pelo convívio. Mas a maioria saía com uma sensação comum: a de ter vivido algo genuíno e extremamente agradável.

O sucesso do evento, quanto a nós, vai para além dos seus limites. Para a região, iniciativas como esta têm um impacto direto na economia local, dinamizando produtores, artesãos e restauração. Movimento, alojamentos, restaurantes a carburar, houve toda uma energia nova à volta desta Festa das Vindimas.

Do ponto de vista mediático, acreditamos que a festa da Quinta do Sampayo se posiciona definitivamente como um dos eventos de referência do calendário regional, combinando a força das marcas com o encanto da ruralidade. O ambiente, informal e familiar resultou plenamente. A programação, cuidadosamente pensada, das performances musicais às curtas-metragens e workshops criativos, conseguiu proporcionar aos participantes, dir-se-ia, uma experiência multissensorial. Se a ideia foi que as pessoas levassem da festa boas memórias, e que associassem o vinho Sampayo a momentos felizes, então a Quinta do Sampayo acertou em cheio.

O futuro

Com o encerramento desta III Edição da sua Festa das Vindimas, fecha-se o ciclo da colheita e abre-se um olhar já a estender-se para o próximo ano.

A amplidão de experiências que foram aqui exibidas mostra o potencial das regiões ribatejanas, que são palco e metáfora de um país que quer afirmar-se no mundo pela qualidade e pela autenticidade.

Para internacionalizar um produto é preciso, neste contexto, acreditar que o que temos é suficientemente bom para ser partilhado e que Portugal pode competir lá fora sem perder identidade.

Num tempo em que a agricultura portuguesa procura reinventar-se, a aposta de Ana Macedo surge como exemplo de que esta inovação não precisa de romper com a tradição – pode, antes, amplificá-la. O vinho, que durante séculos foi símbolo de permanência, é aqui motor de mudança.

O futuro da Quinta do Sampayo ainda está a ser escrito devagar, como o vinho que fermenta no âmago dos tonéis. Mas se há algo que esta festa provou, é que o investimento, depois do trabalho e do esforço, tem um poder que não pode nem deve nunca ser subestimado. E que, no fundo, o segredo está nesse equilíbrio entre o terreno conquistado e o sonho de ir mais longe.

Mercusys Halo H80X – Review: Wi-Fi Mesh pode ser acessível

Com um preço a rondar os 60€, o Mercusys Halo H80X cumpre com as suas promessas para quem necessita de um sistema barato, simples e fácil de instalar.

Quando se questiona alguém o que procura num router sem fios ou sistema Wi-Fi mesh, muitas pessoas respondem que desejam sobretudo um equipamento acessível e fácil de configurar e utilizar. E o Mercusys Halo H80X chega para responder a essas questões com um sistema Wi-Fi mesh de dupla banda, que aposta na simplicidade e num preço muito competitivo. Na verdade, trata-se até de um dos sistemas mesh mais baratos que podemos encontrar para cobertura total de uma casa, ao mesmo tempo que mantém uma instalação intuitiva, pensada para qualquer utilizador, mesmo para quem não tem experiência técnica.

Para além da dupla banda, o Halo H80X oferece suporte para o Wi-Fi 6 e está disponível em kits de duas ou três unidades. Por exemplo, a versão aqui em teste inclui duas estações, o que, segundo a Mercusys, garante cobertura até 460 metros quadrados. O produto chega numa caixa vermelha de grandes dimensões, com a marca e imagens do dispositivo em destaque. Nas laterais e na parte traseira, encontram-se informações detalhadas sobre as especificações e funcionalidades.

Mercusys Halo H80X
Mercusys Halo H80X

No interior, para além das unidades do Halo H80X, estão incluídos um cabo de rede curto, adaptadores de energia para cada unidade, um guia de instalação rápida e folhetos com informações de garantia, licenciamento e resolução de problemas. A experiência de unboxing pode demorar apenas alguns minutos, já que cada componente vem embalado individualmente. Ainda assim, o processo é simples e objetivo. E antes de iniciar a sua configuração, a Mercusys recomenda, e bem, instalar a aplicação oficial no smartphone. A partir daí, o processo de configuração é guiado passo a passo, tornando essa configuração acessível a qualquer utilizador. Atualmente, existem três versões de hardware do Mercusys Halo H80X: V1, V1.20 e V2. Para efeitos de teste, recebemos a versão V1, ou seja, a mais antiga. Assim, todas as especificações e resultados de desempenho que apresentamos dizem respeito apenas a este modelo, já que não me é possível comentar o comportamento das versões mais recentes.

Independentemente da versão, o tamanho e o design das unidades são sempre idênticos. Cada módulo mede 128 × 81 × 83,7 mm, pesa 281 gramas e apresenta um formato compacto e discreto. Na parte frontal, destaca-se o logótipo da marca e um pequeno LED multicor (amarelo, azul, branco ou vermelho), que indica o estado de funcionamento. Na parte superior, grelhas de ventilação discretas ajudam na refrigeração, mantendo o equipamento funcional sem comprometer a sua estética. A parte traseira integra o conetor de energia, o botão de reinício e três portas Gigabit. Todas podem funcionar como WAN (ligação à Internet) ou LAN (ligação a dispositivos locais). Curiosamente, não existe botão físico de WPS, mas essa funcionalidade está acessível através da aplicação móvel da Mercusys. Já na base, encontram-se quatro apoios de borracha, mais grelhas de ventilação e uma etiqueta com informações técnicas (endereço MAC, acesso web e rede Wi-Fi predefinida). Falta, no entanto, a possibilidade de fixação em parede, um detalhe que confirma a vocação doméstica do produto: equipamentos pequenos, discretos e fáceis de posicionar em qualquer divisão.

No interior de cada unidade temos um chip da Qualcomm, o IPQ0518 dual-core que opera a 1 GHz, acompanhado por 512MB de RAM e 128MB de armazenamento. E como o Halo H80X é um sistema Wi-Fi mesh de dupla banda sem backhaul dedicado, a sua largura de banda teórica total distribui-se entre os 5GHz (Wi-Fi 6) que vai até aos 2402 Mbps e 2,4 GHz (Wi-Fi 6) que pode chegar aos 574 Mbps. E entre as funcionalidades de destaque contam-se o suporte para 2×2 MU-MIMO, WPA3 como opção de encriptação e largura de canal de 160MHz na banda de 5GHz. Estas especificações colocam o Mercusys Halo H80X como uma proposta interessante no segmento de entrada para redes mesh, equilibrando simplicidade e desempenho.

Mercusys Halo H80X
Mercusys Halo H80X

Tal como já havia mencionado, a configuração do Mercusys Halo H80X é efetuada através da aplicação oficial para Android e iOS. O processo é simples, já que basta seguir as instruções apresentadas, criar uma conta Mercusys e, em poucos minutos, o sistema fica operacional. A boa noticia é que apenas a unidade principal precisa de ser configurada, já que a outra unidade herda todas as suas definições. O assistente inicial solicita apenas os dados de ligação à Internet e a escolha do nome e palavra-passe para a rede Wi-Fi. O sistema vem com o Smart Connect ativo por defeito, e sem possibilidade de o desativar. Isto significa que só existe uma rede Wi-Fi com credenciais únicas para as duas bandas (2,4 GHz e 5 GHz). Se, por um lado, esta abordagem simplifica a vida a utilizadores sem conhecimentos técnicos, por outro limita as opções de personalização e pode ter impacto no desempenho.

Um aspeto positivo é o facto da aplicação que verifica automaticamente a existência de atualizações de firmware, sugerindo a sua instalação imediata, uma prática que melhora a segurança e resolve eventuais falhas. No entanto, a aplicação revela-se extremamente básica. Para utilizadores menos experientes, esta simplicidade será vista como uma vantagem, com poucas opções, todas fáceis de compreender. Mas para utilizadores um pouco mais entendidos no assunto, a falta de controlo será frustrante, já que não temos acesso a firewall integrada, antivírus, nem funcionalidades de servidor VPN, como encontramos em sistemas mesh de marcas concorrentes. Até funções mais comuns surgem de forma limitada. O QoS (Qualidade de Serviço) é rudimentar, sem opções detalhadas de gestão de tráfego. O Wi-Fi para convidados pode ser ativado, mas não permite configurar restrições como bloqueio de acesso à rede interna, limites de largura de banda ou tempos de utilização.

A interface web de administração também é minimalista, é oferece apenas opções para verificar logs, atualizar firmware, definir a hora do sistema e monitorizar parâmetros básicos. Não é possível desativar o Smart Connect, criar SSIDs distintos para cada banda nem selecionar manualmente os canais Wi-Fi. E a utilização reforça essas limitações. O Halo H80X não conta com backhaul sem fios dedicado, e recorre a uma ligação partilhada entre unidades, o que reduz o desempenho global. A isso soma-se o Smart Connect, que também pode estrangular a velocidade. Nos meus testes, a rede revelou resultados aceitáveis em 5 GHz (Wi-Fi 6), oferecendo velocidades rápidas e estáveis. No entanto, a banda de 2,4 GHz mostrou-se inconsistente, já que em algumas divisões, a ligação manteve-se estável, mas em outras a taxa de transferência caiu para perto de zero em determinados momentos, tornando a experiência frustrante. Os uploads na banda de 2,4 GHz também se revelaram particularmente problemáticos, chegando a aproximar-se de 0 Mbps em certas divisões, algo que compromete seriamente a sua utilização. A única forma eficaz de contornar estas limitações é ligar as unidade através de backhaul Ethernet. O Halo H80X deteta automaticamente os cabos e ativa esse modo, garantindo estabilidade e maiores velocidades. Contudo, a maioria dos utilizadores escolhe um sistema mesh precisamente para evitar cabos espalhados pela casa, o que torna esta solução menos prática.

