10ª Edição do Lisboa Games Week acontece já entre 20 e 23 de novembro

O Lisboa Games Week regressa à FIL com mais de duzentos postos de jogo, simuladores e várias áreas temáticas.

O Lisboa Games Week, volta a realizar-se na FIL, em Lisboa, já esta semana, entre os dias 20 e 23 de novembro, naquela edição que irá marcar o décimo aniversário do evento. Ao longo dos quatro dias, que incluem o fim-de-semana, será possível encontrar a presença de estúdios de jogos, criadores de conteúdos, marcas tecnológicas, e equipas académicas, espalhados ao longo dos pavilhões da FIL, com várias zonas dedicadas aos videojogos e às suas vertentes sociais associadas.

Ao todo, a organização afirma que irá contar com mais de duzentos postos de jogos recentes, onde se incluem mais de trinta simuladores, para além de áreas de realidade virtual, espaços de esports, zonas de retrogaming, espaços de cultura pop, cosplay e jogos de tabuleiro. O programa inclui também iniciativas educativas com a participação de várias instituições de ensino nacionais e internacionais.

Para os amantes dos videojogos, destaca-se a presença da Nintendo, que terá um dos espaços de maior dimensão, onde será possível experimentar Metroid Prime 4 Beyond antes do seu lançamento oficial, marcando a primeira demonstração pública em Portugal do exclusivo para a Nintendo Switch 2. O stand contará ainda com outros jogos jogáveis do catálogo da nova consola, entre eles estão Mario Kart World, Donkey Kong Bananza, Super Mario Party Jamboree Nintendo Switch 2 Edition, Super Mario Galaxy 1 + 2, Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, Cyberpunk 2077, Hollow Knight Silksong, Hades II, Star Wars Outlaws, Street Fighter VI e Hogwarts Legacy.

A simulação desportiva, é outra vertente de peso nesta edição, com destaque para a zona Sim Racing, que vai contar com a final ao vivo do Campeonato Portugal Gran Turismo Road to Lisboa Games Week, e a arena dedicada a EA Sports FC 26.

Nas vertentes tangentes aos videojogos, o cosplay está de regresso, com a presença de nomes internacionais, como Yuji Koi e Neko Yona, e a qualificações para a International Cosplay League no sábado e um concurso aberto no domingo. A cultura do retrogaming, também volta com a exposição de mais de cinquenta arcades clássicas e o Museu LOAD ZX Spectrum. E na vertente educativa o evento irá contar com a presença de instituições como a Universidade de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade Lusíada, ISEL, Instituto Piaget e vários politécnicos.

Os bilhetes para o Lisboa Games Week 2025 podem ser comprados na bilheteira online da FIL com preços que começa nos 15€ por pessoa para quinta ou sexta-feira.

MACAM Hotel inaugura em Lisboa o primeiro híbrido europeu de museu e hotel

O MACAM Hotel abriu em Lisboa como o primeiro hotel europeu integrado num museu de arte contemporânea, reunindo coleções, alojamento e espaços culturais.

O MACAM Hotel abriu as portas em Lisboa como uma estrutura invulgar no panorama europeu, ao reunir num único complexo um hotel de cinco estrelas e um museu de arte contemporânea. A abertura segue-se à inauguração do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, instalado no renovado Palácio Condes da Ribeira Grande, na zona que liga Alcântara a Belém, reforçando a ambição de criar um polo artístico de referência. A estreia do restaurante Contemporâneo – Food&Wine completa o projeto, explorando a gastronomia portuguesa a partir de inspirações retiradas da coleção do museu.

O conjunto ocupa 13.000 m2 reconfigurados pelo atelier MetroUrbe, que procurou conciliar a herança arquitectónica do palácio com uma ampliação marcada por linhas modernas. A fachada da área dedicada às exposições temporárias distingue-se por um trabalho tridimensional em azulejo assinado por Maria Ana Vasco Costa, evocando o imaginário cerâmico nacional. A intervenção foi distinguida com o Prémio Gulbenkian Património 2025 – Maria Tereza e Vasco Vilalva, reconhecimento que sublinha a qualidade do restauro.

Criado pelo colecionador português Armando Martins, o museu expõe mais de 600 obras reunidas ao longo de cinco décadas, desde o final do século XIX até à produção contemporânea. Sob o lema A Casa das Coleções Privadas, acolhe também acervos de outros colecionadores, oferecendo ao público acesso a núcleos que anteriormente se mantinham em circuitos mais restritos.

O MACAM Hotel, dirigido por Vera Cordeiro, reúne 64 quartos distribuídos entre o edifício histórico e a ala recente. A coleção estende-se pelos corredores, pelos quartos e pelos terraços, reforçando a continuidade entre museu e alojamento. A dupla Andrez&Andrez concebeu interiores detalhados, enquanto a Lightware tratou da iluminação, pensada para acentuar a presença das peças. As tipologias variam entre quartos no Palácio com vistas para jardins ou para a Rua da Junqueira, unidades com terraços privados voltados para a Ponte 25 de Abril, espaços amplos com elementos arquitectónicos originais e um quarto panorâmico na torre, que domina Alcântara e o Tejo. Existem ainda studios com entrada independente e kitchenettes, bem como quartos de estética minimalista na ala contemporânea, alguns adaptados a famílias.

A biblioteca D. João da Câmara, situada no Palácio, oferece um ambiente de leitura tranquilo com livros da coleção pessoal de Armando Martins. No topo do edifício, o Rooftop Pool Bar abre a vista sobre o Tejo, com piscina e serviço de refeições leves. Há também um ginásio equipado para quem quiser manter a rotina durante a estadia.

macam hotel restaurante contemporaneo food wine

A cozinha do restaurante Contemporâneo – Food&Wine fica a cargo do chef Tiago Valente e da chef de pastelaria Lara Figueiredo, que procuram reinterpretar sabores portugueses a partir de produtos sazonais, muitos provenientes da horta instalada no próprio complexo. O percurso de Valente passa pela Escola de Hotelaria e Turismo do Porto e por experiências em hotéis e restaurantes dentro e fora do país, incluindo trabalho em iates privados, e as suas criações procuram conciliar tradição e técnicas actuais. Já Lara Figueiredo traz experiência adquirida em Lisboa e em cozinhas distinguidas com estrelas Michelin, desenvolvendo sobremesas que combinam memória e experimentação. O MACAM Café, num registo mais descontraído, funciona como ponto de paragem para refeições ligeiras, petiscos e pastelaria, com pão de fermentação natural preparado diariamente.

No interior do antigo oratório do Palácio surge o àCapela – Live Arts & Bar, espaço que mantém a imponência original e integra uma instalação de Carlos Aires. Ali apresentam-se concertos e performances acompanhados de cocktails e pequenos pratos. O local pode ser reservado para eventos, enquanto o Capela Lounge, situado na parte superior, disponibiliza aos hóspedes um ambiente de acesso livre com serviço self-service.

O Museu MACAM, dirigido por Adelaide Ginga, reforça o diálogo entre criação portuguesa e produção internacional. A exposição permanente ocupa o piso térreo do Palácio e reúne obras de artistas como Amadeo de Sousa Cardoso, Paula Rego, Júlio Pomar, Helena Almeida, Ernesto Neto, Marina Abramović ou Thomas Struth. O edifício contemporâneo acolhe um calendário de mostras temporárias ao longo de todo o ano.

O complexo está preparado para receber casamentos e eventos, tirando partido da capela dessacralizada, dos terraços com vistas sobre Lisboa e da oferta gastronómica desenvolvida pelo restaurante. Disponibiliza ainda salas para encontros corporativos, incluindo um auditório com capacidade para 55 pessoas e o espaço àCapela, que suporta eventos de maior dimensão.

The Warning confirmadas para o NOS Alive 2026

As mexicanas The Warning trarão ao NOS Alive o seu mais recente disco, Keep Me Fed, editado em 2024.

A edição de 2026 do NOS Alive passa a contar, a 10 de julho, com a presença das The Warning, trio mexicano que tem vindo a ganhar expressão no rock internacional. Daniela, Paulina e Alejandra Villarreal irão subir ao Palco NOS para uma estreia aguardada, marcada pela força que consolidaram ao longo de anos de estrada e pelo reconhecimento crescente dentro e fora do seu país de origem.

Formadas em Monterrey, as três irmãs transformaram a relação familiar numa colaboração musical coesa, aliando técnica, intensidade e um sentido melódico que lhes tem garantido projeção global. Após um percurso inicial independente, o álbum ERROR, editado em 2022, funcionou como ponto de viragem, abrindo portas para palcos de maior dimensão e aproximando-as de públicos muito distintos. Desde então, cruzaram-se com nomes como Muse, Foo Fighters, Guns N’ Roses, Royal Blood, The Pretty Reckless e Three Days Grace, além de terem marcado presença num dos momentos mais comentados dos MTV VMAs de 2023. O impacto cultural crescente não passou despercebido a grandes marcas, que passaram a associar-se à identidade da banda no México.

O ano de 2024 trouxe Keep Me Fed, álbum que aprofundou a maturidade artística das três irmãs e reuniu vários temas que ganharam destaque nas plataformas digitais, entre eles “MORE”, “S!CK”, “Hell You Call A Dream”, “Qué Más Quieres” e “Automatic Sun”. As novas canções reforçaram a veia energética da banda e contribuíram para solidificar a sua presença nos circuitos internacionais.

Quanto aos bilhetes, estão à venda nos locais habituais, com o diário a custar 84€, o passe de dois dias a custar 168€ e o passe de três dias a poder ser adquirido por 199€.

