Vampire Survivors recebe modo cooperativo online e crossover oficial com Balatro

O novo modo de Vampire Survivors permite jogar a quatro via online, acompanhado de uma atualização que traz personagens e armas inspiradas em Balatro.

A poncle atualizou Vampire Survivors para a versão 1.14 na Steam, PlayStation e em dispositivos móveis. A atualização chegará mais tarde à Nintendo Switch e à Epic Games Store a 31 de outubro, e à Xbox numa data ainda por revelar.

A versão 1.14 de Vampire Survivors vem carregada de novidades, entre elas o muito aguardado modo cooperativo online até quatro jogadores e ainda um crossover oficial com fenomenal Balatro.

Esse crossover, resulta de uma parceria com LocalThunk,em forma de um evento gratuito chamado Ante Chamber que transporta o universo de Balatro para o caos de Vampire Survivors. O crossover introduz quatro personagens jogáveis, Jimbo, Canio, Chicot e Perkeo, todos inspirados nos jokers das cartas, e quatro novas armas com evoluções próprias. Entre elas estão a Infernolatro, que incendeia inimigos e multiplica o dano à medida que o contador sobe, e a Fibonacci Seltzer, uma arma que dispara projéteis em espiral e ativa efeitos de outras armas.

O novo mapa, também chamado Ante Chamber, recria os visuais e a interface de Balatro e apresenta inimigos, bosses e objetos com referências diretas ao jogo original. A atualização introduz ainda um sistema experimental chamado Survarots, com uma nova forma de progressão inspirada nas cartas Arcana, que será incorporada no jogo base mais tarde.

Para além destas adições, a versão 1.14 traz de volta a colaboração com a Konami através da expansão gratuita Ode to Castlevania, que acrescenta dezasseis novos personagens, dezasseis armas e doze faixas musicais compostas pelos autores originais da série. Esta atualização é gratuita para quem já possui o DLC Ode to Castlevania, que mantém o preço de 2,99€ com desconto temporário de 25%.

A poncle aproveitou também a ocasião para incluir duas atualizações paralelas, Westwoods e Mazerella, que introduzem novos mapas, personagens e armas.

Vampire Survivors encontra-se atualmente a 3,99€, com desconto de 30% durante o período de lançamento da atualização. A poncle confirmou ainda que tem duas grandes atualizações adicionais em desenvolvimento, uma das quais revelará o futuro do projeto.

Battlefield RedSec é o novo battle royale gratuito baseado em Battlefield 6

Battlefield RedSec surge paralelamente ao recém-lançado Battlefield 6, e aposta num formato gratuito focado no caos e no combate em larga escala.

A Electronic Arts anunciou Battlefield RedSec, um jogo free-to-play desenvolvido pela DICE que marca a estreia de um modo battle royale na série Battlefield. Apesar de surgir poucas semanas depois do lançamento de Battlefield 6, RedSec trata-se de um complemento à experiência, lançado separadamente, mas construído com as bases tecnológicas e de jogabilidade introduzidas nesse capítulo, com o objetivo de adaptar a experiência ao modelo competitivo e gratuito.

O mapa do jogo leva os jogadores até Fort Lyndon, uma base militar costeira situada no sul da Califórnia, onde mistura zonas industriais, áreas residenciais e estruturas experimentais, mantendo o foco em combate dinâmico e na destruição em larga escala característica da série.

O modo principal de RedSec é o battle royale tradicional, que incorpora elementos característicos de Battlefield, como um sistema de destruição que altera o mapa em tempo real, prometendo sessões de jogo dinâmicas, com abordagens alternativas e em constante alteração.

Para além disso, RedSec conta também com um modo Gauntlet, baseado em modos de eliminação e conclusão de objetivos cronometrados, onde os grupos mais lentos vão sendo removidos a cada ronda.

Por fim, o jogo inclui também o modo Portal, introduzido em Battlefield 6, que permite configurar regras e criar mapas e experiências personalizadas, com a DICE a prometer novos conteúdos ao longo do tempo.

Battlefield RedSec está disponível para PC, PlayStation 5 e Xboxs Series X|S e não necessita de Battlefield 6 para ser jogado.

Routine chega a 4 de dezembro, treze anos depois de ter sido anunciado

Routine, o novo jogo de terror e sci-fi da Lunar Software, fica disponível na Xbox Series X|S, na Xbox One e no PC, com lançamento no Game Pass.

Routine, anunciado pela primeira vez em 2012, recebeu finalmente data de lançamento. O estúdio Lunar Software confirmou que o seu jogo de horror chega a 4 de dezembro, mais de uma década depois de ter sido revelado na Gamescom.

Concebido como um jogo de terror em primeira pessoa passado numa base lunar abandonada, Routine adota a estética de uma visão retro-futurista inspirada nos anos 80, onde o jogador explora uma estação após o seu súbito silêncio, recorrendo a um dispositivo chamado C.A.T. (Cosmonaut Assistance Tool) para aceder a terminais, recolher dados e compreender o que aconteceu ao complexo. A ameaça vem de máquinas hostis que patrulham o local, obrigando a alternar entre a fuga, o disfarce e o confronto.

O desenvolvimento de Routine ficou marcado por longos períodos sem informações ou detalhes. Inicialmente previsto para 2013, o projeto desapareceu durante vários anos até regressar em 2022 durante o Summer Game Fest. Nessa altura, a Lunar Software explicou que reiniciou o desenvolvimento após se mostrar insatisfeita com a versão original do jogo. O estúdio enfrentou também dificuldades financeiras, que o levaram a trabalhar no jogo apenas em tempo parcial, até garantir o apoio da editora Raw Fury, que assumiu a publicação. E este reboot de desenvolvimento trouxe consigo o compositor Mick Gordon, conhecido pelas bandas sonoras de Doom e Wolfenstein.

Routine combina exploração, observação e sobrevivência, entre corredores de manutenção, zonas comerciais degradadas e antigos alojamentos. Com uma atmosfera sombria e assustadoras, o jogo aposta numaa interface mínima e o uso de áudio diegético para criar experiência envolvente, tens e isolada.

Routine será lançado na Xbox Series X|S, na Xbox One e no PC, através da Steam e da Microsoft Store, ficando também disponível no Game Pass logo no primeiro dia.

Hideo Kojima desmente rumores sobre a criação de um jogo de Matrix

O criador de Metal Gear Solid afirma nunca ter sido informado de qualquer convite das Wachowski para adaptar o filme ao formato de videojogo.

Hideo Kojima reagiu às recentes declarações do antigo vice-presidente de licenciamento da Konami, Christopher Bergstresser, que afirmou que as irmãs Wachowski teriam convidado o criador de Metal Gear Solid para desenvolver um jogo baseado em The Matrix em 1999. De acordo com o próprio, a alegada proposta nunca chegou a acontecer.

Num comentário publicado nas redes sociais, Kojima mostrou-se surpreendido com o rumor que se espalhou tão depressa pela Internet. “Fiquei surpreendido ao ver nas redes sociais que as irmãs Wachowski me teriam ‘oferecido um projeto de jogo de Matrix’ em 1999. Em todos estes 26 anos, nunca ninguém me disse que tal conversa tivesse acontecido”, escreveu.

Kojima explicou que, embora existisse uma relação cordial entre ambos os lados, o contacto nunca passou de encontros informais. “Na altura, éramos fãs mútuos e trocámos alguns e-mails. The Matrix ainda não tinha sido lançado no Japão, mas eu já o tinha visto nos Estados Unidos e numa sessão de antevisão”, afirmou. O criador recordou ainda que chegou a encontrar-se com as Wachowski três vezes durante a visita das irmãs a Tóquio para promover o filme, reforçando que “nunca houve qualquer menção a uma proposta”.

Ainda assim, Kojima reconheceu que, se a oportunidade tivesse surgido, poderia ter tentado encontrar uma forma de a concretizar. “Nessa altura, estava extremamente ocupado com Metal Gear Solid 2 e provavelmente não poderia aceitar o convite de imediato. Mas, se alguém me tivesse dito, talvez houvesse maneira de o fazer resultar”.

Esta reação surge depois de uma entrevista de Bergstresser ao site Time Extension, na qual o antigo executivo da Konami garantiu que as Wachowski e o artista conceptual Geof Darrow ter-se-iam reunido com Kojima para propor a adaptação de Matrix para videojogo, mas que o produtor Kazumi Kitaue recusou imediatamente o pedido, preferindo manter o criador concentrado no desenvolvimento de Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty.

The Matrix acabou eventualmente por ser adaptado a jogos pela Shiny Entertainment, que lançou Enter the Matrix em 2003, seguido por The Matrix: Path of Neo e The Matrix Online em 2005.

Belém acolhe o novo espaço d’O Bolo da Marta com receitas que sabem a outono

Novos sabores e clássicos regressam com a chegada d’O Bolo da Marta a Belém, num espaço que celebra a doçura da estação.

Em Belém, o aroma a bolo acabado de sair do forno mistura-se com a luz suave que entra pelas janelas do novo espaço d’O Bolo da Marta. A chegada do outono é celebrada com novas receitas e uma morada que reflete o espírito da marca, um refúgio luminoso e acolhedor onde o tempo abranda e cada fatia conta uma história de partilha e cuidado.

Entre o perfume doce que se espalha pela sala e o movimento tranquilo do bairro, o novo endereço convida a redescobrir o prazer dos sabores sazonais. A carta de outono reflete essa ideia, reunindo receitas que evocam o conforto e a calma das tardes frias. Regressam clássicos como o Bolo de Maçã e Canela, de aroma quente e textura macia, e o Bolo de Romã, símbolo da estação fria e um dos mais procurados durante o inverno. A estes juntam-se o Bolo de Mirtilo e Hortelã, que acrescenta frescura à seleção, e o Bolo Merengado de Chocolate e Doce de Leite, pensado para quem prefere combinações intensas e envolventes.

Entre as novidades mais recentes destacam-se as cookies de suspiro, disponíveis em versões como Lotus Biscoff, peanut butter e chocolate com Nutella. Feitas diariamente e produzidas em quantidades limitadas, mantêm o carácter artesanal que define a identidade da marca. A sazonalidade continua a ser o fio condutor da oferta d’O Bolo da Marta, que adapta os seus produtos às frutas e cores de cada estação.

O novo espaço em Belém reforça a vontade de criar um ambiente que convida a abrandar. A esplanada voltada para a rua é o cenário ideal para um lanche tranquilo ou uma pausa prolongada à luz suave da cidade. Além dos bolos que lhe dão nome, a carta inclui opções salgadas e de pastelaria, como tostas, bagels, bowls de iogurte e granola, croissants e folhados, pensadas para acompanhar o ritmo sereno dos dias.

A história d’O Bolo da Marta começou em 2012, quando Marta Gonçalves Viegas, então estudante e profissional na área farmacêutica, começou a levar o seu bolo de chocolate com natas e frutos silvestres para encontros de amigos. O sucesso foi imediato e deu origem a um projeto que cresceu sem perder o espírito caseiro e genuíno. Hoje, quase 14 anos depois, continua a ser um símbolo da doçaria lisboeta, mantendo a mesma proximidade e autenticidade que marcaram o início.

Localizado na Rua Bartolomeu Dias, nº 94, o novo espaço está aberto de segunda a sábado, entre as 11h e as 18h. As encomendas podem ser feitas através do site oficial ou por e-mail.

