Huawei Watch Ultimate 2 – Review: Para quem procura o melhor

Com o Watch Ultimate 2 a Huawei volta a provar que sabe construir smartwaches a sério.

O Watch Ultimate 2 é, sem dúvida, o smartwatch mais ambicioso da Huawei, já que é grande, imponente e com um design que transpira luxo. Neste novo modelo, a marca apostou forte nos materiais de topo e num conjunto de sensores de última geração, capazes até de acompanhar os amantes de mergulho. É um relógio feito para impressionar, tanto no pulso como nas especificações. No entanto, nem todas as suas funcionalidades farão sentido para o utilizador comum, e o preço elevado acaba por colocá-lo fora do alcance da maioria dos interessados.

O Watch Ultimate 2 é, acima de tudo, uma afirmação de estilo e engenharia. Com uma caixa em metal líquido à base de zircónio, detalhes em cerâmica e vidro de safira, este relógio transpira luxo e solidez. A inspiração nos relógios de mergulho de alta gama é evidente, e à primeira vista quase que nos esquecemos que se trata de um smartwatch. Ainda assim, é um equipamento pronto para desafios sérios, já que conta com resistência à água de até 20 ATM, certificações IP68 e IP69, e capacidade para mergulhos até uns impressionantes 150 metros. Mais uma vez, a marca soube combinar robustez e sofisticação, ao oferecer ainda várias opções de braceletes, que vão desde o titânio ao fluoroelastómero, e até uma versão mais comprida para quem usa fato de mergulho. O tamanho, no entanto, não passa despercebido. Com cerca de 48 mm, o Watch Ultimate 2 impõe-se no pulso, que em alguma momentos me pareceu em demasia.

Disponível em duas versões, em azul com 47,5mm (a cor que testei) e preto com 48,5mm, ambas com cerca de 80 gramas sem bracelete, o que o coloca na categoria dos relógios “pesados”. No dia-a-dia nota-se esse peso, e durante o exercício, por exemplo no ginásio, o volume pode tornar-se incómodo. É um relógio feito para quem aprecia um design marcante e com forte presença no pulso. Já para quem prefere algo mais leve e discreto, a minha sugestão é que procure outra solução.

Huawei Watch Ultimate 2
Huawei Watch Ultimate 2

O ecrã OLED LTPO de 1,5 polegada é um verdadeiro ponto alto do Watch Ultimate 2. Com um brilho que chega aos 3500 nits, a leitura é confortável em qualquer ambiente, mesmo sob luz solar direta ou debaixo de água. A resolução é excelente e as cores são vivas e bem calibradas, o que valoriza tanto mostradores cheios de informação como designs analógicos mais clássicos. E como tem vindo a ser habitual, o HarmonyOS 5.1 mostra-se fluido e muito rápido, e a interação com a coroa rotativa e os botões laterais torna a navegação prática e agradável, seja durante a realização de exercício físico, como na consulta de mapas ou somente a navegar pelos menus. A interface em si é visualmente apelativa, com animações suaves e uma lógica de navegação fácil de compreender. O ponto menos positivo continua a ser o ecossistema, que apesar da sua interface bem otimizada o suporte a aplicações de terceiros ainda está muito longe do que encontramos nos seus rivais, como o watchOS da Apple ou no Wear OS da Google. É uma limitação que acaba por restringir o potencial do relógio, sobretudo para os utilizadores mais exigentes.

Já em termos de autonomia, a Huawei voltou a fazer um trabalho irrepreensível e temos uma nova célula de silício com 867mAh. A marca promete até 4,5 dias de utilização quando emparelhado com um equipamento Android e cerca de 3,5 dias com o iOS, podendo chegar aos 11 dias em modos mais leves. Em mergulho, aguenta cerca de 18 horas, ou 12 se o sonar estiver ativo. No meu caso, emparelhado com um smartphone Android e com uso equilibrado com muitas notificações, GPS, treinos e monitorização de saúde, consegui de forma consistente perto de quatro dias de utilização com apenas uma carga. Não é o melhor do mercado, e nem da própria Huawei, mas tendo em conta o nível de tecnologia oferecida, parece ser um resultado francamente bom, muito acima daquilo que é oferecido pelos melhores smartwatches com Wear OS ou watchOS. Já o seu carregamento ocorre através de uma dock de carregamento sem fio magnético, que vem incluído, que é bastante rápido, e permite ir dos 0 aos 100% em pouco mais de uma hora. Um excelente resultado, considerando a alta capacidade da bateria e o consumo de energia de um ecrã tão exigente. O sistema também é compatível com outros docks de carregamento Qi, mas a velocidade de carregamento pode variar.

A Huawei equipou o Watch Ultimate 2 com um conjunto impressionante de ferramentas de saúde, e o destaque vai claramente para o sistema de sensores X-Tap, que já tinha adorado quando testei o Huawei Watch 5. Basta pousar um dedo sobre a caixa do relógio para obter medições fiáveis de frequência cardíaca, SpO₂, ECG, variabilidade da frequência cardíaca e até rigidez arterial. Com uma tosse rápida, o relógio avalia ainda algumas estatísticas respiratórias. Tudo isto é integrado na plataforma TruSense, que reúne num minuto um retrato completo do nosso estado físico. No uso diário, as medições mostraram-se consistentes e bastante precisas, comparáveis às de equipamentos dedicados. A diferença está na acessibilidade, o sistema do Watch Ultimate 2 é incrivelmente simples e imediato. As leituras são apresentadas com clareza, acompanhadas por explicações úteis e bem escritas. Obviamente que não é um dispositivo médico, nem é isso que a Huawei pretende, mas é difícil não achar futurista e genuinamente prático para avaliações rápidas de bem-estar.

No campo do fitness, o relógio é igualmente completo. A Huawei expandiu o seu catálogo de modos de treino, incluindo agora opções avançadas como rastreio profissional de golfe, novos exercícios ao ar livre e uma maior granularidade nos tipos de treino. As modalidades clássicas como corrida, ciclismo, natação continuam muito bem cobertas, mas as novas adições tornam o Ultimate 2 especialmente interessante para atletas de nicho e aventureiros que exigem mais detalhe e precisão nos seus registos. Isto porque o GPS é outro dos seus pontos fortes. O sistema de dupla banda da Huawei mostrou-se rápido e extremamente preciso. Mesmo em caminhadas em matas com cobertura densa de árvores, o rastreio manteve-se estável e fiel ao percurso, o que é essencial num relógio voltado para atividades ao ar livre.

E, claro, há o lado mais especializado, dedicado ao mergulho. O Watch Ultimate 2 suporta profundidades de até 150 metros e funcionalidades que o colocam à frente de muitos concorrentes, como monitorização de profundidade, alertas de velocidade de subida e até um sistema de mensagens por sonar para comunicação subaquática. Por questões óbvias não testei essas ferramentas, mas parecem pensadas de forma séria e não apenas como curiosidades técnicas. No fundo, estas funcionalidades mostram até onde a Huawei quer levar o conceito de smartwatch de aventura. Para mergulhadores, o Watch Ultimate 2 pode ser uma alternativa credível a um computador de mergulho dedicado. Já para o utilizador comum, é mais provável que estas ferramentas sirvam apenas de demonstração tecnológica, mas não indispensáveis.

Em terra firme, o Watch Ultimate 2 tem os seus próprios argumentos. A navegação por GPS é um dos seus pontos mais fortes, graças ao suporte para mapas offline, navegação por trilhos e importação de rotas, o que o torna um companheiro fiável para caminhadas, corridas ou qualquer aventura fora de estrada. Estas funcionalidades têm ainda mais valor quando combinados com o GPS de dupla banda altamente preciso e com as ferramentas de segurança integradas, como a deteção de quedas e os alertas SOS, que acrescentam uma camada de confiança em atividades mais exigentes.

E como não podia deixar de ser, o Huawei Watch Ultimate 2 é mais do que um simples rastreador de fitness, é um verdadeiro smartwatch de luxo com ambições muito sérias. Para isso, a marca equipa-o com chamadas independentes através de eSIM, permitindo atender e fazer chamadas diretamente do pulso, sem depender de qualquer smartphone. A experiência de voz no HarmonyOS é muito boa, e o cancelamento de ruído que é assistido por inteligência artificial faz um excelente trabalho em manter a clareza mesmo em ambientes ruidosos. Para além disso, o relógio permite enviar mensagens, controlar e armazenar música, receber notificações e até reproduzir áudio localmente. No essencial, oferece praticamente tudo o que esperamos de um bom smartwatch para utilizar no dia-a-dia, e que nos permite deixar o smartphone em casa quando vamos praticar exercício físico (e não só).

