Red Dead Redemption recebe versões nativas nas consolas modernas e estreia-se em dispositivos móveis e na Netflix

A Rockstar Games vai relançar Red Dead Redemption e Undead Nightmare agora nas versões da PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, e em dispositivos móveis iOS e Android, a 2 de dezembro

A Rockstar Games anunciou que Red Dead Redemption vai ficar disponível em virtualmente todas as plataformas atuais. A partir de dia 2 de dezembro, será possível jogar o aclamado jogo em versões nativas da PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e em dispositivos iOS e Android via Netflix. As novas edições foram desenvolvidas com a Double Eleven e a Cast Iron Games e destacam-se por chegarem a novas plataformas e por estarem otimizadas para plataformas onde já era possível jogar, como na PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, via retrocompatibilidade.

Na PlayStation 5 e na Xbox Series X|S, o jogo passa a correr a 60 FPS, com compatibilidade HDR e resoluções até 4K. Na Nintendo Switch 2, a Rockstar introduziu suporte para DLSS, HDR, controlos de rato via Joy-Cons e um desempenho alvo a 60FPS em altas resoluções. Já as plataformas móveis, as versões para iOS e Android incluem controlos adaptados e estarão disponíveis para download gratuito através de uma assinatura da Netflix.

As boas noticias chegam para quem já tiver as versões da PlayStation 4, Nintendo Switch ou numa edição digital retrocompatível no Xbox One, que poderá fazer a atualização digital para a nova versão sem qualquer custo acrescido. Os jogadores poderão, assim, manter o progresso existente, incluindo dados guardados, garantindo continuidade no acesso às novas versões. Adicionalmente, a Rockstar confirmou ainda que estas edições entram no catálogo do PlayStation Plus e na Biblioteca de jogos GTA+ no próprio dia de lançamento.

Plano de subscrição Google AI Plus chegou a Portugal

O Google AI Plus disponibiliza funcionalidades avançadas de imagem, vídeo e produtividade, bem como créditos mensais para utilização no Flow.

O serviço Google AI Plus passou a incluir Portugal num conjunto mais vasto de mercados onde a tecnologia de inteligência artificial da empresa se torna mais acessível ao público geral. A disponibilização no mercado nacional surge acompanhada de um valor mensal de 7,99€ e de uma campanha temporária que reduz o custo para 3,99€ durante os dois primeiros meses para novas subscrições, mediante condições definidas pela plataforma.

A oferta, que surge assim como alternativa ao Google AI Pro e Google AI Ultra, foi concebida para reforçar a capacidade produtiva e criativa dos utilizadores, reunindo num único plano o acesso a modelos avançados de geração de imagens e vídeo, ferramentas de apoio ao trabalho diário e um aumento substancial do espaço de armazenamento associado à conta. Entre as funcionalidades agora incluídas estão limites superiores para o modelo de imagem utilizado na aplicação Gemini, acesso alargado ao gerador de vídeo Veo 3 Fast e integração da IA nos serviços habituais da empresa, como Gmail, Docs, Sheets ou Drive. O NotebookLM passa igualmente a operar com margens mais amplas de utilização, enquanto o armazenamento total sobe para 200GB, distribuído entre o Photos, o Drive e o Gmail.

O pacote inclui 200 créditos de IA mensais utilizáveis no Flow, além das funcionalidades gerais de inteligência artificial associadas ao serviço. O Flow, ferramenta vocacionada para produção de vídeo generativo, permite desenvolver clipes, sequências e narrativas com maior rapidez, recorrendo a modos distintos de criação, entre eles texto para vídeo, transformação de imagens de referência ou geração a partir de frames. A plataforma opera com um limite de cinco gerações simultâneas e mantém mecanismos de proteção destinados a evitar resultados que se enquadrem em categorias sensíveis.

O Whisk, disponível apenas em determinados territórios, centra-se na composição visual e na experimentação rápida de ideias. A ferramenta extrai elementos essenciais das imagens fornecidas pelo utilizador para orientar a criação de novos conteúdos. Com o plano Google AI Plus, passa também a ser possível produzir Shorts através do Whisk Animate e gerar vídeos com o Veo, embora exista um teto mensal para a criação desses conteúdos, que pode ser ampliado com as versões Pro ou Ultra.

No campo da investigação e escrita, o NotebookLM beneficia de melhorias que incluem maior número de resumos de áudio, mais espaço para notebooks e fontes por projeto, personalização de estilo e tom, bem como opções adicionais de partilha e métricas. Estas vantagens estão disponíveis tanto em equipamentos Android como iOS. Já a aplicação Gemini ganha maior capacidade de resposta em tarefas complexas, desde desenvolvimento de código até raciocínio estruturado, interpretação de instruções mais exigentes ou processos criativos que exijam colaboração com a IA. A funcionalidade Deep Research possibilita pesquisas detalhadas em tempo real a partir das Apps Gemini, embora continue reservada a maiores de idade e exija sessão iniciada na aplicação.

A subscrição está disponível apenas para contas pessoais e exige residência num dos países onde o plano se encontra oficialmente lançado, além do cumprimento da idade mínima obrigatória. Algumas ferramentas, como o Flow, o modelo Gemini 2.5 Pro em modo de IA, a aplicação Gemini, a integração do Gemini nos serviços de produtividade, o NotebookLM e o Whisk, apenas podem ser usadas por maiores de 18 anos. Há também restrições para membros do Google One inscritos por intermédio de parceiros externos ou através do Pixel Pass, que ficam impossibilitados de migrar para o Google AI Plus. Importa ainda notar que o plano não permite adquirir créditos adicionais de IA, embora mantenha válidos os que tenham sido comprados antes da alteração da subscrição.

A subscrição pode ser partilhada com um grupo familiar Google, permitindo que vários membros usufruam das funcionalidades de IA e do armazenamento conjunto, mantendo-se, contudo, o controlo exclusivo nas mãos do gestor do plano para qualquer alteração ou atualização. Para criar um grupo familiar é necessário ter pelo menos 18 anos, e todos os participantes devem residir no mesmo país.

A terapia do voo: Alcochete e a sabedoria das aves no Praia do Sal Resort

O Praia do Sal Resort, gerido pelo Stay Upon Hospitality Group, na “margem certa” do Estuário do Tejo, em Alcochete, oferece-nos um pequeno paraíso que dois estudiosos e autodidatas franceses nos revelam no seu segundo livro, este em língua portuguesa, e que é já um fenómeno: a Pequena Filosofia das Aves.

O convite para uma press strip em Alcochete, nos dias 6 e 7 de novembro, aterrou logo na minha caixa de correio como uma promessa de uma experiência que ia ter muito para ver e contar. Para um jornal digital focado em tecnologia e lifestyle, a proposta de passar dois dias no Praia do Sal Resort era a conjugação perfeita entre a excelência hoteleira contemporânea e a riqueza de um ecossistema natural dos mais famosos da Europa, as Salinas de Alcochete e a rica fauna do Estuário do Tejo.

No entanto, o que se esperava ser uma reportagem standard num ambiente de excelência foi além das expetativas e transformou-se numa imersão no mundo da Orniterapia, uma prática que se revela a mais sofisticada das tecnologias de bem-estar para a mente do século XXI.

Sob a orientação de Philippe J. Dubois e Élise Rousseau, e com o Tejo e a nostálgica paisagem lisboeta na margem norte como cenário, esta experiência forçou o olhar, e a escuta, a ir muito além do cenário e do ruído habitual.

Primeiro dia: Chegada ao Praia do Sal Resort com uma sessão de orniterapia e um belo jantar do Omaggio

A chegada ao Praia do Sal Resort deu o mote para o que seriam as próximas 48 horas: a harmonização entre a excelência deste reputado resort e o apelo a uma viagem sensorial e de tranquilidade.

A ambição do empreendimento e o profissionalismo dos que nele investem e trabalham notam-se imediatamente: o Praia do Sal Resort é um refúgio perfeitamente integrado na paisagem e com intenções e práticas de sustentabilidade, um empreendimento que usa a tecnologia para potenciar o descanso e não para o perturbar.

A liderança deste conceito é assegurada pela administradora, Cécile Gonçalves, cuja presença foi fundamental, não só na logística mas também no papel vital de intérprete. Cécile, cuja função de destaque revela a aposta do grupo num projeto de hospitalidade integrada, demonstrou o conhecimento e a convicção das sinergias que o resort já sentia intuitivamente com o microcosmo de Alcochete, nomeadamente com o turismo de natureza e o seu património natural.

O meu alojamento situava-se no terceiro piso do Praia do Sal Resort, um estúdio de design contemporâneo e pleno conforto, provido de diversas comodidades: pequeno bastidor para malas, com espelho, uma kitchenette discreta, com máquina de café, lava-loiça e oferta de produtos, desde o chá ao café, casa de banho com ótimo duche, um roupeiro, uma zona de trabalho com secretária (onde me esperava um miminho de boas-vindas alcochetanas, umas fogaças deliciosas), e, o mais importante, uma cama king size, com colchão premium e roupas de algodão de máximo conforto, bastantes almofadas (que nem sempre abundam noutros hotéis), com duas poltronas – tudo isto com uma temperatura ambiente irrepreensível. Mas, claro, o grande protagonista era a vista para a vila e para o rio, ou seja, a varanda do estúdio com um set de mesinha e cadeiras em fibra listrada de verde, e a pérgola com decorações de motivos florestais, um apontamento de marca dos espaços exteriores deste Praia do Sal resort.

Esta tela panorâmica providenciou um excelente cenário de preparação para a jornada de observação que se seguiu. Estar ali, com o Tejo a estender-se no horizonte, foi por si um convite à contemplação, a um olhar para além do mundo imediato e da vida quotidiana, que é o que se procura num lugar com a alma e o encanto desta querida vila que conheço há tantos e tantos anos.