Mercusys Halo H80X
Mercusys Halo H80X

Os testes que realizei ao Mercusys Halo H80X foram feitos numa casa com dois pisos, um espaço relativamente adequado para um sistema Wi-Fi mesh com duas unidades (uma em cada piso). Os testes foram feitos com um portátil equipado com Wi-Fi 6, a executar o Windows 11 com todos os drivers e atualizações em dia, e com um Xiaomi 15T, a executar o Android 16. Comecei por medir a intensidade do sinal através da aplicação NetSpot, onde o Mercusys Halo H80X revelou um desempenho satisfatório sobretudo em divisões mais afastadas. Importa ainda sublinhar que o Halo H80X transmite exclusivamente em Wi-Fi 6, sem possibilidade de configuração manual para Wi-Fi 4 (802.11n), o que limita a flexibilidade para cenários de compatibilidade. Depois, recorri ao SpeedTest para avaliar a velocidade de transferência na banda de 2,4 GHz, onde as velocidades de download registadas foram razoáveis, demonstrando que este sistema consegue assegurar um desempenho aceitável mesmo nesta banda tradicionalmente mais lenta. Já na banda de 5 GHz, os resultados foram claramente superiores. Mais uma vez, o sistema não permite escolher manualmente o padrão de emissão, limitando a utilização a Wi-Fi 6. Com o NetSpot, a intensidade do sinal mostrou-se estável em todas as divisões. No SpeedTest, ao configurar a ligação em Wi-Fi 5 (802.11ac), as velocidades de download foram boas, embora longe de impressionantes. Já nos uploads, o Halo H80X ofereceu uma experiência muito consistente.

Ao passar para Wi-Fi 6 (802.11ax), as velocidades de download melhoraram ligeiramente em algumas divisões, mantendo-se semelhantes noutras. Curiosamente, em todos os cenários testados, as velocidades de upload foram superiores às de download, um comportamento invulgar nos sistemas mesh, mas que acabou por beneficiar a experiência geral de utilização. Resumindo, durante os testes verifiquei que o Mercusys Halo H80X está claramente otimizado para a banda de 5GHz, onde entrega velocidades consistentes e uma experiência muito boa com o Wi-Fi 6. Não bate recordes, mas garante resultados estáveis e, acima de tudo, sem os problemas de upload que marcaram negativamente a experiência em 2,4 GHz.

Mercusys Halo H80X
Mercusys Halo H80X

O Mercusys Halo H80X conta com algumas características interessantes, como um design discreto e agradável, adequado a qualquer ambiente doméstico, um preço altamente competitivo e uma aposta firme na simplicidade. Para muitos utilizadores, a facilidade de instalação, facilidade de utilização e do preço a rondar os 60€, serão suficientes para justificar a sua escolha. Contudo, essa mesma simplicidade tem custos. O desempenho, embora aceitável, fica aquém de outros sistemas mesh com hardware semelhante, sobretudo devido à ausência de backhaul dedicado e às limitações impostas pelo Smart Connect. A filosofia minimalista também se reflete na escassez de ferramentas de gestão avançada, o que torna o produto pouco atrativo para utilizadores mais exigentes ou com necessidades profissionais.

Para quem procura apenas cobertura Wi-Fi estável numa casa de pequena ou média dimensão, e não precisam de velocidades extremamente altas, esta pode ser uma escolha satisfatória. Mas para utilizadores que exigem maior controlo, funcionalidades de segurança integradas ou desempenho de topo, existem alternativas mais robustas, ainda que inevitavelmente mais caras.

Este dispositivo foi cedido para análise pela TP-Link.

Razer apresenta coleção oficial de periféricos para 2XKO, o novo jogo de luta da Riot Games

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O novo conjunto de acessórios licenciados inclui o comando Razer Kitsune, os auscultadores BlackShark V3 Pro e a cadeira Iskur V2 X, todos num edição especial inspirada em 2XKO.

A Razer revelou a Coleção Razer 2XKO, uma nova linha de equipamentos desenvolvida em colaboração com a Riot Games e dedicada à recente estreia em jogos de luta do estúdio, 2XKO, que apresenta um elenco composto por campeões do universo de League of Legends e da sua adaptação animada Arcane, e que já está disponível em acesso antecipado no PC.

A parceria marca o lançamento dos primeiros periféricos oficiais licenciados para 2XKO, com características otimizadas a pensar não só no novo jogo, como noutros títulos de luta. Nesta coleção de três produtos, encontra-se o Razer Kitsune – Edição 2XKO, um comando de arcada sem joystick, equipado com switches óticos ultra-responsivos, criado para garantir ações precisas e tempos de resposta imediatos. Entra em cena também o Razer BlackShark V3 Pro – Edição 2XKO com som sem fios de alta definição com THX Spatial Audio e cancelamento ativo de ruído híbrido. E por fim há a Razer Iskur V2 X – Edição 2XKO, uma edição especial da cadeira de entrada da marca, com um design ergonómico com suporte lombar integrado e almofadas de espuma de alta densidade, que poderão conhecer melhor na nossa análise à edição padrão.

O Razer Kitsune – Edição 2XKO já está disponível para pré-encomenda por 349,99€, enquanto o Razer BlackShark V3 Pro – Edição 2XKO tem um preço de 289,99€, e a cadeira Razer Iskur V2 X – Edição 2XKO chegará em breve, com um preço recomendado de 479,99€. Todos os produtos poderão ser adquiridos em Razer.com, nas lojas físicas RazerStore e através de revendedores selecionados a nível global.

Razer expande coleção Pokémon a tempo do Halloween com periféricos dedicados a Gengar

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O novo rato Razer Cobra e o tapete Gigantus V2 – XXL chegam numa edição especial inspirada no popular Pokémon fantasma.

A Razer anunciou duas novas adições à coleção Razer Pokémon, dedicadas a uma das criaturas assustadoras mais populares da série o Gengar. O Razer Cobra – Edição Gengar e o Razer Gigantus V2 – XXL – Edição Gengar juntam-se assim ao catálogo que combina o design característico do universo Pokémon com os dispositivos de alto desempenho da marca, mesmo a tempo do Halloween

O novo Razer Cobra – Edição Gengar mantém o design leve e ergonómico do rato original, integrando switches óticos ultra-rápidos e iluminação Chroma RGB em todo o perímetro inferior. De acordo com a marca, esta solução é orientada para jogadores que procuram precisão e resposta imediata em jogos competitivos, oferecendo um equilíbrio entre fluidez e durabilidade.

O Razer Gigantus V2 – XXL – Edição Gengar é o tapete que complementa o rato com uma superfície em tecido micro-texturado que assegura movimentos consistentes e controlo preciso ao pixel, independentemente da sensibilidade configurada. O tapete foi concebido para setups com grande área de trabalho, garantindo estabilidade mesmo em sessões longas de jogo.

Em destaque os produtos banham-se com uma estética roxa característica de Gengar aplicada em ambos os produtos. A Razer descreve estas edições como uma forma de unir o humor travesso do Pokémon às capacidades avançadas dos seus periféricos, oferecendo acessórios diversos para os fãs dos dois universos.

Os dois produtos já se encontram disponíveis em Razer.com, nas lojas RazerStore e em revendedores selecionados, com preços de 69,99€ para o Razer Cobra – Edição Gengar e de 59,99€ para o Razer Gigantus V2 – XXL – Edição Gengar.

Estas novidades surgem depois do sucesso dos auscultadores Razer Kraken Kitty V2 – Edição Gengar, que esgotaram em vários mercados pouco depois do lançamento.

Skate Story aterra a 8 de dezembro na PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e PC

O aguardado jogo de skate da Devolver Digital abre finalmente as portas ao seu mundo psicadélico e existencial.

A Devolver Digital e Sam Eng anunciaram a data de lançamento de Skate Story, agora marcada para dia 8 de dezembro para a PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e PC via Steam. Com este anúncio foi também lançada uma demo na Steam no âmbito do Steam Next Fest.

Descrito como uma aventura de skate com um twist surreal, Skate Story coloca o jogador na pele de um demónio feito de vidro e de dor, condenado a patinar pelo Submundo sob as ordens do próprio Diabo, que lhe prometeu a liberdade da sua alma se chegar à Lua e engoli-la. O jogo combina mecânicas realistas de skate com uma narrativa simbólica e um estilo visual hipnótico, com destaque para o aspeto cristalino do personagem e dos ambientes.

Ao longo da jornada, para além de truques radicais, o jogador poderá participar em sidequests, para ajudar almas perdidas e enfrentar demónios. O jogo conta ainda com um sistema de progressão inclui mais de 70 truques de skate, novos decks, rodas e eixos que podem ser trocados por partes da própria alma, e desafios que testam tanto a técnica como a resistência.

A banda sonora está a cargo de Blood Cultures com colaborações de John Fio, acompanhada de ritmos psicadélicos e atmosferas etéreas, que prometem acentuar a melancolia e a beleza ritual do jogo.

Motorola atualiza o Edge 50 Pro com o Android 16

A atualização para o Motorola Edge 50 Pro traz mais opções de personalização, maior segurança e compatibilidade com dispositivos LE Audio.

Depois de disponibilizar a atualização para muitos outros modelos a Motorola trouxe agora o Android 16 até ao Edge 50 Pro. Lançado originalmente com o Android 14, o Edge 50 Pro recebeu a sua primeira grande atualização em dezembro de 2024, mas só agora entra oficialmente na era do Android 16, com o firmware W1UM36H.19-13-4, que ocupa cerca de 1,51 GB. A atualização já se encontra disponível para alguns utilizadores, com uma distribuição mais ampla prevista nos próximos dias.

De acordo com os detalhes partilhados por utilizadores que já receberam o Android 16, a nova versão introduz várias melhorias a nível de design e de experiência de utilização. As notas de atualização destacam visual mais expressivo, proteção para aplicações maliciosas, melhor compatibilidade com dispositivos LE Audio e gestão mais transparente de atividades em segundo plano.

Como é habitual, a atualização está a ser lançada de forma faseada e para os utilizadores verificarem se já podem atualizar, basta acederem a Definições, depois a Atualizações do Sistema e verificar atualizações. Contudo, antes de procederem à instalação, é aconselhável fazer uma cópia de segurança dos dados e garantir que o dispositivo tem pelo menos 50% de bateria.