Nova coleção de selos do Continente traz faqueiro exclusivo desenvolvido com a SMEG

Clientes podem acumular selos por cada 20€ em compras e trocá-los por artigos de mesa de aço polido da SMEG.

O Continente lançou uma nova coleção de selos que permite aos clientes aceder a uma linha de artigos de mesa desenvolvida em parceria com a SMEG. A iniciativa está disponível em todas as lojas da insígnia até 22 de fevereiro de 2026 e introduz um faqueiro criado em exclusivo para esta campanha, combinando o reconhecimento da marca italiana com a procura por peças funcionais e com identidade visual marcada.

A coleção reúne cinco artigos distintos, produzidos em aço polido e pensados para diferentes momentos de refeição. Inclui talheres de uso diário, facas de carne, utensílios de servir e conjuntos dedicados a saladas. Junta-se ainda um suporte de talheres, disponível em creme, azul ou preto, com uma pega integrada que facilita o transporte e adequa o conjunto a refeições partilhadas.

O acesso aos artigos faz-se através da atribuição de selos: por cada 20€ em compras, é entregue um selo que pode ser trocado pelos produtos da campanha. Todos os selos são relevantes, já que o conjunto de duas facas de carne pode ser obtido sem qualquer custo adicional mediante a entrega de 20 selos.

A acumulação pode ser acelerada com a compra de produtos de marcas como Lays, Sumol, Neoblanc, Oikos, Compal da Horta, Damm, Airwick e Merci. As encomendas realizadas através do serviço Click&Go, com recolha gratuita em loja, também oferecem selos adicionais por cada 20€.

No entanto, é preciso ter em atenção que, por exemplo, precisam de 20 selos para um conjunto de duas peças de Facas de Carne, ou de 20 selos e 0,99€ para um conjunto de quatro peças de talheres de refeição. Caso pretendam um Suporte de Talheres, precisarão de 10 selos e de pagar 39,99€, ou de cinco selos e 79,99€

Death Stranding Isolations é mais um anime baseado no jogo, com estreia no Disney Plus em 2027

A nova série animada Death Stranding Isolations é um novo projeto original de Hideo Kojima integrado no universo dos jogos.

A Kojima Productions e o estúdio japonês E&H Production anunciaram Death Stranding Isolations, uma nova série anime, inspirada nos jogos de Hideo Kojima, com estreia exclusiva no Disney Plus, em 2027.

A nova série será realizada por Takayuki Sano na E&H Production, estúdio fundado em 2021 por Sunghoo Park e conhecido por títulos como Ninja Kamui e Red Cat Ramen. Hideo Kojima, o criador de Death Stranding e da sua sequela Death Stranding 2: On The Beach, será o produtor executivo desta nova série, que funcionará como uma expansão canónica desse universo, apresentando novas personagens e conflitos do seu mundo fragmentado e pós-apocalíptico.

De acordo com a descrição oficial, a série decorre na América do Norte, durante os eventos do primeiro jogo, acompanhando novas personanges que tentam lidar com as suas histórias e problemas. Entre elas estão um homem que procura uma salvação, desligado da Bridges; uma combatente que procura instaurar um ciclo permanente de violência; um rapaz com rancor em relação a Bridges; e uma rapariga que vive na solidão. Tratando-se assim de um conjunto de histórias que contraria a premissa e a missão dos jogos, de ligar o mundo.

Death Stranding Isolations é o segundo projeto animado inspirado nos jogos de Kojima. Recentemente, foi revelada uma longa-metragem animada, chamada Death Stranding Mosquito, realizada por Hiroshi Miyamoto e escrita por Aaron Guzikowski, e atualmente em produção, encontra-se também o live-action produzido pela A24 com realização de Michael Sarnoski.

Até à estreia destes novos projetos, os fãs e curiosos podem jogar o mais recente capítulo da série, Death Stranding 2: On The Beach, por enquanto, exclusivo da PlayStation 5.

Iron Maiden anunciam Anthrax como banda convidada no concerto em Lisboa

Os Anthrax vão abrir o concerto dos Iron Maiden a 7 de julho de 2026, no Estádio da Luz, num reencontro que recorda a histórica data de 1990.

A reunião entre duas instituições do metal volta a ganhar forma em Lisboa, com a confirmação dos Anthrax como convidados especiais do concerto dos Iron Maiden marcado para 7 de julho de 2026, no Estádio da Luz. A presença dos norte-americanos acrescenta à Run For Your Lives Tour uma ligação direta aos tempos em que ambas as bandas partilharam o palco em Cascais, no início dos anos 90, durante a No Prayer On The Road Tour, recuperando uma combinação que marcou várias gerações.

A atuação chega num momento simbólico para os britânicos, que regressam ao país depois de terem enchido a MEO Arena no Verão de 2025 com um espetáculo centrado no período que moldou a sua identidade artística. A digressão atual prolonga essa viagem às raízes, revisitando o repertório que cimentou o estatuto dos Iron Maiden como referência mundial do género.

Quanto aos Anthrax, o reencontro com o público português acontece quase uma década após a última atuação em território nacional, numa fase em que a banda prepara o sucessor de For All Kings. Formados em Nova Iorque em 1981, integram o histórico Big Four ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth e deixaram marca na década de 80 com discos como Spreading The Disease e Among The Living. A velocidade característica, a intensidade rítmica e a persistência de figuras como Scott Ian e Charlie Benante continuam a sustentar o peso do nome Anthrax no universo do thrash.

Para quem quiser, os bilhetes ainda estão disponíveis nos locais habituais, variando entre os 65 e os 90€.

Grupo Royal Terberg investe 4 milhões de euros para inaugurar novo centro tecnológico e de formação em Mafra

O Grupo Royal Terberg abre novas instalações em Mafra, com um centro de inovação e formação dedicado ao setor dos resíduos.

O Grupo Royal Terberg prepara-se para inaugurar esta quarta-feira, dia 19 de novembro, as novas instalações na Venda do Pinheiro, Mafra, resultado de um investimento superior a quatro milhões de euros. O espaço passa a concentrar toda a operação da Terberg Resitul em Portugal e inclui um polo dedicado ao desenvolvimento tecnológico e à formação especializada no setor dos resíduos, pensado para aproximar equipas, equipamentos e conhecimento técnico num único local.

O edifício, com cerca de 3.800 m² distribuídos entre área coberta e exterior, reúne zonas administrativas, áreas técnicas e locais concebidos para demonstração. Entre estes destaca-se o Terberg Resitul Lab, criado para testar soluções operacionais em contexto real e permitir a experimentação de tecnologias orientadas para maior eficiência na limpeza urbana e na gestão de resíduos.

A administração da empresa indica que esta infraestrutura foi desenhada para funcionar como ponto de encontro entre conhecimento técnico e aplicação no terreno, facilitando o desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades atuais de municípios e operadores.

Com esta expansão, o Grupo Royal Terberg reforça o seu posicionamento no mercado nacional, consolidando a Terberg Resitul como elemento central na estratégia de inovação da marca. A operação da empresa estende-se hoje a diversas regiões do país, entre as quais Porto, Gaia, Coimbra, Lisboa, Cascais, Seixal, Santiago do Cacém, Serpa, Albufeira, Portimão, Tavira e Lagoa.

Bluetti Elite 10 Review: Fácil de utilizar e ainda mais fácil de transportar

A Bluetti Elite 10 é uma estação de energia portátil que se destaca pela leveza, portabilidade e versatilidade, que seria perfeita por um preço mais acessível.

Após utilizar a Elite 30 V2, o que salta logo a vista com a estação de energia Bluetti Elite 10 é o quão semelhante elas são, com exceção das dimensões, as quais tornam o mais recente modelo mais compacto e leve, com apenas 1,7Kg, revelando-se muito fácil de transportar. Essa combinação de tamanho reduzido, leveza e portabilidade é, a meu ver, um dos grandes trunfos deste modelo. Capaz de se encaixar, na perfeição, em qualquer espaço.

Estes fatores tornam, imediatamente, a Bluetti Elite 10 numa fantástica alternativa à Elite 30 V2, que uso para viagens longas. Apesar desse modelo até ter mais potencia, as dimensões e peso, já me fazem considerar a troca face as minhas necessidades. Se a concessão é a potencia, que a Elite 10 já oferece o suficiente, a diferença na facilidade de transporte é mesmo enorme.

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Bluetti Elite 10

A estrutura da Bluetti Elite 10 é de plástico resistente e transmite também uma boa sensação de solidez. Parece robusto o bastante para aguentar alguns toques ou riscos ocasionais. Tem uma pega está embutida na parte lateral direita, o topo é plano e a base tem pequenos pés que lhe dão estabilidade. A maior parte dos controlos e ligações está na parte frontal, embora a entrada de corrente alternada se encontre no lado direito. Já o seu ecrã frontal é particularmente bom, nítido, com excelente resolução e fácil de ler, mesmo sob luz forte. Às vezes apanha algum reflexo, dependendo do ângulo, mas nada de problemático. No geral, é bastante legível e fornece todas as informações essenciais para acompanhar as tensões de entrada e saída.

Na frente estão praticamente todas as entradas e saídas, incluindo:

  • Saídas:
    • Capacidade: 128Wh
    • Tipo de inversor: onda sinusoidal pura
    • Potência de pico: 200W
    • Potência de saída: 200W no total, 230V, 3 A
  • Portas USB
    • 2 USB-C: 1 × 100W máx., 1 × 15W máx.
    • 2 USB-A: 2 × 15W (5 V/3 A)
  • Tomadas DC
    • 1 × tomada de carro 12 -28V, 8A, 100W Máx.
    • 1 × portas DC5521 de 12V/5A
  • Entradas:
    • Entrada CA: 150W máx.
    • Tempo de carregamento CA: 80% em 45 minutos (a 25 °C)

A Bluetti Elite 10 conta com portas mais do que suficientes para manter duas pessoas ligadas durante uma viagem. Ainda assim, gostava que tivesse mais portas USB-C, já quase todos os meus dispositivos já migraram para esse padrão, e as portas USB-A começam a ser menos utilizadas. Não é nada de grave, claro, as duas portas de 15W dão perfeitamente conta do recado para smartphones e auscultadores. Mas a conveniência do USB-C já se tornou difícil de dispensar.

