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A segunda temporada de Ozark melhorou em todos os aspetos

Foi a 21 de julho de 2017 que estreou na Netflix uma das suas séries menos consensuais. Ozark dividiu a crítica e público, mas, acima de tudo, tinha em si a sombra de Breaking Bad, uma vez que existem elementos em comum entre ambas, como por exemplo a entrada no mundo do crime. Contudo, Ozark acabou por destacar-se por si só, não se mostrando, de todo, uma reles imitação da famosa série protagonizada por Walter White.

Ozark provou ser tenso, profundo e capaz de surpreender o público, apresentando-nos situações em que parecia impossível as personagens saírem ilesas. Tendo isto em conta, não foi de admirar as nomeações aos Emmy.

Entretanto, com o anúncio da segunda temporada, os fãs de Ozark ansiavam pelos desenvolvimentos da família Byrde, toda ela inserida num esquema de lavagem de dinheiro, inclusive os filhos. E agora que a segunda temporada está disponível no sítio do costume, os fãs podem esperar mais situações difíceis, mais mortes e uma história cada vez mais negra e densa.

Esqueçam de vez as comparações a Breaking Bad e olhem para Ozark como um diamante em bruto. A série protagonizada por Jason Bateman – continua fabuloso e é notável vê-lo num papel fora da comédia – veio trazer novas peripécias e reviravoltas constantes na vida da família Byrde, que, nesta temporada, vai estar (ainda mais) com as emoções à flor da pele.

Se na primeira temporada o primeiro episódio consegue-nos logo agarrar ao ecrã e fazer binge watching até ao final da temporada, este novo leque de episódios não lhe fica nada atrás. Aliás, a consistência, a qualidade dos diálogos, o drama constante, tudo isso foi melhorado. E até as novas adições ao elenco vieram dar nova força a esta história mirabolante.

Cada vez mais por dentro do negócio das drogas, a família Byrne vai ficando cada vez mais dividida. Se, por um lado, o casal Martin e Wendy mostram ao mundo exterior a sua aparente “relação perfeita”, é quando estão sozinhos que se nota que a relação entre ambos vai ficando cada vez mais tensa. Contudo, é muito interessante reparar nesta dualidade de aparências, algo que os atores fazem com mestria.

Já o elenco secundário, como os “ajudantes” de Martin ou os pseudo-amigos de Wendy, dá força e credibilidade a uma história que parece difícil de imaginar. E isto sem falar na família de Ruth Langmore, que promete continuar a causar problemas.

Resumindo, as personagens estão cada vez mais distantes e divididas, há um tom muito negro na vida de cada um e as reviravoltas são constantes nas situações apresentadas, o que só prova que não precisamos de grandes orçamentos para que seja criado um projeto viciaste. Basta uma boa realização, uma boa história e excelentes atores.

Estou a falar em linhas muitos gerais de modo a não spoilar ninguém, mas, no final de tudo, irão aperceber-se de que estamos perante uma temporada mais forte e mais coesa do que a primeira. Felizmente, Ozark não é daquelas séries que se perde no segundo ano de existência. Não. Consegue prevalecer e apresentar-nos histórias ainda mais interessantes que as da primeira temporada. Mesmo com todos os perigos ao virar de cada esquina, Ozark vai colar-nos ao ecrã, nem que seja para esperarmos o pior que pode acontecer.

Se querem uma série para o binge watch da semana, aqui a têm. É imperdível.


 

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