ReMarkable 2 – Review: A experiência de escrita digital que se sente como papel

Apesar de ser o antecessor do Paper Pro, o ReMarkable 2 continua a destacar-se pela sua qualidade e pela experiência única que oferece, mostrando que ainda tem muito para dar e para surpreender.

Mesmo vivendo numa era cada vez mais digital, escrever à mão continua a ter um papel essencial. Não sou apenas eu a dizê-lo, a própria comunidade científica tem apresentado diversos estudos que demonstram como o simples gesto de escrever com caneta sobre um papel pode trazer benefícios significativos para todo o nosso sistema neurológico.

Isto, no entanto, não significa que devamos desistir da tecnologia. Pelo contrário: hoje temos a sorte de contar com soluções que conseguem unir o melhor dos dois mundos, fortalecendo o cérebro, mas sem abrir mão da praticidade que o digital oferece. É nesta ótica que entram os tablets e-paper, e há uma marca que se destaca neste mercado: a ReMarkable.

Já tive a oportunidade de testar o seu modelo topo de gama, o ReMarkable Paper Pro, e posso dizer que a experiência vale mesmo muito a pena. Mais recentemente recebi o reMarkable 2, que chegou ao mercado antes do Paper Pro, mas que continua a despertar curiosidade entre quem valoriza a escrita digital. E nesta análise vão perceber o porquê.

Como já é típico da ReMarkable, o ReMarkable 2 chegou acompanhado de vários acessórios, todos eles apresentados em caixas minimalistas e elegantes. As letras em branco ou preto, conforme a cor da embalagem, dão imediatamente uma sensação premium e cuidada a cada produto.

Dentro da caixa branca encontrava-se o ReMarkable 2, cuidadosamente protegido por um papel de embrulho. À esquerda estavam as instruções de boas-vindas e, por baixo do e-paper, vinha o cabo de alimentação USB-C, elegantemente embalado numa pequena caixa preta.

O ReMarkable 2 destaca-se imediatamente pelo seu design elegante e minimalista, que me transmite uma sensação de sofisticação como poucos produtos fazem. Ao pegá-lo pela primeira vez, a leveza surpreende, já que pesa apenas 397 g (o que é uma vantagem em comparação com os 526 g do Paper Pro) e as suas dimensões mais compactas, 187 mm por 246 mm, reforçam a sua portabilidade. Já a sua espessura, de apenas 4,7 mm, torna-o extremamente fino e fácil de manusear, enquanto que o Paper Pro tem apenas um milímetro a mais. Essas diferenças de tamanho fazem do ReMarkable 2 um e-paper muito mais portátil e agradável de segurar durante longos períodos, ideal para quem gosta de escrever ou desenhar com o e-paper na mão.

Em relação ao design, é evidente que o ReMarkable 2 foi pensado ao pormenor. Um bom exemplo disso é a sua zona traseira, toda em cinza, com quatro pequenas borrachas nos cantos, que evitam riscos ao pousar o e-paper sobre superfícies (sobretudo quando está sem capa) ou que possa deslizar, assegurando ao mesmo tempo que ele encaixa corretamente tanto na Book Folio, como na Type Folio (que falarei mais à frente). No centro, em letras cinza escuro, encontra-se o logotipo discreto da marca. Do lado direito, destaca-se a aba traseira metálica, que é um dos pormenores que mais gosto no ReMarkable 2, e que infelizmente não está presente no Paper Pro. Na minha opinião, esta aba não só confere um aspeto mais sofisticado ao e-paper, como também ajuda a segurá-lo com mais segurança, evitando toques acidentais na tela. Na parte inferior da aba temos apenas a entrada USB-C para carregamento, enquanto que, na zona superior, está o botão de ligar e desligar. No canto inferior esquerdo, a aba inclui ainda uma ligação dedicada para acoplar a Type Folio, garantindo que tudo se encaixa de forma prática e funcional.

Passando para a zona frontal do reMarkable 2, temos em destaque o seu ecrã, rodeado por uma moldura ligeiramente mais clara, com a aba metálica posicionada do lado esquerdo. O ecrã de 10,3 polegadas acaba por ser ligeiramente menor que as 11,8 polegadas do Paper Pro, o que significa que, quem prefere trabalhar com ecrãs maiores, especialmente para documentos extensos ou desenhos detalhados, pode acabar por achar o Paper Pro mais adequado. No meu caso, porém, considero que o tamanho do ReMarkable 2 é perfeito. A sua dimensão mais compacta torna o e-paper muito fácil de manusear e transportar, e como gosto bastante de ler, sinto que o ReMarkable 2 acaba por ser mais ergonómico, permitindo segurá-lo confortavelmente por longos períodos sem cansar tanto as minhas mãos.

De resto, no Paper Pro o ecrã tende a apresentar um tom mais acinzentado e escuro, enquanto que, no ReMarkable 2, acaba por ser mais branco e luminoso, oferecendo um contraste agradável para escrita e leitura. Por ser monocromático, o dispositivo não suporta cores, mas conta com uma resolução de 1872 x 1404, resultando em 226 ppi. Não é o melhor do mercado, mas é perfeitamente suficiente para ler e escrever com boa definição e contraste. Além disso, conta com a tecnologia Canvas e uma camada Wacom EMR, o que o torna compatível não só com a caneta própria da ReMarkable, mas também com várias outras canetas do mercado. Embora não possua luz frontal, o que dificulta a leitura em ambientes pouco iluminados (algo que o Paper Pro resolve com iluminação ajustável da sua luz frontal), essa ausência contribui para uma experiência de escrita mais natural. A distância entre a ponta da caneta e o traço que aparece no ecrã é praticamente impercetível, o que reforça a sensação de estar a escrever em papel e, para além disso, o reMarkable 2 consegue reproduzir não só a sensação tátil, mas também o som característico da escrita, criando uma experiência tão próxima do papel que facilmente esquecemos que estamos a usar um dispositivo digital.

No que toca ao desempenho, o reMarkable 2 vem equipado com um processador dual-core de 1.2GHz, 1GB de RAM e cerca de 7GB de armazenamento interno disponível para o utilizador. Não são especificações impressionantes quando comparadas com outros dispositivos do género no mercado, mas cumprem perfeitamente o propósito para o qual o dispositivo foi criado. Na prática, a experiência revela-se bastante fluida: o reMarkable 2 responde bem aos comandos e raramente é necessário repetir uma ação para que esta seja executada. Mesmo com todos os PDFs, ePubs e notas que já fui acumulando, o espaço ocupado ronda apenas os 0,88GB, o que mostra que o armazenamento é mais do que suficiente para o uso habitual.

Quanto à autonomia, o reMarkable 2 vem equipado com uma bateria de 3000 mAh, capaz de durar cerca de duas semanas com uma única carga, algo que posso confirmar, demonstrando por isso mesmo a sua excelente eficiência energética. Em modo stand-by, a autonomia pode chegar até 90 dias, diz a marca. Como não o tenho assim há tanto tempo, ainda não consigo constatar esta afirmação, mas sinceramente não me admiraria…

Claro que, ao receber o dispositivo pela primeira vez, o primeiro passo é colocá-lo a carregar. Para isso, basta ligar o cabo USB-C incluído e conectá-lo à corrente – embora o adaptador de parede não venha na caixa. Depois de alguns minutos de carga, basta pressionar o botão de energia e, em poucos segundos, o reMarkable 2 dá-nos as boas-vindas com um ecrã simples e elegante. Em seguida, o dispositivo mostra de forma breve como funciona o refresh do ecrã, explicando a importância deste processo para a tecnologia e-paper. A partir daí, avançamos para a configuração do Wi-Fi, que é compatível tanto com redes de 2.4 GHz como de 5 GHz. O processo é rápido e sem complicações, e assim que a ligação é estabelecida, o reMarkable 2 verifica automaticamente se há atualizações disponíveis, algo que demonstra bem o cuidado que a marca tem em manter os seus dispositivos sempre otimizados e atualizados, mesmo em modelos que já não são os mais recentes.

Durante esta fase inicial, podemos ainda personalizar algumas preferências, como a escolha do idioma e a indicação se escrevemos com a mão direita ou esquerda. Depois, basta associar o reMarkable 2 à nossa conta da marca (que pode ser criada facilmente através do site oficial) e, a partir desse momento, temos acesso imediato ao ecossistema ReMarkable. Com a conta associada, acaba por ser muito fácil transferir e sincronizar ficheiros entre o reMarkable 2 e outros dispositivos. Isto garante que todas as notas, documentos e esboços estão sempre acessíveis, quer estejamos no tablet, no computador, smartphone ou até noutros dispositivos reMarkable. A sincronização entre dispositivos é praticamente instantânea, o que torna a transição de um para o outro extremamente fluida. Posso, por exemplo, estar a escrever ou a ler algo no reMarkable 2 e, ao mudar para o Paper Pro, encontrar tudo exatamente no mesmo ponto, sem precisar de fazer nada. Esta integração perfeita facilita muito o fluxo de trabalho, sobretudo para quem usa ambos os dispositivos em contextos diferentes.

Já no que diz respeito aos formatos dos ficheiros, o reMarkable 2 acaba por revelar-se um pouco limitado, uma vez que, para importar, é possível apenas adicionar ficheiros em PDF ou EPUB, o que significa que não podemos abrir outros formatos de documentos de trabalho ou livros digitais. Já na exportação, os conteúdos podem ser guardados em PDF, SVG ou PNG, o que permite partilhar mais facilmente anotações, desenhos ou documentos editados. Isto significa que podemos, por exemplo, ler e sublinhar relatórios em PDF e criar esboços que, depois, são exportados como imagens em PNG.

Depois de concluída a configuração inicial, chegamos à homepage do reMarkable 2, onde nos deparamos com uma interface extremamente simples e intuitiva, pensada para ser aprendida em poucos minutos. O e-paper corre o sistema Codex, uma versão personalizada do Linux desenvolvida especificamente para garantir fluidez e rapidez no uso. No entanto, o idioma disponível é apenas o inglês, o que pode ser visto como uma limitação para alguns utilizadores. Ainda assim, a experiência não fica comprometida, já que os menus são bastante claros e objetivos, e mesmo quem não domina a língua inglesa consegue facilmente orientar-se e utilizar o reMarkable 2 sem grandes dificuldades.