Huawei Watch Ultimate 2
Huawei Watch Ultimate 2

O Huawei Watch Ultimate 2 é um smartwatch premium pensado para quem gosta de ir ao extremo. É um relógio impressionante em quase todos os aspetos, desde a construção luxuosa e materiais de topo até às especificações que parecem querer provar, mais uma vez, que a Huawei sabe fazer engenharia de alto nível. As ferramentas de saúde X-Tap continuam a destacar-se pela precisão e facilidade de utilização, o rastreio GPS é de excelente qualidade e as funções de mergulho colocam este modelo numa liga própria, abrindo caminho para uma nova geração de smartwatches orientados para a aventura. Ainda assim, o Ultimate 2 não é para todos os utilizadores, e desde logo a começar pelo preço, que é de 899€, para a versão preta, e de 999€ para a versão colorida em tons de branco e azul que testei. Para além disso, as suas generosas dimensões, e o peso elevado, tornam-no menos confortável para quem prefere algo discreto, e o ecossistema de aplicações continua a ser o calcanhar de Aquiles da Huawei, que ainda está um pouco longe da maturidade que se encontra nos seus rivais. Ainda assim, a grande maioria dos utilizadores não vai sentir necessidade de utilização de aplicações de terceiros, já que o equipamento conta com praticamente tudo o que é necessário, e muito bem acompanhado pela aplicação Saúde, da própria Huawei.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Huawei

Battlefield 6 (Campanha) – Review: Desperdício de talento

Battlefield 6 comete o pecado capital de oferecer uma campanha tão insossa como descartável. Mas nunca insignificante, pois a sua existência tem um impacto real na forma como a Electronic Arts decidiu desperdiçar tanto talento e experiência.   

Enquanto toda a gente tem estado a divertir-se naquela que parece ser uma extraordinária experiência multijogador, os meus olhos e energias concentraram-se exclusivamente na campanha de Battlefield 6, o mais recente capítulo da longa série de jogos militares da Electronic Arts, que este ano concentrou as forças e a experiência dos maiores estúdios do grupo. Desde o seu anúncio que fiquei francamente entusiasmado com Battlefield 6, a um nível que não era muito comum. Um entusiasmo assombrado por algum nervosismo, porque a campanha não parecia ser apenas “mais um modo opcional” ou um tutorial. A promessa era gigante. Afinal de contas, foi com a sua campanha que Battlefield 6 foi apresentado ao público, revelação que também foi marcada pela confirmação dos estúdios envolvidos na sua produção, agora designados como Battlefield Studios. Este super grupo é compostos pela a DICE (criadora da franquia) e pela Ripple Effect (um antigo ramo do estúdio em Los Angeles, agora dirigida por Vince Zampella), que ficariam a cargo da componente multijogador. A quem se juntam ainda a britânica Criterion (responsável por sagas como Burnout e Need For Speed), em conjunto com a Motive (que nos trouxe jogos como Star Wars: Squadrons, a campanha de Star Wars: Battlefront 2 e o recente remake de Dead Space), para se dedicarem à campanha.

Juntar a Criterion e a Motive para se dedicarem à campanha – e até darem uma perninha de suporte ao resto do jogo –, parecia uma excelente ideia. Pois teríamos aqui uma ótima divisão de tarefas, em que temos equipas do multijogador ficariam dedicadas ao seu modo e a experiência conhecida destes dois estúdios mencionados, poderia resultar em algo especial, único, substancial, com uma história minimamente solida e emocionante, e com mecânicas de jogo que só em ambiente off-line (a solo) é que seriam possíveis. Infelizmente todas essas expectativas saíram furadas, naquele que é um dos jogos mais frouxos que joguei este ano.

Pior que um mau jogo, é um jogo medíocre. Aquele que se joga e não oferece nada, que não nos marca para lá do desejo de voltar atrás no tempo para recuperarmos as poucas horas passadas na sua experiência. Um jogo cuja memória dos seus eventos evapora-se mais rápidamente do que um cubo de gelo ao sol. Um jogo que nos faz questionar a sua existência. Battlefield 6, no seu conjunto completo, pode não ser esse jogo, mas a sua campanha em particular é definitivamente esse “jogo“. Uma campanha que após seis horas se revelou desnecessária e que me irritou ao relembrar-me do desperdício de talento apresentado no ecrã. Isto porque a Criterion poderia ter continuado a produzir novos Need For Speed e a Motive poderia estar a criar novas experiências, remakes, sequelas, tudo o que não fosse esta campanha. E para meter ainda mais o dedo na ferida, ao revelar-se desnecessária, a campanha também sabe ainda pior em contexto dos cortes estratégicos na Electronic Arts, que decidiu colocar todas as fichas em Battlefield 6.

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Battlefield 6 (Electronic Arts)

A série Battlefield não é estranha a campanhas e a sua qualidade flutuou ao longo dos anos. Bad Company e Bad Company 2 contaram com sólidas e divertidas campanhas, apresentando um elenco de personagens bem caracterizado e interessantes de conhecer e acompanhar; Hardline trocou os ambiente bélicos por uma história de investigação policial cheia de ação e variedade; já os restantes Battlefield 3, 4 e 1 e V, apesar de apostarem em missões de diferentes cenários, como vinhetas de guerra que serviam de tutoriais para o multijogador, eram preenchidos por uma grande variedade de ambientes e de situações dedicadas a diferentes mecânicas de jogo. Estas missões representavam também show-offs técnicos e, acima de tudo, deixavam-nos com água na boca por mais, a salivar até por uma maior dedicação a um fio narrativo. E, para ser franco, Battlefield 6 chega para colmatar essa falta, com uma história e uma narrativa com um fio condutor em busca de algo que a concorrência – a série Call of Duty – nos seus melhores anos, tão bem tem conseguido. Mas não conseguiu executar essa ambição da melhor forma ao apresentar uma narrativa superficial, genérica e apolítica, sem emoções, peso ou risco. Numa campanha vazia em segmentos cinemáticos, mecanicamente repetitiva e linear, incapaz de traduzir a experiência multijogador nas suas missões, e com decisões de storytelling e de direção artística extremamente baratas.

Em Battlefield 6 somos então apresentados à PAX Armada, uma força militar privada que cresce nas sombras de um colapso político, causado por um ataque direto à NATO, e que ganha dimensão suficiente para desafiar qualquer aliança global. A campanha divide-se em várias perspetivas, com o jogador a assumir o papel de diferentes soldados do mesmo grupo, o Dagger 1-3, espalhados por diversos pontos do mundo, à medida que perseguimos o mercenário Kincaid, apontado como o principal responsável pelo atentado que deu inicio à destruição da NATO. Cada personagem controlável é um arquétipo básico, representado por uma das classes principais do jogo, por exemplo, Lopez é o suporte, Gecko atua como sniper e faz reconhecimento, Murphy é o engenheiro e Carter o sargento de assalto. E cada episódio é apresentado através de flashbacks, permitindo-nos controlar cada uma das classe em missões dedicadas, mas sem grande esforço para caracterizar as personagens ou explorar as suas diferenças de forma significativa.

Com uma premissa de enorme potencial para estabelecer interessantes paralelos evidentes com o mundo real – como o cenário de desordem global, de alianças frágeis e de fronteiras políticas e morais difusas – Battlefield 6 raramente explora isso de forma aprofundada, optando por uma leitura simplificada e excessivamente americanizada, que coloca os Estados Unidos como força heroica e moralmente indiscutível. A narrativa tenta ganhar profundidade através de ideias de infiltração inimiga, conspirações internas e redes paramilitares secretas, mas tudo isso acaba por ser pouco original e previsível. O resultado é uma história que podia ser provocante e relevante, mas que se limita a repetir clichés de guerra sem questionar nada do que representa, sendo usada apenas como pano de fundo para mais uma sucessão de missões de bons contra maus, ou, neste caso, para o aspeto central do seu pacote – os confrontos online.

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Battlefield 6 (Electronic Arts)

As missões são maioritariamente lineares, com objetivos claros e caminhos bem delimitados, cheios de barreiras invisíveis que impõem um “volta para traz ou falhas a missão” sempre que nos afastamos do seu contido perímetro ou trajeto previsto. Essa estrutura limita qualquer sensação de liberdade ou experimentação, tornando a campanha uma sequência previsível de combates. Essa sensação de limitação continua na sua variedade de armas, também superficial, e no uso de veículos que são opcionais, restritos ou totalmente scripted, quase sempre em espaços controlados e em pequena escala (com exceção de uma das suas nove missões). Com isto, também se faz sentir a ausência de missões maiores, onde se poderia usar aviões ou helicópteros, que estão completamente ausentes da campanha.

Há também uma falta evidente de visão criativa no uso das mecânicas centrais de Battlefield, em particular na destruição dos cenários. A série que sempre viveu dessa dimensão imprevisível, aqui é usada com timidez e de forma quase decorativa. Quando tenta ser mais espetacular, fá-lo através de sequências pre-renderizadas de qualidade duvidosa, ou corta o controlo ao jogador com cenas em primeira pessoa, muito caóticas e mal realizadas, a metade do frame-rate do jogo (passando de 60FPS para 30FPS). Uma decisão estranha, dissonante e muito irritante.

E continuando na apresentação do jogo, no geral, também é algo que desilude. Desde a direção artística militar genérica e sem alma, passando pela apresentação técnica com visuais pouco impressionantes e pela menção de bugs e glitches reminiscentes de uma falta de polimento de jogos infames como Mass Effect Andromeda (que na altura também usou o Frostbite Engine). Battlefield sempre se posicionou como um novo patamar visual no género, mas aqui não aproveita a sua campanha para tirar partido das capacidades visuais dos avanços do seu motor gráfico. E não é pela falta consciente de técnicas como o ray-tracing para reflexos e sombras, mas sim pela sua apresentação geral que pouco ou nada grita a “next-gen”. Não faltam elementos de baixa resolução ou geometria no ecrã, animações robóticas, expressões faciais irrealistas e sem vida, ou ambientes estáticos. Battlefield consegue ser muito melhor do que isto, mais rico, dinâmico e imersivo.