Para além disso, na parte traseira temos uma lanterna LED com diversos níveis de intensidade, que é suficiente para iluminar uma assoalhada sem grande dificuldade e que pode ser especialmente útil quando existem falhas no fornecimento elétrico, com a Bluetti Elite 10 a conseguir alimentar essa lanterna durante 39 horas, na intensidade máxima. Adicionalmente, esta lanterna de alta intensidade conta ainda um modo de perigo, em que a lanterna dá “três piscares rápidos, mais três piscares rápidos, mais um piscar longo e um piscar rápido”, o sinal de S.O.S. padrão que, por exemplo, pode ser utilizado para alertar outros condutores da presença de uma situação anormal na via, como um acidente ou uma paragem inesperada.

Utilizar a Bluetti Elite 10 não podia ser mais simples, é basicamente ligar e utilizar. Antes de tudo, convém carregar completamente a bateria. No meu caso, utilizei uma tomada doméstica, mas também é possível carregá-lo no carro. Após esse processo, basta começar a ligar os seus equipamentos à bateria e transferir energia para o que precisar. É simplesmente intuitivo e muito simples.

Longe de ser indispensável, a Bluetti Elite 10 conta com suporte da aplicação Bluetti, capaz de mostra dados de desempenho e estatísticas em tempo real que podem ser úteis para quando se está mais longe da estação. Já algo que considero importante é conhecer a potência de carregamento dos dispositivos e utilizar as portas certas para esse efeito. Por exemplo, ligar um computador portátil a uma porta USB-A de 15W e uns auscultadores à porta USB-C de 100W não faz muito sentido. Por isso, escolher as portas adequadas é fundamental para tirar o máximo partido do aparelho e garantir um carregamento eficiente, e nesse aspeto considero que aplicação ajuda bastante.

Quanto ao desempenho e à duração da bateria, a Bluetti Elite 10 cumpre exatamente com aquilo que promete. O desempenho é bom, sem surpresas desagradáveis, e todas as entradas e saídas funcionam conforme as especificações anunciadas. A autonomia, no entanto, é mais difícil de quantificar, já que depende totalmente do tipo de dispositivos que se ligam e da quantidade de energia que consomem. No meu caso, a duração da bateria foi mais do que suficiente para o uso que lhe dei. Durante as viagens, conseguiu alimentar todos os equipamentos necessários sem esforço, e só precisei recarregá-la antes do regresso. Claro que tudo depende da duração da viagem e da intensidade de utilização, mas, de um modo geral, deixou-me bastante satisfeito, já que apenas foi necessária para carregar a bateria dos meus smartphones, a bateria da minha máquina fotográfica DSLR e do computador portátil.

Por 159€, a Bluetti Elite 10 não é propriamente barata, mas também está longe de ser cara para aquilo que oferece. Além disso, temos um miminho extra: se inserirem o código BLUETTIECHO no checkout, conseguem um desconto de 5% no valor desta estação de energia portátil. Aliás, está já a decorrer o período de Black Friday da Bluetti, durante o qual têm descontos que podem chegar aos 73%.

Ainda assim, e de um modo geral, a Bluetti Elite 10 funciona muito bem. É o tipo de equipamento que se torna indispensável em viagens em família, quando há sempre telemóveis, consolas portáteis, computadores e tablets a precisar de energia extra. Também é perfeito para campistas ou para quem passa algum tempo ao ar livre, longe das tomadas elétricas. Pode ser recarregado através de uma tomada doméstica ou através de uma entrada de 12V no carro. É, no fundo, uma ferramenta prática para ter por perto, inclusive em casa, para pequenas falhas de energia, já que é suficiente para manter algumas luzes acesas durante alguns minutos, ou alimentar alguns dispositivos essenciais.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Bluetti.

Montblanc lança instrumentos de escrita inspirados no legado dos Queen

Nova colecção Montblanc transforma o universo dos Queen em instrumentos de escrita de edição limitada.

A Montblanc voltou a olhar para a história da música e escolheu os Queen como protagonistas de uma nova série dedicada a figuras cuja influência atravessa gerações. O conjunto de instrumentos de escrita – leia-se canetas -, dividido em cinco edições distintas, recupera momentos decisivos de uma das bandas mais marcantes do século XX, recorrendo a detalhes visuais que evocam discos, concertos e símbolos que moldaram a identidade do grupo.

A presença dos Queen na cultura popular não se explica apenas pela longevidade da carreira, mas pela forma como transformaram o panorama musical. A banda construiu um som que atravessou géneros e fixou temas capazes de resistir ao tempo. “Bohemian Rhapsody”, “A Kind of Magic”, “Under Pressure” ou “The Show Must Go On” continuam a ecoar como testemunhos de uma criatividade pouco comum. A química entre Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor foi o motor de uma obra que marcou o rock e permanece influente meio século depois.

A edição especial inspirada em Greatest Hits II parte da estética do álbum para recriar uma peça dominada por resina azul-escura e apontamentos dourados. As referências a cada um dos quatro membros surgem gravadas no corpo e na tampa: o microfone de Mercury, o baixo de Deacon, a guitarra de May e a bateria de Taylor. O clip assume a forma do suporte de microfone inseparável das atuações de Mercury, enquanto o topo da tampa recorda a coroa utilizada ao som de “God Save the Queen”. O cone retoma elementos da guitarra de May e o aparo, em ouro, exibe o brasão criado pelo vocalista, reunindo os signos dos músicos sob uma fénix.

A edição limitada a 1.975 exemplares recupera o imaginário de A Night at the Opera, álbum que consolidou o grupo como caso sério de inovação. O padrão losangular do corpo remete para um dos fatos mais conhecidos de Mercury, enquanto a tampa, em preto, apresenta retratos estilizados dos quatro músicos, num claro diálogo com as capas de Queen II e Hot Space. Detalhes ligados aos botões da guitarra reforçam o vínculo ao trabalho de estúdio, e o aparo inclui a silhueta de Mercury numa pose que ganhou novo significado com Made in Heaven, o disco póstumo de 1995.

Montblanc Queen

A edição limitada a 95 peças centra-se no concerto do Live Aid, em 1985, momento que reforçou a reputação dos Queen como força incontornável em palco. A estrutura em ouro remete para a energia dessa actuação, com os títulos das seis músicas tocadas no evento gravados sobre a filigrana dourada que envolve a laca preta. O topo da tampa evoca a coroa usada por Mercury nas últimas atuações, e o aparo, também em ouro, fixa a figura do vocalista sobre o logótipo da banda. O design frontal reflecte o palco montado em Wembley nesse verão.

A edição limitada a 30 exemplares assinala as três décadas de Made in Heaven. A tampa recebe uma estrutura em ouro branco com referências a três faixas do álbum, enquanto a laca azul recorda o vinil original. O corpo, revestido a platina, apresenta um padrão arlequim que combina elementos metálicos e lacados. A peça distingue-se ainda pelas safiras que ornamentam a tampa e a liga com o cone, cujo formato retoma os controlos de uma guitarra elétrica. No extremo surge um detalhe raro: madeira das baquetas de Roger Taylor entrelaçada com cordas tocadas por Brian May. O aparo mostra novamente a pose triunfante de Mercury, enquanto a secção frontal reúne as assinaturas dos quatro músicos.

A edição final, limitada a oito unidades, remete para o lado mais teatral dos Queen, inspirado no traje de coroação usado por Mercury na Magic Tour. A construção em ouro amarelo com guilloché coberto por laca carmim recria a atmosfera cerimonial que acompanhava os concertos dessa digressão. Bandas de diamantes e safiras representam a bainha em arminho, enquanto motivos de flor-de-lis percorrem o corpo e o cone. O topo da tampa recebe um anel de madrepérola com detalhes que voltam a evocar a bainha, coroado pelo emblema Montblanc cravejado com diamantes. O aparo apresenta uma coroa com diamante, numa alusão à estética régia que Mercury projectava em palco. O número oito antecipa os 80 anos do nascimento do vocalista, celebrados em 2026.

Estes instrumentos de escrita já estão disponíveis através do site oficial da Montblanc, mas os preços só estão ao alcance dos milionários.

Crystal Dynamics despede 30 trabalhadores na terceira vaga de despedimentos deste ano

A nova vaga de despedimentos acontece durante mais uma reorganização interna da Crystal Dynamics, mas mantém ativo o desenvolvimento de Tomb Raider.

A Crystal Dynamics confirmou nova redução de equipa, ao anunciar que cerca de 30 trabalhadores foram despedidos no decorrer de uma reorganização interna. O estúdio explicou que a medida ocorre enquanto ajusta estruturas e projetos atuais.