ReMarkable 2 - menu inicial

Na parte superior da homepage encontramos o ícone do reMarkable no centro e, ao lado, no canto superior direito, o indicador da bateria. Ao fazer um rápido gesto de swipe de cima para baixo nesta zona, é possível visualizar a percentagem de bateria restante e o estado da ligação Wi-Fi. Nesta mesma área encontramos também botões de acesso rápido, como o modo avião e outro dedicado ao screen share, que permite partilhar o conteúdo do reMarkable 2 para o telemóvel ou computador, sempre através da aplicação.

No canto superior esquerdo da homepage temos a opção My Files, que dá acesso a todos os ficheiros armazenados no dispositivo. Logo abaixo, o filtro “Filter By” permite selecionar apenas blocos de notas, PDFs ou e-books, facilitando a visualização de conteúdos específicos. Em seguida, os Favoritos dão acesso rápido a qualquer página, documento ou aba previamente marcada. Por fim, as secções Tags e Integrations permitem organizar conteúdos com etiquetas personalizadas e explorar integrações externas. Entre estas, destaca-se a extensão Read on reMarkable para o Google Chrome, que envia artigos e notícias para o e-paper em PDF, e o complemento para Microsoft Office, que converte documentos do Word ou PowerPoint em PDFs prontos para anotação. Costumo recorrer com frequência à extensão do Chrome, e sinceramente, tornou-se uma ferramenta indispensável no meu dia a dia. Sempre que encontro um artigo interessante enquanto navego, basta um clique para o enviar diretamente para o reMarkable 2. O texto chega automaticamente simplificado, sem anúncios nem distrações, o que transforma completamente a experiência de leitura. Gosto especialmente de poder guardar conteúdos para ler mais tarde, mesmo quando estou offline, como em viagens ou momentos em que quero simplesmente desligar do computador e do smartphone.

Voltando à página principal, encontramos organizados os vários documentos que podemos abrir e ler de forma imediata, sejam eles notas, PDFs ou ePubs. A navegação é simples e rápida, permitindo retomar leituras ou trabalhos exatamente no ponto em que ficaram. Na parte inferior do ecrã surgem ainda dois ícones bastante práticos: a lupa, que facilita a pesquisa dentro do dispositivo, seja por títulos, palavras-chave ou etiquetas; e o botão “+”. Este último é especialmente útil, porque, ao ser pressionado de forma contínua, abre de imediato uma nova nota em branco, dispensando a escolha de templates ou configurações adicionais. Isto é perfeito para quem precisa de registar rapidamente uma ideia ou apontamento, mas não quer perder tempo com menus intermédios.

Se quisermos apagar um ficheiro, basta manter o dedo pressionado sobre ele e, de imediato, surge no cabeçalho do reMarkable 2 um menu com várias opções. A partir daí podemos não só eliminar o documento, mas também renomeá-lo, duplicá-lo ou movê-lo para outra pasta. Este mesmo menu permite ainda partilhar os nossos apontamentos por email, embora apenas nos formatos disponíveis no dispositivo. Ainda assim, a simplicidade do processo torna a gestão dos ficheiros bastante prática e direta.

No que toca à experiência de escrita, a criação de um bloco de notas no reMarkable 2 é altamente personalizável, começando logo pela escolha do template. Aqui, a marca oferece uma vasta biblioteca de opções, algumas incluídas gratuitamente e outras disponíveis através do plano pago. Há desde os modelos mais básicos (como folhas pautadas, quadriculadas ou com margens) até soluções muito específicas para diferentes contextos. Para os que gostam de música, existem partituras para guitarra e piano; para quem trabalha com criatividade, há storyboards prontos a usar; e para quem precisa de organização, encontramos vários tipos de planners semanais, mensais ou diários. Esta variedade é o que torna o reMarkable 2 extremamente versátil, porque permite que possamos adaptar os blocos de notas quer seja para estudar, planear projetos, compor música ou simplesmente estruturar melhor o dia a dia.

É importante ressalvar que existe uma divisão entre templates gratuitos e templates exclusivos do plano pago Connect. Os gratuitos já são mais do que suficientes para a maioria dos utilizadores, cobrindo as necessidades de escrita e organização mais comuns. No entanto, quem assina o plano premium tem acesso a modelos adicionais mais especializados, que podem ser muito úteis para áreas profissionais ou criativas específicas.

ReMarkable 2 - templates

Para escrever, o reMarkable 2 continua a destacar-se como uma das experiências mais próximas do papel que já encontrei num dispositivo digital. O segredo está na textura ligeiramente rugosa do ecrã, que cria a resistência ideal ao deslizar da caneta. Esse atrito subtil, aliado ao som característico da ponta a riscar a superfície, reproduz de forma surpreendentemente fiel a sensação de escrever com lápis em papel verdadeiro.

Para tornar a experiência de escrita ainda mais versátil, o reMarkable 2 dispõe de nove ferramentas, em que cada uma delas reproduz, de forma muito convincente, a textura e o comportamento do instrumento real. Temos a Ballpoint Pen (caneta esferográfica), Fineliner (caneta de ponta fina), Highlighter (marcador de texto), Pencil (lápis), Mechanical Pencil (lapiseira), Calligraphy Pen (caneta caligráfica), Marker (marcador grosso), Shader (sombreador) e Paintbrush (pincel).

Além disso, é possível ajustar a espessura do traço em três níveis distintos (fino, médio e grosso), permitindo uma personalização rápida conforme o tipo de escrita ou desenho que estamos a fazer. É possível também desenhar linhas, quadrados, circunferências e outras formas com grande facilidade, graças à “correção automática”: depois de desenhar, basta manter a ponta da caneta durante alguns segundos sobre o ecrã e o e-paper ajusta o traço, transformando-o numa forma geométrica limpa e precisa. Esta funcionalidade é útil para diagramas, esquemas ou notas que precisam de um visual mais polido, poupando tempo e esforço.

ReMarkable 2 - formas geométricas

As cores que estão disponíveis são o preto, cinzento, branco, azul e vermelho, embora no ecrã e-ink monocromático do reMarkable 2 o resultado se veja apenas em tons de preto e cinza. No entanto, ao exportar os ficheiros para outro dispositivo com ecrã a cores, as cores tornam-se visíveis, o que é útil para quem gosta de destacar ideias, organizar notas por cor ou fazer pequenas ilustrações com mais expressividade.

Um detalhe que não me agrada tanto na experiência de escrita “a cores” no reMarkable 2 é o comportamento do traço enquanto escrevemos. Sempre que começo a escrever, a linha surge inicialmente com uma textura granulada, quase como se estivesse a formar-se aos poucos, e só após um pequeno piscar do ecrã (o típico refresh do e-ink) é que a cor se torna sólida e uniforme. Este processo é subtil, mas acaba por quebrar um pouco a fluidez visual da escrita, especialmente quando se escreve de forma contínua ou rápida. Curiosamente, no Paper Pro nota-se um comportamento semelhante, o que sugere que esta característica está mais relacionada com a forma como o software gere a atualização do ecrã do que com o hardware em si. Não é nada que interfira de forma séria na experiência, mas seria interessante ver esta questão otimizada em futuras atualizações.

Ainda no campo das comparações, e sem grandes surpresas, o Paper Pro sobressai na qualidade de escrita, que considero ligeiramente superior. A sensação de deslizar a caneta e o som produzido replicam de forma mais fiel a experiência de escrever em papel. No Paper Pro, o som aproxima-se bastante ao de uma caneta real, enquanto no reMarkable 2 a escrita tende a assemelhar-se mais ao lápis.

O traço no reMarkable 2 é elegante, mas não tão refinado como no Paper Pro, que oferece também um pouco mais de resistência ao escrever, conferindo uma sensação de maior controlo sobre a escrita. Apesar disso, ambos proporcionam uma experiência a escrever muito agradável, elegante e que mimetiza muito bem a sensação de papel e caneta.

No fim de contas, a escolha acaba por depender das preferências de cada um. Eu, por exemplo, prefiro a escrita no Paper Pro, apreciando a textura e o som mais realista. Já o meu marido, que sente mais a resistência do Paper Pro, acaba por se sentir mais confortável e preferir a suavidade do reMarkable 2.

Quanto ao restante menu, o reMarkable 2 oferece várias ferramentas que tornam a experiência de escrita e edição mais completa e fluida. Podemos, por exemplo, adicionar texto através de um teclado virtual que surge na parte inferior do ecrã, o que é útil quando queremos escrever algo mais formal ou legível sem recorrer à escrita manual.

A função de borracha também é bastante versátil. Podemos optar por apagar uma área específica ou eliminar todo o conteúdo da página de uma só vez. Existe ainda a possibilidade de ajustar a espessura da borracha em três níveis distintos, permitindo maior precisão quando queremos corrigir pequenos detalhes.

Um ponto que considero particularmente prático é o facto de a própria caneta incluir uma borracha física na extremidade oposta. Basta virá-la, como faríamos com um lápis tradicional, e o apagamento é feito de imediato. Assim acaba por não haver interrupções, nem necessidade de recorrer constantemente ao menu.

Outro ícone muito útil é o de seleção, que me permite destacar uma área específica do texto manuscrito e, a partir daí, decidir o que fazer com ela. Posso cortar, copiar e colar esse conteúdo noutro ponto do documento, ou até mesmo arrastá-lo diretamente para reorganizar as minhas notas de forma rápida e intuitiva. Esta ferramenta é especialmente prática quando quero estruturar melhor as ideias, reposicionar esquemas ou simplesmente dar mais ordem a um bloco de notas mais longo.

Além disso, o reMarkable 2 integra uma funcionalidade que considero essencial: a conversão automática da escrita manual em texto digital. Basta selecionar a opção “Convert to text” e, em poucos segundos, o sistema reconhece a caligrafia e transforma-a num texto limpo e formatado, pronto para ser copiado, editado ou enviado por email. O reconhecimento é surpreendentemente preciso, mesmo quando escrevo depressa ou de forma mais solta, garantindo que todas os tipos de letra são corretamente interpretados.