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Battlefield 6 (Electronic Arts)

Apesar do desempenho do jogo ser excelente, com os seus 60FPS em consola (jogado na PlayStation 5 Pro), fui confrontado com alguns problemas que impactaram a experiência. Coisas como falhas de ligação à Internet que deitam o jogo abaixo, loadings lentos que apresentam o ecrã de espera aos servidores, bugs visuais com personagens e elementos no ecrã que desaparecem milagrosamente, inimigos que entram num estado de bloqueio e obrigam a reiniciar o checkpoint para serem eliminados, e animações, que, para além de serem robóticas, também se apresentavam quebradas. A lista é grande e inclui também uma falta de polimento na própria direção do jogo quando as passagens de jogo com sequencias de ação mais automatizadas não colam de forma seamless.

O modo de campanha de Battlefield 6 apresenta-se assim como um modo de jogo descartavél, que pode ser ignorado por todos os jogadores. É certo que a maior parte deles está a pensar no modo multijogador, mas é uma enorme pena que este modo não tenha sido mais bem trabalhado. Não é uma porção de jogo completamente horrível, mas com tão pouco para dizer e fazer, afirmar que é um enorme desperdício é a única coisa que me apetece comentar. Não é só um desperdício de potencial, como mencionei várias vezes ao longo do texto, é também um desperdício de talentos, de ideias e de projetos que transcendem Battlefield. O jogadores merecem mais e melhor, assim como as suas equipa e, por extensão, a indústria.  Esta campanha é um claro exemplo de que se não sabiam o que queriam fazer, mais valia estarem quietos e apostar em algo diferente.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Electronic Arts.

Silent Hill 2 entra no PlayStation Plus a tempo do Halloween

O catálogo do PlayStation Plus vê a chegada de jogos assustadores em outubro, com Silent Hill 2, Until Dawn e mais.

A equipa da PlayStation revelou as novidades do PlayStation Plus para outubro, com destaque para a entrada de Silent Hill 2, Until Dawn e, para os subscritores do Premium, Tekken 3. Os jogos ficam disponíveis a partir de 21 de outubro para todos os subscritores dos escalões Extra e Premium.

Depois de nos oferecer Alan Wake 2 no início deste mês, a PlayStation continua no campo do horror, com propostas no PlayStation Plus perfeitas para o ambiente assustador do Halloween. Com Silent Hill 2, os jogadores poderão revisitar as memórias de outras eras, naquele que é considerado um dos melhores remakes dos últimos anos. Também refeito, chega a experiência cinemática de Until Dawn, onde todas as escolhas contam e definem a sobrevivência do seu elenco. E para continuar com experiências de arrepiar, destaca-se também Poppy Playtime: Chapter 1, um jogo de puzzles numa fábrica de brinquedos abandonada.

Em baixo poderão conhecer a lista completa de adições ao PlayStation Plus, onde se encontra também um dos maiores clássicos da PlayStation, o lendário jogo de lutas da PlayStation 1 Tekken 3, para subscritores do Premium.

PlayStation Plus Extra e Premium | Catálogo de Jogos

  • Silent Hill 2 | PS5
  • Until Dawn | PS5
  • V Rising | PS5
  • Yakuza: Like a Dragon | PS5, PS4
  • Poppy Playtime: Chapter 1 | PS5, PS4
  • As Dusk Falls | PS5, PS4
  • Wizard with a Gun | PS5

PlayStation Plus Premium | Clássicos

  • Tekken 3 | PS5, PS4

Wolf Alice confirmados no NOS Alive 2026

Os Wolf Alice juntam-se um cartaz composto até ao momento pelos Buraka Som Sistema, Pixies, Florence + The Machine, Nick Cave & The Bad Seeds e Lorde.

Depois de, ontem, a Everything is New ter confirmado a presença de Lorde no NOS Alive 2026, eis que hoje temos nova confirmação: Wolf Alice, banda que irá subir ao Palco NOS no dia 10 de julho.

Este regresso do grupo a Portugal, após um concerto em nome próprio no Coliseu de Lisboa em 2022, tem como mote a apresentação do novo disco The Clearing. É, também, o regresso da banda ao NOS Alive, onde tocaram pela última vez em 2018.

Desde a estreia em 2013 com My Love Is Cool que os Wolf Alice se têm afirmado como uma das formações mais consistentes da cena alternativa contemporânea. Com Visions of a Life (2018), conquistaram o prestigiado Mercury Music Prize, consolidando a sua reputação, e com Blue Weekend (2022) atingiram o topo das tabelas britânicas, além de arrecadarem o BRIT Award para Melhor Grupo.

O mais recente disco, The Clearing, lançado a 29 de agosto de 2025, assinala uma nova fase na trajetória da banda. Produzido em Los Angeles por Greg Kurstin, vencedor de um Grammy, e escrito em Seven Sisters, no norte de Londres, o álbum revela um som confiante e maduro, onde se cruzam ambição, introspeção e emoção.

Descrito como um trabalho de pop e rock intemporal, The Clearing equilibra leveza e seriedade, ironia e sinceridade. O disco reflete a evolução natural de uma banda que há mais de uma década explora temas como o amor, a perda e o crescimento pessoal, traduzindo as experiências de uma geração. As influências dos anos 70 estão presentes, mas reinterpretadas com uma sensibilidade moderna. Se os Fleetwood Mac criassem hoje um álbum em Londres, o resultado poderia soar próximo desta coleção de canções distintas, marcadas por uma produção depurada e melodias precisas.

A banda junta-se, assim, a um cartaz composto até ao momento pelos Buraka Som SistemaPixiesFlorence + The MachineNick Cave & The Bad Seeds e Lorde.

Quanto aos bilhetes, estão à venda nos locais habituais, com o diário a custar 84€, o passe de dois dias a custar 168€ e o passe de três dias a poder ser adquirido por 199€.

Foto: Rachel Fleminger Hudson

Five Guys pede ajuda para instalar-se em Portugal, que pode não acontecer em 2025

A Five Guys pretende lojas com pelo menos 300 m2 de área, que estejam localizadas em zonas com muito movimento. E sim, quer pelo menos lojas em Lisboa e Porto.

Estávamos no verão de 2018. Nessa altura, em declarações ao Okdiario, o diretor-geral da Five Guys em Espanha e Portugal, Daniel Agromayor, anunciava que a Five Guys, cadeia de restaurantes especializada em hambúrgueres, estava a preparar a sua entrada em Portugal.

Uma vez que a marca não investe em publicidade, isso significava que, por cá, o objetivo seria encontrar uma localização de excelência, de modo a garantir a afluência. Porém, e seis anos depois, não há quaisquer vestígios de um restaurante Five Guys em Portugal.

É verdade que a pandemia de COVID-19 não ajudou. Aliás, e em declarações exclusivas ao Echo Boomer em março de 2024, Daniel Agromayor referiu que, desses seis anos, quase três foram impactados pela pandemia, não tendo sido a melhor altura para iniciar um novo mercado. “Durante esses anos, concentrámo-nos em proteger o nosso staff e a nossa atividade em Espanha, bem como no resto do mundo. Aliás, durante mais de 20 meses, congelámos a nossa expansão em Espanha.”

Ao Echo Boomer, Daniel Agromayor disse que, uma vez que as coisas voltaram ao normal há algum tempo, estavam a “trabalhar arduamente numa abertura em PortugalSei que a espera parece longa, mas, por vezes, há condicionamentos nos nossos planos. Gostava que já estivéssemos abertos!”.

A marca tinha como objetivo abrir uma uma localização de excelência algures em Lisboa, tal como fez nas cidades espanholas onde possui estabelecimentos. Eu tenho um sonho: 2025 deve ser o nosso ano!”, disse-nos Daniel Agromayor, algo esperançoso, mas certo que uma abertura da Five Guys em Portugal acontecerá mais cedo ou mais tarde.

Essa vontade foi depois reforçada numa entrevista durante o programa The Pulse with Francine Lacqua, da Bloomberg, em agosto de 2024, com John Eckbert, CEO da Five Guys na Europa, a referir que a cadeia de hambúrgueres e milkshakes iria abrir uma loja em Portugal no próximo ano.

“Vamos abrir uma loja em Lisboa em 2025. Queremos sempre abrir um local de referência, por isso estamos à procura do local perfeito”, adiantou o responsável. Mas não parece ser esse o caso.

Até ver, não há qualquer vislumbre da instalação de uma loja do Five Guys em Lisboa, tanto que a marca nem sequer está a contratar. E tendo em conta que estamos a dois meses e meio de terminar o ano, torna-se difícil acreditar que teremos uma hamburgueria Five Guys na capital portuguesa até final de 2025.

Em todo o caso, a Five Guys quer mesmo vir para o nosso país, não só para Lisboa, mas também para o Porto. Através do LinkedIn, a marca pede ajuda para instalar-se em vários locais na Península Ibérica, entre os quais as cidades de Lisboa e Porto, procurando espaços com pelo menos 300 m2 que estejam localizados nas ruas mais movimentadas da cidade, preferencialmente em esquinas, ou em áreas de grande tráfego pedonal, deixando também a possibilidade poder construir lojas em terrenos com capacidade para serviço drive-thru.