Para começar a utilizar o período livre após o check-in, não podia deixar de experimentar a piscina coberta. Água aquecida a cerca de 28 graus é um conforto absoluto. A piscina não é funda, mas segura e com uma extensão bastante boa. Às vezes está disponível para nadadores solitários; outras está um pouco mais ocupada, mas a verdade é que se passam ali bons momentos, pois dispõe de jacuzzi ao mesmo tempo que permite dar umas boas braçadas ao correr da pista.

A press trip teve propriamente início com uma sessão de orniterapia marcada para as 17h. Pude aí usufruir de uma sessão de SPA que me proporcionou – e garanto que proporciona infalivelmente a qualquer hóspede que queira experimentar – a descompressão necessária para acalmar o “ruído mental” que, nos dias de hoje, trazemos todos a afunilar-se dentro da nossa cabeça. Um dos óleos e produtos usados foi o Huile Sumptueuse de L’Orient, um dos produtos da reconhecida marca mundial Cinq Mondes. O perfume da erva-limeira e da flor de laranjeira pregou-se-me na pele. Foi uma experiência e tanto, acompanhada pelo “coro dos pássaros”, um conceito que vos irei explicar mais adiante. Na verdade, posso dizer que aquelas massagens nas pernas, efetuadas por mãos e braços sábios, me transportou, juntamente com os pequenos gritos das aves, a cenários longínquos e ancestrais, como florestas tropicais dos primórdios da Terra, com as suas vegetações rasteiras e palmeiras altas, onde flutuava uma névoa densa sobre lagos eivados de vida…

A imersão na água, seguida desta tríade de relaxamento, com o toque da massagem e o calor purificador, funciona lindamente como um reset biológico. Os nossos sentidos são, na verdade, como sensores inconscientes que, uma vez aguçados pela humidade e pelo calor, ficam prontos para a observação e a escuta ativas – é aqui que estão os pilares da Orniterapia, pensados ao detalhe por este programa que testámos.

A noite do dia 6 culminou com o jantar em grupo no restaurante do Praia do Sal Resort, o Omaggio, que já tive oportunidade de conhecer no passado. Longe da pressa, o jantar à la carte privilegiou o convívio e a troca de impressões. A atmosfera era descontraída, com os colegas a partilharem a sua experiência sensorial, a qualidade das instalações e dos equipamentos do hotel, o nível da equipa de atendimento e do SPA.

O resto da noite livre permitiu um convívio informal onde as conversas, naturalmente, se focaram na expetativa do encontro com os autores do livro que nos ia ser dado a conhecer no dia seguinte e do potencial de Alcochete enquanto destino de turismo de bem-estar e natureza.

Segundo dia: Entrar a fundo no mundo da Orniterapia

O segundo, e último, dia da nossa press trip começou com o pequeno-almoço buffet, também no Omaggio, um boost energético antes da imersão na natureza do Estuário do Tejo. O buffet contou com uma boa diversidade, refletindo o padrão do Praia do Sal Resort. Pessoalmente, agradou-me bastante, pela variedade e qualidade dos produtos. Aqui estão alguns: pães, uma panóplia de croissants e outros folhados, donuts, bolinhos, a tradicional fogaça, bolos à fatia de tipo caseiro, mini panquecas, com manteiga, mel e diversas compotas para acompanhar, cereais, sumos, chás, café, leite de soja e uma vasta gama de bebidas expresso, de máquina. Podemos contar igualmente com vários produtos de charcutaria, queijos diversos, frutas laminadas, um pote de iogurte natural, entre outros, além dos imprescindíveis ovos, bacon, feijão em molho de tomate…

Depois, chegou finalmente a hora de nos lançarmos na aventura ecológica das salinas. Bicicletas estão disponíveis; de carro, só até ao edifício da receção das Salinas, por razões óbvias.

A “margem certa” do Tejo: História e importância ecológica das salinas

Diz-se que a margem sul tem conquistado corações nos últimos anos; e é verdade. O nível de investimento nesta região é algo que fala por si. Mas empreendimentos e projetos turísticos e ecológicos contam com um pressuposto: respeitar as tradições, manter a biodiversidade, alcançar o tão sensível equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade – uma das principais preocupações da responsável do hotel pela vertente da sustentabilidade, Paula Pereira, que nos acompanhou incansável e amavelmente do início ao fim, em apoio ao evento.

Assim, o primeiro destino nessa manhã foi, como previsto, a visita guiada às Salinas de Alcochete, com o guia e ecólogo Luís Lourenço, cujo enorme saber técnico e simpatia nos esclareceu sobre inúmeros aspetos da fauna, da flora e da salicultura. Esta visita tornar-se-ia essencial para compreender o contexto no qual este empreendimento do Stay Upon se insere e o porquê da escolha do tema da Orniterapia, baseada em dois fatores indispensáveis que esta reserva ímpar nos fornece: a presença das aves e a sua relativa proximidade com os humanos, por um lado, e a possibilidade de se percorrerem certas distâncias, a pé, pelos passadiços das salinas e da praia, condição fundamental para uma observação das aves, do seu canto e dos seus habitats.

A salicultura em Alcochete é uma atividade ancestral, com raízes históricas profundas, sendo a região responsável por uma parte significativa da produção nacional de sal de séculos passados. Hoje, a manutenção das salinas, em particular a zona visitável, revela-se um ato de preservação ecológica.

Luís Lourenço explicou detalhadamente: a salina, mesmo sendo ativa na extração de sal, continua a atrair uma riquíssima avifauna. A área é reconhecida a nível europeu pela riqueza e abundância de aves, sendo um dos pontos cruciais de refúgio de maré de toda a bacia do Tejo. A maior parte das espécies ali encontradas são as aves limícolas, que se alimentam ao longo do estuário durante a maré vazia.

Para que os leitores compreendam a dimensão deste grupo, é importante referir que Limícola (deriva do latim limus, que significa lodo, limo ou lama) é o nome chave para compreendermos o habitat e comportamento destas espécies de aves pertencentes à ordem Charadriiformes (que inclui maçaricos, pilritos, borrelhos e pernilongos). Estão intimamente associadas a zonas húmidas, especialmente as costeiras. A sua dieta é composta por pequenos invertebrados que vivem enterrados no sedimento, como moluscos, crustáceos, vermes marinhos e insetos. Desenvolveram bicos altamente especializados para esta alimentação: algumas espécies têm bicos longos para sondar profundamente no lodo, enquanto outras possuem bicos mais curtos para capturar presas na superfície.

O seu papel no ecossistema do estuário do Tejo é crucial. As limícolas usam as vastas planícies de entremarés para se alimentarem quando a maré está baixa. Contudo, quando a maré sobe e cobre estas áreas de alimentação, elas procuram refúgio em locais seguros e secos para descansar e esperar. Estes locais, como as salinas de Alcochete, são chamados de Refúgios de Maré e são vitais para a sobrevivência das espécies, muitas das quais são conhecidas pelas suas vastas migrações e usam o Tejo como ponto de paragem estratégico e de invernada na rota migratória.

O resort demonstrou o seu compromisso ao preparar um tanque com o nível de água baixo para atrair aves que se alimentam de peixe, evidenciando o esforço de integração ecológica. A importância destas salinas vai além do ecologismo, note-se; elas são um polo de turismo especializado e reconhecido a nível europeu por observadores de aves de todos os cantos do mundo.

O Encontro com a filosofia do voo

Ainda nas salinas, tivemos o primeiro contacto informal com Élise Rousseau e Philippe J. Dubois. Philippe, um ex-cirurgião dentista que desde cedo assumiu uma carreira de ornitólogo e filólogo, revelou que, apesar de ser a sua primeira vez em Portugal continental, já tinha visitado a Madeira e os Açores, confirmando o que muitos portugueses não sabem: que Alcochete e as suas salinas são um “lugar bem conhecido da Europa” pelos especialistas.

O casal explicou o background da sua obra, incluindo o seu primeiro livro, ao qual se sucede agora a Pequena Filosofia das Aves (publicado este ano em França, com tradução de Helder Guégués), que já abordava o conceito, sendo os primórdios do livro que agora divulgavam. Reparem no subtítulo da obra – “o fenómeno internacional que nos oferece 22 lições de sabedoria e serenidade” -, se quisermos, uma verdadeira sinopse da mesma. Depois de ler, não resisti a ter esta obra leve mas profunda e tocante como livro de cabeceira, pelo menos nos próximos tempos. De todas as imagens que me ficaram na cabeça – do hotel, da paisagem, das aves, das pessoas, dos cheiros… – o livro ficou a habitar a memória desses dias, como um amigo inesperado e repentino de que me é difícil separar. Não resisto a citar uma frase que, de certo modo, resume a tese em apresentação e que traduz muito da alma do livro: “Discretas mestres da vida, as aves, na sua espontaneidade e leveza, têm muito a dizer-nos, desde que as ouçamos.” (página 13)

Pois é, “desde que as ouçamos”… Faz sentido, o bom aviso.

Quem são Élise Rousseau e Philippe J. Dubois

Elise Rousseau e Philippe J. Dubois

O ponto central desta jornada, como já ficou claro, foi o encontro com os autores. Os seus currículos revelam um equilíbrio conquistado ao longo de uma vida entre a ciência da natureza e a sabedoria humana: Élise Rousseau, formada em Filosofia e Literatura, é jornalista e autora com foco em temas da natureza e animais, tendo vindo a dedicar a sua carreira à proteção e defesa do meio ambiente, sendo a sua formação filosófica uma base fundamental para ensinamentos profundos da vida selvagem. Por outro lado, Philippe J. Dubois, reconhecido ornitólogo e filólogo, é membro da LPO (Ligue pour la Protection des Oiseaux) e autor de diversas obras sobre aves. A sua experiência de vida inteira dedicada à observação fornece a base científica e de campo para as lições agora partilhadas. Desta união entre um ornitólogo e uma filósofa resultou a obra que agora se divulga e que propõe uma nova forma de interação com o mundo natural.

