Aveiro vai voltar a aplicar a taxa turística no município

Recorde-se que o anterior presidente da autarquia, Ribau Esteves, aboliu a taxa turística em Aveiro no início do seu primeiro mandato.

A Câmara Municipal de Aveiro avançou com o processo que deverá conduzir à criação do regulamento da futura taxa turística, um passo pensado para responder ao crescimento contínuo do número de visitantes na cidade. A procura por Aveiro tem aumentado de forma consistente, sustentada pela valorização da Ria, do património cultural, da oferta gastronómica e de iniciativas científicas e culturais que mantêm o destino ativo ao longo de todo o ano. Em 2024, foram registadas 453.431 dormidas, um novo recorde que reforça a tendência de expansão do setor.

Embora o dinamismo turístico traga benefícios para a economia local, a autarquia sublinha que o aumento da pressão sobre o território gera custos adicionais relacionados com limpeza urbana, manutenção de espaços públicos, mobilidade, informação, segurança e programação cultural, sobretudo nas áreas mais procuradas. A maior parte destas despesas continua a recair sobre o orçamento municipal, com impacto direto nos residentes, o que levou a Câmara a considerar necessária uma redistribuição mais equilibrada dos encargos.

À semelhança de outros destinos com forte atividade turística, o município pretende definir um enquadramento regulamentar que assegure bases jurídicas claras e que garanta a aplicação das receitas provenientes da taxa em ações de qualificação, preservação e sustentabilidade do território

Antiga Fábrica Bento Augusto Monteiro vai dar lugar a prédios para habitação em Silves

Antrix e Carvoeiro Branco compram a antiga fábrica Bento Augusto Monteiro, reforçando o plano de requalificação urbana e valorização do património industrial de Silves.

As promotoras imobiliárias Antrix e Carvoeiro Branco tornaram pública a aquisição de mais um antigo espaço ligado à indústria corticeira em Silves, a antiga fábrica Bento Augusto Monteiro, consolidando a estratégia que têm vindo a desenvolver e que passa pela recuperação de estruturas industriais marcantes no centro urbano. A operação sucede à compra da Fábrica do Inglês e insere-se numa linha de atuação que procura devolver uso e significado a imóveis com peso histórico na memória local.

Erik de Vlieger, que lidera ambas as empresas, sublinha que a cidade continua a ter um lugar determinante no panorama algarvio, tanto pelo que representa do ponto de vista patrimonial como pelo que pode oferecer no futuro. Para o responsável, apostar em edifícios desta natureza é uma forma de preservar identidade e garantir continuidade a uma herança que moldou a cidade.

O imóvel agora integrado no portefólio das promotoras é mais uma peça do passado corticeiro de Silves e destaca-se pelo potencial de adaptação a novos usos, seja em termos urbanísticos, seja enquanto espaço de interesse coletivo. Estão atualmente em curso os trabalhos técnicos necessários para definir o plano de intervenção, que será divulgado quando estiver concluído.

As empresas referem, contudo, que pretendem manter a mesma linha de atuação já seguida noutros projetos: uma intervenção cuidadosa, atenta ao carácter histórico do edifício e orientada para as necessidades contemporâneas da cidade, incluindo a criação de habitação, considerada uma necessidade premente na região algarvia.

The Champions Burger. Festival de hamburgueres chegou pela primeira vez em Portugal

O Parque da Cidade do Porto recebeu o The Champions Burger, onde o público escolhe o melhor hambúrguer entre propostas vindas de vários países.

O Porto abriu as portas a um desfile pouco habitual no Parque da Cidade: durante quase um mês, o recinto transforma-se num território dominado por hambúrgueres de todas as variações, na primeira passagem portuguesa do The Champions Burger. O festival, nascido em Espanha em 2018 e já com mais de meia centena de cidades no currículo, chega agora à Invicta depois de uma etapa em Paris que reforçou a sua expansão internacional. A entrada é livre e o evento decorre diariamente até 21 de dezembro, com um preço único por hambúrguer.

A estreia acontece com mais de duas dezenas de food trucks alinhadas, cada uma empenhada em mostrar até onde pode ir a criatividade quando se junta carne e pão. Entre propostas vindas de vários pontos da Europa, há dois representantes portugueses decididos a marcar presença: a Street Smash e a Mimo’s Smoke House. Ambas competem na categoria que mais curiosidade tem gerado nos últimos tempos, o smash, ficando o público responsável por decidir qual merece o título final. O processo é simples: prova-se, lê-se o código QR impresso no talão e atribui-se a pontuação. O resultado será anunciado a 20 de dezembro.

A Mimo’s Smoke House leva a concurso o Wild Waco, pensado como uma combinação fumada servida em brioche americano, com fat smash, cheddar derretido, pulled pork e cebola crocante. Já a Street Smash apresenta uma edição limitada criada para o festival, o Beer Smash, onde a dupla de carne surge acompanhada por um molho de queijo e cerveja que junta piripíri açoriano, parmesão e emmental, tudo dentro de um brioche de manteiga. Independentemente da escolha, cada hambúrguer custa 12,95€.

O The Champions Burger não vive apenas da competição. O recinto transforma-se num laboratório culinário onde quase tudo parece possível: brioches com ouro comestível, pães tingidos de azul ou rosa, carnes de origem certificada, wagyu japonesa, presunto ibérico doce, compotas improváveis como a de tutano, caramelo de boi com pistácio ou cremes trufados. A ideia é provocar curiosidade, pôr à prova preferências e levar cada visitante a experimentar combinações pouco comuns.

Além da comida, há um ambiente pensado para todas as idades. Personagens fantasiadas circulam pelo espaço, criando uma atmosfera festiva que contrasta com o cheiro permanente da chapa quente. No site oficial do The Champions Burger é possível consultar a lista completa de participantes e descobrir os petiscos e sobremesas que completam a oferta, útil para quem quiser planear a visita com algum critério.

Burger King abre restaurantes em Eiras, Paranhos e Vale de Cambra

Além destas inaugurações, o Burger King encontra-se a contratar para um restaurante que irá inaugurar em breve em Esposende.

O Burger King continua a somar moradas em território português e, antes do ano terminar, inaugurou recentemente três novos restaurantes em Eiras, Paranhos e Vale de Cambra. Com estas unidades, a cadeia de fast food passa a contar 213 restaurantes em Portugal e um universo laboral que ronda os 5.000 trabalhadores.

Em Eiras, na Rua Barca Ribeira de Eiras 60, o novo espaço tornou-se o sétimo restaurante do distrito. Em Paranhos, na Rua Diamantina, surge o 21.º Burger King da cidade do Porto, enquanto Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, ganha mais uma morada, elevando para 13 o total de unidades naquela região. Em todas estas localizações, a expansão correspondeu à criação de cerca de 20 postos de trabalho.

Os três espaços seguem o modelo de conveniência que a insígnia tem espalhado pelo país: take-away para quem anda apressado, drive-thru para quem prefere ficar ao volante, delivery para quem não quer sair de casa, refill de bebidas, Wi-Fi gratuito, quiosques de pré-encomenda e uma área Playking para manter os miúdos ocupados.

Na carta continuam os ícones da marca, com o Whopper – também disponível em versões vegetariana e sem glúten -, o Krispper feito com peito de frango e as edições limitadas como o Spicy Whopper e o Spicy Long Chicken. Os Menus King Jr. mantêm os brindes e as coroas que fazem parte do ritual da marca.

De resto, o Burger King prepara-se para chegar a Esposende, uma vez que irá abrir nova unidade em breve. E já está a contratar para o novo restaurante.

MotionX FlexiSpot Review: a passadeira elétrica que promete acabar com o sedentarismo em casa e no escritório

A FlexiSpot MotionX não substitui o ginásio, mas ajuda imenso a quebrar o sedentarismo e a criar um estilo de vida mais ativo.

Uma das nossas marcas favoritas, a FlexiSpot, enviou-nos recentemente um produto que promete mudar por completo a forma como encaramos o trabalho no escritório. Quem passa o dia sentado (como nós) sabe bem o que isso significa: pernas pesadas, costas rígidas e aquela sensação de dormência que aparece sempre que nos levantamos depois de horas em frente ao ecrã. Nos últimos meses, temos vindo a notar que o número de passos diários, aquele famoso objetivo dos 10.000, é raramente atingido. E, honestamente, não é por falta de vontade, é mesmo pela rotina. Passamos horas a escrever, editar e testar produtos, quase sempre “colados” à cadeira.

Foi por isso que, quando a FlexiSpot nos apresentou a sua nova passadeira elétrica, a MotionX, ficámos imediatamente curiosos. Uma passadeira elétrica que permite combinar o trabalho com o movimento parecia algo demasiado bom para ser verdade, mas também exatamente aquilo de que precisávamos.