Campanha de Halloween da WELOCK traz descontos de até 63€ em várias fechaduras inteligentes

O novo Halloween Sale da WELOCK oferece reduções de preço em toda a gama de fechaduras inteligentes, com envio gratuito a partir da Europa, garantia de dois anos e apoio vitalício.

A WELOCK, uma marca especializada em soluções de segurança inteligentes para o lar, está a celebrar o Halloween com uma campanha especial que oferece descontos até 63€ em vários modelos de WELOCK smart lock. A promoção está disponível através do site oficial da marca e mantém-se ativa até ao final de outubro, com todas as encomendas a partir de armazéns na Europa e no Reino Unido, 30 dias de garantia de devolução e apoio técnico vitalício.

As fechaduras da WELOCK distinguem-se pela instalação simples e pela compatibilidade com portas europeias padrão, dispensando ferramentas ou perfurações. E todos os modelos integram funcionalidades inteligentes de controlo remoto e sistemas de autenticação biométrica, oferecendo diferentes combinações de desbloqueio conforme o perfil de utilização, desde residências a alojamentos locais ou escritórios.

WELOCK Smart Lock TOUCH41 — segurança prática e design compacto

Entre os modelos incluídos na campanha encontra-se o WELOCK Smart Lock TOUCH41, agora disponível por 126€ com o cupão VD63. Este modelo representa uma abordagem equilibrada entre funcionalidade e simplicidade, ideal para quem procura uma solução fiável sem dependência constante do smartphone.

O TOUCH41 permite abrir a porta através de impressão digital, cartão RFID ou aplicação móvel WELOCK, disponível para Android e iOS. Pode memorizar até 100 impressões digitais (três com função de administrador) e 20 cartões de acesso, permitindo uma gestão flexível entre utilizadores. O ecrã OLED integrado mostra o estado da bateria e as opções de configuração, e a sua estrutura em aço inoxidável e liga de zinco garante resistência e durabilidade.

A instalação é feita em menos de dez minutos, bastando substituir o cilindro existente sem necessidade de perfuração. Compatível com portas de 50 a 100 mm de espessura, o TOUCH41 oferece certificação IP65 contra água e poeiras, podendo ser usado em zonas exteriores cobertas. A alimentação é feita com três pilhas AAA, com autonomia média de oito a dez meses, e inclui porta USB para desbloqueio de emergência em caso de bateria esgotada.

WELOCK Smart Lock TOUCA51 — o modelo mais versátil da gama

O WELOCK Smart Lock TOUCA51, atualmente em promoção por 119€ com o cupão VD50, é o modelo mais completo da gama média da marca e inclui seis métodos de desbloqueio diferentes: impressão digital, código PIN, cartão RFID, aplicação Bluetooth, desbloqueio de voz via Alexa (com o módulo WiFiBox3) e entrada USB para emergência.

O cilindro ajustável é compatível com portas de 55 a 95 mm, abrangendo a maioria das portas europeias residenciais e de escritório, numa estrutura que combina aço inoxidável e componentes em plástico PC de alta resistência, com certificação de operação entre -25°C e 60°C e mais de 100 mil ciclos de utilização testados.

A gestão é feita através da aplicação WELOCK, que permite criar, editar ou eliminar códigos de acesso e cartões RFID. O sistema suporta até 200 códigos PIN com proteção antie-spionagem e oferece registo completo de acessos, ideal para utilização em alojamentos locais, escritórios partilhados ou espaços arrendados. Tal como os restantes modelos, inclui aviso de bateria fraca e instalação rápida sem necessidade de técnico.

WELOCK Smart Lock U81 – robustez e integração com assistentes domésticos

A campanha de Halloween inclui também o WELOCK Smart lock U81, que combina construção robusta, integração com Home Assistant e Alexa, e seis modos de acesso diferentes. Está disponível por 189€ com o cupão VD60, através do link oficial.

O U81 acrescenta à fórmula tradicional uma entrada mecânica para chave física, garantindo segurança adicional em caso de falha elétrica. A fechadura pode ser controlada via Bluetooth, RFID, PIN, impressão digital ou voz, e o modo de bloqueio automático fecha a porta de forma autónoma após 7 a 14 segundos, com tempo ajustável.

A construção desta solução está preparada para portas europeias com margens estreitas, a partir de 25 mm, dispensando modificações estruturais, com um acabamento metálico prateado que se adapta a ambientes modernos e o conjunto foi testado para resistir a 100 mil ciclos de abertura e fecho. E oferece autonomia de até 12 meses com quatro pilhas AAA e emite alerta de baixa voltagem a partir dos 4,5 V.

WELOCK Smart Lock PCB41 Plus – teclado físico e gestão flexível de acessos

O WELOCK Smart Lock PCB41 Plus, disponível por 119€ com o cupão VD30, aposta numa abordagem híbrida que combina teclado físico e ligação à aplicação móvel. Esta solução permite até 200 códigos de acesso e 199 cartões RFID, além de gestão remota através do módulo WiFiBox3, vendido separadamente.

Este modelo inclui ainda suporte para Alexa e controlo remoto por Wi-Fi, sendo particularmente útil em casas de família, espaços comerciais ou apartamentos turísticos. E o sistema de administração suporta até dez perfis com permissões distintas e permite criar códigos temporários ou de uso único diretamente pela aplicação.

Construído em aço inoxidável e com proteção IP65, o PCB41 Plus é resistente à água e ao pó, com operação fiável entre -25°C e 60°C, funciona com três pilhas AAA e tem autonomia aproximada de dez meses, apresentando aviso de bateria fraca quando a carga desce abaixo dos 20%, e tal como os restantes modelos, é compatível com portas europeias de 50 a 100 mm de espessura e pode ser instalado em cerca de dez minutos.

WELOCK WiFiBox3 – o módulo que liga tudo

A campanha de Halloween inclui ainda o WELOCK WiFiBox3, um gateway que expande as funcionalidades dos modelos compatíveis, permitindo controlo remoto via Alexa e gestão completa à distância. Este módulo de 99€, suporta até oito fechaduras WELOCK em simultâneo, e a configuração é feita em menos de três minutos através de cabo USB-C ou ligação de rede RJ45.

Com o WELOCK WiFiBox3, é possível monitorizar o histórico de acessos, partilhar permissões temporárias e desbloquear portas remotamente. É a opção ideal para quem procura integração total com sistemas domésticos inteligentes.

Envio gratuito e apoio permanente

Todos os modelos em promoção na Halloween Sale da WELOCK incluem envio gratuito a partir de armazéns na Europa e Reino Unido, garantia de dois anos, 30 dias de devolução e apoio técnico vitalício. A campanha decorre até 31 de outubro, com todas as ofertas e cupões disponíveis no site oficial da WELOCK.

Huawei Pura80 Pro Review: Para dominar a fotografia

O Huawei Pura80 Pro é um fantástico topo de gama com um poderoso conjunto de câmaras que oferecem excelentes resultados.

Há já algum tempo que a Huawei deixou de ter uma presença relevante no mercado nacional de smartphones. No entanto, a marca quer agora regressar em força, trazendo finalmente para Portugal a série Huawei Pura80, apresentada originalmente na China em junho, e que nos chegou agora às mãos com o Huawei Pura80 Pro. Este modelo não inclui grandes surpresas no que toca ao design, mantém o painel traseiro em vidro, já característico da marca, e um módulo de três câmaras de disposição triangular, com cantos curvos. A unidade unidade em mãos apresenta-se com a cor Glazed White, com um tom elegante e discreto, embora a marca também disponibilize versões Glazed Black e Glazed Red. A frente do dispositivo é protegida pelo Kunlun Glass de 2ª geração, que promete uma resistência superior a quedas e riscos, algo que é sempre bem-vindo num smartphone topo de gama. Para além disso, o dispositivo conta com certificações IP68 e IP69, oferecendo maior proteção contra poeira e imersão em água.

Do lado direito, encontramos os botões de volume e o botão de energia, que inclui um sensor de impressões digitais embutido. Desta vez a Huawei optou por abandonar o sensor sob o ecrã (presente em gerações anteriores), uma decisão algo curiosa que acaba por não prejudicar a experiência de utilização, já que este leitor é rápido, preciso e até adiciona um toque de conveniência, dado que permite associar um toque duplo para atalhos como a câmara, lanterna, gravador de som ou aplicações instantâneas. Na parte inferior, o Pura80 Pro conta com uma grelha de altifalante, a porta USB-C, o microfone e a bandeja para dois cartões SIM, que servem de complemento ao eSIM, que também está disponível neste modelo. Já na extremidade superior, há uma segunda grelha de altifalante e outro microfone, completando um design simétrico e bem construído.

Huawei Pura80 Pro
Huawei Pura80 Pro

O Huawei Pura80 Pro está equipado com um ecrã OLED LTPO de 6,8 polegadas com taxa de atualização variável de até 120Hz e brilho máximo de 3.000 nits. Na prática, o ecrã mantém-se perfeitamente visível mesmo sob luz solar direta, algo que nem todos os smartphones conseguem garantir. A exibição de conteúdos neste painel é fantástica, reproduzindo cores vibrantes e pretos profundos, acompanhados por uma fluidez geral que dá um toque de sofisticação à experiência, seja a navegar nas redes sociais ou a ver filmes e séries. É um daqueles ecrãs que nos fazem esquecer por momentos que estamos a olhar para um smartphone. E para acompanhar este excelente ecrã, o Pura80 Pro conta com dois altifalantes estéreo que oferecem um som limpo e equilibrado. Mesmo com o volume no máximo, não há sinais de distorção, e gostei da forma como reproduz música, já que há clareza nos agudos e uma presença de graves suficiente para dispensar auriculares em muitas situações.

No interior, o Huawei Pura80 Pro vem equipado com o Kirin 9020, o processador proprietário da Huawei, acompanhado por 12GB de RAM e 512GB de armazenamento interno, sem qualquer outra opção de configuração. Do lado do software, o smartphone vem com o EMUI 15 pré-instalado, uma interface que se mantém próxima da experiência habitual do Android, mas com alguns extras exclusivos da Huawei. Infelizmente, o sistema continua a incluir alguns bloatwares pré-instalados, e apesar de alguns poderem ser removidos, outros permanecem, o que pode incomodar utilizadores que preferem um sistema mais limpo. No entanto, no dia a dia, o Pura80 Pro comporta-se como qualquer bom smartphone Android topo de gama. De notar que a Google Play Store não vem instalada de fábrica, apesar de ser possível instalar os serviços da Google a partir de aplicações de terceiros. Para quem se interessa com jogos móveis, o dispositivo surpreende pela positiva, ao executar títulos como PUBG Mobile sem problemas e mantendo uma boa experiência até mesmo nas definições mais altas. A performance é consistente, sem grandes bloqueios ou aquecimento excessivo.

Uma limitação relevante neste dispositivo é a ligação de rede, já que o Pura80 Pro “apenas” suporta 4G LTE, não oferecendo suporte para o 5G devido às restrições impostas à Huawei. Isto também explica a presença do seu próprio chipset, que apesar de muito bom não alcança os níveis de desempenho de outros processadores topo de gama mais recentes, como o Snapdragon 8 Elite, da Qualcomm. Ainda assim, apesar destas restrições, o dispositivo oferece um desempenho muito interessante e consistente para a maioria das tarefas diárias.