Para mim, este foi, sem dúvida, o momento mais profundo da press trip, com a sessão de esclarecimento e apresentação do livro, realizada no regresso ao hotel, num apartamento com vista para o rio. Cécile Gonçalves, administradora a cujo convite se deveu esta extraordinária e remarcável iniciativa, assumiu o papel crucial de intérprete.

A Urgência da Orniterapia e as suas “Lições Filosóficas”

Orniterapia é um conceito central, mas relativamente recente, que resulta da observação consciente e ativa das aves para promover o bem-estar psicológico. Os autores colocam a prática num contexto de urgência social: vivemos num mundo onde o futuro é “incerto” e as pessoas se sentem cada vez mais “desamparadas”. A natureza atua como uma “âncora”e um “vínculo forte” de reencontro com a natureza.

Porquê as aves? Os autores explicam. No universo dos animais, as aves são as que mais transmitem esse vínculo, por vários motivos cruciais: a maioria é diurna (como nós, ao contrário de muitos mamíferos), têm corpos coloridos e sons que as identificam, e o seu universo de espécies na Europa não é tão vasto quanto o dos insetos ou plantas, o que permite conhecê-las com relativa facilidade. As vantagens, o bem-estar proporcionado, segundo os autores, são para “qualquer ser humano”, desde o leigo àquele que já se dedica à ornitologia.

Um ritual inicial é o “chorus matinal”. Usando as palavras do ornitólogo, Philippe J. Dubois sugere, para começar a prática da Orniterapia, que adotemos o ritual essencial do chorus (o coro da manhã), que é o ponto de partida de qualquer jornada de observação e o ensinamento mais prático que se pode dar ao leitor. A técnica é muito simples, mas algo exigente para os menos madrugadores: exige “levantar-se bem cedo da parte da manhã”, ir a uma floresta ou campo, ou simplesmente a um parque, e “sentar-se a observar o Sol a nascer”. Esta é a circunstância ideal para ouvir o coro das aves a emergir durante o amanhecer e o momento em que a natureza se revela como uma verdadeira “orquestra” onde se pode diferenciar os sons como numa sinfonia, ensinando e exercitando a escuta ativa.

Uma outra das lições, e que me fez recuar aos tempos de faculdade, é a do Carpe Diem clássico, que se liga ao Modelo da Ave. As aves, com o seu voo espontâneo e a sua existência totalmente dedicada ao momento presente, são mestres na arte de viver o instante, corporizando o espírito do Carpe Diem. Esta expressão latina, que significa literalmente “colhe o dia” ou “aproveita o dia”, transporta consigo uma carga filosófica que remonta à Antiguidade Clássica. A frase, popularizada pelo poeta romano Horácio (Quintus Horatius Flaccus), fazia parte de uma corrente filosófica mais ampla, nomeadamente o epicurismo e, em parte, o estoicismo. Embora distintas, ambas as filosofias do período helenístico e romano preconizavam a importância de encontrar a felicidade ou a tranquilidade (ataraxia) através da gestão do tempo e das emoções, focando-se no que está sob o nosso controlo – o presente. O Carpe Diem, com o seu carácter hedonista (no sentido da busca por um prazer moderado e ausência de dor) na obra de Horácio, Vergílio ou Ovídio, aconselhava o indivíduo a não confiar no futuro (quam minimum credula postero) e a abraçar o instante antes que este escoe.

Ora, a Ornoterapia estabelece uma ponte direta entre esta sabedoria clássica, transmitida ao longo da história da cultura europeia por via da literatura, e a biologia comportamental. A primeira lição que as aves nos dão é essa fragilidade do momento: elas são um modelo perfeito para uma espécie como a humana, que vive constantemente a “remoer o passado ou sempre ansiosa pelo futuro”. A capacidade de voo, o repentismo das suas ações e de se desmaterializarem no horizonte, obriga-nos a “captar o momento” das aves, proporcionando-nos um “estar aqui e agora” único. Os pássaros não carregam o peso do tempo; a sua liberdade é existencial e temporal.

Outra lição ainda é a das virtudes esquecidas, que sustentam o Carpe Diem moderno: a observação ensina-nos a humildade, a paciência (o saber esperar) e a ser discretos no sentido de não nos aproximarmos com ruído, respeitarmos a alteridade, o tempo e a circuntância do outro. Este tipo de atividade, como o livro sugere, é uma forma de gerirmos a nossa atitude de “super predadores”, uma forma de melhorarmos a nossa própria conduta, se queremos de facto que as aves sejam generosas connosco e não tenham medo.

Por fim, a observação ajuda-nos a vencer as angústias: na ótica dos autores, a observação de aves noturnas ajuda a desmistificar a noite e a angústia que por vezes lhe está associada. Élise Rousseau partilhou connosco que ela própria venceu o seu receio da noite, e hoje o crepúsculo se converteu no momento de “observar o cair da noite” e de ouvir a Coruja do Mato, o seu momento preferido. A ave, discreta, torna-se assim o nosso mais eficaz mestre na filosofia milenar de viver plenamente o dia que nos é dado, referem os autores, demonstrando um pleno amadurecimento e interiorização de muitos anos de experiência e reflexão.

Amnésia Ecológica e o apoio terapêutico

Philippe J. Dubois introduziu neste ponto o conceito de Amnésia Ecológica, o sentimento de perda e nostalgia por não conseguirmos reencontrar os habitats e sítios da nossa infância devido à “grande e rápida transformação” do planeta. Este sentimento, que se traduz, até, numa ansiedade ecológica, pode ser mitigado pela Orniterapia, que nos “reconecta” a algo intemporal e funciona como uma “prancha de salvação” em situações difíceis (lutos, divórcios). Para os céticos,existem vários estudos, na Europa e Estados Unidos, que o comprovam.

Boquiaberta, ouvi tudo isto – simples, direto, tocante. É o apelo da Orniterapia, fazendo todo o sentido numa época em que até já se criam dispositivos para alimentar e observar pássaros nos nossos terraços e quintais. Esta corrente terapêutica, chamemos-lhe assim, decorre em dois sentidos, mas sempre de forma ativa. O primeiro é a audição ativa: não basta ouvir um pássaro, é preciso “escutar ativamente e conscientemente focado no canto”. Passar de ouvir “um melro” para “ouvir este melro a cantar”, diferenciando os sons, são realidades que aprendemos a compreender como distintas. O segundo é a visão imersiva: não é só ver intuitivamente gaivotas na praia, é “observar a própria ação”, prestando “atenção às aves”, o que constitui uma observação mais imersiva.

O conceito de orniterapia tem obtido validação em estudos científicos recentes (3 a 4 anos, britânicos e americanos). A primeira prova é a descida de cortisol: 20 minutos de canto das aves provocam uma baixa de cortisol (a hormona do stress), garantindo um apaziguamento do stress, com a observação constante a ter um efeito cumulativo que “reduz o estado de ansiedade”.

Outra evidência notável é o efeito biológico: refere-se o exemplo de um estudo suíço que demonstrou que o canto das aves pode ter uma incidência sobre o crescimento das árvores. Ao reproduzir áudio, o estudo constatou que os stomata (órgãos responsáveis pela respiração nas plantas) abriam, permitindo o desenvolvimento mais rápido da árvore, o que levou viticultores na Suíça a usar cantos de aves nas vinhas para melhorar a produção.

Élise Rousseau vai ainda mais longe, está convencida de que o canto das aves permite o “funcionamento do mundo”. Nesta perspetiva, esta prática tem um fim maior: o poder de distinguir e saber o nome da ave é o de “conhecer realmente e entrar na sua intimidade”, sendo que “conseguimos proteger e conservar melhor o que realmente conhecemos”.

Portanto, o intuito do livro é duplo: ajudar os humanos (por via desta terapia específica) e ajudar a conservação das aves e animais de floresta de uma “forma global”.

O terminar perfeito no Omaggio

O almoço no Omaggio foi o fecho simbólico, digamos, transpondo a filosofia para a gastronomia. O chef responsável pelo restaurante recebeu-nos com um menu temático de inverno, criado especificamente com ligação à temática da ornitologia e do sal.

Iniciou-se com O Ninho da Maré, uma entrada composta por ovos de codorniz recheados com pesto de manjericão e amêndoa, apresentados em camas de folhas baby, numa referência visual ao habitat e à vida embrionária dasespécies que habitam o estuário. O primeiro prato, batizado À Beira do Estuário, é um risotto de salicórnia, limão e parmesão, que celebra a salicórnia, planta autóctone resistente da margem do estuário, e o sal. Aliás, a receção aos convidados foi feita com água temperada de salicórnia, num apontamento salgado suave dado por esta planta a uma água que acaba por ter um travo muito interessante entre limonada e água tónica. Para prato principal, o menu propõe As Grandes Migrações, com uma escolha entre o peito de pato braseado em redução de vinho tinto e frutos de chile com gnocchi de batata e espinafres salteados, ou o lombo de robalo grelhado com crosta de ervas e polenta cremosa; a migração é aqui usada como metáfora do voo e da liberdade. Devo dizer que nunca tinha comido uma polenta tão saborosa, sendo que o filete do robalo ligeiramente gratinado também é de um paladar dócil e de um crocante muito agradável.