Outros ícones permitem ainda alterar o template dentro do próprio bloco de notas, o que é ótimo para adaptar rapidamente o formato ao tipo de conteúdo que estamos a criar, por exemplo, passar de uma página com linhas para uma quadriculada ou até uma folha de planeamento semanal. Também é possível adicionar novas camadas, o que facilita trabalhar em esboços ou anotações sobrepostas sem comprometer o conteúdo original.

Logo abaixo, as setas de desfazer e refazer tornam-se extremamente úteis, especialmente quando queremos corrigir rapidamente algum traço ou apagar algo sem recorrer à borracha. Já na parte inferior do menu vertical, encontramos uma vista geral de todas as páginas do bloco de notas, o que facilita localizar conteúdos específicos ou navegar entre páginas de forma mais rápida.

Há ainda um ícone em forma de etiqueta que permite criar e gerir tags (embora esta opção esteja disponível apenas para texto convertido, e não para escrita manual). Ainda assim, é uma ferramenta que ajuda imenso na organização, tornando a pesquisa por temas ou tópicos muito mais eficiente, sobretudo em blocos de notas com muito texto.

Outro ícone permite a opção de partilha, em que podemos enviar o documento diretamente por email ou ativar o modo de screen share. Outra função prática é a possibilidade de alternar entre o modo portrait(vertical) e landscape (horizontal), o que dá mais liberdade para adaptar o espaço de escrita ao tipo de tarefa. Se quiser posso, por exemplo, usar o formato horizontal para esquemas, gráficos ou apresentações, e o vertical para anotações mais tradicionais. A transição entre os modos é rápida e fluida, bastando apenas selecionar novamente o formato pretendido para regressar à orientação original.

Passando aos acessórios do reMarkable 2, destaco a caneta Marker Plus, um dos complementos mais importantes do dispositivo, embora não seja compatível com o ecrã do Paper Pro. A Marker Plus é uma caneta muito bem equilibrada, com cerca de 19 gramas, e um peso que se distribui de forma harmoniosa pela mão, tornando a escrita leve e natural, mesmo em longas sessões, revelando-se assim extremamente ergonómica.

O corpo da caneta é todo revestido num material preto ligeiramente rugoso e com uma textura suave, que confere uma boa aderência e um toque premium. No topo, encontramos uma borracha integrada que funciona de forma imediata e intuitiva, tal como nos lápis tradicionais, em que basta virar a caneta e apagar. O logótipo da reMarkable surge gravado de forma discreta, mantendo o design minimalista que caracteriza a mesma.

Na extremidade oposta encontramos a ponta substituível, um dos elementos que mais contribui para a sensação realista de escrita no reMarkable 2. Estas pontas têm uma textura cuidadosamente calibrada para reproduzir a fricção natural do grafite no papel, oferecendo uma resistência subtil que torna o ato de escrever muito mais autêntico. Com o tempo e o uso, especialmente para quem escreve com mais pressão ou usa o dispositivo diariamente, a ponta vai-se desgastando ligeiramente, o que é perfeitamente normal.

A durabilidade varia, mas, de forma geral, as pontas oferecem uma boa longevidade antes de precisarem de ser trocadas. A reMarkable inclui, de origem, um conjunto de nove pontas de substituição com a caneta Marker Plus. A substituição é extremamente simples e pode ser feita em segundos, sem necessidade de recorrer a qualquer ferramenta adicional, já que basta apenas puxar suavemente a ponta antiga e encaixar a nova.

Para acoplar a caneta ao reMarkable 2, basta aproximá-la da lateral direita do dispositivo e, graças ao seu sistema magnético, ela fixa-se de forma rápida e segura. A ligação é bastante sólida, transmitindo confiança durante o uso diário, sem qualquer receio de que a caneta possa cair acidentalmente quando o reMarkable 2 está ser usado ou a ser transportado. Outra grande vantagem da caneta do reMarkable 2 é que não precisa de ser carregada, graças à tecnologia Wacom integrada. Isto significa que a caneta funciona por ressonância eletromagnética (EMR), utilizando a interação entre a ponta e o ecrã para captar pressão, inclinação e movimento sem necessidade de bateria ou cabos. Esta característica não só simplifica o uso diário, eliminando preocupações com a carga, como também torna a caneta versátil: é compatível com outros e-papers que utilizem a mesma tecnologia Wacom, ou seja, ela pode ser usada em diferentes dispositivos.

Esta caneta possui ainda 4096 níveis de pressão e uma latência de apenas 21 milissegundos, o que a torna extremamente precisa e responsiva. Isto significa que cada traço é registado quase instantaneamente no ecrã, sem qualquer atraso visível, mesmo em movimentos rápidos ou em escrita contínua. A sensibilidade à pressão permite que a espessura da linha varie conforme a força exercida pela mão, tal como acontece com uma caneta real ou um lápis, ou seja, quanto mais pressionamos, mais intenso e espesso se torna o traço; quanto mais leve o toque, mais suave e discreta é a marca deixada.

Os restantes acessórios incluídos com o reMarkable 2 são as suas capas, nomeadamente a Type Folio e a Book Folio. Começando pela Book Folio, esta lembra bastante a versão da Book Folio do Paper Pro, mas com dimensões ligeiramente mais compactas de 198 x 246 x 6.6 mm. Além de elegante e funcional, a Book Folio é surpreendentemente leve, pesando apenas cerca de 220 g. Quando combinada com o reMarkable 2, o conjunto total pesa aproximadamente 600 g, mantendo-se extremamente portátil e confortável de manusear.

A capa em si é feita com pele genuína premium, numa tonalidade castanho camel muito elegante (existe também em pele na cor preta), que lhe confere um aspeto sofisticado e cuidado. Na zona frontal, o logotipo da reMarkable surge discretamente gravado, mantendo o design minimalista. A capa abre-se a 360º, permitindo manusear o e-paper sem qualquer limitação.

O seu interior é revestido com um material cinza escuro macio, pensado para proteger o e-paper de riscos e impactos. No centro da aba interior, encontra-se novamente o logotipo da reMarkable em letras cinzentas mais escuras. A zona onde se encaixa o reMarkable 2 tem uma aba plástica lateral esquerda (da mesma cor que o interior macio da capa) que ajuda a fixar o e-paper de forma segura. Juntamente com esta aba existem ainda quatro encaixes nos cantos que se prendem magneticamente às borrachas correspondentes da traseira do dispositivo, garantindo estabilidade e proteção total durante o transporte ou utilização.

Finalmente, com a capa Type Folio temos um acessório realmente bem concebido, que alia, de forma exímia, estética e funcionalidade. Mantendo exatamente as mesmas dimensões da versão Book Folio e com 459g, esta capa, que é compatível com o reMarkable 2 apenas, acaba por ser muito semelhante em termos visuais à Book Folio, sendo que uma das suas diferenças acaba por ser o material em que é feita, neste caso, de pele sintética de alta qualidade e o facto de ter um teclado integrado. A Type Folio está disponível na cor preta (foi a que que recebemos) e também em castanho camel.

Na zona frontal, a capa apresenta apenas o logotipo da reMarkable em relevo, mantendo um visual minimalista e sofisticado. A abertura é de 360º, mas, ao contrário da Book Folio tradicional, o interior não é revestido com material macio, apresentando apenas uma leve textura em cinza escuro. Mantém-se a aba e os quatro encaixes que se ligam magneticamente ao reMarkable 2. No entanto, esta capa acrescenta uma funcionalidade extra: facilmente podemos deslizar para cima o reMarkable 2, transformando-se assim numa verdadeira estante para o e-paper, com teclado integrado. O teclado comunica com o reMarkable 2 através de uma ligação discreta escondida na aba da capa, eliminando a necessidade de cabos ou carregamento adicional. Para mim, esta é uma grande vantagem, especialmente em viagens ou quando trabalho fora de casa: tudo o que preciso levar é o meu reMarkable 2, a caneta e a capa, sem ter de me preocupar com acessórios ou baterias extras.

Outro aspeto interessante é a versatilidade da Type Folio, que pode ser posicionada de duas formas distintas consoante o tipo de tarefa que queremos realizar. Numa das posições, o reMarkable 2 fica mais inclinado, ideal para escrever à mão, desenhar ou tirar notas rápidas, proporcionando um apoio ergonómico semelhante ao de um caderno. É também uma ótima opção para quem gosta de alternar entre a escrita manual e o uso do teclado, permitindo um fluxo de trabalho híbrido muito natural.

Já na segunda posição, a capa pode ser ajustada para um ângulo mais vertical, recriando a experiência de um computador portátil. Assim que é colocado em qualquer uma destas posições o reMarkable 2 muda automaticamente para o modo landscape, que se adapta melhor à escrita de textos longos, revisão de documentos ou tarefas mais intensivas com o teclado. O encaixe magnético garante sempre uma fixação firme e segura, evitando qualquer deslizamento, independentemente da forma como se trabalha.

O teclado em si apresenta um formato mais compacto do que os teclados tradicionais de portáteis. A experiência de digitação é surpreendentemente agradável e natural, muito próxima da que encontramos num portátil de gama média-alta. O key travel de 1,3 mm oferece uma resposta tátil equilibrada e firme o suficiente com as teclas (de tamanho completo e bem espaçadas) a contribuirem para uma escrita fluida, com poucos erros e uma sensação de estabilidade notável para um teclado tão fino.

Está disponível em vários idiomas, como inglês, francês, alemão e espanhol, o que amplia as opções de utilização internacional. No entanto, tal como acontece com a Type Folio do Paper Pro, ainda não existe versão com layout em português, o que pode causar alguma estranheza inicial. É possível adaptar-se usando o teclado espanhol, mas requer um pequeno período de habituação para memorizar a posição dos acentos e caracteres específicos.