No comunicado divulgado, a equipa refere, como já é hábito, que tomou “uma decisão difícil” ao separar-se de funcionários de vários departamentos, justificando o ato com base numa reorganização pretende enquadrar a próxima fase de desenvolvimento do novo Tomb Raider, cuja produção decorre desde 2022 em parceria com a Amazon Games. A empresa agradeceu o contributo dos profissionais afetados e indicou que lhes irá prestar apoio durante o período de transição, como podem ler em baixo:

Hoje tomámos a decisão difícil, mas necessária, de reorganizar os estúdios e equipas da Crystal Dynamics. Como resultado, cessámos a colaboração com cerca de 30 membros da equipa, oriundos de vários departamentos e projetos, enquanto reestruturamos a empresa para a próxima etapa. A Crystal agradece profundamente a todos os afetados pelo talento, dedicação e trabalho árduo que contribuíram para moldar o estúdio de tantas formas. Estamos empenhados em oferecer todo o apoio e recursos possíveis durante esta transição.

Aos nossos jogadores, à medida que a realidade da indústria continua a mudar, tomámos estas decisões difíceis para garantir o desenvolvimento contínuo do nosso jogo principal, Tomb Raider, bem como para preparar o resto do estúdio para criar novos títulos no futuro.

Agradecemos o apoio contínuo dos nossos jogadores, colegas e parceiros durante esta fase e esperamos partilhar o novo trabalho da equipa com o mundo num momento oportuno.”

Esta é a terceira vaga de despedimentos na Crystal Dynamics registada este ano. Em março, já tinham sido dispensados 17 trabalhadores e, em agosto, foi confirmada mais uma redução de um número incerto. Para além disso, em 2023, dez pessoas tinham já sido afetadas por cortes decorrentes de uma reestruturação na antiga proprietária Embracer.

Recentemente, a Crystal Dynamics chegou a trabalhar no reboot de Perfect Dark, desenvolvido em conjunto com a The Initiative, projeto que acabou cancelado após encerramento do estúdio da Xbox.

Campanha de Call of Duty: Black Ops 7 só pode ser jogado online e não permite pausas

Call of Duty: Black Ops 7 não pode ser jogado offline, nem a solo, e impõe requisitos de segurança adicionais no PC, que podem bloquear o acesso ao jogo.

Call of Duty: Black Ops 7 chegou na semana passada a 15 de novembro, com versões para PC e consolas, num pacote composto por uma campanha, modos multi-jogador e o modo cooperativo de zombies. Apesar da sua diversidade de modos, todos contam com uma natureza online, permitindo jogar co-operativamente ou competitivamente, o que está a causar problemas na experiência dos jogadores.

A campanha é o atual ponto de discussão, que este ano, ao contrário dos jogos passados, opta por um formato que incentiva ao co-op e à experiência social até quatro jogadores. Estas ambições tornam a campanha do jogo virtualmente injogável a solo de forma descontraída. Ainda que seja possível iniciar o jogo sozinho, entrar na campanha requer a passagem por um lobby e ligação permanente, com efeitos indesejados na experiência, como uma dificuldade de jogo acrescida por estar concebida para até quatro jogadores e pela impossibilidade de pausar a ação. Adicionalmente, ao perderem, os jogadores são obrigados a recomeçar missões inteiras devido à ausência de checkpoints, anulando qualquer progresso, o que tem causado uma grande consternação.

As frustrações para jogar Call of Duty: Black Ops 7 podem ser ainda maiores no PC, como uma com as quais nos confrontámos para o testar. Um dos requisitos para PC de Call of Duty: Black Ops 7, é a obrigatoriedade de ter TPM 2.0 e de Secure Boot ativos para iniciar o jogo. Dada a natureza online da campanha, também esta porção de jogo requer estas funções ativas. Considerada uma medida anti-batota, estes requisitos foram adicionados à série em agosto deste ano e destinam-se a dificultar ferramentas de batota de baixo nível, reforçando a verificação de software antes do arranque do sistema.

Dependendo das configurações dos jogadores, alguns poderão ter ambas as opções de sistema e da BIOS já ativas, já aqueles que não tiverem pelo menos uma das duas opções ativas, terão que o fazer manualmente. A necessidade de mexer em parâmetros avançados pode causar problemas de arranque ou afetar o funcionamento do computador, sobretudo para quem não está familiarizado com UEFI ou BIOS. Em sistemas cujo hardware não suporte TPM 2.0 ou Secure Boot, o jogo simplesmente não inicia, impedindo o acesso total à campanha, mesmo que o intuito seja jogar sozinho.

Para quem tiver interessado em jogar a campanha, a melhor opção passa mesmo por optar pelas versões de consola, já que estas camadas de segurança estão ativas por defeito.

Revolut Pay chega ao Booking.com e simplifica pagamentos em reservas de viagens

Parceria global introduz pagamentos com um clique através do Revolut e amplia as opções disponíveis para milhões de utilizadores do Booking.com.

A expansão da Revolut no setor das viagens ganhou novo impulso com a integração do Revolut Pay como método de pagamento no Booking.com. A plataforma de reservas passa a disponibilizar esta solução no checkout, permitindo aos utilizadores concluir pagamentos com um clique e em várias moedas.

A partir deste momento, quem reservar alojamento no Booking.com passa a ser encaminhado para a aplicação Revolut para concluir o pagamento, num processo acelerado pela autenticação biométrica. Além da simplificação do processo, os pagamentos efetuados através do Revolut Pay permitem acumular RevPoints extra, o programa pan-europeu de fidelização da Revolut, que possibilita trocar pontos por estadias, milhas aéreas, experiências, vales ou compras em milhares de comerciantes. E é mesmo de aproveitar, uma vez que, e até 3 de janeiro, cada compra realizada com Revolut Pay gera dez vezes mais pontos, mediante as condições definidas pela empresa.

Convém também referir que esta funcionalidade será estendida a voos e aluguer de automóveis através do Booking.com numa fase posterior. Com a parceria agora formalizada, o Booking.com torna-se o maior operador do setor das viagens a adotar o Revolut Pay, reforçando a aposta da fintech num segmento onde tem aumentado a sua presença.

Depois de integrar a NOWO, DIGI enfrenta desafio de transformar escala em lucro

Com mais de 800.000 clientes no total, a Digi avança no mercado português, enquanto espera aproximar-se do breakeven no próximo ano.

A DIGI Portugal encerrou o terceiro trimestre de 2025 a consolidar a sua presença no mercado nacional, somando 813.000 serviços ativos e mantendo a linha de crescimento que tem marcado o primeiro ano de operação.

No final de setembro, a empresa contabilizava 443.000 clientes móveis em Portugal, mais 23.000 do que três meses antes, o que corresponde a um aumento de 5,48% em termos trimestrais. Na internet fixa, o número de clientes chegou aos 150.000, um crescimento de 4,17% em relação ao segundo trimestre, com mais 6.000 adesões líquidas. Uma parte destas ligações vem da Nowo, que a Digi comprou e que lhe trouxe, logo à partida, cerca de 270.000 clientes móveis e 130.000 fixos.

O segmento fixo, visto no seu conjunto, somava no fim de setembro cerca de 370.000 clientes. Dentro desse universo, 150.000 tinham serviço de internet, 128.000 televisão e 92.000 mantinham telefone fixo. Este último serviço, cada vez menos valorizado pelos consumidores, encolheu mais de 6% apenas no terceiro trimestre.

Estes resultados reforçam o ritmo de expansão da operadora, que continua a investir na melhoria da rede móvel e na expansão da cobertura de fibra óptica para chegar a mais utilizadores.

Em Portugal, o primeiro ano da marca ficou assinalado pela abertura das primeiras lojas físicas, inicialmente na Amadora e posteriormente no Porto, totalizando já mais de 50 pontos de venda distribuídos por todo o país. Paralelamente, a cobertura móvel avançou com a instalação de antenas em 14 estações do Metro do Porto, prevendo-se que o projeto esteja concluído até ao final de 2025. A operadora mantém como prioridade o reforço da sua presença nacional, procurando adequar os serviços às necessidades e hábitos de consumo da população.

DIGI em Portugal: o panorama um ano depois

Um ano depois de se estrear comercialmente em Portugal, a Digi soma clientes a bom ritmo, mas ainda não consegue transformar esse crescimento em contas equilibradas, o que é perfeitamente compreesível. A operadora romena continua a vender serviços a preços agressivos, abaixo dos praticados pelas rivais – incluindo marcas low-cost –, mas por agora o efeito mais visível está do lado dos custos, que seguem bem acima daquilo que entra em caixa.

Nos primeiros nove meses do ano, a operação portuguesa gerou receitas de 52,5 milhões de euros, mas suportou despesas operacionais de 88,2 milhões. Em termos simples, os custos estão cerca de 68% acima das receitas. Entre julho e setembro, a faturação foi de 17,6 milhões de euros, um ligeiro aumento de 1,73% face ao trimestre anterior, mas ainda abaixo dos 17,7 milhões registados no início do ano. Do lado dos gastos, houve algum alívio: as despesas trimestrais recuaram para 29,4 milhões, menos 9,26% que no trimestre anterior, mas continuam significativamente superiores ao que o negócio consegue gerar.

O resultado operacional espelha esse desequilíbrio. A Digi aponta para um EBITDA negativo de 110 milhões de euros em Portugal nos primeiros nove meses, sinal de que, mesmo antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, a operação continua mergulhada em prejuízos. A pressão vem também do valor médio que cada cliente deixa na empresa: a receita média mensal caiu para 6,9€, abaixo dos 7,1€ do segundo trimestre e dos 7,7€ do primeiro. Na prática, cada cliente rende menos de 7€ por mês, num contexto em que a operadora se posiciona deliberadamente na fasquia mais baixa do mercado.

Num encontro com jornalistas e analistas realizado por videoconferência, Serghei Bulgac, CEO da Digi Communications – o grupo que controla a operação portuguesa –, sintetizou a perceção sobre o mercado português com um “sentimento misto”. O gestor diz que ainda é cedo para fazer um balanço definitivo sobre a aposta em Portugal, sublinhando que a prioridade tem sido construir infraestrutura e alargar a cobertura móvel e fixa.