O almoço termina com a sobremesa Doçura do Ninho, um gelado omaggio e um ninho crocante de massa kadaif, um regresso ao conceito do refúgio e da recompensa. As bebidas e infusões acompanharam a temática natural, incluindo água aromatizada com limão e salicórnia, que referi, vinhos biológicos Dona Joaquina e infusões de erva cidreira, camomila e flores.

Para mim, este almoço demonstrou claramente como o Praia do Sal Resort integrou o conceito (com a assessoria dos autores naturalistas) na sua oferta, criando uma “experiência vívida ligada à própria praia do sal”, com ingredientes que justificam o regresso de muitos hóspedes, como verificámos (não esquecendo os hóspedes sazonais e ainda os que vivem permanentemente no resort).

Este mergulho no Praia do Sal Resort veio mostrar-nos não apenas um lugar ótimo para ficar, mas também para desacelerar e ouvir a natureza, uma das melhores e mais belas que temos e que muitos ainda desconhecem.

A jornada em Alcochete foi, pois, muito mais do que uma visita a um hotel; foi um momento para acolher o canto dos pássaros, uma tendência do nosso tempo que por certo ainda vai dar muito que falar.

Mas, se vierem, e espero bem que sim, sobretudo não se esqueçam da lição de Élise Rousseau e Philippe Dubois: valorizem a natureza e respeitem-na. Porque todos lhe pertencemos, e é a única forma de deixarmos um tesouro tal como o encontrámos, e de sairmos todos a ganhar.

Este programa, do qual usufruí, tem o nome de Natureza e Contemplação, está disponível até 31 de março de 2026 e tem um custo de 270€ para duas pessoas.

Canon atualiza a gama de impressoras i-SENSYS

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A nova geração de impressoras i-SENSYS da Canon introduz melhorias na gestão, segurança e eficiência energética, adaptando-se a ambientes de trabalho híbridos.

A Canon anunciou uma atualização da sua gama de impressoras A4 i-SENSYS, destinada a pequenas e médias empresas que operam entre o escritório e o trabalho remoto. A nova linha aposta na simplificação da configuração e da manutenção, com o sistema Master Setup a permitir integração automática em diferentes redes e ambientes profissionais.

Entre as principais alterações, destacam-se uma interface redesenhada para reduzir o tempo de operação e a introdução de novos mecanismos de segurança para proteção de dados em fluxos de impressão e digitalização. As impressoras mantêm também dimensões compactas e funções de digitalização rápida, adequadas a espaços de trabalho partilhados ou domésticos.

A Canon reforçou ainda o foco na eficiência energética e na utilização de plásticos reciclados nos componentes, reduzindo o impacto ambiental do processo de produção e utilização. De acordo com a marca, as melhorias refletem o objetivo de oferecer equipamentos mais silenciosos, fiáveis e económicos, preparados para diferentes contextos de utilização profissional.

Sabores da Serra da Estrela chegam aos cabazes de Natal da Goden

A empresa Goden, com décadas de produção artesanal, integra enchidos, queijos e vinhos em cabazes de Natal para vários perfis.

Os cabazes de Natal voltaram a ganhar destaque nesta época festiva e a presença da Serra da Estrela nesta tradição chega hoje a qualquer parte do país através da oferta criada pela Goden, uma empresa dedicada há décadas à produção artesanal típica da região e que reúne esses produtos em diferentes formatos de cabaz.

A prática de reunir alimentos para oferecer no final do ano tem raízes antigas, ligadas a costumes que atravessaram séculos e culturas. Das cestas romanas distribuídas em ocasiões especiais às versões cristianizadas que marcaram a Europa medieval, o gesto acabou por consolidar-se como símbolo de proximidade e partilha. No século XIX, as empresas britânicas ajudaram a moldar o conceito moderno, preparando cabazes para entregar aos funcionários como forma de reconhecimento. A tradição manteve-se, espalhou-se e encontrou terreno fértil em países como Portugal, onde estes conjuntos de produtos alimentares acabaram por se tornar uma prenda habitual entre famílias, amigos e entidades profissionais.

Com o tempo, a ideia evoluiu e passou a refletir diferentes estilos e intenções. A combinação entre utilidade e afeto tornou os cabazes num presente fácil de adaptar e simples de oferecer, seja com artigos comuns do quotidiano ou com produtos mais cuidados. Além de transmitirem uma dimensão emocional associada ao Natal, estes conjuntos costumam integrar alimentos locais ou artesanais, ajudando a preservar práticas e sabores regionais. A natureza partilhável deste tipo de oferta continua a reforçar o sentimento de união que caracteriza esta altura do ano.

Num mercado onde surgem anualmente novas empresas e combinações inventivas, a escolha torna-se menos imediata. Entre as várias propostas existentes, a Goden destaca-se pela ligação antiga à Serra da Estrela e pela continuidade do trabalho artesanal na produção de enchidos, presuntos e queijos, valorizando ingredientes naturais e métodos transmitidos ao longo de gerações. O leite de ovelha bordaleira, proveniente de rebanhos que pastam livremente na serra, e a cura prolongada das carnes em ambiente frio contribuem para o carácter particular dos produtos.

Este ano, a Goden volta a celebrar as grandes figuras da História de Portugal através dos seus cabazes. A oferta disponível abrange pequenas lembranças ou conjuntos mais completos, permitindo ajustar a escolha ao montante disponível.

O catálogo digital da empresa revela opções que começam no Pequeno Banquete, com propostas para orçamentos mais modestos e em homenage a nomes como Luísa Todi, Alexandre Herculano ou Frei Luís de Sousa. Depois têm os cabazes intermédios, neste caso da Herança Lusitana, onde encontram propostas com nomes de Zeca Afonso, Marquês de Pombal, Egas Moniz, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, António Variações, entre outros. No nosso caso, recebemos aqui no Echo Boomer o cabaz D. Sebastião, cujo conteúdo podem ver aqui em cima.

Por fim, e para orçamentos mais robustos, os cabazes Tesouro da Coroa têm tudo o que é necessário para alimentar uma vasta mesa de Natal. Aqui têm cabazes com os nomes de Infante D. Henriques, D. Afonso Henriques, Luís de Camões, Vasco da Gama, Salgueiro Maia e Garcia de Orta.

Para quem prefere uma solução feita à medida, existe a possibilidade de montar um cabaz personalizado, escolhendo produtos específicos ou acrescentando elementos como caixas e postais próprios. Basta definir o orçamento base para cada cabaz, os produtos a incluir e indicar locais e prazos de entrega.

Num período em que a tradição continua a reinventar-se, a Goden apresenta uma forma direta de reunir sabores característicos da Serra da Estrela em cabazes de Natal que acompanham diferentes necessidades, mantendo intacto o vínculo à região que lhes dá origem.

Bluetooth 6.2 oficialmente anunciado com melhorias na latência e na segurança

A nova especificação do popular Bluetooth reduz atrasos nas ligações e reforça a proteção contra ataques em dispositivos sem fios.

O Bluetooth Special Interest Group (SIG) anunciou oficialmente o Bluetooth 6.2, uma atualização que introduz avanços práticos em desempenho e segurança. O novo padrão reduz a latência e introduz mecanismos de defesa contra ataques de rádio, aproximando a tecnologia da fiabilidade exigida em contextos de baixa latência.

A principal novidade é o chamado Shorter Connection Interval Mode, que reduz o intervalo mínimo de ligação de baixa energia (LE) de 7,5 milissegundos para 375 micros-segundos. Esta alteração permite comunicações cerca de 20 vezes mais rápidas entre dispositivos, diminuindo significativamente o atraso em periféricos como ratos, teclados e comandos. A melhoria poderá eliminar uma das limitações históricas do Bluetooth LE, que até agora apresentava tempos de resposta superiores às ligações proprietárias de 2,4 GHz usadas em periféricos de alto desempenho.

Adicionalmente, o Bluetooth 6.2 reforça a segurança com o novo sistema CDAAD (Channel Detection-based Amplitude Attack Defense), concebido para mitigar ataques de rádio que exploram variações de amplitude do sinal. A tecnologia permite detetar transmissões adulteradas e rejeitá-las automaticamente, aumentando a fiabilidade em aplicações críticas, como fechaduras inteligentes e robótica industrial.

A introdução destas melhorias torna o Bluetooth 6.2 uma revisão estrutural da norma, com impacto direto em contextos domésticos e profissionais. A adoção dependerá, contudo, da integração gradual pelas fabricantes de hardware nos próximos meses.

Tronsmart T8 Review: Simplicidade e baixo custo

A Tronsmart T8 mantém um equilíbrio raro entre clareza, controlo e potência, oferecendo desempenho sólido a um preço acessível.

Quando peguei na Tronsmart T8 pela primeira vez, fiquei com a sensação de que já tinha testado um altifalante igual, até me ter apercebido que, de facto, tal aconteceu, até porque tem o mesmo design da coluna antecessora, a Transmart T7, que já me havia passado pelas mãos no passado. Face a esse cenário, fiquei expectante que as melhorias introduzidas fossem mínimas, no entanto, apesar de um design semelhante, ao utilizar a nova coluna, foi fácil perceber que este modelo foi de facto melhorado, como se a Tronsmart estivesse em busca de um equilíbrio ideal entre preço, portabilidade, design e desempenho sonoro.