Depois de alguns dias de uso, percebi que a adaptação ao teclado se torna progressivamente mais intuitiva e confortável, sobretudo à medida que encontrar os atalhos e a disposição das teclas se torna mais automático. Ainda assim, considero que a Type Folio é um acessório pensado para contextos muito específicos, que no fundo é uma solução prática e pontual mais do que um substituto total do portátil. No meu caso, que passo grande parte do dia a responder a emails e a redigir documentos, o teclado revela-se extremamente útil quando estou fora de casa ou em deslocações, permitindo-me manter a produtividade sem precisar de carregar o computador. Gosto especialmente da leveza e da simplicidade do conjunto, que me deixa escrever rapidamente, rever notas ou fazer pequenas correções de texto sem esforço. No entanto, quando estou em casa e tenho o portátil à disposição, acabo naturalmente por o preferir, sobretudo por questões de ergonomia e velocidade de trabalho. Ainda assim, a Type Folio ajuda a transformar o reMarkable 2 num verdadeiro híbrido entre caderno digital e ferramenta de escrita profissional.

Depois de várias semanas a usar o reMarkable 2, percebi que este dispositivo continua a destacar-se pela sua simplicidade e elegância. É leve, ergonómico e transmite uma sensação de qualidade difícil de encontrar noutros dispositivos. A textura ligeiramente rugosa do ecrã, combinada com a ponta da caneta, cria um atrito muito semelhante ao do papel, tornando a escrita fluida e natural. O som que se ouve ao escrever é quase como o de um lápis real, muito graças à caneta Marker Plus, que é um dos grandes destaques. Muito equilibrada na mão, leve e confortável, traz ainda a vantagem de ter uma borracha integrada no topo, o que facilita o fluxo de trabalho. O facto de não precisar de ser carregada (graças à tecnologia Wacom) é uma enorme mais-valia para quem quer praticidade e autonomia.

As capas complementam o dispositivo de forma exemplar. A Book Folio, feita em pele verdadeira, é elegante, resistente e protege o reMarkable 2 sem acrescentar muito peso. Já a Type Folio acrescenta uma utilidade fundamental: um teclado integrado, fino e leve, que se liga magneticamente ao dispositivo sem necessidade de cabos ou carregamentos. É ideal para alternar entre escrita manual e digital de forma natural, especialmente em viagem.

Comparando com o Paper Pro, este oferece uma escrita com um pouco mais de atrito e um traço mais refinado, mas o reMarkable 2 não lhe fica nada atrás. É uma excelente ferramenta de trabalho, feita para quem valoriza a experiência pura de escrever, sem distrações ou cores exuberantes. Mesmo não sendo perfeito, o reMarkable 2 continua a ser um dos meus companheiros de escrita favoritos. O melhor de tudo é que o podem adquirir por menos de 450€

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela reMarkable.

Getac apresenta o S510AD, um novo portátil robusto para ambientes extremos

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O Getac S510AD tem lançamento em novembro e foi concebido para ambientes industriais e condições de utilização exigentes.

A Getac anunciou o S510AD, um novo portátil robusto orientado a profissionais que necessitam de equipamentos fiáveis em contextos de campo e ambientes industriais. O modelo será lançado em novembro e utiliza processadores AMD Ryzen AI, com foco em durabilidade, desempenho e eficiência energética.

O computador integra processadores AMD Ryzen AI 5 340 e Ryzen AI 7 350, com GPU AMD Radeon 800M e uma unidade de processamento neuronal AMD XDNA 2 capaz de atingir 50 TOPS. Está preparado para tarefas de análise local com suporte de inteligência artificial, evitando a dependência de serviços externos. O S510AD é capaz de suportar até 64 GB de memória DDR5 e 2 TB de armazenamento SSD PCIe NVMe, e dispõe de autenticação facial através do Windows Hello.

O seu ecrã é FullHD de 15,6 polegadas e atinge 1.000 nits de brilho, assegurando legibilidade sob luz solar direta, e o touchpad de grandes dimensões, juntamente com o painel multitoque são compatíveis com luvas permitindo utilização em condições adversas. Também modular, o sistema de baterias duplas substituíveis foi concebido para reduzir interrupções durante longos períodos de operação.

O S510AD cumpre os padrões de resistência MIL-STD-810H e IP53, com suporte de quedas até 0,9 metros e funciona em temperaturas entre -29 °C e 63 °C. Inclui também ligações Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4, com opções adicionais de 4G-LTE, 5G Sub-6, Dual SIM e GPS dedicado. E a nível de materiais, o chassis incorpora plástico SORPLAS e mais de 45% de materiais reciclados pós-consumo, reduzindo o impacto ambiental sem alterar as especificações estruturais.

O Getac S510AD ficará disponível em novembro, com configurações e preços ainda por anunciar.

Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas entrou em vigor

O novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas implementa um sistema automatizado que regista digitalmente as entradas e saídas de cidadãos de países terceiros, melhorando a gestão das fronteiras.

Hoje, dia 12 de outubro, entrou oficialmente em funcionamento, em todos os países do espaço Schengen, o novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas, conhecido como Entry/Exit System (EES). O mecanismo, desenvolvido pela União Europeia, introduz um modelo automatizado de registo das entradas e saídas de cidadãos de países terceiros, isto é, viajantes que não possuem nacionalidade de um Estado-Membro da UE.

O EES aplica-se a quem entra no espaço Schengen para estadias de curta duração, limitadas a 90 dias num período de 180 dias consecutivos, independentemente da necessidade de visto. Este novo sistema substitui o tradicional carimbo manual no passaporte, introduzindo um processo digital que visa reforçar a segurança e agilizar os procedimentos nas fronteiras.

Com a implementação do novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas, cada entrada e saída passará a ser registada eletronicamente, incluindo a data, a hora e o posto fronteiriço. Na primeira viagem após a entrada em vigor do sistema, serão recolhidas quatro impressões digitais e uma fotografia facial, medida que começará a ser aplicada gradualmente a partir de dezembro. Estes dados permitirão identificar automaticamente quem ultrapassa o tempo máximo de permanência autorizado, assegurando um controlo mais rigoroso dos fluxos migratórios.

A informação recolhida será partilhada em tempo real com as autoridades dos países Schengen, através de uma base de dados centralizada e interoperável com outros sistemas europeus de segurança, como o Sistema de Informação Schengen (SIS II) e o Sistema de Informação sobre Vistos (VIS). Tudo para garantir uma resposta mais rápida e coordenada perante situações de risco, entradas irregulares ou utilização de documentos falsos.

Entre os principais efeitos esperados está o aumento da eficiência dos controlos fronteiriços, especialmente em aeroportos e portos marítimos, bem como o reforço da segurança interna dos Estados-Membros. A gestão da imigração tornar-se-á mais precisa, permitindo às autoridades atuar com maior celeridade em casos de irregularidade.

Em Portugal, a coordenação do EES está a cargo do Sistema de Segurança Interna (SSI), em articulação com a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), as Administrações Portuárias e a ANA Aeroportos.

Xiaomi 15T – Review: Uma pequena evolução

Apesar de ótimo, comparado com o seu antecessor, o Xiaomi 15T apenas oferece um ecrã maior e mais brilhante, e uma maior autonomia.

Pode não parecer, utilizar o Xiaomi 15T nos últimos tempos para teste, não foi propriamente simples. Por um lado, trata-se de um smartphone interessante em termos de especificações dentro da gama média/alta, destacando-se por um bom desempenho, câmaras competentes e um ecrã generoso e luminoso. No entanto, a verdade é que quanto mais o usava, mais parecia ser uma ligeira evolução face ao Xiaomi 14T, com algumas diferenças claras, mas insuficientemente transformadoras para o tornar único e diferente.

Utilizar o Xiaomi 15T no dia-a-dia ofereceu-me, assim, uma sensação de déjà vu, sobretudo porque o sistema de câmaras Leica praticamente não sofreu alterações. Continuamos a ter a lente principal de 50MP, acompanhada pela teleobjetiva 2x de 50MP e pelo sensor ultra grande angular 12MP. Na frente, a câmara de 32MP mantém-se, mas agora com uma abertura um pouco mais limitada (f/2.2 em vez de f/2.0). O novo ecrã AMOLED de 6,83 polegadas começa a apresentar algumas das alterações, agora é maior mas a taxa de atualização máxima diminuiu, e passou a ser de 120Hz, contra os 144Hz do seu antecessor. E no brilho máximo também se regista um downgrade ao passar dos 4000 para os 3200 nits. No interior, encontramos o MediaTek Dimensity 8400 Ultra, que substitui o Dimensity 8300 Ultra do ano passado, mas sem grande salto em termos de velocidade, e que continua a estar acompanhado por 12GB de RAM. Já a bateria, é provavelmente, a mudança mais significativa, já que passa dos 5000mAh para os 5500mAh. O carregamento mantém-se nos 67W com fios, e a funcionalidade sem fios continua a não estar presente.

Xiaomi 15T
Xiaomi 15T

Em termos estéticos, o Xiaomi 15T é um irmão gémeo do Xiaomi 15T Pro, com laterais planas, traseira alinhada e um módulo quadrado arredondado para as câmaras que lhe dá um ar sofisticado. Confesso que gosto bastante deste design, sobretudo quando comparado com o aspeto mais pesado, e barato, da série Xiaomi 14T. Aqui nota-se realmente uma boa evolução. Claro que não é perfeito, já que conta com corpo em plástico em vez de alumínio como no modelo Pro, mas a traseira em vidro fosco mantém um toque Premium, que se complementa com a certificação IP68 contra água e pó. O equipamento foi anunciado nas cores Rose Gold, Black e Gray, esta última, a cor da unidade que recebi para testes, que se revelou bastante discreta e elegante. O peso mantém-se praticamente idêntico ao da geração passada, com 194 gramas, o que é surpreendente se pensarmos que o telemóvel cresceu em altura e largura (163 x 78 mm) para acolher o novo ecrã. Ainda assim, ficou mais fino, já que de 7,8 mm passou para 7,5 mm, e essa diferença, apesar de pequena no papel, sente-se na mão.

