Novo plano quer aproximar a estação de Coimbra-B à cidade

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E há muitas alterações a concretizar.

O arquiteto catalão Joan Busquets está a rever o plano de urbanização para a futura estação intermodal da cidade que elaborou há mais de 10 anos e visitou Coimbra na semana passada, no âmbito desse processo.

Um dos objetivos neste redesenho de toda a zona entre Coimbra-B e a Baixa estará a ideia de hierarquias no acesso à futura estação intermodal, com a intenção de tentar priorizar “quem vai a pé, depois quem vai de bicicleta, quem vai de autocarro ou metrobus e, só em quarto, quem vai de veículo privado”.

Nesse sentido, o arquiteto disse querer que o plano aproxime Coimbra-B da cidade e notou que, apesar de a estação “ter uma posição central” em relação ao concelho, acaba por parecer “muito longe” de tudo o resto, pela forma como a sua ligação é feita à Baixa da cidade.

O plano, que ainda está numa fase inicial, aponta para um reforço da ligação pedonal entre a avenida Fernão de Magalhães e Coimbra-B e, ao mesmo tempo, uma maior conexão do Choupal com outras zonas verdes da cidade, como o vale de Coselhas, algo que já estava previsto no anterior projeto, mas que será agora “mais evidente”.

O arquiteto catalão apontou para o “uso pobre” do espaço na Casa do Sal, sob o viaduto do IC2, neste momento utilizado para estacionamento de carros e ponto de paragem dos autocarros FlixBus, considerando esta zona “problemática para a mobilidade suave”.

Nesse sentido, projeta um corredor verde contínuo – “uma grande esplanada verde” -, que permita ligar a avenida Fernão de Magalhães até à estação, zona neste momento nada propícia para a mobilidade suave, notou, referindo que o projeto continua a prever duas faixas em cada sentido para automóveis.

“É muito fácil aproximar ou estender a Baixa até à Casa do Sal, mas, para isso, a gare terá de ter uma grande centralidade”, frisou. Para isso o arquiteto, que mantém a ideia de um edifício “excecional” em ponte para a estação, prevê a construção de uma dupla de edifícios altos no mesmo complexo (que poderão ser um hotel ou espaço de negócios), que tenham uma “relação visual” com o resto da cidade.

O plano, que inicialmente previa outro tipo de ocupações para além da estação, deixará agora espaço que permita, no futuro, outras construções e ocupações. O arquiteto propõe também um redefinir das entradas do IC2 na cidade, considerando que, hoje, parte dos acessos são demasiado diretos e levam a congestionamentos.

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