Continente inaugura nova loja em Vila Viçosa

O Continente reforçou a sua presença no sul do país com a nova loja em Vila Viçosa e 21 novos postos de trabalho.

O Continente inaugurou hoje, dia 15 de outubro, uma nova loja em Vila Viçosa, reforçando a presença da marca no sul do país e criando 21 novos postos de trabalho. O espaço, designado Continente Bom Dia Vila Viçosa, situa-se junto à rotunda de entrada da vila, próximo das piscinas municipais e da zona desportiva, oferecendo à população uma opção de compras mais próxima e acessível.

Com uma área de 1.000 m2, o novo supermercado disponibiliza serviços de padaria e pastelaria em regime self-service, com mais de 50 variedades, além das secções de charcutaria, talho de livre serviço e peixaria com atendimento personalizado. O espaço inclui ainda uma zona de Bazarão, dedicada a produtos para o lar, lazer e bem-estar, com destaque para promoções e oportunidades que complementam a oferta alimentar. Para maior fluidez no atendimento, a loja dispõe de oito caixas, divididas entre quatro tradicionais e quatro automáticas.

A sustentabilidade foi outro dos eixos considerados na construção do novo espaço da ínsignia. O edifício conta com soluções de eficiência energética, como iluminação integral em LED de baixo consumo e quatro postos de carregamento elétrico Plug&Charge.

O Continente Bom Dia Vila Viçosa funciona diariamente entre as 8h e as 21h e dispõe de um parque de estacionamento com 60 lugares, quatro dos quais reservados a pessoas com mobilidade reduzida.

Netflix e Spotify anunciam parceria para podcasts em vídeo

O novo acordo já prevê 16 programas disponíveis nos Estados Unidos a partir de 2026, antes de uma expansão internacional.

A Netflix vai alargar a sua oferta com podcasts em vídeo através de uma parceria com o Spotify. O acordo prevê o lançamento de 16 programas nos Estados Unidos em 2026, com planos de expansão para outros mercados nos anos seguintes.

Entre os programas incluídos estarão The Bill Simmons Podcast e Conspiracy Theories, que deixarão de estar disponíveis no YouTube. Uma decisão relevante, uma vez que o YouTube continua a ser o principal concorrente da Netflix e a maior plataforma mundial de podcasting, com mais de mil milhões de utilizadores mensais. Ao integrar este formato no seu catálogo, a Netflix procura assim atrair novos públicos e reforçar a sua presença num segmento em crescimento.

Em abril, o co-diretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, já tinha antecipado esta mudança no passado, ao afirmar durante uma conferência de resultados que “com o aumento da popularidade dos podcasts em vídeo, é natural que alguns cheguem à Netflix”.

Para o Spotify, a parceria representa uma mudança na sua estratégia de distribuição, depois de ter investido milhares de milhões de dólares na aquisição de estúdios como o The Ringer e na assinatura de contratos de exclusividade figuras influentes na esfera dos podcasts, optando agora por um modelo mais aberto. Assim, em vez de concentrar os conteúdos apenas na sua plataforma, o Spotify pretende distribuí-los através de acordos com outros serviços. A tecnológica indicou ainda que tem planos para alargar esta abordagem a um número maior de criadores no futuro.

Quanto ao modelo de negócio, a Netflix esclareceu que não irá inserir publicidade própria nos podcasts do Spotify, no entanto, os anúncios incluídos originalmente nas produções do Spotify serão mantidos. A empresa já produz podcasts relacionados com as suas séries, como Skip Intro e We Have the Receipts, que por agora continuarão disponíveis no YouTube.

Banco de Portugal alerta sobre falsos SMSs a solicitar pagamentos em atraso

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O Banco de Portugal refere, e bem, que se deve desconfiar de pedidos urgentes, bem como confirmar a origem do pedido.

O Banco de Portugal lançou um novo aviso sobre uma crescente vaga de mensagens de texto (SMS) fraudulentas que circulam no país. Estas comunicações, concebidas para simular a imagem e o tom de entidades credíveis, exploram o receio e a urgência ao ameaçar o corte iminente de serviços básicos como a água, eletricidade ou telecomunicações, devido a supostas dívidas não regularizadas.

O objetivo deste esquema de burla, cada vez mais elaborado, é pressionar os destinatários a realizar pagamentos imediatos. Os criminosos fornecem para isso dados como referências Multibanco, IBAN ou instruções para utilização do MB Way, fazendo com que as vítimas transfiram dinheiro de forma precipitada e sem a devida verificação.

O regulador financeiro aponta que estes ataques cibernéticos baseiam-se numa tática de choque, utilizando ameaças de graves consequências, desde a suspensão do fornecimento até à instauração de processos legais, para garantir uma resposta rápida e impedir que o utilizador verifique a veracidade da informação junto das entidades legítimas. Perante esta situação, o Banco de Portugal reitera uma mensagem clara: as organizações oficiais e prestadoras de serviços não utilizam SMS, email ou aplicações de mensagens para exigir pagamentos urgentes e imediatos, nem recorrem a uma linguagem intimidatória.

Como sempre, há que ser cauteloso. O Banco de Portugal aconselha a que se confirme sempre a origem de qualquer comunicação desta natureza. Os utilizadores devem verificar os contactos oficiais das empresas nos respetivos sites e, acima de tudo, evitar clicar em quaisquer links enviados por remetentes desconhecidos ou duvidosos, ou até mesmo de fontes fidedignas inesperadas. Em caso de incerteza, a recomendação é abster-se de efetuar qualquer pagamento, não partilhar qualquer dado pessoal ou bancários e contactar diretamente a entidade em causa através de canais de comunicação independentes para confirmar o pedido.

Mobvoi TicNote – Review: um gravador de voz que faz muito mais do que gravar

O TicNote transforma reuniões, aulas e entrevistas em notas organizadas automaticamente, com transcrição em tempo real, tradução e identificação de falantes. E funciona muito bem!

A Mobvoi, empresa atualmente reconhecida pelos seus smartwatches e passadeiras, apostou recentemente num novo produto. Dá pelo nome de TicNote e é o “primeiro gravador de notas de IA agêntica do mundo”, de acordo com a descrição oficial no site da marca. Este dispositivo, mais especificamente um gravador de áudio inteligente, não só capta sons, como também faz a transcrição em tempo real, traduz, resume e organiza as informações gravadas de maneira eficiente.

O TicNote é, portanto, uma ferramenta prática para quem precisa de registar e processar informações rapidamente, algo fundamental nos dias de hoje. Mas como funciona exatamente o TicNote? Qual a sua verdadeira utilidade para profissionais, estudantes e criadores de conteúdo? Foi isso que tentámos perceber.

Em primeiro lugar, importa perceber o que é o TicNote. Como referimos, trata-se de um gravador digital inteligente pensado para quem precisa de registar notas de maneira rápida, precisa e organizada. É um dispositivo, pode-se dizer, minúsculo, com a capacidade de gravar áudio de alta qualidade e transcrever tudo automaticamente, sem a necessidade de software adicional. Para que tudo funcione corretamente, o Ticnote conecta-se a uma app complementar chamada Mobvoi TicNote, disponível para Android e iOS, para gerir, editar e organizar as transcrições e gravações capturadas.

Ao gravar, o TicNote converte a fala em texto em tempo real. A transcrição é feita diretamente no dispositivo móvel, permitindo que o utilizador tenha acesso imediato ao conteúdo transcrito. O diferencial, se assim se pode dizer, está no uso de inteligência artificial como ferramenta de trabalho integrada na interface da App, que não só transcreve, mas também organiza as gravações por tópicos e, até, traduz o conteúdo para diversos idiomas, isto além de outros aspetos que merecem um olhar mais atento.

Além disso, o TicNote também pode identificar e distinguir diferentes falantes, um recurso essencial em ambientes como reuniões ou entrevistas – e sim, é tão fiável quanto parece, mas já lá vamos.

Um dos maiores destaques do TicNote é o seu design extremamente compacto e portátil. Com 102,8 mm de comprimento, 39,7 mm de largura e 9,7 mm de espessura (fora da capa magnética esta medida decresce de tal modo que não ultrapassa 2 mm), e um peso de apenas 80g, o TicNote é pequeno o suficiente para ser levado no bolso, mal se dando pela sua existência, o que é ótimo.

De salientar que removê-lo da capa magnética não é, de acordo com a nossa experiência, tarefa fácil, apesar de haver na parte posterior da capa uma abertura do tamanho de uma impressão digital, para se poder fazer deslizar o dispositivo para fora. É preciso dar um impulso extra segurando as extremidades do TicNote com as pontas dos dedos e, empurrando-o para os lados com certo jeito, forçá-lo a sair gradualmente da capa. Isto deve-se a esta ser demasiado justa (o que também deve estar pensado de modo a impedir que o objeto escorregue facilmente da capa magnética e se perca…).