Huawei Pura80 Pro
Huawei Pura80 Pro

Mas onde o Huawei Pura80 Pro realmente se destaca é na fotografia. Vem equipado com um sistema triplo de câmaras traseiras, composto por uma câmara principal de 50MP, uma teleobjetiva de 48MP com zoom ótico de 4x (expansível até 100x digitalmente) e uma ultragrande angular de 40MP Já na frente, temos uma câmara de 13MP. Por defeito, as fotos captadas pelas câmaras traseiras são agrupadas, resultando em imagens de 12,5MP, embora seja possível utilizar toda a resolução através do modo de alta definição. E o verdadeiro destaque deste modelo é, sem dúvida, a sua câmara principal. Graças ao sensor de apenas 1 polegada, as imagens apresentam excelente nível de detalhe, cores vivas e uma nitidez impressionante, mesmo em condições de pouca luz. As fotografias noturnas impressionam pela forma como equilibram a exposição e contraste sem recorrer a exageros artificiais. No entanto, o modo Master AI tende a aplicar uma suavização algo agressiva, um toque de “embelezamento” que nem todos vão gostar. Felizmente, pode ser facilmente desativado para quem como eu prefere resultados mais naturais.

Outro ponto positivo é o modo Imagem em Movimento, que capta objetos em rápido movimento com bastante eficácia. É uma funcionalidade que se revela útil e perfeita para quem gosta de fotografar eventos desportivos, cenas de ação ou animais de estimação que nunca param quietos. Ao contrário de muitas funções que acabam por ser apenas “extras”, esta apresenta uma utilidade prática com resultados consistentes. Em vídeo, o Pura80 Pro oferece gravação em 4K a 60 FPS, tanto com a câmara traseira como com a frontal. Também permite vídeo em câmara lenta extrema até 960 FPS em 1080p, proporcionando várias possibilidades criativas para quem gosta de experimentar, sempre com excelente qualidade.

Huawei Pura80 Pro
Huawei Pura80 Pro

Outro dos destaques deste Huawei Pura80 Pro recai na sua bateria de 5170mAh, que é capaz de aguentar um dia completo de utilização extrema sem grandes preocupações. Durante os meus testes, com gravação de vídeo, fotografias, navegação na web, redes sociais e até algumas sessões de jogo, o telemóvel manteve-se firme, terminando o dia ainda com mais de 40% disponível. É o tipo de autonomia que dá confiança, mesmo para quem passa muito tempo longe de uma tomada. Em dias menos intensos, 2 dias de utilização são facilmente atingíveis.

E quando é necessário recarregar, o Pura80 Pro continua a impressionar. Graças à tecnologia Huawei SuperCharge, o dispositivo suporta carregamento com fio de até 100W, permitindo uma carga completa em pouquíssimo tempo, ideal para aqueles momentos em que precisamos de energia extra antes de sair de casa. Dos 0 aos 100% são precisos 28 minutos, mas em apenas 10 minutos ficamos com cerca de 50% de bateria, que dá para um dia intenso de utilização. Para além disso, o carregamento sem fios também merece destaque já que ele chega aos 80W, um valor notavelmente alto para carregamento sem cabo. É uma das soluções mais rápidas do mercado e demonstra o cuidado da Huawei em manter-se competitiva neste campo. Infelizmente não tenho um carregador sem fios compatível com essa velocidade, pelo que não consegui testar os tempos de carregamento. Para terminar, outra boa noticia, o carregador de 100W, bem com o respetivo cabo USB-C, vem incluído na embalagem. E uma capa de proteção também está incluída.

Huawei Pura80 Pro
Huawei Pura80 Pro

Apesar das restrições impostas à Huawei, o Pura80 Pro oferece um conjunto de recursos que podemos considerar de topo, com especial destaque para o desempenho fotográfico, que é, sem dúvida, o seu ponto mais forte e provavelmente o melhor que já testei num smartphone.

É verdade que a ausência das aplicações e dos serviços da Google, e a falta de ligação por dados 5G, continuam a ser limitações difíceis de ignorar. Mas com as várias soluções alternativas estáveis para contornar essas lacunas, a experiência de utilização é, no geral, consistente e muito satisfatória. Confesso que em momento algum, durante os meus testes, senti a falta do 5G, uma vez que o 4G pareceu satisfazer todas as minhas necessidades. Para quem valoriza fotografia de alta qualidade num smartphone e está disposto a aceitar algumas concessões, o Huawei Pura80 Pro é uma interessante opção, mas com um custo elevado. O novo modelo está disponível Huawei Store por 1099€ com a oferta de lançamento a ser a oferta do Huawei Watch GT5 46mm Black ou 41mm White, 12 meses de Screen Protection e a oferta de renovação de bateria.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Huawei

Ibersol renova compromisso social com os Bancos Alimentares Contra a Fome

Com 17 anos de colaboração, o Grupo Ibersol já angariou 944.000€ para os Bancos Alimentares Contra a Fome, reforçando o seu compromisso social em Portugal.

O Grupo Ibersol renovou a sua parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, reforçando o compromisso conjunto de apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade através da nova edição da campanha Sorria e faça sorrir quem mais precisa! A iniciativa decorre entre 27 de outubro e 2 de novembro e tem como objetivo reunir donativos monetários que serão posteriormente convertidos em alimentos destinados a famílias carenciadas.

Durante este período, os clientes das marcas do grupo – entre as quais KFC, Pans & Company, Pizza Hut, Taco Bell e SOL – são convidados a contribuir com o valor que desejarem. Em sinal de agradecimento, recebem um pequeno autocolante em forma de sorriso, símbolo da campanha que, há mais de uma década, associa o gesto solidário à partilha e à esperança.

Ao longo de 17 anos consecutivos, o Grupo Ibersol conseguiu reunir um total de 944.000€ através das suas campanhas de responsabilidade social. Só em 2024 foram entregues 32.000€ à Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, resultado direto do envolvimento de clientes e colaboradores. Segundo João Falcão, diretor de Marketing do Grupo Ibersol, estes números traduzem “o empenho coletivo em contribuir para um impacto real na vida de quem enfrenta dificuldades”.

Os montantes angariados são integralmente aplicados pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome em ações de apoio alimentar em todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

ESET deteta nova ofensiva do grupo Lazarus contra o setor de defesa europeu

Nova campanha de espionagem cibernética da Coreia do Norte aponta à indústria europeia de UAVs, segundo a ESET.

Um grupo de cibercriminosos norte-coreano voltou a direcionar os seus ataques à indústria europeia de defesa, com especial foco em empresas que desenvolvem tecnologia para veículos aéreos não tripulados. A operação, atribuída ao grupo Lazarus, representa mais uma ofensiva associada à chamada Operation DreamJob, uma campanha sustentada em técnicas de engenharia social e disfarçada sob ofertas de emprego falsas.

A ESET, empresa europeia de cibersegurança que tem acompanhado de perto a atividade do Lazarus, revelou que os ataques recentes visaram três empresas da Europa Central e do Sudeste, todas com ligações ao setor da defesa. Algumas destas organizações produzem componentes atualmente utilizados na Ucrânia, no contexto do apoio militar europeu ao país. A intrusão inicial terá sido obtida através de engenharia social, e o malware principal implantado foi o ScoringMathTea, um trojan de acesso remoto capaz de conceder controlo total sobre o sistema comprometido. O objetivo mais provável seria o roubo de informação confidencial e de know-how técnico.

A Operation DreamJob baseia-se em ofertas de emprego falsas para atrair as vítimas: os alvos recebem um documento aparentemente legítimo, acompanhado por um leitor de PDF infetado com malware. Esta abordagem tem sido uma constante nas campanhas do Lazarus, que historicamente se foca nos setores aeroespacial, de defesa e de engenharia. As ligações entre as empresas atingidas e a produção de drones sugerem uma conexão direta com os esforços da Coreia do Norte para expandir as suas capacidades nesta área.

Os investigadores da ESET identificaram uma das entidades atacadas como fabricante de dois modelos de drones atualmente em uso na Ucrânia, bem como participante na cadeia de fornecimento de aeronaves de rotor único, um tipo de UAV que Pyongyang tem procurado desenvolver internamente. Esta coincidência reforça a hipótese de que o grupo tenha procurado aceder a informações sobre tecnologia ocidental aplicada a sistemas de drones e outros equipamentos militares.

O grupo Lazarus, ativo desde pelo menos 2009 e também conhecido como HIDDEN COBRA, é amplamente reconhecido pelas suas operações de ciberespionagem, sabotagem e ataques financeiros. A sua estrutura complexa e a frequência com que altera as ferramentas utilizadas dificultam a deteção, apesar de manter um padrão relativamente consistente. Nos ataques mais recentes, o grupo continuou a incorporar código malicioso em projetos de código aberto disponíveis no GitHub, reforçando a capacidade de evasão e a dificuldade de rastreamento.

O ScoringMathTea, identificado pela primeira vez em 2022 em amostras associadas a falsas ofertas de emprego da Airbus, suporta cerca de quarenta comandos e é capaz de manipular ficheiros, executar processos, recolher dados do sistema e descarregar novas cargas de malware. Desde então, tem sido utilizado em múltiplas campanhas, desde empresas de tecnologia na Índia e de defesa na Polónia até companhias britânicas e italianas de automação e aeronáutica.

Segundo os investigadores da ESET, o grupo mantém uma estratégia previsível, mas eficaz: a repetição de técnicas conhecidas, combinada com pequenas variações no código e novas bibliotecas de execução, tem permitido ao Lazarus manter-se ativo e relevante no panorama global de ciberameaças. A persistência dos ataques e o foco crescente na indústria de drones europeia sugerem que Pyongyang continua a apostar na espionagem tecnológica como meio de sustentar o avanço do seu próprio programa militar.

Novo Mundo: rotas e sabores que se cruzam no DUO Hotel Lisbon

O projeto do Novo Mundo, restaurante no interior do DUO Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton, evoca a travessia por mares e terras do mundo para confecionar um menu inspirado nas antigas rotas comerciais que ligaram continentes e cozinhas.

Lisboa sempre viveu do encontro – de povos, de culturas, de sabores. No DUO Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton, o restaurante Novo Mundo toma esse cruzamento como ponto de partida para a renovação cíclica dos seus menus. O próprio nome deste espaço gastronómico, dominado pelo grande painel a stencil repleto de cores e animais exóticos, não é gratuito: evoca o espírito das grandes descobertas e das trocas culturais que se cruzam na cozinha portuguesa como ponto de chegada e ponto de partida das tradições gastronómicas de várias regiões. “Cada ingrediente conta uma história, cada prato é um destino”, lê-se na introdução do menu. E não é mera poesia. A carta é uma cartografia gastronómica que parte das raízes lusas para revisitar as influências deixadas (e trazidas) pelas distantes partes do mundo que Portugal um dia percorreu.

O espaço, situado no piso térreo de um edifício integrado nas traseiras do hotel e que faz esplanada para o seu pátio interior, tem uma atmosfera discreta e cosmopolita. Vidraças amplas deixam entrar a luz da cidade, enquanto os veludos azuis, as madeiras, os tons cinzas e verdes, bem como o enorme painel contemporâneo, dão um enquadramento excecional à comida.

À frente da cozinha está o renomado chef Nuno Pizarro, coadjuvado pelo subchef João Fernandes.