Dentro da caixa, tudo vinha meticulosamente acondicionado: a passadeira MotionX, o manual de instruções, o cabo de alimentação, um frasco de líquido lubrificante e o comando remoto.

Cada componente vinha devidamente protegido por camadas de espuma e plástico, evitando qualquer dano durante o transporte. O processo de desembalar foi simples e direto, e em poucos minutos, tínhamos tudo de fora e organizado. A montagem, ou melhor, a preparação, foi (sem surpresas) bastante rápida. Bastou remover os plásticos, ligar o cabo de energia e a passadeira ficou imediatamente pronta a funcionar.

O comando remoto que acompanha a MotionX segue o mesmo princípio de simplicidade prática que caracteriza o resto do produto. Feito inteiramente em plástico preto, com botões de borracha suaves ao toque, revela-se bastante leve (com apenas 29gr) e é bastante funcional. Já vem com a pilha incluída, o que é ótimo, já que evita aquela frustração inicial de não poder usar o equipamento de imediato. Já a sua utilização não podia ser mais intuitiva: o botão central coloca a passadeira em movimento assim que é pressionado e, com outro toque, pausa o treino. Se quisermos começar uma nova sessão ou reiniciar a contagem de tempo, basta carregar no botão “Reset” logo abaixo. Para ajustar a velocidade, os botões “+” e “–” permitem aumentar ou reduzir gradualmente o ritmo, o que é ideal para alternar entre momentos de concentração e pequenas pausas ativas. Além disso, existe um botão “P” dedicado aos programas pré-definidos, que ajustam automaticamente a intensidade ao longo da sessão, o que é uma opção prática para quem prefere não ter de se preocupar com definições manuais enquanto caminha.

Uma das coisas que mais gosto neste comando é o facto de ser extremamente responsivo. Assim que carrego num botão, a passadeira reage de imediato, ajustando a velocidade ou pausando o movimento sem qualquer atraso. Essa resposta instantânea dá uma sensação de controlo total e, além disso, os botões têm um toque firme e preciso, o que é ótimo já que evita cliques acidentais.

Na parte inferior do comando temos ainda uma pequena fita de pulso preta aborrachada, que permite pendurá-lo no pulso ou no antebraço. Graças a isso, dá para caminhar e manter as mãos livres para escrever, segurar o telemóvel, folhear documentos ou livros sem interromper o movimento. Por exemplo, quando passo do trabalho para o momento de relaxar e ligo a televisão, penduro o comando no pulso e continuo a andar tranquilamente. Uso uma mão para ajustar a velocidade da passadeira e a outra para mudar de canal, mexer no telemóvel ou segurar no meu e-reader.

Quando termino de usar a passadeira, costumo simplesmente pousar o comando na própria estrutura, numa pequena área assinalada com a palavra “Magnet”. Assim que o encosto, ele adere de imediato, mas é preciso ter atenção porque o magnetismo não é especialmente forte, o que até faz sentido para evitar ter de fazer força ao retirá-lo. No entanto, se a passadeira for movida com frequência ou inclinada para arrumar, o comando pode soltar-se com alguma facilidade. Fora essas situações, mantém-se bem preso e acessível, sem risco de cair ou se perder.

De resto, usar a MotionX é realmente muito fácil e até agradável. Basta premir um botão e começa a deslizar suavemente, quase sem ruído. As dimensões da MotionX são bastante compactas de 126cm x 56,6cm x 13cm (em que a zona de corrida é de cerca de 100 cm de comprimento por 43 cm de largura), torna-a surpreendentemente prática de guardar. É um equipamento que não ocupa espaço desnecessário, uma vez que cabe facilmente atrás de uma porta, debaixo da cama ou até do sofá, sem ficar à vista, que é de resto onde a arrumo quando não está a ser utilizada. Este fator é uma enorme vantagem para quem vive em apartamentos ou espaços mais reduzidos e não quer desperdiçar espaço útil precioso.

O facto de ser 18% mais larga do que as passadeiras tradicionais faz toda a diferença: há mais espaço em cada passada, o que permite andar com o ritmo natural, sem aquela sensação de ter de medir cada movimento para não sair da faixa. Essa largura adicional traduz-se também numa maior sensação de segurança, já que há menos probabilidade de pisar o rebordo ou perder o equilíbrio. Além disso, a estrutura é sólida e estável, o que dá confiança mesmo quando se usa durante longos períodos. O tapete da MotionX apresenta uma excelente aderência, garantindo firmeza a cada passo, mesmo durante sessões mais longas. O seu sistema de amortecimento é, sem dúvida, um dos pontos que mais se destacam: a passadeira está equipada com uma cinta de várias camadas e quatro almofadas de borracha estrategicamente posicionadas, que absorvem grande parte do impacto e reduzem significativamente a pressão nas articulações. Esta combinação faz com que o movimento seja mais suave e natural, protegendo sobretudo os joelhos e tornozelos durante o seu uso. Sempre que a utilizo, noto que a passada se mantém estável e confortável, sem aquela sensação de dureza que outras passadeiras que já usei transmitem. Mesmo após longos períodos de caminhada, continuo a sentir as pernas leves e os joelhos sem desconforto, o que me deixa à vontade para a usar todos os dias.

E, para quem gosta de acrescentar algum desafio, a MotionX permite ajustar manualmente a inclinação até 7%. À primeira vista pode não parecer grande coisa, mas a diferença sente-se logo nas pernas e na respiração ao fim de alguns minutos. Essa pequena subida aumenta o esforço muscular e ativa melhor o core, tornando a caminhada mais intensa, mas sem ser desconfortável. Segundo a marca, este acréscimo pode representar até 320 calorias adicionais queimadas, o que não deixa de ser um bónus interessante, sobretudo para quem procura perder peso ou simplesmente quer tornar o treino um pouco mais exigente.

Gosto particularmente desta funcionalidade porque dá para variar o ritmo do exercício ao longo do dia: posso começar com a passadeira plana enquanto respondo a e-mails e, mais tarde, elevar ligeiramente a inclinação para estimular a circulação, “acordar” o corpo e aproveitar para queimar mais algumas calorias.

A MotionX conta ainda com duas rodas dianteiras integradas que tornam o transporte do dispositivo surpreendentemente simples. Embora pese cerca de 25 kg, basta levantar ligeiramente a extremidade traseira para que a passadeira deslize com suavidade, o que acaba por facilitar bastante a deslocação entre divisões ou a arrumação depois de cada utilização.

A única limitação é que as rodas não são multidirecionais, o que significa que a MotionX se move com enorme facilidade para a frente e para trás, mas mudar de direção requer um pouco mais de espaço de manobra. Em casas mais pequenas, essa operação pode ser ligeiramente mais trabalhosa (embora, ironicamente, acabe por servir também como um pequeno “extra” de exercício). Ainda assim, tendo em conta a estabilidade, robustez e qualidade geral de construção, este é um apontamento mínimo num equipamento claramente bem pensado para o uso doméstico e diário.

FlexiSpot MotionX - rodas

No que toca ao controlo de todas as funções da MotionX, podemos fazê-lo através de um ecrã digital integrado que apresenta de forma simples e direta todos os dados essenciais: tempo de utilização, velocidade atual, distância percorrida e calorias estimadas. A leitura é nítida, mesmo em ambientes com pouca luz, e os números são grandes o suficiente para serem vistos enquanto caminho, sem precisar de abrandar o passo. Pessoalmente, apoio-me bastante nestas informações (especialmente nos indicadores de tempo e distância) para gerir melhor as minhas sessões e definir pequenos objetivos diários. Além disso, costumo complementar estes dados com o meu relógio desportivo, que me dá métricas adicionais, como o número de passos, batimentos cardíacos e gasto energético mais preciso. Em conjunto, ambos permitem ter uma visão muito completa do esforço feito, o que é excelente para quem gosta de acompanhar a evolução e ajustar o treino conforme o dia.

Aliás, para quem gosta de adaptar o treino ao seu próprio ritmo, a MotionX permite personalizar diferentes metas de forma muito prática. É possível definir objetivos específicos, como por exemplo programar o tempo de utilização, a distância a percorrer ou, até, o número estimado de calorias, e deixar que a passadeira trate do resto. Se quiser apenas caminhar durante 10 minutos, basta ajustar o temporizador e concentrar-me no que estou a fazer, sem precisar de estar constantemente a verificar o timer. Da mesma forma, posso escolher percorrer uma determinada distância e a Motion X avisa-me automaticamente quando atinjo o objetivo.