Esta capa magnética (incluída no pacote) serve para fixar o TicNote ao iPhone da Apple. Para outros smartphones, o pacote também fornece um íman circular adesivo (autocolante num dos lados), para colar à capa do telemóvel e, assim, possibilitar a fixação do dispositivo ao mesmo.

O maior destaque do TicNote, a nosso ver, é sem dúvida a sua capacidade de realizar transcrição automática em tempo real. Ao gravar, o dispositivo converte automaticamente o áudio em texto, sem a necessidade de transferir a gravação para outro software. Isto torna o processo de registo de notas muito mais eficiente, permitindo o acesso ao conteúdo transcrito assim que a gravação é concluída.

Trata-se de um recurso especialmente útil em várias situações, como reuniões de trabalho, palestras, entrevistas ou mesmo aulas. Portanto, deixa de haver necessidade de digitar anotações manualmente, assim como se deixa de depender de terceiros para transcrever o conteúdo de uma gravação.

A tecnologia de reconhecimento de voz do TicNote é outro ponto forte deste dispositivo capaz de distinguir vários falantes e adaptar as transcrições de acordo com a modulação da voz – outra vantagem particularmente útil em reuniões ou entrevistas com várias pessoas, onde a transcrição de cada fala tem que ser clara e separada. Convém reforçar que essa precisão das transcrições é elevada pelas competências de “inteligência artificial” do dispositivo, ao ponto de distinguir, além dos diferentes falantes e das mudanças no tom de voz, pausas e ênfases durante a conversa. Um tal nível de detalhe na transcrição é um ponto-chave da sua eficácia, aumentando a precisão das suas transcrições, especialmente se pensarmos em ambientes em que existe comunicação cruzada, contaminada pela intervenção de múltiplos participantes.

Conforme referido, o TicNote suporta múltiplos idiomas para transcrição, o que é, já por si, uma grande vantagem quando se vive e trabalha num mundo como o nosso, cada vez mais globalizado. Basta repararmos na quantidade de idiomas de transcrição e tradução suportados – 100 ao todo. Isto significa que o TicNote pode ser usado em diferentes regiões e cenários internacionais, tornando-se numa ferramenta útil para quem lida com múltiplos idiomas, seja pontualmente, seja no dia a dia, em viagens de negócios, estudos ou interações profissionais.

Agora quanto à autonomia de gravação contínua, o TicNote também não desaponta: é de até 12 horas, o que significa a possibilidade de gravar longas sessões, como reuniões, palestras ou entrevistas, sem as habituais preocupações que tenham a ver com o estado da bateria. Quando a bateria estiver próxima do fim, o dispositivo pode ser recarregado através de um sistema de carregamento relativamente rápido – digo “relativamente”, porque leva cerca de duas horas para atingir a carga completa.

No que toca especificamente ao armazenamento interno, o TicNote possui 10 horas de capacidade de armazenamento próprio, o que significa, se for preciso, gravar durante o dia todo sem se ter de transferir os arquivos para outro dispositivo. Quando o limite de armazenamento for atingido, basta transferir as gravações para o smartphone ou computador via Bluetooth ou cabo USB (o mesmo que o liga ao carregamento elétrico).

Em princípio, esta capacidade é mais do que suficiente para as necessidades diárias da maioria das pessoas, tornando o TicNote ideal para quem precisa de uma solução prática e rápida para armazenar gravações e transcrições.

Testámos o TicNote do ponto de vista da sua utilização prática e verificámos que este é outro aspeto em que este gadget merece destaque. Um pequeno visor mantém-nos informados em tempo real – seja acerca do nível da bateria, indicando quando o dispositivo está a gravar ou se o Bluetooth está conectado ou se um arquivo está a ser sincronizado.

Como é habitual, primeiro instala-se a app e emparelha-se o dispositivo com o telefone. A configuração inicial do dispositivo é igualmente intuitiva e simples. Após a conexão do TicNote ao smartphone via Bluetooth, basta seguir as instruções na App Mobvoi TicNote para concluir o emparelhamento.

Com um design simples e intuitivo, não pode haver nada mais fácil de operar. O pequeno botão à esquerda do visor alterna entre dois modos distintos. Na posição inferior, ativa-se o Speaker Mode, que permite segurar o TicNote na mão ou colocá-lo sobre uma mesa para iniciar a gravação de voz de forma convencional. Já na posição superior, entra em funcionamento o Earpiece Mode (o modo de auriculares): neste modo, o dispositivo capta as vibrações do telefone para registar as chamadas com maior precisão. Importa notar que, para usar o Earpiece Mode, o telefone deve estar em modo de chamada regular e o TicNote deve ser acoplado à parte traseira do smartphone através da capa magnética.

Para começar a gravar em qualquer dos modos, basta escolher o modo pretendido e pressionar e segurar o botão de energia por dois segundos. O dispositivo vibra e começa a gravar, com um display indicando o estado da gravação. No momento de terminar, basta pressionar novamente o botão de energia, e a gravação será finalizada.

A partir daí, é na app que tudo acontece, desde gerir as gravações, editar as transcrições e organizar as notas de forma prática e eficiente. E sim, podem visualizar, editar, salvar e partilhar as transcrições de forma rápida.

Uma funcionalidade interessante é a Shadow, que funciona como um assistente de IA integrado, capaz de responder a perguntas sobre o conteúdo gravado. Por exemplo, após uma reunião, podemos perguntar ao Shadow quais foram as principais conclusões discutidas, ou pedir que resuma apenas a parte relativa a determinado tópico.

Já os chamados Aha Moments destacam, automaticamente, os trechos mais relevantes e de maior impacto das gravações. Isto pode ser particularmente útil em entrevistas longas, onde a IA identifica frases-chave, decisões importantes ou momentos de maior interesse, poupando tempo na revisão do material.

Um dos aspetos menos entusiasmantes deste gadget, na nossa opinião, é que vem com um número de créditos limitado. Inicialmente, o dispositivo vem carregado com 1500 créditos, mas, depois de gastos estes créditos, tem de se comprar mais créditos, ou seja, gastar dinheiro, para que funcione. Ainda assim, e para quem precisar apenas deste dispositivo para uma utilização pouco intensiva, há o Free Plan, que conta com 300 minutos de transcrição mensais, uma duração máxima de 20 minutos de áudio enviado e um total de apenas 3 importações de áudio.

Para necessidades mais específicas, existem diversos pacotes mensais, como o mais curto, de 150 créditos, pelo valor de 3,39€, e o maior, de 99,99€, com 7500 créditos. Para terem uma ideia, a gravação, transcrição e tradução de um áudio de uma pequena palestra em inglês de 5 minutos gasta 20 créditos.

Se estivermos ao telefone com um falante de outra língua, e o TicNote estiver ligado ao nosso dispositivo com a capa magnética (aqui, o telefone tem de estar no modo de conexão direta, não com a ligação Bluetooth), poderemos abrir o ecrã da aplicação e aguardar alguns instantes para ler o enunciado do nosso interlocutor já traduzido para o nosso idioma.

O TicNote pode também ser extremamente útil para estudantes, que podem gravar aulas, palestras e discussões de grupo, com a certeza de que poderão usufruir da transcrição ou tradução do conteúdo em tempo real. As funcionalidades de pesquisa inteligente na App permitem esquematizar, assinalar os focos de maior importância no exposto ou localizar rapidamente os tópicos estudados, e aprofundá-los em diferentes etapas e graus de profundidade de pesquisa, facilitando o próprio estudo, além da revisão do material para provas e trabalhos académicos. Ou seja, quase um “explicador” agregado ao telemóvel.

No fim de tudo, o TicNote pode ser, sem dúvida, uma boa solução para otimizar a produtividade, manter anotações organizadas e ganhar tempo. Os processos facultados pela IA e tecnologia de ponta tornam este modelo de gravador de voz com IA uma escolha inteligente para quem quer que precise de uma maneira mais eficiente de registar, processar e compartilhar informações. Cabe-nos a todos saber gerir inteligentemente (e agora refiro-me à inteligência que está no cerne de tudo isto, a humana) estes mecanismos e usá-los com ética e responsabilidade. Eles aí estão para facilitar o nosso trabalho e melhorar a nossa vida; e para, de certo modo, também nos tornarmos nós mais “inteligentes”.

Com um preço de 169.99€, a sua compra é bem recomendada, até porque temos um desconto de 20% com o cupão ECHOBOOMERSPECIAL, ficando com um preço final de 135.99€. Só é pena mesmo a questão dos créditos…

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Mobvoi.

Apple apresenta novos MacBook Pro e iPad Pro com chip M5

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O novo MacBook Pro de 14 polegadas e o novo iPad Pro chegam com ecrãs mais brilhantes, acessórios revistos e novidades de software que reforçam o perfil profissional de ambos os equipamentos

A Apple anunciou uma atualização das famílias Pro centrada em ecrãs, ergonomia e fluxo de trabalho, com o chip M5 a servir de plataforma comum entre portáteis e tablets, com capacidades aumentadas orientadas para criadores e profissionais, que procuram alto desempenho aliado a armazenamento expandido e autonomia prolongada

O novo MacBook Pro de 14 polegadas mantém o formato da geração anterior, mas introduz um ecrã Liquid Retina XDR com 1 600 nits de brilho máximo em HDR e 1 000 nits em SDR. O painel suporta ProMotion até 120 Hz e cobre integralmente o espaço de cor P3, concebido para fluxos de trabalho de imagem e vídeo. A sua estrutura em alumínio mantém-se, mas a gestão térmica foi revista para permitir desempenho estável e consistente em tarefas prolongadas de renderização, compilação ou pós-produção.