A sua apresentação é cuidada e, como ficou claro, familiar. temos na caixa o habitual cabo USB-C, manual, cartão de garantia e pouco mais. A ausência do cabo de áudio auxiliar (aux de 3.5mm) é notável, mas, para ser sincero, não me fez falta. O design, esse sim, chamou-me logo a atenção. A Tronsmart descreve-o como cilíndrico, mas a mim lembra-me mais uma pequena garrafa térmica. Tem, até, mais ou menos o tamanho de uma garrafa de 700 ml e pesa pouco mais de 800 gramas. Cabe inclusive na perfeição no suporte de garrafa de uma bicicleta.

Tronsmart T8
Tronsmart T8

Na parte superior encontra-se uma roda metálica de volume, rodeada por um discreto anel luminoso RGB. Não apresenta aqueles berrantes que normalmente encontramos em equipamentos “com RGB”, mas sim um brilho suave, elegante, que se destaca à noite mas que não se torna intrusivo. A sensação ao rodar o controlo é excelente e transmite uma boa impressão de qualidade. Na traseira estão os botões principais, como os de reprodução/pausa, anterior/seguinte, emparelhamento Bluetooth/TWS e o botão SoundPulse. Todos têm um toque sólido e estão bem espaçados, o que facilita a sua utilização uso ao ar livre sem pressionar o botão errado.

No geral, a qualidade de construção é boa, facilmente comparável à de marcas mais conceituadas, como a Bose, a JBL ou Sony. O corpo em malha têxtil é denso e resistente, e a base em borracha mantém o altifalante estável mesmo quando o baixo vibra com força. Com a certificação IPX7, a resistência à água é garantida, com a chuva, salpicos ou quedas acidentais a não serem um problema.

A Tronsmart afirma que a T8 oferece 40 watts de potência, suportada por dois altifalantes, dois radiadores passivos e um woofer dedicado. Números que se traduzem numa experiência real que impressiona com o seu equilíbrio sonoro. A Tronsmart T8 aposta numa reprodução limpa e natural, com uma assinatura sonora muito amadurecida. Os agudos são nítidos, mas nunca se tornam cortantes. As vozes soam próximas e bem posicionadas, sem aquele brilho artificial que tantos altifalantes portáteis insistem em aplicar. E o baixo, muito longe de ser muito forte, satisfaz, tem textura e mantém-se controlado mesmo em volumes altos. Esse desempenho deve-se, muito provavelmente, aos radiadores passivos reforçados que fazem o seu trabalho de forma subtil, e oferecem resposta nas frequências baixas sem ensopar os médios. Partilhando alguns exemplos, a ouvir “Twisted (Everyday Hurts)” dos Skunk Anansie notei como a guitarra soava quente e aberta, quase íntima. Depois, ao trocar para “Killing In The Name” dos Rage Against The Machine, o baixo tinha presença e corpo, mas sem aquele “boom” exagerado. O DSP SoundPulse da Tronsmart mantém tudo sob controlo, mesmo nas músicas mais complexas, e é aí que se percebe o melhoramento deste modelo. Há, no entanto, um pequeno senão, que em volumes muito baixos, ou nas pausas entre músicas, ouve-se um ligeiro ruído de fundo. Não é constante nem chega a ser incómodo, mas está lá. Já o notei em outros altifalantes Bluetooth, por isso não considero um grande defeito, mas ainda assim seria bom ver a marca eliminar esse detalhe nas próximas versões.

Tronsmart T8
Tronsmart T8

Apesar do Bluetooth 5.3 já ser o padrão atual, a Tronsmart implementou-o de forma exemplar nesta T8. O emparelhamento é quase instantâneo, e a ligação automática funciona sem falhas. Nos meus testes, a Tronsmart T8 manteve uma ligação estável até cerca de 14 metros em espaço aberto antes de começarem a surgir as primeiras falhas. Dentro de casa, com uma parede pelo meio, o sinal manteve-se estável, que a meu ver não é nada mau para um altifalante portátil desta categoria. Existe também a possibilidade de emparelhar duas Tronsmart T8 em modo TWS, criando assim som estéreo real. Só testei uma unidade, mas, tendo em conta o espaço e a profundidade que uma única T8 já consegue projetar, imagino que um par em estéreo consiga encher facilmente uma sala média ou até um pátio com uma cobertura sonora de 360° bastante equilibrada.

Os controlos físicos são intuitivos e respondem bem, e aprecio particularmente a presença do botão de play/pause, algo que muitas fabricantes têm vindo a abandonar. Quando se está, por exemplo, com as mãos molhadas, não há nada mais prático do que pausar a música diretamente no altifalante em vez de o fazer no smartphone.

A Tronsmart T8 vem equipada com dupla bateria JLC 21700 (2x4500mAh), e a marca promete até 18 horas de autonomia, dependendo do volume e da utilização dos LEDs. No meu caso, a cerca de 60% do volume e com as luzes desligadas, obtive quase 17 horas de reprodução contínua antes de o altifalante pedir carga. É um excelente resultado, especialmente tendo em conta os 40W que o aparelho consegue debitar. E quando é preciso carregar, é só utilizar a sua porta USB-C (5V/2A), e esse processo demora mais de 3 horas e meia para atingir os 100%. Outra nota de destaque é o facto de não termos a função de powerbank, algo que muito modelos semelhantes oferecem.

Através da aplicação Tronsmart, disponível para Android e iOS, é possível ajustar o equalizador, controlar os modos de iluminação e ativar ou desativar o SoundPulse. O software é simples e direto, algo que valorizo, já que dispenso menus confusos ou definições supérfluas. E, curiosamente, os presets de som (“Deep Bass”, “Vocal”, “Classical”, etc.) contam com diferenças audíveis reais, ao contrário dos equalizadores simbólicos que vemos em modelos mais baratos. Outro ponto positivo desta aplicação é a possibilidade de atualização de firmware. Através dessas atualizações a marca pode melhorar a estabilidade ou até o som, e fico genuinamente satisfeito por ver a Tronsmart a manter suporte pós-lançamento. E um bom sinal de suporte continuo, é que assim que liguei o altifalante à aplicação, recebi de imediato uma notificação para atualizar o seu firmware.

Tronsmart T8
Tronsmart T8

Após o meu tempo com a Tronsmart T8, apercebi-me que este tipo de altifalantes que não precisam de gritar para serem ouvidos. Este não é o mais potente nem o mais vistoso, mas é equilibrado, controlado e, acima de tudo, prazeroso de ouvir. Tem graves suficientes para manter o ritmo e a energia, mas sem nunca engolir os detalhes. É um daqueles dispositivos que não tentam impressionar de imediato, e apenas fazem bem o que têm de fazer, e quanto mais o ouvimos, mais percebemos como a simplicidade bem executada ainda pode soar extraordinariamente bem, ainda para mais, considerando o seu preço de apenas 59,99 dólares (aproximadamente 52€).

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Tronsmart

O carregamento rápido não danifica as baterias dos smartphones

Um canal de YouTube procurou perceber o impacto dos hábitos de carregamento dos consumidores de smartphones, com resultados que podem surpreender.

O canal de YouTube HTX Studio testou durante seis meses os diferentes métodos de carregamento de smartphones para perceber até que ponto influenciam a saúde das baterias de dispositivos móveis. Essa experiência, feita em ambiente controlado com iPhones e equipamentos Android, analisou o efeito do carregamento rápido, do limite de carga entre 30% e 80% e do carregamento noturno contínuo.

Ao todo, foram usados seis iPhone 12 e vários modelos Android, divididos em três grupos, para cada efeito. O primeiro comparou o carregamento rápido (18W e 120W) com o padrão. O segundo manteve os dispositivos entre os 30% e os 80% de carga. O terceiro, de controlo, consistiu num iPhone inativo, usado apenas para medir o efeito do tempo.

Após 167 dias e mais de 500 ciclos de carga, os resultados revelaram-se surpreendentes, ao mostrarem diferenças quase nulas entre os vários métodos. Nos iPhones, a perda de capacidade foi de 11,8% com carga lenta e de 12,3% com carga rápida, uma diferença de apenas 0,5%. Nos Android, as variações foram semelhantes: 8,8% nas cargas lentas e 8,5% nas rápidas.

A prática de manter a bateria entre 30% e 80% revelou ganhos mínimos, cerca de 4% nos iPhones e 2,5% nos Android. Já o hábito de deixar o telemóvel ligado à tomada durante a noite mostrou-se inofensivo, já que os sistemas modernos interrompem automaticamente a carga ao atingir os 100%.

De acordo com o canal HTX Studio, o envelhecimento das baterias é um processo natural e inevitável. No dia a dia, as diferenças entre métodos de carregamento são praticamente irrelevantes, pelo que cada utilizador pode optar pela forma mais conveniente de carregar o seu smartphone.

Desta forma, à luz destes testes, o hábito dos consumidores poderá não afetar assim tanto a saúde dos dispositivos, havendo outros fatores externos que possam impactar as baterias a longo prazo. Uma coisa é certa, carregar o smartphone durante a noite, não será, definitivamente um problema.

Governo avança com novo reforço financeiro de 678 milhões para o SNS em novembro

O Governo atribuiu 678 milhões de euros às ULS e aos IPO em novembro, ampliando os recursos do SNS para 2025.

O Governo prepara um reforço de 678 milhões de euros para as Unidades Locais de Saúde e para os Institutos Portugueses de Oncologia ao longo de novembro, numa tentativa de acompanhar as necessidades acumuladas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A verba será aplicada sobretudo em custos com pessoal e na aquisição de bens e serviços previstos para 2025, abrindo margem financeira adicional num período em que a pressão sobre a atividade assistencial continua elevada.

O montante agora avançado acresce às transferências efetuadas em julho e em outubro – 200 milhões e 500 milhões de euros, respetivamente – destinadas à regularização de dívidas relacionadas com bens e serviços. No conjunto do ano, o SNS passa a contar com um reforço global de 1378 milhões de euros, sinal do peso crescente das exigências operacionais.