FlexiSpot MotionX - menu

Com tudo isto, tenho usado a MotionX várias vezes ao longo das últimas semanas, e posso dizer que se tornou um aliado poderoso no meu dia de trabalho. Como não faz muito barulho (menos de 65dB) posso usá-la tranquilamente enquanto respondo a e-mails, participo em reuniões ou atendo chamadas, mantendo-me sempre em movimento e sem comprometer a minha concentração. E quase sem dar por isso, tem-me ajudado imenso a atingir a tal meta diária recomendada dos 10.000 passos. A sensação de estar a trabalhar e, ao mesmo tempo, a cuidar do corpo, é um dois em um bastante gratificante. Claro, nem tudo é perfeito: quando chega a altura de escrever textos mais longos ou detalhados, a tarefa torna-se menos prática. Neste tipo de ocasião, tenho tendência a ficar ligeiramente enjoada (acontece-me o mesmo a andar de carro, por exemplo), por isso nestes momentos prefiro alternar entre trabalhar de pé ou em posição sentada.

O momento em que a MotionX mais se destaca é, também, durante as minhas pausas. Em vez de me atirar para o sofá e ficar agarrada ao telemóvel, costumo aproveitar esse tempo para ler um livro, ver uma série ou ouvir música enquanto caminho a um ritmo descontraído. É uma sensação estranhamente satisfatória: estou a relaxar, mas sem cair demasiado na passividade. E, aos poucos, noto que esse pequeno gesto se tem transformado num hábito consistente, o que me tem ajudado a ser mais saudável e disciplinada.

Como a MotionX não inclui suporte/corrimão – nesta versão que recebemos -, a sua velocidade máxima situa-se entre os 1 e 6 km/h, o que me parece perfeitamente adequado para o propósito com que foi pensada. Trata-se de uma passadeira concebida para uso interior e moderado, ideal para caminhar enquanto se trabalha ou para manter o corpo ativo ao longo do dia, não para treinos de alta intensidade ou preparação para maratonas.

A MotionX foi claramente construída para durar: a sua estrutura sólida e os materiais de qualidade deixam logo essa impressão, mas é no motor potente que isso se confirma. É capaz de suportar pessoas com até 120 kg, o que demonstra bem a sua robustez e versatilidade. O funcionamento mantém-se estável mesmo após longos períodos de utilização, ou seja, sem oscilações na velocidade nem ruído excessivo.

No que toca à manutenção, a FlexiSpot inclui um líquido lubrificante específico que deve ser aplicado regularmente na cinta de corrida. Este cuidado simples é essencial para garantir que a passadeira se mantém silenciosa, fluida e eficiente ao longo do tempo.

Depois de várias semanas a usar a MotionX, posso dizer que superou as minhas expectativas. É prática, silenciosa e sólida, perfeita para quem quer movimentar-se sem sair do ritmo de trabalho. A largura extra, o motor potente e a facilidade de arrumação tornam-na numa opção muito equilibrada entre desempenho e conveniência. Não substitui o ginásio, mas ajuda imenso a quebrar o sedentarismo e a criar um estilo de vida mais ativo, uma vez que realmente se integra no dia-a-dia e que acaba por melhorar não só a forma física, mas também a produtividade e o bem-estar. Ainda por cima custa de momento 199,99€ ao invés de 269,99€, portanto é mesmo de aproveitar.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Chuwi

Chuwi Corebook X 7430U Review: O bom também é barato

Com boa construção, excelente ecrã e desempenho competente, o Chuwi Corebook X 7430U tem um preço difícil de bater.

O Chuwi Corebook X 7430U é um portátil de 14 polegadas aparentemente modesto, e que rapidamente me surpreendeu muito devido ao seu custo bastante acessível de 399€ – no momento de escrita deste artigo. Com o Windows 11 e um Ryzen 5 7430U, a unidade que testei conta com 16GB de RAM DDR4 e 512GB de armazenamento interno, num pacote cuja relação qualidade-preço revela que às vezes o mercado gosta de nos pregar algumas partidas bem agradáveis.

A qualidade de construção desta solução da Chuwi é, sem exagero, sólida. Não senti fragilidades na dobradiça nem rangidos suspeitos no chassis, que costumamos encontrar em produtos mais budget. O ecrã é nítido, brilhante e com cores vivas, no uso diário o portátil mostrou-se fluido e rápido, sem soluços mesmo com várias aplicações abertas, e há ainda um pequeno bónus para quem gosta de mexer no hardware, uma vez que este Corebook X conta com um slot extra acessível para expandir a memória, na sua traseira.

Claro que existem pontos menos positivos a apontar. Por exemplo, o touchpad faz o seu trabalho, mas lembra-nos de imediato que não estamos perante um equipamento premium. O áudio também é apenas aceitável e sem grande brilho. E a sua placa de rede, a Realtek 8852BE, acabou por ser a maior dor de cabeça, já que o seu sinal é fraco e as velocidades de download caiem drasticamente quando o portátil se afasta alguns metros do router.

Chuwi Corebook X
Chuwi Corebook X

O design do Corebook X acabou por me agradar mais do que eu esperava de um portátil económico. Há um certo cuidado estético que se nota logo ao tirá-lo da caixa. É simples, discreto, com cantos arredondados e um logótipo da Chuwi em relevo que, apesar de minimalista, dá um toque curioso. A mistura de materiais também surpreende, com a tampa e traseira em metal e base do teclado em plástico, mas nada que transmita fragilidade. Pelo contrário, a qualidade de construção é melhor do que o habitual neste segmento. E apesar da sua boa construção, continua a ser um portátil leve e fácil de transportar. As dimensões (310 × 229,5 × 17,25 mm) e o peso de 1,4 kg tornam-no confortável para levar numa mochila sem pensar duas vezes. Porém, o acabamento mate pode ser bonito mas é um acumulador de impressões digitais, o que obriga a uma limpeza ocasional.

A webcam de 1MP é, francamente fraca, e serve apenas para desenrascar numa ou outra videochamadas. E a ausência do desbloqueio facial ou de um sensor de impressões digitais lembra-nos que este continua a ser um equipamento pensado para o essencial. Um detalhe que apreciei foi a tampa inferior com acesso fácil, uma vez que basta retirar a pequena placa para encontrar uma porta M.2 vazia. A unidade que recebi contava com 512GB de armazenamento, mas por mais de 40€ (aproximadamente) já é possível adicionar mais 512GB e ficar com 1TB de armazenamento, algo que não encontramos com muita frequência em portáteis baratos. E o mesmo é válido para a memória RAM, já que a podemos expandir até aos 64GB. Já o áudio, vindo dos altifalantes deste Corebook X 7430U virados para baixo, é apenas aceitável. Não está ao nível de dispositivos mais caros, mas também não cai naquele som oco e metálico típico dos portáteis económicos. É perfeitamente utilizável para vídeos e chamadas, sem grandes expectativas de uma experiência incrivel.

A variedade de portas é generosa, já que do lado esquerdo temos uma porta USB-C 2.0 (que também permite carregar), uma porta USB-A 3.0, a porta HDMI 1.4 (capaz de atingir 4K a 30 Hz ou 1080p a 120 Hz) e outra porta USB-C 3.0 com suporte para vídeo e carregamento. Na direita encontram-se a ranhura microSD, mais uma porta USB-A 3.0, a porta de áudio de 3,5 mm e a inevitável Kensington. Para um portátil económico, é um alinhamento de portas bastante completo. Já o teclado aproxima-se do tamanho normal e tem retro-iluminação para fácil identificação em ambientes escuros. As teclas de função vêm configuradas como F1 a F12, sendo necessário ir à BIOs para trocar as funções FN. As teclas em si são firmes, com um curso agradável, e a experiência de escrita é boa. Não há aquela sensação plástica e solta típica dos teclados destacáveis. A única estranheza está na tecla Shift direita, mais curta do que devia, o que me obrigou a algum tempo de adaptação.

O touchpad do Corebook X é grande, suporta gestos e tem aquela superfície com textura que tanto ajuda no deslizar como denuncia rapidamente as marcas dos dedos. Apesar de ser de plástico, não parece frágil e mantém-se firme durante a utilização. Os cliques são definidos e é possível arrastar objetos pressionando em qualquer zona, algo que nem todos os portáteis baratos conseguem oferecer. E como seria de esperar, não há feedback tátil, mas honestamente, durante a utilização isso deixou de ser uma preocupação.