De acordo com a Apple o novo MacBook Pro tem autonomia para 24 horas de reprodução de vídeo, beneficiando da maior eficiência do M5. A nível de armazenamento chega com SSD PCIe de nova geração melhorados com opções que variam entre 512 GB e 8 TB. A nível de ligações encontram-se três portas Thunderbolt 4, HDMI 2.1, leitor SDXC, MagSafe 3 e entrada de áudio dedicada, mantendo o conjunto de ligações de referência na linha Pro. Já o sistema de som foi redesenhado com seis colunas compatíveis com Spatial Audio e a câmara frontal passou para 1080p com processamento HDR.

apple ipad pro 2025
Novo iPad Pro com Chip M5

No novo iPad Pro, agora também equipado com chip M5, as mudanças concentram-se sobretudo no ecrã e nos acessórios. O novo painel Ultra Retina XDR adota uma tecnologia tandem OLED, combinando duas camadas emissivas para alcançar 1 600 nits em HDR e 1 000 nits em SDR, com contraste superior e menor consumo energético. O corpo foi redesenhado para atingir apenas 5,1 mm de espessura, com margens ainda mais finas, sendo o modelo mais leve e compacto da série até agora. Pela primeira vez, a Apple oferece também uma versão com vidro nano-texture, que reduz reflexos e mantém a precisão de cor em estúdios de luz intensa.

O iPad Pro inclui suporte para Wi-Fi 7 e, nas versões com ligação à rede por dados, o modem C1X, desenvolvido internamente, garante velocidades mais elevadas e menor latência. A estrutura sonora foi otimizada para gravação e reprodução estéreo em qualquer orientação, e a câmara frontal foi movida para a posição horizontal, alinhando-se com o uso mais frequente em reuniões e trabalho remoto.

A Apple apresentou ainda uma nova geração de acessórios, como o Magic Keyboard que foi reconstruido com estrutura em alumínio, teclas de função dedicadas e trackpad háptico de maior superfície, transformando o iPad num substituto mais viável de portátil. E o novo Apple Pencil Pro integra sensores de rotação e pressão lateral, resposta tátil, e é compatível com o Find My, facilitando a localização do acessório. O teclado custa 349€ na versão para 11 polegadas e o Apple Pencil Pro 149€.

Ambos os equipamentos chegam com macOS Tahoe e iPadOS 26, respetivamente, versões que introduzem novas ferramentas de produtividade e integração entre dispositivos. O macOS inclui automações de tradução, pesquisa avançada e gestão de memória melhorada para cargas de trabalho intensivas. Já o iPadOS aproxima-se mais da experiência de computador, com gestão de janelas revista, melhor suporte a monitores externos e novas ferramentas de edição local de imagem e som, aproveitando o desempenho do M5.

As pré-encomendas já começaram, com lançamento previsto para 22 de outubro. O novo iPad Pro começa nos 1129€ (11″) e 1479 (13″), enquanto o MacBook Pro de 14 polegadas parte dos 1849€, mantendo o preço base da geração anterior.

Apple Vision Pro recebe novo modelo com chip M5 e novas melhorias de conforto e desempenho

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A primeira revisão do headset da Apple introduz novidades a nível técnico e novas experiências em realidade mista, mantendo o foco na integração de IA e conteúdos espaciais

A Apple revelou a primeira revisão do Vision Pro, o seu headset de realidade mista, que é agora equipado com o novo chip M5. Esta atualização marca a estreia da terceira geração de processadores da série M num produto de realidade mista, e promete ganhos de desempenho expressivos, qualidade visual e autonomia melhoradas, assim como no conforto no conforto de experiência com o novo sistema operativo visionOS 26.

O chip M5, construído com tecnologia de três nanómetros, integra uma CPU de dez núcleos e uma GPU redesenhada que volta a suportar para ray tracing e mesh shading por hardware. Como seria de esperar, a Apple indica que o processador oferece um desempenho multithread superior e tempos de resposta mais rápidos em todo o sistema, reduzindo o atraso entre a ação do utilizador e a imagem projetada, face a gerações anterior. A renderização de imagem foi também revista, com o Vision Pro a apresentar 10% mais pixéis nos seus ecrãs de tecnologia micro-OLED, oferecendo maior definição e contraste.

A nova versão é também capaz de atingir taxas de atualização de 120 Hz, reduzindo o desfoque ao alternar entre ambientes reais e virtuais, especialmente no modo Mac Virtual Display, onde o headset é usado como ecrã adicional para o computador. Já o chip R1, responsável pelo processamento das câmaras e sensores, mantém uma latência mínima de 12 milissegundos, assegurando a fluidez da perceção espacial.

A autonomia do Vision Pro com M5 suporta agora até duas horas e meia de utilização geral ou três horas de reprodução de vídeo, numa única carga, podendo também ser usado ligado à corrente em modo estacionário.

Já no que diz respeito à ergonomia do headset, a Apple introduz a nova Dual Knit Band, com uma estrutura têxtil 3D que combina duas faixas ajustáveis com um sistema de contrapeso em tungsténio. O objetivo passa por equilibrar melhor o peso do dispositivo e reduzir a pressão no rosto. O ajuste pode ser feito através de um mostrador lateral, e a banda – disponível em três tamanhos – é também compatível com o modelo original.

O headset chega com o novo visionOS 26 instalado, que adiciona widgets flutuantes, novas Personas com expressão facial mais realista, e ambientes imersivos interativos como o Jupiter Environment. A atualização expande ainda o suporte de Apple Intelligence a mais idiomas e permite transformar fotografias em cenas espaciais tridimensionais com recurso a modelos generativos. A integração com o iPadOS 26.1 introduz ainda uma nova aplicação que permite gerir conteúdos e apps do Vision Pro a partir do iPad.

Com esta revisão, a Apple reforça também o catálogo de conteúdos no Apple Immersive, uma secção dedicada a experiências audiovisuais tridimensionais. Entre os novos títulos previstos encontram-se produções da BBC, HYBE, Red Bull e o Audi F1 Project, para além de transmissões desportivas e filmes em 3D disponíveis através da app Apple TV. A marca refere que o ecossistema do Vision Pro já ultrapassa um milhão de aplicações compatíveis, incluindo mais de três mil criadas especificamente para o visionOS.

O headset passa agora a oferecer suporte nativo para o comando PlayStation VR2 Sense, tirando partido da deteção de movimento em seis eixos e da resposta tátil. Títulos como Elu Legend, Pickle Pro e Spatial Rifts são alguns dos primeiros a incluir compatibilidade total. Para além disso, o Vision Pro suporta agora Steam Link e Portal, permitindo jogar jogos de PC num ecrã virtual de grandes dimensões.

Tal como outros produtos recentes da marca, o novo Vision Pro integra a política Apple 2030, sendo produzido com alumínio e terras raras recicladas, bateria com cobalto reciclado e embalagem 100% em fibra reciclável.

O Apple Vision Pro com chip M5 e Dual Knit Band mantém o preço base de 3.499 dólares, disponível em versões de 256 GB, 512 GB e 1 TB. As pré-encomendas já começaram em mercados como os Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Japão, com lançamento agendado para 22 de outubro. Contudo, Portugal não tem data de lançamento anunciada.

Digno de destaque com este, encontra-se também a subtil confirmação do lançamento stand alone do comando PlayStation VR2 Sense e da respetiva estação de carregamento passarão a ser vendidos separadamente do headset da PlayStation, através da Apple Store online nos Estados Unidos, a partir de 11 de novembro, por 249,95 dólares.

Apple revela o chip M5 com melhorias significativas em processamento

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A nova geração do Apple Silicon, o chip M5, introduz aceleradores neurais no GPU e maior largura de banda de memória

A Apple revelou o chip M5, a nova geração do seu processador Apple Silicon, desenvolvido com tecnologia de 3 nanómetros de terceira geração. O novo modelo introduz melhorias em praticamente todos os componentes, com destaque para o reforço do desempenho em tarefas de inteligência artificial e gráficos.

A principal novidade do M5 diz respeito à sua nova arquitetura de GPU com dez núcleos, cada um equipado com um acelerador neural dedicado. Esta estrutura permite que cargas de trabalho baseadas em inteligência artificial sejam processadas até quatro vezes mais rápido do que no M4, e até seis vezes mais face ao M1. O GPU inclui ainda terceira geração de ray tracing, o que se traduz num aumento de 45% no desempenho gráfico em aplicações e jogos compatíveis.

O CPU combina até quatro núcleos de desempenho e seis de eficiência, oferecendo 15% mais velocidade multithread face ao M4. Já o Neural Engine, composto por 16 núcleos, foi atualizado para acelerar modelos de IA mais complexos e reforçar a integração com o Apple Intelligence e o Foundation Models Framework.

Outra melhoria significativa está no o aumento da largura de banda da memória unificada para 153 GB/s, cerca de 30% acima do M4 e mais do dobro do M1. O sistema suporta agora até 32 GB de memória, permitindo executar aplicações criativas exigentes ou processos múltiplos de IA em simultâneo.