Do ponto de vista industrial, a Digi dá por praticamente montada a espinha dorsal da sua presença em Portugal. A rede móvel assenta já em cerca de 4.500 torres de telecomunicações e a rede fixa chega a 1,1 milhões de casas. Bulgac classificou este avanço como uma “grande conquista industrial”, tendo em conta o curto período de operação comercial. Em paralelo, decorre a integração da Nowo: dois terços dos clientes móveis dessa antiga marca já foram migrados para a Digi, enquanto no serviço fixo a transição avança mais devagar, sem calendário definido para o desaparecimento total da Nowo.

O esforço de investimento também explica o peso dos custos. Depois de ter desembolsado mais de 67 milhões de euros em licenças no leilão de 5G concluído em 2021 e de ter avançado para a compra da Nowo por 150 milhões de euros, a Digi soma agora cerca de 120 milhões de euros de capex no mercado português. Segundo o CEO, esta fase mais intensa de investimento já ficou para trás. A empresa continuará a reforçar e atualizar as redes, mas numa cadência mais estável, depois de ultrapassado o “pico” inicial.

Ricardo Araújo Pereira marca data extra de Verificando se você é humano

Verificando se você é humano, o primeiro espetáculo a solo de Ricardo Araújo Pereira, esgotou em horas e motivou a abertura de uma nova data na MEO Arena.

Ricardo Araújo Pereira disse na Rádio Comercial que, ao longo da sua vida, terá atuado umas três vezes em modo stand-up comedy. Mas isso não o impediu de marcar o seu primeiro solo de comédia na maior sala do país, a MEO Arena. E como se esperava, o sucesso de Verificando se você é humano foi imediato.

Quer isto dizer que a data inicial, marcada para 6 de junho de 2026, esgotou num ápice, o que levou o apresentador/guionista a marcar uma data extra, na mesma sala, para o dia anterior, 5 de junho. E os bilhetes também estão quase esgotados. Será que Ricardo Araújo Pereira marcará uma terceira data? A ver vamos. Sabe-se, também, que a SIC será a televisão oficial de Verificando se você é humano.

Com 51 anos, Ricardo Araújo Pereira soma um percurso que começou na escrita de guiões no final dos anos 90 e atingiu projeção nacional com o fenómeno Gato Fedorento, ao lado de Miguel Góis, Zé Diogo Quintela e Tiago Dores. Atualmente lidera Isto É Gozar com Quem Trabalha, juntando a equipa habitual que tem marcado a sátira política em televisão.

Vampire Survivors já pode ser jogado em VR

A poncle anunciou e lançou uma versão mais “imersiva” do seu divertido jogo, exclusiva para o Meta Quest 3.

Há uma nova forma de jogar Vampire Survivors e é em VR. Esta semana, o estúdio poncle revelou e lançou uma versão nova do jogo, exclusiva ao Meta Quest 3, devidamente chamada Vampire Survivors VR.

Disponível por 9,99€ na Meta Store, esta nova versão do jogo de sobrevivência “automático” não coloca os jogadores na primeira pessoa, como costuma ser comum em jogos VR, em vez disso, apresenta os níveis do jogo como dioramas tridimensionais, como se as batalhas contra monstros acontecessem numa mesa à frente dos jogadores.

Esta nova versão mantém o aspeto pixel-art do jogo original, adotando voxels por pixéis para a recriação dos ambientes dinâmicos e dos sprites das personagens.

Vampire Survivors VR inclui o jogo base com todas as suas atualizações, juntamente com duas expansões Legacy of the Moonspell e Tides of the Foscan.

Entrentanto, no seu formato tradicional, Vampire Survivors pode ser jogado nas consolas da Nintendo, PlayStation, Xbox, PC e dispositivos móveis. Para já, não se sabe se Vampire Survivors VR chegará ao PC e ao PlayStation VR2.

FlexiSpot apresenta a E7 Flow: ergonomia e eficiência num só modelo

A novíssima FlexiSpot E7 Flow aposta num sistema de cabos oculto, elevação rápida e estrutura em “C” que garante estabilidade e fluidez no ambiente de trabalho.

A FlexiSpot, marca já muito abordada por aqui, apresentou em agosto passado a sua mais recente secretária ajustável, a E7 Flow, concebida para responder à crescente procura por espaços de trabalho organizados e eficientes. Trata-se de uma mesa que integra um sistema de gestão de cabos completo, oferecendo uma superfície de trabalho limpa e sem emaranhados de fios, sem recorrer a acessórios adicionais ou montagens complexas.

Um dos elementos centrais deste modelo é a bandeja de cabos incorporada, que permite ocultar e organizar fios de forma prática. A isto junta-se um canal magnético sob as pernas, que garante uma gestão discreta e elegante. A estrutura reforçada suporta até 180 quilos – uma capacidade que ultrapassa significativamente a média dos modelos de duas pernas – e resulta de um sistema de duplo motor otimizado para oferecer maior binário, calibração inteligente da carga e elevação mais fluida.

A velocidade de ajuste foi também aprimorada: o movimento entre as posições de sentado e de pé atinge os 50 milímetros por segundo, o que representa o dobro da rapidez habitual em secretárias elétricas semelhantes. A estabilidade é assegurada por uma estrutura mais pesada e por um desenho em forma de “C”, pensado para sustentar com segurança monitores e equipamentos geralmente colocados na parte traseira da mesa.

O processo de montagem do sistema de cabos é simples e rápido – em cerca de cinco minutos e sem necessidade de perfuração – e inclui uma régua elétrica de seis tomadas. O objetivo é oferecer uma solução completa que reduza distrações e favoreça um estado de trabalho contínuo e produtivo.

A E7 Flow introduz ainda uma novidade na gama da marca: uma borda biselada ergonómica, concebida para proporcionar maior conforto ao longo do dia e uma postura mais natural dos pulsos.

Disponível em duas tonalidades exclusivas, a secretária apresenta-se em “Volcano Grey”, um cinzento de aspeto sólido e elegante, e em “Fuji White”, um branco suave inspirado na serenidade das manhãs ao sopé do Monte Fuji. Ambas as cores foram pensadas para integrar-se harmoniosamente em diferentes ambientes domésticos ou profissionais, reforçando a ideia de um espaço de trabalho equilibrado, estável e visualmente discreto.

O Echo Boomer tem estado a experimentar a nova FlexiSpot E7 Flow e, em breve, iremos contar-vos tudo sobre este novo modelo.

FNAC Colombo recebe área exclusiva dedicada ao universo Nintendo

A FNAC Colombo inaugurou o primeiro espaço Nintendo da Península Ibérica, com consolas, jogos, amiibo e merchandising dedicado.

A FNAC do Centro Colombo passou a contar, desde 24 de outubro, com uma área inédita em território português inteiramente dedicada ao universo Nintendo, ocupando cerca de 25 m2 concebidos para que os visitantes possam mergulhar no ambiente característico da marca.

O espaço reúne as consolas Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, uma seleção abrangente de jogos e acessórios e as figuras amiibo, reconhecidas pela compatibilidade com as consolas da Nintendo. Inclui ainda diversos artigos de merchandising inspirados em personagens amplamente conhecidas, como Mario, Peach, Link, Kirby ou protagonistas de Animal Crossing.

A inauguração assinala a estreia de um espaço oficial Nintendo na Península Ibérica integrado numa loja, reforçando a aposta da FNAC em criar zonas de contacto direto com marcas de referência no entretenimento interactivo. A iniciativa pretende oferecer aos visitantes uma forma distinta de explorar o catálogo da Nintendo, combinando a apresentação física dos produtos com uma experiência pensada para fãs e curiosos.

A estratégia segue a linha já observada noutros mercados europeus, onde áreas dedicadas têm ganho relevo como forma de valorizar a experiência em loja e de acompanhar lançamentos de destaque, incluindo o da Nintendo Switch 2, marcado por ações dirigidas ao público entusiasta de videojogos.

Red Dead Redemption recebe versões nativas nas consolas modernas e estreia-se em dispositivos móveis e na Netflix

A Rockstar Games vai relançar Red Dead Redemption e Undead Nightmare agora nas versões da PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, e em dispositivos móveis iOS e Android, a 2 de dezembro

A Rockstar Games anunciou que Red Dead Redemption vai ficar disponível em virtualmente todas as plataformas atuais. A partir de dia 2 de dezembro, será possível jogar o aclamado jogo em versões nativas da PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e em dispositivos iOS e Android via Netflix. As novas edições foram desenvolvidas com a Double Eleven e a Cast Iron Games e destacam-se por chegarem a novas plataformas e por estarem otimizadas para plataformas onde já era possível jogar, como na PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, via retrocompatibilidade.

Na PlayStation 5 e na Xbox Series X|S, o jogo passa a correr a 60 FPS, com compatibilidade HDR e resoluções até 4K. Na Nintendo Switch 2, a Rockstar introduziu suporte para DLSS, HDR, controlos de rato via Joy-Cons e um desempenho alvo a 60FPS em altas resoluções. Já as plataformas móveis, as versões para iOS e Android incluem controlos adaptados e estarão disponíveis para download gratuito através de uma assinatura da Netflix.

As boas noticias chegam para quem já tiver as versões da PlayStation 4, Nintendo Switch ou numa edição digital retrocompatível no Xbox One, que poderá fazer a atualização digital para a nova versão sem qualquer custo acrescido. Os jogadores poderão, assim, manter o progresso existente, incluindo dados guardados, garantindo continuidade no acesso às novas versões. Adicionalmente, a Rockstar confirmou ainda que estas edições entram no catálogo do PlayStation Plus e na Biblioteca de jogos GTA+ no próprio dia de lançamento.