A experiência com o ecrã do Corebook X acabou por ser uma das partes mais agradáveis da utilização. A resolução 1440p nestas dimensões dá-lhe uma ótima nitidez e apesar de a taxa de atualização se ficar pelos 60Hz, não senti falta de mais para o tipo de uso a que este portátil se destina. O acabamento brilhante, no entanto, não é propriamente o meu favorito, já que acaba por ser demasiado reflexivo, mas posso reconhecer que muita gente aprecia o impacto extra nas cores. E, de facto, essas cores brilham, já que cobre 99% do sRGB e 74% do DCI-P3, enquanto que o seu brilho máximo é de cerca de 315 nits. E podemos acrescentar a isso os ângulos de visão que também são surpreendentemente amplos, com apenas uma ligeira quebra de brilho quando se olha de lado.

No uso diário, tudo no Corebook X corre de forma fluida, desde a navegação com diversos separadores a edição de documentos ou até algum trabalho ligeiro em aplicações mais pesadas. Tal como já havia revelado este Corebook X está equipado com um processador da AMD, o Ryzen 5 7430U, que conta com 6 núcleos e 12 threads (2,3–4,3 GHz) a 15W. Quanto à gráfica integrada AMD Radeon, não é caso para milagres. Para aqueles jogos mais leves que temos em redes sociais, ou na Web, serve bem, para jogos graficamente mais exigentes e detalhados o melhor é esquecer.

No que toca à velocidades de ligação, medi cerca de 600 Mbps de download, o que chega perfeitamente para transmissões em 4K sem interrupções. Contudo, a performance do Wi-Fi varia demasiado com a distância ao router. Em outros dispositivos, consigo manter velocidades muito mais elevadas nas mesmas condições, o que confirma que a placa de rede deste Chuwi não é propriamente o seu ponto forte.

O Corebook X já conta com o Windows 11 Home pré-instalado e praticamente limpo, algo que que é de apreciar. Não encontrei aquela habitual coleção de programas dispensáveis – o bloatware -, encontrando-se apenas o Chuwi Easy Care instalado, um daqueles pequenos utilitários que vigiam a “saúde” do sistema, mas que, honestamente, nunca senti grande necessidade de o utilizar. Ainda assim, há um detalhe que parece acompanhar este equipamento, que é o facto das atualizações do Windows demorarem imenso tempo a instalar. Não sei se é uma questão de drivers, de otimização ou simples azar recorrente. Testei a instalação do patch tuesday de novembro do Windows 11 no Corebook X e em outro portátil da HP que estava a testar, e a diferença foi mesmo muito significativa. No portátil da HP demorou cerca de 6 minutos para instalar enquanto que no portátil da Chuwi demorou mais de 50 minutos.

Em teoria, a bateria de 46,2 Wh do Corebook X não inspira confiança. Na prática fui surpreendido pela positiva, com brilho do ecrã acima da média, consegui de forma consistente entre 5 e 6 horas de utilização real. Não é um feito impressionante, mas está acima do que eu esperava nesta gama. Essa autonomia faz diferença quando se utiliza o portátil fora de casa, sobretudo porque o carregamento de 65W efetuado através da sua porta USB-C elimina a necessidade de andar com um carregador proprietário. Basta levar um carregador USB-C decente, daqueles que já usamos para o telemóvel ou tablet, e a mobilidade melhora significativamente.

Chuwi Corebook X
Chuwi Corebook X

Ao fim de vários dias a utiliza-lo como máquina principal, este Chuwi Corebook X 7430U deixou-me com aquela sensação rara de portátil económico que sabe dar mais do que promete. É compacto, leve e suficientemente potente para tudo o que considero utilização normal, como trabalho, navegação na Internet e vídeo. A qualidade da construção é interessante, a experiência de escrita no seu teclado é confortável, o ecrã é realmente bom e até o touchpad satisfaz. E, claro, a seleção de portas também é generosa.

O grande trunfo do Chuwi Corebook X 7430U é mesmo o processador da AMD. É graças a ele que o portátil consegue manter um desempenho interessante, com uma boa autonomia. No entanto, e como seria de esperar, não é uma máquina para jogos, uma vez que a gráfica integrada nem sequer é concebida para isso. Tendo tudo isto em conta, os 399€ parecem-me um preço honesto e até competitivo para o conjunto que a Chuwi conseguiu montar aqui. Claro que não é perfeito, mas oferece muito pelo que custa.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Chuwi

Ayaneo revela a Pocket Vert, um novo clone da Nintendo Game Boy com touchpad oculto

A Ayaneo apresentou a Pocket Vert, uma consola retro portátil, tipo vertical, em metal com um touchpad oculto.

A Ayaneo revelou a Pocket Vert, uma consola retro portátil inspirada na Nintendo Game Boy, que aponta para o segmento premium destas consolas de emulação. Esta consola destaca-se pela sua construção em metal e por conter um touchpad oculto sob o vidro frontal, numa solução criada para ultrapassar as limitações deste formato, tornando-a compatível com gerações de consolas retro mais recentes, cujos jogos requerem analógicos, ao mesmo tempo que garante um design elegante e vertical deste tipo de consolas, sem analógicos expostos.

A Ayaneo descreve a Pocket Vert como a tentativa mais direta de aproximar o formato vertical de um nível de construção mais exigente, respondendo aos pedidos da comunidade que nem sempre encontrava uma execução ideal nos modelos já disponíveis.

A Ayaneo Pocket Vert assume-se como o novo dispositivo topo de gama Android da marca, que assenta num corpo CNC integral, um painel frontal em vidro unificado e botões translúcidos sem marcações. Tudo características que compõem um perfil compacto de 86.4 mm × 143 mm × 20.5 mm.

Para além do invulgar touchpad integrado sob o vidro, capaz de funcionar como analógico esquerdo, analógico direito, modo duplo ou rato, a Pocket Vert como vem equipado com um ecrã LTPS de 3.5″ com 1600×1440 e 615 ppi, que equivale a 10 vezes a resolução da Nintendo Game Boy original de 160×140, num formato virtualmente perfeito para jogos “pixel perfect”.

Dadas as capacidades da máquina, será também possível jogar jogos de outras consolas, de 8-bit, 16-bit, 32-bit e até 64-bit, ou mais recentes. Tudo, claro, emulado com recurso a softwares específicos.

A nível de construção a Ayaneo destaca ainda os botões cristalizados, ombros com corte angular e um painel de vidro que tenta reduzir ao mínimo as transições entre a frente e o chassis, com o objetivo de lhe dar um aspeto luxuoso e premium. Adicionalmente, no interior, a Pocket Vert vem equipada com uma bateria de 6000 mAh, colunas estéreo e arrefecimento ativo.

A Pocket Vert será lançada em três cores, nas variantes Midnight Black, Moon White e Lava Red, numa data e com preços ainda por anunciar.

Dispositivos com armazenamento de dados são seis vezes mais caros em Portugal que noutros países europeus com a atual Lei da Cópia Privada

A Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital alerta para o impacto socioeconómico da atual Lei da Cópia Privada.

Após o chumbo de uma proposta de revisão da Lei da Cópia Privada na Assembleia da República, a AGEFE – Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital continua a defender que o atual modelo necessita de ser ajustado. Em vigor há 10 anos, a AGEFE defende que a atual Lei da Cópia Privada se encontra desatualizada, insustentável e economicamente nociva, tanto para empresas como para consumidores. Uma situação que se reflete no preço de dispositivos com armazenamento de dados, como discos rígidos, pens USB, computadores ou smartphones, que contam com taxas aplicadas agressivas, entre as mais elevadas na União Europeia. De acordo com a AGEFE, um smartphone de 128GB em Portugal tem uma taxa de 15€, enquanto em Espanha o valor aplicado é de 3,25€.

A associação afirma que esta diferença ilustra um desfasamento profundo entre a realidade tecnológica atual e o quadro legal em vigor, já que a massificação dos serviços de streaming e de soluções cloud reduziu substancialmente a prática da cópia privada ao longo da última década. A AGEFE argumenta que a cobrança uniforme destas taxas ignora a evolução do consumo digital, penalizando indiscriminadamente quem adquire dispositivos essenciais para estudo, trabalho ou atividades profissionais, ao mesmo tempo que compromete a competitividade das empresas que operam no mercado português.

De acordo com a organização, Portugal mantém uma das tabelas mais elevadas da União Europeia, mesmo num contexto de menores rendimentos per capita ajustados por paridade de poder de compra, o que acentua o impacto real destas taxas no orçamento das famílias e no investimento tecnológico das empresas. A AGEFE defende que esta pressão acrescida afasta consumidores, aumenta custos logísticos e desencoraja o investimento estrangeiro num período em que o país tenta reforçar a digitalização e a inovação industrial.

A associação sublinha ainda que a lei prevê revisões periódicas que nunca chegaram a acontecer, mantendo inalterados valores definidos há uma década, apesar da evolução acelerada do mercado e dos dispositivos disponíveis. Para a AGEFE, a ausência prolongada de atualização demonstra a urgência de uma revisão que alinhe o regime com o panorama europeu, garanta sustentabilidade económica e estabeleça uma compensação proporcional aos autores baseada em dados concretos e não numa taxa fixa que considera desajustada.