Antes de tudo, o couvert – seleção de pães frescos, escuros e claros, com manteiga caseira e azeitonas marinadas – prepara o terreno para esta experiência que, pelas anteriores, já sabemos que promete, e bem. O pão de sementes, com a sua ligeira oleosidade, é uma pequena demonstração de que os ingredientes que vêm de fora são também escolhidos a dedo: à primeira dentada, há uma reminiscência de bolo-rei estaladiço que nos vem à mente…

O menu começa depois, com uma pequena viagem de reconhecimento: as entradas. Neste capítulo inicial, há novas propostas que se inspiram nos produtos sazonais e sugerem a ligação entre tradição e modernidade. É o caso da Sopa de castanha e funcho, que foi, para nós, uma das maiores (e boas) surpresas: é um rico creme aveludado, de sabor adocicado mas equilibrado, servida em porção comedida para não saturar. É uma introdução confortável, mas inteligente, com o perfume dos condimentos que lhe dão um toque especial a prolongarem-se no paladar.

Outra novidade é o Polvo com batata-doce, acompanhado por cebola roxa e coentros. O menu descreve-o como “símbolo da cozinha atlântica portuguesa”, e a definição é justa. A doçura terrosa da batata-doce faz um contraponto inesperado ao sabor do mar, através do polvo. Sugere-se que experimentem este prato, ótimo para partilhar entre amigos, como preâmbulo leve e garrido para os pratos principais.

Outro destaque em matéria de novos pratos é o Carpaccio de beterraba com laranja e ras el hanout. Inteirámo-nos acerca desta especiaria, mais concretamente, uma mistura (mais ou menos vulgarizada nos pacotes de algumas marcas comercializados em supermercados). O que nos trouxeram foi uma amostra preparada pelo chef. Trata-se de uma especiaria berbere, de sabor subtil e quente, situada entre o caril e a pimenta. O toque deste ras el hanout é unico; dá à comida uma vibração aromática que foge ao previsível, lembrando que as especiarias foram, afinal, o ponto de partida da nossa aventura global.

Para quem prefere o lado clássico, o Carpaccio Novo Mundo de novilho com trufa, lima e aioli é uma combinação perfeita. Como às vezes também não se resiste ao que já se conhece, pedimo-lo. Há coentros frescos, uma acidez contida e a riqueza discreta da trufa, uma conjugação de sabores que já sabíamos resultar muito bem, mas que surge agora com um toque divinal de raspas de lima verde, o que redunda num acepipe difícil de esquecer. Portanto, se regressar, vou pedir outra vez…

Por fim, ainda nas entradas, temos o Camarão salteado com alho, em manteiga de ervas e servido com pão torrado, que cumpre o papel de conforto imediato.

Nos principais, o Novo Mundo apresenta também as suas novidades. Há pratos parecem nascer de um ponto diferente no mapa, mas todos desembocam num território onde se cruzam elementos que nos são familiares.

O Caril de porco alentejano é um dos pratos novos e, a nosso ver, muito bem conseguido, pela conjugação de sabores e a qualidade com que é confecionado. Por um lado, a carne tenra encontra nas especiarias um parceiro improvável mas eficaz, por outro, o arroz basmati perfumado constitui um acompanhamento e uma combinação excelente para o creme de caril que faz cama às suculentas tiras da carne.

O mesmo espírito de fusão aparece no Caril Vegetariano de Goa com caju e legumes, prato que presta homenagem à história das rotas portuguesas. O caju, nativo do Brasil, viajou para a Índia e para África Oriental pelas mãos dos navegadores, e hoje regressa à mesa como símbolo desse percurso.

O Bacalhau assado com puré de grão-de-bico e azeite de pimenta-rosa é outro dos novos pratos da carta. “Chamado de fiel amigo, o bacalhau acompanhou os portugueses nas longas viagens”, recorda a descrição do menu. Aqui, o clássico é reinterpretado sem perda de identidade: o grão substitui a batata, o azeite ganha um tom picante e floral, e o resultado é uma releitura eficaz de pratos e ingredientes tradicionais.

Já o Entrecôte de vitela transmontana é um clássico da casa. Vem servido com batatas rústicas e chimichurri de ervas, e é o prato que mais se aproxima de um regresso à terra firme. Mais um déjà vu que vale bem a pena, de tão irresistível. É carne sem artifícios, apenas temperada com sal.

Há, ainda, o Frango do Campo Assado com puré de cherovia, pak choi e jus de alho e limão, uma combinação entre rusticidade e detalhe técnico. Por fim, o Estufado de grão com couve, batata-doce e ras el hanout completa o alinhamento. É um prato de raízes humildes, mas aqui tratado com elegância. O ras el hanout surge como fio condutor, a especiaria que atravessa fronteiras e dá coerência ao menu pelas suas sucessivas aparições.

Quanto à carta de sobremesas, é breve, mas sólida. Cada doce conta um episódio da história gastronómica portuguesa. Para começar, e sendo uma das novidades, provámos o Pastel de Nata com gelado de canela. Este doce remete aos monges do Mosteiro dos Jerónimos, que, segundo reza a história, transformaram as gemas excedentes de engomarem as vestes religiosas neste tão doce símbolo da atual identidade de Lisboa. Servido com o contraste frio de uma bola de gelado de canela, a apresentação deste clássico pelo Novo Mundo ganha nova vida.

Segue-se o Algarve Chocolate Crunch, uma feuillantine de chocolate com doce de laranja e gelado de iogurte. As laranjas doces, recorda o menu, chegaram à Europa nos séculos XV e XVI através das rotas com o Oriente, e foi no Algarve que se enraizaram. Aqui regressam ao nosso prato.

A Tartelette Tatin, de maçã, com flor de sal de Tavira e gelado de baunilha Bourbon, é talvez a sobremesa mais subtil da carta. Foi mais uma das novidades que provámos e rendemo-nos totalmente. O toque salgado da flor de Tavira quebra a doçura desta receita francesa que assim se reiventa à mesa, connosco.

Novo Mundo - Pastel de Nata com gelado de canela e Tartelette Tatin

E para quem prefere a simplicidade, há sempre a Fatia de fruta da época, lembrando que, por mais longe que se viaje, o fim de uma refeição nunca pode ser mau com uns bons nacos de fruta fresca e leve.

Na mesa, o vinho é um grande auxiliar desta narrativa. O Casa Velha 2023, tinto do Douro DOC, foi o escolhido para acompanhar a refeição. Elaborado a partir de tinta barroca, tinta roriz e touriga nacional, o vinho é descrito como “pleno de elegância e harmonia”. É um Favaios, uma das aldeias vinheteiras mais emblemáticas do Douro, e a nota do staff descreve-o, com orgulho, como “um favaio de ouro”.

Lembrar que o bar do DUO Hotel Lisbon é partilhado entre hóspedes e visitantes e encerra à meia-noite. Há cocktails de assinatura, prontamente destacados pelo Staff, como o Root of the Eels e o Mangi (feito à base de manjericão, uma delícia, particularmente, para quem aprecia muitíssimo, como eu, esta erva, a sua frescura e paladar).

Levámos a nossa reportagem mais longe e o staff, extremamente simpático, deu-nos uma ajuda. O Novo Mundo funciona em dois tempos. Ao almoço e jantar, o menu principal segue o formato fine dining acessível, enquanto durante o dia, o menu do Courtyard oferece pratos mais leves e rápidos, sem interrupções de serviço. É uma carta prática, pensada para quem trabalha ou para hóspedes em passagem, com saladas de figo, de cuscuz e legumes com limão e iogurte, ou de bacalhau.

As saladas César, os croquetes e os pastéis de bacalhau mantêm-se como valores seguros, a par da Patty Club, uma sanduíche servida em pão rústico, que se tornou habitual entre os frequentadores regulares do hotel. O restaurante fecha a cozinha principal por volta das 22h, mantendo o serviço de bar até à meia-noite.

Às quintas e sextas-feiras, a casa transforma-se: há um barbecue exterior, das 19h às 22h30, onde a grelha é acesa à vista dos clientes. Quando o tempo o permite, o cheiro a carvão mistura-se com o da cidade, criando um contraste curioso entre o urbano e o campestre. O público é diverso, com hóspedes internacionais, lisboetas curiosos, profissionais do bairro. A todos une o mesmo gesto: o de parar um instante para comer com atenção.

No Novo Mundo, a ideia das “rotas e dos sabores que se cruzam” é um projeto que parte do conforto e da hospitalidade para explorar o território da memória e de uma gastronomia eivada de história(s). Lisboa tem muitos espaços que servem boa comida, lá isso tem; mas nem todos assentam num conceito com esta substância. Não é uma simples metáfora; é implementada ao pormenor.

FUJIFILM vai inaugurar no Porto a primeira House of Photography em Portugal

A japonesa FUJIFILM escolheu o Porto para abrir a primeira House of Photography em Portugal, promovendo experiências ligadas à arte da imagem.

A FUJIFILM vai inaugurar, no dia 7 de novembro, às 10h, a sua primeira House of Photography em Portugal. O novo espaço situa-se na Rua Sá da Bandeira, nº 289, no Porto, e a cerimónia contará com a presença da Direção-Geral da FUJIFILM Europe e da equipa nacional da marca. Localizada no centro da cidade, esta nova casa pretende ser um ponto de encontro para quem vê a fotografia como forma de expressão e criatividade, aproximando a FUJIFILM da comunidade e reforçando a sua ligação ao universo visual.

A House of Photography foi concebida como um local de experimentação e partilha, onde profissionais e amadores poderão explorar todo o portefólio da FUJIFILM, desde as câmaras mirrorless das séries X e GFX até às populares instax. O espaço contará ainda com uma área destinada a workshops, exposições e outras atividades criativas, pensadas para promover o contacto direto com a imagem e incentivar o desenvolvimento da comunidade fotográfica.

Para assinalar a abertura, a marca preparou um conjunto de ofertas no valor total de 8.000€ em produtos fotográficos. A partir das 8h, os cem primeiros visitantes serão recebidos com uma goodie bag exclusiva, das quais vinte e cinco incluirão, de forma aleatória, equipamentos como câmaras e impressoras instax, câmaras descartáveis Quiksnap, modelos FUJIFILM X half e FUJIFILM X100VI.

BrickBoy transforma o LEGO Game Boy numa consola real através de um kit criado por fãs

O BrickBoy é um novo projeto no Kickstarter que permite jogar títulos da Game Boy, Game Boy Color e Advance no recém-lançado set LEGO Game Boy.

Criado por um grupo de fãs suíços, o BrickBoy é uma das primeiras conversões para o recente LEGO Game Boy, que transforma o modelo colecionável numa consola real através de um kit eletrónico. O projeto foi lançado esta semana no Kickstarter e permite que qualquer pessoa possa montar, em poucos minutos, uma versão jogável da icónica portátil da Nintendo.

O BrickBoy é um kit totalmente independente, desenvolvido e montado pela própria equipa, que não inclui peças LEGO nem componentes oficiais da Nintendo. O objetivo passa apenas por pegar no set oficial do LEGO Game Boy, lançado a 1 de outubro, e acrescentar-lhe um módulo com ecrã, botões, colunas e placa de controlo, resultando assim numa réplica funcional capaz de correr jogos através de emulação.

De acordo com a equipa, a instalação do kit demora menos de dez minutos. O processo inclui encaixar um ecrã LCD de 2,4 polegadas, alinhar sensores magnéticos sob os botões e o D-pad e montar um cartucho especial que funciona como módulo principal. O cartucho contém o modulo principal do BrickBoy, responsável por executar as ROMs e armazenar os jogos. No entanto, uma das versões do kit utiliza duas pilhas AAA, o que faz sobressair ligeiramente o cartucho na traseira do modelo, enquanto que as restantes ofereçam bateria recarregável.