Plano de subscrição Google AI Plus chegou a Portugal

O Google AI Plus disponibiliza funcionalidades avançadas de imagem, vídeo e produtividade, bem como créditos mensais para utilização no Flow.

O serviço Google AI Plus passou a incluir Portugal num conjunto mais vasto de mercados onde a tecnologia de inteligência artificial da empresa se torna mais acessível ao público geral. A disponibilização no mercado nacional surge acompanhada de um valor mensal de 7,99€ e de uma campanha temporária que reduz o custo para 3,99€ durante os dois primeiros meses para novas subscrições, mediante condições definidas pela plataforma.

A oferta, que surge assim como alternativa ao Google AI Pro e Google AI Ultra, foi concebida para reforçar a capacidade produtiva e criativa dos utilizadores, reunindo num único plano o acesso a modelos avançados de geração de imagens e vídeo, ferramentas de apoio ao trabalho diário e um aumento substancial do espaço de armazenamento associado à conta. Entre as funcionalidades agora incluídas estão limites superiores para o modelo de imagem utilizado na aplicação Gemini, acesso alargado ao gerador de vídeo Veo 3 Fast e integração da IA nos serviços habituais da empresa, como Gmail, Docs, Sheets ou Drive. O NotebookLM passa igualmente a operar com margens mais amplas de utilização, enquanto o armazenamento total sobe para 200GB, distribuído entre o Photos, o Drive e o Gmail.

O pacote inclui 200 créditos de IA mensais utilizáveis no Flow, além das funcionalidades gerais de inteligência artificial associadas ao serviço. O Flow, ferramenta vocacionada para produção de vídeo generativo, permite desenvolver clipes, sequências e narrativas com maior rapidez, recorrendo a modos distintos de criação, entre eles texto para vídeo, transformação de imagens de referência ou geração a partir de frames. A plataforma opera com um limite de cinco gerações simultâneas e mantém mecanismos de proteção destinados a evitar resultados que se enquadrem em categorias sensíveis.

O Whisk, disponível apenas em determinados territórios, centra-se na composição visual e na experimentação rápida de ideias. A ferramenta extrai elementos essenciais das imagens fornecidas pelo utilizador para orientar a criação de novos conteúdos. Com o plano Google AI Plus, passa também a ser possível produzir Shorts através do Whisk Animate e gerar vídeos com o Veo, embora exista um teto mensal para a criação desses conteúdos, que pode ser ampliado com as versões Pro ou Ultra.

No campo da investigação e escrita, o NotebookLM beneficia de melhorias que incluem maior número de resumos de áudio, mais espaço para notebooks e fontes por projeto, personalização de estilo e tom, bem como opções adicionais de partilha e métricas. Estas vantagens estão disponíveis tanto em equipamentos Android como iOS. Já a aplicação Gemini ganha maior capacidade de resposta em tarefas complexas, desde desenvolvimento de código até raciocínio estruturado, interpretação de instruções mais exigentes ou processos criativos que exijam colaboração com a IA. A funcionalidade Deep Research possibilita pesquisas detalhadas em tempo real a partir das Apps Gemini, embora continue reservada a maiores de idade e exija sessão iniciada na aplicação.

A subscrição está disponível apenas para contas pessoais e exige residência num dos países onde o plano se encontra oficialmente lançado, além do cumprimento da idade mínima obrigatória. Algumas ferramentas, como o Flow, o modelo Gemini 2.5 Pro em modo de IA, a aplicação Gemini, a integração do Gemini nos serviços de produtividade, o NotebookLM e o Whisk, apenas podem ser usadas por maiores de 18 anos. Há também restrições para membros do Google One inscritos por intermédio de parceiros externos ou através do Pixel Pass, que ficam impossibilitados de migrar para o Google AI Plus. Importa ainda notar que o plano não permite adquirir créditos adicionais de IA, embora mantenha válidos os que tenham sido comprados antes da alteração da subscrição.

A subscrição pode ser partilhada com um grupo familiar Google, permitindo que vários membros usufruam das funcionalidades de IA e do armazenamento conjunto, mantendo-se, contudo, o controlo exclusivo nas mãos do gestor do plano para qualquer alteração ou atualização. Para criar um grupo familiar é necessário ter pelo menos 18 anos, e todos os participantes devem residir no mesmo país.

A terapia do voo: Alcochete e a sabedoria das aves no Praia do Sal Resort

O Praia do Sal Resort, gerido pelo Stay Upon Hospitality Group, na “margem certa” do Estuário do Tejo, em Alcochete, oferece-nos um pequeno paraíso que dois estudiosos e autodidatas franceses nos revelam no seu segundo livro, este em língua portuguesa, e que é já um fenómeno: a Pequena Filosofia das Aves.

O convite para uma press strip em Alcochete, nos dias 6 e 7 de novembro, aterrou logo na minha caixa de correio como uma promessa de uma experiência que ia ter muito para ver e contar. Para um jornal digital focado em tecnologia e lifestyle, a proposta de passar dois dias no Praia do Sal Resort era a conjugação perfeita entre a excelência hoteleira contemporânea e a riqueza de um ecossistema natural dos mais famosos da Europa, as Salinas de Alcochete e a rica fauna do Estuário do Tejo.

No entanto, o que se esperava ser uma reportagem standard num ambiente de excelência foi além das expetativas e transformou-se numa imersão no mundo da Orniterapia, uma prática que se revela a mais sofisticada das tecnologias de bem-estar para a mente do século XXI.

Sob a orientação de Philippe J. Dubois e Élise Rousseau, e com o Tejo e a nostálgica paisagem lisboeta na margem norte como cenário, esta experiência forçou o olhar, e a escuta, a ir muito além do cenário e do ruído habitual.

Primeiro dia: Chegada ao Praia do Sal Resort com uma sessão de orniterapia e um belo jantar do Omaggio

A chegada ao Praia do Sal Resort deu o mote para o que seriam as próximas 48 horas: a harmonização entre a excelência deste reputado resort e o apelo a uma viagem sensorial e de tranquilidade.

A ambição do empreendimento e o profissionalismo dos que nele investem e trabalham notam-se imediatamente: o Praia do Sal Resort é um refúgio perfeitamente integrado na paisagem e com intenções e práticas de sustentabilidade, um empreendimento que usa a tecnologia para potenciar o descanso e não para o perturbar.

A liderança deste conceito é assegurada pela administradora, Cécile Gonçalves, cuja presença foi fundamental, não só na logística mas também no papel vital de intérprete. Cécile, cuja função de destaque revela a aposta do grupo num projeto de hospitalidade integrada, demonstrou o conhecimento e a convicção das sinergias que o resort já sentia intuitivamente com o microcosmo de Alcochete, nomeadamente com o turismo de natureza e o seu património natural.

O meu alojamento situava-se no terceiro piso do Praia do Sal Resort, um estúdio de design contemporâneo e pleno conforto, provido de diversas comodidades: pequeno bastidor para malas, com espelho, uma kitchenette discreta, com máquina de café, lava-loiça e oferta de produtos, desde o chá ao café, casa de banho com ótimo duche, um roupeiro, uma zona de trabalho com secretária (onde me esperava um miminho de boas-vindas alcochetanas, umas fogaças deliciosas), e, o mais importante, uma cama king size, com colchão premium e roupas de algodão de máximo conforto, bastantes almofadas (que nem sempre abundam noutros hotéis), com duas poltronas – tudo isto com uma temperatura ambiente irrepreensível. Mas, claro, o grande protagonista era a vista para a vila e para o rio, ou seja, a varanda do estúdio com um set de mesinha e cadeiras em fibra listrada de verde, e a pérgola com decorações de motivos florestais, um apontamento de marca dos espaços exteriores deste Praia do Sal resort.

Esta tela panorâmica providenciou um excelente cenário de preparação para a jornada de observação que se seguiu. Estar ali, com o Tejo a estender-se no horizonte, foi por si um convite à contemplação, a um olhar para além do mundo imediato e da vida quotidiana, que é o que se procura num lugar com a alma e o encanto desta querida vila que conheço há tantos e tantos anos.

Para começar a utilizar o período livre após o check-in, não podia deixar de experimentar a piscina coberta. Água aquecida a cerca de 28 graus é um conforto absoluto. A piscina não é funda, mas segura e com uma extensão bastante boa. Às vezes está disponível para nadadores solitários; outras está um pouco mais ocupada, mas a verdade é que se passam ali bons momentos, pois dispõe de jacuzzi ao mesmo tempo que permite dar umas boas braçadas ao correr da pista.

A press trip teve propriamente início com uma sessão de orniterapia marcada para as 17h. Pude aí usufruir de uma sessão de SPA que me proporcionou – e garanto que proporciona infalivelmente a qualquer hóspede que queira experimentar – a descompressão necessária para acalmar o “ruído mental” que, nos dias de hoje, trazemos todos a afunilar-se dentro da nossa cabeça. Um dos óleos e produtos usados foi o Huile Sumptueuse de L’Orient, um dos produtos da reconhecida marca mundial Cinq Mondes. O perfume da erva-limeira e da flor de laranjeira pregou-se-me na pele. Foi uma experiência e tanto, acompanhada pelo “coro dos pássaros”, um conceito que vos irei explicar mais adiante. Na verdade, posso dizer que aquelas massagens nas pernas, efetuadas por mãos e braços sábios, me transportou, juntamente com os pequenos gritos das aves, a cenários longínquos e ancestrais, como florestas tropicais dos primórdios da Terra, com as suas vegetações rasteiras e palmeiras altas, onde flutuava uma névoa densa sobre lagos eivados de vida…

A imersão na água, seguida desta tríade de relaxamento, com o toque da massagem e o calor purificador, funciona lindamente como um reset biológico. Os nossos sentidos são, na verdade, como sensores inconscientes que, uma vez aguçados pela humidade e pelo calor, ficam prontos para a observação e a escuta ativas – é aqui que estão os pilares da Orniterapia, pensados ao detalhe por este programa que testámos.