Google garante que não está a usar Gmail para treinar IA

A Google veio responder aos receios dos utilizadores de que estaria a usar emails pessoais para treino de IA, após o lançamento das suas “Smart Features”.

A Google introduziu alegadamente um conjunto de “Smart Features” no Gmail, que seriam ativadas de forma automática e sem consentimento dos utilizadores. Algo que gerou dúvidas e levantou questões imediatas sobre o possível uso do conteúdo dos emails, para o treino de modelos de IA da empresa.

Esta aparente controvérsia começou a ganhar expressão nas redes sociais, com utilizadores a alertarem com guias de desativação destas funcionalidades, alegando que a Google teria alterado as suas políticas, para usar mensagens e anexos do Gmail para treinar modelos de IA, algo que também se tornou sustentado com artigos de serviços como o Malwarebytes.

À luz deste pânico legitimo – considerando as atuais tendências tecnológicas duvidosas -, a Google veio esclarecer que o tal treino não acontece. Em resposta ao The Verge, Jenny Thomson, porta-voz da empresa, “estas informações são enganosas – não alteramos as definições de ninguém, as Smart Features do Gmail já existem há alguns anos e nós nõ usamos o conteúdo do Gmail para treinar o nosso modelo do Gemini IA”.

De acordo com Thomson, toda a discussão em torno das Smart Features nasce assim de um mal-entendido, afirmando mesmo que estas Smart Features não são se quer recentes, apesar de serem recorrentemente atualizadas, como aconteceu em janeiro, ao oferecer mais funções de personalização manual e independente dos vários serviços.

Estas declarações são sustentadas, novamente pelo Malwarebytes, que atualizou a sua publicação original, afirmando que “contribuíram para uma tempestade perfeita de desentendimentos” nas alterações recentes feitas às Smart Features do Gmail.  A publicação também afirma que estas não são, de facto, funcionalidades novas.

As Smart Features são funcionalidades inteligentes integradas no ecossistema da Google e dos seus vários serviços, como o Calendário, Chat, Drive, Gmail e Meet, que visam a uma utilização orgânica com informação partilhada entre os serviços, como criação de sumários de conteúdos, lembretes, apontamentos de agenda ou orientações para o Maps tudo de forma automatizada.

Estas opções podem ser desativas na aba geral das definições do Gmail, no entanto, ao desativa-las, os utilizadores perdem acesso a coisas úteis como corretor de gramática, ortografia ou composição inteligente durante a escrita dos seus emails.

Minisforum UM890 Pro Review: Pequeno, completo e competente

O Minisforum UM890 Pro é mais uma solução bastante interessante no segmento dos mini-pcs, estando bem equipado e cheio de portas, pecando apenas por instabilidade em ligações sem-fios.

O Minisforum UM890 Pro não é propriamente o equipamento mais recente da Minisforum – marca agora dedicada a soluções compactas para uso pessoal e profissional -, tão pouco o mais recente dentro do seu segmento. Ainda assim, as características deste modelo lançado no ano passado, apesar de não serem de “última geração”, não só estão altamente atuais, como capazes de responder às necessidades de utilizadores e curiosos mais dedicados. Assim, com o Minisforum UM890 Pro estamos novamente presentes a um adorável computador de dimensões compactas e de aspeto sóbrio, com uma suite completa de interfaces e ventilação mais do que suficiente para uma boa dissipação térmica e para o seu comportamento ideal.

Retirando o Minisforum UM890 Pro da sua caixa completamente preta e minimalista, é logo notória a natureza mais “premium” comparativamente a outros equipamentos da marca, vindo bem mais acomodado e preparado, contrastando com opções mais acessíveis em cartão genérico. Ao pegarmos no Minisforum UM890 Pro – algo que após a sua instalação não será necessário andar com ele ao colo –, o feel premium mantém-se ao toque com os materiais utilizados, com grelhas de passagem de ar metálicas, acabamentos em plástico de alta qualidade, e uma sensação de boa construção da unidade. Não é um equipamento “á lá Mac”, como muitos deste segmento tentam emular, apostando mais na forma do que na substância, com um design mais indústrial e sóbrio, em tons de preto.

Na frente encontramos um conjunto de portas acessíveis bem úteis, como a auxiliar de áudio de 3.5mm, uma porta USB-C 4 com suporte de DisplayPort e capaz de carregar gadgets e outros dispositivos, e duas portas USB-A 3.2 de alto desempenho. Há ainda o botão de ligar/desligar e um orifício acessível para limpar o CMOS, em casos de emergência. Na traseira, a suite de ligações fica completa com mais um conjunto de portas USB iguais às da frente (duas USB-A 3.2 e uma USB-C 4), porta DisplayPort 1.4, HDMI 2.1, ranhura para porta OCulink – módulo incluído, mas não instalado – porta de alimentação de 19V e, por fim, não uma, mas duas portas de rede RJ45 2.5G.

As duas partes laterais contam com grelhas que, com ajuda dos dissipadores traseiros, permitem a circulação de ar. Mas é no topo que o corpo do Minisforum UM890 Pro se destaca, com uma tampa magnética amovível que permite o acesso ao interior do equipamento. É uma excelente ideia, que se revela um pouco mal-executada, uma vez que, ao abrir, vemos logo expostas duas antenas – que assumo eu que sejam Wi-Fi -, e todo o processo de abrir o equipamento volta a requerer o uso de chaves dedicadas e de muito cuidado ao abrir. Durante a instalação de um SSD secundário, deparei-me com um processo de abertura delicado e que requer paciência para não rasgar os cabos sensíveis das antenas e para não arrancar mais nada do sítio, uma vez que a pasta de dissipação dos discos (que cola a parte superior a motherboard através do disco) é demasiado forte. Uma pena, porque o processo de modificação ou de atualização do Minisforum UM890 Pro é bastante simples em teoria.

As restantes características do Minisforum UM890 Pro, as internas, são como já mencionei atuais o suficiente. Em grande destaque temos o processador AMD Ryzen 9 8945HS, lançado no início de 2024. Este é capaz de atingir velocidades de 5.2Ghz em modo turbo, a partir dos seus 4.0Ghz base, e tem um TDP médio de 45W, 8 núcleos e 16 threads. No entanto, ainda se faz complementar por uma GPU integrada algo datada, a Radeon 780M, também utilizada nos Chuwi AuBox 8745 e no Minisforum AI X1. Tal como este último Minisforum, inclui também uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 16 TOPS, para os mais curiosos começarem a experimentar com ferramentas de inteligência artificial locais com hardware apropriado.

Disponível em três configurações diferentes, a começar pela “vazia” – sem disco ou memória -, temos também o modelo com 1TB de armazenamento e 64GB de RAM, e outra variante com 32GB de memória RAM – a que recebemos para cobertura. O disco incluído é um M.2 PCIe 4.0 de alta velocidade, tendo registado uns impressionantes 6085 MB/s de leitura e de 5280MB/s de escrita no CrystalDiskMark. Este pode ser substituído ou expandido através das slots, algo que fiz ao adicionar mais um disco de 2TB, ficando com o mini-pc preparado para começar a criar o meu servidor pessoal.

Com uma cópia já instalada do Windows 11 Pro, o Minisforum UM890 Pro vem praticamente pronto a usar. Os mais curiosos podem ainda recorrer a uma BIOS simples antes de o iniciarem, onde na verdade não há grande coisa para alterar, para além do modo de desempenho, no qual o “Balance” é o mais indicado para uma utilização perfeita.

Em termos de desempenho, o Minisforum UM890 Pro comporta-se espetacularmente bem, se houver, claro, cuidado e manutenção do utilizador a longo prazo. É extremamente rápido de fazer boot e funciona da forma mais rápida e fluida que o Windows 11 permite. Em benchmarks básicos, como o caso do 3D Mark, o computador mostrou-se com resultados positivos, atingido 29.681 pontos gerais – 34.046 de GPU e 17.193 de CPU –, colocando-o acima de 43% de todos os resultados na plataforma. Este é um resultado reflexo de todas as componentes, incluindo memória e velocidade de disco, algo que comprovei facilmente ao usar o meu teste “favorito”, Cyberpunk 2077, com o PC a mostrar-se capaz de correr o jogo numa resolução de 1080p, a frame-rates na casa de uns estáveis 30FPS, com compromissos na qualidade gráfica, que deve ser mantida numa mistura de Low e Medium. Pode não ser a máquina ideal para jogos de última geração ou quer peçam requisitos elevados, mas é um daqueles casos que “dá para brincar”.