O BrickBoy está, então, disponível em três modelos. O Essential Kit, destinada para quem procura a experiência mais simples, reproduz apenas títulos da Game Boy original a preto e branco e inclui uma coluna mono. O Gamer Kit, mais avançada, acrescenta suporte para jogos da Game Boy Color e Game Boy Advance, ligação a auscultadores Bluetooth e bateria recarregável. Por fim, o Collector’s Edition foi concebida para exibição permanente e que inclui um Exposition Mode – uma função que mantém o ecrã ligado com demos animadas e alimentação contínua. Todas as versões estão previstas para envio em março de 2026, caso a campanha atinja o financiamento necessário. No entanto os custos dos kits tornam esta “brincadeira” menos interessante, com o Essential Kit a custar cerca do dobro do valor do LEGO Game Boy, que é de 59,99€. Neste caso, o Essential Kit fica disponível por 129€, o Gamer Kit, por 169€ e o Collector’s Edition por 189€. Os primeiros a investirem nesta aposta, podem aceder ao Essential Kit por 99€.

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Flor de Lis: o regresso do Epic Brunch a Lisboa

Há lugares que parecem feitos para contrariar o relógio. E o restaurante Flor de Lis, no primeiro piso do EPIC SANA Lisboa Hotel, é um deles.

O brunch do Flor de Lis esteve suspenso durante o verão, período em que o EPIC SANA Lisboa Hotel privilegiou os hóspedes e o público do rooftop. O regresso, a 5 de outubro, marcou uma nova fase: menus renovados, estações ao vivo e uma aposta reforçada na componente familiar. A cozinha é liderada por uma equipa experiente, que privilegia produtos nacionais e menus sazonais.

Fomos experimentar, para testar como funciona esta iniciativa pensada para garantir uma experiência gastronómica de ótima qualidade e um serviço de excelência a quem procura o máximo de qualidade e conforto numa refeição de domingo fora de casa, com os amigos e a família.

O EPIC SANA Lisboa Hotel, inaugurado em 2013, é um dos hotéis de referência da capital. Situado entre as Amoreiras e a Rua de São Sebastião da Pedreira, impõe-se pela arquitetura elegante e pela forma como conjuga o ritmo urbano com uma sensação de refúgio citadino confortável.

O brunch decorre no primeiro piso, no restaurante Flor de Lis. Assim que se chega ao topo das escadas do primeiro piso, onde está o Flor de Lis, dá para perceber que o tempo ali corre mais devagar, embalado por música ao vivo, garrafas e copos para os cocktails alinhados numa primeira mesa, à entrada para o buffet.

Para quem não conhece, trata-se de uma sala ampla, marcada por enormes vidraças que inundam o espaço de luz natural. O design é contemporâneo, com tons neutros que dialogam com a madeira e apontamentos de cor, além do jardim visível no átrio da tardoz.

O ambiente é pautado pelo conforto e pelo vaivém silencioso de travessas a chegar e desaparecer de um buffet que mais parece um palco gastronómico. É o Epic Sunday Brunch, o ritual de domingo que o hotel relançou neste outono e que tem tudo o que é preciso para reconquistar o seu estatuto de um dos brunches mais cobiçados da cidade.

E o que constatámos, de facto, é que, com o selo de qualidade do grupo SANA, o brunch do Flor de Lis é, além de uma refeição demorada, um momento de conforto e convívio pensado para colmatar o fim de semana, naquela atmosfera única do fim da manhã e início da tarde de domingo.

Entre os clientes há hóspedes do hotel e, principalmente, muitos clientes externos, a quem podemos chamar de habitués de domingo: casais, famílias com crianças e grupos de amigos. E há, sobretudo, a sensação de que este é um sítio onde o luxo não pesa: uma sala comprida e muito ampla, confortável e moderna, requintada nalguns detalhes, o som discreto dos talheres a acompanhar o jazz que preenche a sala…

O conforto aqui não é uma palavra, antes uma sensação real: cadeiras estofadas, bom espaço entre mesas e um serviço muito atento, mas natural e sem ser intrusivo, detalhes que fazem esquecer o telemóvel e convidam à conversa. Talvez por isso o Flor de Lis seja um dos poucos restaurantes de hotel onde algumas pessoas criaram o hábito de almoçar ao domingo, e onde regressam sempre.

Logo à entrada, a abundância é constantemente controlada para que nada falte, nada se desajeite, nada importune: as bandejas são continuamente repostas, à medida do consumo, a ordem, o tato, a atenção aos detalhes são notáveis.

O percurso começa, à esquerda, pela zona de pequeno-almoço tradicional, onde se encontram os pães, os croissants, os ovos mexidos, o bacon crocante e as salsichas de porco, num aceno ao clássico brunch europeu, com toque inglês; sem faltarem croissants recheados de chocolate e outros doces, como caracóis de chocolate e frutas.

À direita, estendendo-se a toda a largura da sala, está uma longa estação de entradas frias, com variedade impressionante e muito boa apresentação. Há uma seleção cuidada de acepipes dispotos em pequenas verrines que despertam o logo o apetite.

As pequenas doses em taças ou copinhos incluem um leque confortavelmente grande opções, entre elas: Camarão, ananás e pickle de cebola, Salada grega, Salada de polvo, Guacamole com pico de galo e crocante de milho ou, até, Pato confitado com frégola de chouriço de porco preto – aqui está uma proposta mais robusta que contrasta com a leveza das saladas.

Mas há, também, tacinhas de pé alto com Pasta de sapateira, aqui numa versão cremosa e muito fresca. No meio, uns Shots de piña colada emprestam à degustação destes manjares repletos de ótimos condimentos um paladar um pouco mais exótico. Notámos e achámos interessantes estes pequenos gestos de cozinha que revelam o cuidado da equipa e um gosto por desafiar o formato clássico do buffet.

Lateralmente, encontra-se uma estação intermédia de enorme importância, a de charcutaria e queijos, que mais não é do que um convite à degustação de produtos da boa tradição portuguesa: presunto de cura de 12 meses, vários tipos de paio e enchidos, queijos variados, cortados e apresentados com rigor. Ao lado, a zona indispensável de pães e pastelaria salgada: pão de sementes, alfarroba, empadas, quiche lorraine, entre outros, e uma Focaccia mediterrânica com azeitonas e ervas aromáticas, que, para mim, estava no ponto maravilhoso, ligeiramente azeitada.

Não podemos deixar de destacar esta parte, que se notou logo ser o canto mais disputado do buffet. Paralela à longa estação das verrines (copinhos ou pequenas taças de vidro), os clientes podem contar com esta estação recheada de maravilhosas apresentações de marisco, onde o sabor do Atlântico está bem presente, e o sushi, executado com precisão, mostra a aposta do hotel em integrar a cozinha asiática na sua identidade.

De facto, as Ostras ao natural e o Camarão cozido com citrinos são muito frescos e de qualidade imaculada. A isto ainda se juntam as travessas de sushi e sashimi acabadas de preparar, com nota máxima de um sushiman experiente. A variedade das peças não é grande, mas estas apresentam-se frescas e equilibradas nos sabores e confecionadas como manda a regra – no caso das peças de sushi com mais recheio do que arroz e os cream cheese e molhos q.b. e bem apurados e delicados.

A oferta fria completa-se com uma deliciosa Salada de batata alemã e ervas e saladas diversas, de alface e nozes. Ali também marcam lugar os tradicionais salgadinhos: rissóis de camarão, pastéis de bacalhau, croquetes de carne e chamuças de legumes. Pessoalmente, um dos must desta estação são as Gyosas de lagosta com maionese de kimchi, de comer e chorar por mais.

A transição para os pratos quentes faz-se, no meio de tudo isto, com calma e tranquilidade. Ora, o buffet quente é o coração da sala, numa estação contínua de bandejas assistidas por recipientes de água mantida quente, com tampas de inox giratórias para serem acionadas à vontade dos clientes. Como em todos os outros expositores, o autosserviço é muito prático, já que são dispostos utensílios em pequenas travessas de loiça, para guarnecer os pratos, tanto de um lado das estações como do lado oposto.

Nesta secção, como em todas as outras, o cliente pode experimentar tudo o que quiser, obviamente, e abastecer o prato as vezes que quiser. As opções variam semanalmente, mas a estrutura mantém-se: carne, peixe e acompanhamentos preparados com equilíbrio e respeito pelo produto. Falamos de pratos de qualidade, bem confecionados e saborosos, com uma opção de peixe e outra de carne e vários acompanhamentos à escolha.

Entre as carnes, destaca-se a Carne de Porco à Portuguesa, como que tostada por fora mas tenríssima e bem suculenta por dentro. Quanto ao peixe, temos o Bacalhau Assado com Broa de Milho, confecionado em grossos cubos de ótima posta de bacalhau do lombo. A broa gratinada, esfarelada, na crosta, assume o sabor dos temperos, dando um toque delicioso ao prato.

Na sequência dos pratos principais, encontram-se os acompanhamentos, um detalhe importante: arroz basmati, Batata à murro e Grelos ao alho compõem o conjunto de guarnições.

Neste buffet quente há, ainda, uns inesquecíveis Raviolis de cepes com molho de queijo e salva, que resultam uma combinação perfeita, o que é ótimo, para mostrar que os amantes da cozinha italiana não ficaram esquecidos.

A gama de vinhos DIVAI acompanha o buffet (atenção, que as bebidas alcoólicas têm um custo à parte). Entre os vinhos tintos, estão disponíveis o Selection e o Reserva. São vinhos compostos por diversas castas, como Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, mais uma adicional, a Castelão. A oferta de vinhos brancos inclui o branco Reserva e o monocasta Arinto. Para completar a seleção, a marca disponibiliza ainda um vinho rosé e um espumante.

Além dos vinhos, a marca DIVAI também é responsável pelo azeite servido nas unidades do grupo SANA. Este azeite, também proveniente do Alentejo, é feito exclusivamente para o grupo. Está disponível em duas opções: uma um pouco mais frutada e outra um pouco mais encorpada.

Depois de atravessado o império dos pratos quentes, chega-se ao território da doçaria, que está no outro lado comprido da sala, o das janelas, oposto ao da charcutaria, na continuidade dos produtos de pequeno almoço. Aqui não só se fecha o circuito, como também o Epic Brunch do Flor de Lis termina em tom épico.

Este expositor de sobremesas é uma tentação e, já agora, uma obra de engenharia criativa, graças ao painel onde estão pendurados individualmente os Epic Donuts. Decorados com várias coberturas e recheios, estes donuts apresentados com o slogan “Não me deixes pendurado”, ficam absolutamente engraçados e sedutores.

Mas há mais. Entre as várias doçarias, contam-se os mini pastéis de nata, a Tarte de frutas exóticas, a Pannacotta de frutos vermelhos, uma Esfera de queijo e framboesa (deliciosa, que é preciso comer com cuidado porque quando o revestimento de chocolate branco se parte, deita creme por fora juntamente com o doce da framboesa, e é bom não perder nenhum pedaço deste manjar delicioso), Mousse de maracujá, manga e abacaxi, Caramelo com ganache montée de chocolate e yuzu e uma protagonista (que está numa pequena campânula à parte, pela sua delicadeza e por ser cortada à fatia), a Bavaroise de chocolate gold, cenoura e citrinos, que confirmamos ser, de facto, a mais original das combinações em matéria de paladares.

