NOS Alive 2018 | Japandroids vivaços; Eels fazem rir

Começámos o segundo dia do NOS Alive com um concerto cheio de energia e adrenalina por parte dos Japandroids. Naquela que foi a sua terceira vez em Portugal, o duo, com uma humildade absoluta, sabia que tocavam bastante cedo e, com isso, não foram muitos os que assistiram ao concerto. Mas não foi isso que os demoveu.

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Em palco, com som distorcido e muito alto como se quer, o duo canadiano desfilou verdadeiras malhas e, do alinhamento fizeram parte as mais recentes “Near to the Wild Heart of Life” ou “North East South West”, cujo videoclip tem imagens do Porto, tal é o amor que os Japandroids têm por Portugal.

Conhecidos por serem das bandas que mais concertos dão nas suas digressões, os Japandroids são, também, um projeto com os pés assentes na terra, referindo algumas vezes quem eram e salientando os bons momentos que passaram no nosso país. No final, com “The House That Heaven Built”, acabaram como começaram: ligados à corrente.

Já os Eels deram um concerto divertido e que, por vezes, fez lembrar espetáculos de comédia. Embora as primeiras músicas tenham soado algo maçadoras, o concerto lá se desenvolveu a bom ritmo. Perante uma plateia bastante composta e atenta, é curioso perceber que temas como “Bone Dry” e “You Are The Shining Light” acabam a ser celebrados como se fossem já grandes sucessos numa carreira que já conta com mais de 20 anos de existência. Afinal, essas músicas fazem do mais recente The Deconstruction, um álbum brilhante lançado no passado mês de abril.

Claro, todas as atenções recaem em Mark Oliver Everett, mais conhecido por Mr. E, um tipo de chapéu e óculos escuros aparentemente super porreiro e com mais ou menos espontaneadade e jeito para a arte de fazer rir. Não, não estamos a falar de um espetáculo de stand up-comedy, mas, por vezes, era o que parecia lembrar, se bem que misturado com bastante rock.

Rock que foi, precisamente, o prato forte do concerto. Afinal, em contexto de festival, há que ter um cuidado redobrado com a setlist, e foi precisamente isso que Mr. E fez, ainda que, a espaços, tivesse tocado uma ou outra balada. Mas característico é mesmo este blues rock pegajoso dos Eels, sempre presente em todos os seus trabalhos.

No concerto, houve espaço para uma conver de “Raspberry Beret”, de Prince, a portentosa “Fresh Bool” e, claro, “Novocaine For The Soul”, tema que abre Beautiful Freak, álbum de estreia, e que já foi lançado em 1996. Pois é, muitos dos que andavam pelo festival nem sequer eram nascidos quando este disco foi lançado.

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