A dissipação térmica do Minisforum UM890 Pro é ótima, mantendo-se na casa dos 28-30º em idle e passando os 80º graus em momentos de utilização mais exigentes, não chegando à casa dos 90º. No entanto, há sempre o compromisso do ruído, com as ventoinhas a fazerem um barulho considerável nesses momentos. Felizmente, é eficaz ao ponto de não ser uma constante, pelo que os picos são escassos. Na minha utilização normal, apenas com ferramentas de edição durante render de vídeos ou na transcodificação de ferramentas como Plex e Jellyfin, é que o mini-pc se fez ouvir.

Dois aspetos menos positivos dignos de mencionar na experiência com o Minisforum UM890 Pro estão relacionados com a AMD e o desempenho do seu módúlo Wi-Fi. Com ou sem drivers da AMD instalados, volta e meia o computador congela e desliga momentaneamente o ecrã, surgindo um erro de corrupção dos drivers. Não é grave, mas pode ser irritante quando acontece, até porque muitas vezes requer um rápido reinício para eliminar uma série de soluços. Também referente à saída de vídeo, continuamos limitados a 4K a 144Hz via DisplayPort 1.4, uma limitação que me impede de usar a totalidade do meu monitor que atinge 280Hz em 4K.

O Wi-Fi é, na verdade, o grande calcanhar de Aquiles desta máquina. Apesar de recorrer a um módulo Mediatek 7922 Wi-Fi 6E, na minha rede compatível, em 5GHz, e capaz de atingir 1.8Gbs (limitada nos 1Gbs da operadora), raramente consegui ultrapassar os 200Mbs, onde quer que colocasse o mini-pc. Atualizei drivers e procurei por outras soluções sem grande progresso, terminando este processo na compra de uma antena USB externa que lá resolveu a situação. Na minha investigação, parece haver relatos de utilizadores com problemas semelhantes, enquanto que, para outros, o Wi-Fi funciona como prometido. Por isso, quem decidir optar por esta máquina, deve estar consciente deste possível empecilho.

Tirando esta notas finais, o Minisforum UM890 Pro é inequivocamente um fantástico mini-pc, com características ótimas, apresentando-se como mais uma solução extremamente interessante para quem quer um PC de formato compacto para trabalho, lazer casual ou simplesmente para brincar e experimentar em diferentes use-cases. O seu preço também é relativamente competitivo, sendo possível adquiri-lo a partir de 489€, ainda que o modelo recebido custe 739€ em promoção. Todavia, é provável que o preço baixe ainda em breve face ao atual panorama dos mini-pcs que têm surgindo com cada vez mais modelos diferentes, interessantes e ainda mais atualizados.

Este produto foi cedido para análise pela MINISFORUM.

Nintendo vai adquirir a Bandai Namco Studios Singapore

A Bandai Namco Studios Singapore passa a integrar a Nintendo depois de trabalhar em jogos como Splatoon 3.

A Nintendo revelou os seus planos para adquirir a Bandai Namco Studios Singapore, numa nota enviada aos seus investidores, onde afirma ter entrado num processo de aquisição de 80% das ações do estúdio a 1 de abril de 2026 – início do próximo ano fiscal – continuando a restante aquisição no futuro.

Esta aquisição de um dos ramos da Bandai Namco não é surpreendente, uma vez que os laços com a Nintendo já são fortes e duradouros, particularmente pelo trabalho de suporte em jogos como Splatoon 3. Para além do exclusivo Nintendo, a Bandai Namco Studios, fundada em 2013, lançou recentemente Hirogami, um jogo de plataformas passado num mundo de papel, e ajudou no desenvolvimento de jogos como Ace Combat 7: Skies Unknown, Soul Calibur 6, Tekken 7 e o mais recente Tekken 8.

A concretizar-se, esta será mais uma das aquisições da Nintendo nos últimos anos. Entre elas tivemos a compra da Next Level Games, dos jogos Luigi’s Mansion, a SRD Co Ltd de jogos como Donkey Kong e Super Mario Bros para a NES, a Dynamo Pictures para a criação de conteúdos multimédia, agora conhecida como Nintendo Pictures, a Shiver Entertainment e a totalidade da Monolith Soft, responsável pela Xenoblade.

UrbanGlide Cruise 1000 GT 2×2 Review: Potência sobre as duas rodas

A Cruise 1000 GT 2×2 oferece uma experiência de condução robusta e intensa, marcada por autonomia excecional e conforto surpreendente.

A UrbanGlide Cruise 1000 GT 2×2 é daquelas trotinetes que, mal se pousa o pé no deck, deixa claro que foi feita para mais do que um simples passeio urbano. A sensação que transmite é a de um pequeno veículo de aventura. É pesada, larga, robusta, com aquele ar de máquina que não está ali para brincar. A primeira aceleração confirma logo essa ideia. Os dois motores de 1400W puxam com uma força que surpreende mesmo quem já está habituado a trotinetes mais potentes, e a tração às duas rodas dá uma estabilidade que se nota sobretudo quando o piso não é perfeito. Em subidas, então, é onde a Cruise 1000 GT 2×2 mostra o seu carácter, não perde fôlego, mantém velocidade com uma facilidade invulgar e dá uma confiança rara num equipamento desta categoria.

A UrbanGlide Cruise 1000 GT 2×2 oferece três velocidades de condução: a eco, a sport e a race, que podem ser alternadas com um simples toque no botão junto ao punho esquerdo. Cada um desses modos altera de forma clara como a trotinete reage, adaptando-se a situações distintas. O modo Eco – que durante os testes acabou por ser o menos utilizado -, limita significativamente a sua velocidade a 5 km/h. Embora seja pouco prático para a maioria dos percursos, pode revelar-se útil em áreas muito movimentadas, onde avançar devagar ajuda a evitar acidentes indesejados. O modo Sport é o modo intermédio e foi aquele que acabei por usar mais. Ao passar do eco para este nível, nota-se imediatamente um aumento da força, atingindo a velocidade máxima de 15 km/h em poucos segundos. Esta configuração oferece um equilíbrio interessante entre rapidez e segurança, permitindo deslocações ágeis mas controladas, sem comprometer o tempo de reação. Mas onde realmente encontrei prazer nesta trotinete, foi no modo Race, que liberta toda a sua capacidade, ativando a potencia máxima nas duas rodas e levando-a aos 25 km/h sem grande esforço e quase de forma instantânea. É especialmente prático quando é necessário um impulso extra, sobretudo em subidas muito exigentes, onde os restantes modos podem perder alguma velocidade. Com este modo ativo, utilizado o botão DDM (que ativa o torque todo da trotinente quase de imediato) mesmo as inclinações mais pronunciadas deixam de representar um obstáculo. Utilizar este modo em caminhos de terra batida, até pode ser considerado um deporto radical, até porque se nos montarmos na trotinete e acelerarmos ao máximo, o seu impulso dá a sensação que a que está prestes a fazer um cavalinho no arranque – que na realidade não faz.

De um modo geral, a sua condução é muito confortável. Os pneus tubeless offroad de 10 polegadas e a suspensão fazem um bom trabalho a suavizar a vibração da calçada ou do asfalto irregular, e é precisamente nesses contextos que esta UrbanGlide se distingue. Os travões hidráulicos também ajudam a manter tudo controlado, oferecendo uma travagem firme e previsível, mesmo quando se está um pouco entusiasmado com a potência disponível. A iluminação, com luz frontal, LED no deck e piscas integrados, cria uma presença forte na estrada e facilita bastante a condução noturna, algo que muitas trotinetes ainda deixam muito a desejar.

UrbanGlide Cruise 1000 GT 2x2
UrbanGlide Cruise 1000 GT 2×2

Digno de destacar é também a existência de um modo pedestre, que deve ser utilizado sempre que se transporta a trotinete à mão. Pode parecer algo inútil numa primeira impressão, mas dado o peso da trotinete é uma funcionalidade útil para transporta-la por exemplo, em zonas em que é proibido andar em cima dela.