A Administração Central do Sistema de Saúde encontra-se a ultimar o processo de distribuição das verbas pelas instituições abrangidas, operação que ficará concluída ao longo deste mês. A medida enquadra-se na estratégia assumida pelo Executivo, que tem colocado a área da saúde entre as prioridades do seu programa, procurando garantir estabilidade financeira às unidades que integram a rede pública.

A mesma orientação está presente na proposta de Orçamento do Estado para 2026, que prevê o aumento da atividade assistencial, a redução dos tempos de atendimento e o reforço das Unidades de Saúde Familiar dos modelos B e C, numa altura em que se mantém a preocupação com a capacidade de resposta dos cuidados primários e hospitalares.

Alteração nos cartões de embarque da Ryanair leva ANAC a impor condições claras

Com a transição da Ryanair para cartões de embarque digitais, a ANAC quer certificar-se de que nenhum passageiro fica impedido de embarcar ou sujeito a taxas indevidas.

No passado dia 12 de novembro, a Ryanair deixou de disponibilizar a opção de descarregar e imprimir cartões de embarque em papel. A solução? Os passageiros têm agora de utilizar exclusivamente o cartão digital gerado na aplicação myRyanair durante o check-in para embarcar.

Esta alteração, já adotada por cerca de 80% dos mais de 207 milhões de passageiros anuais da companhia, faz parte da estratégia da Ryanair para tornar o processo de viagem mais rápido, eficiente e sustentável. Além de eliminar o uso de papel, a aplicação oferece novas funcionalidades, entre as quais se incluem o acesso a informações em tempo real sobre o voo, notificações imediatas em caso de perturbações operacionais, opções alternativas de voos em situações de cancelamento ou atraso e a possibilidade de consultar todos os documentos de viagem num único local.

Perante esta mudança, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) esclareceu o que está previsto e quais as garantias exigidas à transportadora. A ANAC analisou tanto os dados publicados pela transportadora como um conjunto de explicações adicionais solicitadas diretamente à companhia, com o objetivo de identificar eventuais dificuldades para determinados passageiros. Da informação recolhida resulta que a Ryanair garante manter os direitos de todos os viajantes, incluindo aqueles com mobilidade reduzida, deficiência ou que não utilizem dispositivos móveis. A transportadora indica ainda que não pretende cobrar qualquer taxa de reemissão a quem já tenha concluído o check-in online.

Ainda assim, a ANAC notificou a companhia irlandesa de que deve evitar qualquer prática que possa impedir o acesso ao voo de passageiros com reserva válida e check-in efectuado, mesmo que não apresentem um cartão de embarque em formato digital. A Autoridade reforçou também que não é admissível impor pagamentos obrigatórios pela emissão de um cartão de embarque em papel.

Almada volta a abrir o apetite com a oitava edição da Tour do Pitéu

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26 espaços aderem ao roteiro gastronómico do Tour do Pitéu que celebra a restauração local e promete nove dias de petiscos a preço fixo.

Almada prepara-se para receber mais uma edição da já consolidada Tour do Pitéu, o evento gastronómico que, ano após ano, mobiliza restaurantes, tascas e cafés do concelho e conquista um público cada vez mais vasto. A oitava edição decorre entre 22 e 30 de novembro de 2025, abrangendo dois fins de semana e transformando a cidade num mapa de sabores acessível a todos.

Durante nove dias, 26 estabelecimentos vão servir um petisco selecionado para a ocasião, acompanhado de uma imperial ou água, por um preço único de quatro euros. A diversidade das propostas estende-se desde as tradicionais mini-francesinhas do Bistro Sândalo, na Cova da Piedade, às gambas à guilho do Tropical, passando pelo emblemático Caldo de Quenga do Boteco da Baiana. Um roteiro que revela, mais uma vez, a pluralidade culinária do concelho.

Promovido pela Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal (ACISTDS), com o apoio da Câmara Municipal de Almada, o evento assume-se como um tributo à autenticidade gastronómica local. “Mais do que um percurso de sabores, é uma celebração da restauração almadense e do espírito de hospitalidade que nos distingue”, frisou a organização.

Segue a lista completa dos espaços participantes e respetivos petiscos:

  • Bistro Sândalo – Mini Francesinha
  • Arroz Sem Piedade – Patanisca de Polvo com Sweet Chilli
  • Mundi Green – Taco de Camarão Empanado
  • Oficina do Petisco – Bochecha com Puré de Batata Esmagado
  • Restaurante do Capitão – Choco Frito
  • Canecão – Asinhas à Canecão
  • CNA Caffé – Atum à CNA
  • Solar Beirão – Misto de Enchidos
  • Túnel – Bochecha de Porco
  • Casa das Artes – Sopa da Pedra d’Almeirim
  • Mirrita – Salada de Polvo
  • Carmen – Feijoada de Choco
  • Taberna À Margem – Pastéis de Bacalhau com Queijo da Serra
  • Dá-lhe Com Alma – Migas com Alma
  • Martins – Massinha de Peixe
  • Riadel – Combo Tradicional Moçambicano
  • Danúbio – Pipis
  • Oliva – Coxão de Frango
  • Tasca d’Avenida – Pica Pau de Vaca
  • Boteco da Baiana – Caldo de Quenga
  • Trufa – Taco Trufa de Camarão
  • Rifera – Mini Tosta de Chouriço
  • Cheers – Ovos Rotos
  • O Velho Kurika – Choco Frito
  • Tropical – Gambas à Guilho
  • Buddies Bar – Prego à Buddies

Com variedade, preço acessível e uma forte ligação à identidade local, a Tour do Pitéu promete voltar a encher mesas e as ruas num dos eventos gastronómicos mais aguardados do calendário almadense.

Grandes aventuras e muita velocidade à vossa espera na Instant Gaming

De jogos de ação e aventura, passando pela intensidade das altas velocidades, há muitas emoções fortes com os lançamentos de novembro, a preços reduzidos, na Instant Gaming.

Depois de Battlefield 6 revitalizar a saga e de ARC Raiders unir os jogadores contra as máquinas, a trifeta de shooters competitivos e cooperativos termina com o lançamento de Call of Duty: Black Ops 7.Mas os videojogos são mais do que shooters de altas produções e, mais uma vez, a Instant Gaming, em colaboração com o Echo Boomer, apresenta um catálogo vasto e diverso de experiências incríveis a preços reduzidos, é claro.

Até ao início de dezembro, há imensos lançamentos a não perder. Por exemplo, a temporada de corridas off-road dá início com a nova aposta da série Assetto Corsa, com Assetto Corsa Rally, um novo simulador desenvolvido pela Supernova em parceria com a Kunos Simulazioni, com recurso ao Unreal Engine 5 para criar uma das experiências mais autênticas do Rally, numa das plataformas mais populares adoradas pela comunidade do género.

Outro grande destaque é o regresso de Kirby, curiosamente também nas corridas, com Kirby Air Riders para a Nintendo Switch 2. É um jogo que combina alta velocidade com estratégia tácita no uso de habilidades para atacar outros participantes em corridas. É, no fundo, um novo kart-game, com twists e amigos de Kirby.

E se estratégia e role play é a vossa preferência, então fiquem de olho em Demeo x Dungeons & Dragons: Battlemarked, uma nova experiência que funde dois dos universos preferidos dos jogadores de RPGs à antiga, juntando Demeo, com a série em que se tanto inspira, Dungeons & Dragons.

O resto do mês também é feito de conversões, com a chegada de Dragon Ball: Sparking! ZERO à Nintendo Switch, de Monster Hunter Stories 1 e 2 às consolas Xbox, e de S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl à PlayStation 5.

A lista de novidades é longa, mas em baixo podem encontrar estes e outros destaques a não perder, que podem já comprar, reservar ou guardar na vossa lista.

Lançamentos de destaque de novembro na Instant Gaming:

Mais grandes jogos:

Para além destes lançamentos, a Instant Gaming conta com outras promoções também a não perder de jogos aclamados, tais como:

Estas são apenas algumas escolhas no catálogo sempre expansivo da Instant Gaming, que, para além de jogos e de cartões presente para poderem comprar jogos digitais em lojas como a PlayStation Store e Nintendo eShop, assim como subscrições do Xbox Game Pass Ultimate e da Nintendo Switch Online a preços acessíveis, tem também descontos na compra de licenças oficiais softwares como o Windows 11, Office ou o popular 3DMark para benchmark dos vossos PCs.

Tapo P410M é a nova tomada inteligente da TP-Link

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Com suporte para Matter e certificação IP54, a nova Tapo P410M foi concebida para utilização no exterior.

A TP-Link anunciou a Tapo P410M, uma tomada inteligente preparada para ambientes exteriores. O modelo apresenta compatibilidade com o padrão Matter, permitindo integração direta com Apple Home, Google Home, Amazon Alexa e SmartThings da Samsung.

Com certificação IP54, o dispositivo está protegido contra poeira e salpicos de água, sendo adequado para varandas, terraços e jardins. Funciona entre -20 °C e +50 °C, garantindo resistência a variações sazonais e condições de humidade moderada.

O emparelhamento pode ser efetuado por Bluetooth através da aplicação Tapo ou mediante o código Matter impresso no corpo do produto. A nível técnico, inclui-se deteção de cruzamento por zero, que reduz o desgaste elétrico e prolonga a durabilidade dos relés, contactos em bronze fosforoso niquelado para maior resistência à corrosão e proteção contra sobrecarga, sobreaquecimento e acesso infantil.

A monitorização de energia é outro ponto relevante, com a Tapo P410M a ser capaz de medir o consumo e de identificar a direção do fluxo elétrico – uma funcionalidade útil para utilizadores com painéis solares, permitindo automatizar dispositivos quando existe excedente de produção.