O novo chip estreia-se nas versões atualizadas do MacBook Pro de 14 polegadas, iPad Pro e Apple Vision Pro, que já se encontram em pré-venda em vários mercados internacionais.

Ghost of Yōtei tem o maior lançamento europeu da PlayStation desde Marvel’s Spider-Man 2

O mais recente exclusivo da Sony, Ghost of Yōtei, estreou-se no segundo lugar do top europeu, com vendas semelhantes às de Ghost of Tsushima.

Ghost of Yōtei teve um fantástico lançamento na Europa, tornando-se o maior lançamento dos estúdios da PlayStation desde Marvel’s Spider-Man 2, lançado em 2023. Esse indicador, foi agora revelado com os dados divulgados pela Game Sales Data (GSD) e compilados pelo portal The Game Business, consideram vendas físicas e digitais em 24 países europeus, incluindo Portugal.

Durante o seu primeiro fim de semana, Ghost of Yōtei entrou diretamente no segundo lugar do top europeu de vendas, tanto em unidades como em receita, ficando apenas atrás de EA Sports FC 26, que manteve a liderança, nessa altura, pelo terceiro fim de semana consecutivo. De acordo com a GSD, o desempenho de Ghost of Yōtei está “em linha” com o do seu antecessor, Ghost of Tsushima, lançado originalmente em 2020 para a PlayStation 4.

O novo jogo, desenvolvido pela Sucker Punch tornou-se, assim, o melhor lançamento de um exclusivo PlayStation na Europa desde Marvel’s Spider-Man 2, da Insomniac Games, recordista histórico do estúdio por ter vendido mais de 2,5 milhões de cópias nas primeiras 24 horas.

Na mesma semana, a dupla de jogos Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 entrou no terceiro lugar, embora apenas com dados físicos, uma vez que a Nintendo não partilha estatísticas digitais com a GSD. De acordo com o relatório, esta nova edição vendeu cerca de um quarto do que a coleção Super Mario 3D All-Stars alcançou em 2020 e que incluía o primeiro Super Mario Galaxy, algo que poderá ser explicado pela disponibilização em separado dos dois jogos na Nintendo eShop.

Outros lançamentos dessa semana incluem Digimon Story: Time Stranger, que entrou em quarto lugar, e Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles, que entrou para o décimo lugar. A queda de preço de clássicos como Doom Eternal, Far Cry Primal e South Park: The Fractured But Whole durante as promoções de outono da Steam também os fez regressar ao top, com aumentos expressivos nas vendas.

Os dados da GSD cobrem as vendas físicas e digitais de videojogos em países como Portugal, França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido, bem como na Austrália e Nova Zelândia.

Marc-Alexis Côté deixa a Ubisoft após duas décadas de trabalho na série Assassin’s Creed

A saída de Marc-Alexis Côté da Ubisoft acontece semanas depois da criação do Vantage Studios, subsidiária apoiada pela Tencent.

Marc-Alexis Côté, uma das figuras mais influentes na série Assassin’s Creed, deixou a Ubisoft após vinte anos na empresa. Esta saída ocorre poucas semanas depois da criação do Vantage Studios, a nova subsidiária da empresa apoiada pela Tencent que passou a gerir as suas maiores séries.

De acordo com a IGN, Côté foi convidado a integrar a liderança do Vantage Studios, mas terá recusado o cargo. Os funcionários foram informados da decisão através de um email interno que mencionava a necessidade de a direção do novo estúdio estar “alinhada” com os seus objetivos. Face à situação, o co-diretor executivo do Vantage, Christophe Derennes, descreveu a escolha como “desapontante”, reconhecendo que Côté tinha “as suas próprias expectativas e prioridades” quanto ao futuro do projeto.

A Ubisoft confirmou a saída, afirmando que se tratou de uma decisão pessoal após a reorganização anunciada em março e agradeceu o contributo de Côté, enaltecendo o impacto que este teve na identidade moderna de Assassin’s Creed.

Côté entrou na Ubisoft em 2005, enquanto engenheiro de software e participou em quase todos os projetos principais da série, assumindo funções de direção, produção e, mais recentemente, vice-presidência executiva. Foi um dos principais responsáveis por Assassins Creed Odyssey, pelo projeto Infinity (agora conhecido como agora Animus Hub) e pelo desenvolvimento de Assassin’s Creed Shadows, atualmente a cargo do estúdio de Quebec.

Esta saída acontece num momento delicado para a Ubisoft, especialmente agora surgem informações sobre o cancelamento de um projeto em julho de 2024. Esse seria um jogo passado após a Guerra Civil americana, que acompanhava um ex-escravo que enfrentava o Ku Klux Klan, devido a receios sobre o clima político nos Estados Unidos. Este cancelamento não tem sido visto com bons olhos pela comunidade, que acusa a Ubisoft de ceder ao medo do atual regime político norte-americano.

Já antes disso, aquando do lançamento de Assassin’s Creed Shadows, Côté teve que defender publicamente a equipa do jogo, que enfrentou críticas racistas e xenofóbicas relacionadas com o protagonista Yasuke, um samurai negro. Na altura, afirmou que a série “sempre explorou a diversidade da história humana sem compromissos”.

Atualmente, a Vantage Studios reúne cerca de 2.300 funcionários e inclui equipas da Ubisoft em Montreal, Quebec, Sherbrooke, Saguenay, Barcelona e Sofia. O grupo tem como objetivo concentrar a gestão das séries Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six sob uma estrutura conjunta, com a Tencent a deter 25% do capital.

Samsung vai revelar o seu headset Android XR a 21 de outubro

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Com o novo Android XR, a Samsung estreia-se no segmento da realidade mista, com um evento transmitido em direto.

A Samsung confirmou que se prepara para apresentar os seus primeiros headsets Android XR, anteriormente conhecidos como Projeto Moohan, numa transmissão agendada para o dia 21 de outubro, no canal de Youtube da marca, pelas 21 horas (horário de Lisboa). As reservas de acesso ao equipamento já estão abertas, com a oferta de um crédito de 100 dólares a aplicar em outros produtos no momento da compra final.

A Samsung descreve o dispositivo como um passo importante na sua estratégia de inteligência artificial aplicada à realidade mista, prometendo “imersão diária otimizada pela IA” e “experiências imersivas na vida quotidiana”. O evento, denominado “Worlds Wide Open”, afasta-se do habitual formato Unpacked, que costuma ser focado nos smartphones e tablets, sinalizando a importância deste lançamento no portefólio da marca.

De acordo com a própria empresa, “no centro da visão da Samsung para a inteligência artificial móvel está o Android XR, uma plataforma desenvolvida em conjunto com a Google e a Qualcomm, criada para ser otimizada pela IA e adaptar-se a diferentes formatos. O Projeto Moohan combina utilidade prática com novas experiências imersivas, abrindo uma nova dimensão de possibilidades e estabelecendo um novo padrão para a realidade estendida (XR)”.

Os rumores em torno do projeto apontam para um processador Snapdragon XR2+ Gen 2 e 16 GB de RAM, bem como para ecrãs micro-OLED de alta definição com uma densidade aproximada de 4.032 DPI, superando a resolução dos Apple Vision Pro.

Estima-se ainda que o headset pese cerca de 545 gramas, com uma autonomia de duas horas em utilização geral e duas horas e meia em reprodução de vídeo. O dispositivo deverá incluir rastreio de mãos e olhos e recorrer ao Google Gemini para a interface de utilizador. Para reduzir o peso sobre a cabeça, o Projeto Moohan deverá usar um módulo de alimentação externo, ligado através de uma porta USB-C.

Antiga gare rodoviária em Setúbal começou a ser demolida para dar lugar a uma loja Continente

Será a terceira loja Continente na cidade, além do Continente Modelo na Estrada de Algeruz e do Contnente Bom Dia Setúbal Variante.

Inaugurada a 25 de julho de 1959, a histórica estação rodoviária localizada na 5 de outubro, em Setúbal, serviu durante muitos anos os sadinos, uma vez que era por ali, na gare, que muitos apanhavam os autocarros que os levavam e traziam do trabalho. Mas os anos foram passando e a estação foi-se degradando, pelo que já não era sequer seguro, e viável, continuar a utilizar aquelas instalações.

Na verdade, a histórica estação foi encerrada em fevereiro de 2021, uma vez que surgiu um novo terminal rodoviário junto à Avenida de Moçambique, o que fez com que o serviço rodoviário se deslocasse para a Várzea. Não nos podemos esquecer, também, que está a funcionar na cidade, desde junho de 2022, data em que a Carris Metropolitana entrou ao serviço no concelho, a nova Interface de Transportes de Setúbal, junto à estação ferroviária na Praça do Brasil, onde muitos autocarros começam e terminam serviço.

Em 2022, ficámos a saber que a antiga gare rodoviária em Setúbal iria dar lugar a um supermercado Continente. Na altura, estavam duas hipóteses em cima da mesa: demolição do imóvel ou, então, a recuperação do mesmo. E pelos vistos optou-se pela demolição.

Quem passar pela zona rapidamente constata no avanço das obras, pelo que resta saber se este novo Continente na cidade estará a funcionar até ao final do ano.