Outro aspeto que me surpreendeu foi a abordagem da Xiaomi ao software. Normalmente aponto sempre o dedo ao excesso de aplicações desnecessárias que entopem a sua interface, mas aqui a situação está bem mais contida. Com o HyperOS 3.0, baseado no Android 16, continuamos a ter algumas dores de cabeça, com a organização caótica das definições rápidas no painel de controlo a ser um exemplo claro de como a interface ainda pode ser frustrante. Em termos de suporte de software, o Xiaomi 15T fica num meio-termo, já que no seu anuncio foram prometidos quatro anos de atualizações do sistema operativo e seis anos de atualizações segurança. É bom, mas não é o melhor que temos no universo Android.

O que realmente se destaca é a funcionalidade exclusiva de Comunicação Offline. É quase uma versão moderna de walkie-talkie que permite realizar chamadas de voz para outros equipamentos da série Xiaomi 15T num raio de até 900 metros, sem precisar de rede móvel ou Wi-Fi. Já tinha testado esta funcionalidade durante a apresentação do equipamento em Munique, e apesar de ter sido testado numa zona com centenas de pessoas e de equipamentos que congestionam a rede móvel, a verdade é que funcionou muito bem. A marca deu como exemplo de utilização desta funcionalidade nos festivais de verão, onde normalmente as redes móveis estão saturadas, e com o Offline Comunication podemos comunicar sem qualquer inconveniente, mesmo sem ter qualquer cartão de operadora no equipamento.

O ecrã de 6,83 polegadas do Xiaomi 15T é o mesmo que encontramos no modelo Pro, com a única diferença a contar com a já mencionada taxa de atualização de 120Hz em vez dos 144Hz. Em utilização real, essa diferença é mínima e, na prática, estamos perante um painel igualmente nítido, vibrante e com brilho de sobra. A Xiaomi mantém a tradição de dar várias opções de personalização da cor, que neste caso são seis perfis diferentes. É bom para quem gosta de mexer ao pormenor, mas a maioria das pessoas, tal como eu, vai provavelmente deixar o modo Original Color Pro, que entrega um equilíbrio convincente entre vivacidade e naturalidade.

Ver séries em streaming ou jogar jogos mais exigentes é uma experiência envolvente com esta definição, e para quem procura maior rigor cromático, o perfil Advanced Original é a melhor escolha. Já a sua utilização nos espaços exteriores com muita luz natural, revelou ser excelente. Tudo continua visível e cheio de detalhes e cores, demonstrando que a marca continua a apostar em ecrãs de altíssima qualidade.

Xiaomi 15T
Xiaomi 15T

Como já havia mencionado, o Xiaomi 15T vem equipado com o novo MediaTek Dimensity 8400 Ultra que opera no máximo a 3,25 GHz, e nos testes de benchmark mostrou-se bastante competente, bem como nos testes em jogos. O desempenho gráfico é digno daquilo que é oferecido por um smartphone topo de gama, em muito beneficiado peli seu ecrã de 120 Hz, que faz toda a diferença. Qualquer jogo ou aplicação pesada que possa encontrar na Play Store, será executado de forma irrepreensível e sem falhas. Testei Genshin Impact, PUBG Mobile e Asphalt Legends Unite e o seu desempenho nada ficou a dever aos equipamentos topos de gama, sem qualquer aquecimento significativo. A utilização multi-tarefa também foi algo de fácil gestão, e ter sete ou oito aplicações abertas em segundo plano, em nada incomoda o desempenho do aparelho.

A autonomia também deixou uma excelente impressão. No teste de utilização diária, um dia completo pareceu uma brincadeira de criança. Mesmo em dias de utilização mais intensa foi fácil chegar a casa com a bateria acima dos 40%, ou seja, uma carga dá para dois dias de utilização para quem faz uma utilização moderada do equipamento. E quando é necessário carregar, o seu carregamento rápido com fio de 67W cumpre bem a sua função. Nos meus testes, o Xiaomi 15T foi dos 0 aos 50% em apenas 24 minutos e atingiu os 100% em cerca de 68 minutos. Não é o melhor do mercado, mas é muito bom. Durante o tempo em que utilizei o equipamento nunca carreguei a sua bateria durante a noite, e decidi sempre carrega-la de manha, quando acordava. Regra geral, ligar o telefone ao carregador quando está com 40~45% de bateria e ir efetuar a higiene matinal, quando voltamos estamos com a bateria em torno dos 85~90%, que é mais do que suficiente para um dia muito intenso de utilização e quase dois dias com utilização moderada.

Xiaomi 15T
Xiaomi 15T

Se há algo que poderia realmente ter feito o Xiaomi 15T sentir-se como um salto significativo face ao Xiaomi 14T, seriam melhorias nas câmaras, mas infelizmente isso não aconteceu. Ainda assim, não há como negar que o sistema da Leica continua a ser de grande nível, e dos melhores que temos no mercado. A lente principal de 50MP com abertura f/1.6 entrega fotografias com excelente nitidez, cores vibrantes e uma gama dinâmica muito interessante. A presença de estabilização ótica (OIS) ajuda bastante, sobretudo à noite. Nos meus testes, zonas escuras como o céu mantiveram-se limpas de ruído, enquanto áreas mais sombreadas continuaram a apresentar detalhes acima da média para um equipamento nesta faixa de preço. É verdade que as luzes artificiais tendem a causar algum blooming, mas, no geral, a experiência noturna é muito convincente.

A lente teleobjetiva de 50MP com abertura f/1.9 com zoom 2x revelou-se excelente para retratos, captando muitos detalhes e um contraste bem definido, com aquele efeito imediato de foto “pronta para publicar”. Testei-a também em situações mais criativas, como fotografar um gafanhoto sobre uma folha de couve, e fiquei surpreendido com a fidelidade das cores e a definição. Já a lente ultra grande angular de 12MP com abertura f/2.2 não é tão empolgante, mas cumpre muito bem a sua função. Nota-se alguma perda de detalhe nas extremidades, como seria de esperar, mas o balanço de cor está muito próximo daquele que é oferecido pela lente principal, o que torna as fotos mais consistentes entre si.

Em vídeo, a história repete-se, já que o Xiaomi 15T continua limitado a 4K a 60 FPS, com boa nitidez e exposição equilibrada, mas a estabilização depende apenas do software. Isso significa que ainda há oscilações visíveis em movimentos mais bruscos, algo que muitos concorrentes já começaram a resolver de forma mais eficaz.

Xiaomi 15T
Xiaomi 15T

Na prática, o Xiaomi 15T é competente e fiável, mas torna-se difícil ficar entusiasmado quando quase tudo parece uma repetição do seu antecessor. Ainda assim, por 649,99€ (com oferta de um Redmi Pad 2 Pro) parece-me ser uma proposta de valor realmente muito interessante. Pessoalmente, ficaria de olho no Xiaomi 14T, que já se encontra no mercado por quase metade desse valor, e a diferença como podemos verificar não é muito significativa. Confesso que neste momento aguardo com alguma expectativa a chegada do Xiaomi 15T Pro, já que esse sim, parece ser o verdadeiro diferenciador desta série.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Xiaomi.

EVO Brunch: o novo ritual de domingo que está a agitar a linha de Cascais

O EVO Brunch do Evolution Estoril traz showcooking, DJ e cocktails artesanais para animar os domingos em Cascais.

Aos domingos, na linha de Cascais, passou a haver um novo ponto de encontro. O EVOLUTION Cascais-Estoril lançou recentemente o EVO Brunch, um conceito que vai muito além do tradicional almoço inglês. É uma refeição que se transformou num evento gastronómico e social, com showcooking de carnes, DJ ao vivo e cocktails artesanais que reinventam todo o conceito e prometem agitar os domingos na Linha.

O Brunch decorre todos os domingos no restaurante The Kitchen, um espaço trendy, super elegante e, ao mesmo tempo, descontraído. O grande destaque vai para o showcooking de carnes e churrasco, preparado ao vivo numa cozinha aberta, que promete uma jornada bem diversificada por diferentes aromas, texturas e sabores. O Echo Boomer não resistiu e, claro, fomos experimentar.

A ideia é proporcionar aos clientes, com foco especial nos visitantes locais e não apenas os guests do Hotel, mais do que um buffet: um brunch que seja uma junção de pequeno-almoço e almoço, com tudo o que é característico de ambos. Pode ser uma surpresa para alguns, mas trata-se de um conceito emergente que a ganhar cada vez mais adeptos. De facto, o EVO Brunch foi pensado para ser uma experiência interativa e personalizada. O que significa? Os hóspedes são convidados a circular livremente pela cozinha aberta, uma característica única que permite observar a equipa de chefs em ação e, inclusive, interagir com eles.

Para os grandes amantes de café, uma ótima máquina de café expresso, que pode ser usada em self service, está à disposição, assim como outros produtos associados a um pequeno almoço diversificado, nessa zona circulatória da cozinha. Uma ideia que achámos brilhante e que tem um impacto muito positivo na experiência.

“O cliente pode entrar, andar aqui um bocadinho à vontade e também experienciar o ambiente de cozinha. E também consegue assistir, de facto, à preparação de tudo”, explica-nos Tiago Mota, o diretor geral.

Assim que entrámos, deparámo-nos com uma oferta gastronómica vasta e diferenciadora, focada em produtos que se destacam pela sua frescura.

A primeira nota importante vai desde logo para as carnes e o churrasco: a alma e coração deste EVO Brunch. Como nos contou Tiago Mota, “as carnes vão sendo diferentes todos os domingos. No forno, temos hoje um género de entrecosto de costela; também temos magret de pato e um churrasquinho de frango”.

É, também, possível grelhar peças a pedido, caso o cliente assim queira, embora não seja necessário, pois estão sempre a sair peças para o grelhador, situado ali bem perto, mas no exterior, e as carnes acabadas de fazer estão a entrar continuamente, para recomporem a travessa.

Outro aspeto interessante é a ideia das estações interativas. Para além das carnes cozinhadas no forno, trinchadas no momento, e dos grelhados, existem várias estações por onde os clientes se podem ir abastecendo livremente de comida, tanto quanto desejarem.