A autonomia é outro ponto onde a Cruise 1000 GT 2×2 impressiona. A sua grande bateria, com 52V/23,4Ah, permite percorrer longas distâncias, em até 100 km, sem aquela preocupação constante de encontrar uma tomada a meio do percurso. Obviamente, a autonomia está diretamente relacionada com o modo de condução selecionado. Para quem faz deslocações de 20 a 30 km diários, a realidade é que só precisará de carregar a trotinete de três em três dias, ou mesmo menos, dependendo do estilo de condução. No entanto, este conforto tem um preço, já que o carregamento completo demora muitas horas. Depois de ter percorrido quase 45km num só dia (não tinha a bateria totalmente carregada) foi necessário mais de 12 horas para carregar totalmente a bateria. Uma situação que pode ser frustrante para quem está habituado a fazer recargas rápidas. Mas o lado menos positivo mais óbvio surge quando é preciso mexer fisicamente na trotinete. Os mais de 33 quilos não perdoam. Transportá-la pelas escadas, levantá-la para meter no porta-bagagens de um carro ou simplesmente movê-la dentro de casa transforma-se num pequeno exercício de paciência, ou de ginásio. O tamanho também não ajuda, já que dobrada ou não, é volumosa, e não é o tipo de trotinete que se leva facilmente para um transporte público ou que se arruma num canto de forma discreta. É um equipamento que exige espaço e algum planeamento.

Apesar destas limitações, é difícil não reconhecer que a Cruise 1000 GT 2×2 para quem está afim de um equipamento deste estilo, até porque oferece muito pelo preço a que costuma ser vendida, que é algo em torno dos 1600€. A combinação de potência real, autonomia elevada, tração total, construção sólida e funcionalidades como o desbloqueio por NFC dá-lhe uma personalidade distinta dentro do segmento. Ainda assim, é uma trotinete que não se adapta a todos os estilos de utilização. Para deslocações leves e urbanas, é um exagero, e para quem precisa de algo portátil, será algo realmente a desconsiderar. Mas para quem procura uma máquina capaz, estável, confortável e com energia para praticamente tudo, mesmo em offroad, torna-se numa proposta extremamente apelativa. Testá-la deixou-me com a impressão de que é uma trotinete feita para quem realmente quer substituir parte do uso do carro, ou para quem gosta da sensação de potência na ponta dos dedos, sem abdicar da estabilidade e da autonomia.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela UrbanGlide.

CEO da Epic Games acha que ocultar o uso de IA em jogos é boa ideia

Tim Sweeney afirma que não faz sentido lojas como a Steam optarem pela transparência e honestidade.

Enquanto que a Valve aborda o uso da inteligência artificial nos jogos que vende na Steam Store, com a identificação clara de como os jogos são feitos, o CEO da plataforma rival, Tim Sweeney prefere uma abordagem mais opaca, ocultando essa informação. Uma posição que foi recentemente apresentada, não em reflexão dos seus produtos, mas em critica direta aos concorrentes.

Numa publicação nas redes sociais, Sweeney respondeu a utilizador que concordava que a informação “Made with AI” na Steam não faz sentido. De acordo com o CEO da Epic Games, que já é conhecido por posições controversas e pouco éticas, essa informação é relevante apenas para exposições de arte para identificação de autor e em lojas digitais com licenças para que os utilizadores entendam os seus direitos. No entanto, considera que não faz sentido em jogos porque acha que a IA vai ser usada em todas as produções.

Estas afirmações desesperantes, colocaram Sweeney no alvo de várias críticas, revelando-se desligado da realidade. Não só Sweeney afirma que jogos não são arte, como tenta limitar os clientes de saberem o que estão a comprar, ou no caso da Steam, o conteúdo das suas licenças – uma vez que as compras digitais são aquisições de licenças.

Ainda que o uso de IA possa ser usado em produção de jogos, há uma grande resistência no lançamento de produtos finais com conteúdos gerados por inteligência artificial. E a prova disso vem de vozes importantes da indústria, de CEOs a produtores, que continuam a mostrar resistência a estas tecnologias. Por exemplo, os produtores de Dispatch consideram o uso de IA uma solução criativa “para produtores que não são criativos”, o CEO da Take-Two considera que o uso de inteligência artificial em jogos limita a criatividade, e em caso mais moderados, temos o de Phil Spencer que já veio esclarecer que a Xbox não impõe o uso de IA nos seus estúdios, provando mais uma vez que o futuro da IA em videojogos não é uma imposição ou uma certeza absoluta, mas uma escolha dos verdadeiros autores destas produções de expressão, também ela, artística.

Google Maps estreia modo de baixo consumo de energia no Pixel 10

A funcionalidade, parte do Pixel Drop de novembro de 2025, promete baixar consideravelmente o consumo da bateria em longas viagens.

O Google Maps recebeu uma nova funcionalidade nos dispositivos Pixel 10. Trata-se de um novo modo de baixo consumo de energia para navegação, que havia sido oficialmente anunciado para o Pixel Drop de novembro de 2025. Esta funcionalidade está agora a ser distribuída de forma gradual.

A primeira referência ao modo surgiu no final de outubro, quando se especulou que pudesse estar associado ao Android 17 e ao funcionamento do Always-on Display. No entanto, essa expectativa foi rapidamente descartada pela própria Google, que confirmou tratar-se de uma funcionalidade exclusiva, pelo menos por agora, da linha Pixel 10. A funcionalidade permite que o Google Maps utilize o mínimo possível de energia enquanto o utilizador navega. Para isso, o sistema apresenta um mapa simplificado diretamente no ecrã bloqueado, exibindo apenas a informação essencial. Ao abdicar de elementos gráficos mais pesados e da interface completa de navegação, o telemóvel consegue poupar uma quantidade considerável de bateria, algo que se pode revelar útil em viagens longas.

De acordo com a página oficial de suporte, o modo de baixo consumo está ativado por defeito. Quem quiser desativá-lo, ou voltar a ativá-lo, pode fazê-lo nas definições internas do Google Maps, dentro de opções de navegação. Para utilizar a funcionalidade basta iniciar a navegação como habitual e, de seguida, pressionar o botão de energia do smartphone para bloquear o ecrã e mapa simplificado entra automaticamente em ação. Para sair desse modo, basta tocar no ecrã ou carregar novamente no botão.

O lançamento da funcionalidade já começou a chegar a alguns utilizadores com dispositivos Pixel 10 e não é necessária qualquer atualização manual da aplicação, ainda que seja sempre recomendável manter o Google Maps na versão mais recente.

Conan Osiris regressa aos concertos com atuação no Porto em 2026

Conan Osiris anuncia regresso aos palcos em 2026, com uma atuação integrada no programa Raízes e Ressonâncias, na Casa da Música.

O nome de Conan Osiris foi-se afastando do circuito mediático ao longo dos últimos anos, como se tivesse optado por permanecer em silêncio. Agora, Tiago Miranda anuncia um regresso que quebra essa ausência prolongada: vai subir ao palco da Casa da Música, no Porto, a 11 de janeiro de 2026, num concerto integrado no programa Raízes e Ressonâncias. A informação foi confirmada pela Ao Sul do Mundo, que adianta que os bilhetes serão colocados à venda em breve.

O músico revelou a novidade com uma mensagem enigmática, fiel ao seu universo próprio, na sua página de Instagram, onde afirma que sente falta do público e encara o próximo ano com a mesma incerteza que qualquer pessoa, não sabendo, portanto, o que 2026 lhe trará.

Sem lançar um álbum desde Adoro Bolos, de 2017, Conan Osiris manteve-se, ainda assim, ligado à música através de colaborações com nomes como Ana Moura, Scúru Fitchádu, Filipe Sambado, Nuno Ribeiro, Expresso Transatlântico, Rita Vian e Sérgio Onze.

A sua notoriedade disparou quando venceu o Festival da Canção de 2019, levando “Telemóveis” ao palco da Eurovisão, em Tel Aviv. Mas, depois disso, afastou-se gradualmente dos holofotes, surgindo apenas em colaborações pontuais.

Resta saber se este concerto no Porto será o único de Conan Osiris em 2026… ou se o artista voltará aos palcos com maior regularidade a partir daí.

Passe Andante não aumenta de preço em 2026, ao contrário dos bilhetes ocasionais

O Conselho Metropolitano do Porto aprovou o congelamento dos passes ANDANTE e uma atualização dos restantes títulos de transporte para 2026.

O Conselho Metropolitano do Porto reuniu a 19 de setembro e validou um conjunto de decisões que irão orientar a atuação da Área Metropolitana do Porto a partir de 2026, com destaque para as políticas de transportes e para a gestão de biorresíduos.

A atualização das tarifas de transporte público ficou marcada para janeiro, mantendo-se, contudo, os passes mensais Andante com o mesmo preço, resultado de um esforço adicional dos municípios. A subida média de 2,28% incidirá apenas sobre bilhetes ocasionais e títulos adquiridos a bordo, em conformidade com as orientações da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes e no âmbito do programa nacional Incentiva+TP.