Recorde-se que, hoje, o Continente inaugurou a sua mais recente loja, localizada em Vila Viçosa, no distrito de Évora, elevando para 400 o total de lojas com esta insígnia em território nacional. Em 2023 e 2024, o Continente aumentou o ritmo de novas aberturas nos últimos meses dos respetivos anos, pelo que é bem provável que a empresa queira fazer o mesmo em 2025…

Firefox 144 inclui melhor gestão de perfis, integração do Perplexity, nova pesquisa visual e muito mais

A nova versão do navegador da Mozilla chega com otimizações de privacidade e integrações inteligentes com o Google Lens e o Perplexity.

A Mozilla lançou a versão estável do Firefox 144, uma atualização que oferece várias novas funcionalidades que merecem ser destacadas. Por exemplo, o Firefox 144 introduz melhorias na gestão de grupos de separadores, onde agora é possível focar num único separador de um grupo sem desorganização. O separador ativo permanece visível, mantendo a organização mesmo quando o grupo está recolhido. E em resposta a um dos pedidos mais comuns dos utilizadores, a Mozilla agora permite arrastar um separador para um grupo recolhido sem que este se expanda automaticamente, com o intuito de manter a organização e minimizar distrações visuais.

Para além disso, a gestão de perfis foi otimizada no Firefox 144, embora este recurso ainda esteja em desenvolvimento. A nova versão ajuda a proteger a privacidade e a manter o foco, permitindo separar a vida online em perfis distintos para trabalho, escola, férias ou outras áreas. Os utilizadores podem nomear e personalizar os seus perfis com avatares e temas de cores para facilitar o reconhecimento, alternando rapidamente entre eles. Os bookmarks (favoritos), separadores e histórico de navegação são mantidos completamente separados em cada perfil.

Gestor de perfis do Firefox 144
Gestor de perfis do Firefox 144

A pesquisa visual através do Google Lens também começou a ser implementada no Firefox 144. Ao clicar com o botão direito do rato numa imagem, surge uma nova opção para pesquisar no Google Lens. Isto permite obter mais informações sobre a imagem ou encontrar conteúdo semelhante, sendo também possível copiar, traduzir ou pesquisar texto a partir de imagens. Esta funcionalidade requer que o Google seja o motor de pesquisa predefinido no navegador. Por fim, em destaque, a inteligência artificial também marca presença com a chegada do motor de pesquisa do Perplexity, que também ainda se encontra em fase de implementação.

Entre as outras novidades temos:

  • Agora é possível fechar uma janela do Picture-in-Picture (PiP) sem pausar o vídeo. Basta premir Shift + clicar no botão Fechar ou usar Shift + Esc para sair sem interromper a reprodução.
  • As credenciais guardadas no gestor de palavras-passe do Firefox são agora encriptadas em disco utilizando um sistema de criptografia moderno (AES-256-CBC), substituindo o antigo 3DES-CBC. Esta alteração melhora a proteção de dados locais. As credenciais sincronizadas através do Firefox Sync permanecem encriptadas de ponta a ponta e já utilizam o AES-256-GCM.
  • No Windows, ao abrir um link a partir de outra aplicação, o Firefox passa a utilizar apenas uma janela do ambiente de trabalho virtual atual ou abre uma nova, se necessário.

Como sempre, o novo Firefox 144 está disponível para download no site da Mozilla.

Finanças à Lupa: Ministério das Finanças lança projeto de literacia financeira

Finanças à Lupa é a nova iniciativa do Ministério das Finanças que procura aproximar os cidadãos da realidade financeira do país e esclarecer dúvidas sobre orçamento e impostos.

O Ministério das Finanças apresentou o Finanças à Lupa, um novo projeto de literacia financeira que pretende aproximar os cidadãos dos temas ligados às finanças públicas e ao funcionamento do Estado. A iniciativa, já disponível no site do Orçamento do Estado e nas páginas oficiais do Ministério no Instagram e no LinkedIn, divulgará semanalmente conteúdos explicativos sobre o orçamento, os impostos e a gestão das contas públicas.

A criação desta rubrica coincide com a entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2026. Segundo o Ministério das Finanças, trata-se de um momento oportuno para reforçar o conhecimento das famílias e, em particular, dos mais jovens, sobre a importância deste documento e sobre o papel que desempenha na definição das políticas públicas. O objetivo passa por incentivar uma compreensão mais clara da forma como o Governo gere os recursos do país e como as decisões orçamentais impactam o quotidiano dos cidadãos.

Entre as questões que o projeto procura esclarecer estão temas fundamentais, como o funcionamento do Ministério das Finanças, o processo de elaboração do Orçamento do Estado, o significado de défice, a utilização das receitas fiscais e os diferentes tipos de impostos existentes.

TP-Link anuncia o primeiro teste do Wi-Fi 8 e antecipa a sua chegada

A fabricante validou os primeiros testes de um protótipo compatível com o futuro Wi-Fi 8, que promete mais estabilidade e menor latência.

A TP-Link anunciou o sucesso do seu primeiro teste técnico com o Wi-Fi 8 (802.11bn), validando um protótipo funcional do novo padrão sem fios e com a empresa descrever o feito como um “marco crítico” para o futuro das redes domésticas e empresariais. O IEEE, responsável pela normalização das tecnologias Wi-Fi, prevê a ratificação oficial do novo padrão até 2028, embora a TP-Link admita que os primeiros dispositivos comerciais possam chegar antes dessa data.

A demonstração confirmou o funcionamento de dois blocos fundamentais do protocolo, o beacon, que é sinal de identificação da rede, e as transferências de dados. Este ensaio integra uma colaboração industrial mais ampla e estabelece as bases para os equipamentos compatíveis com a próxima geração.

De acordo com a Qualcomm, parceira no desenvolvimento, o Wi-Fi 8 representa uma mudança de paradigma, já que a prioridade passa a ser a continuidade e a robustez da ligação, e não apenas a corrida por velocidades máximas. Tal como o Wi-Fi 7, o novo padrão opera nas bandas de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz, com uma largura de canal teórica de 320 MHz e uma taxa máxima de transferência de 23 Gbps. Contudo, o foco principal é melhorar a eficiência, reduzir a latência e otimizar o desempenho em condições reais de utilização, especialmente quando o sinal é fraco ou quando vários dispositivos competem pela mesma rede. As melhorias previstas deverão traduzir-se em ligações mais estáveis e fluídas, melhor gestão de picos de carga e capacidade para suportar um número superior de equipamentos em simultâneo. As experiências de consumo, como jogos online, streaming de conteúdos e videochamadas deverá tornar-se mais consistente, sem interrupções, bloqueios ou distorções de som. O objetivo final é de aproximar o desempenho das redes sem fios à fiabilidade e capacidade de resposta das ligações com fio, tornando o Wi-Fi 8 de uma experiência quase “imediata”.

A TP-Link está a desenvolver o seu protótipo em parceria com outros fabricantes e acredita que poderá oferecer produtos comerciais antes da finalização do padrão pelo IEEE. Caso esse calendário se confirme, os primeiros routers e dispositivos compatíveis com Wi-Fi 8 poderão chegar ao mercado antes de 2028.

Municípios passam a gerir troços de estrada dentro dos perímetros urbanos

Com a promulgação da alteração ao Decreto-Lei n.º 100/2018, as autarquias passam a administrar estradas nacionais e regionais em perímetros urbanos, promovendo maior eficiência local.

Os municípios passam agora a poder gerir troços de estradas localizados dentro dos perímetros urbanos, na sequência da promulgação, pelo Presidente da República, do diploma que altera o Decreto-Lei n.º 100/2018. Esta medida permite a transferência de competências relativas à rede rodoviária nacional para a esfera municipal, reforçando o papel das autarquias na administração do espaço urbano.

Com esta alteração, os municípios passam a ter jurisdição sobre os troços de estradas nacionais e regionais situados em zonas urbanas, possibilitando uma gestão integrada das vias com o território envolvente. O objetivo é garantir melhores condições de segurança e circulação, bem como uma maior capacidade de resposta às necessidades locais.

A aprovação desta alteração legislativa, decidida em Conselho de Ministros a 28 de agosto, representa um passo relevante no processo de descentralização. O Governo sublinha que esta transferência de competências permitirá às autarquias intervir de forma mais rápida e eficaz, adequando a gestão rodoviária à realidade de cada município.

Os responsáveis locais aguardavam há muito esta mudança, considerando-a essencial para uma administração mais próxima e eficiente das infraestruturas urbanas. Ao assumir a gestão direta das estradas nos seus territórios, as autarquias ganham autonomia para planear intervenções e garantir a manutenção das condições de segurança rodoviária e da integridade do espaço público.

O Ministro das Infraestruturas e da Habitação destacou que a descentralização reforça a confiança no poder local e valoriza o conhecimento de quem está mais próximo da realidade de cada comunidade. Nas suas palavras, “uma visão centralista do Estado não nos leva a lado nenhum. Precisamos do conhecimento local da gestão autárquica, e as autarquias precisam da nossa confiança, porque são elas que conhecem melhor do que ninguém o seu território. Só assim construímos um caminho de progresso, de justiça e de coesão territorial, que é o que queremos para o nosso futuro.”