A noite do dia 6 culminou com o jantar em grupo no restaurante do Praia do Sal Resort, o Omaggio, que já tive oportunidade de conhecer no passado. Longe da pressa, o jantar à la carte privilegiou o convívio e a troca de impressões. A atmosfera era descontraída, com os colegas a partilharem a sua experiência sensorial, a qualidade das instalações e dos equipamentos do hotel, o nível da equipa de atendimento e do SPA.

O resto da noite livre permitiu um convívio informal onde as conversas, naturalmente, se focaram na expetativa do encontro com os autores do livro que nos ia ser dado a conhecer no dia seguinte e do potencial de Alcochete enquanto destino de turismo de bem-estar e natureza.

Segundo dia: Entrar a fundo no mundo da Orniterapia

O segundo, e último, dia da nossa press trip começou com o pequeno-almoço buffet, também no Omaggio, um boost energético antes da imersão na natureza do Estuário do Tejo. O buffet contou com uma boa diversidade, refletindo o padrão do Praia do Sal Resort. Pessoalmente, agradou-me bastante, pela variedade e qualidade dos produtos. Aqui estão alguns: pães, uma panóplia de croissants e outros folhados, donuts, bolinhos, a tradicional fogaça, bolos à fatia de tipo caseiro, mini panquecas, com manteiga, mel e diversas compotas para acompanhar, cereais, sumos, chás, café, leite de soja e uma vasta gama de bebidas expresso, de máquina. Podemos contar igualmente com vários produtos de charcutaria, queijos diversos, frutas laminadas, um pote de iogurte natural, entre outros, além dos imprescindíveis ovos, bacon, feijão em molho de tomate…

Depois, chegou finalmente a hora de nos lançarmos na aventura ecológica das salinas. Bicicletas estão disponíveis; de carro, só até ao edifício da receção das Salinas, por razões óbvias.

A “margem certa” do Tejo: História e importância ecológica das salinas

Diz-se que a margem sul tem conquistado corações nos últimos anos; e é verdade. O nível de investimento nesta região é algo que fala por si. Mas empreendimentos e projetos turísticos e ecológicos contam com um pressuposto: respeitar as tradições, manter a biodiversidade, alcançar o tão sensível equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade – uma das principais preocupações da responsável do hotel pela vertente da sustentabilidade, Paula Pereira, que nos acompanhou incansável e amavelmente do início ao fim, em apoio ao evento.

Assim, o primeiro destino nessa manhã foi, como previsto, a visita guiada às Salinas de Alcochete, com o guia e ecólogo Luís Lourenço, cujo enorme saber técnico e simpatia nos esclareceu sobre inúmeros aspetos da fauna, da flora e da salicultura. Esta visita tornar-se-ia essencial para compreender o contexto no qual este empreendimento do Stay Upon se insere e o porquê da escolha do tema da Orniterapia, baseada em dois fatores indispensáveis que esta reserva ímpar nos fornece: a presença das aves e a sua relativa proximidade com os humanos, por um lado, e a possibilidade de se percorrerem certas distâncias, a pé, pelos passadiços das salinas e da praia, condição fundamental para uma observação das aves, do seu canto e dos seus habitats.

A salicultura em Alcochete é uma atividade ancestral, com raízes históricas profundas, sendo a região responsável por uma parte significativa da produção nacional de sal de séculos passados. Hoje, a manutenção das salinas, em particular a zona visitável, revela-se um ato de preservação ecológica.

Luís Lourenço explicou detalhadamente: a salina, mesmo sendo ativa na extração de sal, continua a atrair uma riquíssima avifauna. A área é reconhecida a nível europeu pela riqueza e abundância de aves, sendo um dos pontos cruciais de refúgio de maré de toda a bacia do Tejo. A maior parte das espécies ali encontradas são as aves limícolas, que se alimentam ao longo do estuário durante a maré vazia.

Para que os leitores compreendam a dimensão deste grupo, é importante referir que Limícola (deriva do latim limus, que significa lodo, limo ou lama) é o nome chave para compreendermos o habitat e comportamento destas espécies de aves pertencentes à ordem Charadriiformes (que inclui maçaricos, pilritos, borrelhos e pernilongos). Estão intimamente associadas a zonas húmidas, especialmente as costeiras. A sua dieta é composta por pequenos invertebrados que vivem enterrados no sedimento, como moluscos, crustáceos, vermes marinhos e insetos. Desenvolveram bicos altamente especializados para esta alimentação: algumas espécies têm bicos longos para sondar profundamente no lodo, enquanto outras possuem bicos mais curtos para capturar presas na superfície.

O seu papel no ecossistema do estuário do Tejo é crucial. As limícolas usam as vastas planícies de entremarés para se alimentarem quando a maré está baixa. Contudo, quando a maré sobe e cobre estas áreas de alimentação, elas procuram refúgio em locais seguros e secos para descansar e esperar. Estes locais, como as salinas de Alcochete, são chamados de Refúgios de Maré e são vitais para a sobrevivência das espécies, muitas das quais são conhecidas pelas suas vastas migrações e usam o Tejo como ponto de paragem estratégico e de invernada na rota migratória.

O resort demonstrou o seu compromisso ao preparar um tanque com o nível de água baixo para atrair aves que se alimentam de peixe, evidenciando o esforço de integração ecológica. A importância destas salinas vai além do ecologismo, note-se; elas são um polo de turismo especializado e reconhecido a nível europeu por observadores de aves de todos os cantos do mundo.

O Encontro com a filosofia do voo

Ainda nas salinas, tivemos o primeiro contacto informal com Élise Rousseau e Philippe J. Dubois. Philippe, um ex-cirurgião dentista que desde cedo assumiu uma carreira de ornitólogo e filólogo, revelou que, apesar de ser a sua primeira vez em Portugal continental, já tinha visitado a Madeira e os Açores, confirmando o que muitos portugueses não sabem: que Alcochete e as suas salinas são um “lugar bem conhecido da Europa” pelos especialistas.

O casal explicou o background da sua obra, incluindo o seu primeiro livro, ao qual se sucede agora a Pequena Filosofia das Aves (publicado este ano em França, com tradução de Helder Guégués), que já abordava o conceito, sendo os primórdios do livro que agora divulgavam. Reparem no subtítulo da obra – “o fenómeno internacional que nos oferece 22 lições de sabedoria e serenidade” -, se quisermos, uma verdadeira sinopse da mesma. Depois de ler, não resisti a ter esta obra leve mas profunda e tocante como livro de cabeceira, pelo menos nos próximos tempos. De todas as imagens que me ficaram na cabeça – do hotel, da paisagem, das aves, das pessoas, dos cheiros… – o livro ficou a habitar a memória desses dias, como um amigo inesperado e repentino de que me é difícil separar. Não resisto a citar uma frase que, de certo modo, resume a tese em apresentação e que traduz muito da alma do livro: “Discretas mestres da vida, as aves, na sua espontaneidade e leveza, têm muito a dizer-nos, desde que as ouçamos.” (página 13)

Pois é, “desde que as ouçamos”… Faz sentido, o bom aviso.

Quem são Élise Rousseau e Philippe J. Dubois

Elise Rousseau e Philippe J. Dubois

O ponto central desta jornada, como já ficou claro, foi o encontro com os autores. Os seus currículos revelam um equilíbrio conquistado ao longo de uma vida entre a ciência da natureza e a sabedoria humana: Élise Rousseau, formada em Filosofia e Literatura, é jornalista e autora com foco em temas da natureza e animais, tendo vindo a dedicar a sua carreira à proteção e defesa do meio ambiente, sendo a sua formação filosófica uma base fundamental para ensinamentos profundos da vida selvagem. Por outro lado, Philippe J. Dubois, reconhecido ornitólogo e filólogo, é membro da LPO (Ligue pour la Protection des Oiseaux) e autor de diversas obras sobre aves. A sua experiência de vida inteira dedicada à observação fornece a base científica e de campo para as lições agora partilhadas. Desta união entre um ornitólogo e uma filósofa resultou a obra que agora se divulga e que propõe uma nova forma de interação com o mundo natural.

Para mim, este foi, sem dúvida, o momento mais profundo da press trip, com a sessão de esclarecimento e apresentação do livro, realizada no regresso ao hotel, num apartamento com vista para o rio. Cécile Gonçalves, administradora a cujo convite se deveu esta extraordinária e remarcável iniciativa, assumiu o papel crucial de intérprete.

A Urgência da Orniterapia e as suas “Lições Filosóficas”

Orniterapia é um conceito central, mas relativamente recente, que resulta da observação consciente e ativa das aves para promover o bem-estar psicológico. Os autores colocam a prática num contexto de urgência social: vivemos num mundo onde o futuro é “incerto” e as pessoas se sentem cada vez mais “desamparadas”. A natureza atua como uma “âncora”e um “vínculo forte” de reencontro com a natureza.

Porquê as aves? Os autores explicam. No universo dos animais, as aves são as que mais transmitem esse vínculo, por vários motivos cruciais: a maioria é diurna (como nós, ao contrário de muitos mamíferos), têm corpos coloridos e sons que as identificam, e o seu universo de espécies na Europa não é tão vasto quanto o dos insetos ou plantas, o que permite conhecê-las com relativa facilidade. As vantagens, o bem-estar proporcionado, segundo os autores, são para “qualquer ser humano”, desde o leigo àquele que já se dedica à ornitologia.