O corpo é fabricado em plástico resistente aos raios UV e inclui botão físico de alimentação e LED indicador de estado.

A TP-Link Tapo P410M chegará às lojas por 24,90€.

CP distribui 10 mil vouchers para viagens na Linha da Beira Alta

A reabertura da Linha da Beira Alta é assinalada com a oferta de viagens, válidas para serviços Regionais e Intercidades.

A CP está a preparar uma ação destinada a estimular o regresso à Linha da Beira Alta, agora totalmente operacional após as obras de modernização concluídas no final de setembro. A empresa vai distribuir 10.000 vouchers que permitem obter viagens gratuitas neste eixo ferroviário, com o objetivo de reforçar a mobilidade sustentável, recuperar passageiros habituais e captar novos utilizadores.

A entrega decorre entre 17 e 22 de novembro, em vários pontos dos concelhos da Guarda, Santa Comba Dão e Mortágua, e os vouchers podem ser convertidos em bilhetes até 31 de dezembro de 2025. Cada vale garante uma viagem em 2.ª classe, nos serviços Regional ou Intercidades, para qualquer ligação entre Vilar Formoso e Coimbra-B.

Na Guarda, a distribuição está prevista para a Loja do Cidadão, o Instituto Politécnico da Guarda, a Unidade Local de Saúde, o Parque Urbano, a Sé Catedral, o Mercado Municipal, a Praça do Município, a estação ferroviária e áreas de estacionamento na N16, junto ao Pingo Doce, Mercadona e Continente Modelo.

Em Santa Comba Dão, os pontos incluem o Pavilhão Gimnodesportivo, a UCC local, o Mercado Municipal, a feira semanal de quarta-feira, o Espaço Cidadão, a Sé, a Praça Municipal, a loja CTT, a estação e os serviços da Segurança Social na Rua Mouzinho de Albuquerque.

Em Mortágua, os vouchers serão distribuídos na Praça do Município, no Mercado Municipal, no Espaço Cidadão, na Igreja Matriz, na Estação Rodoviária, na Avenida Dr. Assis e Santos, no Pavilhão Gimnodesportivo, no Parque das Nogueiras, na biblioteca, no posto de turismo e nas zonas de estacionamento da Avenida Bombeiros Voluntários, junto ao Intermarché, e da Avenida Reguengo, perto do Hiper Feirão.

A campanha servirá ainda para recordar que todos os serviços da Linha da Beira Alta são compatíveis com o Passe Ferroviário Verde, medida que torna as deslocações mais acessíveis.

No que toca ao funcionamento dos vouchers para a Linha da Beira Alta, estes não valem como título de transporte e precisam de ser trocados numa bilheteira da CP. Caso o embarque ocorra numa estação sem serviço comercial, a validação pode ser feita a bordo junto do Operador de Revisão. Para viajar em Intercidades continua a ser necessária reserva de lugar, mantendo-se o acesso apenas à 2.ª classe. O voucher é válido para qualquer percurso entre Vilar Formoso e Coimbra-B, desde que se encontre intacto, sem rasuras ou danos. Os horários e restantes informações estão disponíveis no site e na aplicação da CP.

SPC lança o Smartee Duo 3 com ecrã AMOLED e até nove dias de autonomia

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O Smartee Duo 3 chega ao mercado por 49,90€, com ecrã AMOLED de 1,93 polegadas, chamadas por Bluetooth e certificação IP68.

A SPC lançou o Smartee Duo 3, um smartwatch de 49,90€ com chamadas via Bluetooth, resistência à água IP68 e autonomia anunciada até nove dias em modo de poupança. O Smartee Duo 3é lançado nas combinações de cores Berry Luxe, Star White, Shadow Noir e Silver Moon, cada uma acompanhada por duas braceletes.

O relógio integra a aplicação SMART YOU, que agrega métricas de saúde e atividade física. O dispositivo é capaz de registar frequência cardíaca, oxigénio no sangue, sono, stress e ciclo menstrual, para além de incluir mais de 100 modalidades desportivas com dados de distância, ritmo e calorias.

O ecrã AMOLED de 1,93 polegadas suporta modo Always On Display, garantindo visibilidade em utilização exterior. A certificação IP68 assegura resistência a treinos ao ar livre e contacto com água.

O Smartee Duo 3 já se encontra disponível à venda.

Dispatch Review: Super Fixe

Com Dispatch, a equipa da AdHoc abraça um jogo baseado em escolhas de diálogos e leve em mecânicas, elevando a experiência com uma fantástica história com super-heróis onde a amizade, redenção e emoções são os maiores superpoderes.

Quando o ano começa a chegar ao fim e parece que já jogámos tudo o que havia para jogar, e que a nossa lista pessoal de “Jogo do Ano” está resolvida, não há nada mais satisfatório do que surgir algo que questiona tudo. Dispatch foi o mais recente jogo a conseguir esse feito. Não é convencional, mas fez tudo para me manter investido até ao fim, e deixou-me, de forma positiva, com dúvidas sobre se quero regressar já a esta experiência.

Revelado nos The Game Awards de 2024, Dispatch não me pareceu ser o jogo com maior destaque, nem aquele que virou cabeças. Os mais atentos e curiosos perante a proposta original de uma equipa nova – a AdHoc, composta por membros de The Walking Dead, The Wolf Among Us e Tales from the Borderlands – rapidamente anteciparam o tipo de experiência a esperar. Mas, tirando esse detalhe e um elenco de vozes reconhecíveis, que impacto teria um trailer daquilo que mais parecia uma série de animação num evento que devia ser exclusivo daquilo que muitos consideram “jogos a sério”?

E ainda bem que as minhas expectativas se mantiveram baixas, pelo menos até jogar a demo com o primeiro episódio. Parte da surpresa nasceu por ter entrado em Dispatch meio às escuras, por recomendação de um colega que já havia experimentado. Que jogo é? Como se joga? Para onde se dirige? Sendo esta última questão a mais importante – considerando a estrutura episódica.

Dispatch
Dispatch (AdHoc)

Dispatch aproxima-se mais de uma série interativa do que de um videojogo tradicional, ainda que inclua momentos mais ativos e algumas mecânicas de gestão. Nele, acompanhamos Robert, um ex-super-herói conhecido como Mechaman que, após perder o fato robótico que usava para salvar pessoas e enfrentar vilões, é convidado a liderar uma equipa de resposta rápida composta por antigos antagonistas em busca de redenção.

É uma premissa original e suficientemente distinta dentro de um género que muitos consideram – erradamente – saturado. A AdHoc mostra que histórias com heróis, vilões, capas, super-poderes e os clichés habituais podem ser refrescantes quando bem escritas, emocionalmente ressonantes e tratadas com cuidado, sem rejeitar os aspetos fantasiosos, e por vezes infantis, do género. Aliás, é precisamente essa natureza mais inocente que amplifica o que Dispatch faz tão bem.

Mais do que heróis e vilões, Dispatch trata as suas personagens como pessoas, e a escrita faz um esforço notório nesse sentido, ao ponto de tornar alguns elementos em verdadeiros role models. A caracterização é excelente, diversa e focada em quem eles são enquanto indivíduos, para lá dos poderes ou das origens. O jogo interessa-se imenso pelas personalidades, traumas e passados, até porque a nossa missão – e a de Robert – passa por ajudá-los a redimir-se e a encontrar aqui uma nova e peculiar família.

Em termos de apresentação, Dispatch é, antes de tudo, uma série de animação, e só depois um jogo. Toda a experiência é mostrada através de vídeo pré-renderizado, com uma direção de arte sólida e consistente, acompanhada por uma realização com valores de produção que envergonham algumas séries atuais. Este é, admitidamente, um dos aspetos mais atraentes do jogo. Os momentos interativos reduzem-se, na maioria das vezes, a escolhas de diálogo que definem o percurso da história. Quem conhece o género reconhece o impacto destas escolhas, e Dispatch não foge à regra, sendo que algumas são difíceis de tomar e criam um envolvimento emocional marcante com Robert e com o grupo. Já quando a narrativa exige mais ação, os diálogos são substituídos por QTEs opcionais que, embora momentâneos, têm efeitos tangíveis no desenrolar imediato dos acontecimentos.

Dispatch
Dispatch (AdHoc)

A parte mais jogável surge uma ou duas vezes por episódio, em segmentos de 10 a 20 minutos. Aqui, Robert, na sua estação, comanda a equipa por Los Angeles para impedir crimes e salvar pessoas. A narrativa continua a desenrolar-se através dos diálogos entre os elementos da equipa, que discutem entre si, discordam, recusam ações ou interferem com relutância. Com o tempo, estes momentos deixam de ser interrupções para se tornarem reforços da urgência e do perigo que o jogo quer transmitir. O que parecia quebrar o ritmo das longas sequências cinemáticas acaba por enriquecer a experiência e aproximar-nos das personagens pela forma como começam a agir, a colaborar e a criar laços entre si. E embora raramente os vejamos em ação – apenas ouvindo-os do outro lado da linha enquanto a barra de progresso avança -, o envolvimento emocional é contínuo, sobretudo porque o sucesso das missões depende quase exclusivamente da nossa intuição e da leitura das estatísticas de cada membro, que melhoram com o desempenho através de pontos.

Tudo isto é orgânico e natural, tanto mecanicamente como narrativamente, e contribui para uma experiência invulgarmente coesa. O único senão que encontro neste pacote são alguns mini-jogos de hacking, ocasionais e fáceis, que por vezes interromperam o meu ritmo mais do que o necessário.