De referir que há uma seleção de frutas laminadas, de grande frescura, apresentadas em várias travessas e com fartura. Obedecendo à moda, note-se que este buffet culmina numa Fonte de Chocolate com as suas muitas doçuras: gomas, panquecas, morangos. E ainda há mais.

Num carrinho à parte, num espaço delimitado por colunas, encontramos a estação de Showcooking dos Crepes Suzette. São uma completa delícia. A receita é francesa, preparada ali mesmo, em frente ao cliente: açúcar, manteiga, sumo de laranja… e o resultado é um glacê citrino magnífico sobre o crepe e um perfume que se espalha pela sala. Ao lado, o carrinho Epic Ice Cream, com sabores que mudam semanalmente – chocolate, baunilha, framboesa, coco, manga ou café – completa a sobremesa.

Enquanto os adultos conversam e se deliciam, os mais novos têm o seu próprio reino: o Kids’ Corner, com menu adaptado – nuggets de peixe, mini-hambúrgueres, penne à napolitana, arroz branco, batatas fritas – e uma zona de animação com atividades semanais. Duas animadoras, Rita e Ana, conduzem as crianças em oficinas de cupcakes, decoração de crepes, pinturas e pequenos jogos. Deste modo, pais e filhos desfrutam do mesmo espaço, mas onde as crianças se podem divertir e os pais, saborear a refeição com mais tranquilidade.

Para quem quiser prolongar a experiência, o EPIC SANA Lisboa tem mais para oferecer. Para quem procura refeições leves – massas, sanduíches, sushi, hambúrgueres – e cocktails bem executados, num ambiente mais descontraído, há no piso zero o Switch Supperclub e o Scale Bar. Já no rooftop, a piscina com vista sobre Lisboa é um cartão-postal por si só. E nos pisos inferiores, o Sayanna Wellness & Spa oferece tratamentos e massagens que complementam o espírito relaxado do brunch.

Na nossa opinião, o Epic Sunday Brunch é uma experiência que justifica bem o facto de a hotelaria portuguesa continuar a ser referência. Para se rentabilizarem, os hotéis têm compreendido que a aposta no público externo, na dinamização dos espaços do hotel e em refeições de qualidade onde se valorizam as famílias, associada a experiências de bem-estar, é uma via para o sucesso de todo o projeto.

Por 64€ (adultos), o visitante dispõe de uma refeição de alta qualidade, farta e diversificada, num ambiente luxuoso, agradável e elegante, no coração lisboeta.

O Epic Sunday Brunch acontece todos os domingos, das 12h30 às 16h, o preço não inclui bebidas alcoólicas, mas sim sumos naturais, refrigerantes e águas.

As crianças até aos três anos são convidadas da casa; dos 4 aos 12 anos, pagam metade. É uma fórmula familiar e democrática e, por isso mesmo, constatámos que o Flor de Lis se tornou um ponto de encontro entre gerações. Ah, e atenção: o estacionamento é gratuito. Para reservas, podem fazê-lo diretamente através do site oficial ou ligar para o 212468688.

Amazon corta grande parte da sua divisão de videojogos e reduz aposta em MMOs

O novo plano de reestruturação da Amazon vai eliminar milhares de postos corporativos e põe fim a vários projetos de altas produções nos estúdios da Amazon Game Studios.

A Amazon anunciou uma nova vaga de despedimentos que afetará diretamente a sua divisão de videojogos, reduzindo de forma significativa o investimento em títulos de altas produções e em jogos MMO. Esta decisão medida integra um plano de reestruturação mais alargado que eliminará cerca de 14 mil postos corporativos em várias áreas da empresa.

De acordo com uma nota interna enviada aos funcionários, os estúdios de Irvine e San Diego, bem como a equipa central de publicação, serão os mais afetados. Steve Boom, vice-presidente de Áudio, Twitch e Jogos, confirmou a dimensão dos cortes com a já tradicional declaração nestes episódios, afirmando que a decisão “foi difícil, mas necessária” para ajustar as prioridades da empresa. “Estamos orgulhosos do que alcançámos em termos de desenvolvimento e publicação de jogos AAA, mas decidimos interromper uma parte significativa desse trabalho, especificamente em torno dos MMOs”, escreveu na mensagem interna.

A reestruturação insere-se num plano de reorganização mais alargado dentro da Amazon, que procura simplificar processos e reduzir camadas hierárquicas. Numa segunda comunicação, Beth Galetti, vice-presidente sénior de Recursos Humanos, explicou que o objetivo é tornar a estrutura “mais ágil e com mais autonomia”, concentrando os recursos nas áreas consideradas mais relevantes para o futuro.

Embora a empresa preveja continuar a contratar em setores estratégicos, a divisão de videojogos volta a ser uma das mais afetadas. Desde a criação da Amazon Game Studios, em 2012, a tecnológica tem enfrentado dificuldades em afirmar-se no mercado, apesar de alguns êxitos pontuais como New World, lançado em 2021, e Lost Ark, publicado no Ocidente pela Amazon.

Com esta decisão, poderão ser cancelados ou adiados projetos de MMOs ainda em fase inicial. Para já, a Amazon não especificou nem confirmou quantas equipas ou títulos serão diretamente atingidos, mas afirma que as operações da Califórnia serão redimensionadas de forma substancial.

Os funcionários afetados terão um período de 90 dias para procurar novas funções internas, com prioridade nos processos de recrutamento. A empresa assegura ainda compensações financeiras e outros apoios de transição. A reorganização reflete uma mudança de foco num momento em que a inteligência artificial generativa começa a moldar as prioridades tecnológicas e de investimento da Amazon.

Hotel do Albôi é o novo hotel de 4* em Aveiro

Situado no centro histórico de Aveiro, o Hotel do Albôi propõe uma experiência que alia bem-estar, design e expressão artística num espaço de identidade portuguesa.

O novo Hotel do Albôi é oficialmente inaugurado esta quinta-feira, dia 30 de outubro, marcando uma nova etapa na oferta hoteleira de Aveiro. Com um investimento de quatro milhões de euros, esta unidade de quatro estrelas do Grupo Albôi apresenta-se como um projeto que combina arte contemporânea, design e sustentabilidade, distinguindo-se pela integração de obras de artistas portugueses de destaque, entre os quais Bordalo II, Vanessa Barragão e Iva Viana.

Situado no centro histórico da cidade, o Hotel do Albôi pretende afirmar-se como uma referência na hotelaria nacional, propondo uma experiência que ultrapassa a simples estadia. O conceito aposta numa fusão entre autenticidade e conforto, refletindo a essência de Aveiro num ambiente onde o bem-estar e a expressão artística coexistem em equilíbrio.

O espaço reúne várias áreas que traduzem esta visão. O Restaurante Salineira aposta numa cozinha de autor que privilegia produtos locais e sazonais, enquanto a Cafetaria Maré Baixa convida a momentos de pausa num ambiente informal. No topo do edifício, o Rooftop Bar Maré Alta oferece uma vista panorâmica sobre a Ria de Aveiro, tornando-se um ponto de encontro para fins de tarde com música, petiscos e cocktails. A componente de relaxamento está assegurada pelo Salinas Harmony, uma zona dedicada ao equilíbrio e ao descanso, que reforça o enfoque do grupo numa hospitalidade centrada na experiência sensorial.

O Hotel do Albôi vem juntar-se ao portefólio do Grupo Albôi, que inclui o Hotel das Salinas e o Hotel Aveiro Center, ambos localizados no bairro do Albôi, uma das zonas mais emblemáticas da cidade, próxima do canal central da ria, dos edifícios de Arte Nova, da Sé, dos museus e da Praça do Peixe.

KFC abre restaurante em Castelo Branco e reforça presença no interior do país

Novo restaurante KFC em Castelo Branco marca mais um passo na expansão da marca, que conta agora com 78 unidades em Portugal.

O grupo Ibersol inaugurou um novo restaurante KFC em Castelo Branco, reforçando a sua presença no interior do país. A abertura sucede às recentes inaugurações no Seixal, no RioSul Shopping, e em Torres Vedras, no Arena Shopping, consolidando o ritmo de expansão da marca em território nacional.

Localizado junto à rotunda da Avenida Egas Moniz, o novo espaço, de formato standalone, tem capacidade para 92 lugares sentados. O restaurante dispõe de uma área ampla para refeições, esplanada, parque de estacionamento e serviço Drive-Thru. Estão também disponíveis os serviços ao balcão, através de kiosks digitais, bem como as opções de Take Away e entrega ao domicílio pelas plataformas Uber Eats e Glovo.

Com esta inauguração, a KFC passa a contar com um total de 78 restaurantes em Portugal, reforçando o objetivo de alargar a rede a todo o território nacional. A operação da marca no país emprega atualmente mais de 2.500 pessoas, evidenciando a aposta contínua do grupo Ibersol na expansão do setor da restauração organizada.

Google Pixel Watch 4 Review: o smartwatch que me fez voltar a gostar de wearables

Da autonomia à fluidez do Wear OS 6.0, o Pixel Watch 4 mostra-se um smartwatch maduro e equilibrado.

Depois das reviews aos smartphones Pixel 10 Pro e Pixel 10 Pro XL, bem como aos novos auscultadores Pixel Buds 2a, focamo-nos agora noutro dispositivo, neste caso um “vestível”: o Google Watch 4, o mais recente smartwatch da tecnológica americana que surge com funcionalidades avançadas de saúde e conectividade. E no meu caso, estes últimos dias foram um desafio, até porque trata-se do meu primeiro relógio Google que estou a testar.

Uma das coisas que adorei imediatamente mal olhei para o Google Watch 4 foi o seu ar ultra moderno, sobretudo graças ao seu novo ecrã abobadado Actua 360. Este ecrã do Google Watch 4 tem linhas suaves e um formato arredondado muito bem conseguido, transmitindo uma sensação de continuidade entre o ecrã e a estrutura metálica, que me deixou simplesmente fascinada. Não existem ângulos bruscos nem arestas incómodas, e a transição entre o vidro e a moldura é tão subtil que quase parece uma peça única, como se o ecrã se estendesse naturalmente até às margens.

Para complementar o visor, do lado direito, temos uma coroa giratória que nos dá um feedback com pequenas vibrações. Não só gosto da sensação tátil das pequenas vibrações cada vez que giro a coroa, como também da sua responsividade, nomeadamente quando carrego na coroa e rapidamente é ativado o menu com as várias aplicações integradas do relógio. E aqui, o chamado Material You 3 Expressive revela-se uma aposta ganha. A navegação no sistema é muito harmoniosa e coerente, e os componentes visuais encaixam-se muito bem no ecrã, com transições suaves e uma sensação de fluidez que torna a experiência realmente agradável. Consegue-se também uma maior coerência visual entre o telemóvel Pixel e o relógio, uma escolha inteligente da Google, que quer ter a transição entre dispositivos o mais fluida e reconhecível possível.

Para além da coroa giratória, ainda temos outro botão, que se encontra por cima da coroa e que nos permite, por exemplo, aceder às aplicações usadas mais recentemente. Temos também ainda integrado um microfone e altifalante, úteis para chamadas em alta-voz.