Um ritual inicial é o “chorus matinal”. Usando as palavras do ornitólogo, Philippe J. Dubois sugere, para começar a prática da Orniterapia, que adotemos o ritual essencial do chorus (o coro da manhã), que é o ponto de partida de qualquer jornada de observação e o ensinamento mais prático que se pode dar ao leitor. A técnica é muito simples, mas algo exigente para os menos madrugadores: exige “levantar-se bem cedo da parte da manhã”, ir a uma floresta ou campo, ou simplesmente a um parque, e “sentar-se a observar o Sol a nascer”. Esta é a circunstância ideal para ouvir o coro das aves a emergir durante o amanhecer e o momento em que a natureza se revela como uma verdadeira “orquestra” onde se pode diferenciar os sons como numa sinfonia, ensinando e exercitando a escuta ativa.

Uma outra das lições, e que me fez recuar aos tempos de faculdade, é a do Carpe Diem clássico, que se liga ao Modelo da Ave. As aves, com o seu voo espontâneo e a sua existência totalmente dedicada ao momento presente, são mestres na arte de viver o instante, corporizando o espírito do Carpe Diem. Esta expressão latina, que significa literalmente “colhe o dia” ou “aproveita o dia”, transporta consigo uma carga filosófica que remonta à Antiguidade Clássica. A frase, popularizada pelo poeta romano Horácio (Quintus Horatius Flaccus), fazia parte de uma corrente filosófica mais ampla, nomeadamente o epicurismo e, em parte, o estoicismo. Embora distintas, ambas as filosofias do período helenístico e romano preconizavam a importância de encontrar a felicidade ou a tranquilidade (ataraxia) através da gestão do tempo e das emoções, focando-se no que está sob o nosso controlo – o presente. O Carpe Diem, com o seu carácter hedonista (no sentido da busca por um prazer moderado e ausência de dor) na obra de Horácio, Vergílio ou Ovídio, aconselhava o indivíduo a não confiar no futuro (quam minimum credula postero) e a abraçar o instante antes que este escoe.

Ora, a Ornoterapia estabelece uma ponte direta entre esta sabedoria clássica, transmitida ao longo da história da cultura europeia por via da literatura, e a biologia comportamental. A primeira lição que as aves nos dão é essa fragilidade do momento: elas são um modelo perfeito para uma espécie como a humana, que vive constantemente a “remoer o passado ou sempre ansiosa pelo futuro”. A capacidade de voo, o repentismo das suas ações e de se desmaterializarem no horizonte, obriga-nos a “captar o momento” das aves, proporcionando-nos um “estar aqui e agora” único. Os pássaros não carregam o peso do tempo; a sua liberdade é existencial e temporal.

Outra lição ainda é a das virtudes esquecidas, que sustentam o Carpe Diem moderno: a observação ensina-nos a humildade, a paciência (o saber esperar) e a ser discretos no sentido de não nos aproximarmos com ruído, respeitarmos a alteridade, o tempo e a circuntância do outro. Este tipo de atividade, como o livro sugere, é uma forma de gerirmos a nossa atitude de “super predadores”, uma forma de melhorarmos a nossa própria conduta, se queremos de facto que as aves sejam generosas connosco e não tenham medo.

Por fim, a observação ajuda-nos a vencer as angústias: na ótica dos autores, a observação de aves noturnas ajuda a desmistificar a noite e a angústia que por vezes lhe está associada. Élise Rousseau partilhou connosco que ela própria venceu o seu receio da noite, e hoje o crepúsculo se converteu no momento de “observar o cair da noite” e de ouvir a Coruja do Mato, o seu momento preferido. A ave, discreta, torna-se assim o nosso mais eficaz mestre na filosofia milenar de viver plenamente o dia que nos é dado, referem os autores, demonstrando um pleno amadurecimento e interiorização de muitos anos de experiência e reflexão.

Amnésia Ecológica e o apoio terapêutico

Philippe J. Dubois introduziu neste ponto o conceito de Amnésia Ecológica, o sentimento de perda e nostalgia por não conseguirmos reencontrar os habitats e sítios da nossa infância devido à “grande e rápida transformação” do planeta. Este sentimento, que se traduz, até, numa ansiedade ecológica, pode ser mitigado pela Orniterapia, que nos “reconecta” a algo intemporal e funciona como uma “prancha de salvação” em situações difíceis (lutos, divórcios). Para os céticos,existem vários estudos, na Europa e Estados Unidos, que o comprovam.

Boquiaberta, ouvi tudo isto – simples, direto, tocante. É o apelo da Orniterapia, fazendo todo o sentido numa época em que até já se criam dispositivos para alimentar e observar pássaros nos nossos terraços e quintais. Esta corrente terapêutica, chamemos-lhe assim, decorre em dois sentidos, mas sempre de forma ativa. O primeiro é a audição ativa: não basta ouvir um pássaro, é preciso “escutar ativamente e conscientemente focado no canto”. Passar de ouvir “um melro” para “ouvir este melro a cantar”, diferenciando os sons, são realidades que aprendemos a compreender como distintas. O segundo é a visão imersiva: não é só ver intuitivamente gaivotas na praia, é “observar a própria ação”, prestando “atenção às aves”, o que constitui uma observação mais imersiva.

O conceito de orniterapia tem obtido validação em estudos científicos recentes (3 a 4 anos, britânicos e americanos). A primeira prova é a descida de cortisol: 20 minutos de canto das aves provocam uma baixa de cortisol (a hormona do stress), garantindo um apaziguamento do stress, com a observação constante a ter um efeito cumulativo que “reduz o estado de ansiedade”.

Outra evidência notável é o efeito biológico: refere-se o exemplo de um estudo suíço que demonstrou que o canto das aves pode ter uma incidência sobre o crescimento das árvores. Ao reproduzir áudio, o estudo constatou que os stomata (órgãos responsáveis pela respiração nas plantas) abriam, permitindo o desenvolvimento mais rápido da árvore, o que levou viticultores na Suíça a usar cantos de aves nas vinhas para melhorar a produção.

Élise Rousseau vai ainda mais longe, está convencida de que o canto das aves permite o “funcionamento do mundo”. Nesta perspetiva, esta prática tem um fim maior: o poder de distinguir e saber o nome da ave é o de “conhecer realmente e entrar na sua intimidade”, sendo que “conseguimos proteger e conservar melhor o que realmente conhecemos”.

Portanto, o intuito do livro é duplo: ajudar os humanos (por via desta terapia específica) e ajudar a conservação das aves e animais de floresta de uma “forma global”.

O terminar perfeito no Omaggio

O almoço no Omaggio foi o fecho simbólico, digamos, transpondo a filosofia para a gastronomia. O chef responsável pelo restaurante recebeu-nos com um menu temático de inverno, criado especificamente com ligação à temática da ornitologia e do sal.

Iniciou-se com O Ninho da Maré, uma entrada composta por ovos de codorniz recheados com pesto de manjericão e amêndoa, apresentados em camas de folhas baby, numa referência visual ao habitat e à vida embrionária dasespécies que habitam o estuário. O primeiro prato, batizado À Beira do Estuário, é um risotto de salicórnia, limão e parmesão, que celebra a salicórnia, planta autóctone resistente da margem do estuário, e o sal. Aliás, a receção aos convidados foi feita com água temperada de salicórnia, num apontamento salgado suave dado por esta planta a uma água que acaba por ter um travo muito interessante entre limonada e água tónica. Para prato principal, o menu propõe As Grandes Migrações, com uma escolha entre o peito de pato braseado em redução de vinho tinto e frutos de chile com gnocchi de batata e espinafres salteados, ou o lombo de robalo grelhado com crosta de ervas e polenta cremosa; a migração é aqui usada como metáfora do voo e da liberdade. Devo dizer que nunca tinha comido uma polenta tão saborosa, sendo que o filete do robalo ligeiramente gratinado também é de um paladar dócil e de um crocante muito agradável.

O almoço termina com a sobremesa Doçura do Ninho, um gelado omaggio e um ninho crocante de massa kadaif, um regresso ao conceito do refúgio e da recompensa. As bebidas e infusões acompanharam a temática natural, incluindo água aromatizada com limão e salicórnia, que referi, vinhos biológicos Dona Joaquina e infusões de erva cidreira, camomila e flores.

Para mim, este almoço demonstrou claramente como o Praia do Sal Resort integrou o conceito (com a assessoria dos autores naturalistas) na sua oferta, criando uma “experiência vívida ligada à própria praia do sal”, com ingredientes que justificam o regresso de muitos hóspedes, como verificámos (não esquecendo os hóspedes sazonais e ainda os que vivem permanentemente no resort).

Este mergulho no Praia do Sal Resort veio mostrar-nos não apenas um lugar ótimo para ficar, mas também para desacelerar e ouvir a natureza, uma das melhores e mais belas que temos e que muitos ainda desconhecem.

A jornada em Alcochete foi, pois, muito mais do que uma visita a um hotel; foi um momento para acolher o canto dos pássaros, uma tendência do nosso tempo que por certo ainda vai dar muito que falar.

Mas, se vierem, e espero bem que sim, sobretudo não se esqueçam da lição de Élise Rousseau e Philippe Dubois: valorizem a natureza e respeitem-na. Porque todos lhe pertencemos, e é a única forma de deixarmos um tesouro tal como o encontrámos, e de sairmos todos a ganhar.

Este programa, do qual usufruí, tem o nome de Natureza e Contemplação, está disponível até 31 de março de 2026 e tem um custo de 270€ para duas pessoas.