Mas o que realmente torna Dispatch especial, acima da premissa, da componente visual ou das partes jogáveis acessíveis até para quem raramente joga, é o elenco. Desde a caracterização individual até às interpretações, tudo está no ponto. Veteranos como Laura Bailey, Erin Yvette e Matthew Mercer colidem com novatos e criadores de conteúdo como Alanah Pearce, Jacksepticeye, Joe Haver, MoistCr1TiKaL ou Thot Squad, a par com nomes populares e conhecidos como Jeffrey Wright e Aaron Paul (que lidera o grupo). E todos, sem exceção, estão brilhantes, apoiados por um texto forte e animações expressivas que tornam estas pessoas ainda mais reais.

Dispatch
Dispatch (AdHoc)

Há, no entanto, um aspeto que Dispatch dificilmente conseguirá replicar para novos jogadores: a sua componente episódica. A preferência por este formato é subjetiva, claro, mas acabou por ser um dos elementos mais fortes da experiência, com lançamentos semanais de dois episódios, quase sempre a terminar com surpresas ou cliffhangers que alimentavam conversas na comunidade. E esse lado social, preenchido por trocas de experiências, teorias, frustrações, receios, desejos, também fez parte do encanto. Infelizmente, isso perde-se agora com todos os episódios disponíveis, e qualquer tentativa de revisitá-lo através de comunidades online é uma porta aberta a spoilers para quem vai entrar pela primeira vez.

Quando terminei Dispatch, a surpresa inicial solidificou-se na forma como o jogo me deixou controlar a narrativa, sempre com uma sensação de peso real das consequências e das dúvidas que me acompanharam ao longo das escolhas. O jogo acabou por me oferecer um final extremamente satisfatório, preenchido e ajustado à história que senti que queria que contasse, sem truques nem reviravoltas estonteantes ou desnecessárias, com uma confiança admirável e rara, tanto neste meio interativo como noutros. Em jogos como este, é comum encontrar-me a recomeçar imediatamente – algo que desde os dois primeiros episódios já desejava -, escolhendo outras opções, outros caminhos e relações. Mas essa curiosidade foi-se desvanecendo à medida que chegava ao último minuto, com uma lágrima no canto do olho. Para já, não quero estragar aquilo que aqui construí, até porque sentir isso é sempre mágico.

reviews 2021 recomendado

Cópia para análise (versão PC) cedida pela ICO Partners.

The Conjuring: Last Rites chega este mês à HBO Max

The Conjuring: Last Rites volta a reunir Vera Farmiga e Patrick Wilson para o último caso dos Warren. O filme foi um sucesso de bilheteira.

A nova entrada no universo The Conjuring chega ao streaming a 21 de novembro, quando The Conjuring: Last Rites ficar disponível em exclusivo na HBO Max. Produzido pela New Line Cinema e distribuído pela Warner Bros. Pictures, o filme reúne um elenco que inclui Vera Farmiga, Patrick Wilson, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Tony Spera, Steve Coulter, Rebecca Calder, Elliot Cowan, Beau Gadsdon, Kíla Lord Cassidy, John Brotherton e Shannon Kook.

Nesta nova investigação, inspirada em acontecimentos reais, Ed e Lorraine Warren regressam para enfrentar o derradeiro caso das suas carreiras, num momento que envolve diretamente a família e coloca a filha, Judy, no centro da narrativa. Realizado por Michael Chaves, o filme aprofunda o legado das personagens criadas por Chad Hayes e Carey W. Hayes, com argumento de Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, a partir de uma história desenvolvida por Johnson-McGoldrick e James Wan.

Com um orçamento de 55 milhões de dólares, o filme angariou 492 milhões de dólares em todo o mundo, sendo um sucesso de bilheteiras. Agora, para quem não teve oportunidade de ver no grande ecrã, poderá ver… no conforto do sofá.

Metroid Prime 4 Beyond recebe um novo trailer e novos detalhes

O novo trailer de Metroid Prime 4 Beyond apresenta sete minutos de jogabilidade e detalhes das melhorias na versão para a Nintendo Switch 2.

A Nintendo e a Retro Studios lançaram um novo vídeo de sete minutos que apresenta um olhar extenso a Metroid Prime 4 Beyond, com foco na jogabilidade e nas novidades dedicadas à versão na Nintendo Switch 2.

Após vários trailers, só agora, a algumas semanas do seu lançamento, é que a Nintendo revelou mais detalhadamente sobre o que os jogadores podem esperar desta nova aventura de Samus Aran, que foi transportada de forma inesperada para um planeta misterioso chamado Viewros. Composto por diferentes biomas, como selvas antiga, fabricas futuristas, desertos, vulcões e laboratórios gelados, este planeta é o palco da jornada principal de Samus, que se encontra em busca de uma forma de regressar à sua missão de travar Sylux, um caçador de prémios e rival da Federação Galáctica.

O vídeo apresenta trechos de jogabilidade na primeira pessoa e as novas capacidades psíquicas adquiridas por Samus durante a exploração, usadas para manipular o ambiente e abrir novos caminhos, assim como sequências ao controlo de Vi O La, uma mota altamente tecnológica usada para atravessar as zonas amplas de Viewros.

Para além disso, ficou-se também a conhecer os detalhes da edição otimizada para a Nintendo Switch 2, onde será possível jogar em modo de qualidade 4K e 60 FPS quando ligada à televisão e 1080p a 60 FPS em portátil, ambos com HDR. O modo de desempenho apresenta o jogo a 1080p a 120 FPS ligada à televisão e 720p a 120 FPS em portátil, também com HDR. O trailer volta a confirmar ainda o suporte de controlo por movimentos com o Joy Con 2, que permite apontar movendo o comando como um rato, além do esquema tradicional de botões.

Metroid Prime 4 Beyondchega à Nintendo Switch 2 e à Nintendo Switch a 4 de dezembro.

Le Monumental Palace no Porto foi adquirido pela H10 Hotels e muda ligeiramente de nome

O emblemático edifício neoclássico de 1923, até agora conhecido como Le Monumental Palace, é o novo The One Monumental Palace.

A H10 Hotels concluiu a aquisição de um hotel de cinco estrelas situado na Avenida dos Aliados, no centro histórico do Porto, anteriormente operado pela cadeia francesa Maison Albar Hotels sob o nome Le Monumental Palace. Com 76 quartos e uma localização emblemática frente à Praça da Liberdade, a unidade passa agora a integrar a marca de luxo urbano do grupo espanhol com a designação The One Monumental Palace.

O hotel ocupa um edifício neoclássico datado de 1923, que viria a albergar o histórico Café Monumental, ponto de encontro da elite portuense e conhecido pelas atuações orquestrais que ali tinham lugar. Mantendo a imponência da fachada e a amplitude dos tetos, a renovação procurou conjugar o legado arquitetónico com uma interpretação contemporânea de luxo, reforçada por mobiliário concebido especificamente para o espaço.

O conjunto dispõe de 63 quartos e 13 suites, concebidos segundo uma estética neoclássica depurada, com interiores acolhedores e materiais selecionados para acentuar o conforto. As unidades incluem equipamentos como máquinas de café Nespresso e um conjunto de amenidades de gama elevada.

Na área gastronómica, o restaurante Le Monument continua a assumir o papel de referência, distinguido com uma estrela Michelin e liderado pelo chef Julien Montbabut, que cruza técnicas da alta cozinha francesa com produtos e influências portuguesas. A oferta é complementada pelo Yakuza, dedicado à fusão japonesa, pelo La Mezzanine, responsável pelos pequenos-almoços e brunches, e pelo Bar Americain, vocacionado para cocktails de autor.

O hotel integra igualmente um spa com 350 m2, equipado com piscina de experiências aquecida, hammam, sauna, zona de relaxamento, três salas de tratamento e ginásio. No domínio dos eventos, estão disponíveis três salas preparadas para reuniões ou ocasiões privadas, com suporte tecnológico atualizado.

Bacalhôa assinala 30 anos de JP Azeitão Tinto com edição especial

A Bacalhôa assinala três décadas do JP Azeitão Tinto com uma edição comemorativa que destaca o percurso do vinho e a ligação histórica à região.

A Bacalhôa está a assinalar os 30 anos do JP Azeitão Tinto com uma edição comemorativa que inclui um selo exclusivo pensado para marcar três décadas de percurso. A data sublinha a ligação do vinho à região e a forma como a marca se tornou um caso raro de continuidade no panorama nacional.

Lançado em 1995, o JP Azeitão Tinto afirmou-se rapidamente na Península de Setúbal graças a um perfil jovem e directo, que o aproximou de consumidores de várias gerações. A combinação das castas Castelão, Aragonez e Syrah dá-lhe a cor rubi marcada, a presença evidente de fruta vermelha e uma versatilidade que o mantém, ano após ano, entre as escolhas mais constantes nas mesas portuguesas.

A família JP Azeitão cresceu com o Branco e o Rosé, ambos com trajectos de reconhecimento sustentado. O JP Azeitão Branco, que também já ultrapassou a fasquia das três décadas, consolidou a imagem de estabilidade que acompanha estes vinhos desde o início, algo que tem contribuído para a sua capacidade de atravessar gerações.

A evolução da marca está ligada ao próprio caminho da Bacalhôa, criada em 1922 sob o nome João Pires & Filhos. O grupo começou com uvas de Palmela e destacou-se ao longo do século pela aposta em práticas inovadoras e pela expansão para diversas regiões vitivinícolas. Em Azeitão encontrou a sua referência mais simbólica, associada à Quinta da Bacalhôa e ao Palácio do século XVI, classificados como Monumento Nacional desde 1910, onde tradição, património e produção convergem num mesmo espaço.