Já no outro lado do mostrador temos uma zona de contacto para carregamento, cuidadosamente integrada no corpo do relógio de forma bastante harmoniosa. Para carregar o Pixel Watch 4, é preciso ligá-lo à estação de carregamento rápido do Google Pixel Watch, estação essa que já vem incluída na caixa. Ao encaixar o relógio na estação, o conector alinha-se magneticamente e o Pixel Watch 4 começa a carregar na vertical. O encaixe magnético é sólido o suficiente para manter o relógio seguro e é fácil de remover com um ligeiro toque. O melhor de tudo é que, enquanto aguardo que o relógio carregue, o mostrador do Watch 4 funciona como um pequeno relógio de mesa, mostrando discretamente a hora, notificações ou quanto tempo é necessário aguardar até ficar pronto para ser usado novamente.

A versão que recebi foi a de 42mm LTE e apresenta-se com uma estrutura em alumínio polido e quatro braceletes em Irís (tamanho pequeno e grande) feitas num tom lilás suave, quase a roçar o roxo, que lhe dá um ar jovem e leve, mas sem ser demasiado chamativo. O material da bracelete é um silicone incrivelmente macio ao toque, com uma textura quase aveludada que torna o uso confortável mesmo durante todo o dia. Para quem preferir outra cor ou outro tipo de bracelete, pode espreitar no site oficial da Google e escolher entre as várias opções que estão disponíveis por lá.

Encaixar as duas partes da bracelete ao mostrador é extremamente fácil, uma vez que basta seguir as instruções no guia de inicio rápido da Google. A bracelete superior tem um pequeno botão metálico que encaixa num dos nove furos da bracelete inferior, o que ajuda a ter um ajuste muito preciso em diferentes diâmetros de pulso. Como o meu é um pouco estreito, encontrar braceletes que se ajustem confortavelmente ao meu braço acaba por ser uma tarefa um pouco difícil. Mas com o Pixel Watch 4 não tive essa questão, até porque consigo optar por usar um furo intermédio da bracelete pequena e apertar o suficiente para que o relógio não rode e nem aperte demasiado.

De resto, o Pixel Watch 4 é um relógio surpreendentemente leve, com apenas 57 gramas (braceletes incluídas). Essa leveza nota-se logo ao colocá-lo no pulso – o modelo de 41 mm, que foi o que escolhi, assenta de forma muito confortável e discreta. Ao fim de alguns minutos, quase me esqueço que o estou a usar, o que é um ótimo sinal num dispositivo que se pretende usar o dia todo. É verdade que existem relógios no mercado ligeiramente mais finos, mas os 12,3 mm de espessura do Pixel Watch 4 não comprometem, em nada, o conforto nem a ergonomia. Um ponto positivo de quase me esquecer que estou a usar o Pixel Watch 4 é que não tenho que ter receio de o salpicar com água, como por exemplo quando estou a lavar as mãos, uma vez que conta com certificação IP68, que o torna resistente à água, pó e submersão até 50m de profundidade.

Depois de me habituar ao conforto e à leveza do relógio, outro aspeto que mais se destacou foi a sua versatilidade em diversos ambientes. Graças ao ecrã AMOLED LTPO de 320 ppp com cores e 3000 nits (50% mais brilhante que o seu antecessor), posso ver facilmente todas as informações que preciso, mesmo quando estou em locais com muita claridade, como quando estou a correr ou a fazer outro desporto ar livre. Posso também ainda ativar o ajuste automático, em que o relógio fica menos brilhante quando estou em locais menos iluminados, podendo reduzir o seu brilho até cerca de uns impressionantes 1 nit.

Relativamente ainda ao ecrã, uma das críticas ao Pixel Watch 3 era precisamente o facto do vidro Gorilla Glass 5 ser bastante resistente, porém ter alguma tendência a riscar com uso quotidiano. Essa preocupação permanece com o Pixel Watch 4 e, embora ainda não tenha surgido nenhum arranhão maior no meu relógio, mesmo depois de ele ter “voado” do meu pulso numa distração, o receio de que risque facilmente continua presente, por isso acabo sempre por andar com algum cuidado extra quando o uso quer seja em casa ou na rua. No entanto, se algo se estragar podemos ficar descansados, pois o Pixel Watch 4 é o primeiro relógio da Google que permite a substituição tanto do ecrã, como da bateria, uma novidade que representa um grande passo em termos de durabilidade e reparabilidade dos dispositivos da marca.

Quanto ao hardware, o Google Watch 4 vem equipado com a segunda geração do processador Qualcomm Snapdragon W5 Gen 2, o mesmo que já alimentava o Pixel Watch 3, mas agora com uma gestão de energia mais eficiente. Para tarefas que exigem baixo consumo, como a monitorização contínua de parâmetros de saúde ou o controlo de sensores, entra em ação o coprocessador Cortex-M55, responsável por manter tudo a funcionar de forma discreta e estável. Em termos de memória, o relógio mantém os 2GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno eMMC. É também importante referir que o Pixel traz vários sensores, como bússola, altímetro, sensores vermelhos e infravermelhos de monitorização da saturação de oxigénio (SpO2), sensores elétricos multiusos compatíveis com a app ECG, acelerómetro de 3 eixos, giroscópio, sensor de luz ambiente, barómetro, magnetómetro, sensor de temperatura da pele de campo distante e sensor de temperatura da pele.

A conectividade do Google Watch 4 é um dos pontos que mais me surpreendeu. Além de Bluetooth 6.0 e Wi-Fi de banda dupla, o relógio conta com NFC para pagamentos e GPS de dupla frequência (com suporte a Galileo e Glonass), o que garante uma localização rápida e precisa. Nos modelos LTE, como é o caso da minha versão, é possível utilizá-lo de forma totalmente independente do telemóvel, ideal para treinos ou deslocações rápidas. E isto dá uma indepedência incrível.

Em termos de desempenho, a bateria de 325 mAh do Google Watch 4 revela-se bastante eficiente, especialmente quando comparada com as gerações anteriores. A velocidade de carregamento varia ligeiramente entre as versões de 41 mm e 45 mm, mas ambas oferecem resultados muito satisfatórios. O modelo de 41 mm carrega cerca de 25% mais depressa do que os seus antecessores e é possível levá-lo dos 0 aos 50% em aproximadamente 15 minutos, o que é perfeito para uma carga rápida antes de sair de casa. Já uma carga completa demora, em média, entre 50 a 55 minutos, e o relógio envia até um aviso para o telemóvel quando atinge a carga máxima, o que dá imenso jeito e evita estar sempre de olho para perceber se já o relógio já carregou ou não.

Sobre a autonomia, o desempenho do Pixel Watch 4 surpreendeu-me pela positiva. Dependendo da utilização, é possível obter até 30 horas de duração, o que significa que posso usar o relógio confortavelmente durante todo o dia sem preocupações. Ao ativar o modo de poupança de energia, essa autonomia pode estender-se até cerca de 48 horas no modelo de 41 mm – e até 72 horas na versão de 45 mm -, o que é verdadeiramente impressionante, sobretudo quando nos lembramos que se trata apenas de um smartwatch.

Esta autonomia é, sem dúvida, um dos pontos fortes do Google Watch 4. É uma sensação de alívio poder usar o relógio normalmente sem estar constantemente a pensar se a bateria vai aguentar até ao fim do dia. Com outros relógios que tive, era comum ficar sem bateria de forma inesperada, o que acabava por se tornar frustrante, especialmente quando precisava do relógio para monitorizar o sono ou receber notificações importantes ao longo do dia.

Para começar a usar o Pixel Watch 4 pela primeira vez, além de o colocar a carregar, é necessário emparelhá-lo com um telemóvel. Qualquer dispositivo com o sistema Android 11 ou superior serve, embora, infelizmente, não se possa dizer o mesmo para quem usa iOS. No meu caso, o emparelhamento com o Pixel 10 Pro XL foi extremamente rápido e intuitivo: bastaram alguns passos simples para que o relógio ficasse totalmente configurado. Em poucos minutos, o Pixel Watch 4 estava pronto para ser testado, com todas as funcionalidades sincronizadas e pronto a acompanhar a minha rotina diária.

Ao utilizar o Pixel Watch 4, nota-se imediatamente o sistema Wear OS 6.0 em ação, que foi claramente otimizado para smartwatches. A navegação é fluida e intuitiva, tornando muito fácil aceder a notificações, aplicações e widgets com apenas alguns gestos. Graças a esta versão do Wear OS, todas as notificações chegam de forma rápida e organizada, permitindo que as veja e responda sem esforço. Além disso, a interface está bem adaptada ao ecrã redondo, garantindo que a experiência seja consistente e agradável, mesmo em interações rápidas ou ao verificar informações de relance durante o dia.

Uma das novidades mais impressionantes deste ano é, sem dúvida, a integração da inteligência artificial no Pixel Watch 4, através do assistente virtual Gemini. A interação tornou-se muito mais simples: basta levantar o pulso para começar a falar, sem precisar de dizer a típica frase “Hey Google”. Esta nova função de “levantar para falar” simplifica imenso o dia a dia e faz com que o relógio pareça realmente compreender o utilizador. Por exemplo, quando vou correr, basta levantar o pulso e dizer que quero iniciar o treino e o Fitbit começa automaticamente a registar a atividade. Também posso pedir informações práticas, como a que horas fecha um supermercado nas proximidades, ou até pedir ao relógio que consulte a minha agenda e envie uma mensagem a avisar alguém de que estou a caminho.

Pixel Watch 4

O Pixel Watch 4 oferece ainda outras aplicações que realmente fazem a diferença no dia a dia. Para mim, algumas tornaram-se indispensáveis: o calendário ajuda-me a organizar compromissos sem ter de pegar no telemóvel, e o alarme é super prático, especialmente ao acordar. O Google Maps, como referi anteriormente, neste modelo vem com suporte para duas bandas de GPS em vez de apenas uma, oferece uma navegação muito mais precisa e estável, mesmo em zonas com sinal fraco, ruas estreitas ou locais com muita vegetação. Esta melhoria traduz-se numa localização mais fiável, ideal tanto para quem pratica desporto ao ar livre como para quem simplesmente gosta de explorar novas áreas.

Outra aplicação que acabo por usar com frequência é a lanterna, que ilumina todo o ecrã e se revela surpreendentemente útil em espaços escuros, quer seja para encontrar algo na mala, ou para me orientar à noite. Também uso muitas vezes a função que faz o telemóvel tocar quando não sei onde o deixei, uma verdadeira salvação em dias mais caóticos. Neste caso, esta funcionalidade adequa-se especialmente bem com smartphones Pixel, já que a integração entre dispositivos da Google é soberba. Isto significa que quem estiver fora do mundo Pixel, seja com outro telemóvel android ou outro sistema, acaba por não conseguir aproveitar tão bem tudo o que o Pixel Watch 4 tem para oferecer.

Posso dizer, no entanto, que uma das aplicações que mais uso e que considero indispensável é a Fitbit, que considero ser o verdadeiro coração do Pixel Watch 4. Gosto especialmente da forma como apresenta as estatísticas do meu dia (e também da noite) de forma clara e intuitiva, permitindo-me perceber onde posso melhorar. A monitorização do sono é, para mim, uma das funcionalidades mais úteis e fiáveis. Com uma precisão 18% superior face à geração anterior e graças à integração de um sensor de temperatura da pele, consigo perceber exatamente a que horas adormeci, quando despertei e em que fases do sono estive ao longo da noite. O relógio mostra ainda a variação de oxigénio no sangue, a frequência cardíaca em repouso e atribui uma pontuação global de sono, algo que ajuda bastante a ajustar rotinas e hábitos ao longo do tempo.