Pedro Duarte, presidente do órgão metropolitano, referiu que o congelamento dos passes Andante visa proteger o orçamento das famílias e assegurar que o transporte público continua acessível a quem dele depende. Sublinhou que a política de apoio às camadas mais vulneráveis permanece central nas decisões sobre mobilidade, embora chamando a atenção para a necessidade de manter a sustentabilidade do sistema face às dinâmicas dos grandes centros urbanos. Assinalou ainda que os transportes públicos devem ser entendidos como um bem coletivo que beneficia tanto os utilizadores diretos como a sociedade em geral, seja pelas vantagens ambientais, seja pelo impacto no bem-estar e na qualidade de vida.

Na mesma reunião, foram aprovadas duas alterações ao orçamento da AMP para 2025. A alteração permutativa redistribui verbas entre rubricas sem alterar o valor global, enquanto a alteração modificativa introduz ajustamentos destinados a novos projetos e despesas adicionais, ampliando a flexibilidade da execução financeira ao longo do ano.

Foi ainda confirmada a adesão ao protocolo nacional RecolhaBio 2025, financiado pelo Fundo Ambiental, que mobiliza um investimento total de 27 milhões de euros destinado ao reforço da recolha seletiva de biorresíduos. O programa abrange a aquisição de equipamentos, iniciativas de compostagem comunitária e ações de sensibilização dirigidas aos municípios da Área Metropolitana do Porto.

Ryanair termina com o programa Prime após perceber que estava a perder dinheiro

A Ryanair abandonou a subscrição Prime, justificando a decisão com falta de viabilidade, mas as vantagens continuarão válidas para os subscritores até 2026.

Em março deste ano, a Ryanair lançou um novo serviço de subscrição que permitia aos passageiros beneficiar de tarifas reduzidas em viagens individuais ou acompanhadas. Chamava-se Ryanair Prime e, com esse programa, os subscritores teriam acesso a ofertas exclusivas, enviadas diretamente por e-mail, possibilitando a reserva de voos com preços reduzidos.

Além das tarifas mais baixas, o programa da companhia aérea irlandesa incluía outras vantagens, como a possibilidade de reservar gratuitamente determinados lugares a bordo. Quer seja à janela, ao corredor ou ao meio, os passageiros podiam escolher onde se sentariam sem custos adicionais, até um máximo de 12 lugares. A subscrição também oferecia um seguro de viagem anual, garantindo maior tranquilidade aos passageiros ao longo do ano.

Ora, oito meses depois, a Ryanair decidiu encerrar o seu programa Prime. A subscrição já não aceita novas adesões, embora os atuais 55.000 subscritores mantenham acesso às ofertas mensais de tarifas reduzidas até outubro de 2026, período correspondente ao restante tempo de validade das suas inscrições.

Dara Brady, responsável de marketing da companhia aérea, explicou que a iniciativa surgiu após anos de pedidos de passageiros interessados num modelo de subscrição. E embora o programa Prime tenha permitido gerar cerca de 4,4 milhões de euros, os descontos concedidos ultrapassaram os seis milhões de euros, ou seja, a Ryanair ficou a perder dinheiro. Brady acrescentou ainda ainda que organizar campanhas mensais exclusivas para um grupo tão limitado de utilizadores não justificava o investimento operacional necessário.

Dados de clientes da Iberia expostos online após incidente de segurança

A companhia aérea Iberia detetou acesso não autorizado a informação de passageiros e ativou protocolos de segurança.

A Iberia informou os seus clientes, via email, de que um incidente de segurança ocorrido num fornecedor externo permitiu o acesso indevido a determinados dados pessoais. A companhia confirmou ter detetado sinais de intrusão que atingiram informação relativa a alguns passageiros, podendo incluir o nome completo, o endereço eletrónico, o número de telefone e o número do programa Iberia Club.

Segundo a empresa, as credenciais de acesso às contas permanecem intactas e não houve qualquer acesso a dados completos de cartões bancários, o que impede a sua utilização. Assim que tomou conhecimento da situação, a transportadora ativou os seus protocolos internos e reforçou os mecanismos técnicos e organizacionais para limitar o impacto e evitar a repetição de incidentes semelhantes. Entre as medidas adotadas encontra-se a autenticação em dois factores para qualquer alteração ao endereço eletrónico associado à conta, bem como uma monitorização contínua para deteção de atividade suspeita. As autoridades competentes foram informadas, e a investigação continua em coordenação com o fornecedor afetado.

Até agora não surgiu qualquer indício de utilização fraudulenta da informação comprometida. Ainda assim, a Iberia recomenda atenção a contactos inesperados que possam tentar explorar a situação, pedindo que qualquer sinal de anomalia seja comunicado ao centro de atendimento através do número +34913336701 ou via email.

Adoção do Windows 11 continua mais lenta do que a do Windows 10

A Dell afirma que apesar do fim do suporte ao Windows 10 os utilizadores e empresas demonstram pouca urgência em atualizar os seus computadores.

Apesar de o suporte oficial ao Windows 10 ter terminado em outubro, a tão esperada migração em massa para o Windows 11 está longe de se concretizar. A Dell, durante a apresentação dos seus recentes resultados financeiros, deixou claro que a transição para o novo sistema operativo da Microsoft está consideravelmente atrasada face a ciclos anteriores. De acordo com Jeffrey Clarke, diretor de operações da empresa, a adoção do Windows 11 encontra-se entre 10 a 12 pontos percentuais abaixo do que seria habitual nesta fase do ciclo de vida de um sistema operativo.

Esta resistência é particularmente marcante tendo em conta as circunstâncias. Cerca de 500 milhões de PCs atualmente em uso não cumprem os requisitos mínimos de hardware para instalar o Windows 11, o que, à partida, deveria desencadear uma renovação significativa dos computadores a nível global. No entanto, esse comportamento não se está a concretizar. A Dell prevê que as vendas de computadores se mantenham praticamente estáveis, um sinal de que os utilizadores não sentem urgência em adquirir novos equipamentos apenas para ter acesso à versão mais recente do Windows.

Isto acontece num momento em que a Microsoft tenta, de forma insistente, corrigir os problemas de estabilidade e desempenho do seu sistema operativo e tornar ferramentas inteligentes intrusivas parte da experiência de utilização do mesmo. Situações que para além de insuficientes para impulsionar uma renovação em grande escala, também demonstram resistência por parte dos utilizadores.

Cyndi Lauper estreia-se em Portugal no Rock in Rio Lisboa 2026

Cyndi Lauper norte-americana junta-se a Rod Stewart, 4 Non Blondes e Joss Stone num dia do Rock in Rio Lisboa dedicado a nomes históricos da música internacional.

Há mais um nome a reforçar o Legends Day do Rock in Rio Lisboa, e desta vez trata-se de uma estreia muito aguardada. Cyndi Lauper sobe ao Palco Mundo a 27 de junho, num dia que o festival assume como um dos mais significativos da próxima edição. A confirmação surge pouco depois de a artista ter sido integrada no Rock & Roll Hall of Fame, num período em que a sua carreira volta a destacar-se no panorama internacional. A presença em Lisboa coloca-a ao lado de Rod Stewart, 4 Non Blondes e Joss Stone.

Desde a estreia com She’s So Unusual, em 1983, Cyndi Lauper afirmou-se como uma das vozes mais singulares do panorama musical. Canções como “Girls Just Want to Have Fun” e “Time After Time” conquistaram um estatuto duradouro e continuam a marcar presença na rádio, na televisão e nas plataformas digitais. O lançamento de True Colors, em 1986, consolidou a projeção internacional da artista e abriu caminho para uma discografia com mais de uma dezena de álbuns, mantendo sempre a mesma identidade criativa.

Nos últimos anos, a cantora percorreu vários continentes com a digressão Girls Just Wanna Have Fun Farewell Tour, que terminou com duas noites no Hollywood Bowl, acompanhada por figuras de grande destaque da música internacional. Estes concertos deram origem a um especial transmitido pela CBS, sublinhando o impacto contínuo da artista numa fase tardia, mas particularmente viva da sua carreira.

Para além da música, Cyndi Lauper mantém uma intervenção pública consistente na defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Em 2008, fundou a True Colors United, dedicada ao apoio a jovens LGBTQIA+ em situação de sem-abrigo, e, em 2022, lançou o fundo Girls Just Want To Have Fundamental Rights, destinado a iniciativas ligadas aos direitos e à saúde das mulheres.

A atuação de Lauper junta-se às já confirmadas presenças de Rod Stewart, 4 Non Blondes, Joss Stone, Xutos & Pontapés, GNR, UHF, Táxi e Syro, compondo um dia pensado para celebrar artistas que deixaram marca na música nacional e internacional, numa edição que pretende assumir um lugar duradouro na história do festival.

Quanto aos bilhetes, estão disponíveis nos locais habituais.  Estão também disponíveis os passes de fim de semana por 157€ cada. Se quiserem, aproveitem este link que vos dará 5€ de desconto na primeira compra na Fever.