Logo a começar, há uma seleção de produtos frescos e saudáveis. No início, temos a zona de saladas, quer simples quer compostas, cenoura crua, pepino e azeitonas pretas. As tostas guarnecidas com húmus e outros patés não podiam faltar. Frutas, como uvas e morangos, presunto, paio, queijos e algumas compotas à discrição não podiam faltar…

Depois, existem pratos e acompanhamentos quentes. Quanto a peixe, este Brunch apresentou-se com a Sardinha Panada (um pitéu muito apetitoso) e, no marisco, o famoso Camarão à Guilho. Em matéria de guarnições, a variedade é maior, desde o puré de milho, arroz, batatas gratinadas (deliciosas, por sinal).

Mas um bom Brunch quer-se com bebidas à discrição, sejam vinhos, sumos ou um bom cocktail. Além de uma garrafeira refrigerada no meio da sala, à entrada há um pormenor castiço que dá brilho e dinamismo a este Buffet: um carrinho de bebidas adornado com vegetais (o logotipo do Tito’s Handmade Vodka chama logo a atenção) e a presença de uma equipa de bartenders, disponíveis para preparar cocktails artesanais ao vivo.

Em matéria de cocktails, a oferta estende-se a alguns clássicos ótimos para acompanhar o Brunch, como refere Tiago Mota: “Incluímos vários cocktails, sejam mimosas, sejam bellinis… Também temos o Bloody Mary, feito no momento”. Cálices e copos, dispensadores de sumos naturais, tudo está à disposição, num adorno impecável. Quem quiser uma bebida específica, como um cocktail, basta pedir a um dos funcionários.

Yabin Hernandez, um dos bartenders, explica-nos o processo da famosa Mimosa, o cocktail que leva partes iguais de sumo de laranja e espumante (neste caso, a marca da casa, o Divai Selection, Herdade dos Casarões, Alentejo): “A decoração sempre tem que fazer sentido com a nossa bebida… Desidratamos a casca da laranja por 24 horas… depois trituramos… e fica um pó. Depois de decorarmos com esse pó, gelamos o copo.”

Na zona de doçaria do EVO Brunch, a atração é irresistível. Há um pouco de tudo. Granola saudável, morangos, mini pastéis de nata, waffles, mini panquecas, quadrados de bolo de chocolate, para acompanhar com compotas e toppings vários.

Evidentemente, o acompanhamento que salta à vista e domina o centro das atenções é a fonte de chocolate gigante, onde os clientes se podem abastecer e demolhar as doçarias como muito bem entenderem; um ótimo chocolate derretido, vertendo continuamente e em abundância, do qual é difícil afastarmo-nos.

Há, ainda, uma profusa quantidade de doçaria especial, desde a Tarte Gelada com Frutos Vermelhos, passando pelo Creme de Chocolate com Azeite e Tosta (uma surpreendente combinação), até à deliciosa Tarte de Mousse de Maracujá. No meio de tudo isto, a energia é garantida por um DJ ao vivo. Integrado, a bem dizer, no próprio Buffet e vestido a rigor com um fato de chef, este DJ “cozinha só música”, criando uma atmosfera descontraída e festiva.

Segundo os responsáveis do EVO Brunch, o objetivo é claro: “reformular o conceito de Brunch, com a marca Evolution, oferecendo algo único que nos distingue de outras unidades hoteleiras.”

Trata-se de uma filosofia que aposta em três vertentes. A primeira é a reinterpretação de clássicos. Pratos conhecidos são apresentados de forma inovadora: “Não vamos oferecer aquilo que já é sobejamente conhecido, um ovo mexido, um bacon… Porque não, antes, reinterpretá-los?”, disse-nos Tiago Mota. E assim aparecem os Ovos Benedict, neste caso, servidos dentro de um pequeno croissant.

Outro aspeto é o foco no cliente local: “O nosso foco máximo é o cliente local, um cliente de fora que possa vir aqui passar um ótimo domingo, ouvir uma boa música, provar boa comida, relaxar com um ótimo serviço.”

O terceiro aspeto, e não menos importante, é mesmo o serviço. O EVO Brunch, como constatámos, assenta num conceito de Serviço Descontraído mas Atento, que a equipa promove estabelecendo uma interação próxima com os clientes: “Nos dias de hoje, não podemos pensar num restaurante como apenas um lugar aonde as pessoas se dirigem para comer… Temos de tornar o serviço muito mais descontraído, o que não significa que falte atenção ao detalhe e ao cliente.”

Para prolongar a experiência de descontração, o EVO Brunch oferece uma vertente de SPA, que permite ao cliente degustar ótimos vinhos, espumantes e cervejas. A garrafeira do hotel, abastecida com apoio de grandes garrafeiras locais, parece ser de bom tamanho e com boa diversidade. Os apreciadores de bons vinhos ficarão impressionados, isso é certo. O diretor geral aponta: “Temos aqui a maior coleção de champanhe de Cascais… desde vinhos do Douro, Alentejo, de Espanha, Argentina, também.”

O EVO Brunch posiciona-se, assim, como uma opção sofisticada e animada para celebrar o fim de semana e uma experiência que une a tradição do churrasco a propostas mais arrojadas, animadas pela irreverência de um DJ e com a arte da cozinha aberta e o requinte dos cocktails artesanais. Se tiverem oportunidade, experimentem.

O EVO Brunch do EVOLUTION Cascais-Estoril está disponível todos os domingos, das 12h30 às 15h30, por 45€ por pessoa, preço que inclui as bebidas do menu de cocktails, vinhos, cerveja, sumos naturais e águas aromatizadas.

A Minecraft Movie 2 já tem estreia marcada para junho de 2027

Jared Hess e Chris Galletta regressam para produzir a sequela do sucesso de bilheteira da Legendary Pictures, A Minecraft Movie 2.

A Legendary Pictures confirmou oficialmente a produção de A Minecraft Movie 2, sequela direta do filme baseado no popular videojogo da Mojang. A estreia está marcada para 23 de junho de 2027, em território norte americano, com o regresso da equipa criativa responsável pelo primeiro capítulo.

De acordo com o portal Deadline, Jared Hess volta a assumir a realização e co-escreve o argumento em conjunto com Chris Galletta, também responsável pelo guião original. A produção fica novamente a cargo de Mary Parent e Cale Boyter (Legendary Pictures), com Roy Lee, Eric McLeod, Kayleen Walters, Torfi Frans Ólafsson e Jason Momoa entre os produtores. Momoa, que interpretou Garrett “The Garbage Man” Garrison no primeiro filme, mantém assim um papel ativo na produção da sequela, não sendo claro se participará enquanto ator.

Também ainda não há informações sobre o elenco. O primeiro filme contou com Jack Black no papel de Steve, ao lado de Emma Meyers, Danielle Brooks, Sebastian Hansen e Jennifer Coolidge. A história do original acompanhava quatro jovens transportados para o mundo de Minecraft, onde tinham de regressar ao mundo real com a ajuda do icónico construtor.

O filme de Minecraft, de título original A Minecraft Movie, teve estreia em abril de 2025 e tornou-se rapidamente num dos maiores sucessos comerciais deste ano. O filme abriu em primeiro lugar nas bilheteiras norte-americanas com 163 milhões de dólares no fim de semana de estreia, acumulando 424 milhões no mercado doméstico e 957,8 milhões a nível global até junho, ficando apenas atrás de Lilo & Stitch (versão live-action da Disney) e da animação chinesa Ne Zha 2. Nos cinemas nacionais, Minecraft surge também em segundo lugar nas tabelas, logo a seguir a Lilo & Stich, tendo acumulado 3.1 milhões de euros em bilheteiras.

Apesar das críticas mistas, onde surge com 48% no Rotten Tomatoes, o filme conquistou o público com 86% de aprovação, impulsionado por fenómenos virais nas redes sociais, em particular o meme do Chicken Jockey, que se tornou num dos motores inesperados para o seu sucesso.

Bose termina o suporte de equipamentos da linha SoundTouch

A 18 de fevereiro de 2026, o suporte à linha SoundTouch será oficialmente encerrado, cessando o acesso funcionalidades de streaming e dependentes da nuvem.

A Bose anunciou que vai descontinuar o suporte à sua linha de equipamentos SoundTouch a partir de 18 de fevereiro de 2026, marcando o fim da aposta em altifalantes inteligentes da marca que durou mais de uma década. Lançados em 2013, os dispositivos SoundTouch foram dos primeiros a integrar capacidades de de streaming e ligações multi-ambiente, passando a partir de fevereiro a operar completamente offline.

Significa assim assim que funcionalidades como a integração com o Spotify, TuneIn Radio e a reprodução sincronizada em várias divisões deixarão de funcionar. A própria aplicação SoundTouch será também desativada. As funções básicas, como a reprodução através de Bluetooth, entradas AUX ou HDMI, nos modelos que as possuem, continuarão acessíveis, garantindo pelo menos uma sobrevida analógica aos dispositivos.

Esta decisão, de acordo com a Bose, deve-se ao envelhecimento da infraestrutura de nuvem e ao crescente custo para manter serviços compatíveis com equipamentos antigos. A empresa defende que o investimento em novas plataformas é mais sustentável a longo prazo. Ainda assim, para muitos utilizadores, o argumento soa a uma despedida fria de uma tecnologia que ainda cumpre bem o seu propósito.
Os modelos afetados serão o SoundTouch 10, 20 e 30, bem como sistemas de home theater como o Lifestyle 650 e a barra de som SoundTouch 300, que continuarão a funcionar apenas através de ligações físicas. No entanto, no que toca a recursos inteligentes, estes aparelhos tornar-se-ão obsoletos. Algumas predefinições de rádio ou listas de reprodução poderão continuar acessíveis após o encerramento, mas a Bose não garante o seu funcionamento e será impossível alterá-las. A empresa informou ainda que todos os dados de utilização dos utilizadores serão eliminados a 25 de fevereiro de 2026, recomendando que quem quiser guardar informações o faça antes dessa data.