Outra parte à qual dou grande importância é à contagem de passos, e de facto noto que os valores são bastante consistentes e fidedignos, especialmente quando comparados com outros dispositivos. Essencial é também a deteção automática de quedas ou ausência de pulso, que aciona de imediato uma chamada para os serviços de emergência, sendo uma funcionalidade que transmite segurança, sobretudo para quem faz desporto sozinho. Além disso, o Pixel Watch 4 também inclui notificações de ritmo cardíaco irregular, permitindo identificar potenciais sinais de fibrilhação auricular. Embora não substitua um diagnóstico médico, esta monitorização constante pode ser uma ferramenta preventiva muito útil para quem queira acompanhar a sua saúde cardíaca com mais atenção.

Com o modelo LTE do Pixel Watch 4, é possível ainda contactar familiares ou serviços de emergência ,mesmo em locais sem rede móvel, desde que o céu esteja limpo. Nestes casos, o relógio oferece automaticamente a opção de ligação via satélite. Não é necessário ter um plano de dados, basta apenas ter o modelo LTE.

Depois de vários dias a usar o Pixel Watch 4, posso dizer que este smartwatch me fez voltar a apaixonar pelo mundo dos wearables. A Google conseguiu encontrar um equilíbrio quase perfeito entre tecnologia e simplicidade. O design elegante dá-lhe um ar sofisticado, mas ao mesmo tempo discreto, ideal para usar em qualquer ocasião. No dia a dia, é leve e tão confortável que muitas vezes me esqueço que o tenho no pulso. O ecrã abobadado, com a fluidez do Wear OS 6.0, torna cada interação muito intuitiva, enquanto as funcionalidades de saúde (especialmente a monitorização do sono) se revelam precisas e realmente úteis. A bateria, que dura imenso tempo, foi outra vantagem que me faz crer que este é um dos melhores wearables do mercado neste momento.

Se olharmos para o preço, o Pixel Watch 4 posiciona-se de forma bastante equilibrada com a versão de 41 mm a começar nos 399€, e por mais 100€ é possível optar pela variante com conectividade 4G LTE, que permite maior liberdade longe do telemóvel. Para quem procura um relógio completo, integrado no ecossistema Android e que combine tecnologia, estética e utilidade, o Pixel Watch 4 é, sem dúvida, uma excelente escolha.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Google.

Servidores de Vampire: The Masquerade – Bloodhunt serão encerrados em abril de 2026

O jogo gratuito de ação e sobrevivência da série Vampire: The Masquerade vai deixar de estar disponível no PC e na PlayStation 5.

O estúdio sueco Sharkmob anunciou que Vampire: The Masquerade – Bloodhunt será encerrado a 28 de abril de 2026, altura em que os servidores do jogo deixarão de estar ativos. De acordo com o estúdio, a decisão deve-se ao declínio da base de jogadores ativos, que tornou “insustentável” manter o serviço online.

Lançado em 2022 para PC e PlayStation 5, Bloodhunt foi concebido como um battle royale gratuito passado no universo de Vampire: The Masquerade, colocando clãs de vampiros em confrontos nas ruas e telhados de Praga. Apesar de um lançamento promissor, em antecipação do recentemente lançado Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2, esta aposta online jogo viu a sua comunidade diminuir de forma constante ao longo dos anos.

Num comunicado dirigido à comunidade, a Sharkmob agradeceu “a paixão e as batalhas nas sombras” dos jogadores e afirmou que “as memórias partilhadas farão sempre parte do que tornou Bloodhunt especial”. O estúdio confirmou que o título continuará totalmente jogável até abril do próximo ano, mas deixará de estar disponível para download após essa data.

A partir de agora, as compras de tokens foram desativadas, embora a loja interna permaneça aberta para permitir o uso das moedas virtuais existentes. Quando os servidores forem desligados, qualquer saldo restante deixará de poder ser utilizado. Todos os dados de conta e de jogo serão eliminados após o encerramento, de acordo com as normas europeias de proteção de dados.

A Sharkmob esclareceu ainda que não haverá reembolsos para compras antigas, embora algumas transações recentes possam ser elegíveis de acordo com as políticas da Steam ou da PlayStation.

Com o fim agendado para 2026, o estúdio encoraja a comunidade a “aproveitar o tempo que resta em Praga” e a continuar a jogar até ao último dia.

Ghost of Tsushima: Director’s Cut recebe verificação oficial para a Steam Deck

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A nova atualização de Ghost of Tsushima torna o jogo totalmente compatível com a consola portátil da Valve, apesar de anteriormente já ser jogável quase sem compromissos.

A versão para PC de Ghost of Tsushima: Director’s Cut recebeu uma atualização que torna o jogo oficialmente verificado para a Steam Deck. De acordo com o estúdio responsável pela conversão, a Nixxes Software, a certificação chega com o Patch 8, com otimizações especificas do jogo da Sucker Punch Productions para o dispositivo portátil da Valve.

Embora o jogo já pudesse ser jogado na Steam Deck, a verificação oficial introduz agora um perfil gráfico específico para o sistema, para além de melhorias na interface para o ecrã portátil e de várias correções de erros. Entre elas, a Nixxes refere que o patch inclui também uma atualização do AMD FSR para a versão 3.1.4 e correções de falhas associadas ao sistema Steam Input, para além de um erro de som identificado na missão “Eternal Blue Sky”.

Outra alteração relevante é a separação do modo multijogador Legends, agora disponibilizado como DLC gratuito stand-alone. Os jogadores que apenas pretendam jogar a campanha principal podem deixá-lo desinstalado para poupar espaço, enquanto quem quiser aceder ao modo online precisa apenas de ativar o conteúdo adicional, mantendo a exigência de uma conta PlayStation Network, cujo processo de log-in invalidava o selo de verificação na Steam Deck.

O lançamento desta atualização surge num momento em que a série volta a ser o centro das atenções, impulsionada por Ghost of Yōtei, a sua sequela exclusiva para a PlayStation 5, que podem ficar a conhecer na nossa análise, onde gabamos o novo projeto da Sucker Punch Productions, como uma “enorme conquista” que “pegou em tudo o que o original tinha de bom e melhorou, ao mesmo tempo que oferece uma história mais envolvente, emocional e bem-adaptada ao potencial deste maravilhoso meio interativo.”

Do Palácio da Ajuda aos restaurantes da cidade: a Chefs Week toma conta de Lisboa

Até 3 de novembro, Lisboa acolhe a Chefs Week, com banquetes de chefs Michelin, vinhos de autor e experiências gastronómicas únicas.

Chegou a Lisboa a Chefs Week, naquela que promete ser uma das semanas mais intensas do calendário gastronómico. Até 3 de novembro, o Palácio Nacional da Ajuda, o Centro de Congressos de Lisboa e diversos restaurantes da cidade serão o cenário da Chefs Week, um evento que reúne gastronomia, vinhos e design numa celebração da criatividade contemporânea. Integrada na programação alargada do Essência do Vinho – Lisboa, esta iniciativa propõe uma imersão no universo da cozinha de autor e da harmonização enogastronómica, articulando talento e estética num mesmo palco.

No coração do evento, o Palácio Nacional da Ajuda acolherá três banquetes protagonizados por seis chefs de renome, que apresentarão interpretações pessoais da cozinha e do território. O primeiro jantar, que acontece na noite de hoje, 28 de outubro, presta homenagem ao Estado do Rio de Janeiro. João Paulo Frankenfeldchef do Casa 201, distinguido com uma estrela Michelin e considerado o melhor restaurante de matriz francesa do Rio, assume a liderança da cozinha, acompanhado por Nelson Soares, criador do restaurante Sult, com espaços no Rio de Janeiro e em Cascais.

A 29 de outubro, a mesa será entregue a dois nomes do norte do país: Vítor Matos, detentor de duas estrelas Michelin no Antiqvvm, e Arnaldo Azevedo, chef do Vila Foz, também galardoado pelo guia. Unidos pelo respeito pelas origens e pela memória dos sabores, os dois cozinheiros prometem um menu onde o mar e a terra se encontram em equilíbrio.

O terceiro banquete, no dia 30, assinala o regresso de Carlos de Medeiros a Portugal. O chef, radicado na Noruega e distinguido com uma estrela Michelin no Bar Amour, em Oslo, partilhará a cozinha com Luís Gaspar, da Sala de Corte, em Lisboa. O jantar celebrará os produtos do mar e destacará a origem Seafood from Norway/Bacalhau da Noruega, numa fusão de técnicas e identidades.

Os banquetes, cujos bilhetes podem ser adquiridos por 120€ cada, decorrerão na Sala D. Luís do Palácio da Ajuda, espaço outrora reservado a receções reais, agora transformado em cenário de uma experiência sensorial completa. As mesas serão vestidas com louças Vista Alegre e Bordallo Pinheiro, acompanhadas por vinhos selecionados de Lisboa, apresentados pelo sommelier Manuel Moreira. O ambiente será enriquecido por intervenções musicais e performances discretas, reforçando a ideia de que a gastronomia é também arte e partilha.

Mas o Chefs Week também se expandiu a restaurantes da cidade, como dito anteriormente. Por exemplo, ontem dia 27 de outubro, foi a vez de um jantar no À Costa by Olivier… e o Echo Boomer aproveitou a ocasião para ir provar o menu.

Tudo começou com o Couvert, com vários tipos de pães, manteiga dos Açores e pasta de atum. Logo depois, um Ovo À Costa (Tártaro de gamba, batata palha, ovo estrelado, caviar e maionese de limão), harmozinado com o vinho branco Quinta do Lagar Novo 2019. Não se sentiu, no entanto, a presença do caviar, pelo menos na boca, mas eu, que não sou particularmente fã de gamba, adorei esta entrada, embora um bocadinho a menos de maionese de limão não fizesse mal a ninguém.

Pouco depois, um Croquete de novilho com molho de mostarda, com carne desfiada como se quer no interior, harmozinado pelo tinto Chocapalha Vinha Mãe 2019.

Para entrada principal, e como não poderia deixar de ser, o popular Arroz de lavagante (Arroz, carabineiros, lavagante, maionese de limão). Bem guloso e cremoso, a harmonizar com o espumante Adega de São Mamede Arinto&Chardonnay 2022.

No fim de tudo, um mix de sobremesas, composto por Mousse de Chocolate da Marie Louise, Sericaia e Doce da Casa (Gelado de Iogurte Grego, Bolacha Maria e Doce de Ovos). A destacar-se? Claramente a Mousse de Chocolate da Marie Louise, uma entrada obrigatória para pedirem numa ida ao À Costa by Olivier. Por outro lado, ficámos desiludidos com o Doce da Casa, uma vez que o gelado estava demasiado sólido e só sabia basicamente a iogurte grego simples. A parte final da refeição foi harmonizada pelo vinho fortificado Villa Oeiras 7 anos e pela Aguardente da Lourinhã Clássica 32°Série.

De resto, o Chefs Week segue pelo Nunes Real Marisqueira (28 de outubro), Plano (29 de outubro), Áurea (30 de outubro), Soi Asian Street Food (31 de outubro), Ryoshi (1 de novembro) e 100 Maneiras Bistrô (2 de novembro).

Cada espaço oferecerá uma interpretação distinta da cozinha lisboeta e do diálogo entre tradição e contemporaneidade. Neste caso, cada menu tem um custo de 65€/pessoa, com vinhos incluídos. Convém salientar que cada menu é exclusivo, pois será criado pelo chefresidente, e as reservas devem ser feitas diretamente com o restaurante em questão.